PÁSSAROS POETAS... VÔOS DE PAZ!

Esta ciranda relâmpago, que rodou durante um dia foi iniciada a partir de um dueto com a participação da Confreira Aparecida de Lourdes Micossi e do Confrade Humberto Rodrigues Neto.
Ao encontro do tema Pássaros Poetas... Vôos de Paz! vieram as participações espontâneas de:


01. Aparecida Lourdes Micossi
02. Humberto Rodrigues Neto com as suas convidadas especiais:
     Gislaine Canales e Ceres Marylise
03. Regina Coeli
04. Joyce L.Krischke
05. Sidney Santos
06. Kedma O’liver
07. Marly F. Tamani
08. João José Oliveira Gonçalves




AGRADECIMENTO

Agradecemos aos participantes e aos que tiveram a oportunidade de ler e refletir mais um tema de Cultura de Paz, proposto por Confrades e Confreiras da CAPPAZ, neste ano de 2008, quando estamos completando apenas oito meses de fundação (09/04/2008).

PAZ E BEM!

Porto Alegre, 16/12/2008.
João José Oliveira Gonçalves
Presidente Nacional-CAPPAZ

Joyce Lima Krischke
Presidente Fundadora CAPPAZ





1. BUSCA
Cida Micossi


Oh! Bem te vi que me encantas
Cantando em minha janela
Eu canto por meu amor
Tu cantas pelo amor dela

Se em teu vôo incessante
Tu esperas encontrá-la
Eu, aqui, também, constante,
Tenho um sonho que me embala

Segue em frente, Bem te vi,
Buscando a tua metade.
Que quando voltares aqui
Cantemos nossa felicidade.

14/12/2008





2. SABIÁ
Humberto Rodrigues Neto


Quando foste àquela casa,
ao sabor de cada asa,
que é que foi que viste lá?
Viste alguém de lindo rosto,
que se traja com bom gosto,
não foi mesmo, sabiá?

Pousaste na laranjeira
que se ergue bem fronteira
com seu quarto de dormir?
Que tem ela mais que as outras,
que vês nela mais que noutras
no teu eterno ir-e-vir?

Desconfio, meu sabiá,
que o que te leva até lá
é algum secreto pendor...
És dela o seu menestrel
cuja boca anseia o mel
que flui de tão linda flor!

Mas não vás mais atrás dela,
nem voltes à sua janela
se queres conselhos sábios.
Desfaz os teus sonhos, pois
alguém já privou nós dois
da corola dos seus lábios!

-*-*-*-*-*-*-*-*-

2.1 Convidada Especial do Confrade Humberto Rodrigoues Neto
Glosando Miguel Russowsky
Gislaine Canales

RIMAS SÃO GAIVOTAS
MOTE:


Sei que rimas são gaivotas
nas praias do pensamento
e deixam gravadas as notas
nas estrofes do momento.

Sei que rimas são gaivotas
lindas, livres a voar,
vão seguindo suas rotas
pelo céu, sempre a sonhar!

Tecem sua inspiração,
nas praias do pensamento
e a vemos, com emoção
ondular-se contra o vento!

São da beleza, devotas,O
essas gaivotas ou rimas,
e deixam gravadas as notas
em diversas obras primas!

Rima – Gaivota – Alegria,
trio de puro talento
que enobrecem a poesia,
nas estrofes do momento.

-*-*-*-*-*-*-*-*-

2.2 Convidada Especial do Confrade Humberto Rodrigues Neto

PASSARINHANDO
Ceres Marylise


Se eu soubesse do teu nome, passarinho;
verdes prados nos meus dedos, pra tua dança.
Tuas asas, meu refúgio insondável;

nos teus olhos, para sempre,
minha lembrança.

Se eu soubesse do teu sonho, passarinho;
belas paisagens no meu rosto e no caminho.
Longos versos, ternos gestos,

pés descalços, cuidadosos,
no teu ninho.

Se eu soubesse de tua casa, passarinho;
pimenta doce na minha boca, tua morada.
Gosto nosso, no teu jeito assim tão doce,

pra ser sempre por teu bico
acarinhada.

Se eu soubesse do teu canto, passarinho;
minha porta novamente se abriria;

mão aberta, suavemente te acolheria
e facilmente iríamos voar,
voar...





3. BEM-TE-VI E SABIÁ
Regina Coeli


Tenho dois lindos amores,
Que são a minha alegria,
De um jardim são como flores,
Colorindo em primazia.

Sabiá, com canto triste,
Solfeja pra laranjeira,
E a minha dor não resiste
E se derrama, inteira...

Mas chega o meu bem-te-vi
Gritando pra me alegrar
E vem dizer pra eu sorrir
Pra mágoa descarregar...

Bem-te-vi e sabiá
São bens que a Mãe-Natureza
Deu a mim pra desfrutar
Em meio a tanta beleza...

Se o sabiá me entristece,
É porque triste eu estou,
Mas seu laranja me aquece
E à sua cor eu me dou...

E o bem-te-vi, sorridente,
Com garbo e muita altivez
Grita que o "triste" e o "contente",
Cada qual tem sua vez...





4. BOÊMIO SABIÁ
Joyce – Lu@zul


Boêmio sabiá na madrugada vem cantar
Embalando meu poema e a me acompanhar
Começa as três de mansinho o seu belo trinar
No galho da laranjeira canta... canta sem parar

Fico lhe ouvindo e ele busco a inspiração
Das teclas do meu PC brota a minha canção
Canto de amor ele entoa e de tristeza também
Enquanto eu o escuto silente e sem ninguém

O dia já vem chegando... o sol nascendo
E o canto do sabiá desaparecendo
Há gente apressada passando na rua

O sol brilhante vem ocupar o lugar da lua
No galho da laranjeira o cantor não mais está
Aguardarei a noite à volta do boêmio sabiá

”In” Navegando Poesia-pág 44 –Ed Alcance- 2006





5. PINTURA NO JARDIM
Sidney Santos


O quadro
Tinta verniz
Marcando tua moldura
Vontade que ultrapassa
Toda cor e matiz

Eu
Pássaro amante
Em busca da linda flor
Instante constante
Na vida do beija-flor

Você
Manto de proteção
Pequeno ponto de luz
Flor que o pássaro conduz
Pra dentro do coração

Nós
Pássaro e flor
Instante proteção
Vontades amor
Pulsar de emoção

Out 2008





6. INTRODUÇÃO
(Recordações a autora)
Kedma O'liver


Esta ciranda me trouxe a recordação do primeiro poema que me fez chorar, quando tinha seis anos. Minha mãe bordou um vestido amarelo clarinho pra mim com uns sete ou oito desenhos de sabiá em diversas posições dentro de gaiolas e em cada uma tinha uma estrofe do poema que era assim:


"SABIÁ NA GAIOLA

Sabiá lá na gaiola
fez um buraquinho
Voou,voou,voou,voou
E a menina que gostava
tanto do bichinho
Chorou,chorou,chorou,chorou
Sabiá fugiu pro terreiro
Foi cantar lá no abacateiro
E a menina diz a chorar
Vem cá, sabiá, vem cá
Sabiá responde de lá
Não chore que eu vou voltar."


Nunca soube o nome do autor, mas sei que era um poema musicado
porque até hoje eu me lembro da música. Baseado nas recordações.


SABIÁ NA MANGUEIRA
Kedma O'liver


Vendo o lindo sabiá
Vejo em minha lembrança
Doces recordações
Do tempo de criança
Bordado como história
Em um vestido amarelinho
Preso em uma gaiola
Tinha dó do coitadinho
Chorei quando ouvi
Aqueles versos bordados
Tirei logo o vestido
Deixei-o bem guardado
Hoje me lembro dos versos
Quando vejo pousar
No quintal, no abacateiro
O majestoso Sabiá.





7. PASSARINHO VERDE
Marly F. Tamani


Verde... verde passarinho
assim caído, asa partida,
magoado, sem ninho,
pobre vida sofrida,

teu canto me faz doída,
vem querido passarinho
minh’alma também é partida,
vem partilhar meu cantinho!

Neste verde tão profundo,
desse verde do teu mundo
vem partilhar seu carinho,

verde... verde passarinho
vem viver amor profundo,

vem me amar e ser meu mundo.





8. A UMA CAROCHINHA...
J.J. Oliveira Gonçalves


Carochinha, que pulas, no terreiro
Vem contar-me uma história – bem bonita...
No peito, ( envelhecido!), ainda palpita
O coração infante – e aventureiro!

Quando te vejo assim – a saltitar
Com teu passinho lépido e faceiro
Sinto o desejo ardente – alvissareiro
De lá na infância, (então!), poder voltar!

Não te impressiones, meigo passarinho:
É que lá eu tinha Amor – tinha carinho
E aqui Saudade eu tenho – e Solidão!

Mas, não importa! Que Deus, por certo, sabe
Que esta Dor que no peito já não cabe
É a Dor da Alma – na Crucificação!

Porto Alegre, 21 de outubro/2005. 16h45min



SELO DE PARTICIPAÇÃO
Caros confrades e confreiras! A Confraria Artistas e Poetas pela Paz entrega aos participantes da 2ª Ciranda - Especial CAPPAZ o selo comemorativo como lembrança de nossa roda poética. Clique com o botão direito e em salvar como, escolha a pasta e salve seu selo de participação na Ciranda Pássaros Poetas... Vôos de Paz!













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Arte Joyce Lu@zul
Formatação Rosângela Coelho
Exclusivo para CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz