INTRODUÇÃO

 

PARTICIPANTES

01. Meimei Corrêa
02. Sergio Martins Pandolfo
03. Cida Micossi
04. Kedma O'liver
05. Arnaldo Agria Huss
06. Regina Coeli
07. Ilka Vieira
08. Sidney Santos
09. J. J. Oliveira Gonçalves
10. Ana Teresinha Drummond Machado
11. Marly Tamani Feliciano
12. Humberto Rodrigues Neto
13. Joyce Lu@zul
14. Pablo Silveira
15. Eloisa Antunes Maciel
16. Marco A. Amado
17. Eliene Taveira
18. Rosa Maria Athanásio de Oliveira
19. Lenir Castro

 

 

 

TEXTOS/ARTES

01.
CHEIRO DE POESIA
Meimei Corrêa

Olhe para mim, sinta a vibração
Da melodia que vem do infinito
Ouça, os anjos sussurram a oração
Vinda do céu, no coro mais bonito.

Olhe para mim, veja em meu olhar
O facho de esperança que seduz
A inspiração que vem se aconchegar
Envolvendo o meu ser com sua luz.

Olhe para mim, veja o que acontece
Nesse instante, meu corpo não padece
Porque com Deus estou em sintonia.

Olhe para mim, pode acreditar
O perfume que exala pelo ar
É simplesmente o cheiro de poesia!
MEIMEI CORRÊA

02.
4 trovas de Sérgio Martins Pandolfo

Hoje é o dia da Poesia,
este 14 de março;
pra saudá-la em cantoria
as cordas da lira esgarço.

Hoje é o dia que nos cabe
no calendário festivo:
do trovador pra - quem sabe? -
fazer verso criativo.

Oh! poeta, todos sabem,
és palavrador da língua,
teus sentimentos bem cabem
nos quatros versos, não mínguam

Oh! poeta – quem não sabe? –
és domador de palavras;
pondo-as no verso que cabe,
vivas emoções consagras

03.
DIA DA POESIA E DIA DO “PI”
Cida Micossi

A Poesia, você sabia?
Também tem o seu dia
Que é – veja - comemorado
Numa data inusitada.

Pesquisando na internet
Sobre o catorze de março
Vi algo que me intrigou:
Uma data de tanto sonho
Comemorada – estranho -
no dia em que a matemática -
ciência das mais exatas -
junta-se com a gramática
e em perfeita harmonia
com a língua e costumes
que vêm de longe daqui
trocam, invertem a data
reverenciando o PI.
E eu aqui fico a pensar:
Até os números me fazem poetar...
Santos, 14/03/2009

04.
DIA DA POESIA
Kedma O'liver

Dizem que tem o dia
Da poesia numa data
14 de março escolhida
Para ser festejada

Não sei se para escrever
Existe hora marcada
Ou se precisa ter
Data pra se comemorada

Poesia são vida e alma
Colocadas em papel
É emoção e acalma
Leva-nos a ver o céu

Poetas são anjos divinos
Que expressam a emoção
E tornam mais ameno
As dores do coração

Que colocam nas palavras
O que rola na mente
Tudo que o povo cobra
E tudo que ele sente

Seja amizade ou carinho
Alegria ou tristeza
Poeta sempre dá um jeitinho
E coloca com delicadeza

Em qualquer lugar ou dia
Sempre com muito amor
Poeta demonstra euforia
De todo ser sonhador

05.
P O E S I A
Arnaldo Agria Huss

Com a poesia fico cismado,
Algumas simples, outras sem nexo.
Dizem que só quem as escreve as entende,
E o poeta, sabendo disso, não se ofende.
Quem as faz é sujeito iluminado,
E assim, sempre fico perplexo.

Santos, 14 de março de 2009

06.
E por falar em Poesia...
Regina Coeli

Entre pérolas e flores,
Amores e desamores,
Desponta na ponta dos dedos
Vasto mundo de segredos...
Seus músculos são as palavras
Usadas, cuspidas, espremidas, ah!
Tanto sentimento pra chorar...
Atleta que não se cansa de dizer,
No exercício do sentir e do fazer,
Tudo o que a alma de um alguém expia...
Anda, salta, corre, voa... dor, refrigério!
Acende as luzes, revela o teu mistério,
Amiga e amante, teu nome é Poesia!

07.
O Entardecer da Minha Poesia
Ilka Vieira

Invade-me e apropria-se
da minha alma uma tal calmaria...
Pode fazer dormir a minha poesia
e seu despertar pode retardar...
E eu posso não estar mais aqui...

É ainda tão belo o que sinto...
Parece tão forte e eu
não posso contar com a sorte.
Preciso escrever o que sinto,
porque o que sinto
já não pode ser vivido,
mas certamente seria abençoado.

Tão bom seria,
se comigo fosse
a minha poesia...
Fiel sintonia, telepatia,
viagem perfeita!

E ela se mostra sonolenta,
quase despersonalizada.
Embriaga-se com o pôr do Sol.
Quer-se enfraquecer, mas reage,
porque minha alma não pode enrijecer.

08.
MÁGICO ENCONTRO
Sidney Santos

Vivo o mundo da poesia
Sempre versos escrevendo
Brincando com a alegria
Tristezas refazendo

Nuvem branca passando
Trazendo ricas lembranças
Pássaros livres cantando
Doce canto de esperanças

Nuvem que segue o tempo
Porem sem hora marcada
Pára em certo momento
Pelo vento, enamorada

Nuvem mostrando o caminho
Onde a amada parar
Deixando sempre um carinho
Quando o poeta encontrar

Caminho de luz cintilante
Flameja brincando na cor
Nos olhos azuis fascinante
Na graça do teu amor

Poeta vento constante
Agitando na terra e no mar
Pára no certo instante
Calmaria pra te amar

09.
As Musas e Castro Alves...
J.J. Oliveira Gonçalves

8 de Março.

As mulheres são as musas do cotidiano do poeta. Seja esta mulher a mãe, que veio da avó. Seja a irmã, que se originou da mãe. Seja, enfim, a amada – amante ou namorada... gerada por generoso ventre. O que importa é o significado ímpar e emblemático do ser mulher, musa, fonte inspiradora – do poema, da rima, do verso do vate. A mulher, para o poeta, confunde-se com a Mãe-Natureza: ela é a terra, a semeadura, a seara... fragrância, flor e fruto... Guarda o Prazer do ventre, (cálido e amoroso!), e o Êxtase da Alma... E elas que lutam, sonham, choram, sorriem, pecam, (e também perdoam!), deveriam chamar-se Marias... Mas deveriam, ainda e igualmente, chamar-se Madalenas... Ah, as mulheres... Esses seres enigmáticos que guardam Segredos e Mistérios... Intuitivas, práticas... próximas e distantes... Às vezes, o coração retumbante... feito o Mar a galopar entre cristais de espuma e sal... Às vezes, a Alma profundamente calada... feito a Lua a velejar sua leitosidade fluorescente entre a purpurina solitária e intermitente das Estrelas...

O 8 de março é o Dia Internacional da Mulher. Comemorado pelas Nações Unidas, desde 1975, eventos e comemorações, mundo a fora, vinculam-se às incansáveis reivindicações femininas por melhores condições de trabalho, por uma vida mais digna – numa sociedade mais justa e igualitária.

Fica, no preâmbulo deste pequeno texto, a homenagem à musa que traz ao poeta sonho, realidade, ilusão, sedução... a canção de ninar e a magia ilimitada do vôo poético... A esse poema concreto – intitulado mulher: minha Lira solidária...

14 de Março.

Após aludir-se a musas, aluda-se, agora, a poetas. No caso, a um poeta em especial: Antônio Frederico de Castro Alves. Nascido a 14 de março de 1847, na fazenda Cabaceiras, na então freguesia de Muritiba, comarca de Cachoeira – a poucas léguas de Curralinho, na Bahia.

Em seus escassos ( e gloriosos!) 24 anos, viveu intensamente – amando e sonhando sofregamente... Seu canto vem de longe... Vem com o despertar do nativismo na sua Bahia do século 17. E seu canto continua belo e grandioso, até hoje. Pois que encarna o amor à Liberdade. Defendendo o escravo, imortalizou seu canto. E, voando nas asas imensas do condor, não se fez apenas o poeta da raça (ou de uma raça!) mas o arauto legítimo do valor Liberdade. Magistral e aguerrido (mesmo atrevido!) em O Navio Negreiro e Vozes d’África. Sublime, meigo, ingênuo (mesmo sedutor!) em tantos de seus versos de amor... Lírico, romântico... sonhador...

Poeta pequeno, fico a imaginar Castro Alves no contexto de nosso conturbado País... Seu canto de Liberdade ecoaria – mais que retumbante. E sua Lira cantaria (ou choraria!) não apenas a Dor dos grilhões da escravatura na pele negra... a Dor do açoite, a Dor do tronco... a Dor da senzala... Mas a Dor da Exclusão da grande maioria do povo verde-e-amarelo... A Dor da Mãe-Natureza, explorada, dizimada e morta... A secular e diuturna Dor dos povos da floresta – verdadeiros donos destas terras de riquezas (roubadas!) e farturas (cobiçadas!)... A Dor diuturna da Mãe-Gentil! Mesmo a Dor pungente do Deus Crucificado! Que o próprio Cristo acena nas indigências, nas esquinas sombrias das cidades – em suas favelas... E cata no lixo a (sobre)vivência minguada e indigna... Com certeza, Castro Alves levantaria a voz do Verso e a rima da Lira contra a servidão humana da Ordem e Progresso...

Exaltemos seu verso social: firme, contundente. Degustemos seu verso romântico – colorido de fragrância e mel... E ao Espírito-e-Verdade do Poeta alcemos um brinde de Eterno Amor, na taça sagrada e ardente do Coração!

Porto Alegre, 04 de março/2005. 11h45min
jjotapoeta@yahoo.com.br - www.jjotapoeta.art.br

10.
Dia da poesia
Ana Teresinha Drummond Machado

A poesia não se entrega
a quem a define.
(Mário Quintana).

Sou poesia.
Brinco com a metafísica,
Trabalho, da palavra,
o transcendental,
o escultural.
Sou circunstancialista,
socialista, intimista.
Sou lira.

Sou poesia hoje.
Não, sou poesia 365 dias.
Exalo alegria, amor,
dor e fantasia.

Convulsões
de palavras expressam
em transbordantes canções
os corações agonizantes,
(in)contidos ,sofridos,
encardidos, oprimidos,
re – ti - dos.

Hoje, sempre,sempre sou poeta.
Sou o serafim Bonfim,
que carrega a sinestesia
da poesia que dá
cheiro à luz,
sabor às palavras,
ritmo à vida e
é o Sol das emoções.
Sou só POESIA!

11.
POESIA
Marly Feliciano Tamani

Escrever
esta arte querida
é tudo pra mim
e um quase nada,
dispôr de um pouco
de inspiração...
uma hora de lazer
e aqui junto à mão
este lápis que adoro ter,
será isto bastante?
eu não ouso pedir mais,
falar em versos coisas simples
transmitir sentimentos normais!

Marly Feliciano Tamani

12.
QUE CANTEM...
Humberto Rodrigues Neto

Que cantem, sim, os poetas,
as praias bebendo mares
e as ondas sorvendo areias...

Que cantem, sim, as poetisas,
a brisa falando amores
e o vento violando folhas...

Que cantem, sim, os poetas,
o sol esmaltando as praias
e a lua caiando as noites...

Que cantem, sim, as poetisas,
berços dormindo silêncios
e mães rezando cantigas...

Que cantem, sim, os poetas,
anciãos gemendo ausências
e infantes sorrindo fadas...

Que cantem, sim, as poetisas,
rocios coando garoas
e insetos plagiando estrelas...

Que cantem, sim, os poetas,
besouros flertando luzes,
colibris bebendo flores...

Que cantem, sim, as poetisas,
o cárcere dos conventos
e as monjas que nunca amaram...

Que cantem, sim, os poetas,
o compasso de uma rima,
e a harmonia de uma estrofe...

Que cantem, sim, as poetisas,
coriscos riscando o espaço
e oceanos babando espumas...

Que cantem, sim, os poetas,
colcheias chorando Schubert
e bemóis valsando Strauss!

Cante, sim, cada poetisa,
e que cantem os poetas
as glórias do Criador,
pois engastou-lhes no peito
não um córdio contrafeito,
mas liras tangendo o amor!

13.
Poesia da Vida...
Joyce -Lu@zul

Eu sempre respiro poesia!
Poetizo dia e noite, noite e dia.
Tento fazer a Poesia da Vida...
Amando e desejando ser querida.
A Ciranda que juntos participamos
Demonstra o quanto nos preocupamos
Com a Poesia da Vida e a Paz.
Poesia... é lirismo de quem a faz!
Sigamos cirandando a Poesia,
Cantando com os pássaros nossa alegria.
Guerreiras da Paz e do Amor, sem cessar
Vivenciando o verbo "pazear"...
O dia de amanhã terá mais luz,
Iluminado pela poesia que reluz!

Porto Alegre/RS

14.
Poesia
Pablo Silveira

Cama dos mortais
Soluço dos enfermos
Alívio abstrato
Na concreta rima
Ou livre travesseiro
À ilusão amante
Criar seu pouso
No veio da canção
O pássaro da nostalgia
Ou presente inacessível
Com Musa enfeitada
Com voo e vento
Das plagas da essência
No regato da paisagem
A impressão da alma

Poesia
No papel
Tua virgindade
Nos versos
Tua intenção
De socorrer
Teu amado
Na praga
Do prazer
A dor
A solução
A solidão
A companhia
Do sensível
O Poeta!
Pablo Silveira

15.
REINANTE POESIA...
ELOISA ANTUNES MACIEL

Do mar encapelado, aos píncaros dos montes,
Da noite sem luar, ao sol no horizonte,
A vida ela contempla em singular magia...
Magia que desvenda sua invulgar beleza,
Que plena se revela, por sua natureza,
Que expressa essa mensagem por ser poesia...

E essa poesia faz-se luz e sombra,
Reside nos casebres e também na alfombra,
E a todos sua mensagem vai disseminar...
Adeja sobre os mares, entre tempestades,
Inspira seresteiros a cantar saudades
Que ante o seu bafejo vão se desvelar...

A noite ela ilumina, prenunciando a aurora,
Conforta o desgraçado que consolo implora,
Induz ao despertar, à luz do amanhecer...
Transforma a escuridão em luminosidade,
Alenta a vida humana na adversidade,
Espelha-se na lua, ao anoitecer...

E assim no seu império, pleno de magia,
Transforma toda noite em luminoso dia,
Com sua claridade vence escuridão...
Em sua missão de paz a Eterna Poesia
Desvenda os horizontes, como estrela-guia,
E reina soberana sobre a imensidão!

16.
DIA DA POESIA
Marco A.Amado

Nossa! Eu não sabia...
Consagraram um dia para a poesia!
Vamos então este dia brindar
Fazendo uma poesia...
Onde os leitores com ela possam devanear:
Que o vento vá carregá-la
E aos ouvidos guiá-la...
Levando aqueles que a escutarem
A sonhar e voar
Com as simples palavras unidas
Pela mão de um rascunhador...
Que a guardem em suas almas
Transportem-na ao infinito...
Sentindo na sua plenitude
A força e grandeza de sua essência
Onde o sonhador jurou protegê-la
Pois foi o amor que o ajudou concebê-la!

(Ocram 15/03/09 23h10min)

17.
Poesia!
Eliene Taveira


Sem poesia...
Vida vazia,
Noite sem luar,
Homem sem amar.

Luar sem amor
Sol sem calor
Mulher sem filho
Carnaval sem brilho.

Estrela sem lampejo,
Dia sem sol e
Amor sem beijo.

Eliene Taveira

18.
Rosa Maria Athanásio de Oliveira

Ser poesia é dizer o que se sente
E sentir o que se diz
Parabéns aos 364 dias do ano – dias da poesia pelo poeta
Parabéns poetas pelo dia da poesia

19.
O Bardo e a Poesia
Lenir Castro

Os olhos de um bardo
Estão sempre prontos
Para o entardecer
e descortina de pronto,
O amanhecer.

Os olhos de um bardo
Prescrutam beleza, leveza
E infinitas e belíssimas
Matizes de cores várias.

Os olhos de um bardo são só poesia
E vêem muito além de um simples mortal.

Os olhos de um bardo captura
A voz dos pássaros e todos os murmúrios
delicados da Natureza.

Os olhos de um bardo são faróis de Luz,
Caminhando e abrindo espaços para
Os dias azuis!

Um bardo, alguém já dizia,
Fala, ama, sente e bebe:
Poesia!


Lenir Castro
Presidente da Seccional Niterói-RJ
Em 19.03.2009

 

 

 

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