CIRANDA ESPECIAL REFLETINDO JUSTIÇA
EM PROSA E VERSO
 
PARTICIPAÇÕES



01
ABERTURA

JUSTIÇA AO LONGO DO TEMPO...
Eloisa Antunes Maciel

                    Desde os tempos das cavernas, o homem primitivo a si atribuía o direito de “fazer’ sua própria justiça, sendo seu conceito de justiça intuitivamente concebido. E, sob essa ótica, ao praticar o que julgava ser o seu direito inabalável, cometia atos de caráter ultra arbitrário, como o de abater supostos invasores de seus presumidos domínios, eliminado-os sumariamente, sem considerar critérios que viessem a caracterizar a alegada invasão...

                    Essa prática estendeu-se à Idade Média, ao longo da qual prevaleceu a “justiça” praticada por nobres proprietários de terras e, posteriormente, por senhores feudais...

                    No entanto, a pretensa justiça relacionada à anterioridade da posse, já fora intensivamente praticada desde a Antiguidade, haja vista a denominada “justiça de Talião” – viabilizada através da cognominada pena de Talião e explicitada através da expressão “olho por olho, dente por dente”...

                    Em se tratando de invasões, esse refrão seria expresso da seguinte forma: invadiu, será invadido...

                    Nos tempos menos recuados, em termos de linguagem popular, esse adágio seria traduzido pelo surrado chavão: “bateu, levou” ou “matou, morreu”... E, obviamente, a danosa motivação dessa prática já subentendia o desejo de vingança, cuja manifestação se constituía antinomia da verdadeira justiça...

                    Talvez o mais danoso dessas práticas primitivas consistisse em incriminações falsas, alegações infundadas, distorções, entre outras aberrações que culminavam por invalidar o verdadeiro sentido da justiça, resultando em execução sumária de inocentes, embora alguns pensadores romanos tivessem esboçado a intenção de dimensionar adequadamente o seu conceito justitia, a partir da tentativa de desvelamento do véu de Themis, herdada dos gregos através da interação histórica.

                    No plano de questões subjetivas, passagens bíblicas tendem a mencionar o arbitramento de atos de justiça por parte de sábios, reis, sacerdotes ou representantes de determinadas castas ou estamentos, como o de anciões, cortes religiosas, entre outros detentores do poder de julgar e decidir questões no plano subjetivo.

                    A mediação do Rei Salomão, frente à disputa de uma criança por duas mulheres, seria um exemplo emblemático de arbitramento caracterizado pela “boa astúcia”, remota precursora de alguns recursos atualmente empregados nos tribunais da Modernidade...

                    A seu turno, a Idade Moderna teria inaugurado um novo paradigma sob o qual, fatidicamente (e ao extremo) redimensionava a Pena de Talião – e com requintes de crueldade...

                    Reis, rainhas e outros “condenados” foram cruelmente guilhotinados, sem que fossem responsabilizados por crimes semelhantes, ou seja, decapitação por guilhotina...

                    E (diga-se): essas execuções se processavam sob um lema paradoxalmente fascinante: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”... (Talvez o termo mais questionável desse lema tenha a ver com o emprego da palavra fraternidade, em se tratando de sua inclusão num contexto em que se consumaram cruéis execuções...).

                    Ironicamente, em pleno apogeu da Modernidade, em nome da Justiça, foram (e ainda são) adotados meios cruéis de execução, sendo que, em determinados países orientais, ainda prevalecem práticas primitivas de “justiçamento”, tais com lapidação, enforcamento e execuções por fuzilamento, enquanto no Ocidente, em que pesem todos os avanços no plano jurídico, a cadeira elétrica foi (e ainda é) adotada ao arrepio dos avanços da própria modernidade... E, diga-se, essa prática foi instaurada e mantida num país cuja maioria se diz praticante dos princípios cristãos e adepta da teoria dos Direitos humanos...

                    E embora reconhecidos os avanços da Modernidade, atualmente o slogan Suma justitia, suma injuria tem sido alegado como advertência aos possíveis descalabros em julgamentos e execuções que venham a decorrer daqueles.

                    O alerta parece claro: o exagero em nome de uma pretensa justiça poderá redundar em injustiça e seus deploráveis desmembramentos...

                    Entretanto, também na atualidade, instituições e movimentos (culturais, artísticos, humanitários, entre outros) tem – se dedicado a elucidar e propalar fundamentos da justiça enquanto apanágio do ser humano, clamando por consideração a esses fundamentos à prática da verdadeira justiça, destacando os imperativos de Paz e Fraternidade como elementos capazes de fornecer subsídios à prática da justiça social e, por extensão, a uma justiça universal que verdadeiramente venha a fazer jus ao verdadeiro sentido de uma verdadeira justiça...

27 Nov 2014 15:16:25

São Martinho-RS


02
"Justiça Descansando"
Mirian Arceno Rocha

Óleo sobre tela- Camboriú-SC


03
Acróstico Justiça e Paz
Joyce Lima Krischke

J- ustiça, onde poderei buscar-te?
U- m dia , por certo, irei encontrar-te
S- eja lá onde for, saberei onde estás
T- u andas em busca da Paz...?
I- nclusive, procuram-te “homens da lei”?
Ç- “C” cedilha- no inicio da palavra: não sei!
A- mo-te- Justiça... Teus olhos como serão?

E- paz continuo poetizando no mundo...

P- ra Justiça na terra vivenciar.
A- mor e paz em verso com arte!
Z- afiro que surge em qualquer parte...

Balneário Camboriú/SC, 21/11/2014.


04
JUSTIÇA
Sidney Santos

Igualdade ao cidadão
Respeito ao pleno direito
Alarde, primeiro preceito
Em toda Constituição

Estátua de olhos vendados
Em prol da legalidade
Pensamento enquadrado
Em tela de Liberdade!

Pintada em tintas à óleo
Obra de distinção
Não admite monopólio
Coma a espada na mão

Balança, equivalência
Serenidade ao julgar
Patrimônio das inteligências
Para verdade aforar

Santos/SP - (POETA DOS SONHOS)


05
A Justiça cega que vê
Marcelo de Oliveira Souza

Nesse mundo de injustiça
O Brasil é o pioneiro
Diz que não tem dinheiro
E carrega a grana escondida
Para o mundo inteiro.

O colarinho branco se perpetua
Mais rápido que a miséria
Que se dissemina...
Quando passamos na rua
O pobre discrimina.

Os sem colarinho
Quer tentar imitar
Perpetuando o crime
Chegando até a matar.

Mas como nesse país
Do contrário, as cores
Mandam e emanam poder
A justiça cega aqui vê.

O pobre deixa de crer
Caindo no abismo da escuridão
Cansado de dizer não
Ele transforma-se em mais um ladrão.

Salvador - BA



06
Justiça!
Regina Kreft

Os justos sabem desta palavra abençoada,
os fracos perdem-se na prepotência, nas guerras.
Os justos suscitam a Paz, pregam o amor sem medidas!

Quantos morrem sem ver a luz da justiça.
Justiça nas mãos do homem fraco, vira arma mortal.
A paz só pode ser luz, quando a Justiça for imparcial!

No mundo espiritual a Justiça é luz onipotente!
Na lei dos homens, a Justiça engatinha na escuridão presente!

Joinville-SC



07
REFLETINDO JUSTIÇA
Carlos Reinaldo de Souza

Justiça, onde estás que não respondes,
o clamor que se eleva ao universo?
em que lugar distante tu te escondes,
como permites mundo tão perverso?

Famintos e carentes te procuram,
sob a luz ou em plena escuridão;
os excluídos gritam, não aturam
o duro fardo, a dor da exclusão!

Por que não ouves gritos e lamentos,
da humanidade que sofre injustiça,
por que permites dores, sofrimentos?

Cabe a Justiça unir-se ao Direito,
se ambos entrarem juntos nesta liça,
o Homem será bom e o mundo perfeito!

Conselheiro Lafaiete-MG



08
Isso é Justiça Social!
Eliene Dantas de Miranda

A maior injustiça é ver o negro discriminado,
A mulher machucada, a criança abandonada,
A população analfabeta, a fome bater à sua porta.
E o imigrante menosprezado.

Aos poderosos nada importa!
Gananciosos cada dia mais!
Sonham ser cada dia mais felizes!
Dizem defender direitos e Justiça Social
como se conseguissem enganar a população
que um dia entenderá que a verdadeira justiça
é a legada por Jesus Cristo:
Amar ao próximo como a si mesmo
Sem preconceitos e privilégios.

São Paulo, 28/11/2014



09
Justiça
Daniel Brasil

Será que somos justos?
Neste mundo conturbado,
Sem olhar para o lado...
Para o morador de rua,
Nas metrópoles perpetua,
Sempre sendo ignorado!

Será que somos justos?
Com o índio em abandono,
Sendo da terra o dono...
Pelo branco é desprezado,
O amarelo injustiçado,
Há muito perdeu o trono!

Será que somos justos?
Já que não somos perfeitos,
Será que agimos direito?
A razão sempre se cobiça...
Onde está a justiça?,
Quando há preconceitos!

Será que somos justos?
Com idosos e crianças,
Sem roubar as esperanças
E sonhos de suas vidas...
Nos pesos das medidas...
Equilibrem, as balanças.

Porto Alegre - RS



10
"Refletindo Justiça em Prosa & Verso"
José Otoniel

Vem a minha mente a latina frase:
"Dura Lex sed Lex!" (A lei é dura mas é Lei!)
Determinada expressão faz-nos refletir
Justiça, que existe e funciona em função
Das leis que imprimem o cumprimento
A ser posto em prática, custe o que custar
É o homem civilizado subordinado ao Império
Da Justiça, que significa "dar o seu ao seu dono"
Uma sociedade justa, é aquela que sobrevive
De conformidade com as leis vigentes
Na vida política, social, familiar e também religiosa
A essas são estabelecidas regras de procedimento
A serem cumpridas, convertidas ao nome de leis
Tal qual em ordem compomos e publicamos dos versos a Poesia.

Jandira-SP



11
Pensamento
Sidney Santos - Sidney Poeta Dos Sonhos

Uma posterior Justiça não conserta
uma Injustiça anterior!

Santos- SP

12
Justiça e Sabedoria
Paola Rhoden

Pessoas acorrem à Justiça em todos os níveis da existência. Pais procuram ser justos com filhos, amigos com amigos, humanos com animais e Estado com cidadãos. Leva-se na alma a esperança de conseguir ter a fatia adequada pelas circunstâncias, para que o caminhar de todo ser vivo esteja de acordo com as leis e, principalmente, com a Paz interior.
Pretende-se fazer o certo, mesmo errando muitas vezes. E, desses erros cometidos, surge a esperança do perdão, o qual a Justiça, dita justa, em determinados casos não confere por diversos fatores. Isso porque as Leis e a forma de usá-las, são feitas por humanos passíveis de erros, embora se procure sempre o melhor para a coletividade.
Justiça Social, Justiça Divina e Justiça Legal. Somos à mercê delas, quer sejamos justos ou não. Todavia, a sabedoria é o caminho certo para legislar, de forma que todos tenham sua parte destinada adequadamente, para se fazer um mundo melhor.

Brasília/DF

13
Falando em Justiça
Fernando Alberto Salinas Couto

Como podemos falar em justiça
em um país onde desigualdade
beneficia os seres mais ociosos,
fazendo do cidadão uma carniça
dos que usam a desonestidade
e praticam só crimes tenebrosos?

Justiça sob domínio estúpido
de um inapto poder central
que se confessa corrompido,
jamais imune à índole do mal,
pois vive em perverso estado
de orgia com a fome ao lado?

Rio de Janeiro- RJ



14
Seja... Justiça
Valéria Lisita

Seja... a mão estendida ao braço amputado
A luz que outrora deixaram de ver...
Também os pés que conduzem o aleijado
E a canção que o surdo, ouvir... deixou de crer

Seja... o sinal de que se pode nascer
Acenando otimismo à tantas crianças
Que chegam e temem o tal do morrer
Tão frágeis, tristonhas e sem esperança

Seja... a confiança do exausto idoso
O leito do corpo doente em findos dias
A sombra que proteje do sol impiedoso
E o banquete do miserável que não teve iguarias

Sejas tu... JUSTIÇA... sem fim ou cansaço
Do lado direito do homem... seu braço

Goiânia-GO



15
JUSTIÇA E A OUTRA
ÓLEO SOBRE TELA
CRIAÇÃO CONFREIRA MIRIAN ARCENO DA ROCHA

16
Refletindo Justiça
Sônia Dias - Soninha Poetisa

Triste justiça, cega, muda,
Não prioriza o atendimento as suas vitimas.
Aos bandidos, assassinos, tantos adjetivos feios.
Estes sim saem pela porta da frente, muito antes de suas vitimas.
Pior de tudo, é que alguns saem com a ficha limpa.
O povo não tendo a quem pedir socorro,
Enquanto isto, pais choram por seus filhos mortos,
Acreditar na justiça de hoje, é quase impossível.
Somos iguais perante Deus.
Poderia ser diferente, somos todos irmãos,
Do mesmo Deus, da mesma Pátria,
Vivemos, com leis atrasadas, falidas.
Que por sua vez, Produz mente bandida,
Jovens inocentes despedem-se da vida, deixando toda família destruída,
Sem a chance de aprender a viver em um mundo,
Que se pratica pacificar a humanidade.

Soninha Poetisa

17
REFLETINDO JUSTIÇA EM PROSA
Gerusa Guedes

Literalmente falando, o simbolo da justiça é uma balança, o peso deve valer tanto quanto o conteúdo
material.
Acostumamos dizer: Esse objeto vale o quanto pesa, por isso a balança tem dois pratos equilibrados,
um coloca-se o peso e no outro a conteúdo material.
Filosoficamente falando dizemos: Justiça é o direito que todo individuo tem, pode ser o direito adquerido ou o concedido
ambos pertencem ao homem por que é justo.
Direito Natural Eterno e Universal, vem com o homem no seu nascimento, ninguém pode negá-lo.
Todos temos direito a vida, comer, beber, respirar, ter ou ser...
Direito Positivo ou Cultural, direito originado do intelecto do homem, expressado através da lei, que é feita pelo próprio
homem.
Esse direito é concedido ao homem pela lei enquanto que o outro é concedido pelo bem comum a todos.
Essa é a minha reflexão sobre a justiça...

João Pessoa/PB

18
REFLETINDO JUSTIÇA EM VERSOS
Gerusa Guedes

A natureza humana clama por justiça.
Não se preocupa com o tempo ou espaço.
E agora o que penso ou o que faço?
É justo ser injusto, meu amigo, minha amiga?

O mundo da justiça é ingrato,
Muito complicado, é um fato.
Sofri na pele, eu que o diga!
Dos meus direitos, virei mendiga.

A justiça é indigna na ação,
É justo ter não ter.
É justo ser, não ser.
Por que a razão desconhece a razão?

Platão e Aristóteles disse a valer,
Sem lei na cidade não dá pra viver,
Direito e justiça são dois irmãos,
Mas a razão desconhece a razão.

A lei prende e a justiça solta.
A justiça prende e a lei liberta.
Que difícil combinação,
Direito, justiça e razão.



19
Refletindo JUSTIÇA
Vera Passos

Justiça aos que driblam a verdade e vivem a mentira
Justiça às crianças jogadas ao vento
Justiça aos homens sem teto, sem amor
Justiça às plantinhas pisadas por pés calejados pela dor
Justiça à coerência, no que fala e faz
Justiça aos homens irracionais
Justiça aos que pensam e agem como animais
Justiça às Mães madrastas.
Justiça às vidas perdidas nas batalhas diárias
Justiça aos homens de cor
Justiça às águas imundas, nos leitos dos rios
Justiça à vida humana e aos seus desvarios,
Em nome das coisas sagradas,
Das escolhas das estradas,
Em nome do amor: Justiça e PAZ!



20
Justiça Vesga
Humberto Rodrigues Neto

A se fazer de sabidos,
mas sempre prenhes de enganos,
não têm nada de entendidos,
mas têm muito de levianos,
pois os olhos invertidos
dos tais Direitos Humanos
só protegem os bandidos!
São Paulo-SP



21
Balança
Odilon Machado de Lourenço

Pende o orgulho num peso bombástico
E a humildade do outro lado vai juntando os pesos
Amontoando um a um ao meio da dança
A balança se enche lado a lado
Elegantemente nivelam-se os pesos
Recompondo o equilíbrio em ambos os lados
Como gangorra ao sobe-desce vai a vida
Vida sorrindo, subindo ou descendo
Sabendo que imagem de espelho não move gangorra
Como a balança precisa dois pesos
E a vida vai indo exigindo igualdades
Juntando por pares o equilíbrio da dança
Como mãos que se apertam sem mover a balança.

Balneário Camboriú-SC



22
De uma História de Justiça
Odilon Machado de Lourenço

Depois de tanta ausência gasta à toa
De tantos passos dados lado a lado
Como seria bom ter aqui os olhos de Luísa
A justiça dos lábios de Luísa
Aqueles lábios nem precisam resvalar palavras
Precisam apenas ser os lábios de Luísa
Com aqueles contornos marcados de montanhas...
Por justiça tragam-me as mãos de Luísa!
Seus braços abertos para meu abraço
Quanta sede ainda saciará os ombros de Luísa?
Se houvesse justiça as pernas de Luísa deveriam
estar aqui vestidas de açúcar
Seus pés marcariam as areias dessas
praias se houvesse justiça
À noite a lua nasceria entre seus seios e jorrariam
estrelas do seu ventre se houvesse justiça
Livros inteiros brotariam nas suas costas,
em cada poro de Luísa
Os cachos dos cabelos de Luísa estariam aqui
no morno vento se houvesse justiça.

Balneário Camboriú-SC

23
Um pássaro
Odilon Machado de Lourenço

24
Refletindo Justiça
Josue Ramiro Ramalho

Num país onde tudo é cobiça
Pensar sério nada disso se faz
O povo sofre com muita injustiça
E as vezes parece perder sua paz

Vamos refletir sobre tantas mazelas
Isso é indulto de quem é CAPPAZ
É bom acabar com outras querelas
Coisa que hoje ninguém aqui faz

É preciso moralizar a nação
Acabar com animosidades crescidas
Lutando contra toda corrupção

Sem as lutas e guerras de irmãos
Muita ação da justiça esquecida
descambam nas ralas valas da vida.


Salvador - Bahia



25
A JUSTIÇA
BRita BRazil

A JUSTIÇA foi criada
porque a vida foi desumanizada
porque não há respeito e amor entre os seres.

A necessidade de punição
poderia não existir
se todos tivessem paz
no coração.

Ao invés desta sociedade
onde a grana é o objetivo de toda a gente,
uma outra, cujo valores
interiores
fossem a moeda vigente.

A INUSTIÇA é uma consequência
infeliz
de uma humanidade injusta,
que ainda não sabe onde está seu nariz!

Rio

26
A PAZ
Andrade Jorge

___ "Filha amada não te criei para as agruras. Não te criei para o desprezo e humilhação, mas terá esse desígnio em teu caminho, porque dei o livre arbítrio ao seres da Terra. Tens a essência do bem que há de reinar sobre o mal. Não te foi imposta provações e castigos na tua viagem, na verdade os elementos foram teus benfeitores, segundo a própria natureza de cada um. assim os grãos de areia movidos pelo vento não te açoitaram, mas lapidaram a joia rara que és, e burilaram o brilho da tua luz. as águas dos Oceanos e Mares não se revoltaram contra ti, renovaram teu espírito. Os raios que te atingiram era a energização que necessitavas e as águas da chuva lavaram tua alma translúcida. Os vulcões do Planeta não demonstraram ira, incandesceram tua luz para torná-la mais forte. A Fauna e Flora ofereceram descanso. Tudo fizeram para que pudesses bem cumprir tua missão. Tudo fizeram para que pudesses enfrentar o mais terrível dos animais: o Homem. E no meio do caos, guerras, conflitos, quando sucumbias milhares tombavam contigo, quando te elevavas centenas de milhares eram salvos. Conseguistes plantar no seio dos povos as sementes da Harmonia e Equilíbrio. O teu destino será perenemente este ir e vir, e por milênios continuaras, porque és a minha eterna e sagrada Paz.”

Diadema/SP

27
Justiça, Fé, Amor
Eda Bridi

Na casa de meus pais, uma lição de vida
No dia a dia aprendida
Viver sabiamente cada valor
Que enobrece o ser humano
A justiça, a fé, o amor.

No Colégio das Irmãs Franciscanas. Que ufano!
Os ensinamentos orientavam para a vivência
Da justiça, da fé, do amor.

No Magistério, por excelência,
Toda lição aprendida, agora compartilhada.
Nobres virtudes são exaltadas:
O respeito, a honradez, a dignidade
Que promovem o bem, a paz, a felicidade.
E onde se cultivam a fé, o amor, a verdade,
Impera soberana, a JUSTIÇA.

Sobradinho-RS



28
Justiça, é verdade sem distinção
dinapoetisadapaz

Falar sobre “Justiça” é tema complicado,
Talvez por eu não ser uma pessoa letrada,
Para explicitar em termos bem requintados,
O meu conceito sobre a cega “mal falada”.

Se milagres acontecem, a moça acordou,
A visão com feio desvio enxergando torto,
Audição de um deficiente nela se ajustou,
A palavra igualdade ficou no arquivo morto.

No meu parco pensar, e no dia a dia do viver,
É difícil conceber que a Lei, mesmo caduca.
Seja tão desrespeitada; “Justiça” favorecer
O abastado... Esquecimento ou medo de bazuca?

“Justiça” para mim é igualdade,
É coerência e liberdade,
É verdade sem distinção.

Cabedelo- PB



29
Refletindo Justiça...
Kátia Claudino Caetano Pereira
(Kátia Pérola - Poetisa)

No limiar da vida somos carentes
Às vezes de alguma assistência
Muitas fases tornam-se prementes
Nos obrigando a recorrer às leis
Para isso foi criada a JUSTIÇA
A fim de conferir e intervir em favor do justo
E punir o errado, deferindo os direitos ao certo
Direitos aqueles que estejam desamparados
Relegados ao desprezo ou abandono
Apela-se à Justiça, que considera
Quem é da verdade o dono
Assim sendo outorga-se o poder
A quem devidamente a merecer
Esta é realmente a Justiça que sonhamos ter...

Ourinhos- SP, O6/DEZ/2014.



30
Refletindo Justiça em Versos
Roseleide Santana de Farias

Justiça eu teria e você também,
Se no mundo chegasse outra vez alguém,
Que nos trouxe tanta esperança, o caminho,
Para O seguirmos e cultivarmos o amor!...

Mas, que fazer quando a indignação é tão forte,
Que perdemos o rumo, o riso, a esperança é a morte,
Neste mundo que os humanos aniquilam e destroem,
As vidas na natureza, em suas mãos, têm destino atroz!

Justiça eu quero, tu queres, gritemos a todo pulmão,
Não poluam, matem nem saqueiem os nossos irmãos.
Queremos escolas, saúde, trabalhos com qualidades,
Para que aja luz, conhecimentos, partilha, igualdade!

Que fazer se a atração ao poder e ao dinheiro são ignóbeis,
Perversos representantes traem o seu povo e a si mesmos,
Levando milhares à miséria com vis mentiras e enganação,
Esquecem que após a morte, dinheiro, poder, tem valor não!

Roseleide Santana de Farias
Cabedelo/PB



31
Refletindo Justiça em Versos
José Pereira da Silva

O país da impunidade,
Do roubo e da corrupção,
Será que pode falar de justiça
Se vive na contra mão!?,,,

A saúde flagelada,
No trabalho a escravidão,
Na segurança os bandidos
Matando os cidadãos!

Brasil de primeiro mundo!?...
Só para os corruptos da justiça,
Da política e demais autoridades,
Filhos da ambição e desonestidade.

Nós trabalhadores assalariados,
Vivemos bem mais ocupados e a sofrer,
Do que ministros, senadores, deputados,
Que fazem quase nada para muito receber.

E os desonestos ainda se dão ao prazer
De um aumento exagerado lhes conceder!
Enquanto isso, trabalhadores e funcionários,
Suam a camisa para um mísero salário receber.

Cabedelo/PB



32
Justiça em Prosa e Verso
Marina Martinez

Justiça, hoje, virou embuste.
Falar dela em prosa e verso
é jogar conversa fora,
é fazer, do verso, o inverso.
Probidade, retidão, ajuste,
tudo conflitante de hora em hora.
O que sentirá, no futuro, a criança?
Pensará que ser honesto é desajuste,
mentir é maneiro, certo e estabelecido.
Que integridade é apenas uma palavra
em algum dicionário deixado por herança.
Justiça? Jaz, confusa, em berço esplêndido,
ao lado de um gigante entorpecido,
embalados ao som do mar e à luz do céu profundo,
cercados por migalhas de esperança.

Porto Alegre – RS

33
Refletindo Justiça
(Deomídio Macêdo)

Quando falamos em Justiça, devemos viajar no tempo buscando a evolução da Pré-História até a Idade Contemporânea.
Desde a época primitiva, já existia certa preocupação com normas, organização, para que os grupos pudessem viver em harmonia e socialmente.
É claro que, desde aquele período havia diferenças e era necessário estabelecer algo para equilibrar e se ajustar essas diferenças. Podemos dizer que a Justiça era forte: “Olho por olho, dente por dente”, para mostrar o uso da força, que a sociedade da época exigia.
O filósofo Platão estabeleceu formulações racionais de como a Justiça pode ser definida e de forma bastante modesta: 1ª) “Ser Justo e falar a verdade”; 2ª “Ser justo é devolver o que é alheio” e na 3ª formulação, diz ele: “Ser justo é dar a cada um o que lhe é devido”.
Na Idade Média surge o Feudalismo e ali naquele período é criado o Código do Imperador Justiniano, conhecido como o Código de Justiniano que estabelece Leis Sólidas e de Administração eficaz e Centralizada.
O Imperador reorganizou a legislação graças a edição das Leis romanas. O mesmo perseguia os roubos e abusos.
Com a decadência do feudalismo, adentramos a Idade Moderna. Surge o Renascimento, com uma maneira moderna de ver o mundo. Aparecem então, os princípios ditados pelo Capitalismo, como o Humanismo, o Racionalismo e o Individualismo.
Após a Revolução Inglesa vem o Iluminismo, marcado pela luta em torno da igualdade, da liberdade, da tolerância religiosa ou filosófica e pela defesa da propriedade privada.
Como podemos perceber as Leis humanas são mutáveis e essas mudanças vão surgindo à proporção que a humanidade evolui.
Temos certeza que somos dirigidos por Leis Divinas, que são Leis imutáveis, e que desde os períodos primitivos somos acompanhados por grandes missionários, que trazem as Leis de Deus, para nos relembrar, porque na verdade, essas Leis estão registradas em nossas consciências.
Mergulhemos, pois, no nosso interior e assim, estaremos diante do Livro Divino, no qual encontraremos os ensinamentos de Jesus.

Salvador/BA

34/35
Link_Gravação
REFLETINDO JUSTIÇA- Texto - Carlos Reinaldo de Souza- MG

 





 



SELO DE PARTICIPAÇÃO




 









|| Página Inicial | Voltar | Livro de Visitas ||



Arte e Formatação Joyce Lima Krischke
Exclusivo para CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz
Todos os direitos reservados