Introdução
 

Esta é a segunda Ciranda CAPPAZ!
Com estas imagens prenhes de Beleza e Paz, a CAPPAZ começa a rodar sua segunda ciranda, cujo título, "Mãe-Terra: Paz e Amor!" adequa-se perfeitamente aos Ideais de Paz dos Capazes de Amar o Amor e a Liberdade!
As imagens, na verdade, são explícitas e indesmentíveis Metáforas mescladas de Poesia, Beleza, Natureza, Paz!
O Ventre sedutor de uma mãe que alberga o Fruto do Amor - eis que o Ventre da Mãe-Terra é um Ventre maravilhosamente Sedutor! O Mapa que abriga em seus contornos Corpos e Almas sequiosos de Paz! A Lua-Cheia - Símbolo feminino de Intuição, Sonho,Beleza, Fertilidade! As árvores, as folhagens, as flores vermelhas... Os pombos brancos - tradicionais e alados Ícones da Paz - arrulhando, quem sabe, para a alegria de Francisco de Assis: Santo e Poeta da Paz - por excelência! Esse Mar ou esse Oceano que nos lembra Poder e Disciplina, pois ele mesmo, poderoso que é, está limitado pelas margens que o Criador lhe impôs! Ao ouvi-lo, em sua sonora e líquida Canção Marinha, os acordes de sua cristalina melodia são Pura Poesia - que adentra nossos ouvidos e acalanta nossos corações... lavando do pó denso e áspero da Jornada nossas sofridas Almas!
Convido a todos: confreiras e confrades que participem, de forma efetiva e prazerosa, desta Segunda Ciranda CAPPAZ! O tema é amplo, sugestivo, poético e visceralmente oportuno para que o cantemos em verso, em prosa, em cores, em traços... Aproveitemos, pois, a Arte substantiva de Anna Paes e, assim inspirados, criemos nossos textos, nossas imagens: confessas declarações de Amor Incondicional a este Mulher farta, bela, generosa e Sagrada: Mãe-Terra!!


J.J. Oliveira Gonçalves/JJotaPoet@!
Presidente Nacional da CAPPAZ
Porto Alegre, 28 de maio/2008. 20h38min
 




RELAÇÃO DOS PARTICIPANTES
CONFRADES E CONFREIRAS-CAPPAZ
 
01- J.J. Oliveira Gonçalves - Presidente Nacional da CAPPAZ - Porto Alegre/RS
02- Silvia Benedetti- 1ª Vice-Presidente- Regional- CAPPAZ/RS
03- Joyce L. Krischke -Presidente Fundadora-CAPPAZ
04- Aparecida Lourdes Micossi - Presidente Seccional Santos/SP
05- Marco Amado - Presidente CAPPAZ- Seccional Ilha do Governador/RJ
06- Daniel Brasil - Confrade - Seccional- Porto Alegre/RS
07- Gladis Rodrigues Moreno - Presidente CAPPAZ- Seccional Pelotas/RS
08- Judite Krischke Sebastiany- Mestra em Educação-Confreira -Seccional-Porto Alegre/RS
09- Lourival Villas-Boas - Diretor de Literatura Regional-CAPPAZ
10 - Léon Lambert- Presidente Núcleo CAPPAZ -França
11 - Saturnino de la Torre -Presidente CAPPAZ- Núcleo Espanha
12 - BRita BRazil - Presidente CAPPAZ - Seccional Rio de Janeiro/RJ
13 - Karina S. Gonçalves- 1ª Vice-Presidente-Seccional CAPPAZ-Seccional Porto Alegre/RS
14 - Regina Coeli- Confreira CAPPAZ- Rio de Janeiro/RJ
15- Milton J. Pantaleão
16 - Rosa Maria Athanásio - Assistente de Palco
17 - Regina Sant'Anna - Diretora Geral e 1ª Vice-Presidente - CAPPAZ- Seccional Rio de Janeiro/RJ
18 - Joyce L. Krischke - Presidente-Fundadora - CAPPAZ
19 - Anna Paes - Presidente CAPPAZ - Distrito Federal-BR
 




 
Agradecimento
 
Encerramos a construção da Ciranda Mãe Terra: Paz e Amor!
 com  28 participações dentre elas: poetas, escritores, educadores, sociólologa, artistas plásticos, digitais e cênicos - do Brasil e do Mundo membros  da CONFRARIA  ARTISTAS E POETAS PELA PAZ - CAPPAZ.
 
NOVAS ADESÕES À CAPPAZ
 
Nesta Ciranda, estão participando novas adesões  à CAPPAZ :
1. Marco A. Amado; 2. BRita BRazil; 3. Regina Coeli; 4. Rosa Athanásio ; 5. Regina Sant'Anna.
 
Registramos os nossos agradecimentos a todos
 os participantes pela acolhida demonstrada.
Nosso agradecimento especial à Confreira Anna Paes pela criação da arte na Ciranda.
 
Joyce Lima Krischke - Coordenadora da Ciranda
 
 
 
30/06/2008  
 
 

 



PARTICIPAÇÕES

*

01.
Mãe-Terra: Paz e Amor!
J.J. Oliveira Gonçalves

Da Natureza sinto-me Semente
A Flor e o Fruto e ainda o Sal da Terra!
O plantio, a Colheita, a Vertente
O Ventre fértil que Calor encerra!

Sinto-me a Seiva que sustenta a Vida
O próprio Chão em que ela se sustenta!
Sou sua Raiz a Deus agradecida
Que a irmã Chuva rega - essa Água-Benta!

Co'a Mãe-Terra: completa identidade
Sendo seu Corpo, Sangue, sua Dor
Sofro com ela em sua Bondade!

Sinto seu brilho, o cheiro e ainda a cor
Que o bicho-homem mata por Maldade
Pois que vazio de Deus matou o Amor!

Porto Alegre, 29 de maio/2008. 12h12min
jjotapoeta@yahoo.com.br -
www.jjotapoeta.art.br
 

02.
À Mãe-Terra
Sílvia Silva Benedetti


Mãe-Terra querida:
Não sei como sonsegues
Mesmo mal-amada, incompreendida
Nos doar o necessário para a vida...
Geras, em teu solo, alimentos,
Riquezas minerais, tantos recursos...
E teus rios - que foram celeiros
Hoje, são lágrimas rolando o tempo inteiro
A temer pelos que ainda sobrevivem
A mercê dos descuidos, doa maus-tratos...
Mãe-Terra querida!
O homem (animal que te destrata)
Esquece de te amar e não acata
As vozes - que reclamam os cuidados
Para que possas nos doar por merecido
Peixes diversos - sem mercúrio, água potável
E o ar para viver - sem poluição...
És mãe e teu clamor é pela Paz!
 
Que o homem possa , um dia, na CAPPAZ
Encontrar o sendeiro iluminado
Que te faça receber doce legado
De cuidado, de atenção... Dedicação!
Porto Alegre, 03 de junho/2008.

03



Mãe Terra: Amor e Paz
Nela nasci, Nela vivo e para ela minhas cinzas serão ofertadas.
Joyce L. Krischke
Fotografia Barra Sul-Balneário Bamboriú/SC
Corpo de mulher grávida não autorizada a divulgação do nome
Imagem globo terrestre - Google
Câmera digital Sony -Cyber shot-3.2
Arte Photoshop CS.2- Paint Pro.7- Efeitos- Arte textura

04.
Minha Prece à Mãe Terra
Aparecida Lourdes Micossi

Mãe Terra, a Vós entregamos os nossos conflitos e frustrações: pedimos que nos energizeis com Vossos cristais, com a vibração de Vossas águas, a fertilidade de Vosso solo; que a força existente em Vossas entranhas venha a nos unir cada vez mais em oração, doação e ação, para que o Homem, esse transformador, Vos respeite e volte a Vos explorar apenas no essencial para a sua sobrevivência.
Vós nos destes a abundância e não a soubemos administrar. Grande parte dos homens ditos civilizados só Vos quer explorar, enriquecer. Que esse mesmo homem se conscientize do mal que Vos faz e atue para a Vossa recuperação.
Ainda é tempo: por que não se dão as mãos os nossos irmãos orientais que nos passam lições de equilíbrio e disciplina, o homem “branco” que se diz evoluído com a tecnologia, o africano a quem o ébano emprestou a sua cor e que num certo momento da História sofreu os horrores da maldade humana, o nosso irmão índio de corpo tingido com o urucum e que teve suas terras invadidas, por que não unimos os ensinamentos de cada um desses sábios povos e formamos uma grande potência voltada à Harmonia, à Paz e ao Amor?
Perdoai-nos, Oh, Mãe Terra.
Fazei de nós, Vossos filhos conscientes.
Conseqüentemente a Paz reinará. O amor florescerá. E o planeta se salvará.

(gypsy,06/06/2008)



05.

O DIA QUE CHOREI...

Marco A. Amado

 

Lágrimas brotaram de meus olhos

Escorreram por minha face...

Chorei pelas poesias perdidas

Pelos momentos esquecidos...

 

Chorei pelas crianças famintas

Pelo povo sofrido...

Chorei pela natureza que sangra

Pela mãe terra ferida...

 

Chorei pelo descaso

Pela incerteza dos sentimentos...

Chorei pelo deserto da vida

Pela crescida tristeza...

 

Chorei pelo insano amor

Pela fraqueza humana...

Chorei pela criança inocente

Pela sordidez do homem...

 

Chorei, pois meu peito não suportava mais

Tanta dor!

 

(Ocram 14/01/06)

Ilha do Governador-Rio de Janeiro

 


 
06.

Paz e Poesia

Daniel Brasil

 

Enquanto eles fazem guerra

Causando sérios dilemas

No papel escrevo a paz

Um dos mais ricos temas

Entre a paz e o amor

Surgem os belos poemas

 

Enquanto eles fazem guerra

Estou escrevendo poema

A palavra é a melhor arma

A paz é o melhor tema

 

Guerra causa transtorno

Palavra de heresia

Quando elas acabarem

Será um grandioso dia

Porque o mundo sem elas

Com a paz é poesia

 

Esta paz que almejo

Seria bênção na terra

Todas nações se unindo

No puro amor que encerra

Em uma só voz de paz

Exterminando a guerra.

 


 
07.

SILÊNCIO!

Gladis Rodrigues Moreno

 

A Mãe Terra está enferma,

Seu corpo precisa descansar.

Seu equilíbrio está frágil,

Ela precisa de amor, para voltar a se enraizar.

Sua estrutura profundamente abalada,

Precisa de paz, do silêncio dos canhões,

Dos estampidos das armas,

Do fim das serras elétricas arrancando seus membros.

Suas veias, belas nascentes de rios,

Estão ficando entupidas,

Precisam ser desobstruídas.

Suas montanhas, rochas ricas de beleza,

Estão se abrindo, sangrando,

Se esvaindo.

Mãe Terra, nosso tesouro repleto de bens naturais, clama.

É preciso restabelecer sua saúde,

Vamos protegê-la,

Nosso dever de filhos nos chama.

Venham!

Vamos plantar otimismo de verdes esperanças.

Assim colheremos frutos de alegria e de bonança.

Vamos alimentá-la com a felicidade da relação viva do nosso ser,

Com o seu ser.

Somos muitos os que precisam dela para viver.

Vamos abraçá-la com carinho,

Encher suas sendas com flores,

Manter suas fontes aquecidas com correntezas livres, limpas.

São longas as distâncias percorridas.

Vamos deixar fluir a respiração numa entrega total,

Ajudá-la a sustentar suas matas, rios, mar...

Precisamos estar juntos nesta firme decisão,

Como fontes de vida,

Energia cósmica,

Em plena comunhão.

 


08.

M ÃE TERRA – PAZ E AMOR (I)
Judite Krischke Sebastiany

O filho se aconchega no colo da MÃE
Sente-se seguro e amado
Retribui a esse amor calado,
Seu próprio calor realimenta a MÃE.

Assim ocorre entre MÃE e FILHO,
TERRA/MÃE e HOMEM/MULHER seus filhos.
Mas apenas com alguns filhos
Com aqueles que declaram: SOU FILHO.
 
Quem experimenta essa ligação amorosa
E guarda para sempre essa emoção
Traduz esse amor-resposta em ação:
Amor, Paz, cuidado, preservação.

************
 
MÃE TERRA – PAZ E AMOR (II)
Judite Krischke Sebastiany


Momento único, irrepetível
Mesmo que já tenha vivido semelhante
Mesmo que venha a acontecer novamente.
Contemplo a criação: natureza exuberante.

Mãe Terra, Planeta azul.
Um manto azul,
A encobrir, proteger
Um ninho multicolorido aconchegante.

Uma relação emocionante.
Que não pode e não deve ser abalada
Por tormentos/tormentas, interesses
Por mórbidas mentiras.

Sob a pena de se tornar
Pena de morte.

*********************

MÃE TERRA, PLANETA AZUL
UM MANTO AZUL,
UM NINHO ACONCHEGANTE
UMA RELAÇÃO EMOCIONANTE

Judite krischke Sebastiany
Porto Alegre, 22/06/2008


09.

Mãe Terra: Paz e Amor!

Lourival Villas-Boas

 

Todos os dias e noites se fala em paz

É muito bonita essa atitude! Porém, reflitamos sinceramente se melhor do que muito falarmos, é examinar se contribuímos com ações e atitudes para que ela reine em nosso meio, em nossa família, no círculo de relações que freqüentamos com mais assiduidade.

Antes da coletividade, ela está sendo necessária ser aplicada individualmente.

Observamos que, às vezes, acontecem atitudes hostis, desleais, nas disputas por cargos em sociedades esportivas, sociais e, também, em associações literárias.

Tudo por quê? E para quê? Guerra por títulos, mesmo que honoríficos.

Excesso de vaidades nocivas, inúteis.

Esperamos que a nossa novel “Confraria Artistas e Poetas pela Paz”

não seja infestada por esta praga anti-social!

Roguemos a Deus Paz e Amor!

 

Porto Alegre, 11/06/2008.


10.

Mãe Terra : Anoitece no Amor e na Paz!

Léon Lambert

Francières-FR

 

 

__________________________________________________________________ 

 

11.

PORQUE LA VIDA ES ...

Saturnino de la Torre

 

Porque la Vida es muy corta

para emplearla en odiar,

porque la vida es muy larga

para estar en soledad,

porque la vida es muy ancha

para ocultar de la verdad,

porque la vida es profunda

para vivir sin buscar

la rosa de una ilusión

y la flor de una amistad;

porque la vida es camino

que vas haciendo al andar,

porque la vida es poema

con versos por estrenar,

porque la vida es recuerdo,

porque la vida es amar,

porque la vida es presente,

porque la vida es soñar,

porque la vida es encuentro

brindado por el azar

y que sólo el creativo

es capaz de aprovechar,

porque la vida es un don

para dar a los demás,...

armoniza tu interior

con bellos sueños de paz

y regala una sonrisa

para el mundo transformar. 


12.

CONSCIÊNCIA

BRita BRazil

 

Seja cappaz de atrever

a sentir o amor

que você tem

por você

 

Seja cappaz de aceitar

sua natureza interior

que sabe muito mais

do que você crê

 

Seja cappaz de entender

o clamor dos rios poluídos, chorando

a ingratidão dos homens, marchando

criando armas, ao invés de pães.

 

Seja cappaz de recriar a bondade

como antigamente,

no gesto diário,

abrindo uma porta, com um simples sorriso

pedindo licença, e agradecendo à ajuda.

 

Enfim, seja cappaz de caminhar conosco,

os poetas da vida, pois somos todos iguais:

incapazes de viver

sem a incessante busca

da paz!

 

BRita BRazil-  24 junho 2008


13.

Mãe Terra: Paz e Amor!

Karina S.Gonçalves

 

A Terra, mãe de todos nós, ainda que agredida e tão mal-tratada, sempre pôde contar com quem a defendesse.

No passado ou no presente, fazendo frente à imprudência, à ganância e à destruição, os defensores da natureza dedicam-se com fervor, não medem esforços em prol daqueles que por si não podem defender-se. Sempre ergueram-se as vozes e os exemplos de seres humanos extraordinários. Muitos tendo abdicado de suas próprias vidas em defesa da natureza.

Uma vez pregou um homem chamado Francisco: “Irmão Sol, Irmã Lua, Irmão Lobo, Irmão Pássaro”. De humildes vestes, túnica e sandálias, São Francisco é considerado o patrono da ecologia e da paz. Poeta e amante da natureza, falava aos animais, à chuva, ao vento e ao fogo como se fossem nossos irmãos, sendo sempre grato pelas criaturas ao seu redor e pela sábia harmonia da criação divina. Foi canonizado dois anos depois de sua morte, após ter recebido os estigmas de Cristo e estar completamente cego.

Até mesmo celebridades do cinema como Brigitte Bardot engajaram-se nesta campanha. A atriz usou de sua fama e influência internacionais para defender os direitos dos animais, declarando-se, inclusive, adepta do vegetarianismo. Criou em 1986 sua própria fundação de proteção aos animais. Esteve à frente de campanhas contra a caça às baleias,  experiências em laboratório com animais para a indústria de cosméticos, pela proibição de ‘rinhas’ autorizadas de cães e contra o uso de peles de origem animal.

Mais próxima de nossa realidade está Palmira Gobby. Uma moradora do bairro Menino Deus, de temperamento forte e coração mole e que criou a Sociedade Protetora dos Animais em Porto Alegre para amparar aos animais abandonados e mal-tratados. Quando via um carroceiro “judiando” de seu pangaré, Palmira erguia a mão e açoitava com o relho o algoz do sofrido cavalo.

Inflingia ao carrasco igual tortura e ordenava: Vai-te daqui! Em 1925, o Mini-Zôo do Parque Farroupilha, a nossa querida Redenção, foi inaugurado, tendo recebido o nome de Palmira Gobbi muito apropriadamente.

É fácil perceber que em todas as partes do mundo e em todas as épocas sempre existiram e sempre existirão aqueles que, talvez um pouco à frente de seu tempo, conseguiram vislumbrar a importância de cuidar, preservar e respeitar a natureza que nos rodeia. A Terra é nosso lar e a natureza e os animais são nossos companheiros de jornada. É importante refletirmos que a natureza, a fauna e a flora, apesar de todas as atrocidades das quais já foram vítimas, provavelmente sobreviverão sem o homem, mas o homem jamais sobreviverá se não restar uma floresta, um deserto, uma praia, um rio, uma montanha e os animais que neles habitem.

 


 

14.

MÃE-TERRA!

Regina Coeli

 

Ah, eu te vejo tão espoliada, insultada,

Magoada, mal-cuidada, sofrida...

Tu, que és o lar de nossa Vida,

Expõe tanta ferida tua necrosada...

 

Pergunto, o que será de nós, o quê?

Se a mãe adoece e padece,

Se o filho em cegueira embrutece,

Não é preciso saber muito pra dizer...

 

Teus rios e mares são o teu sangue...

Em veias agonizantes num corpo solapado...

Se secam esses vasos adoentados,

É como se o homem ficasse exangue...

 

Ah, Mãe-Terra, tão cantada em versos

Pelo Poeta que assiste à tua morte lenta...

Poeta que antevê uma humanidade de tudo sedenta,

Ao te impingirem maus tratos os mais diversos...

 

Tuas florestas vão morrendo aos pouquinhos,

Derrubadas pela cegueira da irracionalidade;

Teu árido chão racha de dor e de saudade

Das árvores onde os pássaros fizeram ninhos...

 

Sem árvores, o ar tosse sua tormenta...

Desassombreado e não-filtrado,

O verde da esperança dá lugar ao acinzentado...

É a morte que chega, agourenta...

 

Ah, Mãe-terra,   planeta azul no firmamento...

Por conta de suas águas, pareces fulgurante...

Lá do espaço, quem te vê fica exultante,

Mas de perto é que se ouve o teu lamento...

 

O que reserva o futuro aos filhos da Terra?

Ou já terá chegado esse futuro sombrio?

Vai tombando a vida no adeus de cada rio,

De cada árvore, na agonia que a morte encerra...

 

O que fará o homem pra matar a sua sede?

Como ficarão os pulmões do homem de adiante?

Parentes nossos, ainda que distantes,

Não saberão o que é um peixe caindo na rede...

 

Ah, Mãe-Terra, que tristeza eu sinto!

Sei da Vida que tu tens, pois é muito o que nos dás...

Somos todos teus filhos, surdos aos teus ais

E pintamos o teu fim com tons vivos de sangue tinto...

 

De que servirão ao homem todos os prazeres,

Todos os banquetes, as farras e as orgias,

Por conta de tanta atrocidade perpetrada à luz do dia

Ou à noite, em total desatenção aos seus deveres.

 

Se desaparecem os riachos murmurantes,

O frescor da sombra e o desabrochar das flores

Nos campos que encarnam lindos amores,

Perecem formas de poesia no coração dos amantes!

 

Ah, Mãe-Terra... E o doce assovio do vento...

O aroma perfumado do pinheiro...

Que brisa tocará os rostos num prazer por inteiro,

Se o ar é podre e se esvai  em líquido purulento?

 

Todos armados, com más atitudes ou com...  nada!

Um nada que ajuda a capar, sujar, subtrair,

Devastar, depredar e extinguir,

Sugando da Mãe-Terra a seiva que a mantém animada.

 

O apetite voraz do Homem a Terra arrasará...

Os verdes prados e a bela campina

Virarão deserto,  terra que não germina...

Um índio americano previu... e tal se cumprirá!

 

Ah, Mãe-Terra cuja idade não sei...

Teu é o sopro maior da Vida que se irradia

No chão, no ar, no mar, na noite ou no dia...

Tu és a Mãe-Bendita, tu és a suprema Lei!

 

Quando o Homem chegou, a Terra já existia;

Então, ele é filho dela e a ela deve Amor e Respeito...

O pulsar da Terra está vivo em cada peito,

Pois é ela a tecedeira que cada fio fia!

 

E então, tudo o que acontecer à Terra, nossa Mãe bendita,

Acontecerá, também, àqueles que são seus filhos...

... Nós! E nós pereceremos a perecerem os rios,

Mares, florestas, animais, chão e ar... que desdita!

 

Ah, e o Homem provará do seu veneno...

... De ter olhos, mas não querer ver...

De ter a percepção, mas não querer perceber:

A Terra é um Grande Bem, mas ele a torna um bem pequeno!

 

E o Homem torrará sob o sol inclemente,

Por conta de suas agressões ao ecossistema...

E torrará tudo à sua volta, trazendo para si atroz dilema:

Que vida será essa que em vez de dar, depena?

 

Mas é a vida que o Homem escolheu levar,

Desrespeitando a Criação em sua primazia...

Se retiramos, temos que repor, tão simples filosofia...

Inteligência não é sabedoria, há que se acrescentar.

 

Homem, a vida é uma grande rede, pensa nisso!

Tudo se interliga e tudo é interdependente.

Desabe a estrutura que te sustenta,  ser inteligente,

E tua inteligência junto contigo terá sumiço!

 

Acerta, Homem, os teus atos irresponsáveis!

Cuida, em PAZ, aquela que te alimenta e te sustenta!

Respeita a Terra-Planeta, a Mãe que morre... lenta,

Mas que, antes,  há de enterrar seus assassinos miseráveis!...

 

 


 

15.

Mãe-Terra. Por quê?

Milton J. Pantaleão

 

Mãe de todos os Homens e demais seres vivos

Tu serias suficiente para todos nós

Tu nos bastarias...

 

Aí nasceu a ambição humana

Cada homem queria um pedaço maior de ti

Possuir-te mais era deter mais poder...

 

Dividiram um pedaço para cada povo

A melhor parte para os mais poderosos

Mas não foi suficiente...

 

Queríamos mais!

Tomaremos mais um pedaço do vizinho

Invadiremos outros territórios

Em busca da Felicidade!

 

Mãe-Terra!

Devolva-nos a Paz!

Devolva-nos o Amor!

Ensine-nos a sermos Humanos!

Sem Ambições!

 


 

16.

SALVEMOS A MÃE

Rosa Athanasio

 

Vermelho

Magma

Vida

Amor

Terra

Tu és a mãe

O sol, o pai

Nós, os filhos

Filhos criados sobre essa mãe maravilhosa que tudo nos dá

E de quem tentamos tirar tudo, ameaçando a própria humanidade

Fazemos queimadas, desmatamos, poluímos, fazemos guerra e falamos em paz...

O que é a tal de paz? Falada em todos os idiomas, por todos os idiotas, que nada fazem além de falar

─ E tu, meu irmão, o que fazes?

─ Reciclo

─ Parabéns! E tu, minha irmã, o que fazes pela nossa mãe?

─ Luto para que não haja desmatamento

─ Parabéns!

Vamos falar menos e agir mais, para que possamos alcançar essa paz tão almejada por todos

No momento perseguimos uma quimera e nem sabemos como é sua face

Alegre, triste, feia , bonita, tranqüila, infeliz, saudável, doente...

A paz tão almejada e falada está dentro de cada um

No momento que a buscarmos dentro de nós

Quando deixarmos de ser pequenos

Quando deixarmos de nos imiscuir na vida do outro e tentar modificar a nossa

Chegaremos à Paz

Portanto

Nós somos capaz

 

 


 

17.

CHORANDO ALEGRIA, CHORANDO PÉTALAS DE ROSA

Regina Sant’Anna

 

Neste mundo de tantas crenças e raças

Clamo por uma almejada paz:

Paz sentida no silêncio das armas,

Paz sentida no chilrear dos pássaros

Enfeitando as árvores de uma pequenina praça.

 

Neste mundo de tantas crenças e raças

Não deveria haver guerras nem em jogos de xadrez,

Os homens trocariam a sede mesquinha de poder

Por grandes somas de sensatez.

 

Neste mundo de tantas crenças e raças

Deveríamos unir todos os nossos meios

Para derrotar a fome que se alastra,

Para curar as doenças que a vida ameaça

Para vivermos livres de receios

Que sugam nossas forças e quebrantam nossa alma.

 

Neste mundo de tantas crenças e raças

Gostaria de ver o amor brilhar em cada casa,

Inundando o mundo com a paz preciosa,

Acalentando a criança que, hoje, chora lágrimas amargas.

 

Neste mundo de tantas crenças e raças

Clamo pela paz que agoniza por questões falsas.

Clamo pela paz, para que seja fênix vitoriosa,

Para não ver meus irmãos do mundo feridos,

Para não ver os pequeninos chorando oprimidos,

Para ver nos olhos a esperança preciosa.

 

Clamo pela paz, para que esta não seja enterrada

Em prantos de dor de uma ambição desenfreada,

Queimada ao detonar de um míssil no alvo errado;

Clamo pela paz vinda de seu ninho incendiado,

 

Trazendo o renascer da humanidade em agonia,

Para ver nos olhos um choro que seja só de alegria

Pela Terra florescendo outra vez dadivosa;

Pelo céu derramando gotas de chuva purificada,

Sem ácidos ou pela radiação contaminada,

Como se estivesse chorando pétalas de rosa.

 

 

Neste mundo de tantas crenças e raças

Queremos a união de corações

Quebrando barreiras, espalhando o amor

Edificando a paz e criando uma família

Uma única família formada por todas as nações.

 

 


18

DIZ A DEUSA DO MAR...
Joyce-Lu@zul
 
Eu venho do mar com força total
Aqui cheguei para afastar  o mal
Sou do mar bendito... sempre serei
 Mar, Natureza... nas ondas voltei!
 
Sim, voltei para acabar a maldade
Que vejo em qualquer sociedade
Plantada na serra ou a beira - mar...
Deixarei na terra o senso de amar
 
Acompanham-me  belas gaivotas
Embora aqui  outras já FORAM MORTAS!
Escrevo na  areia  meu recado:
 
"Protejam Mãe Terra"... com meu mar amado!
Suas plantas... animais...  minha alegria!
Vivam  o amor, a PAZ e a harmonia....
 
Balneário Camboiriú. 23/06/2008- 02h20min
 


 

19.

 

A  arte de criação, formatação  e o selo desta Ciranda é da autoria e execução da Confreira  Anna Paes

 

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CriArt Anna Paes
Foto Lateral exclusiva de APaes
Não reproduzir


 


 



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