9ª CIRANDA MENSAL CAPPAZ - SEDE DE ÁGUA

 





 

INTRODUÇÃO

“A água também tem maturidade
- fica serena e grave em rios fundos
e num destino generoso e amigo
espalha a vida que em si mesma encerra
semeia bênçãos para o grão de trigo
abre caminhos líquidos da terra
e enlaça os povos através dos mares... ”


Dizer que a água é fonte de vida é uma afirmativa quase pleonástica. Porém, mesmo assim, a escassez de água é atualmente uma das maiores inquietações das autoridades mundiais com relação ao futuro. Embora dois terços do planeta sejam cobertos por este líquido precioso – 97,5% de água salgada é imprópria ao consumo, apenas 2,5% de água doce estão disponíveis ao consumo e em níveis baixos, o que acomete a vida do planeta.
Essa realidade pode nos parecer distante, todavia em muitos países do mundo as populações já sofrem os malefícios de viver sob o regime de água racionada, é claro, sem se considerar o Nordeste brasileiro.
Economizar água é de capital importância, além disso, estimular a conscientização coletiva é crucial. Logo, socializar o ser humano resume uma prática incomensurável e vital no presente.
Embora a consciência ambiental transpareça modismo e o termo desenvolvimento sustentável já faça parte do cotidiano das propagandas, jornais, revistas, redes de televisão e internet e seja promulgado em conferências, seminários, cantado em prosa e em versos, muito há de se fazer. Urge que palavras se entranhem em almas humanas e se transformem em reflexão e ação para que , poetas e compositores não se tornem cantadores lastimosos do desrespeito à mãe-natureza e sejam unicamente lidos , ouvidos; sobretudo acatados. Quantas gotas rolam e se perdem nos dias... Quanta sede seca em nós! Que a sede d’água não venha habitar em nós, rogamos aos homens civilizados.
Inúmeros testemunhos nos são passados por grandes ícones da comunicação, aventados nesta Introdução da 9ª Ciranda CAPPAZ - tema : Sede de Água

(...)
“A água também morre... e quando seca
e a sua morte entristece tudo:
choram-lhe, enfim na desolação,
todos os seres vivos que a rodeiam
porque ela é seio maternal da vida
e de tal maneira ama seus filhos rudes
que muitas vezes para os salvar se deixa
ficar sem o murmúrio de uma queixa
prisioneira de poços e açudes..”.
(...)

(...)
”Como o rio
aqueles homens
são como cães sem plumas
(um cão sem plumas
é mais
que um cão saqueado;
é mais
que um cão assassinado.
Na paisagem do rio
difícil é saber
onde começa o rio;
onde a lama
começa do rio;
onde a terra
começa da lama;
onde o homem,
onde a pele
começa da lama;
onde começa o homem
naquele homem”.
(João C. de Mello Neto)
(...)

(...)
Traga-me um copo d’água, tenho sede
E essa sede pode me matar
Minha garganta pede um pouco de água
E os meus olhos pedem teu olhar
A planta pede chuva quando quer brotar
O céu logo escurece quando vai chover

Meu coração só pede o teu amor
Se não me deres posso até morrer”
Dominguinhos


Ana Teresinha Drumond Machado
Vice-Presidente CAPPAZ Regional Minas Gerais/MG-BR

 

 

RELAÇÃO DOS PARTICIPANTES

01 - INTRODUÇÃO - Ana Teresinha Drumond Machado
       Vice-Presidente CAPPAZ Regional Minas Gerais/MG
02 - Marco A.Amado
       Presidente CAPPAZ Seccional Ilha do Governador/RJ
03 - Odilon Machado de Lourenço
       Confrade Seccional Porto Algre/RS
04 - Marly Feliciano Tamani
       Presidente CAPPAZ Seccional São Paulo/SP
05 - Arnaldo Agria Huss
       Vice-Presidente Seccional Santos/SP
06 - Ana Teresinha Drumond Machado
       Vice-Presidente CAPPAZ Regional Minas Gerais/MG
07 - Aparecida Lourdes Micossi Perez
       Presidente CAPPAZ Regional São Paulo/SP
08 - Rosa Maria Athanásio de Oliveira
       Assessora Cênica Seccional Porto Alegre/RS
09 - Lenir Castro
       Presidente CAPPAZ- Niteroi/RJ
10 - Silvia Benedetti
       Presidente CAPPAZ Regional Rio Grande d Sul/RS
11 - Aparecida Lourdes Micossi Perez
       Diretora Social e de Eventos CAPPAZ
12 - Gislaine Wächter
       Secretaria CAPPAZ Regional Santa Catarina/SC
13 - Sérgio Martins Pandolfo
       Presidente CAPPAZ Regional Pará/PA
14 - Pablo Silveira
       Presidente CAPPAZ Seccional Bagé/RS
15 - Maria de Lourdes Maia Gonçalves
       Presidente CAPPAZ Seccional Itajubá/MG
16 - Silvia Benedetti
       Presidente CAPPAZ Regional/RS
17 - J.J. Oliveira Gonçalves
       Presidente Nacional CAPPAZ/BR
18 - Daniel Brasil
       Diretoria Cênica CAPPAZ/BR
19 - Kedma O'liver
       Diretora Geral CAPPAZ Seccional Santos/SP
20 - Eloisa Antunes Maciel
       Presidente CAPPAZ Seccional Santa Maria/RS
21 - Marina Martinez
       Vice-Presidente CAPPAZ Seccional Porto Alegre/RS
22 - Gladis Rodrigues Moreno
       Presidente CAPPAZ Seccional Pelotas/RS
23 - Sady Mac
       Presidente CAPPAZ Seccional Guaíba/RS
24 - Meimei Corrêa
       Presidente CAPPAZ Seccional Campos Gerais/MG
25 - Karina Salerno Gonçalves
       Secretária Geral CAPPAZ/BR
26 - Júlio Carneiro
       Assessor de Comunicação CAPPAZ Seccional Balneário
       Camboriu/SC
27 - Lourival Leite Villas-Boas
       Diretor CAPPAZ Literatura Regional/BR
28 - Gória Dávila Espinoza
       Presidente Núcleo Perú
29 - Joyce L. Krischke
       Presidente-Fundadora CAPPAZ/BR
30 - Candice Salerno
       Consultora para Meio Ambiente CAPPAZ/BR
31 - Regina Coeli
       Presidente CAPPAZ Regional/RJ

 

 

PARTICIPAÇÕES

02.

ÁGUA SANTIFICADA...
Marco A.Amado

Límpida e transparente
Às vezes barrenta e caudalosa
É esquecida e maltratada!
Muitas vezes desprezada...
Do céu, cai em forma de gotas
Brota da terra
Formando regatos
Lagos e rios
Corre ao encontro do mar

Água santificada...
Insípido e pequeno é seu nome
Mas enorme é a sua grandeza!

Água pura...
Sacia a nossa sede!
É um dom maior da natureza...

Água que cura!
Parte fundamental de nosso viver
Corre fluindo em nossas veias
Dá forma ao nosso ser
Tantas utilidades!
Grandes benefícios
Em prol da humanidade
Venha vamos nossa fonte de vida proteger!?
Utilize-a sem desperdiçar!
Somente desta forma podemos sobreviver...
E a sede d’água saciar!
Ocram 26/03/09

 

 

03.

Rio de pedras pequenas
Odilon Machado de Lourenço

Ao rio Itacurubi, onde bebi minha infância.

Estou longe das vontades cotidianas
Em meus músculos resvala o calor da tarde
O domínio incerto de pensares avoluma-se
nos suores da relva
vento passa em borboletas esporádicas
As águas se cobrem de sombras
Amaino minha calma.

 

 

04.

SEIVA DIVINA
Marly Feliciano Tamani

Meu grito é fraco demais;
É! Ele é fraco e sem eco...
meu grito é de silêncio...
E...este...
é fraco demais para sentirem...
doído demais para suportarem...
baixo demais para ouvirem...
e...
suave demais para implorar...
água...fonte de vida...
o homem precisa entender...
não pode faltar...matar...
muitos irão chorar...
escute!...deixe eu falar...
água...seiva divina...
eu não mato...
você não mata...
e...juntos
agradeçamos a Deus.

 

 

05.


"Água a gota que pode salvar"
Arnaldo Agria Huss

 

 

06.

Sede de Água
Ana Teresinha Drumond Machado
Alvinópolis/MG

Dos pássaros, ouço o cantarolar...
Oh, Ártemis! O que querem anunciar
longe ou perto esses mensageiros?
São na conquista faceiros...

V V V V O A,
VVVV O A ao sabor da tarde!
V V V V O A p a s s a r i n h o!
Leve de leve seu cantar !

Olha o passarinho versejando!
Oh, Hermes! O que quer comunicar
esse CAPPAZ pombo-correio da paz!
Tece prosa nesse leva-e-traz!

V V V V O A,
VVVV O A ao marolar da tarde!
V V V V O A p a s s a r i n h o!
Leve solto o seu versejar!

Olha o passarinho a lamentar!
Oh, Poseidon! O que quer elucidar
esse sábio sabiá?
Chora, choroso a água
do
rio
que
pinga a
s
e
c
a
  r !

V V V V O A,
VVVV O A ao acordar do dia!
V V V V O A p a s s a r i n h o!
Vai ver a fonte antes dela minguar!

 

 

07.

SEDE DE ÁGUA
Cida Micossi

SALGADA
ENXURRADA
DERRAMADA
EVAPORADA

DO CÉU CAINDO
EM GOTAS CRISTALINAS

ABASTECENDO
GRANDES MANANCIAIS
UMA DÁDIVA DIVINA
ASSEGURANDO VIDA AO HOMEM, ÀS PLANTAS E AOS ANIMAIS

 

 

08.

Jacuí
Rosa Maria Athanásio

Fechei meus olhos, respirei fundo
Vi tudo o que havia a minha volta
A areia era morna, o sol me afagava
Sentei, senti o vento – parecia que me abraçava
Minha alegria era imensa, respirei
Faltava uma única coisa
O meu Jacuí, que me deu o 1° banho
Me viu crescer, viu meus filhos, os netos...
Verá sempre minha alegria, minhas saudades
Meus sonhos e minha sede em mergulhar em suas águas
Aquela cor marrom escura me faz sentir segura e tranqüila
Pensei na água que nos faz viver
Principalmente na água do meu Jacuí
Todas elas são maravilhosas, mas a minha é a melhor
Entre todas as águas a que é mais fantástica é a que banha minha terra
São Jerônimo! Que possas abençoar todas as águas
Mas – principalmente a minha que te banha.

 

 

09.

SEDE DE ÁGUA
Lenir Castro

Àgua doce, água salgada, água de rio, água de mar, água benta, água de todo lugar,
Benvinda e bendita: água que salva, água que lava...
Água de "Trevi", de todos os desejos, que irriga, que floresce...

Olho-a cair lentamente
Cachoeira abaixo, nebulosa,
Branca, leitosa e deslumbrante

Às vezes, eu mesma, olho-a
A correr dos meus olhos
Sem motivo, com motivo...desvalida (em mim)

Vejo-a em esguichos nos desperdícios
Em mãos inábeis e insensatas
Imprudentes com o porvir...

Vejo-a em bocas sedenteas
A emprestar sorrisos de contentamento
E a colher frutos de agradecimento...

Vejo-a assim: mal usada,
Escassa. No semi-árido
As orações para que venha, no sudeste para que vá.

Água dos poetas "de beber", de fechar "o março"
De abrir " dezembro", de deslumbrar os sentidos
De cerrar os olhos, de embalar o sono.

Água "de castigo" em mau uso, nas enxurradas em que
Reclama os abusos
Água da minha vida, água da minha sede...
Água do meu viver, água do meu querer...


LENIR CASTRO
PRESIDENTE DA SECCIONAL NITERÓI-RJ
30 DE ABRIL DE 2009

 

 

10.

RIACHO DOCE...
Silvia Benedetti

Riacho doce...
doces recordações da infância
Naquelas águas tão claras
sentava na relva verdinha,
banhava os pés
ouvindo seu leve marulhar.
Peixinhos dourados
nadavam tranquilos ,
vindo, quantas vezes
perto da margem
onde feliz, lhes atirava
migalhas de pão...

Voltei, passados tantos anos!
Restaram as lembranças...
Onde ficou meu Riacho Doce?
Onde a relva e aqueles pássaros,
que em bando cortavam o céu?
Só um filete restou...
Sem sonoridade,
sem meus peixinhos dourados.
Tudo acabou!
Mataram meu riacho
E, agora, só mesmo
estas saudosas lágrimas simbolizam
minha sede de suas águas claras.
Porto Alegre

 

 

11.
 

"Minha Paixão: SAMPA com chuva.
Reflexo no asfalto."
Cida Micossi

 

 

12.

Águas da vida
Gislaine Wachter

Vida... água do ventre
Paz .... água do mar
Caminho... água do rio
Sede... água da torneira
Barulhinho... água da chuva
Tranquila... água do lago
Pureza... água da fonte
Lágrima... água dos olhos
Delícia... água da cachoeira
Orvalho... água na flor
Igreja... água benta
Mineral... água da garrafa
Fresquinha... água de poço
Transparente... água do riacho
Gelo... pedra d’gua
Insistente... águas de março
Relaxante.... água na banheira
Brincadeira.... água da mangueira
Prazer... água em nossos corpos
Para ter sempre.... uso consciente!

 

 

13.

AS ÁGUAS DE MARÇO
Sérgio Martins Pandolfo

As águas de março,
com grandes enchentes,
promovendo esgarços
na vida das gentes,
são sim, na verdade,
defesas do mar,
mostrando à cidade
seu leito de estar;
seu leito roubado
sem dó nem piedade,
servido e usado
pra má utilidade.

As águas não vingam
o furtar de seu leito:
reclamam que extingam
da calha o direito
de encher e vazar,
subir, recuar.

Por isso que sangram
nas urbes, nas vilas,
mostrando aos que mangam,
que fazem as expilas
das bordas silentes,
as faces horrendas
das altas enchentes
com perdas tremendas
de coisas e entes.
(31/03/2009)

 

 

14.

Águas do Norte
Pablo Silveira

Correntes bravas
oscilações do verde
profusas vidas
entre o cristal
e a esperança
da canoa amarela
no canal do mundo
o centro dos líquidos
o sabor dos povos
a riqueza de todos.

Amazonas
caboclos e doutores
sabem de teu poder
o canto de Iara
a flecha dos curumins
Amazonas
socorre os lábios
socorre as almas
secas de consciência
secas de natureza.

 

 

15.

Sede de vida
Maria de Lourdes Maia Gonçalves

Insípida é a dura realidade de quem vive com meio copo de água por dia, sem jamais ter experimentado o sabor da água fresca da fonte. Para quem tem sede, a água tem sabor de vida. A sede faz sofrer o corpo na mesma proporção que a alma sofre a falta de amor. E há coisa para doer mais que a ausência de amor? E sede com abandono? Porque deve ser assim que as pessoas privadas de saciarem a sede devem se sentir. Morrem de sede ouvindo dizer que moram num planeta que possui três quartos de água... Quando tudo o que eles querem é viver, ou seja, beber água! Mas onde foi parar a água que deveria estar ali?
Incolor é a esperança que a água jorre dos aqüíferos à superfície e surjam nos caminhos de pedra e de areia a formar líquidos leitos de bonança; mesmo assim, lagos se formam no imaginário das mentes sedentas que insistem em permanecer lúcidas e confiantes. Acreditar, com sede, sem amor e sem um fio de esperança, é impossível. Por isso, ficam a pensar nos lagos... E vão encontrando força para continuarem vivos nesse planeta azul cheio de contradições. Será que não há um meio de dividir a água, a esperança e o amor? Para que isso aconteça, é necessário que haja, a partir de agora, uma conversão de pensamentos e ações. Isso pode demorar um pouco. E quem tem sede, não pode esperar. Enquanto se resolve o que e como será feito, seria possível amá-los como nossos irmãos?
Inodora não será a vida de que se sente amado. Será uma vida que canta com brisa perfumada com o doce aroma das flores do campo a enfeitarem as margens dos lagos que da esperança brotaram qual lágrimas de estrelas a saciar o corpo e a alma dos que jamais desistiram de acreditar.

 

 

16.

SEDE DE ÁGUA
Silvia Benedetti

Vem chegando a cada dia
problema de gravidade,
que "matará" a alegria,
quer no campo ou na cidade.

Quem avisa é bom amigo,
há disso se diz
com você e até comigo,
o futuro nos prediz:

Haverá falta de água,
urgente é economizar.
Haverá sede de água!
Vamos racionalizar.

cuidados com desperdícios,
torneiras com vazamentos.
Comércios e edifícios,
É chegado o bom momento.

De tomarem providências,
encontrarem soluções,
que atenuem carências,
e grandes complicações...

Em toda a TERRA o alerta!
A água está acabando,
e cada torneira aberta,
é a SEDE, que vem chegando.

Conservar a natureza,
evitar a poluição,
poupar água, que beleza!
faz parte da solução.

Com meu afeto, à nossa CAPPAZ.
Silvia Benedetti Presidente CAPPAZ-RS

 

 

17.

Seiva Cristalina!
J.J. Oliveira Gonçalves

A Água – esse Líquido Precioso
Que a boca refresca e dessedenta
A sede manda embora e me alimenta
O corpo – e o faz saudável e harmonioso!

Tem essa Seiva em sua composição
Duas moléculas, sim, de Hidrogênio
Amasiadas a uma de Oxigênio
E irrigam do Planeta o Coração!

Cada gotinha d’Água é dadivosa
E seja, embora, Essência, Paz e Vida
Chora, nos rios, doente – poluída!

Mãe-Natureza é Deusa Generosa
Mas o bicho-homem – cínico demente
Nossa Água mata aos poucos – inclemente!

Porto Alegre, 06 de abril/2009. 10h18min
jjotapoeta@yahoo.com.br  – www.jjotapoeta.art.br

 

 

18.

Essência da Vida*
Daniel Brasil

A Terra é o Planeta Água
Essência da própria vida
Uma coisa me preocupa
Eu não vejo outra saída
Com isso não me consolo
Que a água do subsolo
Em parte está poluída

A maior fatia do globo
É coberta de oceanos
Três por cento é água doce
E disto não há enganos
É um alerta do momento
Se não cuidar este elemento
Acabará em poucos anos

Algumas regiões do mundo
A água está insuficiente
O homem investe no progresso
Agride o meio ambiente
Tirando sua qualidade
E assim a humanidade
Terá um futuro doente

A água está escassa
Também se degradando
Países industrializados
Poluentes estão largando
Nos rios e águas costeiras
E assim com essas maneiras
As vidas estão matando

Este pedido eu faço
Para ti Meu Irmão:
Por favor, cuida da água.
Essa é nossa obrigação
Preservá-la dou-me ao luxo
O que será deste gaúcho
Sem água para o chimarrão!

*Poeta repentista

 

 

19.

ÁGUA
Kedma O'liver

Que mata a sede
Do nosso interior
Que nos foi oferecida
Por Deus, nosso Senhor
Que lava a roupa, o corpo
Deixa tudo limpinho
que faz com que as pessoas
Fiquem com bom cheirinho
Que dá a nossa pele
Sensação de frescor
Que gera energia
Pra refrescar do calor
Água é energia
Gera luz e alegria
Está presente constante
Em todo nosso dia a dia

 

 

20.

TENHO SEDE DE ÁGUA....
ELOISA ANTUNES MACIEL

Tenho sede de água... de água pura
Que verte cristalina das cascatas...
Da água que alimenta e que depura,
E que reflui na escuridão das matas...

Tenho sede de água... de água viva ...
Da água pura, transformada em vinho,
Que o Cristo ofereceu aos seus convivas
Sedentos de Verdade e de carinho...

Tenho sede de água... água vertida
Dos mananciais que dão sustento à Vida...
Que jorram nas veredas da amplidão...

Tenho sede de água, tão somente...
Da água que em seu ciclo permanente
Mantém a Vida pela Imensidão...

Santa Maria, 07/04/2009

 

 

21.

ACRÓSTICOM
Marina Martinez

Abundante, muito já rolou
Guiando rumos de vida.
Um dia, desperdício, secou.
A humanidade? Perdida.

 

 

22.

FOME DE ÁGUA
Gladis Rodrigues Moreno

O mundo tem fome de tudo,
De justiça, paz e amor,
Tem fome de H2O,
Inodora e sem sabor,
Água pura e cristalina,
Que mate a sede e o calor.

É uma fome pior que a “fome”,
E o homem a sobreviver,
É vida que também mata,
Causa dor reconhecer,
Que há tanta água intragável,
Ter e não poder beber.

Ao ver nossa natureza,
Nossos rios, nossas nascentes,
Pouco a pouco destruídas,
Pelo homem inconsequente,
Toda a natureza chora,
Se derrama e se ressente.

Até na pintura em tela,
Só na tela se engrandece,
Com o reflexo do por do sol,
Que na água resplandece,
Lembrando a poluição,
O belo desaparece,
A beleza não tem vida,
Se a vida nela perece.

 

 

23.

SALVEM O MEU RIO
Sady Mac

Das nuvem escuras do céu
os pingos se fizeram chuva
Caíram sobre a terra seca
poças logo se formaram ao chão
Vejo-me criança, feliz, pés descalços
correndo, pulando, chutando água
fazendo barquinhos de papeis
que se iam sem destinos
nas cachoeiras formadas
nos valos das calçadas
Veias de água a serpear
Em murmúrios
perdidas em direção ao rio...
Ah! Quanta imaginação
Nestes meus sonhos de menino
Hoje vejo com amargura
o meu rio tão tristonho
Poluído, de águas turvas quase parando, sem vida...
Meu rio, meu rio...
Das poças da minha infância
Onde me banhava, brincava em tuas águas cristalinas
Agora tão maltratado, agonizando
salvem o meu rio, os rios...
sem eles a vida será em vão...
Quem sabe depois da chuva
O arco íris se abra
Em suas cores a se espalhar na imensidão
Nos meus sonhos de menino
Verei você gracioso novamente, límpido, caudaloso
A correr em direção ao mar
Salvem o meu rio...

 

 

24.

Sede de água, sede de paz...
Meimei Corrêa

(De Meimei Corrêa para Dido Oliveira – homenagem a uma grande amizade.
No texto estão vários títulos dos grandes sucessos de Dido).

Em meio a “Um Vendaval” de sonhos e fantasias, você chegou em minha vida como um “Mar de Luz”, agradando o meu coração. E eu querendo “Agradar Você”, derramei o bálsamo da amizade em suas “Cicatrizes”. Em troca, você me trouxe “O Sentido do Universo”... Buscamos na “Fonte do Desejo” sincero, a felicidade que se espalha na “Telaquente” dos micros que nos aproximam, não deixando que a convivência seja “Fruta Proibida”, levando o “Novo Som” a se transformar em uma “Gota de Orvalho”, no canteiro do nosso coração, germinando a “Flor da Primavera”. É, meu amigo, o “Meu Plano” faz parte do “Jogo da Vida”, num desejo ardente de que o sucesso seja o “Clipe do Amor” eterno em seu caminho, abençoado por essa “Chuva Fina” que banha os seus objetivos, envoltos em “Terna Paz”...
E eu, assim como você, estamos com sede de água, sede de paz, sede de harmonia na Terra...

 

25.

Terra – Planeta Água
Karina Salerno Gonçalves

A água é a vida do planeta. É ela quem garante nossa existência, nosso caminho rumo ao progresso. É ela quem exalta a beleza da natureza, dos animais, das plantas. Sob qualquer de suas formas, a água garante a renovação de todo o globo. Rios, lagos, mares, cascatas, chuva e sob tantas outras formas que possa adquirir, a água se manifesta de muitas maneiras e onde está presente é fonte de energia e vitalidade.
Onde não há água, a vida perece. Poucos são os seres viventes que conseguem sobreviver e adaptarem-se a um meio-ambiente tão adverso. A escassez da água gera competição e, na luta pela sobrevivência, vencem os mais fortes e brutais. Também o homem, em algumas partes do globo, trava esta cruel batalha, onde a água se tornou um ‘bem’ ou ‘produto’ de valor inestimável, gerando conflitos, crises sociais e até mesmo guerras.
A água é, sim, um bem de valor inestimável, mas não deveria ser a propagadora de tão sérios conflitos. Por ser um bem que a Natureza nos oferece, gratuitamente, e em abundância, a água deveria ser coletada e compartilhada para que todos tivessem acesso a ela. Não se pode negar vida a quem quer que seja, a um animal, a uma planta, a um ser humano nosso irmão.
A lei da solidariedade e da fraternidade nos ensina a compartilhar, a dividir, a doar tudo aquilo que nos sobra ou aquilo que podemos ter com quem pouco ou nada tem. A água jamais deve ser tomada como um bem particular, privado, de uso exclusivo de uns poucos. Ninguém pode apropriar-se das riquezas que existem sobre a Terra naturalmente, e que são essenciais à manutenção da vida do planeta.
Grande parte das mazelas da Humanidade é consequência da competição, da ganância e da cobiça dos homens. Investem-se “rios” de dinheiro na manutenção de guerras inúteis, na indústria bélica, na tecnologia nuclear. Estão todos cegos, não conseguindo enxergar seu semelhante que padece de fome, de sede, de doenças, da nossa falta de humanidade. Querem chegar a outros planetas mais distantes no espaço, enquanto a Terra é explorada inescrupulosamente e morre, dia a dia, um pouco mais. Esquecemos e destruímos nosso próprio lar.
Sabe-se hoje que a água precisa ser utilizada de forma coerente e consciente, sem desperdícios, sem exageros, para que não nos falte no futuro. Não nos apropriemos do que a Natureza nos oferece de forma tão farta e inteiramente de graça. Utilizemos a água com parcimônia e sabedoria e aprendamos a dividi-la com aqueles que vivem em regiões desabastecidas, onde o solo e a vida são secos e duros demais. Levemos vida a quem precisa dela. Matemos a sede de água e de vida de nossos irmãos!!


Porto Alegre, 09 de abril, 2009.

 

 

26.

Frente para a Água
Júlio Carneiro

Como seria bom se nós habitantes deste Planeta vivessemos de frente para os rios, lagos e mares!
O que vivenciamos hoje na sua grande maioria são esses habitantes vivendo de costas.
Vamos preservar nossos rios .... pois quem prega a Paz respeita todos os sêres vivos e a natureza deste Paneta... que deveria ser chamado de Planeta Água.

Balneário Camboriú, 10/04/2009

 

 

27.

Água de Beber
Lourival Leite Villas-Boas

Esse precioso líquido – a água – que há milênios nos proporciona o prazer de saciarmos a sede, está se tornando cada vez mais escasso e pior em qualidade.
Não é só no Nordeste que a água é raridade crônica. Sabemos, pelos noticiosos, que em muitos outros Estados detentores, em seus territórios, de boa quantidade de rios médios ou de grande volume d’água e grande vazão, alguns desses rios estão desaparecendo – secando.
Sabemos qual a razão para essa trágica ocorrência: a devastação irregular, irresponsável e criminosa de florestas, capões, pequenas matas, morte de grandes córregos, pequenos rios, a poluição de suas águas, constantemente, a falta de cooperação das populações próximas...
Continuando assim, ficaremos sem nossa preciosa água de beber!

*Fragmento...~

 

28.

AGUA
Gloria M. Dávila Espinoza - Presidente- CAPPAZ Perú

Agua que corres como el viento hecho tamia (lluvia)
Agua suma teológica
Agua que amalgaman rostros diáfanos
Agua que emerges como el inti (sol)
Agua que sois como mi pacha mama (tierra)
Agua cálida, tierna y candorosa
Agua que traes sonatas que acaricien mis pieles y mis almas
Agua que enrumbas mis pies a tus mañanas
Agua que alientas mis pasos que sucumbes a tus delirios
Agua que pincelas mañanas
Agua que estas en los cielos como pompas de jabón
Agua que en tus manos de niño crecen cielos palpando mis entrañas
Agua que no sois mezquinas
Agua que sois fuego de la vida
Agua que arribas sin cesar
Agua que construyes mis alas, mis cumbres, y llanos,
Agua que sois fuego de la vida y que de a pocos te vas al exilio
Ay agua hermana…
Amiga, madre no sabes la vida que os toca por vivir.

Tingo María, 10 de marzo de 2009

 

29.

Sede de Água... Sede de Palavra!
Joyce L. Krischke

Sede de água... Beber água mineral em bebedouro
E continuar com sede... Falta saliva!
Sede de palavra... Jogar palavra ao léu
E continuar com sede... Falta reflexão?

Sim, todos nós, em algum momento.
Sentimos fome(sede): “fome de pão, fome de amor,
fome de conhecimento...”.

Até quando saciaremos nossa sede de água?
O planeta Terra está cada dia mais quente!
O planeta Terra está cada dia mais seco!

Onde está minha praia, meu rio Guaíba?
A saudade e a nostalgia invadiram minh’alma
Hoje, lá, não há mais rio... Lá existe o Barra Shopping
Os homens mataram o meu Rio Guaíba...
Com sede de dinheiro (fácil)... Guaíba SOTERRADO!

Ah, como desejo beber água do rio
Jamais a beberei! HOJE, minha praia não existe...
Continuarei com sede de água pura
Ad aeternum...
Resta-me, tão somente, saciar a sede de palavra!

 

 

30.

VIDA
Candice Salerno Gonçalves

Vamos preservar nossa
Inestimável fonte
De fertilidade e pureza:
A água, mãe de toda a natureza.

 

 

31.

Sede de água
Regina Coeli

O rio ia chorando as suas mágoas
Num leito de saudade e de agonia,
Sentia-se secar das suas águas
No afluente sedento que morria.

Morria o peixe, se água não havia,
E tudo ia ficando bem pouquinho,
Barco parado em lama que fedia
E a vida terminando de mansinho...

O chão rachava, e o sol na pele ardia,
Morria tudo, seco e esturricado;
Porque a chuva ameçava e não caía
O verde e a flor... lembrança do passado!

Árvore morta, ninho não se via
Nos galhos secos, encenando horror,
Sem passarinho pra fazer folia
A vida era aridez e desamor.

E o "homo sapiens", que usurpou o mundo
E golpeou sem piedade a natureza,
Estrebucha, sedento, um ai profundo
Na Terra tão coberta de aspereza.

Destruição, só deserto, ato final:
O homem vai ceifando a própria vida
Num veio d´água... Adeus manancial!
E implora a água que ele fez perdida.

 

 

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Formatação by Rosângela Coelho
Exclusivo para CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz
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