Á GUISA DE INTRODUÇÃO

Setembro é um mês bastante significativo quanto ao que concerne a datas comemorativas. Restrinjamo-nos as que vêm ao encontro dos nossos propósitos de Paz e Bem, aos quais, se acha inserida a laboriosa luta pela Preservação da Vida e do Planeta.

Aos 05 de setembro comemora-se a nível mundial “O Dia da Preservação da Amazônia.” Nesta data precisamente no ano de 1850, foi legalizada a Lei nº 582 e com ela a Província do Amazonas, possibilitando a separação dessa Província, com a então Província do Pará.

A data escolhida simbolicamente para essa comemoração deixou de ter sentido, vez que, diante da ganância do homem e do seu desrespeito pelo “Planeta Terra” temos mais a lamentar do que comemorar. Devemos sim nos empenhar quanto a Preservação do verde das nossas matas, pois, o problema ambiental não tem fronteiras, é mundial. A devastação do nosso verde acarretará perdas em todo o planeta. De forma que, as agressões ambientais sofridas no Japão, refletirão futuramente no Brasil e vice-versa. O “Pulmão do Mundo” se encontra enfermo. A devastação da Amazônia, as queimadas e os poluentes conseqüentes das mesmas; os gases produzidos pela combustão automobilística – “gases de efeito estufa” negativos, tal qual, o dióxido de carbono; os utensílios domésticos geradores de conforto para o homem - o ar refrigerado e, o uso de aquecedores.
Tudo isso, produz consequências desastrosas ao Planeta, encadeando um efeito, por assim dizer, dominó. Que terminará, na maior fonte geradora de destruição, de que se tem conhecimento: o próprio homem!

Outra data comemorativa nesse mês, precisamente aos 16 dias de setembro, é o "Dia Internacional da Preservação de Ozônio." O frágil escudo de gás cor azul pálido, altamente oxidante e reativo. Invisível como o ar que respiramos e com odor característico. Formou-se na estratosfera (a 20 e 35 Km de altitude) há cerca de 400 milhões de anos. É formado por três átomos de oxigênio concentrado: o O3. Sua característica principal é a de se quebrar facilmente, transformando-se em O2. Ou seja, ao quebrar-se, torna-se oxigênio comum e perde a propriedade de deter a radiação solar nociva ao homem. Um dos responsáveis por essa "quebra", é o Clorofluorcarbono (CFC). Essa quebra faz com que a camada de ozônio perca as suas propriedades protetoras contra os raios ultravioletas altamente nocivas ao homem.

Falemos do conhecido efeito estufa, do qual, comumente se fala de forma destorcida, se restringindo apenas ao seu poder destruidor da camada de ozônio
– o frágil escudo protetor do planeta – esquecemos que o ozônio é o efeito estufa, no sentido positivo. Exemplifiquemos: O vidro de uma estufa mantém as flores e as plantas numa temperatura amena, certos gases da atmosfera tendem a captar o calor do sol, como se fossem o telhado de vidro de uma estufa. Esse efeito natural ajuda a manter a terra numa temperatura fresca, agradável.

Diante de todo exposto, cheguemos a conclusão lógica de que, essas datas devem servir mais de alerta e chamamento a uma maior conscientização mundial, quanto ao dever individual de cada um de nós pela preservação do Planeta, do que mesmo comemoração. Comemoremos sim, a homens, tais quais, os ganhadores do Prêmio Nobel da Paz em 1995: Frank Rowland e Márcio Molina descobridores do Clorofluorcarbono. Esperança de vida para o Planeta Terra!
Entre o azul e o verde... Visível e invisível.., ar e vida.

EstherRogessi
Presidente Seccional e Regional
CAPPAZ /Recife-PE;
1ª Vice-Presidente Nacional CAPPAZ
Recife,11/09/10 as 06h35min

 

 

 

RELAÇÃO DE PARTICIPANTES

01- Adriana Pontes Mendes
02- EstherRogessi
03- BRita BRazil
04- Paola Rhoden
05- Tânia Maria de Souza
06- Fernando Alberto Salinas Couto
07- Celso Corrêa de Freitas
08- Ana Teresinha Drumond Machado
09- Odilon Machado de Lourenço
10- Sônia Dias Freitas
11- Sidney Santos
12- José Roberto de Assumpção
13- Kátia Pérola
14- Marly Feliciano Tamani
15- Marco A. Amado
16- Elio Cândido de Oliveira
17- Humberto Rodrigues Neto
18- Lenir Castro
19- João José Oliveira Gonçalves
20- Jaak Bosmans
21- Carlos Reinaldo de Souza
22- Flávio Martinez
23- Sérgio Martins Pandolfo
24- Kika Brandão
25- Akasha De Lioncourt
26- Haydée S. Hostin Lima
27- Joyce Lima Krischke

 

 

 

PARTICIPAÇÕES

-01-
Nossa respiração
Adriana Pontes Mendes

O que está acontecendo com a nossa respiração?
Onde está o ar saudável, que é direito da população?
Até o nosso sol deixou de ser uma apreciação,
Para ser motivo de fuga, devido a devastação.
E a camada de ozônio, que tamanho está?
Gerando grande desequilíbrio globular.
Pois, ela nos protegia dos raios ultravioleta
E agora temos que sair com protetor solar
Em pleno verão, fugindo do sol que irradia.
Hoje o homem só pensa no progresso,
Esquecendo que está caminhando para seu retrocesso.
Se cada árvore arrancada fosse restituída,
O pulmão do mundo não estaria a proliferar
Tanta doença pulmonar.
Que possamos ter consciência da gravidade, enquanto há tempo.
Que o desmatamento que hoje vivemos, venha ser paralisado.
E que inspiremos O² e expiremos CO², no mundo globalizado.

Recife (PE)

-02-
A Fera da Estratosfera
Esther Rogessi

Há uma fera na estratosfera
Invisível, silente, destruidora...
Na estratosfera há uma fera solta
...gerida por outras feras soltas na terra!
Faminta a absorver o invisível,
o nosso escudo, protetor contra os raios ultravioletas...
O “Ozônio” o amigo do planeta.
Ó fera... Terrível é a verdade, cruel identidade.. CFC
...CLOROFLUORCARBONO o fim do vivente ser.
Uma única molécula tua destrói cem mil das de ozônio...
Aos 16 de setembro de 1987 46 países assinaram
“O Protocolo de Montreal” vitória sem igual.
Comprometimento com a vida; com o planeta,
Responsabilidade de não mais te fabricar...
Porém, o mercado negro..luta em dar-te vida,
Questão de ganância, avareza...Nenhuma
Importância de deixar o planeta sem defesa.
Frank Rowland e Márcio Molina,
químicos, ganhadores do prêmio Nobel da Paz
Em 1995, fizeram a grande descoberta...
Esperança de vida para o Planeta Terra!

Recife (PE)

-03-
Cores
BRita BRazil

Entre o Azul e o Verde
tem o branco da areia
e a espuma do mar,
tem o Sol que bronzeia
e o vento a cantar.

Esqueci a denuncia
e virei Natureza
sentindo a beleza
sem reivindicar

Descansei as idéias
no verde do mar
no azul do infinito
Deixei-me sonhar.

Rio de Janeiro (RJ)

-04-
Trágicos traços
Paola Rhoden

O pulmão do mundo está com câncer,
Doença trágica,
Que como por mágica
Foi trazida por seres doentes.
Doentes de ganância,
também um terrível mal.
E antes que este mal avance,
Alguém tem que pensar diferente,
Abrindo mais sua mente,
Para não haver um colapso total.
Não vamos ficar sentados,
Olhando o que se passa,
Esperando que outro faça.
Vamos lutar,
Vamos ao menos tentar,
Coibir esse hediondo crime,
Não vamos deixar crescer
Essa doença terrível,
Pois não há nada mais temível,
Que a Amazônia morrer.

Distrito Federal (DF)

-05-
Pescando às margens da Mata Atlântica
Tânia Maria de Souza


Óleo sobre tela.
Para ampliar, clique sobre a imagem.

Balneário Camboriú (SC)

-06-
Orando por Amazonas
Fernando Alberto Salinas Couto

Ó Senhor, tenha piedade...
Salve nossa preciosa morada,
o planeta azul e lindo
que essa humanidade,
agora, mal agradecida,
sem dó, está destruindo.

Clareia a nossa mente
que, com o falso progresso,
alimenta a própria morte,
na destruição sem reverso
que sob essa obsessão,
do mundo, destrói o pulmão.

Ó Senhor anima a defesa
deste tesouro da natureza
que, hoje, em nosso território,
graças ao Teu amor profundo,
ainda não é palco do velório
do nosso próprio mundo.

Se agora estou a Te suplicar
é porque nosso Amazonas,
seus rios de águas cristalinas
e seu exuberante verde
que, a cada dia, se perde,
ainda nos permite respirar.

São Paulo (SP), 14/09/10

-07-
Amazônia
Celso Corrêa de Freitas

Espaço no qual se encerram copas
que respiram em benefício
do ser humano na terra.
Dimensão verde de banhados negros
Rios grandes e pequenos
Vias dolorosas
Serras fatais
cortando, cortando, cortando
1/3 limpo de um mundo
Que sujo agoniza.
E ai na vicinal do aquecimento
Um GOL a chamar nossa atenção
Para aquele pedaço do planeta
De Chicos, Ianomâmis e Dorothis
De árvores que deixamos de plantar
No lugar daquelas que ajudamos a derrubar.

Praia Grande (SP)

-08-
Protetora Estratosférica
Ana Teresinha Drumond Machado

Contemplo o céu – mesmo sem tempo.
Parece que ele quer cegar-me.
Vejo somente uma mancha
Entre o azul e o verde...

Não passeia mais aqui o vento.
Sinto um verde estiolado... desvanecido
Pela estrela solar – desclorofilado.
Pintura de um deserto feito de hastes mutiladas
Criados por mãos (des)humanas.

O fazer do homem desfaz seu planeta.
O sol está febril.
O exército ultravioleta corta,
Implacável, nossa guardiã ozônica.
E já acampa e faz, aqui, sua cama.

Sentimos sua presença na pele,
Na vida, na veia.
Desmedida,
A desertificação terrestre,
nos pântanos se desencadeia,
virou doença trazida
pelo vírus ambição.

A natureza vela...
Já estamos todos, todos:
Eu, você e ela
Completamente abalada!
Seremos carcaças desidratadas.
Nosso fim não será apocalíptico,
Será, seguramente, críptico.

Alvinópolis (MG)

-09-
Amazônia
Odilon Machado de Lourenço

Ainda é feita de árvores a tua floresta
Ainda alagam-se as veredas de teus rios que são doces e imensos
Teus cardumes são peixes atravessados de mercúrio
São gentes palafitadas na flâmula verde do véu que desfia
São seringueiras rasgadas de seivas e sangue, eis tua carne
Ainda é feita de índios a tua floresta
Apesar das línguas mortas e de tudo que vivia em ti e foi extinto
Ainda há feras ganindo em tuas luas e medos noturnos
Há selvagens na estrada-de-ferro que espanta tua fauna
Há botos vestidos de homens levando meninas para o escuro denso de teus
gritos
Há Iaras emergindo no porto em Manaus, nas encantarias, nas fábricas...
De juta enfibram-se as mãos adolescentes nos igarapés perdidos nas planícies
Um curupira sozinho não vence motosserras e garimpos
Nenhum garimpeiro trocará ouro, diamantes e demais minérios por tua paz
De terras reviradas segue teu destino
O saque das tuas cores
Tuas enfumaçadas reservas são átomos mortíferos
O céu é mais sol e o boi menos árvore.

Porto Alegre (RS)

-10-
Acorrentamos a Mãe Natureza
Soninha Poetisa

A natureza chora... Morre devagarzinho...
Acorrentada sem ter por onde escapar...
Gritamos por justiça!
A natureza esta ferida...
Sem chance de cicatrizar...

A poluição do ar,
Acabam com a camada de ozônio...
Os gases poluentes destroem a atmosfera...
E assim vai definhando a natureza...

Ah! Como é lindo o horizonte...
O sol a desvendar...
A lua deslumbrante...
Iluminando todo anoitecer...
É uma pena ver tudo isso se acabar...
Temos muito que fazer!

Esperamos que a beleza da mãe natureza...
Não fique apenas nos versos...
Ela e vitima inocente de nos humanos...
Submetida à ignorância...
Dos que se dizem,
Inocentes.

Dourados (MS)

-11-
Grito
Sidney Santos

Águas fonte de vida
Poesia correndo pro mar
Amazônia querida
Trovadores vêm te abraçar

Céu azul e infinito
Flora trazendo alívio
Pedaço verde bonito
Para olhos, o colírio

Terra do Thiago Poeta
Do mundo enorme celeiro
Soltando um grito de alerta
Preservação Primeiro!

Santos (SP)

-12-
Chuva Fina
José Roberto de Assumpção

A chuva fina chegou. Seja bem-vinda! Era esperada ansiosamente nas pastagens secas e, mesmo de tempos em tempos sua presença perene agrada os amantes de uma estiagem prolongada quando lembram a pluviosidade em demasia de outrora. Porém, a condição atual determina que esta fonte primordial para a vida esteja cada vez mais se tornando escassa devido à contaminação de rios e riachos, e, diante da necessidade de suprir as relíquias de cada corpo, esta chuva fina presente “hoje” é muito contemplada. No entanto, por volta do século XVIII um estudioso espantou sua sociedade com uma teoria, onde a escassez dos alimentos seria o resultado do aumento desordenado do crescimento populacional. Isto na época representou um desdém pelas considerações filosóficas e sociais, uma vez que à economia estava centrada no campo. De lá, para cá, os tempos evoluíram e a teoria daquela época hoje reflete uma condição alarmante e emergente “a falta d’água”. Certamente, este fator interfere também na produção de alimentos e uma série de processos produtivos em larga escala nos tempos atuais e em presença desta situação, surgiu um questionamento: Como a sociedade permitiu isto? Bom, fazendo um sucinto resgate sobre a evolução das classes sociais, percebe-se que o fator culminante e colaborativo se chama “concentração de renda”. Quem detém o domínio do montante, não repassa e tampouco se preocupa com o básico, com o essencial e mais ainda, com a preservação das fontes de riquezas naturais primordiais para a vida do ser humano. É sempre visado o famigerado ganho na especulação do mercado financeiro, intensificando o predomínio do pecado capital “avareza” com o intento almejado apenas para acumular patrimônio, e nada mais. O resultado deste processo traz uma “chuva híbrida” composta por diversos agentes químicos que as indústrias – da tão cobiçada revolução industrial – repassam a atmosfera, e se somam as gotículas que caem na terra dura e seca que ao mesmo tempo em que agradam as plantas do terreno, afetam silenciosamente o desenvolvimento das mesmas. O resultado desta mutação é avistado a olho nu nas folhas das árvores que não são mais verdes. É um tom novo, opaco e sem graça que esconde dia após dia o verde identidade. Longe deste contexto observa-se o corre-corre dos transeuntes da vida urbana pelas calçadas em busca das marquises para se abrigarem das gotas nocivas. Mas isto não é notado. E mesmo ante os noticiários da mídia eletrônica que aborda o tema, o que continua a chamar a devida atenção é o produto da tão necessária revolução industrial, a ditar que o mercado financeiro expõe com clareza as condições do longo prazo para ofertar o ganho, e cativar o cidadão que de camponês se tornou freguês da classe burguesa adaptada. O feudo moderno se tornou crédito e os suseranos capitalistas subjugam os vassalos consumistas, ofertando em troca a mais cobiçada condição humana “satisfação” para determinar o locupletamento de suas receitas. Mas, voltemos à chuva fina... Sua constância pelo dia é uma bênção, pois mansamente cai nas folhas verdes – lembrando que já não são mais as mesmas – e no momento que atingem o solo duro e seco, chegam arrebatadoras e suaves para não danificar o substrato do ciclo vegetal. É uma piração! Sim, é uma alienação... E isto sai facilmente em palavras porque a abundância do elemento água reforça mais uma vez a presença da “satisfação”. Somos insatisfeitos por natureza e desfrutamos da iminente escassez da água como satisfeitos em banhos demorados, torneiras abertas, lavagens de roupas, enchimento de piscinas para o asseio do calor e não do corpo, e uma infinidade de contentamentos que a modernidade necessita dia após dia. Até lembrei-me de um trecho – não de chuva fina – mas, onde a chuva torrencial fazia sulcos na terra seca e dura, e freneticamente as crianças da época – inclusive eu – aproveitavam do momento para fabricar barreiras com lama acumulada. Era um desvairo que cessava com o berro da genitora, ou da responsável pelo zelo dos rebeldes inocentes, que com as calças encharcadas e enlamaçadas, sabiam qual seria o castigo pelo ato. Contudo, muito gratificantes se sentiam por brincar e brincar e as imagens da nostálgica rua, hoje mudaram. O pavimento absorveu a lama de uma época e mesmo nos locais que esta tecnologia não chegou, a lama também não é a mesma e no instante que a chuva torrencial cai, leva consigo – além das gotas nocivas – diversos entulhos como pacotes, latas e inúmeros materiais. E, se porventura algum rebelde inocente tentar fazer uma barreira para brincar, irá sentir o peso do ato – não pelo castigo de quem está a zelar, se tiver alguém a zelá-lo – com uma possível chaga que a água da vida trouxe através da poluição que a carcome hoje. Voltemos à chuva fina, novamente...

Seja bem-vinda! E mesmo depois dos inúmeros processos que você sofre pela ação do homem impuro, você ainda é cidadela de “DEUS” a cair nas mais diversas partes desta terra que necessita de um ontem , um hoje e um amanhã ...

Curitiba (PR)

-13-
Entre o azul e o verde
Kátia Pérola

Sim! Há uma esperança de sobrevida
O azul celeste a nos cobrir
O verde que ainda tenta a resistir
Das florestas que gritam: Vida!

Entre o celeste e nossos sentimentos.
Ainda clamamos por providências
Sigamos a evolução de estudo e ciências
Vamos tomar de vez
os primeiros procedimentos.

Ainda há um intervalo real
Entre a natureza e nós.
Dela como Mãe querer nos abraçar

Cuidar então da camada de ozônio
Já em acentuada destruição.
E nós humanos isso provocando.
Vamos essa história mudar!

Ourinhos (SP)

-14-
Entre o Azul e o Verde
Marly Feliciano Tamani

A águia revolve as asas por dentro do cinza nublado do céu.
Cansada, observa as longínquas nuvens que seu revoar jamais irá alcançar.
Silenciosamente chora, pelos azuis que já não mais existem.
Azuis do firmamento, onde no ozônio contaminado já não ecoa o seu piar.
Tonta diante de tamanha aridez, da amplidão desse universo esquecido, suplica ao Pai que sua jornada encontre o azul celeste, dantes desenhado em telas e cantado em versos.
A desilusão, o fracasso de tanto esforço para visualizar seu azul, não
importa muito. Só dói verdadeiramente saber que homens destruíram a essência de seu habitat, exterminaram seu azul, em poluição.
Sua jornada surpreende-o com o vento e um clarão de luz que beijam o horizonte, são as águas que já vêem para lavar as nuvens poluídas suspensas no ar, gotas de lágrimas que seu desgosto chora por esse amor que não quer morrer. A amplidão do azul da verdade, serenidade e harmonia, que ajuda a acalmar a mente, consciência que faz aumentar o nível de felicidade.
Mergulha na vastidão para que o momento eternize seu vôo...
Seus olhos, que só vêem a beleza das cores, vê o ouro verde da floresta amazônica turvo...Deus!
Sua floresta tropical pode se tornar uma dispnéia, sofrendo com a ação destruidora do homem. O pulmão do mundo ficou doente...
Seu vôo visualiza animais sem horizontes libertos. Eles não sabem nem sonham que ali a vida se parte em irrecuperáveis pedaços de verde.
À sombra esmaecida vão esvoaçando pássaros e borboletas num sincronismo dolente! Voejam atraídas pelas frestas de luz que permeiam os galhos nus, vão procurando calar suas dores na dor de outros irmãos.
Corações feridos...alçam seus vôos assim...
O azul e o verde doentes, estão agora ali ao alcance de seus olhos...
Tudo caído por terra...
Abrindo suas asas para o vôo de Ícaro e queimando seus dissabores na recém clareia aberta, mergulha seu derradeiro vôo ao inferno de Java.

São Paulo (SP)

-15-
Preservar: Palavra tão fácil...
Marco A. Amado

Preservar: palavra tão fácil
De se pronunciar!
Mas não basta só querer...
E nem apenas torcer...
Pois se não houver boa vontade
Do povo e do poder
As futuras gerações irão sofrer
Podendo até perecer...

Amazônia não é o pulmão do mundo
Como bradam os falsos ecologistas...
Mas é uma das principais fontes de vida!
Ela faz parte de um ciclo
Que finda nos oceanos.
Estes são os pulmões do mundo!

A Amazônia tem enorme importância...
Mas o homem com sua ganância
E prepotência se esquece das necessidades
Que a natureza oferta de forma gratuita
Para a sua existência
Por isto, vamos tentar conscientizar...
Mas, além disto, devemos colocar
Nossa mão na maça...
Tirando as idéias do papel,
Mostrando através de atos reais
Que é necessário preservar
A natureza de forma sustentável
E somos Cappazes!

Unindo sua utilidade e beleza...
Às nossas necessidades...
Podendo assim viver em harmonia e paz...
Com esta grande mãe
Que nos dá vida de forma gratuita!

Ilha do Governador (RJ), 13/09/10

-16-
Entre o Azul e o Verde
Elio Cândido de Oliveira

Nosso céu! Azul em celeste beleza.
Responde a nós e a natureza.
Que desesperada tenta completar
O ciclo, de esta vida continuar.

O verde de grandes extensões
Que bela impressão isso vem causar.
Os que vêem pelas fotos admirar
Aqui chegando grandes decepções

Por mais que se evoluímos, parecemos estagnados
Alheios ao fim de nós mesmos a sentir derrotados.
Sem nos auxiliarmos a natureza devastada.
Pelas derrubadas e até queimada.

O azul da água avistada a distância.
O verde esplendoroso de nossas reservas florestais
Que belo contraste! De nós falta eficiência.
A acompanhar o desenvolvimento da ciência.

Ibiá (MG)

-17-
Preito à Natureza
Humberto Rodrigues Neto

Ah... Natureza! Que cruel regime
te impõe o homem, perdulário e ateu!
Agride fauna e flora, alheio ao crime
de estragar o que Deus nos concedeu!

O ar, o sol, o azul que esmalta o espaço,
o homem faz réus de equívocos critérios;
enche os céus desse trágico bagaço
de pós mortais e gases deletérios!

Quando se rouba à mata a ave inocente
e polui-se a mercúrio a água dos rios,
é nessas horas que o Senhor pressente
o quanto somos maus e somos frios!

Da árvore que estala, vindo ao chão,
evola-se um lamento ao infinito,
mas não o ouve o autor da infanda ação,
pois só Deus é capaz de ouvir tal grito!

Natureza: viemos de outras plagas
pra crescer nos reencarnes sucessivos,
mas te enchemos de pústulas e chagas,
inda presos a instintos primitivos!

Falhos que somos desde os cromossomos,
de nós tirai, Senhor, machado e serra;
lembrai-nos que, afinal, nada mais somos
que meros forasteiros sobre a Terra!

São Paulo (SP)

-18-
Entre o azul e o verde
Lenir Castro

Entre o azul e o verde
Repousa meu olhar
Bem na linha do infinito
Aguardando o mundo
Melhorar.

Entre o azul e o verde
Tem milhares de
Quilômetros de destruição
Pois o homem
Não aprendeu
A trabalhar a união!

Entre o azul e o verde
Tem arranha-céus
Pintassilgos, dourados
Prateados, bentevis.

Entre o azul e o verde
Há uma luta de resposabilidade de todos
Para que o planeta possa
Ser sustentável,
Razoável,
Menos castigado!

Entre o azul e o verde,
Lá, quando desmaia o sol
Em retirada,
Só nos resta a prece
Da comunhão
Para dispersar toda
A escuridão!

Niterói (RJ), 26/09/2010

-19-
Entre o Azul e o Verde...
J.J. Oliveira Gonçalves

Entre o Azul e o Verde eu vou compondo
Uma canção de Paz para ninar
Minh'Alma franciscana que, chorando,
Pergunta: Aonde foi o Verbo Amar?

Em busca dessa Paz vou perscrutando
Esta Babel sem rumo - a se matar!
Quisera fosse um Gira-Sol buscando
Jesus - a Luz do Mundo! - a Pazear!

O Azul já se corrói da Poluição
Sufoca o imprescindível respirar
Do Verde - que é da Terra seu Pulmão!

Entre o Azul e o Verde - ao Criador
Eu peço pela Vida - a suplicar
Que o homem se humanize: Adote o Amor!

Porto Alegre (RS), 27 de setembro de 2010. 10h28min

-20-
Entre o azul e o verde
Jaak Bosmans

Tenho tanta saudade!
Saudade do nosso amarelo.
Ali, entre o azul e o verde.

Quero de volta o amarelo!

Entre o azul e o verde,
É o lugar do amarelo.
Não é lugar para o vermelho...

Belo Horizonte (MG), 27-09-10

-21-
Entre o Azul e o Verde
Carlos Reinaldo de Souza

Iniciando um debate,
o Ozônio disse assim:
- Verde, além do desmate,
posso causar o teu fim...

O Verde, muito assustado,
respondeu, com sentimento:
- Por que falas tão ousado
e me causas sofrimento ?

O Ozônio, então, explicou
ao Verde a situação:
- A nossa PAZ acabou,
prevejo a destruição...

Cada vez mais preocupado,
o Verde nada entendeu;
o Ozônio, amargurado,
então tudo esclareceu:

- Gases que o homem produz
destroem minhas camadas;
não posso filtrar a luz,
nem ondas desordenadas.

- Assim, as radiações,
que partem do infinito,
causam diversas lesões,
e por isso estou aflito.

O Verde, mais assustado,
prevendo a destruição,
pergunta, indignado:
- O que fazer, meu irmão ?

- Para o Planeta salvar,
o homem precisa aprender
de sua CASA cuidar,
para um feliz renascer.

O Verde e o Ozônio se abraçam,
em homenagem sentida,
e pedem que todos façam
um brinde à aurora da VIDA!

Conselheiro Lafayette (MG)

-22-
Conversa com Amazonas
Flávio Martinez

Amazonas :
Você é meu pulmão
e meu ar!
Quero você sempre viva
eu preciso respirar!
Você é minha guarda
e minha proteção.
Você é minha alma
e meu coração!

Diadema (SP), 29/09/2010 - 12h15min

-23-
Sérgio Martins Pandolfo

Amazônia, da natura,
és portento e és pulmão;
do Criador criatura,
da pátria gente benção.

Nessa ambiência se agita
toda uma fauna notável
e se a silva periclita
o bioverde é manejável.

Belém (PA)

-24-
Verde e Azul... Pelo branco da paz.
Kika Brandão

Pegue o verde e misture-o ao azul,
Descubra que cor surgiu
Quem sabe assim, o resultado da cor
Faça com que você se recorde algum pássaro
Que já esteja em extinção
Pois o homem não ajudou a preservar.

Cadê o verde da mata?
Onde está o azul do mar?
É fácil encontrar entre o azul e o verde...
A cor cinza a se espalhar.
O cinza das queimadas.
Cor vibrante, só a dos animais em fuga
Que correm para respirar e se salvar.

Feche os olhos, tente respirar fundo...
Procure o verde brilhante das matas
O azul limpo e tranqüilo do mar
Se não encontrar desconfie de si mesmo
E comece a preservar, replantar, cuidar..

Ainda há tempo de consertar
Preservar, salvar...
E lutar também pelo branco da paz!

Vitória da Conquista (BA)

-25-
Entre o Azul e o Verde
Akasha De Lioncourt

Quanto mais precisaremos sofrer até que aprendam,
Que a humanidade está destruindo nosso planeta?
Quantos mais precisarão morrer,
Para percebermos que a Natureza reage à violência,
Violência que nós alimentamos dia após dia,
Sem qualquer escrúpulo ou dor na consciência.
Não paramos ainda pra pensar,
Que a vida que nos cerca também se defende.
Não conseguiremos acabar com o planeta,
Embora o firamos constantemente,
Mas, no final, quem sairá mais machucado,
Será a humanidade, pois seremos daqui extirpados.
Quando destruímos a camada de ozônio,
É nossa pele quem sofre com o câncer,
Quando esgotamos o recurso natural da água,
É nosso corpo quem sucumbirá pela sede.
O planeta se adapta a todas as mudanças,
Tem sido assim há bilhões de anos,
Quem passará por aqui somos nós,
E, um dia, finalmente, extintos estaremos.
Há vida em cada gota de orvalho,
Ou mesmo numa partícula de poeira.
Somos produto de uma Criação Divina,
Que aqui já estava muito antes de surgirmos.
Eles sobreviverão sem nós, ainda que haja seqüelas,
Nós não ficaremos muito tempo por aqui,
Se não aprendermos a respeitar o que existe,
Entre o azul e o verde do Planeta Terra.

Bauru (SP)

-26-
Na Ciranda
Haydée S. Hostin Lima


Na ciranda de desmandos,
a demanda da destruição:
cai a árvore
queima o chão
seca o rio
fumaça no ar
extingue-se a onça
não voa o gavião.

Na ciranda ao dar as mãos:
planta a árvore
semeia o chão
limpa o rio
o ar puro no ar
protege a onça
faz planar o gavião.

Ciranda é para cirandar
entre verdes e azuis.

Santa Maria (RS)

-27-
Perguntando... (Exclamando!) Refletindo...
Joyce Lima Krischke

Sim, perdi as rimas,sem saber...
Quisera em versos escrever
Sobre o verde da floresta versejar
O azul da ozonosfera decantar.
Ah, cumprimento da legislação florestal
E as instituições da gestão florestal...
Transporte de produtos florestais
Tudo isso e muito mais!
Além dos focos de calor e fogo
Os desmatamentos: um sufoco!
Tudo isso sem clara informação
Fiscalização e autos de infração?!
Infelizmente, encontro “blá-blá-blá”
Mesmo procurando aqui e acolá...
Onde está a participação social?
É, infelizmente, a situação está mal!
Onde estarão articulações e informações?
Mas o que vemos são meras intenções...
A “camada de ozônio” atmosférico?
Acima da camada-limite: um mistério!
Mesmo com o desenvolvimento da ciência
O tema não é tratado com transparência...
Efeitos adversos e outras reações...
No meio ambiente físico, no clima, as modificações.
Efeitos de atividades humanas quais são?
Sobre a camada de ozônio, apenas reflexão!
E os efeitos sobre a saúde humana, quais são?
Sim, sobre os humanos: inclusive, os deletérios?
As ações que solucionariam o tema - outros mistérios!
Entre o espaço azul e o verde nosso caminho seguindo:
Perguntando... (Exclamando!) Refletindo...

Balneário Camboriú (SC), 29/09/2010 - 04h22min

 

 

 

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