Utilize esse comando para parar
a música de fundo e os respectivos
comandos para ouvir as demais
músicas.



AGRADECIMENTOS

Mais uma ciranda encerrada com sucesso, foram 36 participantes e 39 textos/fotos. Agradecemos a todos por disponibilizarem seu tempo em nos escrever lindos textos sobre o tema "A Arte e a Natureza". Agradecemos a Mãe Natureza por nos proporcionar dias ensolarados, noites enluaradas, flores maravilhosas na primavera, pássaros cantantes, com uma arte que homem algum consegue realizar. Só podemos escrever e expressar nossos sentimentos a essa Obra Prima chamada Natureza. A cada Confrade e Confreira participante, nosso muito obrigado.

Rosângela Coelho
Presidente Regional Paraná
Secretária Nacional



INTRODUÇÃO
 
A OBRA-PRIMA DE DEUS
Humberto Rodrigues Neto

Antes que a Terra fosse um dia construída,
Deus ajuntou uma coleção de coisas belas,
para que fosse de igual modo repartida,
desde as mais ricas regiões às mais singelas.

E apanhou serras, verdes mares, céus de anil
e olentes flores em sutis, milhões de maços;
níveas manhãs, cascatas, fontes e aves mil...
E o rico acervo, em ascensão, levou nos braços.

Mas como a carga fosse imensa, parte dela
precipitou-se para a Terra em grande alarde...
Mas, previdente, Ele pensou: "Pois bem, aquela
fração perdida eu voltarei a achar mais tarde".

Chegado ao céu e examinando o que trouxera,
o Ser Supremo a contragosto percebeu
que a melhor parte fora aquela que perdera,
e pra reavê-la, em vôo à Terra Ele desceu.

Mas convertera-se o local em rico estojo
de tantas jóias, que o Senhor se arrependeu
de cometer sobre a região qualquer despojo,
e embevecido à sua mansão, feliz, volveu!

E o ninho pródigo ali foi da fantasia,
do céu, do mar, da floração mais bela e rara!
Mas eis que o Homem, afinal, num belo dia,
tonteou de pasmo: descobrira a Guanabara!





PARTICIPANTES

01- Humberto Rodrigues Neto (Introdução)
02- J. R. Cônsoli
03- Sílvia Silva Benedetti
04- Ana Teresinha Drumond Machado
05- Paola Rhoden
06- Vera Lúcia Passos Souza
(quatro participações)
07- Tânia Maria de Souza
08- Fernando Alberto Salinas Couto
09- Maria Helena Sarti
10- Marcelo de Oliveira Souza
11- Judite Krischke Sebastiany
12- Isabell Sanches
13- Varenka de Fátima Araújo
14- Mariângela Repolês
15- João José Oliveira Gonçalves
16- Eloísa Antunes Maciel
17- Neneca Barbosa
18- Alice Luconi Nassif
19- J Otoniel Poeta
20- Luiz Menezes de Miranda
(duas participações)
21- Débora Moreno
22- Odilon Machado de Lourenço
23- Sandro Nicodemo (Bandana)
24- Diná Fernandes
25- Iraildo Dantas LUA
26- Rosana Carneiro
27- Élio Cândido de Oliveira
28- Sônia Rêgo
29- Haydée S. Hostin de Lima
30- Marco A. Amado
31- Celso Corrêa de Freitas
32- Paulo Rodrigues
33- Fátima Peixoto
34- Akasha De Lioncourt
35- Joyce Lima Krischke
36- Léon Lambert



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PARTICIPAÇÕES

-01-
Eu quero paz.
J.R.Cônsoli

Paz de brisas
Paz de afagos
Paz de fadas das florestas,
Paz de ondas debruçando
Paz completa, sem arestas.

Eu quero paz de passarinho
Paz de sonhos de criança,
Paz de noite bem dormida
Eu quero paz de esperança.

Eu não quero a pax Romana
Que ofende corações,
Nem, tão pouco, a Americana
Que é repleta de senões.

Quero a paz do irmão Francisco
Que lhe foi dada das alturas,
Quero a paz que pacifica
Paz que afasta as amarguras.

Eu não quero a paz dos homens,
Que é paz por pouco tempo.
Eu não quero a paz fugaz ...
Eu quero PAZ !


-02-
ARTE E POESIA
Sílvia Silva Benedetti

A tela,estrada vazia
Dê asas à poesia!
Versos são cores:
Vermelho às papoulas
Que iluminam o dia.
Azul às hortências,
Amarelo às rosas.

Pinceladas em verde
Matizem arbustos, trepadeiras
Plantinhas singelas rentes ao chão.

Estrofes sejam tons de alegria
Nuances de magia.
Faça das cores
A metáfora mais bela.

Espalhe flores nas veredas
Cobrindo de luz as esquinas.
Que as estrelas,
Chuveiros de brilhantes do céu
As guarde na cumplicidade
Da lua romântica e delicada.

Cultive a florescência da esperança.
Que ela seja sementeira de amor,
Receptáculo de paz,
Bênção de Deus a cada novo dia.

Na tela da vida,
Todos são pintores poetas.
Cada qual engendra sua arte:
VIVER!

-03-
O tão sonhado Jardim do Éden
Ana Teresinha Drumond Machado

Flor de Laranjeira
Sou o símbolo da casta virgindade,
Sou a grinalda que as noivas vem coroar...
Levando-as vou, tão cheias de saudade,
Do lar humilde até a cruz do altar.
(Alphonsus de Guimarães)

Embora tenha eu a firme convicção de que somos nós os arquitetos de nosso cotidiano e, por meio dele, criamos e vivemos nossos respectivos céus e infernos; alguns lugares nos assessoram a trazer a realidade como moldura dos olhos. Hoje vivi mais uma cena de uma riqueza natural que vai além do esplendor!

Estou aqui, neste 15 de agosto de 2011, escrevendo esta crônica, entre raios de um sol, ainda apagado pela friagem da manhã, lembrando-me dos meus virginais tempos de ainda criança, lá... lá ... na Rua de Cima, Rua do Rosário 177.

Nenhuma nuvem no céu - um dia perfeito de inverno a quase despedir-se de nós. As orquídeas se preparam para vestir com sua graciosa e delicada beleza o jardim. O canto do bem-te-vi, bem na pontinha da jabuticabeira, faz a marcação de boas vindas: ao sol? À natureza? A mim? Pouco importa a quem ele deseja dar Bom Dia! Formidável é ver-me abraçada por uma tranquilidade ímpar.

Todavia o cenário natural dá-me de presente muito mais: escondido por entre a singeleza das flores da laranjeira, o cochichar entre os pássaros prenuncia a imediata aterrissagem sobre o tabuleiro do matutino “breakfast”.

Ensaiam... Uns descem apressados, outros com receio, de soslaio, ainda outros destemidos e pelo tamanho acreditam (que tamanho é poder... Só que quando o poder sobe à cabeça, o desrespeito desce ao coração).

O bailar dos canários-da-terra é calmo e eles se veem íntimos daquela usança diária. Os papas-arroz... Esses, coitadinhos! Com humildade embicam grão por grão de alpiste, entrelaçados às abusadas rolinhas que se valem do tamanho para uso da autoridade. Poderosas! Comandam o espaço – quando elevam as asinhas como a dizer: “quem manda aqui sou eu”. Sanhaços, flamengos... Cada qual se incumbe de salvar seu bocado. A vozearia dos pássaros compõe a orquestra em sons de alegria tecida pela alada meninada.

Fácil, então, sentir que “Paradaise is Hear”! Fácil descobrir que o paraíso não se encontra, apenas, no além. Fácil sentir que ele mora também aqui, no quintal da minha casa.

Então, acordei que aquele paraíso foi vestido devagarzinho, cativado com o frescor da água, nutrido com rica misturinha de sementes, composto por cada árvore assentada no quintal, plantada pelos próprios frequentadores (uma altiva palmeira imperial foi plantada por uma dessas aves - parceira ecológica).

Diante de mim, a imagem é de fascinação. Meu Ipê se encarrega de descer o cortinado amarelo como adorno ao cenário. Somente uma ingênua natureza bucólica pode impelir-me a repetir como Pessoa:“Às vezes ouço passar o vento... e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”.

Mergulhar nesta paisagem é algo indescritível, mas real! Inenarrável! Quando os anos se multiplicam as virtudes, a aprendizagem, os valores tomam uma nova grandeza, uma outra correnteza e a gente passa a priorizar, de fato, valores vinculados à qualidade de vida, passa a ser grato a cada dia que amanhece, a cada segundo neste planeta tão agredido.

Todavia não basta apreciar, urge conservar e cuidar para que outros venham herdar também a graça do paraíso terrestre. Eduque em casa. Eduque seus filhos, netos. Eduque. Eles aprenderão. Assim como eu aprendi com a minha querida mãe, Dona Ritinha Drumond, – como a chamavam - cuidar das plantas; e com papai também amado, Zé Drumond, gostar dos pássaros. “Eu passarei.... Eles passarinho.”

Neste momento penso e ainda cogitar: por que as pessoas dispensam tanta energia e tanto dinheiro em guerras? Por que tanto esforço inaudito por bens materiais, por disputas, por poder? Por quê? Se o bem-estar e o equilíbrio podem estar presentes em um espaço de singeleza, diante de nós mesmos a ponto de colacioná-lo ao paraíso?

A descoberta do paraíso reforçou-me a convicção de que a busca pelos conceitos inerentes à poesia, às artes, à natureza - cuja beleza penetrante poderá ser acessível e próxima (se construída) – são formas de apregoar a paz, viver sadia e saudavelmente.

Alvinópolis/MG

-04-
O que fazemos?
Paola Rhoden

As folhas verdes entre os galhos
As flores colorindo o ar
O céu de fundo, aves voando
Um arrebol, nuvens de fogo
Esse por certo é o jogo
De um Ser que está sempre nos dando
Poder escolher em parar
Em nossos atos mais que falhos

Pois quem não vê essa beleza
Toda certeza, não se importa
Com o que possa acontecer
Não imagina o amanhã
E continua em seu afã
Sem parar para perceber
Que o que está fechando é a porta
Para a Arte da Natureza.

-05-
Imagens
Vera Passos

Às vezes revejo imagens da velha jornada
Gravadas no meu próprio ser
Por certo haveria de ter:
Um túnel, um rio, uma aguada...
Um trem feliz em disparada...
Paisagens tão belas de ver.
Brotos lindos, educados...
Lenços brancos perfumados
Beijos ardentes, enamorados
Saudades do bem-querer
Imagens da Terra Amada
Cheiro do verde na madrugada
Apito solene da locomotiva
Lágrimas no rosto correr
Na frente uma outra estrada
O rumo que iria escolher
Adeus à infância dourada
Trilhas da nova empreitada
Assustam e fazem sofrer
Os sonhos outrora sonhados
Me levam de volta ao passado
São fortes e me dão prazer
Retornam , não vou esquecer
Revejo a Velha Estação
Meu Pai de terno e gravata
Ao longe a lagoa encantada
O rio nosso Eterno lazer
A gente com muita opção
O Velho ensinando a Lição
O Novo querendo aprender


-06-
Sertão, Êxodo, ilusão...
Vera Passos

Só sabe o que é Sertão
Quem vê rachar o chão
Ao arder do Sol no auge do Verão.

O verde foge da Caatinga
O caboclo chora, xinga
Esbraveja em vão.
A folha vira espinho
Para se proteger
Mandacaru é velho pão.

Só sabe o que é Sertão
Quem vê fugir a água,pelo solo árido.
O ribeirão vira areal
O sertanejo de pirraça
Arranja um jeito na raça
E tira da cacimba estreita, o rico mineral.

Só sabe o que é Sertão
Quem vê morrer o gado e a plantação
No fundo da panela nem sobrou feijão.
No fogão, restaram cinzas
Na roça o milho nem florou
O retirante, junta os trapos, então
Põe no alforje uns trocados
No pau-de-arara pega a estrada
E adeus ao chão.

Só sabe o que é Sertão
Quem deixou pra trás:
Terra,festa na roça,luta, alegria
Comadres e inchadinhos
Mulher, cachorro e filhos...
Pela manhã, leite na teta da vaca,
Beiju de goma, cuscuz de milho.
Para viver de ilusão.
E vira sem teto, sem terra, sem pátria

Só sabe o que é Sertão
Quem espera um dia cair de novo a chuva
Sentir de longe o cheiro da terra molhada
E botar o pé na estrada.

Da Cidade grande,só rádio de pilha e óculos escuro
No peito a fé no futuro
No caminho muitas mudanças
Aos poucos, as velhas lembranças
Retornam à alma e na aparência de calma, retoma a vida.

-07-
Mar de Balenário Camboriú
Tânia Maria de Souza



Título da Obra: Mar de Balneário Camboriú
Técnica: Óleo sobre tela.

-08-
A ARTE E A NATUREZA
Fernando Alberto Salinas Couto

Essência da arte é a beleza.
Mistério que nunca tem limite,
pois a vida é a pura natureza,
enquanto viver é uma arte.

Grandes músicos e pintores,
como escultores e poetas,
da Lua, do mar e das flores
criam as obras mais bonitas.

E o Criador dessa obra prima,
a cada segundo, a refaz
transformando vida em poema.
Poema de luz, amor e paz...

No brilho de todas as estrelas
ou nas campanas mais floridas,
como nas praias mais belas,
a arte da natureza é criar vidas.

SP – 22/08/11

-09-
Vazantes
Nena Sarti

A carroça de bois espia com seus passos compassados a lâmina das águas. Os bois engolem com seus olhos globais a passagem - viagem de todos os dias -, sorvendo em suas babas o perfume da mata.

Insólitas águas transmutam os aguapés que rodopiam ante a dança mansa da correnteza que se faz respeito.
A luz do dia fica ofuscada pelas nuvens dançarinas que modificam a paz da manhã pantaneira.

A paisagem verde, por imposição de árvores, obedece à transcendência dos elementos naturais. A fonte da vida perpassa num instante infindo o constante refazer pueril sem que o olho nu do homem veja. Muitas coisas ainda não são permitidas que o homem tome tento.

A brisa nesse lugar não sopra, apenas sutilmente beija plantas, flores, pássaros, animais que se espreguiçam em touceiras de madressilvas, capim - cidreira, mal-me-queres, captando o aroma peculiar da terra.
O passeio lúdico dos colibris inocentemente debocha da carga que o homem carrega em sua massa racional.

Em côncavo a casinha de sapê observa a cristalização dos céus no espelho da água que se enrodilha por detrás dela.
Os azuis da manhã vão se misturando ao amarelo do sol formando um alaranjado refletido nos entremeios dos cipós em busca da flor que sorri sapeca em uma copa diamantada por essa luz.

O cheiro úmido do espaço descrito segura o grito na garganta do escritor, que naquele instante poderia matar sua existência material para misturar-se nessa vazante energética que muitos enxergam, mas poucos veem.

O dia segue normal...



-10-
Natureza morta
Marcelo de Oliveira Souza

A natureza é uma obra de arte
O verde que estava em qualquer parte
Hoje já temos que nos esforçar
Para curtir a beleza da vida.

A obra mais complexa e querida,
Os animais lindos como camafeus
Livres e alegres cantando por todos
Cantos de meu Deus...

Sofrem a perseguição
Num rosário de prantos.
O tráfico aprisiona
O belo e simples
Castigado pelo homem
Ganancioso.
Que transforma tudo
Ao seu redor, malicioso!
A mais perfeita flor
Virou plástico sem sabor,
Que horror!

A mais perfeita beleza
Sofre agonizante
Pulverizada adiante
Transformada em torre,
Mirante, móvel, viaduto!

E tudo que era lindo
Quando criança,
Hoje, adulto...
Sofro, agoniado...
Em qualquer parte
Desesperado...
Me contento com arte morta num quadro
Esperando que um dia
Possamos olhar com alegria
A volta da beleza
Dessa imensa natureza.
Que triteza!

-11-
Natureza e Arte
Judite K. Sebastiany

A natureza é uma magnífica obra do Criador.
Cores, formatos, movimento, luz, sombra, ...
Sua beleza produz em nós efeito encantador.
Nós, que temos sensibilidade, que temos amor.

O Grande artista é Ele: imensa sabedoria,
Amor concretizado em cada ato, em cada arte.
Em cada peça criada, um toque mágico,
Um efeito inusitado, feito nova alegoria.

A nós, seus filhos, sua semelhança,
Deu sensibilidade e arte como herança.
Apreciamos, mergulhamos na emoção,
Diante daquele objeto, paisagem, visão.

Buscamos instrumentos para expressão
Do encantamento, alegria, linda emoção.
Usamos palavras, tintas, sons, gestos, ...
Numa ânsia de comunicar, fluir, intervir.

Na verdade sentimos necessidade de capturar
Aquela imagem para fixar, eternizar, partilhar.
A sensibilidade nos impulsiona a comunicar ...
O amor ao belo ... o belo amor ...à natureza.

Exaltar, comunicar: isso devemos ao seu criador,
Não como obrigação, multa, dever... mas, AMOR.

-12-
A ARTE E A NATUREZA
Isabell Sanches

Na natureza encontramos raras belezas das quais nos inspiram e faz brotar em nosso âmago uma profunda e inundante paz.
a arte e a natureza são amigas inseparáveis que sempre andam juntas de mãos dadas, com certeza nas duas se manifestam uma especial nobreza
A arte e a natureza...
a arte expressiva e visual são vistas como emocionais e materiais
já a natureza é para todos nós a "arte do sobreviver"
por isso quero dar meu grito de alerta ao mundo e convidar a todos para juntos erguermos uma só bandeira em prol do seu total "proteger"

que haja mais conscientização de que viver é uma "arte"
e sem a natureza nada somos.



-13-
A Arte e a Natureza
Varenka de Fátima Araújo



Aprender a ver a natureza
A harmonia das cores
Sem regras e convenções
A energia potencial do movimento
Pela paz

Das composições em igualdade
O mar com tons mutantes
A terra que muda de cor
Na balança real das ações da vida
Pela paz

A luz do sol ilumina as cores amigas
No ondular das espumas das ondas
No sussurrar das cascatas
As pedras falam
Pela paz

As plantas bailando com o vento
Os animais centenas de vezes, choram
Os pássaros numa cantiga
Eis a natureza correta
Pela paz
Paz

-14-
Em arco íris vida rosada
Mariângela Repolês

Os cílios de meu outono choram
enquanto eu escrevo um poema
ao vivo organismo dos dedos água vacila
apalpando a mirada vazia
de meus dias em um eterno dilema.

Entre lagrimas desta velha menina
existe um arco íris
azul ao destino caminhado
em trigal amarelo dos cabelos,
um verde mato despenteado
ao sabor dos olhos em desvelo.

Todavia em meus lábios há
o vermelho do vinho tinto
do fruto amadurecido,
um branco dourado
de meu tempo abreviado
por entre as negras cores
da terra bronzeada.



En arco iris vida rosada
Mariângela Repolês

Los cilios de mi otoño lloran
mientras yo escribo un poema
al vivo organismo de los dedos agua vacila
palpando la mirada vacía
de mis días en un eterno dilema.

Entre lagrimas de esta vieja niña
existe un arco iris
azul al destino caminado
en trigal amarillo de los cabellos,
un verde mato despeinado
al sabor de los ojos en desvelo.

Todavía en mis labios hay
el rojo del vino tinto
del fruto envejecido,
un blanco dorado
de mi tiempo abreviado
por entre los negros colores
de la tierra bronceada.

-15-
A Arte e a Natureza (do Bom Deus!)
(Ofereço à Mãe-Natureza e aos Manos Animais!)
J.J. Oliveira Gonçalves

É a Natureza uma Arte em si
É quando Deus-Artista é poeta!
Sobre Sua Criação ele projeta
A Essência da própria Alma - e ri!

A Natureza é a Arte - a mais Bela
É quando Deus-Pintor joga Suas Cores
Com nuanças de Alegrias e de Dores
Em impecável Óleo-Sobre-Tela!

Usou pincéis de Paz e de Ventura
E fez Sagrada cada Criatura
Nessa Arte de Etérea Inspiração!

E Maestro da própria Orquestração
Deu o Vôo aos passarinhos - e a canção
E sua Obra impregnou de Pia Textura!

Porto Alegre, 26 de agosto/2011. 15h33min
jjotapoeta@yahoo.com.br - jjotapoesia@gmail.com
http://transmutacoez.zip.net  - www.cappaz.com.br

-16-
A ARTE, O ARTISTA E A NATUREZA...
ELOISA ANTUNES MACIEL

A Natureza ostenta:

A sua pujança,
Fonte de bonança,
E de desafios...

A Arte representa:

Os bens da natureza,
Também suas asperezas
(em tons semi – sombrios)...

A Natureza expressa a realidade,
Em “quadros” de bonança ou de tempestade,
Suscita o repensar perante um cataclismo...

A Arte ao expressar a “voz da natureza”,
Reveste cataclismos com genial beleza,
Usando sua vertente, o expressionismo...

Enquanto a Natureza, em fim de madrugada,
Desenha seus painéis, na tela da alvorada,
A Arte os representa pelo impressionismo...

E nessa orquestração de Natureza e Arte,
O artista se desvela, em sua contraparte,
Sem pretender alçar-se à imortalidade...

Se a Natureza – Mater tem os seus segredos,
Cabe ao artista (atento) desvelar enredos,
E persegui-los sempre... pela Eternidade...

26/08/2011

-17-
REINOS DA NATUREZA
Neneca Barbosa

A vida nos reinos da Natureza
Entrelaça-se como uma teia
Cada reino com sua grandeza
Formando na Terra uma cadeia.

Em tudo há comunicação
Pela linguagem universal
É da lei natural da Criação
Emanada do sopro divinal.

Na Natureza tudo é harmonia
Sua suave canção é puro amor
Deixando no ar bela sinfonia
Inspirando o poeta e o pintor.

Somente no reino hominal
Descortina-se o uso da razão
Há nele a essência espiritual
O egoísmo embota o coração.

O homem pela sua iniqüidade
Sofre, por faltar paz na consciência
Só o amor lhe trará felicidade
Bafejando sua alma com sapiência.



-18-
A Primavera...
Alice Luconi Nassif

A primavera chegou
Com ela as belas flores
As matas verdejantes
E a Natureza acordou

Cupido, deus do amor, chegou
Filho da bela e divina Afrodite
Deusa do amor e da beleza
Ambos amavam a Natureza

O Cupido sempre criança
Lança suas flechas nos homens.
O amor nasce em todo lugar
Era só a primavera chegar

Aproveitem humanos,
A visita dos belos deuses
Dionísio e Apolo também chegaram
E as Musas com eles vieram

Enfim, os Poetas acordaram...

-19-
A ARTE E A NATUREZA
J Otoniel Poeta

Considero que ambas palavras
Tem um só sentido em parte
Porque a natureza por si só
É uma divina e admirável arte
Na música a escala com as notas
Dó, re, mi , fá só , lá , si dó!...
Repete-se a dó porque há o grave
E o agudo
Iniciando-se daí um longo e profundo
Estudo
Resultantes disso profissionais do mais
Simples ao gênio no passado como na
Atualidade
São admirados como excentricidade
Compositores, maestros regendo com arte
Orquestras sinfônicas para admiração
Durante a formação de toda civilização
Da moderna história da humanidade
Na natureza os lagos, açudes e lagoas
Rios, cachoeiras em cascata
Correm pela superfície, com volume
D’água, espaço, profundeza e distância
Permitindo o uso da mais simples jangada
Ao navio e úteis canoas a flutuar
Vão esses cumprir sua jornada
Os rios desde as nascentes a foz com ânsia
Despejam suas volumosas águas
No imenso mar
Descrever tudo que se conhece sobre
O presente tema
É escrever um livro bem longo cujo final
Não se sabe a parte extrema
Parando por aqui certo da minha participação
Por pouco que tenha sido acompanha-na
Boa parte do meu coração!

-20-
ROSA
Luiz Menezes de Miranda

De toda a mais formosa
De rara beleza
De nobreza incrustada
De pétalas cintilantes

Que guarda segredos
Que exala inspiração
Que manda recado
Que vale desculpa
Para quem tem culpa
Ou quem ganhar coração

É tu rosa

Que em mutação em cores
Vermelha, amarela
Cinza, lilás, branca
Tu sabes do que és capaz

Beleza constante
Que inspira o poeta
Que dá brilho à lua
Que ampara nas pétalas
As lágrimas do orvalho
Que em noites frias
Insiste em chorar

Rosa de singela beleza
Musa de versos musica e tristeza
Que embala os sonhos
Alegre ou tristonho
De olhos sofridos
Que insistem embelecidos
A ti, bela olhar.

Quem dera eu poder
Ter a sorte um dia
Mesmo sendo espinho
Nesse seu jardim

Aonde tu és a rainha
Eu pode repousar.
Rosa



-21-
Sonho
Vera Passos

Pousei descansada do meu levitar
À margem de um rio de águas serenas
Que me fez pequena no seu balançar
Me vi a sonhar com raios de Sol
Enchendo de luz o Jiquiriçá
Vi pés de juá, vi lago cigano
E em outro plano
Minha irmã a cantar
Cantigas de roda à luz de luar
Sapecas meninos eu vi
Sem medo da vida
Sem balas perdidas
A atormentar
São tempos divinos
Que só na memória
Eu posso guardar

-22-
UTOPIAS
VERA PASSOS

SE EU FOSSE O TEMPO
DIVIDIRIA O AMOR
SE EU FOSSE O ESPAÇO
EDIFICARIA TETOS
SE EU FOSSE LUZ
APAGARIA O INFERNO
SE EU FOSSE CALMA
ABRANDARIA O MAR
SE EU FOSSE CHUVA
UMEDECERIA O SERTÃO
SE EU FOSSE PÃO
SACIARIA A FOME
SE EU FOSSE LIVRE
LIBERTARIA ALMA
SE EU FOSSE HUMANO
PERDOARIA O IRMÃO
SE EU FOSSE BRISA
BEIJARIA O MUNDO
SE EU FOSSE PRAÇA
GUARDARIA A INFÂNCIA
SE EU FOSSE O CAMINHO
NÂO ESTARIA PERDIDA
SE EU FOSSE RIO, CORRENTEZA
SE EU FOSSE MÂE, NATUREZA

-23-
Borboleta
Débora Moreno



Nós precisamos da Natureza é hora de cuidarmos dela.
Abraços Fraternos.
Debora Moreno/ Niterói.

-24-
Um jardim
Odilon Machado de Lourenço

Lapido a forma seca do outono
Folha a folha desprendo as formas apagadas de vida
Conservo a seiva em teu inverno
O cheiro de primavera em tuas cores
Desenho nas mãos os teus espinhos
Arremeto verão em tuas alturas
Teus verdes sóis são irmãos de minha glória
Como os reis da Pérsia sou teu jardineiro.

-25-
Virando do Avesso
Sandro Nicodemo (Bandana)



-26-
Natureza, Arte divina
Diná Fernandes

O homem com sua inteligência
e seus objetivos pretenciosos
sente muito pouco, usa a incoerência
atreve-se a macular o gracioso

cenário chamadao nataureza,
a mais bela Arte do Criador
criada com perfeição e beleza,
logo, não cabe a nenhum malfeitor

invadir seu espaço, revirar a sua pele
tingir de cinza a sua aquarela.
Desalmado homem, não destrua sua casa, zele,
abra em seu coração uma janela

Lance seu olhar interpretativo, amoroso
a vislumbre o triste painel, agora escurecido
aquele que outrora colorido e majestoso
hoje, por suas mãos sendo destruído

É tudo tão profano!

-27-
MINHAS RAIZES E ORIGENS
Iraildo Dantas LUA

Nasceste sob a benção de Tupã
Nadaste lado a lado com o boto cor de rosa
Apaixonaste pelos encantos da Iara!

A mata foi a tua morada e refugio
Da terra retirou seu sustento
À noite e suas constelações
Fizeste de coberto!

Os animais ditos selvagens
Seus amigos fieis e constantes;
Por amor a seu povo enveredou-se por
Matas desconhecidas.

Indo de encontro aos caras pálidas
Levando em sua sacola
Apenas sonhos, planos e a promessa
Feita as margens do grande rio
“Posso até servir de adubo para terra,
Mas, dela não saio”.

-28-
A NATUREZA ENSINA
Rosana Carneiro

Os pássaros me contaram
Em uma linda sinfonia
Que a vida é bela
E cheia de alegria

Vistei ao longe, as flores
E numa linda mensagem
Transmitiram que a vida
É só uma viagem

Rodeou-me, as árvores
Numa total formosura
Mostrando-me que a vida
Também pode ser dura

Rompeu-se o silêncio nesta hora
E com forte estrondo ecoou
O trovão vem avisar
- A vida se transformou

A chuva por sua vez
Não quis ficar quieta
Mostrou que ela só é boa
Pra quem for esperta

O mar resolveu mostrar
Com toda a calmaria
Que a vida seria linda
Pra quem se arriscaria

Os insetos numa canção
Resolveram me mostrar
Que vida boa ou ruim
Tem que ter alguém pra amar

Veio o arco-íris
Mostrar todas cores
E que a vida só é linda
Se tiver muitos amores

Assim então eu me vi
Diante da natureza
Ensinando-me que aqui
A vida não é moleza...

-29-
A arte e a natureza
Élio Cândido de Oliveira

Estranho na forma de tudo encarar
Fazermos uma viagem e bem ao longe
A arte da vida, assim conservar.
Num piscar de olhos tudo se esconde.

Natureza que a vemos submerso
Deslumbra-se pelo pouco que podemos visualizar
Alheio a pensamentos, ver somente no verso.
Canção bela e pura a nos ofertar.

Contornos de visão! Belas miragens
De fotos que não ouçamos, os flashes acionar.
Pensamento e alma, grandes viagens
Arte, Natureza quanto de bom a proporcionar

Insinuante e sem descarte
És daqui pura arte
Fúria e delicadeza.
É a Mãe Natureza.


-30-
A ARTE NA NATUREZA
Sônia Rêgo

Na natureza se encontra
a gigantesca arte de Deus.
Melhor escultor não existiu
e não existirá jamais.
O infinito céu anil,
usando aquarelas mil,
tingiu de cores naturais.
A natureza é a arte
que Deus artesão sem igual
confiou com mãos ágeis
para nós, viventes frágeis,
com Seu amor profundo.
Acolhemos com carinho
esse belo mundo...
Nosso singelo ninho...

SP – 29/08/11


-31-
Capivaras
Haydée S. Hostin Lima

Dava pena sabê-las caçadas...
Na literatura onde a bicharada surgia em saberes
encantavam suas preferências:

...Ficar às margens dos lagos
entardecendo com a paisagem
roendo o horizonte com seriedade
de animal campeiro
bebendo rios largos.
E ásperas de couro
arranhavam as noites
transcendendo as fugas
com seus cheiros em lua
indo ao contrário do fogo
as espertas do mato.

( as espingardas esquecidas, ainda hoje,
tem o mesmo prateado das madrugadas
pirilampas, onde homens e capivaras
só queriam fugir da solidão e da morte).

-32-
NATUREZA É PURA ARTE...
Marco A. Amado

O que seria da arte.
Sem a natureza
Com suas cores
Seus ritmos
Cheiros
E beleza
Plena harmonia

Inspiração de poetas
Músicos e pintores
Artistas de todas as extirpes
Surgem lindas sinfonias
Textos de tristeza e alegria
Pinturas realistas e surrealistas
São tantas aventuras
E também desventuras

Loucas misturas
Onde a arte
Surrupia da natureza
Sua eterna beleza
E leveza

É tão inspiradora está paz
Que nos leva
A viajar por mundos misticos
Onde descobrimos
Que o ser humano é capaz
De realmente amar.

Ocram 29/08/11

-33-
PEDRA
Luiz Menezes de Miranda

Sou pedra bruta
Que precisa ser lapidada
Que precisar ser tratada
Para que conheçam o meu valor.

Tenho tantas serventias
Mas quem de mim faz uso
Usam até como escudo
De uma falsa proteção

Em alguns lugares sou até admirada
Até por meio de imagens
Entalhadas e esculpias
Mais também crio calos e feridas

Em uso posso até servir de arma
Ou estrutura pré-moldada
De andor ou um altar
Para quem necessita rezar

Sou usada como assento
Dissolvida sou cimento
Pisoteada sou calçada
De pés firmes de homem bruto

Quebro água e vidraças
O silêncio me pertence
Agredida é quebra
E de um todo dividida.

Eu sou pedra estrutura
Sou sustento sou firmeza
De simples e singela beleza
Mais também sei amar.

Simplesmente sou só pedra.

-34-
A DESPEDIDA
Celso Corrêa de Freitas

Caio tinha tomado uma decisão na sua vida, partir!
Deixar Isabel e embarcar numa aventura que sempre quisera ter, ir para os Estados Unidos e lá estabelecer-se.
Optara pela ida de navio, pois assim teria no curso da viagem, muito mais tempo para esquecer Isabel, com quem estava vivendo nos últimos três anos, um relacionamento de muitos planos e algumas incomodas incertezas. Todas da sua parte a bem da verdade.
No dia da viagem, a discussão com Isabel começou com os primeiros raios de sol e se prolongou até o momento da despedida ao final da tarde.
Isabel tentou dissuadi- lo, com palavras bonitas, carinhos excitantes, mesa farta, lágrimas, desespero e até certa dose de violência contra o peito daquele que era o seu único e grande amor.
Mas Caio, não alterou seus planos, estava decidido a correr atrás do seu sonho. Desvencilhou-se de Isabel e seu pranto sentido, e se foi.
Em seu apartamento no Gonzaga, ela procurava resistir à dor da perda, estava muito difícil e seu coração parecia querer explodir.
De repente, ela levanta-se e sai, seguindo ordens do seu coração, vai para a Ponta da Praia, de onde da murada, daria a Caio, pela ultima vez, algo de si... O seu definitivo adeus, assim que o navio no qual ele estava embarcado, por ali passasse.

Caio e Isabel, até aquele momento, era uma poesia interminada(*).


A DESPEDIDA

O barco solta suas amarras lá no porto.
A tristeza finca seus pés na Ponta da Praia,
Por ela passa, um navio após outro.

Na proa sob o clarão da lua,

Ele a vê, na murada, inteiramente nua!

Um alerta paralisa a nau, HOMEM AO MAR!

Moral da história: Quem busca um sonho que não contempla a existência do amor nele, quando encontra o sucesso pessoal, fracassa na felicidade existencial (CCF 18.02.2011).

Caio, preferiu não correr esse risco!
FIM

(*)Nota do Autor: O uso da palavra INTERMINADA, é intencional.
Na literatura a expressão, "terminar um texto" é muito comum. A palavra INTERMINADA dá a ideia de algo que não TEVE TERMO, NÃO ACABOU.




-35-
A arte de amar você
Paulo Rodrigues

Meu amor por você é uma bela obra-de-arte.
Belos quadros de radiante moldura
são pintados,
diariamente,
para imortalizar
a delicadeza do seu belo corpo
de menina sapeca,
de mulher formosa.
Desenhados para definir seu meigo sorriso radiante
desabrochando acima do verde das montanhas
pirâmides no sul das Minas Gerais.
Delineados no azul das pinceladas dos rios e mares
desaguando a paz do seu olhar sereno
repleto de mistérios e majestosos encantos.
Entoados nas notas musicais de cada dia
marcando no ritmo de “Boleros & Poesias” da Web Rádio Sol,
na doce voz do Confrade Cappaz - Flávio Martinez,
os compassos dos momentos felizes ao seu lado,
os sorrisos compartilhados,
as lágrimas de saudade derramadas
na sua ausência.
Assobiados nos cantos dos pássaros multicores
em doces melodias,
para eu compor minha jura de amor eterno a você.

Sorocaba/SP

-36-
A natureza beleza de arte
Fátima Peixoto

Tudo criado com perfeição,
Se preocupou com os detalhes,
Fez tudo em abundância,
Para que todos compartilhassem,
E cuidassem,
Fez o humano uma obra de arte,
Cérebro para discernir o bem do mal,
Olhos para perceber a beleza em seu redor,
Boca para falar e beijar
Mãos para construir,
Braços para abraçar,
Pernas e pés para caminhar,
E um coração para amar.
Alguns se tornam desumanos,
Não conseguem ver na beleza da vida,
A arte pintada pelo Criador.

Texto produzido para ciranda mensal CAPPAZ

-37-
A arte de Deus
Akasha De Lioncourt

Assim como uma tela vazia,
Era o Universo, repleto de energia.
Deus, o maior de todos os artistas.
Resolveu preenchê-lo com sua fantasia.
Criou cada um dos planetas,
Em muitas, bilhares de galáxias.
O sol, nossa estrela-anã,
Deu origem ao nosso sistema.
Quando chegou ao planeta Terra,
Começou a devanear.
Inventou milhares de cores,
E texturas para nos agradar.
Começou pelos oceanos,
Que preenchem quase todo o planeta.
Dois pólos gelados.
Para equilibrar todo o ecossistema.
Resolveu criar animais,
Criaturas maravilhosas.
E deu a elas a capacidade,
De com o tempo evoluir e melhorar.
A vegetação, tão rica,
Jamais seria criação humana.
Florestas maravilhosas,
Desertos encantadores.
Água doce ou salgada,
São os seus grandes amores.
Fonte de toda a vida,
A água pode salvar ou matar.
Mas não podemos questionar,
O quão maravilhoso é seu poder de se transmutar.
Monet, Da Vinci, Caravaggio, Michelângelo e outros,
Não precisaram nada criar.
Para dar vida às suas obras primas
Bastou tudo na Natureza buscar.
Cores, nuances, sons e movimentos.
Só ela, através de Deus, pode recriar.

31/08/2011


-38-
Arte e Natureza
Joyce L. Krischke

De mãos dadas: Arte e Natureza
Num quadro pintado, que beleza!
Paisagem retratada na fotografia
Inspiradora de poetas e de poesia!

Artistas usando produtos recicláveis
Fazem arte com produtos descartáveis
Entrando no ciclo verde consciente
Indústrias colaborem com o ambiente!

Sim, fábricas passem a produzir
E os reciclados- o comércio distribuir
Garrafas pet em flores transformadas
Garrafas de vidro em fruteiras decoradas!

Fotografar e pintar a natureza viva
Traz a Paz ao que com ela conviva
Pintar espécie em extinção- que padece
É um alerta e o meio ambiente agradece!

Balneário Camboriú- agosto - 2011

-39-
Léon Lambert





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Arte e Formatação Rosângela Coelho
Exclusivo para CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz
Imagem utilizada de autoria de Josephine Wall
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