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AGRADECIMENTO/ENCERRAMENTO

Carnaval: Alegria e Paz - hoje, amanhã e sempre!

No mês de fevereiro deste ano, nós brasileiros vivenciamos mais uma vez a festa carnavalesca.
Quem não ouviu falar das marchinhas, gênero de música popular do carnaval no Brasil dos anos 20 e 60 do século passado, que brota abrindo alas nos nossos corações, terreno fértil da arte cultural?
Inicialmente as marchinhas eram calmas e bucólicas, mas era preciso acompanhar a evolução musical, assim, o ritmo foi influenciado pela música norte americano da era jazz bands.
Em 1899 Chiquinha Gonzaga compõe a primeira marcha, intitulada Ó Abre Alas, feita para o cordão carnavalesco Rosa de Ouro.
Daquela data para os anos atuais o carnaval vem crescendo em todo o Brasil e no mundo.
Então em 1926 surgem às marchinhas mais agitadas Eu vi e Zizinha do pianista e compositor José Francisco de Freitas, o Freitinhas.

Podemos citar ainda:

• Allah-La Ô de Haroldo Lobo e Nássara
• Apareceu a Margarida
• As Pastorinhas
• As águas vão rolar
• Atrás do trio elétrico
• Aurora de Mário Lago em parceria com Roberto Roberti
• Bandeira branca
• Bota camisinha de João Roberto Kelly
• Cabeleira do Zezé de João Roberto Kelly e Roberto Faissal.

Desta forma a CAPPAZ nesta 39ª Ciranda mensal do mês de fevereiro de 2012, com o tema Carnaval e Paz, vem através dos seus poetas e poetisas homenagear e cantar em versos e prosas essa festa tão contagiante.

Agradecemos e reverenciamos aos poetas e poetisas que compartilharam conosco desta ciranda mensal do carnaval CAPPAZ.

Cordiais Saudações.

Deomídio Neves de Macêdo Neto
Vice Presidente Nacional CAPPAZ
Presidente Nacional CAPPAZ Salvador – BA.









À Guisa de Introdução
Ciranda - Carnaval e Paz

O homem é um ser essencialmente social. Logo, deseja encontrar e vivenciar momentos de Alegria.

O homem sente necessidade não só de ser feliz, mas tem necessidade de sentir e de expressar alegria através de seu corpo. Seja no canto, na dança, nos gestos, no sorriso...

A alegria é um estado de necessidade de partilha e comunicação. Uma verdadeira implosão daquilo que está no íntimo do ser humano. Nesse momento, há verdadeira vibração expressa em movimentos e exultação.

O ser humano, em si, parece - em principio - ser tímido. Prova está que muitas pessoas apenas no carnaval expressam sua alegria, através de artifícios para se alegrar. Seja através de bebidas ou mesmo de fantasias - ou até de letras de composições musicais e gestos.

Há diferença em ser alegre ou alegrar-se e provocar ou parecer alegre.

Alegrar-se é colocar para fora, exteriorizar a dimensão alegre que o humano traz no seu intimo. Inclusive, a alegria partilhada...

Alegrar-se na vida e com a vida não necessita data no calendário.

Alegrar-se deixa doces recordações com gosto de mel.

Alegria verdadeira é fator de Paz e de Bem...

Alegria verdadeira é contagiosa: comunica-se, generosamente, com os outros, tornando-os alegres...

 Provocar a alegria em data marcada, ou socialmente definida, nem sempre leva à alegria verdadeiramente sentida. Pode deixar vazios com sabor de fel e tristeza quando se esvai.

Fantasias luxuosas não são pressupostos de alegria, podem ser até disfarces. Embora seu visual seja belo e até artístico aos olhos de quem usa ou dos outros...

A Alegria e a Paz onde ficam no carnaval?

Alegria em alta rotação, para se entristecer, quem sabe, na quarta-feira de cinzas?

 Alegria verdadeiramente sentida e partilhada 365 dias do ano?

Sim, alegria sentida da alma do povo!

 Carnaval: Alegria e Paz - para os que têm “fome de alegria” - conquistada na maturidade do pensar. Alegria que impulsiona a paz em nossa vida e auxilia os nossos semelhantes a manterem e a exteriorizarem sua alegria (sem o combustível nefasto das drogas).

 Que nossos corações vivam as alegrias do Carnaval 2012 em Paz!

Sim, cantemos e dancemos. É Carnaval: Alegria e Paz - hoje, amanhã e sempre!

 

Balneário Camboriú,  13 de fevereiro de 2012 - 20h40min

 

Joyce Lima Krischke

Presidente Fundadora CAPPAZ

 

 
  


LISTA DE PARTICIPANTES

Akasha De Lioncourt
Ana Beatriz Sebastiany de Oliveira
Daniel Brasil
Deomídio Macêdo
Diná Fernandes
Edvaldo Rosa
Élio Cândido de Oliveira
Eloísa Antunes Maciel
Fátima Peixoto
Fernando Alberto Salinas Couto
Flor de Esperança (Maria Beatriz Silva)
Gislaine Wächter
Greg Pinheiro
Isabell Sanches
J. J. Oliveira Gonçalves
José Otoniel da Costa
Joyce Lima Krischke
Malú Ferreira
Marcelo de Oliveira Souza
Marco A. Amado
Maria Fernanda Reis Esteves
Marina Martinez
Paola Rhoden
Pinho Sannasc
Rosângela da Silveira Coelho
Roseleide Santana de Farias
Sebastiana Corrêa
Sidney Santos
Sônia Dias Freitas
Varenka de Fátima Araújo
Vera Lúcia Passos Souza
Zíngaro (Antonio Carlos Francisco)

 


Os textos aqui apresentados são cópias fiéis dos conteúdos enviados por e-mail, ficando essa web designer e a CAPPAZ isentas de qualquer responsabilidade pela revisão dos mesmos.

PARTICIPAÇÕES

-01-
Já é Carnaval...
Marco A. Amado

Já é carnaval
Sinta o ritmo da bateria
É um vendaval
Trazendo à folia

Rio de Janeiro,
Sol, mar
Samba, suor,
Cerveja e canção
Pura explosão
De alegria

Tem pierrô, tem colombina,
Acrobata e bailarina
É tanta fantasia
Brilhando na avenida
É hora de sambar

Momento de pura emoção
Acelerando o coração
Vamos nesta onda
Brincar o carnaval
Mas com sabedoria
Mostre como se faz
Sambe com alegria
Muito amor e paz

Ilha do Governador/RJ, Ocram - 09/02/2012



-02-
Carnaval das Multidões
Marcelo de Oliveira Souza

O tempo passa, mas aquela ideia do Trio Elétrico e do eco da guitarra rendeu milhões de reais, exportando a folia para todos os cantos do nosso país e até do mundo.
Todos passaram a conhecer o carnaval da Bahia, infelizmente não dá para continuar com esse tão propalado rótulo de “maior carnaval popular do planeta” porque o planeta curioso vem conhecer o que os meios de comunicação tanto mostram como a sexta maravilha do planeta terra, mas a desigualdade dessa festa é uma verdadeira mácula para esse carnaval dito democrático.
A cidade de Salvador passou a ganhar muito dinheiro, o turismo cresceu; no verão é gente entrando por tudo quanto é lado, mesmo assim para a prefeitura ainda não é o suficiente, ela está indo a passos largos à banca rota, a cidade usufrui de um enorme diamante bruto, mas os investimentos não aparecem, o povo não quer saber de joginhos políticos de quem apoia ou não apoia ninguém, o povo quer saber de investimento no turismo, saúde, educação e segurança.
Quanto à segurança, as pessoas da cidade andam com medo até da sombra, o índice de violência está tão grande que os seguimentos da imprensa nacional, estão preocupados, ainda há algumas pessoas com viseiras ou síndrome de avestruz, que reclamam desse tipo de reportagem, uns dizem que não assistem mais, para não ter tanto medo, outros dizem que esse “estardalhaço” é somente para espantar o turismo, visto que ele vem crescendo bastante na Bahia.
Mas o carnaval das multidões é egoísta, os camarotes cobram um absurdo para o folião aproveitar toda a sua estrutura; nos blocos carnavalescos, os “abadás” são caríssimos, o centímetro deles vale mais que ouro.
Em dias de distribuição dessas indumentárias é criada uma verdadeira operação de guerra, até mercado negro e escambo existe.
A cidade encolhe, os investimentos aparecem, os bandidos se animam, os malhados também, a paquera reina, os “cordeiros” puxam a corda, empurram o folião “pipoca” que por sua vez procura um espaçozinho entre os ambulantes e “cordeiros” para ver os artistas famosos desfilarem encima das carretas de som, mesmo se for por um breve momento.
Os turistas glorificam a alegria da festa, assim como os que têm dinheiro para derramar nos camarotes ou blocos; os que não conseguem um lugar privilegiado, fazem de tudo para ter um lugar ao sol, ou melhor, para a festa mais popular do planeta, cuja desigualdade faz surgir a explosão de violência, que hoje em dia televisão nenhuma quer mostrar festa de momo temperada com cacetadas murros e empurrões, quando o clima começa ficar pesado é muito mais lucrativo desviar calmamente a câmera para as “patricinhas” nos blocos de trio, para os camarotes ou até mesmo para as lindas pernas das cantoras, enquanto isso o pau come firme na festa mais bonita do Brasil.

Salvador/BA

-03-
Brilho
Sidney Santos

Bom dia, dia
Palavra de alegria
Rima na poesia
Confetes e fantasia

Tempo, de tarde boa
É linda emissão que soa
Leme guiando a canoa
Em águas que correm à toa

Noite de luar brilhante
Estrelas dando o sinal
O brilho do diamante
No esplendor do Carnaval

Santos/SP

-04-
Nas asas da fantasia
Maria Fernanda Reis Esteves

Um dia a máscara cai
Na passadeira do samba
E o povo que se retrai
Nas avenidas da vida
Dança, canta e não se cansa
Disfarçando a miséria
Travestido de alegria

A beleza já desfila
E nada pode deter
Os três dias de folia

Os corpos vertem suores
Rebolando horas a fio
Há um odor infernal
Nas ruas um cheiro a cio
Talvez um ajuste de contas
A morte jorrando sangue
No tempo dum desvario

Carnaval também é paz
No olhar de uma criança
mascarada de esperança
nas asas da fantasia

Setúbal/Portugal

-05-
O Brilho da Avenida.
Deomídio Macêdo

O trio Elétrico brilhou, brilhou,
brilhou na Avenida
arrastando multidão
e o Farol banhando o mar.
Puxa agente maré, arrasta agente maré
para o carnaval de paz e amor.
Estamos na Bahia
Carnaval é alegria
arrastando multidão
aqui em Salvador.
Por isto não brigue, não sofra
não morra, não morra de tristeza
pegue na minha mão e venha pra Bahia.

Salvador/BA

-06-
Carnaval
Varenka de Fátima Araújo

Carnaval aqui são seis dias de folia
este ano comemorando o centenário
do nascimento de Jorge Amado
nas suas paginas estão a nossa gente
simples como ele foi para o mundo
tem Rei Momo,rainha comandado

Uns vão no bloco com corda
com trios e cantores famosos
é o maior laboratório do teatro
música,fantasia,suor , muita bebida
outros vão na pipoca que não paga
no maior arrastão da terra da paz

Os filhos de Osmar Macedo
vão na Fóbica com a guitarra baiana
criação do saudoso Osmar Macedo
fundador do trio Dodô e Osmar
queria o povo brincando atrás do trio
queria um som baixo com muita paz

Na quarta-feira de cinzas arrastão
sem corda da Barra para Ondina
tanta máscara,tanto grito de alegria
depois cai na realidade,gastou o real
vai dar duro o ano inteiro na certeza
do ano seguinte ter carnaval na paz

Salvador/BA

-07-
Carnaval e Paz
Fernando Alberto Salinas Couto

Havia uma festa popular
que vitalizava a infância,
em todos os corações,
mas o prazer de brincar
cedeu lugar à violência,
desmanchando ilusões.

Ilusões de colombinas
que, em brincadeiras,
sonhavam com amor,
jogavam as serpentinas,
com alegria verdadeira,
divertiam-se com pudor.

Hoje, a malícia dominou
a mente das pessoas.
Umas nem saem às ruas,
pois o encanto já acabou
e a avenida se repovoa
do nocivo e mulheres nuas.

Mas não existe mal capaz
de arrancar de uma criança
o seu coração puro.
Por isso acredito na paz
e mantenho a esperança
no carnaval do futuro.

São Paulo/SP, 15/02/12

-08-
Carnaval...Fantasias, Alegorias...
Chance para a Paz?
Eloísa Antunes Maciel

No carnaval, os egos se comprazem...
Sob mil fantasias se desfazem
Seus desejos sutis, semi - ocultados...
E ocultos sob máscaras brilhantes,
Escondem-se os intentos degradantes,
Alegoricamente disfarçados...

E ao som de melodias fascinantes,
Os temas com mensagens contagiantes
Sugerem um ideal de perfeição...
“Bandeira branca”, alem de “Pastorinhas”,
Imagens feitas de mil mentirinhas,
São contas de um rosário de ilusão...

E, enfim, passados dias de folia,
Já não persiste mais a alegoria
Que em cinzas na memória se desfaz...
E uma lembrança faz-se persistente
Em algum nível do subconsciente:
Alguma bela sugestão de paz...

São Martinho da Serra, 15 de fevereiro de 2012.

-09-
Carnaval
Diná Fernandes

Carnaval é festa mágica
Quando ronca a cuíca
E os acordes da bateria
O coração do folião
Quer explodir de alegria
Dar vazão à sua euforia

Sambista...
Leva a escola no coração
No pé o samba de tradição
Com leveza e gingado especial
Seu prazer é sambar até a exaustão
Sua glória é a vitória no placar
No rosto, lágrimas de emoção

Carnaval...
É tradição bem brasileira
São três dias de brincadeira
Festa profana de amores passageiros
Quarta feira, só saudades de fevereiro
Folião chora momento derradeiro
Máscara rasgada, rosto desfigurado
Orgulhoso e feliz volta à vida normal

Cabedelo/PB

-10-
Carnaval
Paola Rhoden

Delírio de multidões que brilham em fantasias arrojadas. Alguns apenas saem vestidos de sua alegria.

As avenidas são tomadas por uma massa que canta e dança ao som de alegres e agitados trios elétricos, ou disciplinadas escolas de samba.

Em alguns semblantes, o reflexo da magia que entorna de um imenso cálice, cheio de momentos de faz de conta, desenhados nas roupas coloridas idealizadas nos momentos de solidão. Em outros a pompa comprada ao custo de um longo ano de trabalho pelo prazer de um momento.

Outros desfilam reis ou rainhas, fantasmas ou passarinhos. Mas tem também, aqueles que brilham nos paetês de seus sonhos, em roupas, algumas vezes tão poucas ou quase nada, que se pensa talvez, no seu nascer.

Não há ricos, não há pobres, religião ou etnia. Há somente a união da alegria, que mesmo sendo só em sonhos, une um povo que respira a euforia, em apenas alguns dias dedicados a transformar ou esquecer os problemas do dia a dia.

Brasília/DF

-11-
In front of gate 24
Sebastiana Corrêa

A noite se anuncia entre nuvens e chuva no céu sempre cinza da cidade de São Paulo. Sentada em frente do portão 24 no terminal 2, quase me sinto triste. Ouço uma voz chamando o atrasado e penso nos duzentos e tantos corações ansiosos que o esperam.
Eu também estou ansiosa, a nave que me levara a cruzar o oceano para ver quem amo, já esta aqui. Em breve vou ouvir minha chamada, vou pisar na minha fila, vou sentir meu acento e a pressão que fará meus tímpanos estourar.
Então através do vidro vejo chegar de algum lugar estrangeiro, pessoas que trazem alegria nos seus dentes, nos seus cabelos, nas suas roupas, e nos sambas que tentam arranhar em português. Meu coração antes apertado agora sorri, são homens, mulheres, jovens e crianças que começam a chegar para a maior festa do mundo. Carnaval.
É Carnaval no Brasil, Carnevale na Itália, Murga na Argentina, Fiesta de Las Flores no Equador, Mardi Gras nos Estados Unidos, Shrove Tuesday na Inglaterra, karneval na Bélgica, Fastnacht na Alemanha e Suiça, Intruz na Índia, Apokriés na Grécia, Masopust na República Tcheca, é Maškare na Croácia...
Não importa o nome ou o lugar, o que importa é a alegria vestindo todos sem distinção de raça, credo, ou nível social. O mundo já provou que onde há alegria há paz. Façamos então nós Cappazianos e Capazzianas um decreto:
Que a alegria desses dias de carnaval seja estendida por todo o ano! Pois alegria é PAZ!

Suíça

-12-
Carnaval e Paz
Vera Passos

Vamos vestir nossa fantasia de alegria
Esqueça a guerra do dia-a-dia
Vamos brincar na avenida toda colorida
Veja a multidão seguir o trio e festejar
Pela rua afora quando for embora
Leve a sacola cheia de amor a seja lá quem for
Que Dodô e Osmar, seja sua alegoria
E que haja harmonia na hora de brincar
O som do trio elétrico vai lhe contagiar
A Praça já é do povo é só participar
Que a PAZ possa lhe acompanhar
Contaminar só de energia, depois é só pular
Na avenida, no Pelourinho, na praia, em todo lugar...
Até o Sol lhe encontrar

Salvador/BA

-13-
Carnaval
Daniel Brasil

Carnaval, carnaval...
Carnaval é alegria
Inda mais, quando se dança
Numa PAZ, que contagia...

Nesta paz do carnaval,
Eu vou entrar na folia,
Vou sambar, em Porto Alegre
Até no porto da Bahia

Se eu sambar lá em São Paulo
Ou então Rio de Janeiro
Só na PAZ, eu sambarei
Mostrando ao mundo inteiro

Porto Alegre/RS

-14-
No Carnaval da Vida...
J.J. Oliveira Gonçalves

No Amor nasci poeta
No Carnaval nasci Pierrot
Atrás de Colombina não mais vou:
Do Carnaval da Vida eu já cansei!
(Lança-perfume: "flert" perfumado
de um olhar sensual e mascarado
Confete: chuva seca - multicor
enamorado banho de alegria
Serpentina: uma fita colorida
tentando "enlaçar" uma menina...)
No aziago carnaval da minha vida
Folião eu não sou mais - faz muito tempo
E os Guizos da alegria - de Outrora:
Silêncio e Solidão do meu Agora...
Vestido de Arlequim... eis o Destino
Irreverente a debochar de mim!
Saudade do meu eu - ledo, menino
Na Paz daquele Amor de minha vida
Nos braços de uma Eterna Colombina...

Somente a Quarta-Feira n'Alma existe
Nas Cinzas que guardei de uma Ilusão!

Porto Alegre/RS, 16 de fevereiro/2012. 09h54min - HS
jjotapoesia@gmail.com - www.cappaz.com.br

-15-
Magia de Carnaval
Zíngaro

Vem chegando o carnaval
Alegria total,eu já posso ter
Ouço uma canção de paz
Que me faz lembrar você
Na avenida deslumbrante colorida
Vejo você sorrindo
Mais linda ainda
Sinto um perfume no ar
Luar no ar
Da vontade de cantar amar cantar
Hum..Hum..Hum
Vejo com contentamento
Que todo ano de sofrimento
Logo vai se apagar
Por estes dias que vão chegar
Na magia de transformar em alegria
Todo o lamento e o sofrimento
Do dia a dia
Agora eu sei porque eu também
Me apaixonei em três dias
Por alguém
Hum..Hum..Hum..

Porto Alegre/RS

-16-
Carnaval e Paz
Soninha Poetisa

A multidão brinca,
Dançam com seu patuá.
Entram na fila,
Tomam suco de maracujá.

O Carnaval já começou,
A paz irá reinar.
Os foliões mais briguentos,
Fora da festa vão ficar.

Nas ruas, no salão,
Respeitar o próximo,
É o mínimo da boa educação,
Vamos nos harmonizar.

Cantarolando e dançando,
Vamos determinar,
Faremos do Carnaval, momentos de paz.
E vamos aproveitar.
Dois mil e doze, ficará marcado,
Como o povo mais honrado,
Para o Brasil se orgulhar.

Vamos divulgar,
Que o Brasil é um povo alegre,
Determinado, e educado.
Para o povo lá de fora,
Querer nos visitar.

Educação vem do berço,
Logo se ver, quando se tem,
Beber, bater, e humilhar,
É coisa de machões,
Que logo vão, para o além.

Dourados/MS

-17-
Alegria, paz... É carnaval!
Edvaldo Rosa

Corta em tiras a dor da tua alma,
Tece com elas uma fantasia,
- A que és feliz!
Pega os retalhos de tua vida,
De toda ela,
E tece a tua fantasia,
- A de tens tudo o que sempre quis!
Travestida de fantasia,
Baila solta, á solta por ai...
Vai da avenida, aos salões fechados,
Lança fora os teus recatos,
Teus medos deixa á esmo...
Dá á alguém teus braços,
Oferte á alguém teus melhores beijos...
Seja enfim o que sempre quis... O diz que és, sem o ser...
Vira do avesso, tua vida...
Quem sabe assim, sem rédeas,
Por fim percebas,
Que a alegria vibra sob as tuas tristezas...
E que a paz, é o reverso da guerra,
Que abraças para si!
E quando findar a quarta-feira de cinzas,
Que a alegria e a paz vividas na folia,
Esteja tão impregnada em ti,
Que esta tristeza e amargura que sentes agora,
Seja a fantasia que jogarás fora,
Antes de seguir! - Pois terás que seguir!

São Paulo/SP

-18-
Carnaval e Paz
Ana Beatriz Sebastiany de Oliveira

Sobradinho/RS

-19-
Carnaval e Paz
Ana Beatriz Sebastiany de Oliveira

Sobradinho/RS

-20-
Carnaval e Paz
Roseleide Santana de Farias

Lindo pássaro vejo voar ao longe no céu azul cabedelense!..
Absorto, as asas abertas, com um olhar complacente, terno,
Ele plana e observa a terra dos homens, a sua inquietude e
Luta humana, o sofrer, a busca, sonhos, o choro plangente!

No percurso da vida terrena, eis que buscamos a felicidade,
A alegria, o prazer, o conforto, reconhecimentos, amizades,
Através dos meios sem fim, seguindo inúmeras trilhas, nas
Quais nos perdemos, nesta busca por esquecer o desamor.

A alegria e o prazer em nossa vida podem vir de “n“ formas:
Saudável, perene, irradiante, para quem utiliza a sabedoria,
E sentimentos para o Bem. Outros, fascinados pelo efêmero,
Caem em abismos profundos, no vazio que ofusca a mente.

Se buscarmos a história humana, em todas as áreas sociais,
O seu trajeto está cheio de quedas na busca pela felicidade,
Prazer. As tristezas, horrores, torturas e sacrifícios de vidas,
Emanados pelos sentimentos do poder, egoísmo e orgulho.

Discriminação, injustiças, abusos, ambições, fanatismos, têm
Trazido sombras, dores dilacerantes a alma humana. Assim,
Resultando em extinções, destruições no Planeta Terra. Atos
De almas escravas do vício, dinheiro, luxo, medos, maldades.

Eis que soam as alegres trombetas, os arautos da alegria, a
Festa do Carnaval que nos chega com a sua história nefasta
No passado distante e atual, possíveis felicidades e também
Acidentes, tumultos, mortes, desordens, prejuízos, excessos.

Mas, assim sempre foi, por enquanto será, na caminhada dos
Homens sobre a Terra. Ações construtivas, evolutivas, o Bem,
O Mal, o sofrer, o choro, alegria, semear, colher, amar e odiar.
Por que não buscar doce harmonia, ternura, alegria de amar?

O Carnaval hoje, nos traga também a serenidade e oportuno
Feriado, momentos de lazer, alegria, descanso e curtição com
A família, amigos, cheiro de mar, um sol brilhante, a bela noite
Com o som das marchinhas, frevos carnavalescos, paz , amor!

São tantas formas de sermos felizes, usufruirmos das bênçãos
Maravilhosas do céu. A beleza espargindo o colorido de tantas
Nuances e formas. O dinheiro, um excelente instrumento se for
Utilizado para o BEM. Sinta a beleza do riso, perfume das flores

O Homem cria o seu próprio ambiente, seu espelho, onde quer
Que ele esteja. A bondade, o bem, o canto, música, o riso, têm
Linguagem universal e supera as adversidades, diante da Luz
De um espírito fraterno. Que chegue a alegria, exale felicidade!

Que os ritmos acendam na alma a chama da alegria e amizade.
O céu se alegra ao ver o povo feliz, se abraçar, rindo, se amar,
Cantando, sambando. Esquecer por três dias os males da vida
Atual, as carências de amor, justiça social, paz e felicidades!...

Cabedelo/PB, 17/02/2012

-21-
Carnaval...
Élio Cândido de Oliveira

Um dia o coração palpitar.
É marcas do carnaval logo a chegar.
Num limiar das tristezas assim desaparecer
Dias seguidos onde se produz o puro prazer

Sambas em dilação, sambas em pura canção.
Nos sorrisos, na mulata, na branca a se mostrar.
Fugas do cotidiano, onde querem amenizar a paixão.
Fé se esvaiu, porém nestes dias nova esperança de se amar.

Mate-se de logo a tristeza.
Ai a positividade e se esconde por momento pobreza
Renuncia-se a qualquer forma de não iludir.
Andes de tudo acabar o samba, desejo de progredir.

Festa e sensualidades
Belas e se vão sem leviandades
Fugindo de tempestades.
Carnaval alegria e logo saudades.

Ibiá/MG

-22-
Carnaval Alegria
Élio Cândido de Oliveira

Tem o enredo e tem poesia, a forma e a simpatia, tem uma história que se conta, a verdadeira e a sinopse do que se pode pensar. No submundo que se faz de nós as avaliações, esquecem por vez que, somos passiveis de grandes mutações. Somos livres com arbítrio da vaidade, a menção da palavra amor e de rosas vermelhas oferecer. Morremos a cada minuta e nascemos na mesma velocidade, quando submersos nos nossos eu, tornamos pura vaidade, e muito melhor sentimos dos amores vividos grande saudade.

Seremos sempre interpretes das mais variadas canções, da “ Cabeleira do Zezé” e de tantas outras que foram sendo gravadas no CD que habita nosso cérebro. Na visão das alegorias, na visão quase meteórica da Morena, Loira, Mulata, da cor negra, que passa, no corpo que se rodopia, no samba que se sente, nos desejos que nos incita. É simples Carnaval e alegria. Neste momento a vida nos concede alforria, libertação clara das agressividades do nosso cotidiano, na barbaridade e violência do trânsito, dos crimes contra a vida.

Carnaval, grito de independência, grito do sonho de estar, talvez não com a pessoa que nos faz perder o sono, mas ter a liberdade de ser, quase criança que vê o brinquedo predileto, estamos a ver ao fechar os olhos, o pandeiro, o surdo, e tantos outros instrumentos, estes sons são formatos da liberdade de pensar, do perdão que devemos a nós conceder.

Sambar e viver. Sambar e alegrar. Viver e se possível o próximo carnaval esperar.

Carnaval é alegria. Façamos dele liberdade emoção e celebração da Paz Universal.

Ibiá/MG

-23-
Quarta-feira de Cinzas...
Marco A. Amado

Tá chegando a hora
De guardar a fantasia
Hoje é quarta feira de cinzas
Fim da folia.

Acabou a purpurina
O confete e serpentina
A alegria,
E poesia.

Foi-se a chamada festa profana
Onde durante quatro dias
Rolou harmonia
Sem discriminação.

Eram ricos e pobres
Brancos, vermelhos, amarelos e negros
Momento de pura diversão
Onde imperou a paz e confraternização.

Agora mais um ano devemos aguardar
Para nos fantasiar
De poesia
E uma nova festa profana festejar

Pedindo ao Criador
Que nestes novos quatro dias de folia
Reine a harmonia, amor, alegria, paz e união
E muito amor no coração.

Ilha do Governador/RJ, Ocram 22/02/2012

-24-
Carnaval da Vida!*
Joyce Lima Krischke

Ressurge como uma Fênix
No carnaval da vida.
Máscara veneziana
(Com etiqueta... ”made in China”)
Recordações, saudades? Talvez...

Neste carnaval da vida
Vive o presente.
Passado sepultado?
Sim, sob a ponte dos suspiros.
Sumiram os desencantos.

Singra os canais poluídos,
Feliz na gôndola encantada
Navega na madrugada de carnaval
Carnaval... Alegria! Alegria...
Sumiu a porta-bandeira?

Amanhece... Pombas em revoada
Olhos escondidos pela máscara.
Só parte da face descoberta...
Coração em descompasso.
Navega como gondoleiro.

No carnaval da vida
Não é mais porta-bandeira.
Sim, sozinha comanda a gôndola.
Fênix ressurge no Carnaval da vida!
Momento de Carnaval e Paz...

*Releitura de poema sua autoria – escrito em Porto Alegre - 20/02/04 – 16h45min
Nova redação em - 20/02/2012- 00h21min

-25-
Mascarada (I)
J.J. Oliveira Gonçalves

Manhã de Terça-Feira - sossegada
E o Sol já banha as frinchas da janela...
No leito, ainda dorme aquela - aquela
Que encontrei na boêmia madrugada!

Eu vinha - solitário - pela rua
Pierrot em Carnaval de Alma Penada...
Achei o teu sorriso, ó, Mascarada
Enquanto - a me sorrir - piscava a Lua!

E quando nossas mãos se encontraram
1000 Guizos cá - no peito - ressoaram
E fui teu Mestre-Sala na calçada!

Disseste: "Hoje, sou tua Colombina
Meu corpo é só confete e serpentina
Minh'Alma: de alegria - apaixonada!"

Não sei se eras verdade ou Ilusão
Deixei dona de mim tua Emoção!

**********

Mascarada... (II)
J.J. Oliveira Gonçalves

A Orpheu eu perguntei: "Quem é a Musa
Que mandas pastorear minha Tristeza?"
Orpheu não respondeu. Ah, com certeza
Do poeta-coração é outra intrusa!

O Sol clareia a alcova... O olhar se encanta:
Sem máscara... que face angelical!
Rainha do meu triste Carnaval:
A Sedução na Carne... Na Alma, a Santa!

Seu corpo eu abraço - e a Alma - enfim
Pois sei que logo, à noite, chega ao fim
Felicidade escassa de um dia!

Na Quarta-Feira, apenas restarão
As Cinzas de um desfeito coração
Nos versos - sem sentido - da poesia!

E volto à Solidão que me conhece...
E à Dor que de doer jamais esquece!

Porto Alegre, 21 de fevereiro/2012. 07h - HS
jjotapoesia@gmail.com - www.cappaz.com.br

-26-
Carnaval e Paz
Arte Digital
Akasha De Lioncourt

São Paulo/SP

-27-
Baile de Máscaras
Akasha De Lioncourt

O carnaval de antigamente
Tinha uma magia diferente.
O Pierrot sempre tristonho,
Cuja paixão é escondida,
Retrato fiel da inocência,
Que em sua loucura o desafia.
Arlequim tão colorido,
Em busca do amor perfeito,
Enamorou-se de uma serva,
Sua tão sonhada Colombina.
Hoje, ninguém mais se recorda,
Das marchinhas de antigamente.
Aquela que sempre se canta,
Pro Arlequim ficar contente.
O confete e a serpentina,
Nem sempre estão presentes.
Em algumas rodas circula,
Um alucinógeno diferente.
A festa é pagã, já sabemos,
Mas tem seu significado,
Nascida na Grécia, era um tributo
Aos deuses tão idolatrados.
Agradecia-se pela fertilidade
E a produção desse rico solo.
Colheitas que alimentavam
A um povo que deixou seu legado.
Não deixem a festa acabar,
Não deixem a música morrer.
Com paz e muita alegria,
Saudemos o amanhecer.
Depois do baile de máscaras.
Voltemos ao que devemos ser.


São Paulo/SP, 22 de fevereiro de 2012

-28-
Carnaval e Paz
Arte Digital
Rosângela da Silveira Coelho

Curitiba/PR

-29-
Juro
Flor de Esperança (Maria Beatriz Silva)

Nunca brinquei no carnaval
Nem nos sentimentos da poesia
Tenho várias formas de expressar alegria

Do carnaval sempre tive outro conceito
Mas... Para encontrar você lindo amor
Na folia vou entrar, pois esse é o único jeito.

No meu bloco imaginário sempre criei nosso cenário
Princesa, feiticeira, cigana... Para você já desfilei
Dança do ventre, tango, salsa, lambada, valsa já dancei.

Mas hoje eu juro que vou entrar nessa folia
Batuque, frevo, samba, suor e poesia...
Sou seu par, sua magia!

Lindo amor por você eu juro
Que vou dançar até o sol raiar
Olha nos meus olhos com desejos de bailar

Pega-me com sede... Com força...
E jura que não vai mais soltar
E que nesse carnaval você veio para ficar

Permita-me uma dança sensual
Estou pronta... Me vesti de Deusa do Amor
Deixa-me ser seu vendaval

No amor fazemos um temporal
Venha com calor, meu pássaro verde do amor
Sentir esse sabor!

Olha-me dentro do meu olhar
Agarra na minha cintura e jura
Que comigo vai dançar com ternura
Com desejo, com loucura...

Quero um banho do seu amor
Navegar no seu cheiro, no seu sabor
E no embalo dessa dança
Leva-me por onde você for

Sussurra juras de amor no meu ouvido
Beija minha boca com um beijo atrevido
Hortelã é o sabor
Lindo amor jura, por favor,
Que essa dança vai selar para sempre o nosso amor

Laje do Muriaé/RJ

-30-
Pra quem vai brincar o carnaval
Pinho Sannasc

Tradicionalmente brasileira
E curtida no maior astral
Uma festa de gente faceira
Onde o diferente é normal

Homem se traveste de mulher
Mulher põe até barba e bigode
Cada um se veste como quer
E todo mundo brinca como pode

No Rio é movido a samba
Na Bahia predomina o axé
Em Pernambuco o frevo é quem manda
E dizem que quem tem fé vai a pé

Têm caretas e mascarados
Abadás e várias fantasias
Tem homenagem a Jorge Amado
Tem Rei Momo com a sua Rainha

Tem Neguinho da Beija Flor
Tem Ivete puxando o trio
Eu prefiro curtir em Salvador
Mas amo as escolas do Rio

Tudo é lindo demais
E a festa é por si, sem igual
Peço a Deus que não falte paz
Pra quem vai brincar o carnaval

Salvador/BA

-31-
Cinzas de um Carnaval...
J.J. Oliveira Gonçalves

Debruço olhos perdidos na sacada
Enquanto a chuva cai... devagarinho!
Perscruto o lusco-fusco... vejo o nada
E a noite vai crescendo de mansinho!

E nesse clima vou filosofando
A noite já fechada sobre o Mar!
Com meus mudos botões argumentando
Com marinheiros sons a cochichar!

Ressaca na avenida... Quarta-Feira
Na madrugada, o bloco, a saideira
A Vida - embriagada - ao deus-dará!

Pierrot de Colombina se perdeu...
Sei: Arlequim não sou! Ah, quem sou eu?
E Aquela - tão sozinha - ai, quem será?

Balneário Camboriú, 17 de fevereiro/2010.
jjotapoesia@gmail.com - www.cappaz.com.br

-32-
Carnaval! ... Carnaval!!!!
J Otoniel Poeta

Carnaval em si próprio nada de mal
Extravasa-se o instinto animal
As regras de vida em sociedade
Ganham a tão sonhada liberdade
Aparentemente os que dele participam
Consideram que ali está a verdadeira
Felicidade

Quanta felicidade! Quanta espontaneidade
Nada melhor para camuflar da vida
A desigualdade
Esquecer do mundo os que sofrem injustiças
Da indiferença, do desprezo a vista de todos
Uma ferida

Portanto é bem melhor festejar indiferentes
A de tantos a miséria
Imaginar em tal assunto seria uma coisa séria
Estando livre dela tem-se mesmo é que se comemorar!
Que importa aos carnavalescos a dor alheia?
Demonstrar a pompa do luxo e da riqueza
Da beleza de muitos, até o coração incendeia

Saciados, ocupando posições de nível elevado
Não interessa a esses aquele marginalizado
Sem emprego, sem moradia, sem ter o que
Comer
O bom mesmo é pular de alegria!
Quem vai pensar no outro de barriga vazia?

A luxúria, a vaidade, o exibicionismo
Tem muito mais valor
Raciocinar ao contrário sem dimensão
Seria o dissabor
Tanto dinheiro esbanjado é natural
Não seria o resultado de frio egoísmo?
Não deve-se nem pensar porque é Carnaval!
Jamais! ... Pode-se justificar aos que muito tem
Com a exploração do Evento o lucro é certíssimo

Outros e mais tantos outros virão
O que importa é que é Diversão
Do Turismo uma Fantástica Promoção
Uma demonstração de que o Brasil
É e para sempre será uma grandiosa Nação!...
... Um Samba em meio à bela Canção!!!

Jandira/SP

-33-
Carnaval em Paz
Marina Martinez

Invadindo pelo ruído das baterias,
cantarolou um antigo samba-enredo,
misturando imagens e sons diversos.
Forçou a memória mais e mais.
Porta-bandeiras, mestres-salas,
alegorias gigantes, baianas estilizadas
foliavam ao seu redor, sem pudor.
Corpos seminus, desvendados
por plumas e paetês, como outros carnavais,
escondiam tudo, menos a imaginação.
Seu bloco seria o último a entrar na avenida,
mas valia a pena alegrar o ego,
passar a noite em claro, colorir sua vida,
comover-se com emoções alheias.
Ao amanhecer, juntou-se aos colegas,
Todos fantasiados. De gari.
Estava em paz consigo. Afinal, tinha um emprego.

Porto Alegre/RS

-34-
Carnaval de Paz
Gislaine Wächter

"...Bandeira branca, amor
Não posso mais,
Pela saudade que me invade
Eu peço Paz..."

Amor...
Aqui estou
Com uma bandeira branca na mão
Porque sinceramente
Não posso mais
Com tanta maldade,
Com corrupção e com impunidade
Com pessoas pós graduadas em terrorismo...

Amor...
Estou completamente invadida pela saudade...
Saudade de outros carnavais,
De janelas sem grades
De jardins sem muros
De caminhar à noite e observar estrelas
De confiar no ser humano...

Amor...
É carnaval, e eu peço paz
Porque acredito
Que a alegria de brincar
Precisa ser diária
Amor...
Venha me abraçar, me beijar
Vamos sair na avenida,
Você de mestre sala,
Eu de porta bandeira da paz
Vamos colorir nosso mundo, porque
Quero ter você comigo
Por muitos carnavais...

-35-
Vou me fantasiar
Fátima Peixoto

Se você passar no bloco,
Vou colocar minha fantasia.
Aquela de Odalisca ou Baiana,
Sereia ou Dama da noite,
Cigana ou mulher Maravilha...
Não importa a fantasia,
Quero cair na folia,
E com você ficar.

Vou me fantasiar

Brincar os três dias sem parar
Quero mesmo é pular
No momento de euforia
Te abraçar, te beijar, te amar,
Não deixar que vire cinzas,
Essa paixão enlouquecida,
Que com você quero compartilhar.

Vou me fantasiar

Que não dure só três dias,
Esse sentimento puro,
Que pula dentro do meu peito,
Só querendo te amar,
Serei a odalisca preferida do seu harém,
Baiana para te fazer um dengo
E nunca mais nos separar,

Quero me fantasiar

Sereia para em noite de luar te amar,
Dama da noite para teus sonhos realizar,
Cigana para nas linhas das tuas mãos me encontrar
Não sei se conseguirei ser uma mulher maravilha,
Mas farei nossa vida Maravilhosa.
Esse nosso carnaval vai durar,
Juntos nesse bloco da vida
Vamos sempre estar.

Cabedelo/PB

-36-
Carnaval e Paz
Isabell Sanches

Seria bom se o povo se conscientizasse de que o carnaval seria maravilhoso
se fosse como antes em que eram momentos de pura alegrias muitas plumas, paetês e purpurinas;
Antigas marchinhas nas ruas recheadas de pura emoção sem violências sem drogas ou prostituição...
Boas matinês em que os pais iam com mais segurança levarem os filhos pra se divertirem, Lindos bailes de máscaras ao qual compensava sentar e planejar uma bela fantasia, pois, a Felicidade outrora era com certeza garantida neste dia.
Em meio a tanto brilho, folia e beleza ainda havia pessoas mais humanitárias e que enfim;
O povo ainda se preocupava em manter a ordem, e lutavam mais em prol da “paz”.

-37-
Carnaval e Paz
Greg Pinheiro

Para alguns,
carnaval é uma festa da carne,
de depravação, de pecaminosidade;
uma festa do capeta!

Para outros
uma oportunidade de extravasar
os temores recolhidos
na peleja da vida.

Existe os focos que não são tantos,
do ferver, da agitação do carnaval.
Em todo o Brasil, verifica-se:
São Paulo e Rio com suas escolas,
a Bahia, com os foliões pelas ruas
de São Salvador,
Recife, como ninguém
é dona do frevo
e do Galo da Madrugada.

Os demais estados ficam
presos nas estradas
fugindo da frenética
agitação da cidade
ou, com os olhos pregados na TV
esperando o resultado da apuração,
depois das brigas, de quem dançou
e não ganhou!

Paz, é o resultado do equilíbrio
que se vive diante das tensões,
das tempestades e vendavais.
Há de se ter paz perante
as adversidades da vida,
porque nem tudo é carnaval.

-38-
Delírios na Castro ALves
Malú Ferreira

Retrospectivo

Um poema pode nascer de frente para o mar. Numa noite enluarada na calada da noite.
Poderá nascer num inicio de tarde ao sol ardente, sobre o delírio de uma contagiante multidão.
Assim nasceu...
Ao ritmo de afoxés, merengues e lambadas. Unindo corpos com corpos...
__Sobre a atmosfera,
O vento levantava poeira misturando-se ao odor de suor.
Trios elétricos derramavam abundantemente seiva de alfazema
E seu perfume penetrava narinas enlouquecendo os foliões.
_Uma insânia total-
Beijos e mais beijos rolavam entre Evas, Corujas e Camaleões,
Com gingados audaciosos.__Enquanto que...
Uma pomba branca sobrevoava o resplandecente céu.
Meus olhos a seguia e minha mente acelerada imaginava-me assim;
Flor perdida, Ave ferida, Fruta verde já colhida
_Diante aquela multidão horas amiga horas inimiga.
Eternos sonhadores, eternos sofredores.
Mentes limpas e Mentes sujas.
Quantas cenas descritíveis presenciei!
__Há! Este momento, quanto te sonhei!
Não para te fazer poema, Te imaginava assim:
__Calmo, e por horas embravecidas
__Sereno, festejando o sol ardente.
Abrindo sorrisos esplendidos, aos apaixonados corações.
Subitamente imprevisíveis como as ondas do mar.
E quando surge no céu a primeira estrela, ninguém a notou.
A pomba que o céu sobrevoava refugiou-se.
Como agora terei que ir-me.
Ano vindouro talvez eu volte,
Como uma ave com asas fortalecidas.
Ou uma fruta amadurecida.
E caminho, meio aquela multidão. Pés cansados, voz quase que rouca.
E ninguém percebe que o coração chora baixinho
Este sonho tornado realidade volto.
Embora estivesse amanhecendo o dia e o silêncio da madrugada nitidamente dominasse meu ser.,
Ainda sim podia ouvir o som de uma melôdia.
Vinda pelos ares.
E novamente uma reflexão...
O ser humano se iguala a tantas coisas no mundo
Pássaro de asas feridas
Fruta verde já colhida
__Me é de direito dizer agora que:
O alvorecer esta esplêndido.
Que o sol já reluz no horizonte.
Que as folhas ainda úmidas pelo orvalho da noite
Dá um toque de nostálgia a terra
Quando observo algumas caidas,
Sobre este tenebroso chão.
Assim descrevo esta noite em...
Salvador - Bahia. ___Brasil.


 


Aquarela do Brasil...

ARY BARROSO (1903-1964), autor de tantas páginas clássicas de nossa música popular, era mineiro da cidade de Ubá. Seu primeiro grande sucesso foi a marcha Dá Nela, no carnaval de 1930, gravada por Francisco Alves, ganhadora do concurso carnavalesco promovido pela Odeon, no Teatro Lírico.

É de Ary a música brasileira mais divulgada em todo o mundo, Aquarela do Brasil, tanto que, até hoje, continua sendo a mais regravada pelos mais diversos intérpretes e conjuntos estrangeiros, havendo no mercado pelo menos 140 regravações diferentes à venda.

Aquarela do Brasil, com o qual inaugurou o gênero de samba-exaltação, cuja característica é a grandiloqüência tanto vocal quanto orquestral, foi lançada em 1939, pela atriz Aracy Côrtes na revista musical Entra Na Faixa, no Teatro Recreio. Pouco depois, seria cantada pelo tenor paulista Cândido Botelho, no espetáculo Joujoux e Balangandãs, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, levado à cena apenas com pessoas da alta-sociedade carioca. Para gravá-la, porém, Ary preferiu Francisco Alves, que a cantou acompanhado por Radamés Gnattali e Sua Orquestra, autor da orquestração.







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