AGRADECIMENTO E ENCERRAMENTO

Estamos apresentando abaixo,  à guisa de encerramento da Ciranda Mensal CAPPAZ- Julho-2012, o texto criado pela caríssima confreira Jeannette Inchauste Zelaya, integrante do Núcleo CAPPAZ- Espanha.

Agradecemos a participação das confreiras e confrades que dedicaram seu tempo e sua arte de escrever para enviar, cooperativamente, suas palavras de Paz, Amor e Bem.

 Balneário Camboriú, Julho/2012.

Joyce L. Krischke- Presidente-Fundadora CAPPAZ

Comunicación Digital y Contacto Personal

El advenimiento de la nueva cultura digital y el desarrollo de los medios de comunicación en la actualidad, han sobrepasado toda expectativa humana. La comunicación a distancia, la mensajería, el chat, el skype, los libros digitales, la transmisión de acontecimientos desde cualquier punto del planeta y que los mismos puedan ser vistos en directo constituyen un hecho sencillamente extraordinario. Hoy en día estamos al alcance de cualquier información y podemos acceder a diversos sites e investigar sobre cualquier campo de conocimiento, con eficacia y de manera expedita. Podemos acceder a diferentes plataformas y participar de diferentes comunidades cibernéticas donde se crean espacios de discusión y opinión sobre cualquier tema.

Sin embargo un aspecto que no deja de ser preocupante es aquel que tiene que ver con el contacto y relacionamiento entre las personas.

Anteriormente cuando uno tenía interés por algún libro, primero acudía a una biblioteca, y si quería adquirir el libro buscaba la librería de su preferencia, buscaba además del libro de interés muchos otros que llamaban su atención, disfrutaba del contacto con el mismo, la tapa, contratapa, el tipo de papel, las imágenes y colores, el olor del papel, el formato, en fin, practicaba una suerte de ritual con cada libro. Por cierto si uno tenía interés por algún tipo de lectura, tenía además la oportunidad de coincidir con aquellas personas que compartían sus preferencias. El prestar un libro o prestarse uno de alguien, era motivo de contacto, comentario y acercamiento y ni que decir de los clubs del Libro donde uno tenía oportunidad de conocer gente aficionada a la lectura y conocedora de muchos temas y formar grupos de interés, que muchas veces terminaban siendo agrupaciones importantes para el movimiento cultural y literario.

Actualmente tanto los libros como la información nos llegan de manera instantánea, inmediata. Podemos participar de multitudinarias plataformas sobre infinidad de temas. Las redes sociales se hacen presentes cada día con más fuerza y tanto podemos hacer reflexiones filosóficas como hablar del tiempo o de aspectos personales. Si bien este medio extraordinario nos pone en contacto con cientos y miles de personas de diferentes lugares, nos aleja cada vez de una presencia, una mirada, la apariencia física, la energía y el contacto físico de las personas. Considero que debemos formar parte de esta nueva cultura digital, integrarnos a los vertiginosos procesos de cambio, tratando de encontrar un punto de confluencia entre progreso, avance y alta tecnología con la presencia del ser humano.

Jeannette Inchauste Zelaya
Profesora de danza – coreógrafa
Magister en Creatividad

 




INTRODUÇÃO

O Escritor e a Comunicação Virtual

É sabido por muitos que a escrita nasceu durante a pré-história, quando o homem para se comunicar se valia de registros pictóricos feitos nas paredes das cavernas (pintura rupestre). Porém alguns estudiosos defendem que a escrita foi criada somente por volta de 4000 a.C. na Mesopotâmia, visto que na pré-história e com o uso da pintura rupestre não havia qualquer organização ou mesmo padronização das representações gráficas. Mas como nós sabemos... A escrita evoluiu muito e inclusive tornou-se um dos meios de comunicação mais utilizados no mundo. A evolução desta forma de comunicação por sua vez, trouxe com ela profissionais e/ou artistas que se expressam através da escrita, profissional este que conhecemos como escritor.

Com o passar dos anos, o escritor ganhou e assumiu papéis relevantes para a sociedade, como por exemplo, o de entreter, denunciar, documentar e recontar fatos que potencialmente seriam esquecidos caso não houvesse, portanto um registro. O mundo e suas formas de comunicação estão em constante transformação, porém, a escrita ainda cumpre seus vários papéis, só que para isso, os escritores precisam se aprimorar e atentar para acompanhar o ritmo dessas mudanças.

Nos dias atuais a escrita já não se limita apenas a relatar fatos ou registrá-los, e o trabalho do escritor não se resume apenas aos livros, jornais, revistas e afins. Com a automatização da comunicação e o surgimento da internet, ferramenta de comunicação mais popular dos últimos tempos, o escritor e o próprio leitor passaram a recorrer a blogs, sites, e-books e outros meios no processo de escrita e leitura de suas obras. Muitos autores se utilizem desses meios para disseminar suas obras, seus projetos e trabalhos, oportunizando atingir um grande número de leitores. Dialetos, signos, símbolos... Todas essas mudanças sinalizam para um avanço na comunicação ou ao menos para uma revolução na forma de se comunicar. Em pensar que a carta de “Caminha”, poderia ser redigida nos dias atuais com as ferramentas tecnológicas e entregue em questão de minutos ao Rei de Portugal por meios digitais... Um simples SMS!

O mundo não pode ficar alheio às mudanças, de igual modo o escritor não pode se fazer de rogado à digitalização, sob pena de se tornar obsoleto e pior que isso, de ser ignorado literariamente falando. Com a digitalização e por que não dizer a “virtualização” tornou a leitura mais acessível, inclusive de obras e autores que sequer viveram na era digital. Isso faz com que o escritor possa tornar publicas suas obras, mesmo quando ele não consegue publicá-las por meio impresso. Em contrapartida podemos dizer que esta ocorrência banaliza um pouco a literatura e torna acessível toda sorte de conteúdo possível, o que faz com que qualquer inversão de valores, seja atribuída à internet.

Cogitando tudo isso, não podemos desconsiderar que muitas notícias, mensagens de paz, campanhas de cunho humanitário entre outras benfeitorias são disponibilizadas gratuitamente na internet. Isso me leva compreender que cabe ao leitor selecionar o conteúdo da sua leitura e principalmente ao escritor redigir textos construtivos, independentemente de gêneros, de modo a buscar uma sociedade mais fraterna e tornar o mundo cada vez melhor.

“Bem aventurado é o escritor que tece nas sábias palavras a sua indumentária, mas que, sobretudo firma nos bons pensamentos a sua moradia”!

Pinho Sannasc
Secretário Seccional Salvador/BA




PARTICIPANTES

Akasha De Lioncourt
Alice Luconi Nassif
Deomídio Neves de Macêdo Neto
Diná Fernandes
Fátima Maria do Nascimento Peixoto
Fernando Alberto Salinas Couto
Gislaine Wächter
Isabell Sanches
Jeannette Inchuste Zelaya
João José Oliveira Gonçalves
Joyce Lima Krischke
Judite Krischke Sebastiany
Letícia da Rocha Silva
Lourdes Ramos
Marcelo de Oliveira Souza
Maria Fernanda Reis Esteves
Odilon Machado de Lourenço
Paola Rhoden
Pinho Sannasc
Sidney Santos
Vera Lúcia Passos Souza





Os textos aqui apresentados são cópias fiéis dos conteúdos enviados por e-mail, ficando essa web designer e a CAPPAZ isentas de qualquer responsabilidade pela revisão dos mesmos.


PARTICIPAÇÕES

-01-
Suicídio virtual no mundo real
Marcelo de Oliveira Souza

Todos sabem da grande importância que tem os meios de comunicação, sabemos mais ainda da revolução tecnológica que ocorreu nesses últimos dez anos com o advento da INTERNET.

Contudo é deveras preocupante o direcionamento que os relacionamentos de Redes Sociais, comunicadores e outros tantos programas e sites, que mexe com a cabeça da criança e do adolescente.

As Redes Sociais são proibidas para menores, contudo muitas crianças cansam de fazer perfis, de usar comunicadores e até chat de bate-papo, os pais pensando que em casa elas estão seguras, não ligam para o que elas fazem, desde que estejam trancadinhas em seus quartos.

Outros acham até estranho a criança ou adolescente ter distúrbios de comportamento e até distúrbio do sono, muitos até reclamam, entretanto a permissividade vai a tal ponto que quem domina o ambiente residencial agora é a criança/adolescente, é aceito tudo complacentemente, para não dar mais confusão ainda.

Foram nesses termos que aconteceu um caso provavelmente inusitado em Salvador, no início do mês onde um adolescente de quinze anos de idade se apaixonou por um avatar em umas das salas de chat de 3d.- IMVU -

Os pais comentaram que sempre o achara com desvio de comportamento, muito tímido o garoto C. já havia passado por psicólogo por esse motivo, ele tinha facilidades com computadores e fazia dessa “caixa” o seu mundo paralelo, ficando até o amanhecer “navegando” nesse mundo virtual, souberam que o rapaz tinha muitos amigos nesse mundo de terceira dimensão proporcionado por um site e isso terminou se agravando pois surgiu um “namoro” com um avatar feminino.

O Caso piorou quando esse avatar feminino foi acometido de ciúme do avatar do rapaz, porque ele começou a conversar com outros personagens; o avatar feminino terminou o “namoro” com o personagem do adolescente e disse que iria se suicidar.

O rapaz tomou como exemplo e se enforcou no quarto, os pais não sabem dizer quem estava do outro lado, mas esse caso inusitado serve com mais um exemplo do que os nossos jovens e crianças estão expostos.

Esse caso inusitado parece até uma inverdade, mas essas coisas podem acontecer em qualquer família, o importante é que os pais possam estar sempre vigilantes, pois o portal virtual é está aberto para inúmeras possibilidades positivas e negativas.

Salvador/BA

-02-
Canto Eterno
Sidney Santos

Poesia, do amor expressão
Não existindo nada igual
Sentimentos do coração
Em livros, cantada ou virtual
Verso que subsiste
Liberdade que exala
Séria ou mesmo em riste
Voz que não se cala!

Poeta Dos Sonhos
Santos/SP


-03-
O escritor
Vera Passos

O escritor viaja nos trilhos da pauta
Perde-se nas paralelas,encontra-se nos textos
Viaja com Pégasus as estórias encantadas, dialoga nas fábulas
Desce ao caos do palavreado chulo dos becos escuros
Transporta-se no rio dos olhos e alcança o oceano
Faz o romance desaguar numa cascata de beijos, no teatro
Desmaia no espaço sideral na praça das estrelas
Arranca do ar a lua, faz banhar-se no mar
Vagueia nos desertos, sacia no Oásis
Escala montanhas, descobre segredos
Fotografa a vida alheia, inventa a ficção
Estende a mão no autoajuda
Disputa sensualidade mediando o sexo a três
Participa da libido exarcebada dos amantes
Brinca na inocência dos que desabrocham a vida
Dispensa solidariedade nas mensagens benfazejas
Nas crônicas revela as imagens perfeitas
Desvenda os segredos dos seres pré-históricos
Zumbis mitológicos em pura evidência
Haja ciência a desvendar, alça voo para apaziguar guerras
O escritor é livre pensador,foge da gaiola do pensamento
Na excursão, via on-line, alcança o GLOBO...a TERRA...

Salvador/BA



-04-
Prelúdio
Maria Fernanda Reis Esteves

Na fronteira entre a realidade e o sonho
fico eu, pela metade, nos meus devaneios
Deambulando nas minhas indecisões
Perdida de mim, indigente e alucinada

No meridiano que intersecta a minha alma
Corrompo-me em luas de clarividência
E pernoito na sedução do desconhecido
Se é virtual, não dei por nada
É o lar onde a minha pena faz morada

No prelúdio da minha inocência
Em céus abertos de esperança
Habitam em mim outras inteligências
palavras de auroras plenas de alvoradas

Setúbal/Portugal



-05-
Ontem na pedra - Hoje no espaço
Paola Rhoden

Quando a escrita flui nos dedos daqueles que colocam sua alma nas letras, não importa para onde as palavras vão. Interessa sim, o que se tem a dizer. Virtualizar a escrita é fazer como se fez nos milênios idos, quando pela primeira vez alguém desenhou nas paredes suas peripécias de caça. A pedra da caverna virou o espaço virtual, que com maior rapidez leva os rabiscos dos que hoje se dedicam a emprestar seus sonhos em forma de poemas, aos que buscam conhecimento. Estes, como aqueles, vão deixar a marca do que se tem a dizer, para os que no futuro verão, quem sabe, de outras formas siderais.

O importante é escrever o que se sente.

Brasília/DF

-06-
O Escritor Virtual
Fernando Alberto Salinas Couto

Desde quando penas usavam,
quem se propunha a escrever
sabia quanta responsabilidade,
de sua índole, já esperavam
aqueles que um dia iriam ler,
certos de estar lendo a verdade.

A ética e a moral, sobre o papel,
já eram coisas imprescindíveis,
na sutil arte da comunicação...
Lápis, caneta, novidades a granel
foram substituições inevitáveis
que o escritor abraçou com noção...

Noção de que cada nova escrita
poderia provocar grande rumor
de abrangente efeito cultural.
Hoje, responsabilidade infinita,
exige que ele escreva com amor,
diante da comunicação virtual.

São Paulo/SP – 18/07/12

-07-
Amor na Era Virtual
Gislaine Wächter

Quero interagir com você
Diuturnamente...
Virtualmente...
Esteja você on-line
Esteja você off-line
Vou teclar, navegar
Vou falar, me mostrar
Vou deixar mensagens
Vou enviar e-mail
Vou escrever poesias
Serei tua proteção de tela
Serei tua home-page
E mesmo longe estarei perto
Farei backup diariamente
Para nada da nossa história se perder...

Balneário Camboriú/SC

-08-
Das Cavernas a Comunicação Virtual
Deomídio Macêdo

Deixamos a nossa marca através de várias Pinturas rupestres, com óxido de ferro nos imensos paredões calcários das cavernas.
Expressando os hábitos, costumes, situações cotidianas, crenças, ritos, cultura e o sentimento de um grande amor pela natureza.
É a comunicação, expressão que brota entre as pedras na transição da Pré-História para a História no final das idades dos Metais.
Trabalhamos quatro, quatro mil anos a.C, com a escrita na Mesopotâmia e no Egito.
A escada da evolução é construída através dos tempos, com as tabuletas de argila ou pedra; com o Khartés, cilindro de papiro;
Com o códex que os gregos codificaram as leis.
E os romanos aperfeiçoaram nos primeiros anos da Era Cristã.
Programamos na Idade Média os textos didáticos, destinados a formação religiosa.
Sentimos a necessidade de colocar margens, pontuações, letras maiúsculas nos textos.
No papel em branco surgem os índices, sumários, resumos, coletâneas de vários autores, textos auxiliares e eróticos, nessa conjuntura o papel substitui o pergaminho.
No século XIV inventamos a impressão e demos um avanço importantíssimo na evolução da escrita.
Brilha o ano de 1455 e surge uma nova era com Gutemberg, e assim, imprimimos o primeiro livro, a Bíblia em latim, com a impressora de tipos móveis.
Na idade moderna germinam livros portáteis, de bolso, romances, novelas, almanaques.
Na idade Contemporânea avançamos ainda mais trazendo para os leitores as edições de luxo.
No Século XVIII explode o telégrafo na evolução tecnológica com o objetivo de transmitir mensagens de um ponto para o outro através das grandes distâncias.
E nós não paramos e nem queremos parar na corrida evolutiva, um novo jardim de conhecimento flora da internet: os e-books que são os livros eletrônicos.
E novas sementes do conhecimento serão lançadas para colaborar com os escritores que são apaixonados pelo que faz enamorando a Comunicação Virtual.

Salvador/BA

-09-
Entre o Real e o Virtual
Letícia da Rocha Silva

Desde a pré-história, em tempos remotos, o Homem sentiu a necessidade de expor seus sentimentos através da escrita. Ainda embutido em um processo tribal e selvagem, o homem utilizava como portador de texto a pedra e através da escrita e da pintura rupestre, ele mostrava o sentimento divino que trazia em si. A escrita é uma arte e entre a pedra e as ferramentas tecnológicas do mundo moderno, vê-se quanto o homem evoluiu em intelectualidade e tecnologia no seu caminhar. Desde a escrita nos pergaminhos até ao e-mail, um meio de comunicação que liga as pessoas, nota-se a capacidade do homem em se querer comunicar. A escrita sempre deve mostrar o seu lado positivo e deve trazer em si o facho de luz emitido pelo decálogo mostrado por Moisés na tábua da lei através da pneumatografia. Amor, ódio, paixão, todos esses sentimentos podem ser mostrados através da escrita. E as cartas tão bem escritas que duravam trinta dias para chegarem ao destinatário? E os telegramas? Que saudade! Hoje estamos com a comunicação virtual. É um avanço? Um progresso? Lógico! Mas nas entrelinhas de um bate-papo virtual sem equilíbrio e sem moral, está uma bomba que pode destruir o real. Como evoluiu o homem! Mas no emaranhado das flores da comunicação virtual, sul real esconde-se um réptil que faz com que as coisas se percam nas entranhas da vida. E a paixão desenfreada se materializando através da escrita no mundo virtual. E como fica o real, o material? quando na comunicação virtual, o ser humano se perde no aqui e no ali da comunicação. Que o homem no despertar da sua consciência, possa tirar o melhor do real e do virtual, usando as ferramentas tecnológicas com conhecimento, mas muito mais com sabedoria.

Guanambi/BA

-10-
O escritor e a comunicação virtual
Odilon Machado de Lourenço

“Na língua guarani ñe’ê significa palavra e também significa alma."
“Creem os índios guaranis que quem mente a palavra, ou a dilapidam, são traidores da alma.”
Eduardo Galeano em Janela sobre a palavra III – As palavras andantes

É real a imagem rupestre entranhada em relevo
Sua lonjura é real
Esta lá a mão da arte, sem assinaturas, apenas arte na forma de sê-la
É real a palavra digna rascunhada no muro
Sua exigência é real
Virtual são os fatos que deixaram de ser ao ignorar-se a palavra
É um balaço a palavra
Os escritores somos todos lendo as palavras
Somos todos a praticar os sentidos de amor da palavra
A liberdade raiada da boca na reta palavra
É um tiro de honra a palavra
Virtual é culatra chamuscando a fala de imaginadas palavras
Não ditas palavras
De gesto infeito pela voz da palavra
Virtual é o caminho não feito depois de acordar a palavra
Não difere de um tiro a palavra.

Florianópolis/SC, 17-07-2012.

-11-
A realidade virtual e os livros...
Alice Luconi Nassif

Estava pensando na discussão que hoje acontece sobre os meios de informação e conhecimento. Com o advento da realidade virtual o mundo se tornou maior e bem mais interessante para nós e as futuras gerações. Isso é o meu singelo pensamento, espero e desejo que aquilo que esta nova realidade traz de positivo vença o que de negativo vem acoplado. Mas, sempre é bom recordar como tudo deve ter começado , para o homem, o senhor desse planeta maravilhoso que habitamos.

Bem no início era no mundo natural que os seres humanos lutavam e sobreviviam numa circunstância bastante adversa... Depois cada grupo humano se tornava mais adaptável e percebia que podia utilizar vários recursos. Eram nômades, se deslocavam em busca de alimentos e clima mais favorável. Como vários grupos se cruzavam acabou aparecendo a linguagem falada. Estes trocavam informações, comida, ficavam amigos ou inimigos... logo adquiriam novos hábitos. As religiões e ritos surgiram para explicar o inexplicável, uma forcinha a mais, e assim foram forjando o mundo cultural...

O novo mundo cresce rápido e as transformações continuam acontecendo. No século XVI, surge Sir Francis Bacon ( 1561-1626), filósofo famoso que insistiu em “torturar a natureza para domesticá-la ” depois seria fácil dominá-la a favor do homem. Este famoso pensador inglês que forjou o “saber é poder ” tinha razão. Dizem que ele é o pai das ciências modernas e não o nosso querido Galileo Galilei ( 1564-1642). Este dizia que “o livro da Natureza é escrito em linguagem matemática”. Também dizia a verdade. Porque a partir da época deles, as ciências exatas tomaram conta. Acabaram com poder da filosofia e da teologia que , até o inicio do século XVI , comandavam tudo.

Com as ciências, as tecnologias rudimentares já existentes dão um salto e juntas, ciências e tecnologia, dominam o novo mundo que começava. A área cientifica desabrocha , exponencialmente , para ajudar o homem. As tecnologias foram surgindo concomitantemente, aumentando os braços, as mãos, os olhos, a memória e até os dedos humanos que apertam um botão e lançam um míssil nuclear para as terras inimigas... Dizem que as ciências são neutras, mas os homens que as usufruem e manipulam não o são. Dominar comportamento e vontade humana é impossível... aquele inexplicável.

Enfim, agora é a vez do mundo virtual – globalização - internet, Google, Bing, Yahoo, etc. Tudo a serviço do homem como profetizou Sir Bacon. Este novo mundo chegou e agora não existe nem tempo nem espaço definidos como antigamente, tudo mudou. Estamos no meio de uma transformação que só DEUS sabe no que vai dar. Torçamos que seja para a continuidade da nossa espécie e não para a sua extinção. Digo isso porque a realidade virtual é incontrolável, globalizada atinge a todos ao mesmo tempo.
Amo-a e ao mesmo tempo tenho muito medo desta maravilha. ( vírus, epidemias, conspirações... tudo ao mesmo tempo em todo lugar).

Mas, confesso que este singelo e simples texto foi escrito só para falar dos meus amores - os livros. Estes foram afetados com o advento da realidade virtual. Adoro meu laptop. Ele permite quase tudo para mim. Informa, faz meus contatos, traz todas as novidades do mundo exterior, etc. Para o escritor é um meio extraordinário. Seus trabalhos rodam o mundo, hoje globalizado – é a noosfera atuando. Mas, ler um livro inteiro na tela, prazerosamente, me é impossível. E, imprimir os textos não é a mesma coisa, pois as folhas me parecem frias, estéreis, brancas demais... Gosto de olhar e segurar com carinho meus livros.

Espero que a realidade virtual não extermine os livros. Desejo que os livreiros e as editoras sempre consigam preservar seu espaço nesse nosso novo e maravilhoso mundo que nasce e renasce, num devir constante, como uma aurora em que o sol surge aquecendo e iluminando toda a espécie humana – todos os dias.

Rio de Janeiro/RJ, julho/2012

-12-
Felicidade Virtual
Lourdes Ramos

Ontem ao te encontrar
Nós dois em plena interação
Você me perguntou
Se eu tinha alguém no coração

Não quis responde
Nem quis demonstrar
Mas perdi o chão
Pois eu bem sabia
Você não iria mesmo acreditar

Fico esperando você acessar
E não dou bandeira
Olho teu sorriso

Finjo pouco caso
Mas bem lá no fundo
É muita emoção
A me atordoar

Falo coisas fúteis
Brinco com as palavras
Copio emoticons
Vídeos e mensagens
E nada revelo

Onde já se viu
Tanto amor assim
Por alguém distante
Que nem sei me sente
Ou se pensa em mim

Isto é loucura
Maluquice pura
E morro de rir...

Mas...
Riso é coisa séria
Vejo sua foto
E logo me encanto
Penso ser real
Então me contento
Em manter contato
Vivendo um barato
Sendo virtual
Enfim...

Sou feliz assim!

Rio de Janeiro/RJ

-13-
O Escritor e a Comunicação Virtual
Isabell Sanches

Em eras distantes, as pessoas já sentiram vontade de expor seus sentimentos através da escrita. Embora marchetado.por muitas vezes a timidez ainda atrapalha um pouquinho ,e mesmo assim muitos tentam passar para o papel um pouquinho de si, um pouquinhos de suas histórias sendo elas verídicas ou não...
Hoje vários meios de comunicação foram criadas e todos escritores tem cada qual o teu método opcional a sua escrita. Está certo de que o mundo virtual nos trouxe grandes facilidades e muitas ferramentas pra crescermos e lançarmos nossos trabalhos na mídia através das redes sociais, mas, cá entre nós, pela força do hábito jamais dispenso a caneta e o papel; sempre tenho em mãos meus papéis de rascunho, mesmo que muitos achem caretice a minha eu não me importo, tenho por hobbie esse contato papel e caneta.
A escrita é uma metodologia bastante usada ao nosso mundo atual e as ferramentas tecnológicas do mundo moderno, nos mostra a cada dia no quanto o homem evolucionou em intelectualidade e tecnologia nos seus passos.É muito importante a comunicação do escritor no mundo virtual é um meio de comunicação que liga as pessoas, a aptidão do homem em se querer comunicar é cada vez mais extensa . A escrita sempre deve apontar o seu lado de caráter prático.! Hoje estamos com a comunicação virtual. é um grandioso acrescentamento, Um desenvolvimento mais que Coerente! Mas, resta-nos saber como e quando usá - los sem moderação e sem ética, está seria uma bomba-relógio que pode destruir o real. Não devemos nos deixar cegar de vez pelo mundo tecnológico devemos saber manuseá-los enfim :
que está nos seja uma ferramenta de apoio e ajuda não uma fonte para esquecimento do calor humano e do mundo lá fora, que não nos esqueçamos do lado espiritual trocando simplesmente pelo mundo material afinal, a vida nos é muito passageira...
Deus nos concedeu vontade e liberdade saibamos usá-la.e sempre poder definir o virtual do real que não nos atrapalhemos, o ser humano as vezes se perde despercebidamente. Por isso digo:
Que em geral as pessoas se conscientizem e possam olhar com os olhos d’alma e possam manter sua sã consciência, que possamos tirar o melhor proveito tanto no real quanto no virtual, usando as ferramentas tecnológicas com informação, mas com pujantes cuidados e sapiência.

Cachoeiro de Itapemirim/ES

-14-
O Escritor e a Comunicação Virtual
Judite Krischke Sebastiany

Virtual
Virtude
Vivência
Vida
Plena
Harmonia
Universal
Planetária
Consciência
Ética
Responsabilidade
Respeito
Vida
Real

Porto Alegre/RS

-15-
Mundo Virtual
Diná Fernandes

Era da cibernética, era das máquinas, mudança, transformação, adaptação, curiosidades... Ferramentas sofisticadas, horizonte ilimitado, linguagem um tanto eclética, tão eclética que maior parte dos usuários, inclusive jovens e adolescentes estão assassinando a nossa língua portuguesa.
É fantástica a ferramenta, nos possibilita a facilidade de chegarmos aos mais longínquos lugares em apenas um clik, e, através das redes sociais a interaçãoentre contatos, pessoas preenchendo o vazio de suas vidas, revelando seus segredos...
Tudo isso parece encantador, e é não fosse as mentes doentes a desencadear o lado devastador... o atentado ao pudor e tantos outros crimes virtuais.
É preciso critério na seleção dos sites, o no que neles publicar, na escolha das amizades, aproximações... pois as decepções e perigo andam de mãos dadas na internet. O uso indevido de uma ferramenta onde se pode adquirir melhor conhecimento através das mais diversas leituras, incluindo a poesia, despertando o interesse pela leitura e literatura em geral, fora isso, a vantagem de inteirar-se a qualquer hora do que acontece no mundo.
No meu parco entender falta critérios para o uso adequada da net, qualquer pessoa.
Cria um perfil falso sem nenhum controle de identidade, a não ser o IPI do usuário que só pode ser detectado juridicamente, caso venha a cometer um crime, esse é o maior perigo, onde os desavisados e confiantes pagam por sua ingenuidade, ai é tarde demais.
Os jovens já não estudam não se relacionam adequadamente, aprendem o que não deve e isso é assustador, as famílias concedem liberdade sem limites e com isso engordam a estatística dos alienados, iletrados e viciados em jogos e outras diversões cibernéticas.

-16-
Escritor sem Livro Material?
Joyce Lima Krischke

Escritor sem livro material?
O livro convencional com cheiro,
Paginas que manuseio por inteiro
Cada palavra até o final...

Livro virtual- e-book, clicando...
Mas um dia... quando falta conexão?
Oh! Fico literalmente “na mão”
Sim, vou à prateleira exclamando...

Meu Deus, a “Net caiu”! Agora quem julga?
Ah! Livro leio na cama... no avião
Comunicação virtual: Divulgação

A Internet o escritor divulga
E com rapidez seu livro também
As palavras semeando Paz e Bem.

Sim, Web com sua virtual tecnologia
Valiosa comunicação da poesia!

Balneário Camboriú/SC, 30/07/2012.

-17-
Um Ato Mais ou Menos Intimista...
J. J. Oliveira Gonçalves

Escrever é belo! Indo além: é um sublime prazer. É maravilhoso. Gratificante. Momento singular. Um ato de amor. Criador! Singular fazer! E ainda que esse ato criador se repita cotidianamente, será sempre um novo momento. Será sempre uma nova circunstância – da mesma forma que as águas que percorrem o leito do rio jamais serão as mesmas... Por isso, repito: escrever será sempre um novo momento. Um ato renovado que desaguará no plural do cotidiano – eis que este é diversificado e se faz das nuanças dos fatos, dos coloridos da Vida...

Escrever é um ato de poder! Ainda que solitário... grandioso! (E a recíproca me soa verdadeira!) Criar, através da força e da beleza da palavra, eleva a Alma do escritor. Por isso mesmo, compreendendo assim sua sublime e difícil missão entre os homens, quem faz da “pena” parceira comum de Caminhada deve ter clara consciência de que não é mais nem menos que seus semelhantes. É simplesmente um igual que, todavia, não pode perder de vista tão própria identidade.

Assumi o ato de escrever. Pois que o ato de escrever incorporou-se em mim. E nesse intercâmbio de intenções - e emoções - realizou-se um cúmplice, voluntário e silencioso casamento... Uma dourada e mágica aliança...E escrever faz parte da minha Vida! Existo no ato da palavra escrita! (E mesmo naquela que está por nascer – recém brotando da inspiração.) Rabisco alguns contos. Monto algumas crônicas. Componho alguns poemas. E muitos desses textos já me valeram gratificantes prêmios: destaques, destaques-especiais, menções honrosas, diplomas, comendas, láureas culturais, troféus de primeiro lugar...

Sim, as palavras trouxeram-me muitas e belas conquistas. O maior prêmio? A maior conquista? A maior vitória? Certamente que o novo e saudável relacionamento daí advindos: conhecer novas pessoas... Reencontrar velhos companheiros de Jornada com suas mais variadas idades terrenas... Muitos têm, ainda, suas faces anônimas. Mas já são vozes conhecidas ao telefone, palavras fraternas e cheias de calor nas linhas familiares das correspondências... Essa, acredito, a emoção maior. O contato com o outro. O ouvir e o falar. O falar e o ouvir. (Parece-me que mais este último.) O caminhar juntos. Ombro-a-ombro. Num caminhar solidário. Numa bela e gostosa confraria neste difícil, emaranhado, mas, de qualquer forma, necessário e fascinante fazer da Vida. As mãos dadas na Ciranda Universal do dia-a-dia ...

Pessoalmente, nesta altura do Campeonato da Vida, já posso contabilizar em colheita positiva os frutos que continuo a colher através do ato (ou graça?) de escrever. No entanto, continuo a seara. Impõe-se semear. Lançar as sementes (palavras!) ao solo (coração!), pois por mais que este nos pareça estéril ou empedernido, um dia florescerá – regado pelo orvalho cristalino da palavra...

E, assim, nesta constante e transparente terapia, é que alivio as penas da Alma. Ao tempo em que estimulo a autocrítica – procurando não decepcionar os que me lêem e acreditam na verdade dos Sentimentos e na beleza de linhas e entrelinhas... Ao mesmo tempo, me comovem meus próprios textos, (dolentes e alegres filhos!), estampados, em sua natural nudez, nas tantas antologias e coletâneas espalhadas por aí... E esses filhos, (plurais e singulares ao mesmo tempo!), nascidos de partos de Amor, de Dor e de Beleza, me têm proporcionado momentos inesquecíveis de indisfarçável e gostosa felicidade! A felicidade de partilhar meu coração com outros corações. De irmanar minh’Alma com outras Almas. De sentir crescer meu Espírito em elevada Comunhão com outros Espíritos - apesar das diuturnas Dores de Crescimento.

Porto Alegre/RS

-18-
Amizade virtual
Fátima Peixoto

Na frente de uma tela
A imaginação voa, a emoção acelera
O coração abre as portas
Do outro lado não sei quem é
Nem de onde veio
A comunicação flui
Como passes de mágica
Pensamentos se entrelaçam
Tudo é tão real
Amizade começa
Vem a saudade e espera
Desse amigo virtual.

Cabedelo/PB

-19-
Escrever ou não escrever???
Akasha De Lioncourt

O desafio de falar sobre a era virtual para quem escreve é grande. Há muitos prós e contras para serem levados em conta e às vezes não é muito bom pensar nisso por essas perspectivas. Claro que pelo lado positivo temos o fato de que a internet trouxe muito maior acessibilidade a livros e obras literárias, principalmente com o advento dos e-books e dos sites de poesias e textos literários.

Por outro lado, vemos crescer dia após dia a quantidade de pseudo poetas que escrevem textos repletos de erros gramaticais, concordância, dizem que isso é permissividade poética e chamam seus textos de poesias ou prosas. Claro que não existe faculdade de poeta ou escritor mas é necessário que haja pelo menos bom senso no escrever. Com isso, vemos aumentar também o plágio e a falta de preocupação em dar o devido crédito ao autor de um texto que vemos publicado ou divulgado via e-mail. Isso quando não dão o crédito equivocamente ou de forma mal intencionada mesmo. Jabor nunca escreveu tanto em sua vida textos dos quais nunca tomou conhecimento. Távola teve uma crônica maravilhosa que por muitos anos foi creditada ao não menos fantástico Drummond. Victor Hugo é questionado até hoje com seu Desejo mas ninguém conseguiu me provar irrefutavelmente que o poema não é dele. Crônica de Amor do Freire até hoje é creditada ao Jabor e até mesmo à Martha Medeiros. E até textos de desconhecidos são creditados a autores famosos apenas para ganhar notoriedade na rede quando deveriam ser postados com o verdadeiro nome do autor.

Enfim, a era digital é controversa e problemática mas eu quero acreditar que ela popularizou a literatura e tornou tudo mais fácil. Quero crer também que os contras são menores do que os prós (nem vou parar pra mensurar um e outro, vou deixar por conta da minha esperança e otimismo) e que um dia as pessoas terão mais amor pela língua que falamos, a ponto de se importarem em escrever corretamente, sem vícios de internet e que esse amor se estenda pelo país inteiro para que possamos ser um país muito melhor do que somos hoje. Tudo começa com amor, seja ele por nós mesmo ou pela pátria que nos acolheu, seja no nascimento, seja na tenra ou mesmo na meia idade. E esse amor deverá ser a mola propulsora para que escritores como nós, que colocamos a alma em nossos escritos (ouso chamar os meus de rabiscos) possamos levar o nosso amor a mais leitores através do mundo digital.

São Paulo/SP, uma tarde fria de julho de 2012.

 




SELO DE PARTICIPAÇÃO













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Arte e Formatação Rosângela Coelho
Exclusivo para CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz
Fotos dos escritores:
W - Luís Fernando Veríssimo
E - Zélia Gattai
R - Anita Malfatti
S - Carlos Drummond de Andrade
D - Ziraldo
F - Maurício de Souza
G - Machado de Assis
Z - Monteiro Lobato
X - Paulo Coelho
C - Rachel de Queiroz
V - Cecília Meirelles
Alt - Jorge Amado
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