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ENCERRAMENTO

Meus agradecimentos aos confrades e confreira CAPPAZES, por abrilhantar mais uma vez nossa Ciranda.
Fazendo dela um paraíso de encantos nutrindo sonhos, ansiedades, fantasias e desejos.
Sem limite de expressões, transparência nas palavras e imagens refletidas ao longo das imaginações.
Feliz por adentrar com profundidade e serenidade a alma de cada um. Lendo e relendo verso por verso.
Dando a volta na Ciranda semelhante a uma Pomba totalmente livre.
Na escolha da trilha a percorrer... Apreciar...
Já que todas as escolhas-nos leva a paz.


Malú Ferreira.
Confreira Efetiva da Seccional Salvador/BA

 




INTRODUÇÃO

“CIRANDA CIRANDINHA VAMOS TODOS CIRANDÁ VAMOS DÁ...
A “VOLTA INTEIRA NA CIRANDA DA CAPPAZ”

Prossigo cantarolando
Saltitante
Por entre as teclas
Desse mundo virtual.
Atual, Real.
Crio “Asas na imaginação”.
Alço voo
Vislumbro a vida
Adentro...
Oceanos, rios
Escalo montanhas
Piso cerrado
Respiro!
Subo
Toco céu
Conto estrelas...
Brindo!
Transformo-me em vulcão
Exalo aroma
Das bem aventuradas “Flores”
Extasiadas!
Ao deleite da estação
Cravos, Lírios
Rosas, Orquídeas
Flores mil
Mensagens poéticas
Abstratas ou concretas
Que rolam através do mouse
Seguidoras do universo
Vai e volta
Volta e vai
Chega o cansaço
Turva me a visão
Corpo adormece
O espírito o acolhe
Logo... Sai em busca
De novas inspirações
E dar segmento

“As asas da minha imaginação”.

Poesia dedicada aos “Cravos, Lírios, Rosas, orquídeas” poetas CAPPAZES de Extasiar-me.com suas inspirações.

Malú Ferreira
Confreira Efetiva da Seccional Salvador/BA

 




LISTA DE PARTICIPANTES

Akasha De Lioncourt
Ana Teresinha Drumond Machado
Andrade Jorge
BRita BRazil
Carlos Reinaldo de Souza
Celeste Farias Dias
Cristiano Ferreira de Sousa
Daniel Brasil
Deomídio Neves de Macêdo Neto
Dido Oliveira
Diná Fernandes
Eliene Dantas de Miranda Taveira
Élio Cândido Oliveira
Eloísa Antunes Maciel
Estela Frutos Braud
Fátima Peixoto
Fernando Alberto Salinas Couto
Gislaine Wächter
Haydée S. Hostin Lima
João José Oliveira Gonçalves
José Augusto Silvério
José Otoniel da Costa
Joyce Lima Krischke
Judite Krischke Sebastiany
Leandro Cunha de Assis
Letícia da Rocha Silva
Malú Ferreira
Marcelo de Oliveira Souza
Maria das Neves Pereira Barbosa
Maria de Lourdes Ramos de Holanda
Mariângela Rodrigues Repolês
Nádia Cerqueira
Odilon Machado de Lourenço
Paulo André Moraes
Paulo Domingos Rodrigues
Rosana Carneiro
Rosana Moreira Silva Paulo
Rosângela da Silveira Coelho
Roseleide Santana de Farias
Sérgio Martins Pandolfo
Sidney Santos
Sílvia Silva Benedetti
Sônia Dias Freitas
Sônia Maria de Araújo Rêgo
Valéria Santos Lisita
Varenka de Fátima Araújo
Vera Lúcia Passos Souza






Os textos aqui apresentados são cópias fiéis dos conteúdos enviados por e-mail, ficando essa web designer e a CAPPAZ isentas de qualquer responsabilidade pela revisão dos mesmos.


PARTICIPAÇÕES

-01-
Enamorar a vida
Vera Passos

Chutei as pedras do caminho, escolhi ser feliz.
Quebrei galhos tortuosos, eles impedem a passagem
Soltei palavras ao vento, liberei sentimentos
Sigam-me se querem se libertar, passear, semear...
Eu quero estar onde meu espírito estar
Meu corpo quer saúde, não quer tolices
Mastigar o passado adoece o ser... momentos belos perdi...
Hoje acordei a enamorar a vida, me apaixonei
Saudei o sol entre nuvens cinzas... carregadas
Amei as gotinhas da chuva, o frio, o vento...
Os que me perseguem, não sabem viver
Aprendem com a dor, eu quero o amor
Caminhei na areia úmida, atirei pedrinhas na água
Senti saudades, minhas lágrimas, irrigaram a alma.
Liguei para amigos ausentes, voei com os pássaros
Viajei no pégasus, com Ícaro, se cair, levanto
Libertei pesadelos apodrecidos, soltei os cabelos ao vento
Estou a aprendendo a viver de novo, enamorar a vida.
Louca, talvez seja mesmo, o poeta é assim:
Espinhos, gravetos, mandacarus, rosas, cravos, jasmins...



-02-
Parei...
Vera Passos

Estacionei diante da janela silenciosa
Nenhuma voz, nem o som das folhas a acordou
Só o aroma das flores invadiu inteira
Olhei o alto os arranha-céus esconderam a lua
Procurei a luz das estrelas a namorar meu pensamento
Silenciosa, continuei meu vagar o deserto do momento
Encontro-me abduzida pela imagem de desolação.
Um turbilhão de ideias deixam-me apreensiva
Contorço-me como se isso me trouxesse a solução
Qual nada, a janela me conduz a mundos diferentes
Leva-me a outrora, à beira da lagoa o dedilhar do violão
Uma canção embalando o amor que surgia
Chegou ao auge, porém como a paixão, debruçou no ermo
Lá se vão os segredos perdidos nos sussurros das madrugadas
As meias palavras, quase sem sonoridade, perdidas nos ais
A janela muda, não denuncia nada, além do que passa adiante
As coisas palpáveis, desnudam e brincam em frente à minha visão
O resto é abstração, é imagem solta do papel, distante
Cada gesto, cada beijo, cada carinho... perde-se no horizonte
Frases levitam no filme inconstante, descendo o véu
Parei de imediato e vi uma borboleta ganhando o éter
Soberbamente livre do casulo , linda colorindo, ganhou o céu.
O escritor guardado em mim, viaja nas paralelas, encontra-se num texto qualquer.



-03-
Voz do Silencio
Soninha Poetisa

Dói o coração, quando a voz se cala,
Fica no pensamento, tudo que ouviu demais bonito,
Do pó, renasce a poesia,
Aquece o coração, que vive cheio de ternura.

O percalço da vida fortalece,
Blinda o coração, mas em Deus confia.
Renova-se a fé, e a esperança.
A voz do silêncio dói em demasia.

Triste, a alma repousa,
Em desalinho, procura um novo caminho,
A inspiração renasce das cinzas,
Segue-se a vida, em novo percurso.

Pobre do ser, que perde a fé,
Pobre do ser, que perde a lembrança da voz.
Pobre do ser, que perde os sonhos,
Tristonho morre em vida.



-04-
Sonhei com o manto de Jesus
Soninha Poetisa

Sonhei, me transportei,
Distante, voava, e voava,
Como uma borboleta azul.

Tão perto, e tão longe,
Quase não sobrevivi.
Encontrei pessoas sem compaixão.
Mas, encontrei alguém,
Este sim olhou por mim.

Ensinou-me tantas coisas,
Visitamos um lindo jardim,
Havia tantas rosas brancas,
Até flores de jasmim.

Encontramos então, o Arco Iris,
Com tantas cores vibrantes,
Por um instante, ofegante, eu sorri.
Passamos pelas nuvens,
Até que ele se despediu.
Assim, regressei a terra,
Encerrei meus sonhos,
Acordei em prantos,
Quando me lembrei do manto de Jesus.



-05-
Caminhar
Vera Passos

O rio dos meus olhos, percorre estradas
Busca os lagos, os mares, os oceanos
Corre pela alma adentro, caça luzes no breu...
Escondidas nos pensamentos e ações adormecidas.
Carece de gritos estridentes, como os furacões
É preciso arrombar as portas travadas pelos medos
Enfrentar as correntes do ar, cansadas da espera
Os gases apodrecidos estrangulam e matam o ser
Meu rio quer lavar as angústias, as depressões e desertos.
Todos carecem de um Éden e de um Oásis, na ebulição.
A vida é tão bela! Para que carregar o lixo que dela provém?
É só separar o joio do trigo, conquistar um amigo.
Siga o rio, ele lava a brutalidade humana e umedece a menina dos olhos.
Para crescer, deixe brotar os sentimentos benevolentes
O mundo carece de amor, solidariedade e luz.
Enquanto houver vida tem que caminhar, indefinidamente.



-06-
Agosto
Varenka de Fátima Araújo

Estremeci em agosto
divaguei no abismo
no mundo das trevas
submergi com amor

Não respirava
o anjo implorava
respire,respire...
sim,respirei, renasci

O palco é vida em ação
iluminado agosto
iluminei meu eu
iluminai os poetas



-07-
Insônia
Estela Frutos Braud

Solidão, insônia,
Olhos despertos,
Pensamentos incertos,
em desarmonia...
Se estivesse acolá,
Naquela companhia
Melhor seria?
Liberta na cama vazia,
Membros inquietos,
A incerteza
da mente acesa
Na madrugada fria.
O preço alto
Dessa distância
Do alcance certo
De um corpo morno,
Mas não disposto...
Ora, melhor é ler
Ou escrever,
Que se parar
O bicho pega,
Papão tristeza
Não dou moleza,
Hoje é novo dia
Viver é exercício
De alegria!



-08-
O Silêncio
Estela Frutos Braud

O silêncio,
A princípio de espera...
Passando à ansiedade,
Virando perplexidade
O silêncio,
Enfim entende,
Passou a hora.
O futuro é que volta
Ao passado, lembrando,
Outra reviravolta...
Então, dando-se conta,
O silêncio
Chora!

O grito vem
E liberta,
Pondo pra fora
Mais uma dor...
Trazendo de volta
A esperança bem
Profunda e sentida
De encontrar
Meu grande amor!
Da conspiração
Dos anjos dependo,
Então confio:
Sentirás em teu coração,
Este mesmo chamado,
Tu vens, ó meu amado!
Encontrar-me- á completa,
Como te quero,
Tanto te espero,
Pra vida inteira!
Sinto já teus passos,
Ouço teus abraços,
Rio em teus beijos,
Rodo prisioneira
E livre: companheira!



-09-
Poema para Rafael
Rosana Paulo

Como dizes que não tens talento?
Se tu possuis eloquência e
Ideias no pensamento?
A mente, meu filho, são asas
Que Deus concedeu aos homens
O dogma das religiões
É o fio da espada
Que impiedosamente
Mutila as asas divinas
Por isso, não te atormentes
Deixa livre o que imaginas
A liberdade não nega Deus
É pois sua afirmação
"Amar a Deus sobre todas
as coisas e ao próximo
como a ti mesmo"
É o único mandamento
Deus está dentro nós
Somos Sua residência
A energia emanante
Que move todo o Universo
Não precisa penitência
Nem tampouco sacrifício
Só carece de amor
O resto é artifício
A Religiosidade e a Ciência
Os sentimentos e os experimentos
A crença e a experiência
Deus e Darwin
Criação e evolução
Em perfeita comunhão
Um não exclui o outro
Não procures a absoluta verdade
Que separa em vez de juntar
Estudes toda e qualquer possibilidade
Não aceites uma só versão
Faça uma análise crítica
Mas não esqueça o coração
Use seu livre arbítrio
Não aceite a prisão
O que procuras só cabe
A ti descobrir
O que queres tu mesmo
Tens que decidir
Não deixe que ninguém
Apague seu brilho, menino
Você é bonito por fora
E interiormente, também
Não é vaca de presépio
Para dizer sempre amém
Você é inteligente
Não se deixe rotular
Cada homem é diferente
E aí mora a beleza
A vida não tem certeza
Se permita caminhar
Você foi feito meu filho
Para ser feliz e amar!



-10-
O Amanhã
Neneca Barbosa

Na Vida, sou como tantos aprendizes
Que caminham em busca do aprendizado
Porém, devo seguir com as diretrizes
Que serão incorporadas ao meu legado.

Viver bem o hoje sem pensar no amanhã
Não criar muralhas para aprisionar meu ego
Deixar minha alma livre cada manhã
E sentir o perfume da flor que rego.

Desejo viver bem com sabedoria
Conseguindo meu espírito alimentar
Com múltiplas cores, alegria e poesia
Poder com harmonia meu universo criar.

Assim caminhando terei a condição
De distribuir as sementes que colher
No campo fecundo do meu coração
Ver o sentimento do amor florescer.

Do passado ficaram experiências
No meu presente as oportunidades
Acendendo a luzinha da consciência
Pra viver a Vida com continuidade.



-11-
O Luar (Rondel)
Neneca Barbosa



Quanta beleza existe no luar
Quando no céu vejo nascer
Sua luz brilha por sobre o mar
O seu encanto me dá prazer.

Abro meus braços a correr
Solto minha voz a cantar
Quanta beleza existe no luar
Quando no céu vejo nascer.

Meu coração hei de entregar
E deixar o amor florescer
Somente no bem vou vibrar
Quero as mazelas esquecer
Quanta beleza existe no luar.



-12-
Acende a poesia em ti!
Nádia Cerqueira

Anda, incorpora-te na poesia do teu pensamento
Mostra ao mundo a essência do viver
o valor imensurável do ser que anda perdido,
em desalento...
Acende a poesia em ti!

Faça o incompreensível ser compreendido
e como um beija-flor, pousa levemente sobre
os falsos idealistas,
expondo a realidade que você busca e acredita ...
Acende a poesia em ti!

Revela com tuas palavras a grandeza do universo
em que o homem tem como
crença principal o seu próprio EU
grite para todos que não adora nenhum deus...
Acende a poesia em ti!

Anda, você foi capturado para
alegrar meu coração, quando rio com voz de choro
és mais que um amigo, é um tesouro
seja um poeta, um guardião de almas
me eleva e me acalma...
Acende a poesia em ti!

Afaga meu riso, meu choro, meus sonhos, com pureza
na transparência de toda cumplicidade,
ilumina minha aura com tua nobreza
não deixe a mudez do silêncio ocultar essa semente
ela germinará na lucidez da tua mente...
Acende a poesia em ti!

Anda, faça como as estrelas, que partilham da escuridão
e dos mistérios do céu infinito
Sem perder o seu brilho esfíngico e bonito...
Acende a poesia em ti!



-13-
Meu Amor
Sidney Santos





-14-
Meu Velho Tênis
Gislaine Wächter

Você...
Andou comigo
Eu te levei
Ou foi você que me levou?
Só sei que junto andamos
Ao colocá-lo em meus pés
Lembranças voltam... quanta história nesse solado
Que por terras diferentes pisou
Emoções novas me proporcionou
Pessoas, beijos e abraços
Poesia
Oh poesia!
Meu velho tênis me mostra vida!...
Acho que por tudo isso
Não consigo me desfazer de você...



-15-
Imagens do amanhecer
Diná Fernandes

O amanhecer tem canto de pássaros
tem cheiro de mato e relva molhada
O dia nasce trazendo seus presságios
Lindo é ver o mar de ondas caladas

Um céu povoado de gaivotas
voando para além do horizonte
Criaturas aladas desbravando rotas
nas asas melodia inconsciente

Gosto dessa manhã temperada
convidando a receber o beijo do sol
Para alegrar meus olhos de esmeralda
pousa em minha janela um lindo rouxinol

Cenário que ameniza a agonia
de uma noite insone e miragens
Ao chegar ao fim da travessia
o dia brinda-me com belas imagens

Nesse amanhecer saudável
Repleto de paz e harmonia
A inspiração quase palpável
Veio como uma ventania



-16-
A sonoridade do vento
Diná Fernandes

O vento que agora assobia
quebra o silêncio do amanhecer.
E a dança das árvores é de uma beleza ímpar,
elas parecem crianças ,alegres, embevecidas...
Seus galhos são como mãos agitadas
extravasando alegria.
Eu pude vislumbrar um cenário lindo!
Poucos são capazes de carregar no olhar
o poder da observação.



-17-
O Passeio do Pensamento...
Eloísa Antunes Maciel

Meu pensamento passeava sem rumo, em noite de Lua Cheia...

Devassava meandros semi - escuros, evadia-se por detrás das árvores urbanas, ganhava alturas e tornava a descer ao nível de ruas e calçadas em noite clara e movimentada, mantendo-se, porém, alheio ao burburinho de boêmios e seresteiros; indiferente às “proezas” que enamorados protagonizavam sem se preocuparem com os indiscretos transeuntes noturnos...

Meu pensamento passeava qual boêmio sem grupo, sem companheiro, “sem cuíca e sem pandeiro”... Simplesmente passeava...

E a Lua Cheia ele focava em seu solitário passeio.

A Lua parecia-lhe deslocar-se para a orla litorânea. Meu pensamento a seguiu e se espreguiçou em brancas areias sobre quais a Lua espargia a sua luz prateada...

À semelhança de um andarilho vadio, sem finalidade ou intenção definida, meu pensamento persistia ao acompanhar a Lua e seu esplêndido luar.

Em dado momento, porém, um temporal quase repentino se fez sentir sobre a Orla. O Mar tornou-se bravio, escureceu e as ondas se agitaram estrepitosamente... E a Lua parecia haver sumido... Meu pensamento estarreceu: que fazer? Que rumo seguir?

Ah!!! Uma ideia: em meio à violência das ondas ele divisava um vulto que já conhecia de longa data: a Senhora Superação -- que parecia ignorar a tempestade, enquanto simulava adejar sobre as altas ondas... (Pudera! Senhora Superação dispunha de asas tão amplas quanto resistentes e acolhedoras!).

Meu pensamento não hesitou e resolveu tomar uma “carona” nas asas da Superação... E nessa nova investida, sobrevoava o Mar e não mais temia a agitação provocada pelo temporal...

Enfim, o temporal cessava e a noite cedia lugar a um lindo dia ensolarado...
Meu pensamento despertou e se dirigiu à realidade cotidiana, esta regrada por um pensar sob objetivos... Mas antes de retornar ao “mundo real”, meu pensamento reviveu a beleza da Lua, a grandeza do Mar e a própria agitação da tempestade que presenciara naquela noite antes serenamente iluminada pela bela Lua Cheia e, posteriormente, visitada pela providencial Senhora Superação, ambas bem vindas e cheias de graça! ... Valeu! Uma experiência gratificante e alentadora.

-18-
Raízes
Daniel Brasil

Vieram do outro mundo
Para ver um novo sol
Los ermanos e vagabundo
Nas veias sangue Espanhol


Foram meus ancestrais
Que chegaram por aqui
Penetrando nos matagais
Misturou-se ao Guarani


Da Espanha é o imigrante
Do Brasil foi a selvagem
Os dois se tornaram amantes
E do fruto sou a imagem


Das raças que se cruzaram
Foram surgindo mais gente
Os brancos que chegaram
E do índio sou descendente

-19-
Quando Penso em Estar Triste!
Élio Cândido Oliveira

Pior nunca pensei.
Esqueci-me até mesmo de isso imaginar
Isso é tornar um ser insignificante
Que não percebes nenhum horizonte.

Tristeza é não alimentar a alma de paz
Isso aqui nessa dimensão não se faz.
A expansão dos bons sentimentos.
Criados sempre por aqueles momentos.

Pensar em nunca ser
O grito da tristeza.
Fere de vez até a natureza

Viver somente a praticar a paz.
Melhor mesmo o que se faz.
Tristeza não terá ao olhar para traz

-20-
Vitória do Amor
Valéria Lisita

Qual vitória que rege as águas
Mãos sobre espelhos do céu
Regidos corações, vitória do amor
Espelho do querer...teu céu, meu véu

Cobre-me, fazendo com que flutue
Enfeita de cores os desejos d'água
Cristalinos e puros sentimentos
Às margens, deixadas mágoas

Verde que rege cor esperança
Mesclados raios da singela lua
Veste-me com olhos do teu amor
Flutuante...sou flor na vitória tua

Regidos pela vitória do amor
Me entrego a ti...és água...sou flor

-21-
Marcas D'Água
Pampoeta

Procure por você...
Nas páginas do meu livro de poemas...
Nos meus versos e rimas... em todos os meus temas...

Procure por você...
Na minha retina... olhos de mel... encantos da íris...
Em meu peito teu céu... defronte o arco-íris...

Procure por você...
No meu corpo de amor... jardim uno de una flor...
De pétalas... de beija-flores... em cantoria de amores...

Procure por você...
Nas orquestras de pássaros...
Em meus passos e rastros ...

Procure por você...
Em meus intensos desejos...
Na fervura dos meus beijos...

Procure por você...
Em minha presença... e quando se fizer ausência...
As escritas são marcas d'água e as lágrimas também...

-22-
Amar...
Rosângela Coelho

Amar...
simplesmente amar.....
Amar em silêncio
Escondido
Amar e não poder falar

Amar...
e ter que rejeitar esse amor

Amar...
dor contida no peito
coração dilacerado
de tanto amar e silenciar

Amar...
Vontade de gritar ao mundo
EU TE AMO!

Amar...
em silêncio para não te perder

Amar...
Sufocar o amor
Por não poder te amar...

-23-
São Lázaro Protetor
Marcelo de Oliveira Souza

Meu querido santo protetor
Proteja-me diante da dor
São Lázaro vencedor
Mesmo diante da morte
Guia-me e dai-me sorte.

Assim como a muleta
O ampara da vicissitude
Da vida sua vida terrena
Sejas o meu amparo,
A minha fortaleza
Na dificuldade de vida moderna.

Vencedor mesmo diante da morte
Renascido em meio a sua fé
Renove também a minha fé diariamente
Proteja-me das escaras dos inimigos.

Do infortúnio dos desvalidos
Da forma que os cães limparam
Suas feridas,
Limpe minha mente de maus pensamentos
Projete-me sempre para frente
Divulgando as suas vitórias
Em prol de Jesus Cristo
E de sua santidade
Amém!

-24-
Imortalidade
Deomídio Macêdo

Somos seres eternos, imortais, vivendo num corpo carnal, em experiências valiosas, a galgar escalas evolutivas em busca de perfeições, obedecendo as Leis Divinas, esculpidas em nossa consciência, que viaja através da reencarnação.

A imortalidade nos leva a entender Deus na sua sapiência, justiça e misericórdia. Através desta podemos reconhecer os nossos erros e tentar modificá-los com as experiências amargas ou doces que a vida nos proporciona.

Vivenciar a imortalidade, quando dormimos, é sentirmos como pássaros libertos das gaiolas cármicas criadas por nós mesmos, em outras existências.

Compreender a imortalidade é saber que após a morte do corpo físico estaremos conscientes com nossa individualidade. É enxergar o Mestre amigo, de braços abertos, na outra dimensão, nos convidando para trabalharmos na sua vinha, vinha de amor, ingressando no exército do bem, antes de realizarmos a grande viagem para as esferas siderais, porque somos seres verdadeiramente imortais a caminho da luz.

-25-
Triste Conclusão
Rosana Carneiro

Por mais que eu tente
Ás vezes eu não compreendo
As ações e reações dos seres humanos...
Mesmo assim, finjo que está tudo bem
Sigo o caminho meio mancando
Dizendo que faço tipo.
Pode doer de montão
Posso estar sangrando
Até sem respiração
Não dou o braço a torcer
Digo que está tudo bem
Que é só emoção...
A indignação leva-me a suspeitar
Que os seres humanos
São displicentes, orgulhosos, egocêntricos e egoístas.
Nossa!!!
Como eu amo os animais...

-26-
Vida
Rosana Carneiro

Sou a ilusão da infância
A cratera da esperança
Sou o céu do aconchego
Sou o soluço do desespero

Meu nome significa tudo
Enquanto bate o coração
Enquanto corre sangue nas veias
Quando há ilusão

Sou o sonho enfeitiçado
Sou o grito do silêncio
Sou o fogo do teu peito
Sou a face do outro lado

Vida, este é meu nome
Aquela que mora em teu ser
Que nunca acaba, nem com a morte
Pois eternidade há de ter

Quando o sol desaparecer
E a lua não despontar
Creia, estarei ali
Em qualquer outro lugar

Sou a liberdade dos pensamentos
Sou a esperança de novos tempos
Sim, sou o amor, a alegria, sou fé
Sou eu, a criação de Deus...

-27-
Terror, suspense, intrigas e muita emoção em:
Abobrinhas
(Cenas da vida real)
Cristiano Sousa

No primeiro capitulo Elisabete suspeita que Gustavo, seu irmão, está envolvido até os dentes com gente da pesada. Ele está na sala de sua casa no maior bate papo com os meninos e meninas de sua gang. Bete, como é chamada, olha pela porta entreaberta da cozinha junto com sua amiga Julia (Ju) mas não se arriscam a interromper a reunião.
_ E agora Ju, o que irei fazer?...Eu não sabia que o meu irmão era metido com esse tipo de pessoa. ( começa a andar pela cozinha)
_ Que problemão! (fala Julia olhando para a câmera)
_ Quando minha mãe saber!...Eu nem quero imaginar!
_ Mas menina! O que faz você achar isso?
_ Eu vi!..
_ O quê? Você viu ele aprontando?
_ Não! Eu vi os objetos e as roupas que esse tipo de gente usa guardados no quarto dele.
_ Isso é terrível! Mas não se preocupe amiga, tudo se resolverá! Iremos nós duas e contaremos a sua mãe tudo o que seu irmão tá fazendo.
_ Tá doida!
_ Doida porquê?
_ Se o meu irmão fica sabendo que eu o entreguei ele me mata!
_ Ahh!...
_ Ihh!..Olha lá!...Parece que eles estão tramando algo terrível! (diz olhando novamente pela porta)
_ Terrível?...Mas o quê?
Não sei!...Tenho que descobrir.
_ Mas como, se daqui não da pra ouvir direito o que eles tão falando?
_ Se daqui não dá pra ouvir então iremos lá!
_ O quê? Agora foi você quem ficou doida!
Doida nada! Vem cá! Vamos bolar um plano...
As duas cochicham entre si e:
Enquanto as meninas pensam em como descobrir as intenções da “gang barra pesada” Gustavo expõe as suas preocupações.
_ Olha amigos, eu já não sei mais o que fazer. Estou muito preocupado com a minha irmã!
_ O quê? Com a Bete? (pergunta assustado o Rodrigo)
_ Sim. Com ela mesma!
_ Mas porquê? Você sempre nos fala bem dela!(Carina)
_ Não sei...É que ultimamente ela está me olhando de um jeito esquisito. Aqui pra nós: Eu acho que ela está se envolvendo com gente errada!
_ Gente errada? Mas o que leva você a achar isso? (Rodrigo)
_ Eu vi os objetos e roupas que gente do tipo “barra pesada” usam, escondidos no quarto dela.
_ Mas isso é muito perigoso! (Carina)
_ Pois é! (Gustavo)
_ E porquê você não tira satisfação? (Rodrigo)
_ Vocês acham que seria correto?
_ Mas é claro, você é irmão dela! (Rodrigo)
_ Então...O que vocês acham que eu devo fazer?
Os dois se aproximam de Gustavo e juntos começam a bolar um plano pra pegar Bete em flagrante.
Por falar em Bete, ela e Ju resolveram contar tudo o que sabiam para a Dona Iolanda, sua mãe, quando esta voltasse do trabalho. E foi o que aconteceu.
_ O quê? Meu filho envolvido com estas coisas?
Dona Iolanda senta no sofá ainda sem entender.
_ É, mãe! É isso aí.
_ Nós sabemos que é difícil para uma mãe ouvir isso mas...(Ju)
_ Como pode? Meu filho, não!
Repentinamente ela levanta e diz:
_ Tenho que tomar uma providencia. Irei conversar sério com ele e..
Antes que ela terminasse de falar entra Gustavo com a sua “gang”.
_ Mãe! (fala em tom sério) Tenho algo a te falar!
_ Eu também tenho algo muito sério pra conversar com você.
_ É mesmo?... Tudo bem! Mas me permita falar primeiro. Tenho que desmascarar uma pessoa, e tem que ser agora.
Todos se entreolham num grande suspense.
_ A Bete...
_ O que tem eu?
_ Ela está metida com gente da pesada!
_Ah, não! Também?
_ Isso mesmo! E eu tenho as provas.
_ É ?
_ Sim. Aqui está! (mostra as vestimentas e utensílios). Eu os encontrei no quarto dela.
_ Espere aí!...estas roupas estavam em seu quarto!
_ Mentirosa! Tá querendo se livrar da acusação.
_ É você quem está querendo se livrar...
E começa a discussão....Passado algum tempo.
_ Já sei! (interfere o Rodrigo). O caso será levado a tribunal.
_ Tribunal! (todos)
_ Sim. E a audiência já está marcada. Será amanha, nesse mesmo horário.
O amanhã chega e também a hora da “audiência”. De um lado a réu Elisabete tendo como sua advogada a Julia, do outro o réu Gustavo tendo como advogada a Carina, Rodrigo era o juiz; Dona Iolanda fazia parte do júri e torcia para que os dois fossem absolvidos. O primeiro “julgamento” foi o de Bete.
_ Ordem no tribunal! (disse o “juiz”). Começaremos a sessão ouvindo o que a acusação tem a dizer:
_ Ela é culpada! (grita Carina)
_ Eu não sou culpada de nada!
_ Cale a boca! Você não pode falar! É a vez dela (fala Julia pra Bete)
_ Ordem! Continue por favor (juiz)
_ Meritíssimo. Todas as provas indicam que a senhora Elisabete é culpada. A roupa da turma “barra pesada” foram encontradas em seus aposentos. Tenho uma testemunha.
_ Então mostre.
_ Aqui está!
_ Um celular?
_ Isso mesmo! O papagaio da acusada a condena. Ouçam:
“ Currupaco! Que roupas legais Bete!
_ Protesto meritíssimo! A minha cliente não tem papagaio!
Passado algum tempo foi a vez do “julgamento” de Gustavo.
_ Eu digo que o senhor Gustavo é culpado!
_ E o que a leva a afirmar isso?
_ Digo isso porque investiguei e fiquei sabendo que ele te pediu emprestado algumas roupas que lembrasse os cantores de rock para fazer um trabalho de escola e o senhor emprestou.
_ É mesmo! Nem lembrava disso! Mas...Espere aí! Isso já faz tempo.
_ Meritíssimo. Eu também investiguei e fiquei sabendo que ele te devolveu a roupa.
_ Ah!...Foi mesmo!
A cessão demorou e não teve resultado. Não conseguiram descobrir o mistério das roupas nos quartos. Quando chegaram em casa pegaram a roupa com todos os apetrechos e jogaram fora.
_ Ainda bem que demos fim naquela roupa! (Gustavo)
_ É...Ela nos causou muita dor de cabeça. (Bete)
Quando estavam sentados no sofá conversando sobre o assunto, bate na porta o senhor Raimundo. (um vizinho motoqueiro)
_ O cão de vocês puxou uma de minhas jaquetas de couro ontem; elas estavam estendidas no varal lá de casa; no bolso estavam alguns apetrechos que eu uso pra dar um visual. Será que vocês podem me devolver?
Os meninos olham pro cachorro e depois pra si mesmos.

-28-
A turma do conhecimento em:
Enrique e o livro voador
Cristiano Sousa

Narrador: O Brasil é um pais cheio de contrastes; abundante em riquezas minerais e naturais e com uma economia crescente. Envolvidos brutalmente em tudo isso estão as...”
Dona Tânia _ ...Crianças, venham comer!
“Esta era a Dona Tânia, mãe de dezesseis filhos e que morava em uma das habitações mais humildes do país. No instante em que chamava as crianças tinha acabado de preparar o almoço, não era um banquete, mas aquela comida mataria a fome daquela família naquele dia. Dona Tânia conhecia bem os seus filhos e chamava cada um pelo nome”
Dona Tânia _ Jeferson, venha cá! Mário, cadê você! Catarina...e assim todos apareciam.
“Mas Dona Tânia tinha um filho diferenciado que se chamava Enrique, esse menino não aceitava a situação da família e, apesar da sua tenra idade (tinha apenas 10 anos) sempre interrogava a mãe a respeito de seu pai, que tinha viajado pra África a trabalho fazia dois anos, ela, por sua vez, desconversava toda vez que o garoto tocava no assunto”
Enrique _ Ele nos abandonou?
Dona Tânia _ Não, apenas está passando um tempo longe, mas logo vai voltar.
“E desse jeito a mãe segurava a curiosidade do filho”
Narrador: Além desses problemas familiares Enrique tinha um outro. O menino andava muito triste porque na sua cidade iria acontecer um concurso de poesias e sua mãe não tinha verbas para inscreve-lo; ele gostava muito de ler, apesar de seu pouco estudo. Fez o que pôde para conseguir dinheiro: vendeu latinhas e jornais, catou papelão, confeccionou pipas (cada uma mais linda que a outra) e juntou tudo o que conseguiu.
Enrique _ Esse valor não chega perto do que eu preciso!
Narrador: Certo dia Enrique brincava de bola com seus amigos, próximo à sua casa, quando, do nada, aparece uma menina que ele nunca tinha visto por ali e pede:
Menina:_ Deixa eu brincar com vocês ?
Enrique:_ Mas você é menina!
Menina _ E o que tem isso ? Aqui nesta região ainda não sabem que as mulheres também jogam futebol?
Enrique _ Por que diz: nesta região? Você não é daqui?
Menina _ O que você acha? Por acaso, não está ouvindo meu sotaque?
Enrique _ O que tem a ver?
Menina _ Afinal, eu vou jogar ou não?
“ E assim a menina entra no baba e alegra mais a brincadeira”
Enrique - Fiquei feliz com o seu desempenho, eu não esperava que uma menina jogasse tão bem.
Menina _ Obrigado. Mas ainda não sei o seu nome.
Enrique _Ah! Desculpe-me. O meu nome é Enrique. E o seu?
Menina _ Meu nome é Leopoldina.
Enrique _ Le...Que nome difícil! É africano, asiático ou de onde?
Menina ( Leopoldina) _ Ahh..É de um lugar muito especial.
Enrique _ Especial? Estados Unidos, Europa?
Menina (Leopoldina) _ É o lugar onde a alegria não tem fim.
Enrique _ E existe um lugar assim?
Menina (Leopoldina) _ É claro que existe!
Enrique _ Então me diga onde é pra que eu vá e leve toda a minha família.
Menina (Leopoldina) _ Sua família por enquanto não pode ir, apenas você.
Enrique _ Não entendi. Porquê só eu?
Menina (Leopoldina) _ Porque apenas você foi escolhido pra fazer parte do nosso planeta.
Enrique _ Planeta! Então quer dizer que você é uma E.T. ? Me poupe.
Menina (Leopoldina) _ Você vai comigo ou não?
Enrique _ E minha mãe?
Menina (Leopoldina) - Vai ser tão rápido que ela nem vai sentir sua falta.
Enrique _ É mesmo? E como é que eu faço pra chegar lá?
Menina (Leopoldina) _ Feche os olhos.
“ Enrique obedece ao pedido de Leopoldina”
Dona Inteligência _ Agora abra.
“Abre os olhos e vê tudo ao seu redor”
Enrique _ Nossa! (impressionado) Que lugar é esse?
Dona Inteligência _ Este é o lugar que te falei. Você está no mundo do conhecimento, o lugar onde a leitura é a maior diversão.
Enrique _ E, olha só, você tá diferente! O que aconteceu, você não era humana? Agora tá pequena, voa e até mudou de cor.
Dona Inteligência _ Agora você pode me chamar de Dona Inteligência; sou a guardiã desta terra. Se te impressionei, espere para ver o que vem por ai. Tchau! (sai de cena)
Enrique: Ei, espere! para onde você vai?
Quando Enrique dá os primeiros passos para segui-la...
João lapisinho _ Que pressa é essa?
Enrique _ Quem é?
João lapisinho _ Calma, não precisa ter medo! Eu sou João lapisinho
Sara borrachinha _E eu a Sara borrachinha.
Deco caderninho - Eu sou o Deco caderninho.
Naná lapiseirazinha - Eu Naná lapiseirazinha .
Pedro mochilinha _ Se precisar de alguém pra carregar seus materiais escolares me chame, pois eu sou o Pedro mochilinha.
“As crianças se apresentaram cada uma saindo de um lugar diferente”
Enrique _ O que é isso? Que loucura é essa ? Onde é que eu estou?
Pedro mochilinha: Não se assuste Enrique, pois fui eu e meus amiguinhos que planejamos trazê-lo. A Dona Inteligência teve a ideia de se camuflar para atraí-lo.
Enrique _ Então ela me enganou!
João lapisinho _ Não se irrite! Foi por um bom motivo.
Enrique _ E qual o bom motivo de eu estar aqui, num lugar que eu não conheço, longe da minha família, dos meus amigos, dos meus sonhos...
Sara borrachinha _ Aha! Você tocou no ponto certo.
Naná lapiseirazinha _ É exatamente sobre isso que queremos falar
Enrique _ Falar de meus sonhos? Vocês não o conhecem!
Deco caderninho _ Conhecemos sim!
Enrique _ Como? Quem contou a vocês?
Deco caderninho _ Não precisamos que alguém nos conte. Nós não ficamos sempre no mundo do conhecimento, vez ou outra andamos por outros planetas e vemos as situações de outros povos. A terra é o nosso planeta preferido para visitar.
João lapisinho _ E foi assim que ficamos sabendo que você tem um sonho.
Enrique _ Tá bom, então me digam. Qual é o meu sonho?
Sara borrachinha _ Você deseja participar do concurso de poesias.
Pedro mochilinha _ E já tem a obra.
Enrique _ Até isso vocês sabem.
Naná lapiseirazinha _ Sabemos, e queremos te ajudar.
Deco caderninho _ Também te ajudaremos a realizar um outro sonho.
Enrique _ Outro sonho?
“Nesse momento entra o Senhor Sabedoria, um homem de idade muito avançada (dizem que ele tem milhares de anos) e que leva consigo os traços da experiência. O Senhor Sabedoria é um exímio conhecedor da história universal, e passa isso, através de contos, para as crianças”
Senhor Sabedoria _ Olá crianças!
Todos: Senhor Sabedoria! (as crianças, com exceção de Enrique, correm e o abraçam)
Senhor Sabedoria _ Oi Enrique! Eu sou o Senhor Sabedoria e estou muito feliz por você estar aqui. Gente, hoje o nosso assunto é literatura infantil e eu tenho bons livros de grandes autores para lhes mostrar.
Todos _ Oba!
Senhor Sabedoria _ Mas primeiro quero falar sobre o livro de Enrique.
Enrique _ O meu livro? O que tem ele?
Senhor Sabedoria _ É um livro de poesias, não é verdade?
Enrique _ Sim!
Senhor Sabedoria _ A poesia é muito rica e é uma das preferidas das crianças; nós acreditamos que o seu livro é tão bom quanto os outros e por isso vamos te ajudar.
Enrique _ Mas.. me digam, como vocês podem me ajudar a participar do concurso. A inscrição é muito cara.
“Nesse momento, todos estão bem próximos do Senhor Sabedoria”
Senhor Sabedoria _ Existe um brasileiro muito rico, que vive longe de sua família e muito triste. Ele é quem vai ajuda-lo.
João lapisinho _ Mas Senhor Sabedoria, como ele, existem vários outros.
Senhor Sabedoria _ Porém, ele tem algo a mais que riquezas: muito amor. Procurem por todo Brasil esse homem.
Enrique _ E agora, como o acharemos? (pergunta para os outros)
Sara borrachinha _ A pergunta é: o que faremos para identifica-lo?
Naná lapiseirazinha _ Boa pergunta! Existem milhares de homens ricos no Brasil, que é um país muito grande.
Senhor Sabedoria _ Realmente, o Brasil é um país muito grande, mas pode caber na mão de vocês.
Deco caderninho _ É verdade? Então nos conte como.
Senhor Sabedoria _ Vocês já visitaram alguma vez a biblioteca do mundo do conhecimento?
Pedro mochilinha _ A biblioteca do mundo do conhecimento! Que legal!
Senhor Sabedoria _ Lá encontraremos o que precisamos.
“Todos se dirigem a biblioteca”
João lapisinho _ Olha só que bacana!
Senhor Sabedoria _ Essa é a biblioteca do mundo do conhecimento, a mais completa deste planeta. Aqui vocês podem encontrar todos os livros que quiserem.
Sara borrachinha _ Então é daqui que a senhor tira os livros das estórias que nos conta?
Senhor Sabedoria _ Isso mesmo. Me acompanhem.
“Passados alguns minutos”
Senhor Sabedoria _ Aqui está.
Todos _ Oh! ( se admiram)
“Depois de algum tempo folheando as obras das prateleiras, as crianças se deparam com um livro diferente”
Deco caderninho _ Nossa, que livrão!
Pedro mochilinha _ Senhor, que livro grande e bonito é esse?
Senhor Sabedoria _ Eu lhes apresento o livro voador.
Todos _ Livro voador?
Naná lapiseirazinha_ Será que ele tem asas?
Senhor Sabedoria _ É exatamente essa a moral da história. O livro voador pode ser o que vocês quiserem porque leva as pessoas para lugares nunca vistos antes.
João lapisinho _ Que massa!
Sara borrachinha _ Esse livro é muito interessante, como eu.
Enrique _ Mas me diga, senhor, em que esse livro pode nos ajudar?
Senhor Sabedoria _ Esse livro levará vocês à pessoa desejada.
Pedro mochilinha _ Como ele fará isso?
Senhor Sabedoria - Basta que vocês abram-no e leiam.
“As crianças vão até o livro, abrem a primeira página e começam a ler. Repentinamente um grande vendaval toma a biblioteca carregando todos os livros, inclusive o voador. Elas correm atrás para que este não se perca”
Todos _ Pega ele, pega! (gritam umas para as outras)
“Mas quando veem que não irão conseguir pulam sobre ele, e assim são levadas pelo vento, para longe do mundo do conhecimento, junto com o livro”
Deco caderninho _ Que legal, estamos voando (fala com suas folhas balançando)
João lapisinho _ E olha só lá embaixo, é o mapa do Brasil! O livro está nos levando na direção dele.
“E dessa forma as crianças dão um passeio por dentro do país”
Naná lapiseirazinha _ Olha lá o mapa do Amazonas, Pará e Acre. Como é vasta a nossa Amazônia.
Sara borrachinha _ E olha lá também o Ceará, Pernambuco e Bahia, estados muito antigos e que tem um conjunto arquitetônico enorme. O Nordeste tem muita História pra mostrar.
Pedro mochilinha _ Amigos! É no Centro Oeste que se localizam Mato Grosso, Mato grosso do Sul e Goiás, Além da nossa Capital Nacional: Brasília.
João lapisinho _ Agora estamos na região mais populosa do país, Centro Oeste, Onde estão localizados o maior número de industrias, dentro de grandes estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Deco caderninho: - Olha só, a região Sul tem apenas três estados: Rio Grande do sul, Paraná e Santa Catarina
Enrique _ Então está na hora de fazermos um passeio turístico a pé.
“Obedecendo à vontade das crianças o livro desce. Elas viajam por todo país a procura da pessoa indicada pelo Senhor Sabedoria; passam pelas geleiras do sul, se assustam com os arranha céus do sudeste, andam de barco pelo pantanal, banham-se nas praias do nordeste e se perdem pelas matas da Amazônia.
Porém, a cada lugar que passavam a tristeza de Enrique só aumentava, pois não conseguiam achar o que procuravam”
Enrique _ É pessoal! Já passamos de cidade em cidade, estado em estado, de selva em selva, de mar a mar e não achamos ninguém como disse a Senhor Sabedoria. Acho que é melhor desistir.
João lapisinho _ Não, por favor, não faça isso!
“As crianças insistem para que Enrique não desista de procurar mas não conseguem convencê-lo”
Enrique _ Eu não quero mais!
“Quando grita essas palavras a fantasia se desfaz. O vendaval vem novamente e leva as crianças de volta a biblioteca do mundo do conhecimento. Enrique olha ao redor, vê tudo arrumado e o livro voador lá, em sua prateleira; é quando ele cai num sono profundo. Ao acordar...”
Enrique _ Eu voltei para o campo de futebol. Minha mãe deve tá uma fera comigo por ter ido para longe sem a permissão dela.
Amigo _ Enrique, cadê aquela menina que estava jogando com você ?
Enrique_ Ela já foi a tanto tempo!
Amigo _ Tanto tempo o quê rapaz ? Ela estava aí agorinha!
“Enrique percebeu que ‘na realidade’ ele nunca tinha saído dali”
Enrique _ Eu devo estar ficando louco. Tudo não passou de uma ilusão: Dona Inteligência, Senhor Sabedoria, o livro, as crianças, a viagem pelo país...Ah! Deixa pra lá. Vou é pra casa comer e descansar.
“Finalmente chegou o dia do concurso de poesias. O evento, num teatro da cidade, era aberto ao publico, e Enrique foi assistir. Na entrada havia um mural com o nome dos participantes e suas obras. O menino ficou muito triste por não ver o seu.
Chegado a hora, iniciam-se as apresentações. Enrique e sua mãe assistem com atenção. ‘Cada poesia mais linda que a outra’ dizia o garoto. Nisso, um homem muito elegante se aproxima e senta junto a Dona Tânia, chamando a atenção do menino”
Enrique_ Quem é esse? (pergunta para à mãe)
Dona Tânia _ Não conhece mais o seu pai?
Enrique_ Pai! (Essa exclamação mostra o quanto o garoto ficou radiante de ao ver novamente seu ente querido)
“Os três se abraçam por longos minutos”
José _ Filho, você não sabe o quanto sofri nesse tempo longe de vocês. Mas agora poderei lhes dar uma vida melhor. Fui classificado a um alto posto no trabalho que realizei na África e agora tudo vai ser melhor.
Enrique _ Que legal!
José _ E para você, tenho uma surpresa que saberá agora.
“O ultimo poeta tinha acabado de recitar, porém...”
Apresentador do concurso _ Ei, esperem! Ainda tem mais uma pessoa pra se apresentar. E o nome dele é Enrique!
O garoto não consegue segurar a emoção ao ouvir o seu nome.
“Enrique sobe no palco ainda sem acreditar no que está acontecendo, e antes de declamar a sua poesia diz estas palavras:
Enrique _ Muitas poesias, como toda arte, contam as estórias de nossas vidas. Esta não era a estória da minha vida, mas agora passou a ser. Esta poesia se chama “O livro voador”
Dito isto ele declama a sua poesia, que é uma das mais aplaudidas do concurso”
José_ Gostou da surpresa?
Enrique_ Muito!
José_ Sua mãe me contou sobre o seu desejo de participar deste concurso, então o inscrevi. Agora me explique, o que quis dizer sobre a estória de sua vida? Quem mudou sua estória?
Enrique olha no andar de cima do teatro, lá nas ultimas cadeiras e sorri. Seus pais não veem ninguém mas ele sim. Era a turma do mundo do conhecimento sorrindo e dando tchauzinhos pra ele. Então responde ao pai:
_ Eu bem sei quem mudou minha história.

-29-
CONCRETO (Poesia BRita)
BRita BRazil

BRita, água, cimento e areia.
BRITA< ÁGUA< CIMENTO E AREIA.
POESIA CONCRETA.

-30-
Um Sonho
Haydée S. Hostin Lima

Falas uma fala de alegria.
Interrompes o sono com conversas
sem nexo de muitos objetos e cores.
Na friagem da noite
envolta na maciez das memórias
que aquecem sou sobrevivente:
e sobreviver no mundo é poder
interromper a programação
e dizer um poema largo de ondas
e assobios.

Agora acordada estendo
olhos e pernas para o rio
caudal de sangue onde as
tramas da genética me traem.

Ainda tenho o resto da noite.
Logo a madrugada dará trégua
e uma longa manhã fará
a faxina dos sonhos.

Então: o olhar trará um brilho
recém nascido
e uma saudade desconhecida
de janelas abertas. Outro sonho?

-31-
Mulheres da minha vida
Leandro de Assis

O primeiro abraço que recebi foi de uma mulher
Fui colocado em seus braços, recebi teu sorriso
Recebi teu abraço e chorei.
Dela recebi o primeiro beijo, o primeiro banho,
O primeiro afago e percebi o que é o amor.
De uma forma tão especial cuidou de mim
Com seu carinho, com seu afeto e sua atenção.
Ensinou-me a ler, a escrever e principalmente,
Deixou-me ser criança, fez-me uma pessoa feliz.
Um dia cresci e achei que era hora de sair do teu seio,
Muitas madrugadas perdi, tentando me divertir de um jeito
Que ela não me ensinou, enquanto isso ela orava por mim,
Dizendo: “Deus, no momento não sei onde está meu filho,
O Senhor que sabe todas as coisas, cuida dele por mim?”
E assim, Deus colocou no meu caminho, outra mulher.
Mas como parece a mesma, apesar da mudança na essência do amor,
Esta também me conquistou, também cuida de mim, eu também a amo
E ela também me faz feliz.
Parabéns minhas mulheres, pois vocês que me completam
Vocês que me alimentam, sem vocês não sei quem sou.
Obrigado meu Senhor, por colocar em minha vida essas mulheres.

-32-
ODE AO VER-O-PESO
Sérgio Martins Pandolfo

Venham ver a maravilha
brasileira de Belém,
é o Ver-o-Peso que brilha,
feira aberta e cais também.

Ver-o-Peso de Belém,
maravilha brasileira,
feira que “de um tudo” tem,
és parauara faceira.

Ver-o-Peso, cais histórico
onde aportam as vigilengas,
c’os tripulantes eufóricos
e as frutas verdoengas,

Ah, canoas vigilengas
d’albor do meu Ver-o-Peso,
com as frutinhas verdoengas
e causos d’amor em vezo.

Ver-o-Peso maravilha
com seus barcos multicores,
que vão das velas à quilha
transportando mil valores.

Peixes, frutos e salgados,
utensílios singulares,
pra ver o peso e aviados
a preços bem populares.

Ver-o-Peso de Belém
tem raiz, capim cheiroso
e ervas que vão tão bem
pra tirar o catingoso.

-33-
Que Contraste!
Silvia Benedetti

Ponto por ponto,
Laçada por laçada
Fui tecendo
Aos poucos

Um manto
Repleto de sonhos,
Pleno de carinhos...

Ao usá-lo
Surpresa verifiquei:

Teci as tramas
De um manto,

Que só agasalha
Saudade!
Que contraste!

-34-
Busca
Silvia Benedetti

Quando
Estas amarras se soltarem,
Liberta irei te procurar.
Onde? Não sei...
Certamente singrarei os mares,
Cruzarei os ares.
Sôfrega a te procurar,
Pisarei estrelas,
Cortarei o éter imensurável
Para viver enfim,
A eternidade do meu amor.

-35-
Futuro
Silvia Benedetti

O futuro
Se decide
Muitas vezes
No simples espaço
De um passo...
De um gesto...
De ou olhar.
Num limitado espaço
Cabe a dimensão
Da vida...

-36-
Mosaico de Versos... (I)
Joyce – Lu@zul

Prossigo unindo Letras... Palavras em Versos.
Mosaico de Versos- relembranças... sentimentos,
Levados ao léu pelas Brisas e Vendavais!

Esqueci, um pouco, dos outros.
Lembrei-me que ainda existo:
Sinto... Penso... Reflito!

Desejo, simplesmente, voar.
Ser um pássaro gigante:
“Águia-fenix”... Neste Instante!

Como é bom recordar sonhos,
Relembrar quimeras, rever miragens,
Alimentar esperanças de Dias Risonhos!

Estou só. Envolvo-me na Paz da Lua...
Um lindo luar, qual esteira flutua.
Lua vai passando... Entre Estrelas se Oculta!

Haverá troca de sóis e troca de luas...
Ponteiros de relógios – Insones...
Amanhece- Aurora, Novo Dia!

Porto Alegre-RS, 23/08/2012- 05h00min

-37-
Egotrip
Akasha De Lioncourt

Eis-me aqui, diante de mim!
Desprovida de todo o sentimento,
Alma nua, num eterno lapidar,
Buscando meu ego, meu EU, meu pensamento.

Olho-me no espelho, mas não me reconheço,
Há muito já não vejo em nós as semelhanças,
Quem sou eu??? Olho, analiso, repenso,
Sou alguém que sobrevive de esperanças.

Desnudando os sentimentos, a alma em festa,
Sobrevoando, leve, por todos os meus dias,
Revendo dores, alegrias, sonhos e dissabores,
Redescobrindo um velho baú com antigas poesias.

E, nessa egotrip de proporções poderosas,
Vejo tudo de mim: o belo e o feio...
Muito me assustam as sombras obscuras,
Mas, também me consolam as luzes maviosas.

Uma busca incessante, alucinada,
Mas, que a cada dia mais me entusiasma.
Afinal, sou eu dentro daquele espelho,
E, a qualquer momento, será inevitável, nos encontraremos.

Nessa luta, não há vencidos ou vencedores,
Apenas guerreiros cansados e enlutados,
Choram suas perdas, mas, festejam suas glórias,
Será sempre assim, sem vitória e sem derrota!



-38-
A Dor Que Mais Dói.
Akasha De Lioncourt

A dor que mais dói, eu a sinto,
Não é a saudade, é a mentira.
Ilusão que o tempo desmascara,
E nos cava, no peito, uma sepultura.

A dor que mais dói, não a desejo,
Nem mesmo àquele que ma provocou.
Se morro, levo comigo toda a angústia,
De um lindo amor que não se realizou.

A dor que mais dói, ainda latente,
Faz-me escrever esses versos de amor.
Busco abrandar a tamanho sofrimento,
Pois não pode ser eterno esse dissabor.

A dor que mais dói, comigo carrego,
Ela entorpece, emudece, adormece.
Os meus sentidos já não consigo externar,
Estou morrendo, e nem teu amor me pode agora salvar.

A dor que mais dói, já não dói tanto,
Trucidou-me os sentidos, matou minh’alma.
Destroçou esperanças, pousou em meus sonhos,
Nada mais me resta, além da espera calma.

A dor que mais dói, já não mais existe,
Levou consigo o melhor que havia em mim.
Hoje sou apenas sombra do que fui outrora
E nada mais em mim há para se apagar...



-39-
Degraus da Vida
Akasha De Lioncourt

Quando galgares os degraus da tua vitória,
Saibas alcançar o topo com humildade.
De nada adianta usares tanta arrogância,
Se desconheces a tua inteira verdade.

Se usas de artifícios para subirdes,
E estes depuserem contra o teu caráter,
Cuida, ainda que sejais ateu:
Ação e Reação até a física já concebeu!

Não basta ides ao topo, se lá não te mantiveres,
A queda é dolorosa e pode trucidar-te
Sejais vigilante, não temais, mas observas,
Orar e vigiar: certamente irão salvar-te!

Felizes são aqueles que lutam por toda a vida,
São eles venturosos, conhecem o sabor da vitória.
Imprescindíveis, assim podem ser chamados,
Aqueles que, honradamente, fazem a sua história!

E, tomai cuidado quando pisardes em alguém,
Pois certas feridas nem o tempo as cicatriza.
Mas, se viverdes com sapiência em abundância,
Sereis por demais venturoso em tua vida!



-40-
Canção de Amor
(Para Lestat)
Akasha de Lioncourt

Eu quero compor uma canção de amor,
Que fale plenamente dos meus sentimentos,
Expor, em palavras, o que me vai no coração,
Criar, com elas, lindos versos cheios de emoção.

Preciso dizer o que me vai n’alma,
Que tomou conta do meu ser e da minha vida,
Um sentimento poderoso, pleno, cheio de vigor,
Me impulsiona, me impele a lutar e grita: Avança!

Quero compor uma canção de amor,
Porque esse sentimento aumenta dia-a-dia,
Transborda por meus olhos, minha boca, meu coração,
Escorrendo, pelos dedos, com a pena expresso-o, então!

Não sei se é amor, mas, não é mera paixão.
Tem seus riscos e obstáculos, afinal, vem do coração!
Mas, ainda que o medo venha me assombrar,
Não há mais condições e nem eu quero retornar.

Quero compor uma canção de amor,
Para, com ela, te ajudar a enxergar,
Que este é o presente momento de a gente vivenciar,
Esse lindo sentimento, que insiste em nos rodear.

Quero, sim, uma linda canção de amor,
Cheia de Luz, de Paz, repleta de vida,
Para enfeitar nossos sonhos e perspectivas,
E nos embalar neste caminho que só reconhece o ponto de partida...

Ah, que linda a nossa canção de amor!!!



-41-
Grávida
Akasha De Lioncourt

Estou grávida
Grávida de sonhos
Esperanças
Amor...
Grávida de um futuro
Promissor,
Cheio de Luz
Claridade...
Clareou
Completou...
Completude...
Grávida,
De VIDA
De AFETO
Gravidez de bênção
Essa minha...
Porque ela me trouxe
Você...
Estou grávida,
De planos,
Meus e seus
Nossos...
Sempre nossos...
Gravidez esperada,
Por eras,
Séculos...
Muitas vidas!
Estou grávida
De um futuro bom
De vida conjunta
De sons maviosos
De filhos maravilhosos
Estou grávida
Feliz e amada
Amando e grávida...
Sem qualquer gravidade...
Repleta de felicidade...
Grávida...
De nós...
Amo você...
Do tamanho
Da minha alma!

-42-
Tudo é uma questão de ótica
Judite K. Sebastiany

Hoje em dia, os jovens são mais atrevidos,
Ou são mais autênticos e menos fingidos?
Aqui há mais corrupção que antigamente,
Ou há mais denúncia e ação diligente?

Os seres humanos são maus, destruidores,
ou capazes de preservação, construtores?
Por toda parte só se vê dor e discriminação,
Ou se vê muita liberdade de manifestação?
Ninguém investe na educação nesse Brasil,
Ou há ciclos, bolsa-família, merenda, reforço?
Transporte escolar, tri estudantil, esforço
Para manter alunos na escola -turno integral.

Brasileiro só gosta de futebol e carnaval,
Ou curte barzinho, cinema, teatro, coisa e tal?
Passear no parque aos domingos, bicicleta...
Amigos, natureza, alegria, parques em festa.

Muitos de nós tem um olhar viciado.
De tanto reclamar, ficaram acostumados.
Muitas coisas mudaram para melhor.
E muito há o que fazer ao meu redor.

Basta mudar a lente: grau, ângulo, cor.

-43-
Revivendo
Mariângela Repolês

Ao mirar para trás, tenho a sensação de que toda minha história feita de silêncios valeu a pena.

Na infância, a vida fugaz e transitória se passa como uma chuva de verão e meu corpo de menina que era como um carvão, lapidado pelo tempo, se voltou diamante de deslavado resplendor arteiro, e hoje as doces lembranças sempre insistem em fazer parte deste cenário infantil de minha vida.

A menina urbana quando deixava a cidade, ia pelos campos floridos para ver o sol adormecer assim que chegasse seu sono ao fim do dia, se perdia entre os galhos das árvores, em busca de frutos maduros, viajava pelo céu estrelado guiada pela lua que vivia dentro dela,vagueava por terras distantes sem sair do lugar e inocentemente fazia coisas do arco da velha.

E seu coração pulsando, a uma incrível cadencia de cem vezes por minuto, encerrou sua melodia, anunciado a chegada de uma nova vida que seria sua adolescência.

E assim de repente minha alma passou a ser habitada em um corpo latifúndio de desejos - entre a cruz e a espada - sufocada em uma moral paternalista imaculada, afugentando e exorcizando os fantasmas dos pecados.

Houve noites que dancei sozinha ouvindo Caetano Veloso para espantar os anseios, como se o amanhã não importasse naquele momento e nem sonhava que desejos descontrolados iriam preencher páginas e mais páginas em meu diário .

Em breve tempo adormeceu esta fase e me despertei mãe.

Em Ave Maria, cheia de graça, a senhora da vida, gerou em seu ventre seus frutos benditos, se refugiou sob um manto sagrado, se surtou com a chegada da primeira filha, padeceu no paraíso que só as mães conhecem verdadeiramente, buscou o bálsamo dentro de si mesma e simbioticamente aprendeu a ser mãe simplesmente.

Esqueci de mim mesma, mas nunca deixei de ser doce menina com um quê de primavera, de ser sensual namorada com um quê de verão, de ser ardente mulher, com meus lábios cálidos, com um quê do inicio do inverno, de ser amante com uma fragrância proibida, de ser mãe cheirando à brisa de um outono e de ser avó - passageira de todas as estações -em ternura que entra por meu corpo, diante da irrevogável lei que rege a vida ,impregnada de poeira cósmica .

Apesar da volatilidade peculiar do tempo e da perenidade da vida, fechei muitos ciclos e outros abri e seria uma heresia dizer que não sou feliz.

Muito mais que se pensa, o íntimo de uma mulher é um oceano profundo, cheio de futuros sonhos silenciosos.

E como bem disse Gonzaguinha :“Começaria tudo outra vez
Se preciso fosse, meu amor
A chama em meu peito
Ainda queima, saiba!
Nada foi em vão...”

-44-
Reviviendo
Mariângela Repolês

Al mirar para, tras tengo la sensación de que toda mi historia hecha de silencios valió la pena.
En la infancia, la vida fugaz y transitoria se pasa como una lluvia de verano y mi cuerpo de niña
que era como un carbón, lapidado por el tiempo, se volvió diamante de deslavado esplendor
artero y hoy, los dulces recuerdos siempre insisten en hacer parte de este escenario infantil de
mi vida.

La niña urbana, cuando dejaba la ciudad, iba por los campos floridos para ver el sol
Adormecer así que llegaba su sueño al fin del día, se perdía entre los gajos de los árboles,
en busca de frutos maduros, viajaba por el cielo estrellado guiada por la luna que vivía
dentro de ella, vagueaba por tierras lejanas sin salir del lugar e inocentemente hacía cosas del
arco de la vieja.

Y su corazón latiendo, a una increíble cadencia de cien veces por minuto, encerró su melodía,
anunciado la llegada de una nueva vida, que sería su adolescencia.
Y así de repente mi alma pasó a ser habitada en un cuerpo latifundio de deseos - entre la cruz y
la espada - sofocada en una moral paternalista inmaculada, ahuyentando y exorcizando los
fantasmas de los pecados.

Hube noches que dancé solita oyendo Caetano Veloso para espantar los anhelos, como si la
mañana no importase en aquel momento y ni soñaba que deseos descontrolados irían rellenar
páginas y más páginas en mi diario.

En breve tiempo adormeció esta fase y me desperté madre. En Ave María, llena de gracia, la señora de la vida, generó en su vientre sus frutos benditos, se refugió bajo de un manto sagrado, se descontroló con la llegada de la primera hija, padeció en el paraíso que sólo las madres conocen verdaderamente, buscó el bálsamo dentro de si misma y simbióticamente aprendió a ser madre simplemente.

Me olvidé de mí misma, pero nunca dejé de ser dulce niña con un qué de primavera, de ser sensual novia, con un qué de verano, de ser ardiente mujer, con mis labios cálidos, con un qué del inicio del invierno, de ser amante con una fragancia prohibida, de ser madre oliendo a la brisa de un otoño y de ser abuela - pasajera de todas las estaciones -en ternura que entra por mi cuerpo, delante de la irrevocable ley que rige la vida, impregnada de polvo cósmico.

A pesar de la volatilidad peculiar del tiempo y de la perennidad de la vida, cerré muchos ciclos y otros abrí y sería una herejía decir que no soy feliz.
Mucho más que se piensa, lo íntimo de una mujer es un océano profundo, lleno de futuros sueños silenciosos.

Y como bien dijo Gonzaguinha :”Comenzaría todo otra vez
Si preciso fuera, mi amor
La llama en mi pecho
Aún quema, ¡sepa!
Nada fue en vano...”

-45-
Vida no Campo
Sônia Rêgo

No campo, o dia amanhece
ainda frio, pela distância do Sol.
Vai começando a lida,
sob as luzes do arrebol...
Naquele velho ranchinho,
com encanto segue a vida.
Lá vai o Zé pro curral,
atrás do leite quentinho.
Maria fazendo o café
e bolo de fubá delicioso,
ganhando do Zé cafuné,
corre e bota milho pras galinhas,
vai abrindo o galinheiro,
pega água na cacimba...
Vai lavando o chiqueiro,
vigiada pelas andorinhas,
com prazer e com tarimba.
Fogão à lenha aceso.
Bolachas de leite: azedo...
Torresminhos pro feijão,
jogando no tempero o segredo.
Manteiga derretida para o pão.
Vida no campo é assim...
Uma paisagem tranquila.
De longe se sente o alecrim
e se vê a fumaça da chaminé.
Charrete saindo para a vila,
com aquele doce pangaré.
Suprimentos que não tem fim

SP – 05/06/12

-46-
Paralelas
Andrade Jorge

No fio das paralelas do destino
caminhei,
e na frugalidade matinal
sem siso ou tino
afoitamente fui atirado nesse debate,
e no calor do meio dia,
entre acordes e desacordes,
observando a realidade fria,
entre cantos e desencantos
li o contexto desse embate,
porém já era mais um pelejando nesse combate;
Assim seguindo o ritmo, seguindo a reta,
caminhando no meio fio das paralelas,
sentindo o bate, rebate,
na doce tarde me refiz
descansando, repousando nos braços delas,
quando busquei sentido, procurei ouvido,
todavia já era noite, ninguém me quis.

31/01/2006 

-47-
Fuga
Andrade Jorge

Fugir
fingir
sair
esquecer
aprisionar no peito
um sentimento
agora
meio sem jeito,
fazer
da lembrança
um triste lamento,
o que somos afinal?
Paria?
Excluído?
Louco varrido?
Doente contagioso?
Ou amante furioso?
Mas tudo se resume
numa sentença final;
Fugir?
Como?
Se ninguém foge de si mesmo...
Nem eu, nem você.

22/02/07 

-48-
Apenas Palavras
Paulo Rodrigues

Suas palavras são belas
repleta da doçura da sua alma.
Mas são apenas palavras,
palavras ao vento.

Sua frieza
surra meus sentimentos.
Sua indiferença
machuca meu coração.

Quero mais que uma poesia.
Quero uma linda história de amor,
os nossos nomes
desenhados no coração
com beijos molhados,
o doce toque da pele
e seu perfume no ar.

Sorocaba/SP



-49-
Fuga
Paulo Rodrigues

O prior promotor é a consciência.
Todos querem ajudar, apoiar, consolar.
Mas são apenas palavras
que o vento forte,
forte bate e leva.
E as palavras que registrem as tempestades
chegam sem sentido.
Entram e saem sem prestar assistência

Se eu mesmo não me aceito
quem vai me aceitar?

Vivo fugindo de mim mesmo
e já não sei onde me esconder
Até mesmo nas profundezas do mar
eu me encontro
sem precisar ao menos me procurar.
E assim estou fugindo
e sempre me encontrando.

Se eu mesmo não me aceito
quem vai me aceitar?

Sorocaba/SP



-50-
Delírio
Paulo Rodrigues

Tenho febre
e minha cabeça dói.
Mas minha mão
não tem pena de mim!

Impiedosamente
insiste em traduzir
em palavras
minha solidão.

Mesmo sabendo que estas palavras
nunca conseguirão dizer
o que se passa dentro de mim. 

-51-
Mulher...
J.J. Oliveira Gonçalves

Ah, o significado ímpar e emblemático do ser mulher... musa, fonte inspiradora – do poema, da rima, do verso do vate. A mulher guarda o Prazer do ventre, (cálido e amoroso!), e o Êxtase da Alma... Ah, as mulheres... Esses seres enigmáticos que escondem Segredos e Mistérios... Intuitivas, práticas... próximas e distantes... Às vezes, o coração retumbante... feito o Mar a galopar entre cristais de espuma e sal... Às vezes, a Alma profundamente calada... Lua a velejar sua leitosidade fluorescente por alamedas de Estrelas diamantinas...

Ah... a Mulher... Namoradinha do ingênuo Sonho de Amor de "um Amor e uma cabana"... Companheira de ombro-a-ombro no cotidiano denso e estressante... Mulher de Ilusão, de Sedução, de Emoção... Que me pega o coração e o convence a rabiscar versos Utópicos... Rimas que me seduzem os olhos e me excitam os Sentidos!

Ah, a Mulher é essa Magia incompreensível... Essa Inspiração ilimitada do Vôo Poético no Imaginário da Lira... Que o poeta tange mas não compreende... Que o poeta Ama e não conhece!

Porto Alegre/RS

-52-
"Folha"
J Otoniel Poeta

Estive seriamente a pensar haver uma folha
Uma folha perdida sem rumo que há muito
Tempo o vento levou como da água uma bolha
Levou-a como aquelas que vão pelo mundo
Muitas vezes nela escrita está uma mensagem
de amor
Vagando por terras e lugares indefinidos
Na esperança que alguém por curiosidade a recolha
E nela conter palavras semelhantes as dos aflitos
De alguém com seus sussurros nessa perdida folha
Fez seus lamentos nela serem escritos

Desperta-me uma vontade de poder recolhê-la
E muito curioso ficar sabendo ao lê-la
Os segredos de alguém que de dizer
Não teve a coragem
Passando assim a escrever
Abordando em desabafo uma mensagem
Expressando seus sentimentos
E como duma árvore caída
Levada foi pelos ventos
Ventos que sopram às serranias e veredas
Conduzindo-a sem destino certo ou saída
Do modo como leva das pessoas incertezas

Como o poeta seus rimados versos compõe
Publica-os sem saber que repercussão irão ter
Poderão servir de acalanto a quem chora, supõe
Que escondidinho em seu canto
Ouviu ou pode ler passando a parecer
O anônimo poeta saber algo sobre o seu pranto
Talvez possa acontecer que o ouvinte ou leitor
Não veja em seus versos nenhum pranto nem dor
Muito pelo contrário soube expressar sua alegria e paixão
Contidas nas veias do seu apaixonado coração 

-53-
Nosso Canto de Paz
Dido Oliveira

 

Ai como é bom poder cantar
Iô iô, iá, iá
Trazendo toda energia
Na melodia a gente vai se encontrar
E a esse mundo levar
Um pouco de alegria
Na melodia a gente vai se encontrar
E a esse mundo levar
Um pouco de alegria

É tão bonito
Ver toda galera dançando
Brincando, pulando, cantando
Batendo na palma da mão
E o coração
Explodindo de tanta alegria
Unidos ha mesma folia
Aqui todo mundo é irmão

Se a gente faz ô, ô, ô, ô
E a galera responde ô, ô, ô, ô
Já não fica tão longe ô, ô, ô, ô
Nosso canto de paz!

-54-
Nos encantos do mar
Roseleide Santana de Farias

Passaram-se os meses, a tua ausência doeu
Eu busquei nessas ondas revoltas do mar,
Lavar as saudades que me teimam em ficar.

Inquieta eu te chamo, em alta voz eu clamo.
Os ecos respondem: _ sou apenas a bruma,
Preenche o vazio, esta tua sede de amar...

Derramo os meus sonhos nas vagas perdidas.
O meu pranto, minhas lágrimas, tão doloridas,
Misturam-se às águas o meu corpo em chamas.

Embalada, encantada, envolvo-me no azul,
Nos mistérios infindos, profundos do além,
Te abraço num sonho, te quero, não vens...

Nas cores do arco arco-íris, prevejo harmonia
Promessas eternas a me trazerem alegria
No encontro das águas e no azul deste céu,
Minh´alma se alegra, sei, te encontrarei um dia!

-55-
Esquecimento
Roseleide Santana de Farias

Te esquecestes de mim,
já não me queres tanto assim,
feito o vermelho carmim
que da minha boca saiu,
após calorosos abraços,
os ansiosos beijos teus.

Te esquecestes de mim,
meu doce, apaixonado amor,
deixando em meu coração
mágoa, tristeza, saudade, dor.

Te esquecestes de mim,
após ser a chuva que chegou
e a minha alma umedeceu,
o meu corpo aqueceu,
para estimular-me ao amor.

Te esquecestes de mim,
como a ave que deixa o ninho
após em meu coração fazer morada
e agora ficar sozinho, com frio.

Te esquecestes de mim,
deixando minha alma assim,
me doendo este vazio

na falta do teu calor.

Esquecestes de mim, meu amor;
já não iremos nos ver,
não irei sentir os riachos murmurantes,
ouvir os pássaros cantantes,
na minha vida solitária sem você.

Serei fogueira sem lume,
sem delírios de amor,
já não serás meu príncipe,
minha vida seguirá vagante,
Meu amado rei e senhor!

-56-
Filhos de Maria
José Augusto Silvério

Triste momento que a luz,
Bateu no rosto de JESUS,
Mostrando pra sofrida mãe,
Seu amado filho na cruz.

Eram lagrimas de dor.
Mas tão repletas de amor,
Que onde caia brotava uma flor,
Brilhando com todo esplendor.

Flores lindas que exalavam,
Um gostoso perfume de fé.
Saídas do pranto da mulher.
Mãe de JESUS de Nazaré.

Acompanhando o seu filho,
Em toda sua nobre trajetória.
Mostraste a dignidade de mãe.
Ficando nos anais da história.

Mesmo quando seus apóstolos queridos,
Abandonaram seu mestre saindo fugidos.
A mãe estava sempre firme ao seu lado.
Sofrendo aos seus dolorosos gemidos.

Mães são como aurora de verão.
Possuem um imenso coração.
São berços que dão sustentação.
A qualquer País, a qualquer Nação.

Possuem uma linda luz.
Que emanam somente dela.
É como uma grande aquarela.
Pintando este mundo de JESUS.

Espalhando a essência do amor.
Alimentando assim no seu seio.
Com todo o seu imenso calor.
A família de onde és o esteio.

E quando JESUS lhe disse.
-Mulher eis ai o teu filho.
Nos tornou grãos do mesmo milho.
Unidos em família como irmãos.
Filhos de MARIA do sagrado coração.

-57-
Cantar o Amor
Malú Ferreira

A vida olhando de baixo para cima é perfeita
Olhando do alto encanta-me
O-Mar
A-Mar
Perfeito... encontro
Doce...Encontro
Vida em abundancia

Sintonia de energia ,paz
Porque será?
Que Deus fez tudo tão perfeito
Ao ponto que eu não consiga
Descrever nas letras que redijo
Ou no clamor da minha voz
O amor

Gritar o amor...

A brisa que toca meu rosto
O orvalho que desliza em meu corpo
Em noites de insônia
É tão nítido que amedronta.

Para que existe o amor?
Se tudo é tão perfeito!

Se a vida de cima para baixo é puro encanto
Deixe-me então...
Colocar os pensamentos em tuas mãos?

Que sejam então...Astros de Deus...Sobre águas a navegar...
Deixe amar
Escreva o amor
Viva o amor.

-58-
Terra
Malú Ferreira

Olhar penetra o tempo, penso.
Como é belo meu amor por ti
Terra,
Abro as janelas dos meus olhos.
Transformo tudo em sonhos.
Gaivota veloz contorna.
As quatro estações.
Depara-se ao outono
Por entre folhas e raízes
Adentra espaços dormidos.
Primavera, verão, existência de vidas.
Silhuetas caliente.
Lábios rosados degustam águas do mar.
Dia e noite, momentos eufóricos.
É a estação dos amantes prestes a chegar
Doce inverno aquece almas.
Corpos desnudos, submersos aos lençóis.
Risco de luz cruza o céu,
Ronca a terra.
Nubla.
Folhas desprendidas ao ar.
Da janela da vida observo calada.
Outono dos dias idem.
Eu aqui apaixonada por ti
Terra.

-59-
A Espera de um Novo Amanhecer
Malú Ferreira

-60-
Entardecer
Malú Ferreira

O pássaro busca sua morada
O sol acena um adeus
O sino da igreja soa
É hora da Ave Maria
Rogais por nós... Pecadores
Pelas crianças, jovens e idosos.
Que o amanhã seja de luz
Que aja paz no universo
Ainda que chova granizo sobre a terra
Que o bem vença o mal
Que o amor não caia no esquecimento
Dezoito horas...
Deixe-me ouvir o cantarolar dos pássaros...
Sinto-me flutuar...
É o entardecer
Adormecendo em meus braços

-61-
Paraíso Silvestre - Um Lugar CAPPAZ
Joyce Lima Krischke

Ah! Como é belo ouvir passarinhos,
Cantando seus belíssimos trinados.
Pássaros por minha mãe amados,
Que voltam à tarde aos seus ninhos...

Paraíso... Que meu pai construiu
Com minha mãe plantando suas flores
Acácia com flores... Seus amores!
Hoje, as flores alguém destruiu...

Também, alguém belos galhos cortou
Socorro, ai... ai! Quem lhes machucou?
Sem piedade, agrediu Mãe Terra!

Sim, CAPPAZ nesse local tem sede
-Não me destruam- a Mãe Terra pede
Saibam quem agride árvores erra!

Porto Alegre (Paraíso Silvestre-Lami), 29 de agosto de 2012- 14h00min

-62-
Um Sonho Real
Fernando Alberto Salinas Couto

O mundo sonolento
está preste a acordar
livrando-se do pesadelo.
Vai chegar esse momento
em que o bem vai dominar
todo o mal, sem apelo.
Ganharão todas as flores,
a família, a ética, a moral...
e essa inversão de valores
encontrará o seu final.

A mulher será valorizada
pela alma que carrega;
sentirá o que é ser amada
pelo que tem de verdadeiro
e o amor será sublime,
não precisando de dinheiro,
mas da doação que exprime.

Ah! Minha amiga poetisa,
o que eu falo é coisa séria.
Nosso sonho não é Utopia...
Fé é tudo o que ele precisa
para extinguir a corrupção,
para ver o fim da miséria
e que esta vida seja poesia
de paz e amor no coração.

SP – 13/04/10

-63-
Resgate
Lourdes Ramos

Menino traquina
Escute o que digo
Não corra da vida
Não corra perigo

Não mate não morra

Não use e abuse
Não use Internet
Nem computador
Nem o celular
Nem o videogame
Nem videocassete

Não seja “laranja”

Você é criança
Precisa brincar

Brinque no campinho
Jogando um bolão
Empinando pipa
Jogando pião
Brincando de pique
Ou de pega-pega

Não de mata-rata

Não se entregue à cola

Lembra do recreio?
Venha sem receio
Volte para a escola

É lá que te quero
Que te quero bem
Seu lugar vazio
Deixa um calafrio
Em meu coração

Sua vida breve
Segue como um rio
Está por um fio
Futuro sem glória
Sua mãe que é pai
Irmãos sem história

Menino sem rumo
E sem sobrenome
Dê-me um sorriso
Que só você tem
E que é tão preciso

E não peça esmola
No sinal de trânsito
Com seus malabares
Porque há saída
Porque Deus é pai

Volte a ser criança
Mude seu caminho
Trace seu destino
Aceite um carinho
De alguém que te espera
De alguém que se importa

Brincar é preciso
Brinque de carrinho
E de jogar bola

Não caia no mundo
Não caia do muro
Existe uma porta
Passando por ela
Há uma esperança
Lá no fim do túnel
Existe uma luz
Menino criança
Volte à sua Escola!

-64-
Súplica
Ana Teresinha Drumond Machado

Que vejas meu medo para cegar minha insegurança.
Que respeites meu silêncio para minha alma falar.
Que aceites minha fragilidade para que sinta pujante.
Que avistas meu luto para que um dia venha eu sorrir.
Que envelheças comigo para que nosso espelho reflita vida.
Que nosso calor não seja apagado pela frieza do tempo.
Que eu seja como toda mulher: apenas Mulher.
E tu, minha devotada paixão!



-65-
Liberdade
Ana Teresinha Drumond Machado

Diante da face azul celeste
sou ave solta no céu matinal da montanha
que em curva asperge liberdade infinita
deste finito e desalado ser,
sobretudo desalgemado.

Pensar ...
Infinitamente ...
pensar
sem medo, sem cercadura,
sem alma dura
tem a maciez cristalina de brisa
leve.

Liberdade ...
mata fome sem comer,
cessa sede sem beber,
alça voo sem voejar,
sem pestanejar.
Liberdade é grito desengasgado,
é graça aérea dispersora de paz.
Liberdade!
Libertação que nos satisfaz!



-66-
Desejo
Ana Teresinha Drumond Machado

Que nenhuma estrela atreva-se a te beijar...
Que nenhuma deusa seja a tua musa ...
Que nenhum vento queira te levar.
Quero ser para ti a estrela maior
Da alquimia grega: a Afrodite
Que ame com acesa paixão;
E a que o leve
aos planos celestiais.
Quero ser ti, ainda,
A brisa terrestre a cadenciar
Teus pensamentos como o florir
Das ondas rasgadas na fina,
Quarada areia do Aruba.



-67-
Sensibilidade delineada
Ana Teresinha Drumond Machado

Não quero falar da sensibilidade
ordenada...saturada de pura emoção.
De oscilação meus versos serão
entre o indizível,
entre a sonoridade do som
entre a cognição dos sentidos.

Não quero me apegar
ao tempo do coração seco
ao tempo do seco olho-d'água
ao tempo dos tempos contidos ...

Quero em qualquer tempo
a intuição de “ O grito” de Munch;
de “La Gioconda”, o sabor
do sorriso dúbio e enigmático;
de Beethoven quero os ouvidos
para ouvir a alegria
de “An die Freude”;
De Mallarmé, a capacidade
Impressionista;

De Portinari , quero o expressionismo
“Retirante” e extrapolável
dos olhos das crianças em prece,
das crianças que não comem,
da fome que some,
da fome que enlouquece ,
da fome que consome

Ao coração indomável de poeta,
o lirismo quero ajustar.
Quero refrear o sentimento,
à sensibilidade dar corda
como se dá à pipa
ante ao vento
sedento.

-68-
Sina do Navio
Eliene Dantas de Miranda Taveira

Desfaz-se as amarras do cais
Sai o gigante iluminado
Predestinado a navegar no mar
Dificuldade, mil, enfrentará.

Conduz passageiros com carinho
Alegria, festas, muito lazer
À noite solidão vem e você
Segue rasgando mares, sozinho

Vontade sempre de viver, amar
Problemas técnicos ou desuso
O depositarão no fundo mar

Possui a mesma sina dos homens
Esquecem, um dia sucumbirão
Morando a sete palmos do chão.

São Paulo

-69-
Palavra
Letícia da Rocha Silva

És tu aventureira
Embalas, ligeira e matreira,
Os corações desalentados de amor;
És tu a nobre companheira;
Tu que, nas noites calmas, retumbas,
Na alma pungente de amor;
Tu que, em dias de glória, resplandeces
A vitória, cantando com louvor;
Tu que consolas, machucas, apavoras;
És a aurora do amanhecer;
Tu que chegas de mansinho, falas com carinho,
Enaltecendo meu ser;
Perante os amantes, tens um toque constante
De ternura e prazer;
És nobre, és bela, és fera.
És, no entanto, a vida e o viver.

-70-
Roupagens... Mulher! Felicidade!
Joyce-Lu@zul

A vida vestiu-me ao longo do tempo,
Com roupagens diversas.
Bem no início fui filha.
Filha nem sempre obediente
Tipo noviço rebelde...

Fui esposa... Mulher de Atenas.
Expectativas eram muitas...
Penso que valeu.

Tornei-me mãe...
Experiência transcendente.
Que até hoje não consegui expressar
Literalmente, o que significa
Ser mãe!

Há vinte e três anos
Tornei-me avó.
Momentos de felicidade plena!
Vivência de momentos
Imperdíveis e inolvidáveis...

O que restou da filha, da esposa, da mãe e da avó, agora?
-Da filha restaram lembranças de um passado lindo!
- Da esposa um passado... passado.
Passado de vitórias e derrotas...
- Da mãe permanece o grande amor,
Ser mãe deixa marcas indeléveis...
- Da avó meu momento mais presente.
Lirismo puro... Notas de uma pauta musical!

E agora que roupagem, além da mãe
E da avó deverei vestir?

Decidi, simplesmente
Usar a Roupagem... MULHER!
Ser simplesmente mulher
Viver a vida por inteiro,
Com o cordão umbilical da palavra cortado!

Sim, encontrei minha nova roupagem,
No fundo do baú de minha existência.
Pretendo usá-la até meu derradeiro dia...
Visto- me de mulher, com adornos de mãe e avó,
E, com o adereço indispensável:
FELICIDADE!

Cidreira, 08 de fevereiro de 2012
(Releitura de poema da autora-Simplesmente Mulher-“In” Tempo de Amor- 2004)

-71-
Acidente no Espaço
Carlos Reinaldo de Souza

Um astronauta perdido,
vagava em nave sem rumo,
sem direção nem sentido,
enlouquecido, eu presumo.

Vinha de um mundo distante,
além do nosso Sistema,
era um planeta brilhante,
sua beleza era extrema.

O seu destino era a Terra,
trazia a Paz e o Amor;
seu azimute ele erra
e a nave sofre um tremor.

Co’as coordenadas falidas,
a nau lança no infinito,
as esperanças perdidas:
paz eterna e amor bendito!

-72-
Outro sol na varanda
Odilon Machado de Lourenço

Você não viu ela sair na varanda Sr. Sol, estavas acordando outros olhos
As pernas dela enchiam todo um mar
Eu estava lá
Tinha a rua, a casa em frente, o céu, e ela linda falando coisas
Mas ela estava muito ocupada Sr. Sol
Você tostou um pouco aquela pele que estava ali cobrindo aqueles ossos
Mas tivestes de ir para outro lado Sr. Sol
Eu estava lá
Tinha um mundo ali naquela casa e naquele morro
Ela memorizou minhas retinas Sr. Sol
Quis conhecer a palavra dos meus nervos
Depois foi embora como onça que entra na toca
Onça pintada Sr. Sol
E de olhar perdigueiro
Eu lhe conto porque estava lá.



-73-
Ontem
Odilon Machado de Lourenço

Depois de ontem tudo é diferente
Depois de ontem já não há mais chances
Não às chances de ontem
Aqueles sonhos para ontem já passaram ontem
Ontem havia uma espera e uma esperança
Havia um mundo desenhado, um belo mundo
Tinha um sol, uma lagoa e todo um céu azulado
Mas isso foi ontem.



-74-
Um desencontro
Odilon Machado de Lourenço

Por delicadeza perdi minha vida.
Arthur Rimbaud.
Para Fernanda.

Havia o claro da tarde escurecendo a noite
Era começo e fim
Havia chuva, frio, luzes acendiam
Era começo e fim
Procurava seus olhos na imensa doçura do mundo
Os vãos eram destinos, menos um
Os pingos da chuva eram os lugares, menos um
Era um homem a procurar o mundo, menos um
E o mundo seu, maior que tudo, menos um
Busquei no aroma dos ventos seus cabelos de luz
Nas cafeterias sentia ver-te nas poltronas
E voltava um passo para ver se meus olhos não mentiam
O café veio com o desenho de seus lábios, sorriam nas lembranças
E seus dentes guardavam sua língua, sua aldeia escondida na selva
Bebi rápido para ver onde estavam seus sonhos
Onde estava você e onde estava eu – que estando em tudo, menos um
Senti cada endereço da metrópole visitar meus olhos, menos um
Saí de mim voando pelo mundo e olhei tanto, menos dois que eram os seus
E revirei os baús da memória para não ficar sem vê-la.

11-07-2012.

-75-
Águia
Fátima Peixoto

Renovei minhas forças,
Não recuei,
Sim, estou pronta,
Para o que vier,
Voarei sem limite,
Atravessarei todos os obstáculos,
Alma lavada,
Asas leves,
Estou pronta,para seguir,
O meu caminho.

-76-
Ser bom é estar bem
Celeste Farias Dias

“A distância entre o ser e o quase ser é imensurável.”
(Lívia C. Balus)

O ser vai além do verbo “existir” ou do substantivo “tudo o que é”. Ser é o que há de mais sagrado na alma da Gaya e diz respeito à sua totalidade. Vivemos nela e ela em nós... seres, natureza, humanos... todos em busca da supremacia da vida.
Tão bom seria se houvesse uma unidade nessa diversidade, todos num só propósito, que é a vida em equilíbrio, em paz e em total harmonia. Parece que estamos falando de algo insano, mas não é nada disso. Estamos diagnosticando a vivência do fazer acontecer.
Fazer com que essa conquista próspera venha acontecer, através da fé e do amor que nos mantém de pé nessa caminhada diária, é supraimportante além de ser “vivo”, ser “humano”, gerador de gentileza, tranquilidade, afetuosidade, carinho, interna riqueza, confiança e esperança, no encontro de uma nova consciência diária com atitudes sustentáveis e pensáveis que trazem o renovo e a plena paz, verdadeiro querer.
Esta responsabilidade cabe a cada um de nós, seres humanos, viventes, com mentes conscientes. Nesse processo seremos partículas, que unidas faremos uma imensa união com propósitos, compostos por cada atitude, por cada ação e a sensibilidade tomando à frente nas mentes e nos corações. E nesse pensamento maior será necessário não somente querer, mas além de tudo e mais do que ninguém, saber que ser bom é estar bem.
Por isso, procure dentro de você a verdadeira identidade do ser e verás todo o impossível acontecer. Deite, pense, relaxe, respire e inspire a alegria do viver, o nosso Eterno Deus está ai, Ele é tudo. Você está Nele e Ele está em você. Faça e deixe acontecer. Seja bom, esteja bem.

19/08/12

-77-
Perdidas estão as Palavras
Celeste Farias

Perdidas estão as palavras,
Que representam a sensibilidade do teu ser.

Perdidas estão as palavras,
Que seriam bem representadas ao lhe descrever.

Perdidas estão as palavras,
Cheias e raras da sua vida e do seu caminhar.

Perdidas estão as palavras,
Nos sentimentos e contentamentos que conseguiu partilhar.

Perdidas estão as palavras,
Nos versos, poemas e canções a te relatar.

Perdidas estão as palavras,
Em meu pensamento, nesse momento de te narrar.

Perdidas estão as palavras,
No céu, na terra, no coração e no ar.

Se achadas fossem as palavras,
Descreveriam o teu sorriso e o teu olhar.

Mas perdidas estão as palavras,
Que constante busco para definir o que é te amar!

-78-
Sangrando, vai coração!
Celeste Farias

Corpo estremece,
visão escurece...
lágrimas rolando,
o amor padece.
Ilusão, inquietação,
pensamentos à mente...
Turbilhão.

Amor partido.
De longe a razão,
perdendo equilíbrio,
buscando sentido...
desilusão, incerteza,
dos caminhos percorridos.

Sem palavras,
só silêncio, pranto e gemido.
Num passe de mágica,
momentos vividos.

Cena passando,
triste filme de horror,
medo, insegurança, dor.
Ela te acariciando...
Coração vai sangrando...
...sangrando vai, coração!

Belo Horizonte, 25 de Agosto de 2012

 




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