Encerramento - Beligerantes ou Pacíficos

Fui honrada com o convite para encerrar a 49ª Ciranda da CAPPAZ, e com isso veio a responsabilidade, única, de pensar junto com os autores.
Fui, ao longo dos dias, lendo cada autor na íntegra, tentando me incluir em suas letras. Com essa ideia, sintetizei seus pensamentos como segue.
Já na introdução, J. J. Oliveira Gonçalves nos colocou os termos da Ciranda de forma clara e erudita. Carlos Reinaldo de Souza convida-nos a praticar a passividade com versos em rima doce. A maneira poética de Joyce Lima Krischke e Sidney Santos exporem o seu pensar toca nossa alma suavemente. Marcelo de Oliveira Souza tirou o tema do espaço " eu" para o espaço "todo". Daniel Brasil valoriza os 'Momentos' de esperança e aposta por um mundo melhor. Eloisa Antunes Maciel com sua crônica faz pensar em nossa condição humana. Weber José Vargas Muller coloca o aspecto da dualidade das coisas e do mundo. Vera Lucia Passos com um fecho esperançoso e utópico em sua crônica perfeita e cheia de mensagens subliminares. O 'Contrassenso' verdadeiro no belo soneto de Humberto Rodrigues Neto. Fátima Peixoto expôs a realidade dos fatos em um poema lindo. Guacira Maciel lembrou os ícones que doaram a vida pela Paz. Judite krischke Sebastiany em um poema que é quase uma oração pela humanidade. Odilon Machado de Lourenço poetando critica a guerra, e pensa na beleza da flor. Fernando Alberto Salinas Couto diz muito com pouco em seu filosofar poético. Rosana Carneiro Bado comparou a beligerância da vida com a guerra no dia a dia para sobreviver em um mundo sem tolerância. Silvia Araujo Motta coloca no acróstico bem construído a sentença de que 'homem, lobo do homem', onde somos o perigo para nós mesmos. Edvaldo Rosa afirma que guerra e paz é questão da escolha de cada um. Deomídio Macedo diz que dentro de nós está a condição para decidirmos em sermos bons ou maus. Diná Fernandes aconselha- nos a lutar contra a beligerância como pacíficos que somos.
Assim, após acompanhar e ler os posts diversos, chega-se à conclusão que os escritores em seu infinito saber poético, exprimiram seu entendimento no que ser, ou não ser, na beligerância e passividade.
Seus escritos disseram de seus pensamentos como seres humanos, duais que somos, duais em tudo, e por essa condição, que temos a capacidade de agredir ou afagar, no mesmo instante. Deixaram claro, também, que nenhum de nós deixa de ter um pouco de cada um dos termos, em maior ou menor grau, dependendo das condições e dos espaços que ocupamos. Mas, todos concordaram que devemos lutar pela Paz, e que por sermos cappazes, preferimos também ser Pacíficos.
Para concluir, a linda mensagem da música de Almir Sater e Renato Teixeira, lembrando que cada um constrói a sua história.

Paola Rhoden
Confreira de Brasília/DF





INTRODUÇÃO

Guerra e Paz

O título lembra fascinante e volumoso romance de Leon Tolstoi. Todavia, o caso, aqui, é responder ou especular sobre a pergunta: "somos pacíficos ou beligerantes?" Confesso que, a esta altura do campeonato da vida, tenho procurado me afastar de temas polêmicos, pois acabam roubando um tanto de minha energia - e, atualmente, não ando lá essas coisas no que se refere "à boa conduta salutar", ou seja: à minha saúde. Portanto, procurarei ser sucinto nestas modestas considerações.
Todo homem deveria ser um ser pacífico. Mas não o é - desde que me conheço por gente. Hoje, mais do que nunca, ele traz a tal beligerância em si, como se fora um carcinoma em seu DNA. Um DNA ruim, doente, é claro. Este "bicho-homem" está sempre disputando. Está sempre vendo o outro como adversário - concorrente, rival, inimigo. Há inúmeros exemplos, mas vou citar apenas um que é triste e inegável exemplo do cotidiano, eis que nele se espelham prepotência, desrespeito ao outro e às regras estabelecidas, procurando - bestialmente - mostrar "força e poder" beligerantes: o trânsito pelas ruas e estradas - ferindo, aleijando, traumatizando, matando. E, quantas e quantas vezes, essa guerra comprovadamente violenta e diuturna abate os inocentes?? Às vezes, alguém que nos pareça pacífico, ordeiro e calmo, transforma-se num monstrengo ao se instalar em seu carro e (inexplicavelmente?) passar a ser o "dono" do volante e - por tabela - do destino alheio? Ah, esse "alguém" não encarna aquela historinha sem graça e preconceituosa do "lobo na pele de cordeiro", não, como muitos sabichões gostam de ilustrar suas falas e seus argumentos (quantas vezes fajutos e infelizes!). Sou um camarada que abomina essas comparações ou essas metáforas que depreciam os animais que, de longe, estão se humanizando enquanto o metido a "sapiens" deixa mais a desejar com sua passagem funesta, deletéria sobre o Planeta. Trata-se, pois, esse "alguém", do bicho homem na pele de outro "alguém" sombrio e violento que ele esconde sob uma pele, (máscara social?), que ele sabe que é feio deixar transparecer o tempo todo. Então, somente quando se sente mais "poderoso" - por um ou outro motivo - mostra o que realmente é!
Por outro lado, nem todo homem é beligerante. Nesse caso, porém, creio que todos devamos ter alguma gotinha dessa beligerância, pois sem ela corremos o triste risco de sermos eliminados de um "só golpe", covardemente, por uma dessas "feras humanas" que encontramos - diária e infelizmente - em nosso caminho, ainda que o percorramos com um desarmado e fragrante buquê de rosas brancas... Pessoalmente, ainda que tenha adotado - humildemente - as "Sandálias Franciscanas" e a "Cruz Cristã" - jamais fugi de um combate quando este se fez, muito embora alheio e mesmo contrário à minha vontade. Nessa hora, empunho a "Espada Arthuriana", pois não disse o próprio Cristo que é preciso lutar o "Bom Combate"? É, aí, então, que essa gotinha beligerante vem à tona... (Será aquela famosa, cantada e decantada "gota d'água"??) Mesmo Jesus experimentou dessa "gotinha" quando - em sadia revolta - expulsou a chicotadas os vendilhões do Templo!!
Cumprindo o que prometera, espero ter sido sucinto. Como escrevi, o tema é por demais polêmico. Aliás, a Vida - por si só já é polêmica - em seus mais diversos e intrincados aspectos e rituais. Viver, para mim, é um ato audacioso de alto risco... Aliás, um ato que pode ser beligerante ou pacífico. Com o passar dos anos, compreendi que esse ato se estende muito além de mim, de minhas concepções, de meus idealismos, de minhas Utopias... Muito além - infeliz mas conscienciosamente! - de minha própria vontade, de meu desejo confesso, público e sincero de conjugar tão somente o verbo "pazear" e, nunca, o verbo "guerrear".

J.J. Oliveira Gonçalves
Porto Alegre, 17 de janeiro/2013. 08h55min - HS






PARTICIPANTES

Akasha De Lioncourt
Carlos Reinaldo de Souza
Daniel Brasil
Deomídio Macedo
Diná Fernandes
Edvaldo Rosa
Eloísa Antunes Maciel
Elzio Luz Leal
EstherRogessi
Fátima Peixoto
Fernando Alberto Salinas Couto
Guacira Maciel
Humberto Rodrigues Neto
Joyce Lima Krischke
Judite Krischke Sebastiany
Marcelo de Oliveira Souza
Odilon Machado de Lourenço
Rosana Carneiro Bado
Roseleide Santana de Farias
Sidney Santos
Sílvia Araújo Motta
Vera Lúcia Passos Souza
Weber Müller




PARTICIPAÇÕES

-01-
Poesia Pacífica e Momentos Beligerantes
Joyce Lima Krischke

Sigo construindo meus versos de Paz
Poesia pacífica instrumento que refaz
Palavras brotadas do coração
Canal de Paz na comunicação

Sim, consciente da beligerância...
No dia após dia: uma constância
Que enfrento, devendo afastar
Para vivenciar o verbo pazear

Ah, no trânsito diário constato:
Agressão, palavrão, desacato...
Paciência, moderar a conduta

Faz parte da vida, na labuta
Oh! Os momentos beligerantes...
Vejo-os no mundo atual como constantes.

Relembrando Gandhi com carinho
Concluo que “A PAZ é o Caminho”

Porto Alegre, 15/01/2013(Escrito na sede campestre da CAPPAZ)



-02-
Pétalas
Sidney Santos

Percorro o caminho da paz
Sigo pelo mundo afora
Com o belo que a vida nos traz
Meu momento é sempre o agora

Cantando felicidade
Versos de coração
Lutando por igualdade
Nas linhas da oração

Voando nas asas do vento
Deixo versos, poesias
Para os amigos, alento
Pétalas de alegrias

Poeta Dos Sonhos
Santos/SP



-03-
Coalizão Internacional Antirrevolução
Marcelo de Oliveira Souza

A História é uma verdadeira mãe, nos traz fatos e nos ensina como a humanidade é verdadeiramente hipócrita e injusta.
De uma hora para outra podemos ser heróis ou vilões, a depender do sabor do vento, principalmente na política internacional, pois qualquer motivo ou interesse contrariado da maioria, o grupo antirrevolucionário pode soltar seus cães de guarda com asas, para rosnar em qualquer parte do mundo dos interessados, se o país ainda tiver algum atrativo viscoso e negro, então... A sociedade ficará ainda mais alvoroçada, pois o ouro negro não poderá ficar nas mãos de qualquer um, principalmente se esse “Zé Ninguém”, não tiver os futuros laços com os grandes empresários do petróleo internacional.
Assim, dentro desse pressuposto a Líbia é a bola da vez, é hora de tirar o Ditador sanguinário, vivo ou morto.
Outros países como Coréia do Norte, Irã e Paquistão, os ditadores respiram aliviados, pois com a bomba do respeito atômico, os cães da coalizão não avançam e países como Iêmen, Somália e mais outros tantos, o interesse inexiste, não há contrapartida.
Portanto os dois pesos e as duas medidas, são utilizados criteriosamente, na lógica de uma Organização das Nações Unidas pelos interesses comerciais de seus territórios, só falta agora termos invasões com patrocínio, já pensou aquela grande marca daquele refrigerante pretinho ou da lanchonete com um Mac bem grande naquele avião-bombardeio?

-04-
Pacíficos ou beligerantes?
Vera Lúcia Passos

O ser humano é um pouco de tudo neste Planeta; as convenções nos levam a criar máscaras, as quais vão caindo aos poucos à medida em que o tempo passa. A ideia maniqueísta entre bem e mal, céu e inferno se adéqua ao homem. Ninguém é totalmente bom ou mau; já passamos por todos os estágios no decorrer da existência. Em determinadas circunstâncias somos apenas instinto, noutros somos exclusivamente sensações se bem que seria mais decente, mais legal, menos sofrido se fôssemos puro respeito a todos ou melhor dizendo, puro amor.O amor nos envolve no cuidar o outro independente da raça, da cor, crença, opção sexual... nos arrasta consequentemente à assimilação e exercício da paz interior, tão divulgada e tão pouca exercida. Somos sim beligerantes quando pisam nos nossos calos, quando nos menosprezam, nos diminuem, nos atingem o orgulho, nos traem, nos caluniam... atingem diretamente ao modo de vida. O sangue sobe a cabeça e agimos com vilania, quando atiram na nossa cara as pedras que não aceitamos. Somos também pacíficos, sorrimos, brincamos, oferecemos ao outro o que há de melhor em nossa alma: o respeito, o carinho, a ternura, a compreensão, o amor por uma pessoa ou coisa. As energias são opostas, as sensações adversas mas, o momento nos faz optar por esse ou aquele comportamento. No começo eu disse que as convenções nos limitam, nos advertem, a tal ponto que muitas vezes optamos entre ser livres ou cerceados da liberdade. O gérmen da pacividade ou da beligerância nos acompanham, até que conquistemos a evolução espiritual e essa dicotomia fará parte do passado; seremos só bondade, brandura e seremos pacíficos, para sempre.

-05-
Contrassenso
Humberto Rodrigues Neto

Quem dera, oh... Deus, o ser humano fosse
mais fraternal e mais cristão, de sorte
que não herdasse o instinto de Mavorte,
contrário à vida, que é tão bela e doce!

Quanta alma pura fez de Ti o suporte,
e ao mal que nos judia contrapôs-se!
Quanta alma vil, de Ti distante, pôs-se
a criar engenhos de tortura e morte!

Estranha grei de gênios e estafermos,
num conúbio de crentes com pagãos,
eis o que é o homem nos exatos termos!

Sujeito a instintos nobres ou malsãos,
concebe a Ciência pra salvar enfermos
e inventa a Guerra pra matar os sãos!

Este soneto obteve o primeiro lugar no
3o. Concurso Nacional de Sonetos promovido
recentemente pela Estância da Poesia
Crioula, do Rio Grande do Sul.

-06-
Momentos
Daniel Brasil

As vezes é tão difícil
Ser pacífico, depende da ocasião
Mesmo tendo razão
Temos que manter calados
Quando não temos vozes
E nem somos questionados?...

Beligerantes, não sei!
Depende o momento
Aí é o argumento
Deve ser magnífico
Sem perder a razão
Vale a pena ser Pacífico!...

-07-
Momentos
Daniel Brasil

As vezes é difícil
Ser pacífico
Depende o momento
De bom argumento
Sendo este magnífico

Beligerantes, não sei
Depende a ocasião
Do espírito do vivente
Só não ser delinquente
E manter sua razão

-08-
Pacíficos ou Beligerantes? Eis a dicotomia...
Eloísa Antunes Maciel

O tema subentende um desafio a determinados princípios científicos (em especial ao da parcimônia científica) por sugerir uma velada generalização “em favor” de uma das alternativas que o título comporta.

Daí uma interrogação inicial: alguém pode ser genuinamente pacífico ou flagrantemente beligerante? E, ainda, a seguinte pergunta: as características gerais de ambos os perfis se excluem taxativamente?

Em princípio, as respostas (genéricas) tendem a ser negativas, uma vez que um ser humano dito normal tende a apresentar propriedades disposicionais (e de comportamento expresso) em que apenas traços de inclinações (ou tendências) antagônicas se distribuem ao longo de um continuum disposicional, embora apresente, em determinadas circunstâncias, prevalência de uma ou outra, desde que essa “rivalidade” não se configure como conflitante, em termos de equilíbrio de personalidade... Todavia, em situações que fogem a esses quesitos, pode-se convir que o tema seja atinente à esfera da psicopatologia (ou da área psiquiátrica) e, nessas dimensões, a generalização, em termos de abrangência geral seria inconcebível do ponto de vista das ciências sociais, especialmente da Psicologia Social, berço do enfoque disposicional, em anos relativamente recentes.

Todavia, se focarmos estamentos diferenciados na esfera sócio-cultural (como o político social, entre outros), seria provável que viéssemos a caracterizar alguns desses estamentos como “pacíficos” e outros como “beligerantes”... E essas eventuais caracterizações remontariam a antecedentes histórico-universais, como os conhecidos “contrapontos” entre Atenas (pacífica, ao menos em termos) e Esparta (beligerante por função específica)... Contudo, uma intrigante pergunta se impõe: onde situar esses “perfis” em termos de Brasil, seus estamentos diversos ou, porventura, em determinadas “classes”, como a política, a dita elite dominante, o povão ou outra?... Parece-nos que a indagação continuaria a carecer de uma resposta plausível, ao menos enquanto as pesquisas correlacionais - e multifacetárias - não apresentarem dados conclusivos ou, ao menos, consistentes que venham a abonar afirmativas aparentemente antagônicas – ou simplesmente dicotômicas...(Não vale o “achismo”)...

Ante a esse “impasse” (a meu ver) parece razoável recuarmos no tempo e convirmos com o sábio Blaise Pascal: “O homem (coletivo) não é nem anjo nem besta... É simplesmente humano... Humano!”

-09-
Somos pacíficos ou beligerantes?
Por Weber José Vargas Müller
Guaçuí-ES.

Não sabemos ao certo o que nos move na luta
Sermos pacíficos ou beligerantes, depende do momento
Pacíficos, ponderados, sensatos e tranquilos, ao fim da labuta
Beligerantes, guerreiros e combativos , movendo pensamentos e sentimentos.

Pacíficos ou beligerantes, é questão de opção
Pacíficos para fazer prevalecer e brotar as justiças
Beligerantes, movendo a alma e a razão
Pacíficos, suportando geleiras como as nabiças.

Ora, o mundo nos faz beligerantes
Invejas, vaidades, consumismos, ilusões vãs
Precisamos combater, guerrear, fazer-nos caminhantes
Em lutas travadas entre a razão e a emoção, cultivando virtudes sãs.

Queremos ser pacíficos, disseminar a paz num santo ardor
Colher frutos perenes que brotam do coração
Pacíficos, sempre seremos, imbuídos de sublime amor
Travaremos lutas silenciosas, em favor da paz, sincera oblação.

Somos pacíficos os beligerantes?
Eis a questão...
Será que somos delirantes?
Somos, apenas, movidos pela emoção!

Somos pacíficos ou beligerantes?
A pergunta está lançada
Resta-nos concluir , que somos tolerantes
Pacíficos e beligerantes,nossas ações serão abençoadas.

O coração nos pede para sermos pacíficos
O mundo nos exige que sejamos beligerantes
Que a nossa arte em versejar produza frutos magníficos
Difundindo a PAZ, mesmo na guerra, na qual somos meros expectantes.

Pusilânimes ou não, é preciso vislumbrar o deslinde
Sonhar que a guerra , um dia finde
Que os sonhos e a paz sejam motivos de brinde
Que nossas ações tornem-se um verdadeiro alinde!

-10-
Pacíficos ou beligerantes?
Guacira Maciel

Bem, não creio que exista possibilidade de sermos beligerantes se não formos intimamente pacíficos. E precisamos ser beligerantes, na medida em que temos uma luta a travar contra o estado de violência que se instalou em nossas vidas, e na sociedade, de forma compulsória. A beligerância não implica em luta, no combate armado no sentido específico, mas sim, no sentido amplo, desde que se faz fundamental combater todas as formas de violência, desde a mais silenciosa e não menos insana ou destruidora, como as ações contra a infância, uma vez que as crianças são as vitimas mais silenciosas, mais frágeis e incapazes de reagir ou denunciar.
A sociedade hoje, vive vários tipos de guerras civis, desde aquelas travadas e demonstradas através de atitudes ou ações sutis e não menos maldosas, até as guerras de palavras, que são capazes de agredir tão profundamente, quanto uma agressão física. Entretanto, ser beligerante no sentido trazido aqui, significa ser tão pacífico que as atitudes e comportamento possam atingir um transgressor sem tocá-lo ou atingi-lo diretamente, bastando haver no bojo dessa ação uma preocupação de natureza ética, e uma atitude apaziguadora, que consiga mediar ações humanas, que, estas, sim, possam se insurgir contra a violação de direitos da pessoa humana (ou animal não humano ou natural) em todas as suas formas.
A humanidade tem inumeráveis exemplos de seres pacíficos, e beligerantes, como foram Mahatma Gandhi, que lutou quase silenciosamente contra o sistema de castas e pela independência da Índia, recusando qualquer forma de violência. Martin Luther King, que lutou contra o racismo uma forma dolosa e dolorosa de violação dos direitos humanos. Madre Teresa de Calcutá, que tem lindíssimos poemas falando sobre o amor, que é uma forma contundente e pacífica de combate à violência da exclusão. Herbert de Souza, o nosso Betinho, lutou a favor dos direitos dos operários (década de 50) e contra a fome e a miséria. Bertrand Russel, escritor e Prêmio Nobel de Literatura, lutou contra a obrigatoriedade de pessoas irem para as guerras e contra as armas nucleares. Song Kosal, uma menina do Camboja, que perdeu uma perna numa mina terrestre, passou a lutar por um mundo sem armas, entre muitos outros, até anônimos com os quais nos deparamos todos os dias. Nós, Confreiras e Confrades da CAPPAZ, temos a nossa luta a ser travada através da nossa palavra, como a Madre Teresa de Calcutá tão belamente o fez...

-11-
Seremos pacíficos ou beligerantes...
Judite Krischke Sebastiany

Somos pacíficos enquanto alimentamos a paz
Enquanto as coisas de fora tem seu valor relativizado
Enquanto nosso olhar está qualificado com as lentes
Do amor, da compreensão, da empatia, do perdão.

Quando temos equilíbrio e autocontrole,
Quando contamos até dez para “dar tempo”
Ao tempo, ao coração, à mente, ao irmão.
Quando acolhemos de Deus a santa mão.

Somos beligerantes
Quando alimentamos a alma com:
Ódio, amargura, ciúme, inveja, autopiedade, ...
Filmes, novelas, músicas, livros “sem amor”.

Quando não temos alguém que aconselhe bem,
Quando a correção fraterna não acontece
Quando o “amigo” não é CAPPAZ ... Da paz.
Quando esquecemos de Madre Tereza, de Gandhi.

Nosso corpo também precisa de cuidados
Alimentação saudável, repouso, silêncio.
Descuidos com a saúde acabam em explosões
Tpm, stress, desregramento, paixões...

Vigiai e orai: autoconsciência, determinação
Oração individual e comunitária, bênção.
Humildade, perdão, amizade, reconciliação.
Essas são as rédeas para o controle da ação.

-12-
Por paz
Odilon Machado de Lourenço

É verdade que estamos em paz
Que gostamos da paz e gozamos seu voo
Mas não aceitaremos assim suas mãos apontando
Sua língua mentindo conveniências do hoje
Máscaras insanas trocadas nas fiéis circunstâncias
É verdade que a paz desenhou nascituro nas flores
Que perfuma e se vai com o vento perdendo-se...
E quando acaba o aroma da flor a paz se dissolve
Invisível tenta a paz assoviar o canto certeiro
Chega então a paz junto ao muro que divide irmãos
Passa por entre os arames farpados da guerra
Vê o fosso impossível à frente do muro
Depois do fosso um caminho minado
Tanques apontando para a paz além-minas...
A paz olha as maquinarias da guerra e pergunta-se
Como podem gentes escolher muros, abismos e morte?
Reflete a paz na sombra insolente do muro
A paz nasce das gentes que escolhem a paz
A paz dá as mãos a quem deseja apertar com firmeza
A paz anda pelo caminho mais belo, mais leve, mais lúcido
A paz necessita amor verdadeiro e vento na flor.

14-01-2013.

-13-
Pela Paz
Fernando Alberto Salinas Couto

Somos pacíficos demais,
cada vez mais inoperantes
porque calamos nossos ais,
deixando de ser beligerantes,
lutando mais pela paz.

SP – 27/01/13

-14-
Entre a Paz e a Guerra
Rosana Carneiro Bado

Quando estudava no Colégio Sion, na infância, aprendia todo dia a fazer o bem sem olhar a quem.
Fui crescendo com este ensinamento, ajudada por minha mãe que sempre me ensinava a ficar longe das brigas e das fofocas.
Cresci em ambientes sadios e logo na adolescência, percebi que algo estava errado comigo.
Os amigos me encaravam como tola, inocente demais, boazinha e usavam isso como chacota ou meio para aproveitar de algumas situações.
Demorei tempos para perceber isso, porém não mudei minhas atitudes.
Cresci, me tornei mulher.
Na paz eu juro que queria viver, como me ensinou a Irmã Gilda. Benevolente, como ensinava a Irmã Dina.
O tempo passou e esta minha ingenuidade me prejudicou, pois fui enganada muitas vezes quando encarei todos como eu aprendi a olhar o outro.
Aprendi a confiar, a dar o outro lado da face, aprendi a perdoar sem muitas perguntas.
Hoje, na altura dos meus 51 anos, percebo que faltou o preparo para encarar o mundo adverso, pois nada é tão bom e tão calmo como me ensinaram.
Nunca olhei para outro ser humano com olhos de desconfiança e isso me prejudicou muito, pois no aspecto da guerra e da paz, eu só queria a paz e muitas vezes estava dentro da guerra sem saber.
Mesmo dentro da guerra, procuro olhar o outro com olhos de paz. Muitas vezes saio ferida, maltrapilha, das relações de amizade, pois não sou encarada pelos outros como os encaro.
O olhar diferente que me encaram são olhares da vida real, onde o ser humano enxerga a maldade, a segunda intenção em tudo, para que a arrogância e a prepotência sejam as armas mais usadas.
Infelizmente ainda não consegui conviver com atitudes assim, porém não consigo mudar meu pensamento e encaro TODOS ao meu redor, como amigos, irmãos, amores fraternos.
Desejo, sinceramente, que a humanidade siga o exemplo do Mestre Jesus e perceba que só o amor, a paz, a fraternidade é que deve vir em primeiro lugar.

-15-
Somos pacíficos ou beligerantes?
Carlos Reinaldo de Souza

Neste tema a gente erra,
Gera certa confusão,
Falar em paz ou em guerra,
Não é coisa fácil não.

Ser pacífico é bom,
Faz bem ao corpo e à alma,
Agindo assim neste tom,
Tudo de abranda e se acalma.

Mas se és beligerante,
Ficas mal e esquisito,
Não consegues ser amante,
Do belo nem do bonito.

Por isso, meu caro irmão,
Que seja a paz realidade
De tua vida, e então
Serás feliz de verdade!

-16-
Pacífico ou Beligerante
Fátima Peixoto

Nasce-se bom, puro,
O que se deseja é uma vida feliz,
Um mundo de paz, tranquilidade,

Dentro de nós desenvolverá a passividade,
Passividade com sabedoria de enfrentar os conflitos,
Que depende da educação recebida.

Pode-se, lutar pelo bem coletivo,
Reivindicar direitos
Sem derramamento de sangue,

Ou as pessoas estão perdendo a sensibilidade,
Tem que morrer muitos para que valorizem a vida.

Existe bem mais precioso do que a Vida?
Por que se mata por tão pouco?
Que valor o ser humano tem?

Que mundo é esse meu Pai?
Se o SENHOR pudesse escolher hoje,
Não iria optar pela ressurreição.

Ressuscitar para ver tanto desamor, violência, desumanidade...
Não foi essa humanidade que desejou.

Muitos em nome do desenvolvimento,
Destrói a natureza,
Marginaliza , exclui.

Que mundo é esse?
Que temos medo de sair de casa,
Que já não olhamos para o outro como nosso semelhante.

Estamos vivendo num inferno que todos ajudaram a construir.
O ódio, a raiva, inveja, adjetivos predominantes,
Onde está o ser humano puro de alma e coração que o nosso Pai criou?

Ser humano tolerante, compreensivo, servidor...
Que controla seus impulsos destruidores,
Que deixa florar seu lado humano de amor e paz.

Texto produzido para 49º Ciranda Mensal CAPPAZ

-17-
H-O-M-O-- H-O-M-I-N-I--L-U-P-U-S!
SOMOS PACÍFICOS OU BELIBERANTES?
Acróstico nº 4863
Por Sílvia Araújo Motta/BH/MG/Brasil

H-[Homem, o lobo (egoísta) do homem] traduz
O-O termo de Thomas Hobbes, filósofo inglês;
M-Mais precisamente, (*1588†1679) lição conduz
O-O estado de Natureza e instinto de autopreservação:

H-Homens, em estado natural, trazem conflitos, guerra!
O-Os que assumem o Bem Comum, Direitos e Deveres
M-Mostram que o Acordo Coletivo, a Evolução encerra.
I-Instintos agressivos devem ser conscientizados à PAZ!
N-Na Sabedoria, autoconhecimento, autoaceitação, Amor,
I-Instrução positiva estão os segredos de viver felicidade.

L-{Lupus est homo homini non homo}é o termo original:
U-Uma obra: [ASINARIA] criada por Plauto, (254-184),
P-Pressentiu o estado de angústia e insegurança humana.
U-Um homem foi à lua, mas outros, não ajudam a sociedade nua.
S-Sobreviventes dependem do Bem Comum, Amor e Paz.

---Sejamos PACÍFICOS!---

Belo Horizonte, quarta-feira,16 de janeiro de 2013.

-18-
Guerra e Paz...
Edvaldo Rosa

Somos um cadinho de tensões,
Em nossas almas pulsa a vida,
Em nossas veias dorme a aniquilação...
E nossas vidas são em grande medida
Dois opostos em eclosão!
A beligerância é herança de tempos de então,
A benevolência uma esperança de comunhão!
A inteligência criou tanto a liberdade quanto a prisão...
E os atos são fatos que nos levam numa ou noutra direção!
Guerra e Paz é opção de escolha,
Pacíficos ou beligerantes, consonâncias da situação!
Seremos só paz, quando a paz deixar de ser conceitos em formação,
Guerra, sempre seremos,
Enquanto deixarmos que nossos vãos desejos,
Taparem nossos olhos,
Entorpecerem nossos sentidos,
E irmãos em todos os outros não vermos...

Edvaldo Rosa
30/01/2013

-19-
Somos Pacíficos ou Beligerantes?
Deomídio Macêdo

Esta pergunta deve ser analisada com muito carinho e amor. Somos realmente pacíficos ou beligerantes no dia a dia de nossas vidas?

Existe em nós uma balança com duas medidas. Ora estamos pacíficos e em outros momentos em guerra, por causa das nossas imperfeições que não são poucas.

Podemos perceber estas variações, dentro das nossas próprias famílias, onde ali deveria reinar absolutamente a Paz.

Percebemos estas variações, no trabalho com nossos colegas que executam tarefas em prol de uma empresa, sociedade ou estabelecimento.

Estas variações, encontramos em alguns países que são beligerantes sem entender o valor da Paz.

Estas variações estão em cada um de nós seres humanos que ainda não compreendemos a mensagem do Mestre amigo quando fala do amor.

E nós CAPPAZES, devemos nos esforçar para que o peso da nossa balança interior seja intensamente forte para que o pêndulo da PAZ sobrepuje o pêndulo da beligerância. Para isto precisamos compreender o confrade, a confreira aplicando o respeito, a generosidade, o amor, a fraternidade. E quando atingirmos a Paz em nossas fileiras, atingiremos os nossos objetivos que é conquistar a Paz em nós mesmos estendendo para o Mundo, porque somos capazes para este grande empreendimento.

Que cada um de nós possa fazer o mergulho no nosso mundo interior e estudar minuciosamente as nossas ações e responder para nós mesmos: Estamos pacíficos ou estamos beligerantes?

-20-
Somos Pacíficos ou Beligerantes?
Diná Fernandes

A ira nos condena
transforma e deturpa
a mente sã.

A paz é vítima
da ironia
e do nosso silêncio.
Professamos a paz
e deixamos adormecer
o desejo de agir em prol da mesma.
É preciso alinhar as ideias,
Dar as mãos
Lutar conta essa ferramenta
chamada Beligerância
que fere os princípios da pacificidade.

Ser pacífico e ou beligerante
é quase um duelo entre o desejo
de buscar a paz e a cruel
guerra fria que ora vivemos.

dinapoetisadapaz
Caicó- R N

-21-
O inferno nosso de cada dia.
Akasha De Lioncourt

Há quem acredite veementemente na existência do inferno. Eu acredito que cada um possua seu inferno particular, aquele com o qual precisamos conviver e cuja influência nos faz vítimas dia após dia, sem procurarmos realmente nos livrarmos dele. Acho que é inato ao ser humano reclamar de tudo. Eu sou assim. E digo que ainda sou porque mesmo me policiando constantemente, me flagro reclamando de coisas ínfimas que poderiam passar despercebidas se não fosse a minha necessidade humana de estar sempre insatisfeita com alguma coisa. Isso é poderoso, passa de geração para geração e só pode ser combatido quando detectamos essa tendência em nós mesmos e passamos a cuidar mais dos nossos pensamentos.

A frase célebre, religiosa e muito conhecida “orai e vigiai” traduz muito disso. Precisamos sim, crer em alguma coisa ou em Alguém que esteja muito acima de nós. Pode ser Deus, Buda, Alá, ou simplesmente o Cosmos. A verdade é que precisamos ter Alguém para colocar a culpa pelos resultados de nossas próprias escolhas e, com isso, mantermos viva a chama do inferno que nos corrói como se estivéssemos em um caldeirão ardente. Nosso principal inimigo é o nosso pensamento. Somos o que pensamos, esse fato é tão poderoso que não temos a mínima noção do que somos capazes de fazer através das nossas próprias mentes. Esse é o maior inferno que poderíamos vivenciar.

Quanto ao diabo, ele pode “expressar-se” através dos nossos atos, das nossas omissões (talvez mais ainda quando deixamos de fazer o correto e simplesmente ficamos à deriva, observando o resultado da nossa inércia), das nossas palavras ditas diariamente e da forma como conduzimos nosso pensar. É, se cuidarmos mais de nós mesmos, vigiando nosso péssimo costume de culpar a vida, a Essência Divina, a Natureza, as outras pessoas e nos preocuparmos em assumirmos nossas opções como nossas e também a responsabilidade por cada uma delas, deixemos de viver o inferno nosso de cada dia para enxergarmos com mais nitidez todo o bem que recebemos desde a hora em que acordamos até o momento em que cerramos os olhos para findar nossos dias.

Podemos até acreditar que existam o bem e o mal em nossas essências... Eu não sei se acredito mais nisso. Acredito que tudo se limita às nossas ações, nossos princípios, nossa conduta diária, nossa (in)vigilância interior, e se nos permitimos agir com maldade também foi por nossa opção. Culpar o invisível por termos agido de maneira torpe, doentia, maldosa, é um ato covarde de quem não quer assumir sua individualidade e principalmente sua identidade por inteiro. Nada acontece sem que o permitamos, direta ou indiretamente.

Quantas vezes nos deparamos pessoas criadas da mesma maneira, sob os mesmos princípios, agindo de maneiras completamente opostas? São escolhas personalíssimas, e cada um de nós é responsável por isso. Os motivos são muitos, maldade pode ser uma delas, mas não prova necessariamente que exista apenas o mal essencialmente naquela pessoa. Somos frutos de nossas opções, e por isso, criamos o nosso inferno diário com o qual nos obrigamos a conviver. Esse é o único inferno com o qual devemos realmente nos preocupar: Fruto indiscutível das nossas essências.

Já aquele outro, vermelho, cheio de fogo, tridentes, homens chifrudos malvados e vítimas que choram, gemem e emitem gritos horrendos, esse fica por conta da imaginação de cada um.

-22-
Somos Pacíficos ou Beligerantes?
EstherRogessi

A temática em questão é complexa e requer resposta complexa.
Sabemos que o homem é um ser dualista; conceituar o caráter do homem, através de suas ações, poderá conduzir-nos a prática de um julgamento injusto. Nenhum pacifista, e/ou, pacificador viveu livre, de momentos beligerantes – O momento não faz o ser, o homem está a mercê do momento.
Há homens que buscam e anseiam pela paz, sendo esta a sua porção maior; há outros, que são caçadores de guerras; verdadeiros beligerantes, que se satisfazem e vivem, a sua paz, promovendo guerras.
“Há pessoas que são brisa... Outras, são pedras no para-brisa. Porém, sabemos que a brisa, nem sempre o é; basta uma pequena mudança... Tornar-se-á em Tufão – fenômeno natural... Pura reação às ações – naturais.
Diante do exposto... O que é verdadeiramente danoso?
A brisa é bem-vinda; a pedra no para-brisa traz algo novo; o tufão arranca raízes e leva-nos a reconstrução do melhor...
Sintetizando, somos pacíficos até a medida peculiar de cada um de nós, e beligerantes em busca da paz – o importante é o tipo de arma usada – prefiro às letras!

EstherRogessi
Recife, 31/01/13
Às 10h56min

-23-
Somos Pacíficos ou Beligerantes?
Roseleide Santana de Farias

Sou, tu és, nós somos pequenas, mas vibrantes centelhas de luz,
Oriundas de um universo infinito; os cidadãos(ãs) celestes desse
Magnífico plano do Deus Eterno que cuida, edifica corpos, almas,
Onde a energia cósmica emerge em sua propulsão purificadora,
Seguindo-se ao processo de aprimoramentos, edificação do SER.

Portanto, creio, viemos dos inúmeros Lares Cósmicos em estágios
Animados, erros e acertos, níveis diversos das personas, físico, no
Caráter, necessitando do ambiente fraterno e familiar propícios à
Influenciarem na formação deste Ser tão especial, “Os humanos”.
Favorece-nos as experiências terrenas, entre os sorrisos e lágrimas,
Induzindo-nos a seguir a trilha benfeitora da sublime evolução!...
Cânticos entoam na senda celeste pela redenção humana. Nossas
Orações, preces, mantras, fortalece-nos em luzes suaves de amor,
Serenando-nos nos momentos espinhosos das provações e dores.

Ondas divinas de energia dinamizam “os seres” ao percorrerem o
Universo no qual estamos inseridos, recebendo fortes influências.

Benéficas ou maléficas dependem do ponto de vista!... Pois, tudo
Está determinado para o BEM! O aparente “mal”, instrumento de
Libertação, nos conscientiza à importância do Bem, estimula nosso
Inconsciente, acende as chamas de lideranças para o amor e a paz;
Gerir mudanças íntimas, sociais e históricas para aprimoramentos
Essenciais na transcendência espiritual da criação e tentar alcançar
Reflexos da Luz diáfana que incandesce, incendeia nossos corações;
Altruísmo que esparge perfume de bênçãos, exercícios das virtudes;
Não se exalta e nem perde a humildade ao cuidar dos necessitados;
Carentes dos suaves bálsamos que amenizam dores, nas aflições da
Imprudência humana que mata, guerreia, destrói por motivo torpe,
Alienados ainda nas percepções, belezas d´alma; ainda no casulo da
    (gentil e bela borboleta à alçar voos e alcançar o seu peso de LUZ.

-24-
A conquista do trono
Elzio Luz Leal

Existe uma parte ordeira,
E outra parcela guerreira,
Que juntas, na humanidade,
Estão aprendendo a viver...
Todos querem, a seu modo,
Conquistar o trono do poder!

Como pensam diferentes,
Interpretam em suas mentes,
O que querem, intencionam.
O poder como uma meta,
Para um filósofo ou poeta,
Não é como os outros pensam...

Para a parcela guerreira,
O poder é a maneira,
De dirigir as nações...
E para alcançar seu intento,
Fazem uso do invento
De armas, bombas, canhões...

Usam também de artifícios,
Sem medir os sacrifícios,
Para obter as regalias ...
E com falcatruas, trapaças,
Espalham mortes e desgraças,
Por sequentes dinastias...

Os pacíficos, por seu lado,
Valorizam ter conquistado,
O seu mundo interior...
Querem espalhar alegrias,
Um poder com parcerias,
E a democracia do amor !







Tocando em Frente
Autores: Almir Sater e Renato Teixeira

Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso
Porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte
Mais feliz quem sabe eu só levo
a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente.
Como um velho boiadeiro levando a boiada,
Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou,
Estrada eu sou.

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora, um dia a gente chega.
No outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz...

Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs.
É preciso amor pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso,
Porque eu já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz...
 












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