AGRADECIMENTO

Agradecemos aos Confrades e Confreiras da CAPPAZ pelas mensagens enviadas em homenagem ao 5 de Junho. O Dia do meio Ambiente nos leva à reflexão a respeito da VIDA. Muito obrigada a todos e até a próxima Ciranda. Muita PAZ,

Vera Passos
Vice-Presidente Nacional

 






INTRODUÇÃO

54ª. Ciranda Mensal – Dia Mundial do Meio Ambiente – 05 de junho

Todos os anos, as Nações Unidas dão um tema diferente ao Dia Mundial do Meio Ambiente.
Os temas para o Dia Mundial do Meio Ambiente são uma maneira de dar ideias para atividades de conscientização das populações e de proteção do meio ambiente.

O tema sugerido pela ONU para o Dia Mundial do Meio Ambiente 2013 é:
"Pense - Coma - Poupe".
A CAPPAZ, imbuída de suas finalidades e objetivos, propõe o tema Meio Ambiente para que toda a Confraria, durante o mês de junho, reflita e expresse em prosa, verso e/ou em artes plásticas.
Entretanto, nada impede que a atividade da nossa Ciranda seja ou não focada na Trilogia... Pense- Coma- Poupe, se assim o desejarmos. ("Trilogia significa uma obra literária, ou musical, ou científica dividida em três partes, vem do grego. Trilogia é também o conjunto de três obras que se ligam entre si por temas comuns a todas, e pode ainda ser um conjunto de três coisas que se ligam para formar um trio uma trindade”). Google
A CAPPAZ esclarece que os focos do tema sugerido pela ONU, para comemorar o Dia Mundial do Meio Ambiente- 2013 não são necessariamente obrigatórios para as atividades desta Ciranda Mensal. Apenas é uma sugestão para aqueles que desejarem exercitar sua arte em versos na formatação trilogia poética.
Ressaltamos que o tema desta Ciranda é o Meio Ambiente, independente dos focos sugeridos pela ONU.
Também, informamos que, nesta data, comparecemos a abertura do Evento Oficina do Sapato Florido, na Casa de Cultura Mario Quintana, Porto Alegre e lá tivemos a oportunidade de fotografar o reaproveitamento de sapatos que a comunidade doou para serem transformados em vasos. Algumas fotografias que fizemos, hoje, estão na arte do top da Ciranda
Aguardamos a participação de todos nesta Ciranda que, por certo será a expressão máxima dos fins e objetivos da CAPPAZ e a filosofia dos seus ícones.
Agradecemos as suas participações
Paz e Bem...

Porto Alegre, 05 de junho de 2013.

Joyce Lima Krischke
Presidente Fundadora CAPPAZ







PARTICIPANTES

01 Alice Luconi Nassif 03
02 Ana Beatriz Sebastiany de Oliveira 01
03 Andrade Jorge 06 e 35
04 Audelina de Jesus Macieira dos Santos 16
05 Carlos Reinaldo de Souza 38
06 Celeste Farias Dias 23 e 24
07 Daniel Brasil 15
08 Deomídio Macêdo 05
09 Edécio Mergener 34
10 Eloísa Antunes Maciel 10
11 Elzio Luz Leal 11
12 Fernando Alberto Salinas Couto 28
13 Guacira Maciel 14
14 Haydée S. Hostin Lima 33
15 Humberto Rodrigues Neto 04
16 João José Oliveira Gonçalves 17
17 Joyce Lima Krischke 13 e 18
18 Judite Krischke Sebastiany 08
19 Malú Ferreira 37
20 Marcelo de Oliveira Souza 07
21 Marina Martinez 36
22 Nádia Cerqueira 12
23 Odilon Machado de Lourenço 25 e 26
24 Paola Rhoden 02
25 Rosana Carneiro 29
26 Roseleide Santana de Farias 22
27 Sidney Santos 09
28 Sílvia Silva Benedetti 27
29 Tânia Maria de Souza 30
30 Vera Lúcia Passos Souza 31 e 32
31 Weber Müller 20 e 21







PARTICIPAÇÕES

-01-
Sou Pequena, mas a Natureza é Grande
Ana Beatriz Sebastiany de Oliveira

Sou pequena
Mas a natureza é grande
Têm flores, florestas, animais
É só observar para notar
Que a Terra tem tudo a nos dar.

Amo a natureza
Pois ela é linda e bela
E porque tudo nos dá
Vale muito mais que uma pérola
O ambiente que tenho para morar.

Como eu disse
Ela é colorida, vistosa, exuberante.
É por isso que devemos protegê-la
Para no futuro
Podermos nos orgulhar.

Por enquanto sou pequena
Mas vou crescer com o tempo
Vou agora mesmo proteger
Com atenção e carinho a Terra que me viu nascer.

Sobradinho/RS



-02-
Meio ambiente
Paola Rhoden

Fazemos parte de um contexto onde a finalidade de uns pode prejudicar a de outros. Vemos as árvores serem cortadas para enriquecer uns poucos, deixando uma imensa ferida aberta no seio de nosso chão, onde a natureza levará muitos anos para repor o desfalque. Notamos que, poucas pessoas se preocupam com o que possa ficar no planeta para o futuro, que nessa ordem, poderá deixar de ser um planeta azul, para se tornar cinza. Nada repõe uma floresta secular colocada abaixo por mãos incautas. De nada adianta o grito triste da juriti assustada com o tombar de seu ninho. Fica no olvido o correr cansado do caititu sem lar. As águas escasseiam, o solo seca, os galhos ficam sem folhas e os pássaros sem aconchego. Ficamos a olhar esse mundo verde ruir, pensando até quando a natureza suportará tantos maus tratos. Nas cidades, o lixo entulha ruas e parques, e os que por ali transitam fingem ignorar o mal em que pisam. A poluição do ar pelo imenso fluxo de motores em combustão fica denso e irrespirável. Os rios citadinos assoberbados pela grande massa de sujeira em seus leitos, quase sem nada de vida em seu seio, carregam para o mar o veneno que lhe intumesce o âmago, onde se mistura com o que lá já existe. Florestas, águas doces e salgadas, saturadas pelo poder enorme do desleixo humano, que em seu viver destrói o que de melhor a natureza tem, choram sua própria morte. Quem sabe um dia, o grito daqueles que se preocupam com a vida na Terra, seja ouvido pelos que se fazem de moucos, e ainda haja tempo de salvar a vida nesse Planeta Azul.

Brasília/DF

-03-
Segredo escarlate...
Alice Luconi Nassif



extasiada , observo o Ipê roxo-escarlate
e diante da sua simetria perfeita, me curvo
suas flores vermelhas mancham o tapete verde
... é o sangue real , do senhor da paisagem.

e a viagem do [meu pensar] permanece...

como poderia me sentir superior [humana]
ao espírito livre e majestoso da bela árvore?
esta , eleva-se radiante às alturas, sem abandonar
as raízes que, fundo, penetram na doce terra .

àquela escura terra, úmida e fértil
que numa distante “era” recebeu o sêmen
gerando nela este frondoso milagre -
o gigante real, Ipê roxo-escarlate.

jamais a mãe [natureza] revelou seus mistérios
aos iludidos homens [superiores] envaidecidos.
o segredo prevalece na ‘potencia’ que semeia
tanta diversidade , toda vida , no mágico planeta

meu único universo... meu cuidado.

obrigada , por existir aqui comigo!
doar tua beleza sublime, sem cobranças

escultura de abastança, meu amigo!
meu encantado segredo escarlate...

Rio de Janeiro/RJ

-04-
Preito à Natureza
Humberto Rodrigues Neto

Ah... Natureza! Que cruel regime
te impõe o homem, perdulário e ateu!
Agride fauna e flora, alheio ao crime
de estragar o que Deus nos concedeu!

O ar, o sol, o azul que esmalta o espaço,
o homem faz réus de equívocos critérios;
enche os céus desse trágico bagaço
de pós mortais e gases deletérios!

Quando se rouba a mata à ave inocente
e polui-se a mercúrio a água dos rios,
é nessas horas que o Senhor pressente
o quanto somos maus e somos frios!

Da árvore que estala, vindo ao chão,
evola-se um lamento ao infinito,
mas não o ouve o autor da infanda ação,
pois só Deus é capaz de ouvir tal grito!

Natureza: viemos de outras plagas
pra crescer nos reencarnes sucessivos,
mas te enchemos de pústulas e chagas,
movidos por instintos primitivos!

Falhos que somos desde os cromossomos,
de nós tirai, Senhor, machado e serra;
lembrai-nos que, afinal, nada mais somos
que meros forasteiros sobre a Terra!

São Paulo/SP

-05-
Dia Mundial do Meio Ambiente
Deomídio Macêdo

Comemorar uma data especial
É muito bom.
Aniversários, dia das mães, dos pais,
e outras tantas que nos emocionam.

Comemorar o dia Mundial do Meio Ambiente é amar e compreender a natureza, que abrange os animais, a biodiversidade, a cadeia alimentar, a fotossíntese, a vida! E quando passamos a entender a grandiosidade que é a natureza, o que ela nos proporciona, saberemos respeitá-la e cuidar melhor do Planeta Terra que está ecoando por socorro.

Salvador/BA

-06-
Serra do Japi
Andrade Jorge

Na cidade onde nasci,
há o encanto e beleza
da serra do Japí,
nela deito meu olhar,
repousante visão da natureza;
Vejo daqui
a exuberância da silhueta,
modelada com verdejante imponência,
no fino recorte circundante,
subindo em suave saliência,
que cena do Divino Autor!
Ah! minha Japí
tu acalma a alma,
seja noite ou dia,
impossível não te admirar,
pois sob os raios do rei,
ou clarão do luar,
és a essência da poesia;
O vento brando passa te acariciando,
tocando, embocando
teus arbustos, arvoredos,
e a nativa flor
traz na aragem
a fragrância, olor
que não sei decifrar,
mas como é maravilhoso
sentir e aspirar!
Ah! Serra do Japí,
místico presente
revelando a presença de Deus,
no torrão onde nasci
da minha doce e querida Jundiaí!

Diadema/SP

-07-
Água nossa de cada dia.
Marcelo de Oliveira Souza

Com o surgimento da Organização das Nações Unidas os grandes problemas que surgem tendem ser resolvidos de uma forma globalizada.
Assim foram criados dias especiais para que as pessoas possam parar para refletir sobre inúmeros problemas, como a problemática da crescente escassez da água.
A maior parte absoluta do nosso planeta é constituída de água, provavelmente por isso que as pessoas têm a ideia de que esse precioso liquido seja interminável, resultando em um gasto desenfreado do conteúdo, quem for mais atento perceberá que os rios estão sumindo, dando lugar às valas de esgotos, as fontes naturais também; as lagoas diminuem a cada dia e em pouco tempo a água potável vai ser mais um motivo para as reações bélicas.
Muitas campanhas são feitas, como o dia mundial da água, do meio ambiente, contudo para termos realmente uma consciência vai demorar muito, as crianças ainda mostram ter uma sensibilidade quanto ao assunto, porém quando chega à adolescência, sua fase agitada, todo aquele aprendizado de proteção à natureza se esvai como uma pororoca nervosa na região amazônica.
É muito triste saber que em países lindos como o Brasil as suas florestas estão sendo dizimadas, os seus patrimônios naturais dilapidados, porém o mais triste ainda, é saber que diante de toda a falta de estrutura que o governo insiste em dizer que proporciona aos seus cidadãos, como saúde, educação, moradia, nós ainda completamos esse tripé incluindo o desperdício de água a essa lista de direitos básicos jamais adquiridos para uma vida digna.

Salvador/BA

-08-
Pneu Florido
Judite Krischke Sebastiany

Porto Alegre/RS

-09-
Haicai
Sidney Santos

Santos/SP

-10-
Relicário Natural...
Eloisa Antunes Maciel

Cheiro de mato com olor de vida,
Odor de flores e também de frutos...
Água corrente que é restituída
À Natureza — pelos seus redutos.

Frondes anosas, sempre verdejantes,
Que dão abrigo para a passarada;
Que dão guarida para os caminhantes
A que prossigam pela sua jornada.

Mata nativa em que a Natureza
Fez relicário de preciosidade...
E num cenário de real beleza
Devolve alento para a Humanidade.

Que esse relicário, preservado,
Possa crescer e se multiplicar...
Que seja permanente o seu legado
De paz e de vivência salutar!

São Martinho da Serra/RS

-11-
A foto revelada
Elzio Luz Leal

Na natureza, as coisas funcionam normalmente conforme padrões. Assim como a semente de uma árvore pode ser levada pelo vento para dezenas de quilômetros de distância, ou se for mais pesada, pelos bicos dos passarinhos para alguns metros ou quilômetros, assim também, as nossas sementes, as ideias, têm que ser disseminadas para gerar bons frutos.

Dentro desse mesmo padrão de comparação, existem na humanidade pessoas que se parecem com as sequoias ou com as palmeiras imperiais, aquelas que nas florestas, de tão grandes, vislumbram toda a região, e mesmo por isso, conseguem perceber as soluções para os problemas delas e dos demais.

As outras, inundadas nos seus problemas, mal conseguem ver a luz do sol, que as folhagens das gigantes sombreiam. E esperam que as maiores, que são as iluminadas, possam lhes oferecer as soluções.

Mas existem os problemas que são comuns à todas as espécies, tanto às sequoias, as palmeiras imperiais , quanto às medianas, nas quais me incluo, e às rasteiras, as gramíneas.

Muitos dos grandes problemas da humanidade já foram resolvidos, hoje não convivemos com as grandes pandemias do passado, as mortes pelas epidemias que assolavam os povos, como a devastação pela febre amarela, porque foram inventados os antibióticos. Suportamos muito melhor ao frio, porque temos a tecnologia para fazer agasalhos leves e poderosos. Para a devastação pelos tornados e furacões, que dizimavam cidades e regiões, matando milhares de pessoas, temos para nos proteger, os abrigos subterrâneos.

Mas a modernidade nos trouxe um risco comum e de poder muito mais devastador. Para crescer e produzir alimentos, a humanidade devastou suas florestas.E fez assim em quase toda a Ásia, na Europa, na África, nos Estados Unidos, e está fazendo a mesma coisa no Brasil. A multiplicação do uso do carros, o aumento da queima de combustíveis e a falta da cobertura florestal, criou uma combinação de fatores propícios à geração de grandes catástrofes na natureza, furacões, maremotos, tsunamis.

Mas eis que uma das nossas sequoias, o brasileiro, humanista, economista e antropólogo, mais famoso no entanto por suas fotografias , que valem por mais de mil palavras, Sebastião Salgado, colocou mãos à obra e começou a reflorestar... Mas o mais importante, é que está divulgando e dando o exemplo para que o façamos em grande escala.

Eu, como o passarinho, estou levando no bico a minha sementinha e fazendo o meu papel, por favor, vejam o vídeo em: http://www.ted.com/talks/sebastiao_salgado_the_silent_drama_of_photography.html contaminem-se também por essa ideia, só assim poderemos salvar nosso planeta.

Rio de Janeiro/RJ

-12-
Dança das nuvens
Nádia Cerqueira

Estamos aqui, ocupando um grande espaço
do planeta
Não importa se chegamos
antes ou depois de
outros milhões de seres
ou na explosão de algum cometa.
Derrubamos árvores, abatemos os animais
comemos cadáveres.
Se originamos de um acidente cósmico
também não importa,
Temos que amar o nosso ambiente.
E estamos cada vez mais reciclando,
numa evolução tecnológica , a favor da
preservação.
Continuamos respirando mal e a
natureza em extinção.
A conscientização ainda é pequena,
e podemos reciclar a nossa alma e a mente
Mas estamos à morrer fisicamente.
Contemplamos então o
espetáculo da dança das nuvens,
flocos de neve e do mar com
suas ondas fantásticas
Enquanto vivemos com tantas
mudanças climáticas.

Salvador/BA

-13-
Trilogia- Meio Ambiente
-Pense- Coma- Poupe (I)
Joyce Lima Krischke

Ah, se cada um de nós:
Fechar... a torneira enquanto escova os dentes...
Gastar menos um minuto para tomar seu banho...
Certamente, sobrará mais água para nossos netos beberem.
Pense...

Ah, se cada um de nós:
Relembrar... que os alimentos nem sempre são renováveis
E muitas sobras e invólucros de alimentos poluem a Terra
Certamente, haverá melhor qualidade de vida na Terra
Coma

Ah, se cada um de nós:
Reciclar... até os sapatos que deixou de usar...
Os sapatos poderão ser reaproveitados e transformados
Em vasos decorativos para flores
Certamente, haverá menos poluição na Terra.
Poupe

Dia Mundial do Meio Ambiente 2013 – Pense Coma Poupe

Porto Alegre/RS

-14-
Literatura para os olhos e os ouvidos
Guacira Maciel

Ao fazer a minha caminhada de todo santo dia, exceto aos domingos, tive uma experiência nova, que, embora simples, foi um verdadeiro exercício de percepção. Resolvi inovar e levei um MP3 ou 4? (para mim não faz a menos diferença) com intenção de escutar um pouco de música, como havia observado que muitas pessoas fazem quando caminham. Coloquei os fones, liguei o aparelhinho e nada aconteceu; a magia de todas as manhãs, mal punha os pés na pista de caminhada da orla, hoje, não foi a mesma. Então, me dei conta, não sem alguma perplexidade, que estava fora do contexto esperado; havia algo errado, e no primeiro momento nem pensei que fosse causado pela música que entrava pelos meus ouvidos de forma compulsória, sem necessitar reflexão... eu não estava lá, não éramos um... Ao olhar todo aquele espetáculo da Natureza, senti que faltava algo essencial: eu não conseguia me integrar a ele; eu não entrava na sua sintonia... me senti uma estranha àquele ambiente que me recebia todas as manhãs encenando um espetáculo novo...sabia que ele estava ali, mas era eu quem permanecia à porta. De repente me dei conta de que ocorrera uma espécie de fuga daquela sonoridade tão inerente, tão orgânica; compreendi que, além da observação visual, a presença daqueles sons suaves e naturais que deixavam impressas em minha sensibilidade imagens tão fortes, embora tão fugazes, capturadas e expressas nos meus poemas impressionistas eram fundamentais às impressões oferecidas pela visão. Comecei então a entender que além da luz, os sons se encaixam e compõem a obra; como sou influenciada por eles, e como eles potencializam as impressões visuais, seja o latido dos cães vira latas disputando uma cadelinha no cio ou a primeira refeição que o tratorzinho da limpeza retira das praias; um grito ao longe trazido pelo vento ou simplesmente o som que a brisa matinal provoca nos meus ouvidos... Comecei a perceber que cada elemento visual refletido nos meus poemas se integra ao outro também pelo som que produzem individualmente, como uma sinfonia. Até mesmo o som que a energia do sol, ainda que a uma distância infinitesimal, produz ao vir afagar as águas do mar, uma espécie de murmúrio que posso perceber naquele contexto, se integra a esse fantástico mistério. Também compreendi que não existem limites para a Natureza, da qual sou parte integrante e simbiótica, que sempre deixa em mim uma sensação de eternidade...

Salvador/BA

-15-
Desequilíbrio Ecológico
Daniel Brasil

Águas paradas
Peixes sem vidas
Lagoa tristonha
Sem o pescador
Fico cismando
A beira d'água
No barco que levo
Tristezas e dor

Em casa a família
Fica esperando
O peixe que chega
Para o pão do dia
Mas infelizmente
Não pegou nada
Foi tempo perdido
E rede vazia

Meu bem te consolas
Porque não é fácil
O mundo de hoje
Que estamos vivendo
O desequilíbrio ecológico
Que a natureza
Está sofrendo

Meu caro irmão
Este pedido
Eu quero fazer
Não destrua
A natureza
Porque sem ela
Não podemos viver...

Porto Alegre/RS

-16-
Vamos cuidar da terra
Audelina de Jesus Macieira dos Santos

Vamos cuidar da terra
para que ela possa viver
em paz, doando a natureza
nossa raiz insólita

Vamos cuidar da terra
para que ela seja pura
como as águas de beber

Que seja ela abençoada!
Como os nossos filhos
como parte do nosso equilíbrio

Vamos dá a terra nosso planeta
a sua realeza, que seja rainha
em forma , e beleza
respiremos seu ar,
beberemos sua água
pisaremos o seu chão
sentiremos sua força
no vulcão
no mar
no céu
no menino
no velho
no jardim florido
vamos cuidar da terra
para que ela não morra jamais
seu poder está no sol
que a aquece inteira
sua força está nas árvores
que a faz trasbordar ar
sua harmonia é nosso viver
nossa alegria, se não cuidarmos da terra
agora, regando sua flores, plantando mais amores
saberei que morrerei
em breve
morreremos todos junto com ela.

Salvador/BA

-17-
A Arte e a Natureza (do Bom Deus!)
(Ofereço à Mãe-Natureza e aos Manos Animais!)
J.J. Oliveira Gonçalves

É a Natureza uma Arte em si
É quando Deus-Artista é Poeta!
Sobre Sua Criação ele projeta
A Essência da própria Alma e ri!

A Natureza é a Arte - a mais Bela
É quando Deus-Pintor joga Suas Cores
Com nuanças de Alegrias e de Dores
Em impecável Óleo-Sobre-Tela!

Usou pincéis de Paz e de Ventura
E fez Sagrada cada Criatura
Nessa Arte de Etérea Inspiração!

E Maestro da própria Orquestração
Deu o Vôo aos passarinhos - e a Canção
E sua Obra impregnou de Pia Textura!

Porto Alegre/RS

-18-
Trilogia-Meio Ambiente
- Pense- Coma- Poupe (II)
Joyce Lima Krischke

O verde é a essência das matas
O verde é o colorido da Paz
Por que as derrubadas diuturnas?
Filho do Planeta – Terra:
Pense!

Vejo restos de comidas pelas calçadas
Lixeiras repletas de sobras das mesas
Preparou alimento demais? Guarde-o
Servirá para a próxima refeição:
Coma!

Do meu poço artesiano jorrava água
Hoje, dele sai menos água e poluída...
Alerta! Não jogue detritos ao léu...
Feche a torneira enquanto escova os dentes:
Poupe!

Pense- Coma- Poupe
(Tema sugerido pela ONU para as atividades do Dia Mundial do Meio Ambiente-2013)

Porto Alegre/RS

-19-
Meio ambiente: natureza
Judite Krischke Sebastiany

Meu ambiente.
Nosso ambiente.
Ambiente partilhado.
Ambiente respeitado:
Ambiente preservado.

A cada ano uma nova preocupação
Uma nova denúncia e mobilização.
Questões globais e municipais:

Sol, ozônio, geleiras, inundações.
Obras, derrubada de árvores,
Planos governamentais, projetos ;
Ou interesses privados: “quero mais”.

Vale a pena a discussão
Fazer circular a informação
Mobilizar, questionar,
Fiscalizar e pedir explicação.

Em casa, muita atenção:
Água, alimento, lixo,...
Vigilância, auto-avaliação.
Novos hábitos e obstinação.

Um dia eu mudo.
Um dia o vizinho muda.
Um dia o mundo muda.

Hoje ou amanhã?

Porto Alegre/RS

-20-
Caparaó
Weber Müller

Cheiro de natureza
Sublime beleza
Pedestal de realeza
Ares e brilhos de nobreza!

Caparaó – região privilegiada
De um povo aguerrido na caminhada
Celeiro de cultura e historia herdada
Registro de imagem na memória guardada

Seu garbo e elegância me encantam
Suas paisagens e montanhas fascinam
Rios, cachoeiras e cascatas que vislumbram
Flores, cores e amores que arrebatam

Montanha sagrada, abençoada
Por Deus, eternizada
Por nós, sempre amada
Aos capixabas, riqueza preservada

Caparaó, não me vejo sem ti
Aqui nasci, cresci e amadureci
Deixo-me seduzir apenas por ti
Meu coração é seu, teu aconchego é aqui!

Guaçuí/ES

-21-
Natureza
Weber Müller

No inverno, traduz-se em frio e tormento
No outono, perde as folhas ao vento
Na primavera, encanta-me com as flores
No verão, embala calorosos amores

Despir-se no outono expressa ousadia
Colorir na primavera é singela magia
Aquecer-me no verão é pura sedução
Sonhar no inverno aquece a alma, embala o coração

Folhas num outono – suspense promissor
Flores na primavera – estação da flor
Sol e calor no verão – desejos e sonhos que eu tanto quisera
Intensidade no inverno – esperança de aquecer-me nas quimeras

Prefiro o inverno com todo seu charme
Encanto-me com a primavera, suave perfume
Tempo de esperas, o outono me leva a refletir
Verão despojado, viagens, encontros – um terno e eterno sorrir!

Guaçuí/ES

-22-
Um poema ao Sol
Roseleide S. Farias

O sol primaveril está brilhando e suavemente chegando
em diáfano, esplendoroso véu! E nos eflúvios das cores
nos traz alegria, vida e flores, suavizando nossas dores,
são doces bálsamos vindos da infinitude do azul do Céu.

O sol que brilha aquece a alma, nos traz alegria e amor,
sustentabilidade, alimentos, esperança, a paz e o calor.
Seres alados singram os ares, voos, magia e renovação,
Percebo Paz, Serenidade, Poesia, Ternura e Inspiração!

Este céu límpido, tão bonito, nos promete um branco luar,
noite estrelada, sonho e poesia, uma voz singela a cantar
os sentimentos de amor, tristeza, saudades, anseios, dor,
felicidade, abandono, sublime gratidão, vocação pra amar.

São dias de sol, jangadas ao mar e suave brisa a soprar.
Lá vou eu sobre as águas e os meus cabelos a esvoaçar,
tão leves soltos ao vento no meu barco singrando o mar,
no balanço das verdes ondas e brancas velas a tremular.

Desliza a jangada veloz a cortar as vagas, marolas azuis,
enfrentando as fortes ondas e sentindo o vento a soprar.
Vamos buscar boa aventura, e junto às gaivotas a brincar
quero bom peixe pescar! Coco, pimenta, dendê: degustar.

As gaivotas e andorinhas, os beija-flores e os bem-te-vis,
as pequeninas rolinhas, beijam as flores mimosos colibris!
Me alegram o sol, as chuvas do verão. Janeiro com o calor
vejo alegria, fantasias, sensualidade, as canções de amor.

O sexo é vida, raios de sol, a chuva, o verde, a procriação.
Também a enfeitar as galharias, os doces frutos do verão.
O céu resplandece em azul celeste, traz mistérios sem fim
e dissipa cansaço, a melancolia escondida dentro de mim!

Os resquícios das saudades dos meus amores que se vão
neste sofrer imprevisível que deixa triste o meu coração!
O rei sol exibe o verde e exalta o céu azul na luz multicor,
pujança das águas no inverno, primavera, beleza na flor!

Mares e rios, as fontes e cascatas em forças, belezas mil,
me encantam, sorrio, me banha a cachoeira deslumbrante,
a rica fauna, bela flora e serranias, florestas exuberantes,
que me fazem amar e amar as férteis terras, lindas praias,
deste meu querido, imenso, maravilhoso e cobiçado Brasil!

Belos raios de sol "brilham nas vidraças da minha janela"
Assim diz a linda canção! E a derramar os raios multicores,
seus reflexos fulgurantes querem afastar as minhas dores
e enxugar as lágrimas indolentes do meu teimoso coração,
que busca reacender à LUZ, achar a sublime Iluminação!...

O sol fala de esquecimento, esperança, paz e cooperação.
Nos estimula à caridade, a misericórdia, ternura e perdão.
Sol radioso, tu que me traz a vida, és magia e vivificação!
Um arco-íris que invade o meu Ser a aquecer a minha Fé,
me fala de carinho, mudanças, amores, paz e comunhão.

As flores lindas que eu vejo me chamam até o meu jardim.
Caminho para a varanda, reflito, faço exercícios, meditação.
Me dão beleza e perfume, as rosas, açucenas e os jasmins!
O doce cheiro dos lírios, as mirras, os cajueiros e matures,
frondosas mangueiras, coqueirais, parecem acenar à mim!

A linda passarinhada voa e canta com uma intensa alegria,
quando ao raiar da madrugada sua algazarra me contagia.
E ouço o cantar, queixas, lamentos, mesmo fazendo festas.
Sentem saudades da verde mata, o doce cheiro das flores,
sabor dos frutos, folhas macias de belas, densas florestas!

Meus queridos passarinhos voam e entrelaçam-se nos ares,
seu canto ouço encantada, comovo-me, não sabem chorar!
Cantam a dor, a falta das fontes, néctar das flores, chuvas,
o som da correnteza dos rios e límpidos córregos cantantes
deslizando em úmidos vales, a serpentear entre os montes.

Comove-me o sol poente no belo e melancólico entardecer.
Ouço balbúrdia danada, aves voam para frondoso arvoredo.
Procuram por seus ninhos, a acolher seus pequenos corpos,
guardar seus singelos sonhos e esconder íntimos segredos.

Um entardecer se anuncia onde nas solitárias praias vazias
os jacarés abrem as bocas entre os mares, rios e serranias.
O "Bolero de Ravel" se expande, o sol vermelho se esconde,
Forte Velho, Ilha Bela, Stuart pequena ilha entre os montes!

A Senhora do Brasil, a Senhora da Guia! Além dos igarapés
e as verdes restingas, encontro antigo povo numa bela Vila.
Todos esses seres viventes buscam juntos uma só direção:
a paz, sossego, e no silêncio da noite enfrentar os medos.
Dragões, feios monstros, seus mais belos sonhos desfeitos!
E revigoram-se no calor dos abraços, achando o aconchego!

Cabedelo/PB

-23-
A minha poesia - 05 de Junho de 1997
Celeste Farias Dias

Dia Mundial do Meio Ambiente,
Dia Mundial de uma alegria,
Contagiante, radiante, meiga,
Nasce uma estrelinha.

Um presente, uma poesia,
Vinda de Deus,
Loirinha, lindos olhos,
Azuis celestes, brilhosos.

Sorriso marcante,
Pura meiguice,
Olhar penetrante.

Brinquedo, vida?
O que será?
Ah!!!!
É natureza, é gente!

Nívea Hellen,
Primogênita,
Neste ambiente,
Presente, sempre.

Uma flor, com amor,
Em forma de filha,
Recebida de Deus,
No dia Mundial do Meio ambiente!

Belo Horizonte/MG, 18//06/2013

*Poema feito especialmente para a 54ª Ciranda da CAPPAZ, homenageando a minha filha Nívea Hellen e o Dia Mundial do Meio Ambiente.

-24-
O Nascer de uma Poesia
Celeste Farias Dias

O nascer de uma poesia,
Disso não se esquece,
Admirável dia,
Pensamentos a navegar
Da areia a caminhar,
Do paraíso a contemplar.

Céu azul, silvestre,
Poucas nuvens a bailar,
Pássaros voam em liberdade,
Nas montanhas verdes do mar,
E na soberana dança,
O sol Brilha no palco.

Árvore de alegria, vida e amor,
Crescendo no coração,
Apaixonando com esplendor,
Do vento que passeia,
Da brisa que vem e vai.

Bate vida, nasce poesia,
No coração de alguém,
Aqui a arte é constante,
Num instante,
Dessa natureza brilhante.

Deveras, contemplar o sol,
Só!
Mas é impossível, te digo,
Do constante perigo,
Desse abrigo Maior.

Presença do teu ser,
A natureza a merecer,
Olhar de admiração,
Felicidade, delicada paixão.

Manguezal, mar, céu, lua,
Luz, estrelas, amar-te nua.
Embriagada de prazer,
O nascer de uma linda poesia,
Cujo nome é Itaparica...

Ilha de sonhos, entusiasmo e alegria,
Paz a florescer na alma do ser,
Repleta de beleza e canto,
Me deparo no entanto,
Neste encanto,
De querer com ela viver.

Belo Horizonte/MG - 04/01/2013

Foto: By Celeste Farias Dias - Ilha de Itaparica/Bahia

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Enxada
Odilon Machado de Lourenço
À memória de vó Tude.

Vó Tude tinha uma enxada pequena
De tão gasta diminuíra seu tamanho a menos do meio
Eu cresci vendo vó Tude gastando aquela enxada
Tinha aquela ferramenta o jeito de vó Tude
Pequenina e capinada de bela vida
Já não capinava tanto como no tempo de moça
Mas às vezes depois do café ou na tardinha vó Tude a pegava
Arrancava batatas nos munchões perto da casa
Aterrava alguma abobreira ou suas ervilhas plantadas na ladeira da fonte
Ia indo lavoura a fora com a paciência de quem sabia esperar para colher.

Florianópolis/SC, 12-06-2013.

-26-
Das hortas
Odilon Machado de Lourenço


Pense nas imagens da lavra degradada
Nos venenos lavando nascituros enfermos
Nos dentes mastigando frutos venenosos
Coma cores criadas pela terra revirada em suas mãos
Plante sementes, regue o sol, colha seus raios!
Nutra suas veias dessa força nascida no quintal
Poupe a natureza dos tenazes pesticidas
Respeite a mãe que nos dá vida e sejas grato
Nos canteiros colhas o amor da terra que recria.

Florianópolis/SC, 12-06-2013.

-27-
Meio Ambiente
Sílvia Benedetti

Preciso escrever algo, na instância de participar desta 54ª Ciranda da minha CAPPAZ. Mais uma vez a comemoração do DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE! dia de chamamento no despertar da consciência humana para com a natureza...O que temos visto por aí, não corresponde à real necessidade do que ela necessita; CUIDADO, PRESERVAÇÃO e... RESPEITO
. O homem, por onde passa, deixa sua marca indesejada poluindo, destruindo sem pensar nas sequelas do seu mau proceder. IMEDIATISTA, ele vive o agora, quer o prazer do momento deixando para seus filhos e netos os problemas gerados pela sua irresponsabilidade.Não creio em milagres, mas quem sabe no currículo escolar poderia cair bem o estudo pormenorizado da necessidade urgente de CUIDADOS PARA COM O MEIO AMBIENTE. A criança por certo aprendendo AMAR A NATUREZA se transformaria no adulto consciente da sua responsabilidade para com ela. As transformações estão aí e podem ser observadas nem nenhum esforço: Mudanças climáticas como o degelo as calotas polares, acarretando enchentes, etc. O ciclo das chuvas, prejudicado pelo desmatamento, gerando secas e consequentemente... fome; os rios contaminados, o ar irrespirável... não sou expert no assunto mas leio bastante e muitas coisas tenho observado até porque tenho bastante idade e vivência.

Porto Alegre/RS

-28-
Meio Ambiente
Fernando Alberto Salinas Couto

Perdoai Senhor esse filho
que, vestido de hipocrisia,
defende a Terra, de repente,
com o seu cinismo velho
dedicando, para ela, um dia
e nos outros lhe é indiferente.

Ah, que fizemos com esse ar
que respirávamos sem medo
e com a água pura também?
Coisas que deveríamos amar,
mas só levamos ao degredo,
pensando em viver bem...

Homens dados ao consumismo
que destrói muitas árvores
para fazer coisas supérfluas
e nesse lamentável comodismo,
invertendo, sem dó, os valores,
nenhum deles sabe o que faz.

Dia mundial do meio ambiente
deveriam ser todos os dias.
A vida seria melhor pra gente
e o mundo uma linda poesia
declamada, cheio de beleza
em louvor àquela pura natureza.

São Paulo/SP – 05/06/11

-29-
A Natureza Ensina
Rosana Carneiro

Os pássaros me contaram
Numa linda sinfonia
Que a vida é bela
E cheia de alegria

Avistei ao longe, as flores
E elas numa linda mensagem
Transmitiram que a vida
É só uma viagem

As árvores, se juntaram
Numa total formosura
Mostrando-me que a vida
Também pode ser dura

Rompeu-se o silêncio nesta hora
E com forte estrondo ecoou
O trovão avisa
Que a vida também se transformou

A chuva por sua vez
Não quis ficar quieta
Mostrou que a vida é boa
Pra quem for esperta

O mar resolveu mostrar
Com toda a calmaria
Que a vida seria linda
Pra quem se arriscaria

Os insetos numa canção
Resolveram mostrar
Que a vida não é ruim
Quando se tem alguém pra amar

Veio o arco-íris
Mostrar todas cores
E que a vida é linda
Se tiver muitos amores

Assim então eu me vi
Diante da natureza
Ensinando-me que aqui
A vida não é moleza...

-30-
Tânia Maria de Souza

Na foto a confreira Tânia(ao meio) e duas amigas com sacola de lixo que retiraram do costão do Pontal Norte de Balneário Camboriú.

Balneário Camboriú/SC

-31-
5 de Junho, “Dia do Meio Ambiente”
Vera Passos

Somos responsáveis por tudo que aconteça ao Planeta Terra;
Chegamos aqui e encontramos os rios que abastecem vidas.
Os mares que oferecem riquezas.
O ar que respiramos.
O solo onde caminhamos, edificamos, deitamos as sementes que se transformam em alimentos.
As Rochas sustentam todo Planeta e oferecem os recursos minerais.
Queremos flores nascendo nos campos e jardins.
Queremos frutos brotando nas árvores.
Queremos os mananciais sem poluição.
Queremos água potável. Queremos vida na vida.
O lixo mata; o lixo é o homem quem faz.
O que deixaremos para as gerações futuras?
A TERRA CARECE DE PAZ.

Salvador/BA

-32-
O Planeta Responde
Vera Passos

Constantemente se fala em todos os pontos da terra, da lei de causa e efeito, segundo os espíritas e a lei de ação e reação dos cientistas. Na minha opinião dá na mesma. Tudo que fizermos de bom ou ruim às pessoas ou ao planeta terra teremos de imediato ou não, uma resposta.
Vejamos em primeiro lugar o nosso próprio corpo: a gula nos leva a digerir em excesso alimentos (ação) em seguida teremos uma diarreia ou prisão de ventre (reação). Esta é a maneira mais simples para que possamos entender o processo de que todo efeito há uma causa pertinente. Uma pesquisadora, psicóloga , americana de pré nome linda, descobriu que toda doença (reação) tem uma causa moral. No final do meu texto enviarei o resultado da pesquisa.
Há milênios o homem vem ocupando os espaços geográficos da forma mais desordenada que possamos estender. No começo escolheu às margens dos rios. Porque serviam de caminhos e pela facilidade de adquirir a água para o seu consumo. Usaram o máximo que puderam achando que nada faltaria ou teria demais para o número de pessoas que existia. Como não se preocupavam com o preservar nada , quando já não tinham mais o que usar naquele local buscavam outro e assim sucessivamente, destruíam o ambiente tornando-o improdutivo. Eram nômades, não tinham lugar fixo para viver. À medida que passava o tempo as matas que margeavam os rios eram usadas parara construir seus abrigos e com certeza queimar nas suas fogueiras, já que o fogo era a principal fonte de energia. Lá ia sendo destruída a mata ciliar, ou seja, a vegetação que protegia as margens dos rios, impedindo que estes saíssem do seu leito, evitando o excesso de evaporação das suas águas. Os rios são fontes da vida e não suportam a carga do lixo que vem sendo despejado no seu curso. Durante as enchentes , os rios transbordam e não encontram mais espaço para se expandirem . As grandes cidades seguiram os caminhos dos rios para construir suas avenidas, com elas vieram as grandes populações e o dito desenvolvimento. Esqueceram que a natureza responde a tudo. A civilização trouxe as indústrias, a tecnologia, os gases poluentes, os automóveis, o lixo atômico, as super populações. A ignorância, a arrogância, o orgulho, o capitalismo, a ganância, o egoísmo, o poder, dentre outros fatores estão levando o homem à decadência.
Imaginem um simples papel de bala, pode durar anos para ser destruído pela natureza. Quantos papeis são jogados ao vento no mundo todo? Muitas vezes os garis não alcançam , pois eles caem nos esgotos e se dirigem par os rios e mares, matando os peixes e animais microscópicos que auxiliam os elementos da natureza a cumprirem o seu papel.
Os esgotos entupidos, durante as chuvas, as águas retornam para as casas construídas às margens dos rios. Assista os telejornais e vejam as enchentes nas grandes cidades e os transtornos e prejuízos. As grandes cidades têm outro problema grave, a quantidade de asfalto nas suas avenidas, as tornam impermeabilizadas, isso quer dizer que as águas das chuvas não encontram espaço para infiltrarem no solo. O calor do asfalto provoca o aumento da temperatura local, somada a enorme construção de prédios à base de cimento e à falta de arvores. Ao chover ,as águas acumulam e não encontrando caminho para seguir evaporam rapidamente, sobrecarregam as nuvens e as tornam saturadas. Em seguida vêm as chuvas torrenciais. É preciso construir nas avenidas canteiros que venham absorver uma parte das águas da chuva. Toda problemática das cheias são uma consequência do mal planejamento urbano, do mal uso do solo, das construções inadequadas, da falta de um estudo das rochas, dentre outros fatores. A devastação das florestas, a poluição e principalmente a enorme quantidade de lixo despejado nos mananciais , os gases emitidos pelos automóveis e indústrias, são o problema mais urgente das sociedades atuais.
O homem, que aproximou o homem do homem, com seus transportes tão avançados, os meios de comunicação cada vez mais sofisticados , não parece ser o mesmo que agride a natureza em todos os seus ambientes, pela ganância. O Brasil , um país riquíssimo em seus recursos naturais, permite que se exporte nossa água potável. Através dos alimentos que são comercializados para várias partes do mundo. A questão do plantation é grave se não houver um planejamento no setor de exportação. Enquanto a irrigação usufrui a água potável, na produção de alimentos destinados à exportação, milhões de brasileiros morrem de sede e por causa da inanição, abandonam suas terras e no seu êxodo superlotam as cidades. Sem contar com as toneladas de água que são jogadas nos oceanos.
A natureza vem cobrando do homem providências urgentes. Os sinais são bastantes e visíveis, porém a ambição desenfreada , não o deixa raciocinar. O aquecimento global já provoca mal estar até em quem está acostumado com o calor e as altas temperaturas como nós, da zona tropical, ou melhor dizendo zona equatorial. As geleiras despencam em várias partes do globo chegando os seus icebergs, ao mar. As matas se incendeiam facilmente ou propositalmente. Rios secam em alguns locais e transbordam em outros. As encostas deslizam agressivamente destruindo tudo que impeça o caminho. Vidas desaparecem num piscar de olhos. As doenças proliferam e muitas delas ainda não têm tratamento. A obesidade se apossa de uma enorme parcela da sociedade mundial. As drogas consomem os jovens e destroem famílias inteiras. As prisões superlotam e não há esperança para quem nela entra.
Para onde vamos nós??????????????????

Salvador/BA

-33-
Desequilíbrio
Haydée S. Hostin Lima

Minúsculo cisco no universo pulsante.
Somos caminhantes de galáxias impossíveis.
Somos únicos
e nos deram razão e natureza.
Precisamos de equilíbrio,
apostamos em desequilibrar.
Ganhamos em latifúndios
e nos portamos como vermes.
A casa: desarrumamos e desmatamos,
água não podemos beber,
as crisálidas sem amanhã,
flores sem jardins,
sacadas cegas de florais.
Não haverá chuva boa
caindo dos beirais.
Sinistros, sairemos pelo deserto
e a poeira do fim dos tempos
pisará nossos olhos sem lágrimas.

Santa Maria/RS

-34
Acorda Gigante
Edécio Mergener

A natureza se agoniza
Nas mãos de quem mais precisa
Ela chora silenciosa sem gritar
Esperando por alguém observar.

Muito se fala mais pouco se faz
O grito da selva só o vento nos traz
O cheiro das flores aos poucos sumindo
Os frutos doentes ao chão vão caindo.

Os peixes morrendo pelas águas contaminadas
Os animais que somem morrendo de fome
O ar poluído se enche de fumaça
É o fogo ardente que tudo consome.

Acorda gigante... Planeta de nossa geração
A casa do Homem que Deus poste a mão
E aqui nos deixou para a reprodução
Preservar é de nossa obrigação.

São José dos Pinhais/PR

-35-
Água
Andrade Jorge

Água é vida
prelúdio no alvorecer,
com uma força incontida,
traz o choro de um novo ser.

Água envolve a mãe terra
umidifica teu seio,
cuja seiva encerra
mistério do início, fim e meio.

A lágrima que cai
é água que desliza
se tristeza,com ela vai,
se dor, ameniza.

a chuva esperada
sacia a sede no campo,
e na cidade,
renova o espírito
e traz felicidade.

Diadema/SP

-36-
Véu de noiva
Marina Martinez

No casamento Homem e Natureza
fui espiar o véu da noiva.

Caia pelas (em)costas, frio,
destituído da natural beleza
que adorna e traz encanto.

Deixou de ser renda.
Pendendo até o chão, desconsolado,
tornou-se simples tule esburacado.
Perdeu do volume a grandiosidade
e do viço, toda a lenda.
Sobrou pouca força. Desencanto.

Ela, a noiva, restou em sua senda,
expondo quase perdidos recantos
aos que ainda têm curiosidade.

Ele, noivo, predador inconsequente,
já partiu afoito para outro lado,
deflorando virgens matas,
desandando em frio o ardente,
deixando mais noivas aos prantos.

Percebo, ao respirar,
sentimentos quase humanos.

Ela, sem mais amor ou harmonia,
perecerá, envolta em seu véu rasgado,
vítima de um casamento em agonia.

Ele, polígamo traiçoeiro e inveterado,
nem mesmo um singelo véu de espuma
receberá de tais enlaces profanos,
pois destruirá muitas vidas, uma a uma.

Porto Alegre/RS

-37-
Assim caminha a humanidade
Malú Ferreira

Atravessam grades, murros, ruas.
Pedras, espinhos
Flores mortas no caminho.
Rostos sóbrios, mudos, carrancudos.
_O momento implora socorro
_O momento implora atitude.
Através do pensar
Através do agir.

Alimentar-se de esperanças
Questionar o dia a dia.
A criança sem alimento
O sertão morrendo de sede.
O gado não sustenta mais seu próprio corpo
O sol queima como faísca.
Corpos humanos e matas virgens.

Nem bem chega a lua
Cadê a brisa? Não vem?
Se vier... o corpo já adormeceu
Do cansaço da labuta.
Oxalá não aja tempestades
A terra frágil pede clemência
Já não suporta mais os desmatamentos
Das assassinas mãos humanas.

Os rios estão secando
O mar busca passagem
Máquinas aterram lagoas
Caranguejos perdem suas moradas.
Os verdes transformam-se e Arranha-céus.
E os operários não possuem moradas.
O homem destoe o universo
Semelhante a cupins em noite de festa.

E a vida segue
Por detrás de grades, construindo murros.
Circulando ruas, em busca de sombras.
No mar_ cordilheira de pedras protege a fúria.
No céu_ bandada de pássaros sem rumo.
Enquanto florestas lutam por sobrevivência
Os animais estão escassos.
E terra segue com sua rotatividade acelerada.
O sol vive esbarando na lua...
E a humanidade caminha...

Salvador/BA

-38-
Concerto do meio ambiente
Carlos Reinaldo de Souza

Mãe natureza, mãe da vida:
Velai por nós, seres humanos,
E perdoai as nossas ofensas!

Filhos da natureza: preservai
O meio ambiente em que viveis,
Este é o vosso sagrado dever!

Assim, num concerto infinito,
O universo é o berço esplêndido
Da mãe terra, planeta iluminado!

Deus e seus anjos, lá no céu,
Cantarão hinos de louvor,
As estrelas terão mais fulgor!

E todos os seres, irmanados,
Animais, vegetais e minerais,
São membros da orquestra ambiental!

Conselheiro Lafaiete/MG








SELO DE PARTICIPAÇÃO









MÚSICA DE FUNDO

As Baleias
Composição: Roberto Carlos / Erasmo Carlos
Voz: Roberto Carlos
Midi: Um Novo Encontro Musical

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De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor nesse momento

Não é possível que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardadas
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que você deixou manchadas

Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão

O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e a fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão

Como é possível que você tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro

Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor

Não é possível que você suporte a barra













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