PARTICIPANTES


01  Andrade Jorge  17
02  BRita BRazil  09
03  Celeste Farias Dias  28
04  Deomídio Macêdo  29
05  Eloísa Antunes Maciel  03
06  EstherRogessi  18
07  Fernando Alberto Salinas Couto  22
08  Haydée S. Hostin Lima  16
09  Humberto Rodrigues Neto  19 e 30
10  Joyce Lima Krischke  27 e 32
11  Lourdes Ramos  26
12  Marcelo de Oliveira Souza  06
13  Mariângela Repolês  20 e 21
14  Marina Martinez  24 e 25
15  Nadia Aparecida Foes  10
16  Odilon Machado de Lourenço  13 e 14
17  Paola Rhoden  12
18  Rosana Carneiro Bado  31
19  Rosângela da Silveira Coelho  04 e 05
20  Roseleide Santana de Farias  15
21  Sidney Santos  07 e 08
22  Sílvia Araújo Motta  01 e 02
23  Sônia Rêgo  23
24  Vera Lúsica Passos  11

 

 


PARTICIPAÇÕES

-01-
Natal me embala
Acróstico cristão Nº 2643
Por Sílvia Araújo Motta

N-Natal me embala e faz cantar
A-A melodia do Amor infinito.
T-Toca sinfonia que a brisa leva ao ar,
A-Acalenta a dor, inspira o bendito
L-Louvor ao Santíssimo Sacramento.

M-Mestre dos Mestres ensina a simplicidade
E-E dá sabedoria ao humano pensamento.

E-Encerra o Poder Supremo Redentor!
M-Músicas de Natal tornam a Noite Feliz...
B-Bem-aventuradas com dons do Criador,
A-As pessoas renovam esperanças e no
L-Local da Clave de SOL, o mundo diz,
A-Ao terminar o ano: -Obrigado, Senhor!

Belo Horizonte/MG

-02-
Natal do Menino Deus e Rei
Soneto clássico-sáfico-heróico nº 1658
Rimando ABAB-ABAB-CDC-EDE
Sílabas fortes: na 4ª, 6ª, 8ª e 10ª sílabas.
Mensagem-final no 14º VERSO,
com apenas DEZ sílabas não gramaticais.
Sílvia Araújo Motta

Pode dizer-me então, o que é NATAL?
Se continua a fome... morte existe!
Está dormindo agora, o grande ideal?
A violência cresce e a dor persiste.

Se vale a pena, segue em frente, insiste!
Revolução já fazem contra o mal!
Quem tem amor e fé, luta e resiste!
Perdão espanta a guerra que é fatal.

Muitas razões, reflito em paz, comigo:
-Se a humanidade for capaz de amar,
sempre dará ao pobre, paz e abrigo.

Natal é luz, bondade e VIDA NOVA!
Entre as nações cantamos a louvar
ao Rei Menino-Deus que a Luz renova!

Belo Horizonte/MG

-03-
Natal - Luz...
Eloísa Antunes Maciel

Um “festival” de luzes coloridas
Despertam sensações nas avenidas
Com a proximidade do Natal...
Induzem ao consumo e à gastança,
Incitam mil desejos em crianças,
Gerando o consumismo irracional...

E a farra continua mais vibrante:
A propaganda faz-se itinerante,
Percorre diferentes quarteirões...
E os habitantes das periferias,
Assumem delirantes fantasias,
No insano surto de alucinações...

E transformando em farsa uma esperança,
Concentram – se no impulso da gastança,
Cedendo à tentação que lhes seduz...
E ao despertarem para a realidade,
Vedam os olhos para a claridade
Que lhes sugere uma nova luz...

Mas se despertos, quedam-se vencidos:
E nessa condição de arrependidos,
Perceberão a verdadeira luz...
Terão de se quedar à luz divina,
O facho que acalenta e que ilumina:
À luz emana do Senhor Jesus!

São Martinho da Serra, 10/12/2013.

-04-
Natal de Luz
Rosângela da Silveira Coelho

Curitiba/PR

-05-
Feliz Natal
Rosângela da Silveira Coelho

Curitiba/PR

-06-
Jornada de Natal
Marcelo de Oliveira Souza

Mais um Natal vem chegando, as pessoas vão aos poucos se acostumando com o evento mais festivo do Brasil, as músicas vêm chegando, a luzes acendendo e apagando, contudo o espírito do Natal adormece nos corações dos homens.
Muitos planos aparecem, ceias, presentes, consumismo, o dinheiro já sai dançando ao ritmo das canções Natalinas; essa festa une, mas também separa as pessoas, torna o alegre mais feliz e o triste mais solitário, o bandido mais guloso e os festejos seguem dessa forma; Umas famílias se juntam, outras se separam, cada um em seu canto, perdendo o encanto; Outras juntam-se, mas não celebram a grande intenção que é o Natal, o nascimento de Jesus Cristo.
Ele que ensinou humildade às pessoas, agora tem seu nome utilizado para o consumo, onde muitos aproveitam para sustentar a sua ganância, outros ainda enxergam a beleza do Natal como caridade, amor e carinho, felizmente; mas diante de tanta atribulação em nossas vidas, a festa toma uma dimensão comercial, reinando a grande terapia de consumir.
Diante disso deixamos o nosso carinho e a nossa lembrança nesse dia tão especial para você e sua família, exaltando o amor de Cristo por nós, que aos poucos tentemos seguir nosso caminho por dias melhores, festejando mais um aniversário santificado e que todos possam comemorar em paz, com muito amor, respeito, saúde, onde quer que estejamos, e que possamos retornar aos nossos lares incólumes no trânsito e longe da violência que não esquece em gritar aos quatro cantos da nossa cidade.

Feliz Natal e Ano Novo 2014

Salvador/BA

-07-
Papai Noel
Sidney Santos

Noite de toda gente
Estrela ao longe reluz
Sorrisos e vozes contentes
Trenó que a paz conduz
Brilho que traz amor
Tempo de pura magia
Cirandas em dourado anel
Voltas de amor, em poesia
Em vivas ao Papai Noel!

Santos/SP

-08-
haicai
Sidney Santos

Natal é amor
Fraternidade, sempre
Paz e muita luz

Santos/SP

-09-
Natal
BRita BRazil

Rio de Janeiro/RJ

-10-
Mensagem Natalina
Nadia Foes

Eu vi a estrela guia acompanhar minha mãe
em sua longa viagem sem volta.
Este Natal sera diferente!!!!!
DEUS a levou
E nos trouxe um lindo netinho.
Sera o meu primeiro Natal sem minha mãe.
Porém a vida deve seguir o seu rumo!!!

Vou ouvir os sinos no dia de Natal,
Suas alegres, belas e familiares
canções Natalinas
E alegres e doces
as palavras se repetem.
Paz na terra
e boa vontade aos homens.

FELIZ NATAL E UM ANO NOVO DE PAZ E LUZ!!!!

Florianópolis/SC

-11-
Natal
Vera Passos

Bons tempos os que vivi no Natal!
Quando a infância era carne e alma em mim
Tudo era sempre igual
Tão simples, era pura alegria
As praças guardavam sorrisos
E nem era preciso presente
As janelas abertas, ruas libertas
Lua na certa prá nos proteger
Eu ficava contente com qualquer beija-flor
Um abraço, aperto de mão, um pouco de amor....
Tudo era fantasia, era minha riqueza
A beleza estava pertinho do meu nariz.
Natal era o presépio que meu pai armava,
Prá me ver sorrir e me sentir feliz
Era a espectativa do amanhecer
E meu sapatinho me surpreender
Com um laço de fita, uma roupa de chita,
Uma boneca... uma coisa bonita.
O NATAL era cheio de luz
Missa do galo e como regalo, fogos no ar
Anunciando a festa de JESUS

Salvador/BA

-12-
Anjos cantam luzes no Natal
Paola Rhoden

A luz renasce na alma
Um som irradia cores
Pesamos nossos valores
Com um pouco mais de calma
Ouvindo o canto dos Anjos
Sonhamos dias melhores
Olhamos os arredores
No som suave do arranjo
Cada janela uma luz
E cada nicho um sorriso
As vozes do paraíso
A toda gente seduz
Anjos cantam pelo astral
No escuro brilham estrelas
Todos felizes ao vê-las
Porque tudo é Natal

Brasília/DF

-13-
Da outra luz
Odilon Machado de Lourenço

No coração do menino uma luz renova o brilho
Seus olhos vibram tão fortes qual luz de estrela solar
São tantas suas palavras nascidas para guardar
Guardar assim feito um círio que azula ao não apagar
Brotando chama mais forte do reviver, reflorar...
Clareando muito mais forte, além da luz do olhar.

Balneário Camboriú/SC, 11-12-2013.



-14-
Luz do Natal
Odilon Machado de Lourenço

Nesses dias de dezembro que vão até o Natal
Dias que vão passando por entre as brisas do vento
Por entre o tempo que vai revendo o seu nascimento
Me pergunto aqui comigo nas distâncias que percorro e
quiçá também persigo ao me lembrar do Natal
Quanto tempo se precisa pra buscarmos mais pureza?
Mais verdade? Mais amor? Mais luz divina ao Natal?
Há tantos caminhos longos trilhados para o Natal
Tanto amor desencontrado nesse tempo de Natal
São tantos os horizontes rebuscados nesse dia
Tão grandes são as distâncias para cantar o Natal.

Balneário Camboriú/SC, 11-12-2013.

-15-
O Natal está Chegando
Roseleide Santana de Farias


O ano passou veloz

Natal está a chegar
Acendam as luzes coloridas
Tem festa antiga em meu lar
Amigos, parentes, estrelas luzentes,
Lenitivos da vida no verão a chegar.

Está o céu tão bonito, cheio de sol,
Sinto a brisa fresca a me afagar
Tem nuvens branquinhas, céu azul
À noite eu prevejo um lindo luar.

Chega o dia, vejo o belo alvorecer,
Hoje, 12 de dezembro, data a comemorar,
Estarmos mais uma vez a amar e agradecer,
Glorificarmos a Deus e com alegria saudar
Ao aniversário de Cabedelo, a nossa liberdade,
Nas praias, praças, gente desta, outras cidades,
Dádivas do feriadão, saúde, esperança do povo
O Natal chegando traz Fé, Luz, Alegria, Paz, União,
                                                             (ANO NOVO.

Cabedelo/PB, 12/12/2013

-16-
Manhã de Natal
Haydée S. Hostin Lima

Quando raia 25 – o mundo fica uma asa,
dezembro está mais ameno,
Jesus reina entre as casas,
Cordeiro, manso e sereno.

Além das festas e ceias,
raios de luz, corações.
A meninice sem meias,
laços de afetos, orações.

Manhã de Natal tem ternuras
que o olho humano não vê.
Não há competição, censura,
apenas fé a viver.

Badala o sino da igreja,
“quebra” na hora o poema.
A Criança só deseja: a lucilante
pureza de um ramo de açucena.

Santa Maria/RS

-17-
Presente de Natal
Andrade Jorge

Pai Noel, eu quero um presente
bem bonitinho, que ande, corra e converse comigo,
Pai Noel, eu quero aquele que ta ausente,
O presente é o meu amigo.

Pai Noel, esse amigo ria, pulava,
contava estorinhas pra eu dormir,
sempre dizia que me amava,
e não me deixava o frio sentir.

Pai Noel, desse amigo nunca esqueço,
traz ele de volta, traz ... Vai!
Pai Noel! Ainda sou criança não mereço,
ficar longe de meu pai!

Dedico a todas as crianças cujo pai não está presente por circunstâncias da vida ou da morte.

Diadema/SP

-18-
O meu Melhor Presente de Natal
EstherRogessi

Naqueles 23 de dezembro, a insônia me visitou, acordei durante a madrugada, e a minha cabecinha de criança ficou sonhando acordada, com o Natal.
Eu não entendia o seu significado, porém, ouvi os meus colegas do “Grupo Escolar” contar uns aos outros, dos pedidos feitos ao Papai Noel. Timidamente perguntei-lhes:
– Quem é? Vocês têm um pai com o mesmo nome?
– Não! Seu bobo... Papai Noel é um velhinho que no dia de Natal dá presentes para todas as crianças... Você nunca ganhou presentes dele não?
– Não... Eu não tenho pai...
Imediatamente Hugo respondeu: – Não é preciso ter pai pra ganhar presente do papai Noel não!
Perguntei-lhe: – Não?
– É claro que não! Eu não tenho pai, mas todo Natal Papai Noel me dá presente!

Falou o Marquinhos – outro colega nosso, todo orgulhoso –,. Espantado perguntei: – Ah... Ele dá mesmo? Como é que eu faço? Como é que ele vai saber onde moro?
Hugo disse alegremente: – Minha mãe me ajuda a fazer o pedido, me diz o que é melhor. Sabe? No Natal passado, eu pedi uma bicicleta, então a minha mãe disse que o Papai Noel era muito velhinho e que era difícil para ele subir o morro, carregando tantos presentes, e, ainda mais, uma bicicleta pesada... Eu concordei com ela e pedi um carro bem bonito...
– E ele deu?
– Claro! Igualzinho ao que eu mostrei a minha mãe!
– Ah...
Fiquei pensando durante todo o dia... Como eu queria ganhar um presente...
Quando mamãe chegou do trabalho – minha mãe trabalhava a dez anos na casa de um casal de médicos –, contei para ela sobre a minha conversa com os meus colegas.
Ela ficou em silêncio, olhando para mim... E vi a mamãe chorar... Perguntei-lhe: – Por que a senhora está chorando mãe?
– Por nada filho... É que eu cresci sem festejar o Natal... Esqueci de fazer você viver os seus. Perdoe-me, filho... Mas, o que você gostaria de ganhar mesmo?
– Um carro bem bonito!
– Vou falar para o Papai Noel, está bem?
Que alegria eu senti! Pela primeira vez eu ganharia um presente do Papai Noel...
“Papai!...” Que palavra mágica! Boa de falar...
Eu cresci chamando mamãe e só mamãe. Nunca conheci o meu pai. Algumas vezes eu perguntava a minha mãe: – Mãe, por que eu não tenho pai? Por que eu não sou como as outras crianças?
Ela rodeava, porém, não me falava a verdade.

Foi perdido em sonhos, com a alma agitada, que naquela madrugada abafada, no escuro do meu barraco, fitando o teto de zinco, refrescando-me através dos chuviscos de uma chuvarada repentina, que se fez cair; no descanso do desconfortável sofá sem pés, rente ao chão, com um único lençol, que eu tinha de optar entre forrar o plástico barato, do sofá, ou, me cobrir, para me livrar dos pernilongos, que disputavam o meu sangue; passava das vinte e quatro horas – havia uma casa de jogos próximo ao nosso barraco, que costumava fechar muito tarde, eu ouvia os comentários da vizinhança, a respeito do horário de fechamento do tal local que acontecia, após às vinte e quatro horas. Ao ouvir o barulho do fechar de portas deduzi ser muito tarde..

A minha mãe ainda não tinha chegado, porém, eu não sentia medo, os meus pensamentos eram tão bons... Quantos sonhos! Chovia forte na noite enluarada, como quando chove durante um dia de sol, da mesma forma...
Pelos furos do zinco percebi pequenos raios luzentes, entrando e causando um efeito bonito no nosso barraco de dois cômodos. Os pingos fortes da chuva, faziam-se ouvir no zinco... Era como se Deus estivesse falando comigo, em mensagem codificada: – “Estou aqui meu filho, bem presente, não estás só!
Trago o céu para ti como presente de Natal. Essas são às luzes de todos os natais que você não viveu...!”
Comecei a chorar mansinho. Eu era criança, não entendia... Mas no meu coraçãozinho, eu ouvia uma voz doce que deixou de falar dentro do meu coração, e inundou o nosso barraco. Uma doce e forte voz que se fazia ouvir , como que amplificada, enquanto que o lugar simples, humilde ficou repleto de estrelas... O chão de barro batido, os poucos utensílios e projetos de móveis – igual a minha cama –, tudo estava bordado por estrelas de luz tênue... Continuava a falar aquela doce voz: – Sou o teu Deus! O Pai dos órfãos e o marido das viúvas... Sou eu que zelo por ti e vou te dar um presente de Natal que, Noel não poderá te dá . Não o receberás aqui, no morro. Farei com que desça à cidade, para recebê-lo.

Não sei se àquela voz se alongou ao falar-me... Certo é que foi um bálsamo, para a minha alma inocente, e ansiosa; perdida em questionamentos mudos.
A doce voz inundou, não só os cômodos do nosso barraco, porém, a minha alma... Adormeci, assim... A ouvi-la..
Não vi a minha mãe chegar. Acordei com ela me chamando, apressando-me, pois, iríamos passar o Natal na casa dos patrões de minha mãe – um casal de médicos –, algumas vezes ela me levava para passar o dia lá., juntinho a ela , naquele apartamento imenso e elegante.
O doutor. Fábio ficava me olhando demoradamente... Algumas vezes era carinhoso..
Eles não tinham filhos, a doutora Olívia – sua esposa– era estéril.
Eles estavam em férias, planejavam viajar logo após o Natal.
A minha mãe também teria férias... Poderíamos ficar juntos por mais tempo.
A Família dos patrões da mamãe morava em outro país... Distante, muito distante!

Naquela noite de véspera de Natal éramos em número de quatro. Jantamos alegres, e, em seguida, a doutora Olívia , nos convidou para nos assentarmos junto à Árvore de Natal, muito bonita e iluminada, com várias caixas de presentes embaixo... A vista de todos; o doutor Fábio, calmamente, me perguntou: – O que você pediu ao Papai Noel, filho?
Olhei para ele muito sério e lhe respondi: – Eu e minha mãe pedimos um carro bem bonito... Mas, eu ouvi uma voz muito bonita e calma, no meu coração dizendo que Ele era o pai dos órfãos e marido das viúvas e que eu não estava só... Que eu iria ganhar um presente, que o Papai Noel não poderia me dar. Para isso eu teria que descer o morro... Eu já não sei o que vou ganhar...
Sabe o que eu queria mais do que qualquer presente doutor?
– Não, filho! Não sei... O quê?
– O meu pai! O meu pai de verdade! Eu só tenho mãe...

Sem entender, vi o doutor Fábio chorar, como eu nunca pensei que um homem pudesse fazê-lo... Mesmo eu sendo tão pequenino, entendi que algo muito sério estava acontecendo, naquela noite de Natal.
Espantado vi o doutor pegar as mãos de sua esposa, e pedir-lhe perdão, em pranto, enquanto que a minha mãe nervosa colocou as mãos na boca e gritou: – Não! Não conte Fábio!
Fiquei mais confuso ainda... A minha mãe chamara o doutor, simplesmente, de Fábio... Ele não a ouviu e contou a doutora Olívia – a sua esposa – que eu era seu filho.

Não ficamos para a entrega dos presentes, mamãe pegou-me pela mão, e saímos rapidamente.

A minha vida mudou; a nossa vida mudou!
Minha mãe não mais precisou trabalhar em casa de família; eu ganhei o pai que eu pensei não ter; o doutor Fábio me reconheceu como filho, . nos deu uma casa decente, uma pensão para minha mãe cuidar de mim...
A sua esposa, ao longo dos anos, lhe perdoou. Não se separaram; não fiz a infelicidade deles... Causei lágrimas, é verdade... Sem querer fiz a boa doutora sofrer...
Entendi que eu ganhara o maior presente de toda a minha vida...
Aquela doce voz cumpriu o prometido!
A verdade sempre vence... Ela é amor, é fruto do Espírito de Deus e o amor vence o mundo.

Recife/PE, 15/12/2013
Às 05h15m.

-19-
No Natal
Humberto Rodrigues Neto

Já se sentem do Natal
  as sadias emanações
  daquele amor sem igual
  retornando aos corações!

E que esse amor se apresente
   sem ostentações ou palmas,
   mas que se faça latente
   no pulsar de nossas almas!

Sejamos todos irmãos
  nesse dia e nos demais,
  pra que do Cristo as lições
  não olvidemos jamais!

Unamo-nos a quem tenta
   ser humilde, bom e humano
   nos trezentos e sessenta
   e cinco dias do ano!

Se tal se desse... Que lindo
  ver Jesus de viva voz
  sair do presépio rindo
  para abraçar todos nós!

São Paulo/SP

-20-
Então é Natal
Mariângela Repolês

Apesar da inquietante nostalgia que o Natal nos traz, me remoto à infância e me lembro da casa de meus pais. Referencias eternas costuradas, sentimentos desencadeados, frentes à minha própria essência, dão vazão à inquietude de minha alma.
Cavo e escavo fundo a memória, (des) enterro lembranças, afago qualquer respingo de água que teima em roce por meu rosto, identificando a saudade que me chega.
Daquela casa onde vivi um dia, agora lar de outras pessoas, me deslizam histórias através de suas janelas e portas as lembranças que estão longes e se distanciam cada vez mais…

O presépio exposto na sala de visitas, em destaque, figuras pequenas, coloridas, quase do tamanho da palma da mão, revelavam a força mística que habitava em meus pais. E eles que eram meus anjos de carne e osso voavam ao redor de mim, como se fizessem parte de una milícia celeste.
A mesa farta regada de sabores, aromas e emoções degustados por olhos preguiçosos cheios de cores, os sapatos sob a cama para se encherem de presentes, olhos míopes de sonhos ouvindo o barulho dos ruídos de Papai Noel descendo pela chaminé - que nunca existira - ou escutando o silencio galopado em meu coração retumbado em meu corpo em alquimia.

Todos íamos dormir mais cedo e ainda sinto em meu imaginário fantasioso, o cheiro queimado da barba do bom velhinho vestido de vermelho.
Despertava-me ao som de Jingle Bell dedilhado por meus irmãos, em pente envolto em papel celofane. Dava de beber à alma da menina que vivia dentro de mim e eu era a mãe de minhas bonecas.
Não lhes fazia vestidos. Seus corpos eram talhados de pano. Apenas as enrolava em retalhos tecidos em fragmentos de afeto materno, em movimentos de vida, reinventando-as ao próprio fio da meada de seda, compartidos ou surrupiados dos bordados de Tina.

Passado e presente sintonizados, no apenas com a cadência dos passos ao tempo, se complementam.
Meu ontem veste meu hoje, onde a alma da menina de outrora, se encarregou de manter os dias e as noites perfumadas pelas manhãs do passado.
Hoje minha fragilidade feminina necessita de meu pai José, de minha mãe Maria e de minha tia Cristina travestidos de querubins, de serafins e de arcanjos se revezando, para que eu não fique sozinha e triste.

Alvinópolis/MG

-21-
Entonces es Navidad
Mariângela Repolês

A pesar da inquietante nostalgia que la Navidad nos trae, me remoto a la infancia y me acuerdo de la casa de mis padres. Referencias eternas costuradas, sentimientos desencadenados, frentes a mi propia esencia, dan hueco a la inquietud de mi alma.
Cavo y excavo hondo la memoria, (des) entierro recuerdos, halago cualquier salpicadura de agua que tema en roce por mi rostro, identificando la saudade que me llega.
De aquella casa donde viví un día, ahora hogar de otras personas, me deslizan historias a través de sus ventanas y puertas los recuerdos que están lejos y se distancian cada vez más… El pesebre expuesto en la sala de visitas, en destaque, figuras pequeñas, coloridas, casi del tamaño de la palma de la mano, revelaban la fuerza mística que habitaba en mis padres.
Y ellos que eran mis ángeles de carne y hueso volaban alrededor de mí, como se hiciesen parte de una milicia celeste.
La mesa harta, rellenada de sabores, aromas y emociones degustados por ojos perezosos llenos de colores, los zapatos bajo la cama para se llenaren de regalos, ojos miopes de sueños, oyendo el barullo de los ruidos de Papá Noel descendiendo por la chimenea - que nunca existiera – o escuchando el silencio galopado en mi corazón retumbado en mi cuerpo en alquimia.

Todos íbamos dormir más temprano y aún siento en mi imaginario fantasioso, el olor quemado de la barba del bueno viejito vestido de rojo.
Me despertaba al sonido de Jingle Bell punteado por mis hermanos, en peine envuelto en papel celofanes.
Daba de beber a el alma de la niña que vivía dentro de mí y era la madre de mis muñecas. No les hacía vestidos. Sus cuerpos eran tallados de paño. Apenas las enrolaba en retallos tejidos en fragmentos de afecto materno, en movimientos de vida, reinventándolas al propio hilo de madeja de seda, compartidos o hurtados de los bordados de Tina.

Pasado y presente sintonizados, no apenas con la cadencia de los pasos al tiempo, se complementan.
Mi ayer viste mi hoy, donde el alma de la niña de otrora, se cargó de mantener los días y las noches perfumadas por las mañanas del pasado.
Hoy mi fragilidad femenina necesita de mi padre José, de mi madre María y de mi tía Cristina travestidos de querubines, de serafines y de arcángeles revezándose para que yo no me quede sola y triste.

Alvinópolis/MG

 

-22-
Natal de Luz
Fernando Alberto Salinas Couto

Só o Criador é CAPPAZ
de realizar nossos sonhos,
para curtirmos risonhos,
um lindo Natal de paz.

Paz na alma e no coração,
relembrando a manjedoura,
naquela noite tão bela
que já nos trazia a lição,
sempre atual e duradoura,
como nos deixou Mandela.

Paz sem a dor da pobreza,
pleno do amor de Jesus,
sem fome, só com beleza.
Um fascinante Natal de luz.

Rio de Janeiro/RJ – 17/12/13

-23-
Natal de Luz
Sônia Rêgo

C om o seu nascimento
A Luz, no mundo inteiro, brilhou
P ondo amor nos corações
P rocurando converte-los
A visando que Jesus chegou
Z elando pelas nossas ações.

Rio de Janeiro/RJ, 18/12/2013

-24-
Natal de Paz
Marina Martinez

Falar sobre o Natal? O que ainda não foi dito?
Ouço e leio esta frase há muito tempo:
“Paz na terra para os homens de boa vontade.”
Presumo que criaturas de saudável inspiração
tenham, no mínimo, maior serenidade.
Quem sabe este sossego intimista,
semeado entre as pessoas, cristalino,
transforme qualquer dia em Natal.

Já idealizaram 365 dias de coração natalino?
Sem interesses, falsidades, vazios momentos,
abraços sem carinho, sem ternura o beijo,
com momentos repletos de luz e paz, sempre à vista,
manifestos na tranquilidade de humanos sentimentos.
Utopia? Óbvio, mas me permitam ter fantasias.

Na verdade, não desejo um Natal de Paz.
É muito quimérico, mais utópico do que meu desejo.
Quero, apenas, Paz no Natal.
Em especial, naqueles Natais que, para mim,
ocorrem em imperceptíveis fatos, todos os dias.

Porto Alegre/RS



-25-
Luz da Estrela-guia
Marina Martinez

Busco em vão aquele estábulo, os animais,
os Reis Magos e suas oferendas.
Encontro apenas mitos ancestrais.
Preciso acreditar que não eram lendas
as narrativas apreciadas em criança.
Imagino a manjedoura, José, Maria e Jesus.
Visualizo os milagres, Idealizo a esperança.
Tento orar, mas perdi a fé, desorientada.
Quem veio nos salvar, morreu na cruz.
Em Seu final, generoso golpe de lança.
Do Seu exemplo agora pouco resta.
Humanidade hoje é um disfarçado mutante:
presentes, festas, afagos, comensais.
Comemora o aniversário, esquece o aniversariante!
Não rezo mais. Perdi a fé. Não valorizo a festa.

Almejo apenas renascer a cada dia abençoada,
tal qual a Estrela-guia, espalhando Luz!

Porto Alegre/RS

-26-
Aos Amigos da CAPPAZ
Lourdes Ramos

Rio de Janeiro/RJ

-27-
Bendizendo o Natal
Joyce Lima Krischke

Bendigo o Natal, renova a vida!
Momento de Paz, que cura ferida
Com o Amor, a Paz e na Fraternidade
Enchendo nosso coração de amizade.
Bendigo o Natal, doce Harmonia
É da vida momento de alegria.
Ah! Doce encantamento de Jesus
Que em nossa vida brilha e reluz .
Bendigo o Natal, momento ideal
Trazendo-me Paz e luz sem igual.
Bendigo o Natal, que mostra Jesus
Sim, na manjedoura, longe da cruz!

Balneário Camboriú/SC

-28-
Hoje é Natal!
Celeste Farias Dias

Muita gente no mundo fala
que o nascimento do menino Cristo Jesus
é o maior símbolo do natal...

Na televisão, falam de festas
de inventos, comidas, novelas, eventos...
mas isto não é natal!

Na rua, seus meninos sonham
em ganhar um presente do Papai Noel...
mas isto é natal?

O que é natal ?
O que dizer, o que sonhar
se não há o que comemorar ?

Eu quero fazer uma árvore
com enfeites de amor, gratidão,
humildade, alegria e paz

desejando que no resto do ano
ao invés de esquecidos, estes arranjos
representem o sentido do natal!

O natal é a otimização e a compartilhação
dos melhores sentimentos!
Hoje é dia de
amar e de
se doar.

RJ, 19-12-13

-29-
Amar é Preciso!
Deomídio Macêdo

Bate coração acelerado
como nunca batera antes
Sempre na fraternidade
que envolve o mês de dezembro
em que se festeja o nascimento de Jesus
Ame coração, ame!
percorrendo caminhos
cumprindo nosso destino
que programamos um dia.
E para vencermos
Só depende de cada um.
É preciso plantar
a semente do amor
que germinará a Paz
e a nossa Felicidade.
Ame coração, ame.
É preciso amar!

Salvador/BA

-30-
Natal é...
Humberto - Poeta

Natal é a alma inundar
daquele amor que transluz
cristalino a se evolar
do presépio de Jesus!

Natal é sentir Belém
no bem que a gente produz;
é atender, aqui e além,
o que nos pediu Jesus!

Natal é ter na retina
multidões ansiando a luz,
nas ruas da Palestina
procurando por Jesus!

Natal é aquele instantinho
que a todo cristão seduz,
É sentir n'alma um tiquinho
daquilo que foi Jesus!

São Paulo/SP

-31-
Hei, Psiu...
Rosana Carneiro Bado

Nascimento de Jesus ...vamos comemorar!
Muita gente não gosta de comemorar o natal, porque acha que a data é um descaso com a humanidade ou é uma data hipócrita.
Concordo!
É uma data hipócrita para quem não faz nada de bom para com os seus e para com os semelhantes, durante sua vida.
Sim. É hipócrita se você não usa deste sentimento ''natalino'' o ano todo.
Existe pessoas que passam dificuldade a vida toda e quando chega o natal quer mesmo que o mundo se exploda e que o natal acabe em comércio de portas trancadas, sem comidas e bebidas para comemorar a data.
Oras, convenhamos. Eu duvido que se tivermos um peru na mesa ou um bife, ou mesmo pão com ovo seria diferente.
Passar o dia de natal sem comer, sem beber, sem abrir um champanhe é natural em muitas casas por falta de dinheiro e isso não faz diferença se é natal ou não.
Portanto, você aí, que odeia o natal e nem sequer tem a coragem de desejar feliz natal às pessoas que te rodeiam, pra mim o hipócrita é você, pois luta diariamente para ter carro, cerveja, churrasco e dinheiro no banco o ano inteiro e justamente no dia de natal, passa com cara amarrada, dizendo que o natal é apenas um comércio e que muita gente não tem o que comer neste dia.
A hipocrisia é você ter tudo de bom e de melhor o ano todo e nesta data ''bancar'' uma de ''rebelde''...
PORTANTO, FELIZ NATAL!!!
Pronto, falei.

São Paulo/SP

-32-
Mensagem de Natal
Joyce Lima Krischke

Balneário Camboriú/SC

 

 

 


SELO DE PARTICIPAÇÃO

 

 








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Arte e Formatação Rosângela Coelho
Top Palácio Avenida em Curitiba - Natal/2010
Foto de autoria de Rosângela da Silveira Coelho
Exclusivo para CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz
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