ENCERRAMENTO E AGRADECIMENTOS

A todos os amigos da comunidade CAPPAZ


É para nós uma satisfação muito grande agradecer a todos a quase maciça participação na ciranda sobre o Carnaval, cuja repercussão pode ser auferida pelo número expressivo dos poemas recebidos, todos muito alegres, inspirados e bem construídos, a demonstrar a competência e o alto nível do rico acervo de poetas que militam na CAPPAZ. É esse incentivo que nos dá forças para tornar esta página poética cada vez melhor!

Nossos efusivos parabéns aos participantes!

Humberto Rodrigues Neto (Humberto – Poeta)

São Paulo – SP







INTRODUÇÃO

72ª CIRANDA MENSAL CAPPAZ

"CARNAVAL - Ó ABRE ALAS"

Nossa introdução desta Ciranda constará de
pesquisa feita sobre o carnaval antigo no Brasil e a música

Ó ABRE ALAS

DOBRADO CARNAVALESCO, da peça de costumes cariocas


NÃO VENHAS!...

“A pioneira marchinha de carnaval não conheceu publicação, como tal, em vida da compositora. Criada durante ensaio do cordão Rosa de Ouro no Andaraí, bairro na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde residia a maestrina na ocasião, a despretensiosa marchinha foi inspirada no andamento do cordão, que sabemos utilizar a procissão religiosa como matriz. Nascia ali, em fevereiro de 1899, a marchinha, um gênero novo que ainda prestaria grandes serviços ao carnaval carioca. Até então, a festa que viria a representar a nacionalidade brasileira não tinha música própria. Nos bailes mascarados dos salões, a elite dançava ao som de polcas, habaneras, quadrilhas, valsas e mazurcas, enfim, dos gêneros de dança de salão da época. Nas ruas, o povo se divertia com a percussão do zé-pereira, o som de baterias cadenciadas e canções reaproveitadas: cantigas de roda, hinos patrióticos, chulas, trechos de óperas, árias de operetas, fados lirós, quadrinhas musicadas na hora e até marcha fúnebre. É certo que ranchos e cordões, na virada do século XIX para o XX, já se utilizavam de certas canções, inclusive um tipo de marcha apropriada no andamento, e bradavam também a palavra de ordem para abrir passagem na multidão. Mas uma música especialmente concebida para a festa não ocorrera a nenhum compositor. Chiquinha Gonzaga fixou definitivamente o gênero ao criar a canção carnavalesca. Com isso ela se antecipou em 18 anos, pois só a partir de 1917 o carnaval passaria a ter música regularmente. Incapaz de prever o que a posteridade reservava à sua singela marchinha, Chiquinha a incluiu na peça de costumes cariocas Não venhas!…, representada no Teatro Apolo em janeiro de 1904. Logo publicada por seu editor como ‘dobrado carnavalesco’, servia ao enredo da peça como o maxixe do cordão Terror dos inocentes. Só em 1939, quando a jornalista Mariza Lira preparava a primeira biografia da compositora, Ó abre alas foi publicada na sua integralidade, já reconhecida como pioneira. Por décadas, a marchinha foi gravada, ora arranjada ora enxertada. Dos registros fonográficos mais curiosos estão a de Mário Pinheiro, Cordão carnavalesco (Flor do Enxofre Vermelho), para a Odeon Record, em 1905, e a da Banda da Casa Edison, arranjada pelo maestro regente Santos Bocot, em disco Odeon de 1911. A primeira gravação da canção na íntegra foi feita pelas cantoras Linda e Dircinha Batista, em 1971, quando a memória coletiva já a consagrara como um clássico do cancioneiro brasileiro, como um pedido de passagem do “povo da lira” para a vitória – no carnaval e na vida. A maestrina escreveu a marchinha também para pequena orquestra: piano e canto, 1º violino, 2º violino, contrabaixo, violoncelo, trombone, 1º e 2º trompetes, clarineta (si b). Ó abre alas recebeu gravação de Antonio Adolfo (teclados), com Nilson Chavez (voz) e Vital Lima (voz), em 1985; novamente Antonio Adolfo (piano), com Cláudio Spiewak (violão), Gabriel Vivas (contrabaixo) e Ivan Conti (bateria), em 1997, e, no seu centenário, em 1999, foi gravada por Maria Teresa Madeira (piano); Clara Sverner (piano) com Paulo Moura (sax alto); Marlene, Emilinha e Ângela Maria (voz) com Leandro Braga (piano); Turíbio Santos (violão); Leandro Braga (piano) com Zero (percussão) e Adriano Giffoni (baixo); e Rosamaria Murtinho, elenco e músicos da montagem da peça Ó abre alas, de Maria Adelaide Amaral, com arranjo vocal de Cláudio Botelho. Em 2000, teve gravação por Anna Maria Kieffer (voz) e Achile Picchi (piano).”( Fonte de pesquisa-Google)

Convidamos toda a Confraria a participar deste evento literário no tema proposto -- “CARNAVAL- Ó ABRE ALAS”,  72ª Ciranda Mensal CAPPAZ em prosa, verso e/ou  dentro da sua expressão artística.

Agradecemos as participações que, acima de tudo,  objetivam divulgar a Paz e a Manutenção da Vida na Terra; tendo  como exemplo a ser seguido a vida dos ícones da CAPPAZ.

Joyce Lima Krischke
Presidente Fundadora CAPPAZ

Balneário Camboriú- fevereiro 2015.

Ó ABRE ALAS – Autoria Chiquinha Gonzaga

Ó abre alas / Que eu quero passar / Ó abre alas / Que eu quero passar / Eu sou da lira/ Não posso negar / Eu sou da lira / Não posso negar/ Ó abre alas/ Que eu quero passar/ Ó abre alas/ Que eu quero passar/ Rosa de Ouro/ É que vai ganhar/ Rosa de Ouro/ É que vai ganhar(bis)






Lista de Participantes

01- Andrade Jorge (04)
02- Audelina Macieira (29)
03- Carlos Reinaldo de Souza (20)
04- Celeste Farias (40 e 41)
05- Daniel Brasil (28)
06- Deomídio Macedo (26)
07- Eda Bridi (39)
08- Eliene Dantas de Miranda (32)
09- Eloisa Antunes Maciel (14)
10- Estela Frutos Braud (02 e 27)
11- Fátima Peixoto (31)
12- Fernando Alberto Salinas Couto (16 e 17)
13- Gerusa Guedes (13)
14- Haydée Hostin (10)
15- Humberto Rodrigues Neto (06)
16- Jeferson Alves Bandeira (37)
17- José Otoniel (12)
18- José Pereira da Silva (33)
19- Josué Ramiro Ramalho (15)
20- Joyce Lima Krischke (07 e 11)
21- Kátia Pérola (09)
22- Marcelo de Oliveira Souza (25)
23- Maria Julia Guerra (42)
24- Nádia Cerqueira (22)
25- Nena Sarti (36)
26- Paola Rhoden (03)
27- Paulo Rodrigues (43)
28- Regina Kreft (24)
29- Rosana Carneiro (21)
30- Roseleide Santana de Farias (34)
31- Sidney Santos (01 e 23)
32- Sílvia Araújo Motta (18 e 19)
33- Sílvia Benedetti (44)
34- Sônia Rêgo (08)
35- Soninha Poetisa (38)
36- Tânia Maria de Souza (30)
37- Vera Passos (05)
38- Vera Trindade (35)






Participações



01.
Eterno Carnaval
Sidney Santos (Poeta Dos  Sonhos)


Meu Carnaval tem samba
O ponto é alegria
Tem surdo e pandeiro de bamba
Confetes e fantasia

Carnaval de circo e marmelada
De bonde que não tem trilho
Carona da molecada
Na fachada, só brilho

Do Sol até o Luar
Alegria do povo
Se na terça-feira terminar.....
Na quarta, começa ... de novo

Santos-SP



02.
Me Perder Sambando
Estela Frutos Braud 


Ouço os tambores,
Meu sangue ferve,
Corpo se agita,
Recordo amores,
A alma solta
Mostra que vive!
Quero bailar livre,
Embriagar-me no ritmo,
Suar sambando.
Que nada  trave
Cantar não contido,
Nesse transe sentido,
Nem o meu rumo
De me perder.
Balneário Camboriú- SC



03.
Carnaval
Paola Rhoden


Delírio de imensas multidões que brilham em fantasias arrojadas, ou não.
Porque alguns saem apenas vestidos de sua alegria.
As avenidas das principais cidades, são tomadas por uma massa que canta e dança ao som de alegres trios elétricos, blocos ou escolas de samba.
Em outros locais, apenas o rumor do que está acontecendo muito longe dali.

Nos semblantes dos foliões, o reflexo da magia que entorna de um imenso cálice cheio de momentos de faz de conta, desenhados nas roupas coloridas, idealizadas nos momentos de solidão e de sonhos.
Outros fantasiam-se apenas de seu sorriso.

Muitos posam de reis ou rainhas, fantasmas ou passarinhos, sem critério nem muita escolha, apenas querem ser felizes. Tem também, aqueles que brilham nos paetês de seus sonhos, em roupas, algumas vezes tão poucas, ou quase nada, que se pensa talvez, no seu nascer.

Não há ricos, não há pobres, religião ou etnia. Há somente a união em uma alegria tão grande, que mesmo sendo tão efêmero, une um povo que respira a euforia, em apenas poucos dias, dedicados a transformar, ou esquecer os problemas reais.
Isso tudo acontece, em um momento que chamamos Carnaval.


Brasília- DF



04.
Abre Alas
Andrade Jorge


Ô abre alas, estrelas e poesia
O poeta se fez musico, e a lira imortal
Vibrou de alegria
Contagiando a multidão no carnaval
Abram ala para o amor
Porque entre confete e serpentina no ar
esqueci do ontem e o desamor,
pelo menos, até quarta-feira chegar.
hoje eu só quero te beijar, te amar...

Diadema – SP - 09/02/15



05.
ABRAM AS PRAÇAS
Vera Passos


Liberem as praças para a alegria  entrar
Os blocos nas ruas, no céu a lua, vem pratear
Esquentem os tambores, os  trios  vão contagiar
Venha  com  a  fantasia  da paz e harmonia
Carnaval  transborda alegria
Encontro nas praças, amigos e amores  e brilho no olhar
É frevo, é axé, é samba e afoxé
O rico e o pobre usando  abada
É folião pipoca  seguindo o trio pra lá e pra cá
É toda mistura no mesmo lugar
Carnaval  esquenta a cidade,
É felicidade pra quem sabe brincar.

Salvador-BA


 
06.
CARNAVAL – Ó ABRE ALAS!
Humberto Rodrigues Neto


Depois de se esfalfar o ano inteiro
o povo espera o mês de fevereiro
para as mágoas lavar no carnaval...
E é nessa transitória fantasia
que ele busca a ilusória anestesia
à dor sem cura de viver tão mal!

Em casa, na TV, na arquibancada,
extasia-se ao vibrar da batucada
e ao gingar das cabrochas na avenida!
Todo o desfile das escolas segue,
e de alma livre, já não se acha entregue
á corrosiva agrura desta vida!

Envolta em tão momescas terapias,
toda a plateia adere a tais folias
gingando aos pares, ou sem par nenhum!
E a bateria mescla os sons num só:
“telecoteco do borogodó...
balacobaco do ziriguidum”!

Mas chega a quarta-feira, e em tons ranzinzas...
do carnaval só restam plúmbeas cinzas
que a madrugada vai levando embora...
Só então a plebe vê, em falaz catarse,
que a farra foi um cômico disfarce
da máscara que a vida jogou fora!

São Paulo-SP


 
07.
CARNAVAL NA LUA
Joyce Lima Krischke




Quem deseja passar o carnaval na lua
Precisa estar preparado para a viagem
Deverá levar pouca bagagem...
Veja: A decisão agora é sua...

Coloque na mala muita PAZ
E muito AMOR...
Deixe de lado o desamor
Leve a bela luz lilás

O pacote inclui baile à fantasia
Alguém escolherá a sua...
Sim, o baile acontecerá na Lua!
Viverá muita emoção no dia-a-dia.

Não fique preocupado... Com a sorte!
Está chegando à tardinha.
A lua vem vindo mansinha!
Entregue ao comandante, seu passaporte.

Estarei olhando a Lua- minha amada!
Beba muita água, lá não há estiagem.
Desejo-lhe: Boa viagem!
Até quarta feira de madrugada....

Releitura pela autora em 11/02/2015( quinta feira)

Balneário Camboriú/SC



08
Ó Abram Alas
Sônia Rêgo

 
Abram alas para nossa indignação
que se instala em cada um de nós
que já perdemos a voz, por gritar
onde muitos preferem calar...
 
Abram alas para esses meninos
que só querem estudar.
Para os nossos doentes
que só querem se tratar.
Para a mocinha ingênua
que só pensa em namorar.
 
Abram alas para esse povo
que tem pouco para optar;
que fala baixo por medo,
esconde segredos,
temendo a chibata.
 
Abram alas, com flores;
homenageiem seus amores,
sem esquecer as famílias
que superam suas dores.
 
Abram alas para corações amargurados,
em caminhos fechados,
com pouca claridade
para, com coragem, avançar.
 
Abram alas para os poetas
que com tanta adversidade,
encontram felicidade,
quando pegam a caneta.
 
Abram alas...
E vamos nós...

RJ - 11/02/15



09.
"ABRE ALAS"
Kátia Pérola - Poetisa


Segundo a tradicional Festa do Carnaval
No Brasil destacou-se esta marchinha:
"Ô , Abre Alas! ( de autoria da famosa
Atriz, Chiquinha Gonzaga, nos anos
Da década de 1930 ou 40
Na sequência... "ô, Abre Alas que eu
quero passar!"
Essa entre tantas fizeram-se presentes
no carnavais de então, vindo animar
E estimular os foliões da éjpoca

Foram essas que ficaram na memória
Dos carnalescos, muitos ainda cantam
Como recordação a citada marchinha
Entre tantas outras consideradas
E denominadas de modinhas
"TAÌ" foi também outro destaque
"A Jardineira", outra que também
Foi sucesso

Atualmente dá-se mais importância
Aos Sambas-enredo, que acompanhados
De fenomenais Escolas, desfilam nas
Avenidas
O público vai, com admiração e entusiasmo
Assistir e integram-se ao ritmo e rufar dos
Tambores
Alegrando e disputando o Primeiro Lugar
O público vai, com admiração e entusiasmo
Assistir e integram-se ao ritmo e rufar dos
Tambores
Alegrando e disputando o Primeiro Lugar
De conformidade com os Jurados
Que alí encontram-se a observar
Cada apresentação

Independente disso é muita alegria
E beleza espalhadas
É grande a vibração!...
Enchendo de felicidades
Todos que lá ou em seus lares
Sentem-se também participantes
De tão grandiosa Festa
Vamos Nessa!!!

Ourinhos-SP



10.
Pré – carnaval
Haydée  Hostin

Pintaram-me a boca com batom luminescente.
Nem  percebi.
Um brinco na orelha esquerda.
Um vestido metálico – para atravessar o tapete vermelho.

Acordei antes do show,
ainda adolescente, apesar dos anos:
mãos manchadas com a tinta esverdeada
das sombras cintilantes,
olhos e cílios negros e purpurinas.

(serei eu o palhaço?)

Nada do que é real me surpreende.
Fixei a maquiagem para os novos tempos.

O que me salva são alegorias poéticas
na passarela dos dias.

Santa Maria- RS



11.
Domingo de Carnaval
Joyce Lima Krischke


O dia amanheceu... Afinal!
Mais um domingo de carnaval.
Chuva cai... canto de passarinhos.
Dois pássaros no galho - sozinhos.
 
Gotas nas folhas lembram o orvalho.
Mais um pássaro pousa num galho.
Pássaro estranho! Não canta, ele pia.
Árvores molhadas, pingando nostalgia.
 
O céu escuro está cinza agora.
Saudosa relembro carnavais de outrora,
Com domingos de céu azul, ensolarado!
 
Domingos de carnavais do passado,
Voltando para casa à luz do dia
E cantando marchinhas com alegria.
Balneário Camboriu-SC


 
12.
Oh, Abre Alas!
José Otoniel - Poeta...

 
A expressão acima, e mais, que
Eu Quero Passar!"...  É o brado
De Chiquinha Gonzaga, a primeira
Maestrina do Brasil, que em épocas
Remotas dos antigos carnavais, no início
Do Século passado, trouxe aos admiradores
Das músicas carnavalhescas, foliões
Ardorosos e acompanhantes das modinhas
E marchinhas, que animavam, dando sentido
Ao Carnaval Brasileiro, de outrora
Acrescento os versos alusivos, abaixo, por mim
Compostos, com o seguinte título e texto:
AMOR DE CARNAVAL!
O nosso amor não parece ser
Sentimental
Não parece ser um amor carnal
Ele tem características de ser
De meras ilusões um vendaval
Difícil neste mundo haver
Outro igual
 
Na influência do samba ou das
Modinhas e marchinhas
Até parece ser um entrelace
De desejos ardentes
Mas, aparentemente demonstra
Não passar de sonhos tão somente
 
Podemos até dar uma virada
Fazer um amor de verdade existir
Sair dos confetes e serpentinas
Das fantasias a se exibir
Das lanças perfume o cheiro sentir
E deixar tudo de lado, e nos amar
Na madrugada
 
Jandira-SP


 
13.
OH! ABRE ALAS QUE EU QUERO PASSAR!
Gerusa Guedes

 
Licença por favor aqui estou,
Brincar o carnaval eu vou,
Botar a máscara, animal!.
Ah! chegou o carnaval.
 
Carnaval é a festa da carne,
Dos folguedos do alarde,
Ninguém quer ficar parado,
Todos estão animados.
 
Falam mal do carnaval,
Gosto não! passo mal
É apenas um folclore
Tá legal?
 
O povo é quem estraga,
Fazendo o que é ilegal,
Bebem água ardente
Ficam muito, muito mal
Depois culpam o carnaval.
 
Tiram a roupa ficam pelados,
Drogados, ficam desesperados,
Fazem sexo sem responsabilidade,
É culpa da impunidade.
 
Cabedelo- PB


 
14.
Um Carnaval Diferente...
Eloisa Antunes Maciel

 
Um carnaval grandioso se anuncia...
Promete toda sorte de alegria:
Um belo quão grandioso festival...
Um carnaval sem falsa alegoria,
Em que a Ilusão não veste fantasia
E que dispensa todo bacanal...
 
Um carnaval solene, em que a Vaidade
Concede espaço à Generosidade,
E a Ostentação transmuda-se em canção...
É um carnaval de solidariedade,
Que abre alas à fraternidade,
Que tem um tema por inspiração...
 
E esse tema então subentendido,
Enfim, por uma dupla é difundido,
Abrindo alas a quem vem atrás:
O Mestre-sala e a Porta – Bandeira
Desfraldam bela joia verdadeira,
A sua bandeira que se chama PAZ!
 
São Martinho- RS



15.
Carnaval de Amor
Josue Ramiro Ramalho


Vem abrir alas e vamos passando
No carnaval de nossas emoções
Enquanto a lua no céu vai vagando
Acertamos os passos com inspirações

Chegamos na paz e com muito amor
Jogando tristezas lá para cima
Felizes em meio às serpentinas
Enquanto pulamos com todo fulgor

Carnaval é festa e alegria
Festejamos isso com euforia
Enquanto a banda toca em compasso

Sem violência e com harmonia
Nosso carnaval aqui na Bahia
Vai levando amor em todos os passos.

Salvador –Bahia



16.
Carnaval
Fernando Alberto Salinas Couto

 
Ah...que saudade dos antigos carnavais,
das serpentinas e dos confetes,
das crianças fantasiadas,
dos desfiles e dos bailes,
sem maldade e sem malícia.
Ah...que saudade das brincadeiras sem violência,
dos concursos de fantasias
e das marchinhas que ainda sobrevivem...
 
Rio de Janeiro- RJ


 
17.
Escola de Samba
Fernando Alberto Salinas Couto

 
O tambor marca o compasso
e o tamborim encanta
quem espera a escola,
pelas ruas a sambar.
Eis que o puxador canta
e o mestre sala
conduz em seu braço
a formosa porta bandeira,
a girar com elegância.
 
A plateia desvairada,
fascinada com a fantasia,
enquanto mil sonhos desfilam,
em cada ala formada
ou passistas que sambam.
 
Desejos, ciúme e prazer...
Sentimentos que se misturam
durante o desfile inteiro
e após alguns dias perecem,
acabando com toda emoção,
levando embora a alegria
e nos deixando só nostalgia.
 
14/02/15- Carnaval
Rio de Janeiro - RJ


 
18.
QUANDO O CARNAVAL PASSAR
ESCADA de TROVAS
Sílvia Araújo Motta


1º DEGRAU:
-Quando o carnaval passar//
--vou tirar a fantasia...//
--Se meu amor não voltar//
--vou buscar nova alegria!//

2º DEGRAU:
--Quero o compasso perfeito//
-quando o carnaval passar//
--sem solidão em meu peito//
--planos novos, vou buscar.//

3º DEGRAU:
--Na vida vou desfilar//
--.aceitando a realidade//
-Quando o carnaval passar//
--.serei feliz de verdade.//

4º DEGRAU:
--Quero ser mais paciente,//
--para o amor compartilhar,//
--ajudar o irmão carente,//
-quando o carnaval passar.//

Belo Horizonte/MG,24/01/2008.


 
19.
QUANDO O CARNAVAL CHEGAR
ESCADA DE TROVAS
Silvia Araújo Motta


1º DEGRAU:
Quando o carnaval chegar
--vou vestir a fantasia
--minha dor vou espantar
--cantando paz e alegria.
-
2º DEGRAU:
--Quero mostrar o meu samba//
-quando o carnaval chegar//
--passarei o anel de bamba//
--para o campeão usar.//
-
3º DEGRAU:
--Os aplausos vou levar//
--porque aprendi a perder.//
-Quando o carnaval chegar//
--vou sorrir, não vou sofrer.
-
4º DEGRAU:
--Fui campeã na avenida//
--cada escola vi passar...//
--Vou fazer um brinde à vida//04-quando o carnaval chegar//

 -Belo Horizonte/MG



20.
Carnaval do Passado
Carlos Reinaldo


O Carnaval do passado,
era inocente e galante,
tinha o Rei Momo, rosado,
gordo, feliz e elegante.
 
Era com grande alegria,
que se formavam cordões,
ou blocos à fantasia,
compostos por foliões.
 
Nos clubes, ruas e praças,
tinha alegria infinita,
gente de todas as raças,
fazia a festa bonita.
 
Nos blocos muito animados,
o  povo se divertia,
muitos com rostos pintados,
mas sem fazer anarquia.
 
As serpentinas e os confetes,
eram a grande atração,
sobre as garotas coquetes,
lançavam-se em profusão.
 
Havia o lança-perfume,
com seu esguicho gelado,
mesmo em pequeno volume,
não era bem acatado.
 
Quanta saudade eu sinto,
do velho e bom carnaval,
sem frevo e axé no recinto,
mas com marchinha triunfal.
 
Se tudo passa na vida,
o jeito é a gente aceitar,
Sapucaí é a saída,
pro Carnaval reanimar?
Lafayette – MG.



21.
CARNAVAL DO POVO
Rosana Carneiro


Ah! Quanto riso... Ah! Quanta alegria!
Quanta coisa linda eu viveria
Se no meu Brasil varonil
Existisse mais justiça
Se os senadores não tivessem preguiça
Se os vereadores tivessem disposição
Se os deputados quisessem organizar a nação!
Ah! Quanto riso... Ah! Quanta alegria!
Se os governantes fizessem
Aquilo que sempre prometem
Eu veria o povo brasileiro
Festejando de verdade
Fazendo um carnaval
Pondo fim na calamidade!

São Paulo - SP



22.
Carnaval
Nádia Cerqueira


volta pra casa os malandros, golpistas
que acham-se artistas com suas artes
bizarras de cometer o mal

Carnaval
folia que tem o poder de romper preconceitos
ofuscar desigualdades e
sonhar com os mesmos direitos

Carnaval
Magia que faz perder os medos
dos caminhos impostos
Faz acender a chama  da esperança
retratados nos rostos

Fim de carnaval
segrega a plateia elitizada e plebeia
a carne se acalma, o asfalto esfria...
Mas uma espera para novos
sonhos de felicidade e alegoria.

Salvador - Bahia



23.
Escola de Samba
Sidney Santos


CARNAVAL- MAIOR Espetáculo da Terra -
Organização POVO!
Salve músicos, poetas, bailarinos,
escultores, pintores , técnicos ,
coreógrafos, costureiras!
Festa feita com amor e honestidade de propósito.
Salve Escolas de Samba!

Sidney Santos
Santos SP


No Carnaval sou letrista
Descrevo os passos das mulatas
O sambar dos passistas
A força do bate-latas
Enredados em histórias
Música em harmonia
Louvação e memórias
Em versos e poesias
Cores do coração
Bandeira girando
Festa, emoção
Povo brincando

Santos - SP


 
24.
Alegria do Carnava!
Regina Kreft


Na passarela rufam tambores
Festa já vem fazendo alegria
Foliões contentes pura energia
Tristeza já foi embora
O calor dos corações em organização
Batem no compasso da união!
Serpentinas, confetes, enfeitam a avenida!
Em coro todos gritam a magia da festa unida!
 
Joinville- SC



25.
Carnaval
Marcelo de Oliveira Souza, IWA

 
A alegria chegou
O trio elétrico passou
A multidão também
Alguém ficou
Caído no chão!
Uma arma de encontrão
Furou o pulmão
Todos gritando
Indo atrás da atração.
Gente de montão
Felicidade de milhão!
Em todo lugar uma transmissão!
Em outros lugares empurrão...
Ali no cantinho um chupão
Mais à frente cervejão!
O malhado valentão
Terminou na prisão,
Levou um cachação!...
Todo mundo vira multidão
Camarotes do barão
Folia bem diferente, não?
Mas também tem o folião
Dos blocos e do arrastão...
Nas cinzas ainda não basta, não!
A tristeza do cordão
Que virou cordeiro,
Trabalhou e dançou
Mas acabou sem dinheiro na mão!
Mais triste ainda quem gastou...
E nem  chegou a brilhar
Mas terminou a quarta feira
Beirando o caixão!
Esperando a reencarnação
Para voltar à folia
Com toda energia
Ver tudo recomeçar!
 
* Do Livro Confissões Poéticas
 
Salvador - Bahia


 
26.
A SAGA DO CARNAVAL:
ANALISE DE FOLIÕES.
(Deomídio Macêdo)


O espírito de Bezerra de Menezes, o médico dos pobres, no livro Nas Fronteiras da Loucura, cap. 6, Manoel Philomeno de Miranda – Divaldo Franco diz que: “Perdendo-se nos períodos mais recuados, as origens do carnaval podem ser encontradas na bacanalia, da Grécia, quando era homenageado o deus Dionísio. Anteriormente, os trácios entregavam-se aos prazeres coletivos, como quase todos os povos antigos. Mais tarde, apresentavam-se estas festas, em Roma, como saturnalia, quando se imolava uma vítima humana, adredemente escolhida, no seu infeliz caráter pagão. Depois, na Idade Média, aceitava-se com naturalidade: Uma vez por ano é lícito enlouquecer, tomando corpo, nos tempos modernos, em três ou mais dias de loucura, sob a denominação, antes, de tríduo momesco, em homenagem ao rei da alegria”…

“Há estudiosos do comportamento e da psique, sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e racalques nesses dias em que a carne nada vale cuja primeira sílaba de cada palavra compôs o verbete carnaval.
Sem dúvida, porém, a festa é o vestígio da barbárie e do primitivismo ainda reinantes, e que um dia desaparecerão da Terra, quando a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real substituírem as paixões do prazer violento e o homem houver despertado para a beleza, a arte, sem agressão nem promiscuidade.”

Logo após o carnaval. Dois amigos se encontram num bar e nessa conversa surgem informações sobre o carnaval. Eles são JC e PEU.

JC – Olá Peu! Brincou muito o carnaval?

PEU – A intenção era brincar rapaz, mas desistir.

JC – Como assim? Você nunca foi de perder uma só festa.

PEU – Então, mas desistir.

No primeiro dia de carnaval, logo à tardezinha dei um beijo em minha mãe, me despedindo para pular o carnaval na Avenida.

Poderia ir de carro, mas seria muito perigoso. Resolvi mesmo ir de ônibus.

Não teria nenhum problema ir de busú, pois, tem um ponto em frente do nosso condomínio.

JC imagine só, ainda cedo da tarde, o ponto de ônibus já estava lotado, cada pessoa com seu abadá, com a sua vestimenta. Todas elas naturalmente se despediram dos seus familiares que ficaram em casa preocupados.

O busú chegou. Para conseguir entrar foi um Deus nos acuda. E lá vou eu espremido. Sem pensar nas consequências!

Meu amigo é muita coragem deixar minha família, meu aconchegante apê, minha cama confortável e partir para a brincadeira.

Por enquanto tudo tranquilo na Barra. As pessoas começavam a chegar.

Quando os trios começaram a sair à multidão já estava formada, fervilhando.

Os artistas, os músicos, os empresários estavam tranquilos, no bem bom, fazendo o que gosta, observando do alto a multidão que se esmaga. Claro, fazendo os seus trabalhos e nós lá embaixo no aperto danado, a mercê da sorte.

De vez quando uma pessoa é surpreendida por mãos espertas. Ficando sem lenço e sem documento no meio da multidão.

JC – Você está fazendo uma expectativa danada. Não aconteceu nada grave, né?

PEU – Sim, aconteceu. De repente, quando naquele aperto infernal, sem perceber esbarrei no pelotão policial. Senti em minhas costas um braço forte, arremessando-me sem piedade. Ao voltar para ver o que estava acontecendo, estremeci. Estremeci, sim, porque entendia que aqueles homens estavam ali para proteger o cidadão. Reclamar! Nem pensar cidadão.

Tudo bem, tudo bom. É carnaval!

Isto sem falar em balas perdidas, em facas e fações.

Mais adiante, os trios passam um após outro. Não sei se brinco ao som da música de um ou de outro, principalmente quando acontecem os engarrafamentos “de trios”. Estou falando da Pipoca.

Uma movimentação de pessoas angustiadas tenta correr, mas, para onde? Não existe espaço!

A finalidade dessa movimentação toda é se livrar de balas.

Mas, um rapazinho de 17 para 18 anos não consegue se livrar. Tiro certeiro na cabeça.

Com certeza ele se despediu da sua mãe querida, como fiz com a minha. E naturalmente ela o abençoa, beijando-lhe a face, desejando-lhe sorte, nessa festa mundana.  A mãe fica em casa com o coração apertado. Sempre com a esperança que ele volte para casa.

Mas, naquela noite foi diferente, ele encontrou com a morte.

Cai ao chão desgovernado. A mãe mais tarde recebe a notícia que seu filho falecera no circuito carnavalesco.

Sabe de uma coisa PEU, pensei: Vou voltar para o meu apê, para minha cama, para a minha família.

Ó! Abre alas que eu quero passar!

E os dois amigos se abraçam e desaparecem entre os arranha céus do condomínio onde moram.



27.
BRASILEIRA SOU
Estela Braud

 
Como me agita
Ouvir o batuque,
Meu ser alegria
Entra no compasso...
Sou única, sendo bloco,
Meu canto grita,
Sou multidão
Pondo pra fora
Tanta euforia,
De meu coração.
Aqui dentro mora
A terra nascida,
Sinto-me a alegoria
De ser brasileira!
 
Balneário Camboriú-SC



28.
Carnaval!
Daniel Brasil

 
Já cheguei em Porto Alegre
Nesta linda capital
Vim ligeiro
Vim ligeiro
Pra pular o carnaval
 
O carnaval é bonito
Esta festa continua
O carnaval é festejo
No salão e na rua
 
Carnaval! Carnaval!
Nesta festa vou pular
Carnaval! Carnaval!
Linda festa popular\
 
Carnaval deveria ser
Festejado o mês inteiro
Pra dançar em Porto Alegre
São Paulo e Rio de Janeiro
 
Carnaval! Carnaval!
Quero sambar e sambar!
Carnaval! Carnaval!
linda festa popular...
 
Porto Alegre- RS



29.
Abre Alas para o Sonho.
Audelina Macieira

 
Oh! abre alas para o sonho
deixem meu bloco passar
arrastando a multidão na passarela
levando a alegria,  a  avenida
igualando todos em um.
 
Oh! abre alas para eu soltar meu grito
deixa ele, ecoar no infinito e se fazer ouvir
avisando que a  ilusão saiu de férias e jogou
a tristeza no poço do esquecimento.
 
Abre alas,  deixa a fome  passar
e ir embora para qualquer lugar
sozinh vá se despedindo
e cante o último samba enredo.
 
Deixe meu balanço
avisar que minha fantasia
se vestiu de alegria
e esqueceu das   dores do dia-a dia
e pula sem parar.
 
Salvador - BA


 
30.
Arlequim para Eduarda
Tânia Maria de Souza




Título: Arlequim para Eduarda
Técnica: Acrílico sobre tela



31.
Vou me fantasiar
Fátima Peixoto


Se você passar no bloco,
Vou colocar minha fantasia.
Aquela de Odalisca ou Baiana,
Sereia ou Dama da noite,
Cigana ou mulher Maravilha...
Não importa a fantasia,
Quero cair na folia,
E com você ficar.

Vou me fantasiar

Brincar os três dias sem parar
Quero mesmo é pular
No momento de euforia
Te abraçar, te beijar, te amar,
Não deixar que vire cinzas,
Essa paixão enlouquecida,
Que com você quero compartilhar.

Vou me fantasiar

Que não dure só três dias,
Esse sentimento puro,
Que pula dentro do meu peito,
Só querendo te amar,
Serei a odalisca preferida do seu harém,
Baiana para te fazer um dengo
E nunca mais nos separar,

Quero me fantasiar

Sereia para em noite de luar te amar,
Dama da noite para teus sonhos realizar,
Cigana para nas linhas das tuas mãos me encontrar
Não sei se conseguirei ser uma mulher maravilha,
Mas farei nossa vida Maravilhosa.
Esse nosso carnaval vai durar,
Juntos nesse bloco da vida
Vamos sempre estar.
Cabedelo- Paraíba


 
32.
Animado Carnaval
Eliene Dantas de Miranda

 
Quero dançar com você
Marchinhas de outrora
A saudade aperta o peito
Venha! alegre-me agora.
 
Traga-me alegria e paz
Pela luz dos olhos seus
Venha com sua euforia
Alegrar o que é seu.
 
Tenha em suas mãos
Um lindo e vermelho cravo
Nunca, nunca  desapareça
Meu mais doce e amado favo.
 
Vai passar na Avenida
A carruagem real
Você será o belo rei
Ao seu lado desfilarei
O mais animado carnaval.
 
São Paulo- SP



33.
ABRE ALAS, BRASIL
José Pereira da Silva

.
BRASIL, abre alas
Para a honestidade,
Daí pra frente o futuro.
A corrupção política
Militante,
Está deixando o meu país
Em favela á monturo!
.
São muitas obras
Mal terminadas,
Desprezadas.
Outras obras que o roubo
Não as deixa terminar!
Assim é o meu país.
Quando é que vai mudar?
.
ABRE ALAS para boa Segurança
O Trabalho e o Transporte,
Tecnologia, Agricultura,
De leste á oeste, do sul ao norte.
Saúde, Cultura, Educação,
Turismo e o Social,
É isso que precisa á nação
Para tornar-se Bem Forte!...
.
ABRE ALAS para as rodovias,
As pontes mal conservadas,
Os buracos do atraso
E as máquinas sucateadas.
.
ABRE ALAS para os salários,
Principalmente da educação,
Desses mestres que educam
Os filhos dessa nação!...
.
ABRE ALAS para a conservação
Das matas, rios, fontes energéticas,
Povos nativos, fauna e flora,
Destruídos por incapazes,
Que deixam o país na miséria!...
.
ABRE ALAS, fecha o cerco
Nas fronteiras das drogas
E a terrível corrupção.
Da violência e os crimes
Que ferem, afligem o nosso povo
E agridem nossa CONSTITUIÇÃO!...
 
Cabedelo


 
34.
Ó ABRE ALAS, TERRA AMADA
Roseleide Santana de Farias

.
Eu sou da lira, eu sou rosa de ouro,
Ó abre alas que eu quero passar!...
Mesmo em dificuldades, em choro,
Sou alma brasileira e quero cantar!
.
Cantar ao som de belas marchinhas,
Os frevos, sambas, eu quero dançar!
Gritar que o Brasil é beleza e poesia,
Não merece sofrer e deixar de amar!
.
Eu quero falar e distribuir bela magia
Que existe no riso, carinhos, abraços.
Com ternura falar das flores e sonhar
O Brasil feliz, em paz, sem embaraços.
.
Ó, Abre alas, meu Brasil, terra amada,
Para o caminho da Justiça e Igualdade,
Para Deus nada é impossível, sabemos
Que a Luz do Céu nos trará Felicidade!
 
Cabedelo



35.
O que tu farias se a ti restasse somente um dia?
Vera Trindade

 
Resposta árdua, ao poeta, existe não.
E tu se és da poesia  um carpinteiro
Tu terias em tuas mãos o mundo inteiro
A construir  em  versos teu céu, teu chão.
 
Na tua boca singraria  o barco da ilusão
Da Bahia à Grécia serias tu muito ligeiro
Que não te seria Ajax um bom parceiro
Pra acompanhar-te no banquete de Platão.
 
E tu além de Creta – mil desejos abissais!
Com tuas  divindades do sagrado Partenon
Que te levariam à dança, a sonhos tão reais.
 
Do carnaval da Bahia só um rastro de baton
No equidistante abraço de corpos desiguais.
E a tua vã filosofia levitando em asas de neon.

Nota: Este poema foi inspirado num samba enredo de uma escola de samba,
carioca, deste Carnaval - 2015.
 
Salvador- Bahia



36.
Um paradoxo social
Nena Sarti


A patroa na senzala e a escrava no palácio. Mudou alguma coisa? Nada muda!!! Apenas se transforma em algo mais.
O país que apresenta pobreza em diversos níveis é o mais rico em criatividade. Sim, olho os desfiles, observo as atitudes, me encanto com as ideias dos carnavalescos. Literalmente encantos, magias, ilusionismos. Recorda-me Baco, e seus seguidores. O vinho, a alegria, a harmonia.
Ó abre alas... Que passem enfeitados de brilho e som as tristezas, as desilusões, os desencontros, as falcatruas. São só três dias de reinado, os quais, permanecem para a eternidade.
E os salários parcos são rememorados na quarta feira!
Ó abrem alas, deixem passar....

Campo Grande-MS



37.
Política
Jeferson Alves Bandeira

 
Quando enfim caíram as máscaras,
foi que começou o Carnaval.
 
Curitiba- PR



38.
“Ó Abre Alas”.
Soninha Poetisa

 
Inicia-se,
“Ó Abre Alas”.
Puxadores de samba cantam e dançam,
Um belo show na avenida.
Carros enfeitados, lindas fantasias.
Belas mulheres, homens e crianças,
Ao som da bateria.
A escola de samba pede passagem,
Com seu enredo que energiza.
O tambor avisa que chegou,
A escola deslumbra, com muita simpatia.
 
O desafio dos puxadores,
É deixar o povo de pé cantando,
Até o ultimo componente passar,
E o coração da escola chorar,
Pela beleza e sincronia.
 
27/02/2015-19:50
Dourados -Mato Grosso do Sul



39.
Ó Abre Alas
Eda Bridi

 
Ó Abre Alas
Cantam os foliões no salão
Tamborins, confetes, serpentinas
É alegria! É animação!
Ó Abre Alas
Que o Rei Momo vai passar
E a Rainha com paetês e purpurinas
O carnaval vai festejar.
 
Ó Abre Alas
Que eu quero passar
Canta o pierrô gentil
Que dança com a colombina.
 
Ó Abre Alas
Vem o bloco do Funil,
Dos piratas, das rumbeiras
Para a noite de brincadeiras
 
Ó Abre Alas
Que a marchinha a orquestra vai tocar
Todos dançam na cadência
Até o dia clarear!
 
Sobradinho- RS



40.
DIVERSÃO DE CARNAVAL
Celeste Farias

 
Tristezas,
sonhos,
medos,
lembranças...
 
No Carnaval
tudo é esquecido,
apenas encantamento
e alegria no sorriso.
 
Abre-se as alas da pura magia:
dance a esperança,
viva a euforia e
volte a ser criança.
 
Colorido no céu,
máscara em alto astral,
se jogue ao léu
é diversão de carnaval.
 
Belo Horizonte - MG



41.
CELEBRAÇÃO
Celeste Farias

Fogos no ar,
vida, segredos...
No colorido
apenas sonhos...
Realidade é
preto e branco...
Por isso,
celebro imagens.
 
Belo Horizonte-MG



42.
Mais um Carnaval
Maria Julia Guerra (Maju Guerra)

 
Mais um Carnaval se foi,
Mais uma vez não encontrei o amor
Nos braços do moreno dengoso
Cheio de sedução e de risos,
De juras e de suspiros.
Tentaram me avisar, não escutei.
Veio a quarta-feira de cinzas
Só pra cortar meu coração.
Telefonei e ele me disse:
- Você acreditou que era amor?
Era apenas carnaval, adeus.
Chorei, entristeci, rasguei a fantasia.
No Carnaval do ano que vem,
Vou me vestir de cigana,
Li em algum lugar que traz sorte...
 
 Salvador- BA



43.
Máscara
Paulo Rodrigues

 
Fantasias glamorosas
Nas noites alegres.
Sorrisos de plásticos
Tomado de vaidade.
Lágrimas frias
Na quarta de cinza.
 
Sorocaba-SP



44.
O CARNAVAL
Silvia Benedetti

 
São três dias de folia
Descontração...vai valer!
Após o ano de trabalho
Três dias para viver
 
Deixado de lado o "malho"
Agora é na fantasia,
Luzes, brilhos e ofuscantes
Seja noite ou seja dia.
 
O momento é de esquecer
Do rendimnto minguado...
Momo ordena: Diversão,
O restante é só passado!
 
Durante os dias de festa
Quandoa avenida é do povo,
Sem tempo de alimentar,
Vale um "sanduba" de novo.
 
Porto Alegre-RS







Selo de Participação
















|| Página Inicial | Voltar | Livro de Visitas ||





Arte e Formatação Joyce Lima Krischke
Exclusivo para CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz
Todos os direitos reservados