INTRODUÇÃO

O Amor Mais Puro!
J.J. Oliveira Gonçalves

“Ser mãe é padecer no paraíso.”
(Coelho Neto)


Mãe... Palavra mágica. Porque há um encantamento nessas três letrinhas. Porque, a rigor, essa palavra não tem sinônimo. Embora – e indesmentivelmente – seja sinônimo perfeito de Amor! Mãe... uma sonoridade diferente. Ainda bebês, já tentamos chamá-la. Já buscamos aquela que reconhecemos nossa mãe. A que nos concebeu. E nos carregou em seu ventre por 9 longos e ansiosos meses. Então, balbuciamos gostosa, engraçada e corajosamente: “mã” – monossílabo carregado de um puro, original e singular Sentimento!

Ah, o monossílabo Mãe... Pequenino embora, contém o maior Mistério e o maior Milagre: o Nascimento da Vida! Em seu ventre, a mãe alberga sua cria. Sua cria: seu prolongamento. Sua Arte-Maior! Sua Obra-Maior! Seu Poema-Concreto! Desde a concepção, esse ventre materno transforma-se, então, no Cais, no Aconchego e no Refúgio daquele ser – inocente e pequenino. Assim, com o passar dos meses, o Divino Milagre da Vida vai formando, construindo um novo ser humano. Aquele que, um dia, aportará neste complexo Plano Terreno. Aquele que será recebido entre sorrisos e Esperanças. E, que, por sua vez, nos saudará – misteriosamente! – com seu primeiro vagido. Assim como quem diz: "Cheguei para dar e receber Amor!”
Ah, depois de amanhã - 10 de Maio - é Dia das Mães. Para mim, é dia em que um Vazio me envolve e me consome... Lembranças. Relembranças. Reminiscências tantas - e tão queridas... Saudade Infinita no coração. E, na Alma, aquela Nostalgia de não poder voltar ao Passado. O Passado feito de Sorrisos e Ternuras... De Afetos e Esperanças... Meus braços continuarão mais vazios dos tantos abraços que dava em minha mãe. E meus lábios só beijarão a face ausente daquela que muito me Amava e que muito Amei. Ouvirei sua voz, na Memória dos ouvidos. E sentirei sua presença no Éter de meu Espírito. A Lágrima da Despedida? Ah, essa é Cristal que se aninhou - até o Dia do Reencontro - nos abismos insondáveis do coração! Como se meu coração fosse o ventre. E, a lágrima, o feto a germinar... na espera do Reencontro!

Mãe... O enlevo do Amor mais Puro! O Verbo feito em Carne... e Osso. O Verso de Divinal Textura. A Rima de Deus – a mais Sonora. A mais Amorosa. A mais Divina!

Porto Alegre, 08 de maio/2015. 23h
jjotapoesia@gmail.com – www.cappaz.com.br








PARTICIPANTES

01- Ana Maria Cardoso (34)
02- Andrade Jorge (29)
03- Celso Corrêa de Freitas - CCF (05)
04- Daniel Brasil (09)
05- Deomídio Macêdo (38)
06- Dinalva de Jesus Santana Macêdo (40)
07- Eda Bridi (28)
08- Eliene Dantas de Miranda (33 e 39)
09- Eloísa Antunes Maciel (14)
10- Estela Frutos Braud (37)
11- Fernando Alberto Salinas Couto (18)
12- Gloria D'Avila Espinoza (27)
13- Haydée S. Hostin Lima (13)
14- J. J. Oliveira onçalves (10)
15- José Pereira da Silva (20)
16- Josue Ramiro Ramalho (02)
17- Joyce Lima Krischke (01 e 26)
18- Judite Krischke Sebastiany (25 e 41)
19- Leandro Flores (16)
20- Lourdes Ramos (21 e 22)
21- Luiz Menezes de Miranda (03 e 04)
22- Marcelo de Oliveira Souza (07)
23- Marina Martinez (30 e 31)
24- Nena Sarti (32)
25- Paola Rhoden (15)
26- Paulo Rodrigues (12)
27- Poeta Otoniel (23 e 24)
28- Regina Kreft (17)
29- Roseleide Santana de Farias (19)
30- Sílvia Araújo Motta
31- Sílvia Benedetti (11)
32- Vera Passos (06 e 35)






PARTICIPAÇÕES

01.
Mãe- Vocação Amor!
Joyce Lima Krischke


Olho o mar, vejo ao longe embarcação...
Na onda calma navega o meu barco
Vento do amor trago no coração...
Nessa nau do amor sempre embarco.

Junto... sete filhos por mim gerados
E mais uma nascida do coração
Oito filhos muito amados
Mesmo distante, envio minha bênção...

Os ausentes... sigo amando na lembrança
Sou mãe e minha vocação é amor
Amo meus filhos na alegria... na dor.

Olho o mar e vejo a embarcação esperança
Chegar ao meu porto com vento a favor
Nau doçura... Mãe- Vocação Amor!

Balneário Camboriú/SC, 08 de maio de 2015- 14h20min



02.
MINHA MÃE
Josue Ramiro Ramalho


Minha mãe
Ternura suprema
Mulher doce serena
Bela flor de meu jardim
Seu amor é eterno
Seus gestos são tão singelos
E nunca esquece de mim Minha mãe
És minha felicidade
Carinho, paz, amor e bondade
Que o criador colocou aqui
Sempre foi a primeira
A rainha
A mais brilhante estrela
Meu início, meio e fim
Minha mãe
Seremos sempre irmanados
De tanta ternura e fulgor
Alegria e fraternidade
Pois tu és todo amor
Que brotou em mim
Em seu dia de glória
Serás toda minha estória
Que Deus te abençoe sempre assim.

Inédito
Exclusivo para Ciranda CAPPAZ

Salvador/BA



03.
MEU GRANDE AMOR
Luiz Menezes de Miranda


Está fixa em minha memória
Essa dor que mata a gente
Quando me lembro do passado
Tentando rever o seu rosto original


Em tua face aprecio o desgaste
Que o tempo e a idade, aliados
Esculpem rugas lapidadas
Dando marcas ao seu passado

Relembro mãe,
O seu colo ainda quente
Seu avental a me abanar
Refazendo-me da queda

O seu beijo carinhoso
Sempre foi milagreiro
Que nenhum farmacêutico
Conseguiu a formula aviar

Várias vezes você foi o meu remédio
Nos tombos que a vida me causou
Tudo por pertinência do desejo imbuído
Quando tapei os meus ouvidos

Hoje diante de ti, mãe
De pés e mãos atados
Vejo forçosamente
Você voltando ao passado

Contenho as lágrimas
Por você não lembrar
Os seus olhos olham ao longe
E por mais graça que eu possa fazer
Insistem em não me reconhecer

Alzheimer, essa praga infernal
Essa doença brutal
Diluindo a sua memória
Destroçando sua gloria
Lhe fazendo muito mau

O tempo está passado
E não consigo me acostumar
Estou tentando fazer
Que as minhas lembranças
Sejam as suas lembranças
Para você não me esquece
Sei que chegará o tempo
Em que você
Não vai saber quem eu sou
Mas sempre terei em mente
Que você mãe é o meu grande amor.

Salvador/BA



04.
AS MÃOS DA MINHA MÃE
Luiz Menezes de Miranda


As mãos da minha mãe
Diante dos meus olhos
Mostram-me as cicatrizes
Que a vida esculpiu

As mãos da minha mãe
Hoje gastas pelo tempo
Pelo tempo, de ser mãe
Sendo escrava desse tempo

As mãos da minha mãe
Acalentaram o meu sono
Amenizando o cansaço
De um dia de criança

As mãos da minha mãe
Afagaram a minha face
Amenizando a dor
Pelas quedas do destino

As mãos da minha mãe
Tornaram-se grandes
Amparando os meus sonhos
Quando tentei no céu chegar

As mãos da minha mãe
Sovaram minhas nádegas
Para que eu ressentisse
O valor da obediência

As mãos da minha mãe
Juntaram os meus sonhos
Quando na queda da desilusão
Não conseguir sustentar a fé

As mãos da minha mãe
Só ficavam quietas
Em posição de oração
Quando agradecia a Deus

As mãos da minha mãe
Tremeram de medo
Quando o destino lhe disse.
Ele agora é meu

As mãos da minha mãe
Já não sovam mais o pão
Já não lava mais o chão
Já não mexem mais panelas

As mãos da minha mãe
Vivem firmem em orações
E com gestos de carinhos


As mãos da minha mãe
Abandonaram o trabalho
Ociosas só lhe restam
O terço em oração.

As mãos da minha mãe
Hoje recebe o meu carinho
Com beijos e afagos
De um filho agradecido

Salvador/BA



05.
Minha Mãe
Celso Corrêa de Freitas - CCF


Quando me deito
Eu a tenho como uma estrela
Sempre acima de mim
A guardar meu sono.

Quando acordo
Eu a vejo como o Sol
Sempre sobre mim
A clarear meus dias e meus caminhos.

E quando o dia passa
Antes que a noite chegue
Eu morro muitas vezes
De saudades dela
Mas volto a vida nos meus sonhos
Por força do meu amor por ela.

Santos/SP



06.
Às Mães
Vera Passos


Eis que a vida surge depois de muitas luas, da transição;
E chega a luz, vem à tona o inocente, tão carente, busca carinho.
O tempo é o senhor da estrada, forja gestos, novos caminhos...
Essas mulheres são puro sangue, são alimento, ternos ninhos
São sapiência, experiência, são puro amor, são doação...
Mulheres fortes, destemidas, dedicadas, têm intuição...
Soltam as correntes, libertam a gente, mera ilusão,
Cordas, tem o coração.
O ser se liberta, desatraca, vence o parto, solta a mão...
Segue as veredas, busca o cais, forja vida, noutra estação;
Essa mulheres esquecem correr o tempo, nos atraem pela oração
Buscam a cria, com maestria, ofertam o berço, o abraço, o aconchego...
Prá todas elas, somos indefesos e estamos presos ao seu cordão;
O tempo passa, rugas marcam, corpo curva, a vista turva, filho vira irmão.

Salvador/BA



07.
Dia das Mães
Marcelo de Oliveira Souza


Nesses dias de violência é muito difícil saber como nossa mãe se sente, sendo o esteio da família, está cada vez mais complicado unir os nossos familiares em nome da paz, do amor e da solidariedade.
O amor de uma verdadeira mãe não muda nunca, não importa a distância, o tempo, idade ou espaço, só que nesses tempos que muitos dizem ser apocalípticos, o respeito por esse presente divino está caindo por terra; muitas mães no exagero do seu amor, terminam por estragar os seus filhos, por muito mimo e excesso de cuidados ou por cumplicidade em atos ilícitos.
Nessa grande experiência de ter um coração materno, muitas vezes terminam na faixa limítrofe do certo e do errado, por isso o importante mesmo é ter a lucidez de ser firme na hora certa, pois muitas vezes o remédio amargo é justamente aquele que cura o doente.
Por isso, nesses dias festivos, vale à pena alertar todos que ainda têm esse tesouro nas mãos, aproveitem o dia das mães e façam uma reflexão, sobre como nossa mãe está sendo tratada no cotidiano, pois o consumismo desse dia certamente exigirá um presente, entretanto, o que importa realmente é o amor que destinamos para essa valorosa mulher, que nunca vai exigir retorno, mas o maior retorno que podemos dar é o nosso olhar de filho, dizendo muito obrigado!


Salvador/Bahia



08.
AMOR DE MÃE
Silvia Araujo Motta
SONETO POÉTICO-TEATRAL Nº 12
Noneto nº 2362- clássico-sáfico, heroico;
SÍLABAS fortes na 4ª, 6ª, 8ª; 10ª sílabas;
Rimas:ABAB, ABAB,CDE,CDE


Amor de Mãe é sol brilhante e aquece:[-Coro:RIMA ( A )]
uma família inteira, noite e dia; {-Solo: 1-flute}
nas horas tristes põe a fé na prece:{-Solo: 2-oboé }
de intercessão da Virgem Mãe Maria.{-Solo: 3-piano ]

Amor de Mãe é chama, sempre cresce; [-Coro:RIMA ( A )]
gera uma vida, encanta, alenta e guia; {-Solo: 4-saxophone}
transforma o sangue e quando o filho nasce,{-Solo: 5-clarinet}
dá o puro leite e prova a tal magia.{-Solo: 6-harp}

Amor de Mãe faz ver o céu de anil, [-Coro: (RIMA ( B )]
no leito, explode a estrela e traz canção; {-Solo: 7-bassoon}
bálsamo, acalma a dor que está no peito.{-Solo: 8-xylophone}

Amor de Mãe sublima graças mil, [-Coro:RIMA ( C )]
deixa saudade e na alma, paz, perdão; {-Solo: 9-tambor:}
Flor que perfuma a vida: amor-perfeito.{-Coro:RIMA ( C )}

Belo Horiznte/MG



09.
MÃE
Daniel Brasil


Mãe palavra sublime
Que exprime grande amor
Sempre protege o filho
Qualquer situação que for
Palavra que tem ternura
Expressão de esplendor

Mãe ser abençoado
Que nos dá a luz da vida
Protegendo o seu rebento
Joia especial tão querida
Mamãe os filhos chamam
Ela afaga dando guarida

Mãe contém três letras
"M" de ser maravilhosa
"A" de amor e de amizade
"E" de ser esplendorosa

Mãe com carinho especial
Nossa rainha tão grandiosa

Mãe neste teu grande dia
Quero em verso abraçar-te
Mãe palavra tão expressiva
Tudo de bom aos filhos reparte
Mãe nem posso dimensioná-la
Em nossas vidas tu fazes parte.

Inedito

Porto Alegre/RS, 09/05/2015



10.
De Nós Os Dois...
J.J. Oliveira Gonçalves


Pleno Outono, ó, mãe, Mês de Maria
E estas flores – sozinhas – no jardim
São versos e são rimas... São Poesia:
Saudades cultivadas dentro em mim!

Nesta manhã de sábado, eu queria
De novo, ser aquele curumim
Que brincava alegre e que corria:
Não este coração cheio de spleen!

Vê: estas flores humildes – e tão belas
Lembranças debruçadas nas distâncias
Ai, mãe, de nós os dois são ressonâncias!

Gentis e mudas flores amarelas
Te envio – entre os versinhos que a ti faço...
Um beijo em tuas mãos... Saudoso abraço!

Porto Alegre, 09 de maio/2015. 15h44min
jjotapoesia@gmail.com – www.cappaz.com.br



11.
Domingo Dia das Mães
Silvia Benedetti


Data criada para simbolizar simplesmente
pois todos os dias são delas...
Inicia pela manha, se adentra
pela noite e percorre horas durante
madrugadas insones de vigília.
Poeticamente o desdobrar fibra por fibra o coração...
nos repetidos serões pela dupla jornada de
trabalho de preocupação AMOR e
desprendimento que só elas
conseguem conciliar.
MÃE três letras que congregam
o universo do SENTIR.
Palavra de magia e ternura
impares.
MAE a santa que mesmo não
tendo altar é chamada
no momento da dor e do desengano de um filho carente.
Que todas tenham um bom domingo ao lado
dos filhos amados ou que sejam lembradas.
Aquelas que sofrem a inconsolável dor da perda,
o lenitivo da consciência limpa no desempenho
desta sagrada missão de
GERAR , CRIAR E MOLDAR PESSOAS DE BEM.

Porto Alegre/RS



12.
Mãe - Vocação Amor!
Paulo Rodrigues


Você que mesmo antes do seu filho
Nascer já o amava.
Você que esperou ansiosa
Pelas suas primeiras palavras
E acompanhou seus primeiros passos.

Você que ficou preocupada
Com um simples resfriado
E cuidou de cada machucado do seu filho,
Você que não mediu esforços
Para que seu filho fosse feliz
E crescesse forte e saudável.

Você que ensinou os caminhos certos
E corrigiu seu filho quando cometeu erros.
Você que passou noites acordadas
Esperando seu filho chegar da rua.

Você que fez o seu melhor
Para que seu filho estudasse
E se tornasse responsável e independente.
Mas sofreu quando ele saiu de casa.

Feliz dia das Mães!

Inédito

Sorocaba/SP



13.
Esperas de Maio
Haydée S. Hostin Lima


Afinal é maio.
O ar é ameno.
Flores de outono nos convidam
a usar echarpes meias e tricôs.
A mãe vem da cozinha
e traz nas mãos a terrina de sopa.
Todos entregam-se aos pratos
e ao conforto.
Uma luz de outros maios
brilha nos olhos da mãe.
A casa concorda:
maio é mágico – libera rosas.
Santas esperam velas.
As mães: seus filhos.

Inédito

Santa Maria/RS



14.
RETRATOS DE (VERDADEIRAS) MÃES...
Eloisa Antunes Maciel


Sobre as janelas da vida muitas mulheres podem ser focadas e, nalguma medida, caracterizadas. Todas têm algo em comum: são mães... Cada uma tem sua história repleta de perdas e danos, prazeres (talvez os mínimos...) decepções e (quem sabe) muitos sonhos frustrados...
A maioria dessas mulheres mantém um marcante traço em comum: não perdem a esperança diante das vicissitudes enfrentadas no exercício da maternidade, ou seja, nos corajosos testemunhos de amor e na busca de alternativas ao bem estar de seus filhos e filhas. Debruçam-se sobre as janelas da vida e fitam o horizonte onde desejam vislumbrar novas possibilidades de êxitos para seus rebentos, dispondo-se a envidar esforços incomuns para alcançar essa possibilidade.
Busquemos algumas dessas janelas, percorrendo um trajeto imaginário, desde um miserável reduto de marginais, às confortáveis residências, condomínios de luxo, mansões e até as chamadas “ilhas paradisíacas”, onde, na maioria das vezes, a felicidade tende, a ser confundida com um bem-estar egoísta e superficial...
Percurso iniciado: estamos frente ao “retrato” de uma moradora de favela controlada por traficantes e contrabandistas, embora nem toda a população dessa favela se inclua na categoria dos ditos controladores, também chamados de “defensores” da comunidade que eles subjugam aos seus interesses inconfessáveis.
A mulher que focamos é mãe de uma prole de 10 filhos cujo pai recebeu o apelidado conotativo de “Io-Io”, em razão de repetidas evasões do seu tosco lar, sendo que seus “desaparecimentos” temporários coincidem com a proximidade do nascimento de um novo filho (ou filha)... E, nessa situação, a prole, abandonada pelo pai, depende somente dos esforços da mãe a fim de sobreviver...
Sim. Sobreviver... Mas como? E é nessa tentativa de prover a sobrevivência da prole que essa mãe sofredora pode ser “retratada”
Eis o “retrato” de uma verdadeira mãe – talvez rara exceção numa “multidão” de mulheres que, por mero acaso, tenham - se tornado apenas “mães biológicas”... Estas não merecem os louvores e homenagens prestados no dia dedicado àquelas que fazem jus às homenagens que se generalizam em cada “Dia das Mães”... Contudo, enquanto seres humanos, não podem deixar de serem lembradas: merecem um voto de compaixão unido ao desejo de que venham a redimir-se... Enquanto houver o chamado “tempo útil” uma vez que todo o ser humano tem essa possibilidade quase ad infinitum...

Parabéns às verdadeiras mães – heroínas da Vida e do Amor!


São Martinho/RS



15.
Só as Mães
Paola Rhoden


Uma filha de 50 anos perguntou à sua mãe de 70 anos.
- Mamãe, por que a pele enruga, os seios caem e o corpo fica flácido?
E a mãe respondeu:
- Porque nossa pele mostra as cicatrizes das dores que passamos, os seios caem porque amamentamos nossos filhos, e o corpo, cumpre a determinação da natureza.
E isso acontece somente porque vivemos e ajudamos a viver.
A mulher Mãe é o símbolo Divino da abnegação e do Amor, pois quando nasce seu filho, passa a ser mais um farol nos arrecifes e pedras do caminho de alguém.
Só uma mãe conhece de verdade, as necessidades dos que saem de seu ventre.
Ninguém mais.


Brasília/DF



16.
Amor Sempiterno
Leandro Flores


O cobertor que caiu no chão em uma noite de frio,
Deixando-te trêmulo, sem ação.
Só ela aparece de madrugada para te encobrir.
Só ela é sua salvação.
Só ela possui um amor sempiterno, inabalável.
Só ela permanece acordada
nas madrugadas esperando por ti...
Só ela irá torcer por você.
Só ela vai te ver como menino a vida inteira...
Só ela te ama, mesmo sem
muitas vezes, você merecer...
Quem é ela?
Ela é uma pessoa fundamental em sua vida.
É a sua mãe, a sua melhor amiga.
Valorize-a, declare o seu amor a essa pessoa de
extrema importância em sua vida.
Abrace-a e ofereça o seu melhor sorriso,
aquela palavra de carinho ou simplesmente,
um pouquinho de atenção.
Pois tudo que ela quer de você é apenas isso:
carinho e compreensão.

08/05/2013
Belo Horizonte/MG



17.
Mãe!
Regina Kreft


És um anjo descido do infinito
Aqui na terra fez a tua morada!
Tuas mãos benditas a nos dar guarida
Velando com afeto teu filho recém-nascido!
Noites e dias, sempre dedicando-se ao teu pequenino.
Com todo o amor, esquece da tua própria vida
Para dar ânimo, proteção, sempre cantando
A música do coração, do amor glorificado!
És a luz mais cintilante deste mundo
Prossegue incansável na tua caminhada
Com teus filhos sempre dedicada!
És sempre amável, és o apoio incondicional
Nas tempestades, faz do temor fé celestial
Faz dos dias... Um céu perfumado de esperança!

(Inédito)

Joinville/SC



18.
MÃE VOCAÇÃO – AMOR
Fernando Alberto Salinas Couto


Não há amor mais profundo
que o da mãe pela sua cria...
Sentimento maior do mundo,
diante da dor ou da alegria,
sem limites de lugar ou idade,
sempre com toda acuidade.

Vocação que toda mãe tem,
desde o tempo de gestação,
até quando partir ao além,
com aquela mesma emoção,
disposição, garra e energia,
do primeiro ao último dia....

Uma energia quase incrível
que vence todos obstáculos,
do mau inferno à paz do céu,
por filhos crentes, incrédulos,
puros, dependentes químicos,
sejam profanos ou românticos.

Vocação que se chama amor
e só as mães conseguem ter,
pra vários labirintos transpor,
em defesa de um amado ser
que, às vezes, até agradece,
mas muitas, sequer reconhece.

Ó, mãe que trazendo-nos a paz,
libertando-nos de muito sofrer,
prova todo valor de uma mulher
e de uma mulher sempre CAPPAZ.

(Inédito)

Rio de Janeiro/RJ – 10/05/15



19.
SER MÃE
Roseleide Santana de Farias


São tantos predicados á nós dedicados!
Empreendemos amor; néctar da agonia
Rebenta a alma, corpo, mente, coração.

Mestras no preservar da vida e o educar,
Amar, sonhar, sofrer, ter a paz , a alegria
Em lançar filhos e netos, dignos, ao alto!


Eis a nossa missão...
Umas falham outras não!
Deus nos abençoe no hoje e sempre,
Fazendo feliz á todas as Avós Mães,
Visíveis ou invisíveis ao humano olhar,
Mas, tão latentes em nossos
Saudosos e Gratos Corações!

Cabedelo/PB - 10/05/2015.



20.
ÀS MAMÃES
José Pereira da Silva


Falar de mãe dá emoção
Pensar na mãe, dá saudade
Ver a mamãe é alegria
Viver com ela é felicidade.

Minha mãe, hoje pra mim é anjo
Quando viva era flor
Em toda a sua existência
Dedicou-me carinho e amor.

Quem tem na vida uma mãe
Que lhe dê amor e carinho
Deve agradecer á Deus
Por nunca estar sozinho.

Filhos amados das mamães
Façam nas suas vidas
O melhor para merecerem
O choro e as lágrimas
Que elas derramam
Por vocês!

Texto inédito – 12/05/2015.

Cabedelo/PB



21.
SER MÃE DE DOIS...
Lourdes Ramos


Deus me deu um filho
Que é o meu encanto
E uma filha linda
Que ganhei depois
Não sou uma sogra
Sou a sua amiga
Então, por tabela
Eu sou mãe dos dois
Acham-se inscritos
Em meu coração
E ao vê-los juntos
Lindos e felizes
O dia das mães
É só emoção!

Obrigada, LU e JU, por vocês existirem.

Niterói/RJ



22.
MINHA MÃE
Lourdes Ramos


Hoje ao acordar, pensei em minha mãe
E eu a senti tão perto, ao meu lado
Fechei os olhos e fiquei a imaginar
No seu semblante um sorriso guardado
Para depois me sorrir quando acordar

E durante o dia lembrei-a de novo
E tão cortante, chegou a saudade
Que foi crescendo e tomando conta
Bateu tão forte que me entristeci

E senti-me anjo de uma só asa
Rodopiando sem achar direção
Então parei e enxuguei o pranto
E a sua ausência que doía tanto
Transformou-se e virou ternura
E era tão pura que me enterneci

E lembrei-me da nossa antiga casa
Do tempo em que eu era menina...
Eu quis sentir em mim sua presença
E o quanto eu era feliz e não sabia

Voltei então ao tempo de criança
Aí, senti que ela se juntou a mim
Para emprestar-me a sua outra asa

Em um sussurro pareceu-me ouvir:

Filha!

Eu não parti, estou sempre por perto
Lembro-me de tudo que fui e que vivi

Podes de vez, enxugar o teu pranto
Porque mãe não morre...

Só volta para casa!

Niteroi/RJ



23.
10 de Maio de 2015:
HOMENAGEM ÀS MÃES
Poeta Otoniel.


As mães são aquelas
Privilegiadas mulheres
Incumbidas por DEUS
A dar continuidade
Juntas aos seus varões
À existência do gênero
Humano

É do seu abençoado ventre
Que vem os seus filhos
Que continuarão a povoar
A terra
Terra, onde habitamos
E vivemos segundo a vontade
De DEUS

Este ano, nós, os seus filhos
E outros mais...
Homenageamos
A todas, que com amor
Dedicaram-se a dar a luz
Criar, educar e promover
Os novos (as) cidadãos e cidadãs
A formar a nossa sociedade

PARABÉNS ÀS MÃES DO MUNDO INTEIRO!
NESTA DATA GLORIOSA.

(Poema inédito)

Jandira, 18 de Maio de 2015.



24.
EM DEDICAÇÃO ÀS MÃES
Otoniel - Poeta


Devemos, em meio ao turbilhão
De preocupações da vida
Dedicarmos a Magna Data
Na qual comemora-se com
Alegria
Um dos mais nobres eventos:
"O Dia das Mães!"

Enaltecemos o privilégio maior
Que as mesmas foi concedido:
Dar continuidade a povoação
da terra
Trazendo elas nos seus ventres
Novos rebentos que criados
E educados tornam-se depois

Os homens e mulheres que irão
Por Graça de DEUS, administrar
E explorar as riquezas do nosso
Solo terrestre
Trazendo ao mundo
O desenvolvimento e progresso
Com as atuais tecnologias
Em todos os campos da existência
Humana

Cabe a nós o papel de reconhecermos
E privilegiarmos o Dia dedicado as mesmas
E homenageá-las festivamente
Com muita alegria
Presenteando-nos com o melhor
Que possamos dar-lhes!

SALVE O DIA DAS MÃES!

(Poema inédito)

Jandira/SP, 10 de Maio de 2015.



25.
Minha Mãe
Judite Krischke Sebastiany




Porto Alegre/RS



26.
Mãe CAPPAZ – Poema Canção!
Joyce Lima Krischke
(Para as mães CAPPAZ)




Mãe que poetiza Paz e Amor
Escreve o melhor... transmite candor.
Mãe CAPPAZ faz da poesia sua paixão
Leva ao mundo a Paz em forma de canção.

Mãe que lê e escreve... acorda cedinho!
Escreve seus poemas com carinho.
Mãe CAPPAZ tem na Paz sua vitória
Segue na Paz e no Bem, sem buscar glória!

Mãe CAPPAZ: Beijos no seu coração...
Mãe CAPPAZ- Sim, ela é Poema Canção!

Balneário Camboriú/SC
(10/05/2015)



27.
Feliz dia Madrecita
Gloria D'Avila Espinoza




Huánuco-Peru



28.
AMOR DE MÃE
Eda Bridi


Mãe
Mulher aguerrida
É bendita!
Em seu ventre o desabrochar
de uma nova vida.
Mistério do amor!
Dissipa toda a dor.
Diva mãe dá à luz o filho
E de seus seios o alimenta.
E no berço o filho acalenta
Nina seu sono
Canta doces cantigas
E da noite escura
o medo afugenta.
Emociona-se ao ouvir
o filho balbuciar “mamãe”
Ao dar os primeiros passos
em direção a seus braços.
Emociona-se ao levar
o filho à escola
Já não é mais só seu.
Ele parece dizer:
“O mundo é meu”.
Mãe, sábia, sabe que o filho
deve crescer em idade,
amor, sabedoria e graça.
E o educa na liberdade
responsável.
Mãe aconchego, mãe ternura
Aninha em seu colo o filho,
mesmo crescido,
para sentir a segurança
materna, como outrora.
Mistura de amor e carinho.
O amor de mãe é todo igual
A dona do lar, a professora
A doutora, a agricultora
A operária, a empresária...
Toda mãe traz o filho
no coração.
E nutre o mesmo desejo:
Ser luz a iluminar o caminho
do filho amado.
E zelar pela sua felicidade.
Amor de Mãe!
Que a bênção divina cubra
de copiosas graças
as mães de todo o universo
e que meus versos cheguem
aos seus corações!
E às mães que estão no céu
Estrelas a guiar seus filhos
A grata lembrança do terno
e incondicional amor.
Amor de Mãe!

Publicado na coluna “Letras & Fatos”
Jornal Gazeta da Serra de 08.05.2015

Sobradinho/RS



29.
MÃES
Andrade Jorge


Olhos que marejam
faces aflitas
Suplicam no frio concreto
Pelo sangue de suas entranhas.

Mães heroínas, corações sofridos,
Não hesitam, dizem não aos descrentes,
E sob o vendaval dos esquecidos
Continuam de Deus tementes.

Olhos que marejam
Na busca de uma vida
perdida na lágrima salgada
mais uma alma no mundo sumida.

Mães heroínas valentes
Mães verdadeiras de carne e osso,
Perdem seus entes
No buraco do mundo, vala, fosso.

Olho sombrio que mareja
O choro do infortúnio desliza,
O coração já não bate, lateja
Nada cura ou ameniza.

Somente Deus! Somente Deus!
Clamam: Senhor!

Mães! Mães da Sé
Mães de Maio portenho
Mães de fé

Mães
Que oram, rezam, louvam, resistem a triste sina,
procuram não acham, nas mãos retratos,
Mães que esperam a luz, luz Divina.
Mães
Que merecem a paz... algum dia

Texto inédito para CAPPAZ

Diadema/SP



30.
Marina Martinez


Texto postado no Face no dia das Mães

Oi, Face, tudo bem? Sei que tens pai mas ignoro se tens mãe...em todo caso, feliz dia para ela, se existir.Um segredo, Face: algumas expressões me deixam irritada! Exemplo? 'Deitado eternamente em berço esplêndido...' e 'ser mãe é padecer no paraíso'! Convenhamos, por mais esplendoroso que seja o berço, ficar eternamente deitado é o mesmo que decretar a própria atrofia, em todos os sentidos...E a outra frase nunca 'me desceu': ser mãe é padecer no paraíso!!! propaganda subliminar: se não sofrer, não é boa mãe? qual a vantagem de padecer no paraíso? o sofrimento é mais ameno ou é abençoado? deixa de ser doloroso? não adianta, Face, minha capacidade é muito curta p/entender e propagar tal assertiva. Penso que toda mulher é mãe, incluindo as sem-filhos. Por quê? Elementar, meu caro Face: estamos sempre gestando ideias das quais nascem atitudes que se tornam resultados (filhos), alguns bons, outros nem tanto, mas equivalentes aos de carne e ossos, biológicos, adotados ou emprestados; por favor, mães, não se irritem com tal comentário - ele expressa meu pensamento sobre essa história (meio opressora) de sofrimento e paraíso (contraditório, não?); ser mãe é ser mãe e seu dia é todo dia e acredito que toda mulher é a melhor mãe que consegue ser, dentro de suas circunstâncias de vida. NAMASTÊ


Porto Alegre/RS



31.
Haicais
Tema Mãe Vocação Amor
Marina Martinez


Acordou de madrugada.                       Além das expectativas, mergulhou.
Acarinhou o filho adormecido.               Sentiu o ventre liberto, sem peso.
voltou ao leito, fêmea acuada.              Cheia de curiosidade, o berço olhou.


Banho, mamadeira, sono.
Esperança de alguns descanso.
Cólicas sacodem a noite.

Porto Alegre/RS



32.
MÃE
Nena Sarti


Já nasce com o destino nas entranhas,
De um útero é gerada,
Para útero tornar-se logo mais...
Entregar a outra mãe - a Terra,
Seus filhos reais.
Nada de estranho esse ciclo,
Mesmo parecendo irreais:
Mães, todas iguais!

Inédito

Campo Grande/MS



33.
Mãe - Vocação Amor
Eliene Dantas de Miranda


Ser mãe é ter o coração voltado ao ente amado.
Tendo ou não filhos a mulher está sempre cuidando,
orientando, acariciando, preparando alguém para o futuro.
Mãe, não é somente a que gerou o filho, mas também:
a professora, a vó, a tia, a irmã mais velha, a mãe adotiva e a
Mãe de todos que nos foi doada por Jesus Cristo no Calvário,
a Mãe Maria, A Mãe de todos os Homens.
Mãe é o mais sublime amor!

São Paulo/SP



34.
MÃE
Ana Maria Cardoso


Mãe amada
Mãe querida
Mãe adorada

Mãe a preferida
Mãe a que é ouvida
Mãe a que dá conselhos

Mãe a que escuta os apelos
Mãe a que nos dá o maior carinho
Mãe aquela que no sufoco nos dá colinho

Mãe a que não desiste na primeira dificuldade
Mãe a que nos proporciona, sempre a maior felicidade
Mãe obrigada por você existir e ter me educado, com tanta capacidade

São Paulo/SP



35.
Mãe vocação de amor
Vera Passos


Mãe dom sublime da vida,
Pela dor cumprida,
No mistério do amor.
Pena que nem todas saibam
O prazer de estender a mão,
O valor da missão de vida
O espírito de doação.
Mãe na redoma guarda
A semente concebida
Imanta por toda vida
Nas cordas do coração.
Mãe que a alma alimenta
A imagem do amor sustenta
Na luz solene da vida.

Salvador/BA



36.
Crônica
Avesso
Vanda Ferreira


Avesso é a parte oposta ao lado direito, ao lado preestabelecido como principal. Parece-me que bastidores são o avesso de um espetáculo, de um palco, de uma costura ou um bordado...
Comumente observo os avessos dos tecidos para roupa do vestuário ou de cama, ou de mesa. Nas confecções o avesso é o lado escondido, o lado da trama, da tecelagem do bordado. O inverso do lado comumente dito de “direito”, sugestivo de que avesso é o lado errado, o feio, o escondível.
Particularmente, entendo que avesso é um documentário da verdadeira face de uma história, de uma essência, de um trabalho. Coisas têm avesso, pessoas, bichos, árvores. Tudo tem avesso. É no avesso que se identifica a realeza das minúcias de uma trama, o passo a passo da composição do roteiro do “direito”.
Avesso é um mundo condenado para permanecer oculto, fora de cena, calado, quieto. Um personagem de total beleza ímpar. Uma indiscutível nua verdade embutida pelo desprezo, escondida por hipocrisia.
Verdades me aguçam a fazer justas solenidades de reconhecimento, de forma que coroo o avesso, tranquila e segura, com base em meu critério pessoal, intelectual e filosófico. Elejo o avesso como direito, como público, como tese, documento ocular que testemunha linda nudez que definitivamente não corresponde ao errado.
Descobri tantos avessos belíssimos, como por exemplo, o avesso de mãe.
O avesso de mãe é inusitado modelo de benevolência. Tipo riacho de abundante bálsamo incentivador para a construção do bem. Avesso maternal é um aparelho musical emanando cânticos, ecoando flautas e canto de passarinhos. Um horizonte onde serena o olho do sol, onde fulgura o amor na resplandecência do tacho de reluzente ouro do arco-íris, após a densa cortina de chuva; imenso jardim florido onde vadia cheirosa e fresca brisa coreografa revoada de coloridas borboletas.
Avesso de mãe é celeste. Aconchegantes quartos lunares forrados de estrelas, e perfumados travesseiros florais tecidos de verde esperança. Avesso de mãe tem caminhos limpos, límpidos lagos azuis e fartura de pomares maduros.
Penso que meu avesso é pespontado de mentira. Longos fios de cores intensas e quentes saltam e, sem constrangimento, invadem o lado direito para exercer a liberdade de expressão, hastear bandeira de puro sentimento, declaração de incondicional sentimento por meus filhos.
Mães mentem, frisam detalhes de seus filhos, tipo olhos, corpo, lábios, cabelos, afirmando que são os mais belos do mundo. Inocente afirmação de que seus filhos são os seres mais lindos do mundo. Do mundo!
Pensando bem, isto é a mais pura verdade maternal, afinal, o mundo de mãe é tão resumidamente povoado única e exclusivamente por seus filhos.


Campo Grande/MS



37.
ACRÓSTICO
OFÉLIA
Estela Frutos Braud


Ouça mãe amada inesquecível
Fada que veio ao mundo plantar carinho,
Esta filha que a sente em seu caminho:
Luz de seu amor imensurável,
Impulso para o bem, avó lembrada, querida,
Atravessando o tempo, presente ainda.


Balneário Camboriú/SC

(Inédito)



38.
Mãe Cheguei!
Deomídio Macêdo


Mil novecentos e sessenta e um.
Chovia torrencialmente no dia vinte e seis de maio, no interior do nordeste brasileiro.
E eu ali no aconchego do ventre materno aguardando a magia da vida para estar nos braços de mamãe.
O pulsar do coração materno refletia em meu pulsar.
A emoção que se agigantava pelo sangue a fluir, inundava o meu corpo infantil que se esforçava para ganhar o mundo.
Percebo movimentações, vozes!
A parteira acabara de chegar depois de driblar as enxurradas que serpenteava a Av. Guanabara, cidade de Guanambi - BA.
As contrações aumentavam a todo instante.
Uma força Divinal me empurrava para fora do ventre.
E não tardou muito, lá estava eu, dando os meus primeiros gritos poéticos.
E a magia da vida se concretizou!
26 de maio de 1961 - iniciei novas experiências na crosta terrestre.
E hoje nesse poema descritivo posso gritar para que todos possam ouvir.
Obrigado mãe!
Ser mãe é vocação do amor!
Que Deus a ilumine hoje e sempre.
Beijos mil!


(Inédito)

Salvador/BA



39.
Mãe doçura
Eliene Dantas de Miranda


Mãe vida de dedicação e doçura
Tanto nos momentos de alegria
Quanto no de extrema amargura.

Mãe compreensão, carinho e amor
mesmo que os filhos a façam chorar
Ela os afaga, beija e à Deus faz um louvor.

Mãe mestra, severa ou não
Faz tudo para o mundo saber
Que seu sacrifício não foi em vão.

Mãe divina e bela criatura
Será por mim lembrada
Gestos de pureza e ternura.

São Paulo/SP



40.
Ser mãe
Dinalva de Jesus Santana Macêdo


Ser mãe é missão nobre que Deus confia à mulher.
Ser mãe é colaborar com a obra Divina.
É lutar em prol da evolução moral e espiritual dos seres, que recebestes como filhos.
Parabéns às mães que recebem os filhos com necessidades especiais, com amor e dedicação. Joana de Ângelis nos ensina:
“O que parece casual, destrutivo, é sempre efeito de uma programação transcendente, que objetiva a ordem, a harmonia”.
Então, sejam fortes e confiem em Deus, pois, Ele está no comando.
Parabéns às mães com filhos adotivos, que os criam e educam como se fossem gerados dos seus ventres.


Salvador, 25 de maio de 2015.



41.
Mãe em 2015
Judite Krischke Sebastiany


Já fui mãe de bebes
Lindas criaturinhas
Que precisavam de mim
Com quem trocava caricias...

Já fui mãe de adolescentes
Crianças rebeldes; poucas caricias
Lindas; seguras de si e decididas...
Às vezes, descuidadas, tristes, decepcionadas.

Já fui a mãe chata, que chamava para deveres
A mãe que mostrava os perigos
A mãe que criticava seus amigos
A mãe de atitudes drásticas...

Hoje sou mãe a distancia ...
Cada vida segue seu rumo ...
Apareço quando sou chamada.
Recebo sua visita amiga e amável.

Ainda dou conselhos e opiniões
Apresento dicas e possibilidades.
Já não estão no meu colo ...
Não posso resolver seus dramas.

O carinho e a compreensão
Esses estão presentes!
Elas também me aconselham.
Mas a saudade me invade.

Agradeço a Deus pelo que vivi.
Peço a Deus esperança e fé...
Uma luz para o futuro...

(Poema Inédito)

Porto Alegre-RS, maio de 2015.



Direitos autorais reservados aos escritores participantes
Revisão linguística pelos autores.
(A CAPPAZ ESTÁ ISENTA DE EVENTUAIS PROBLEMAS AUTORAIS E DE REDAÇÃO DOS TEXTOS)






SELO DE PARTICIPAÇÃO







AGRADECIMENTOS E ENCERRAMENTO da 75ª Ciranda Mensal

É com alegria que recebi o convite para fazer o encerramento da Ciranda Mensal de Maio.

Agradeço a todos que, mesmo diante de um cotidiano exaustivo, dispuseram de alguns minutos e traduziram em preciosos textos a nobreza e sutileza dos sentimentos mais sinceros de Paz e Amor, engrandecendo a Ciranda em Homenagens às Mães.

Mãe é a missão de maior responsabilidade. É amar de forma mais completa. É dar o melhor de si e não esperar nada em troca. Mãe é guerreira, amiga carinhosa, prestativa, companheira e fiel. Mãe é sinônimo de Amor e Bondade. E a ela devemos nossa vida, pois é merecedora de todo respeito e digna de todo o afeto.

E, para encerrar a Ciranda, desejo lembrar a todos que ser mãe vai além da gestação.

Há muitas mulheres que não tiveram o prazer de germinar o fruto do amor divino em seu ventre, como também, homens que diante da perda da esposa foram incumbidos de cuidar, criar e guiar seus filhos, sobrinhos, netos e afins no caminho do bem e o fizeram com primor e dedicação.

Feliz dia das Mães a todos!

Abraços carinhosos,

Paulo Rodrigues
Sorocaba/SP












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