INTRODUÇÃO

Simplesmente Mulher
Neneca Barbosa

Agradeço pelo honroso convite para compor a abertura da Ciranda Mensal de Março, com a temática “Simplesmente Mulher”. Escrever sobre a Mulher é algo prazeroso, por me sentir “simplesmente mulher”!

A mulher tornou-se para os escritores, principalmente para os poetas, uma das principais fontes de inspiração. É um ser delicado, mas ao mesmo tempo forte. Usa o equilíbrio entre a razão e o coração.

A mulher tem uma luz interior, capaz de produzir emoção, intuição e principalmente o amor. O que se torna perceptível, palpável, não se iguala com a capacidade que a mulher tem de imaginar.

A mulher pode ser comparada a um jardim, pois em seu coração ela faz uma grande semeadura, na qual desabrocham flores perfumadas, cada uma com sua essência. Rega-as com ternura, carinho, renúncia, paciência e amor.

Doadora da vida cumpre o papel de co-criadora divina, procurando por meio da sua determinação e dedicação, contribuir por uma sociedade mais justa, mais pacífica e livre das amarras que aprisionam ainda o ser humano.

Dessa forma, seja a mulher respeitada e amada, todos os dias de sua existência, e não lembrada, apenas, em algumas datas. Parabéns mulher, que é mãe, esposa, companheira, amiga, trabalhadora, filha e educadora.

Cito uma frase, do inesquecível Carlos Drummond de Andrade, poeta, contista e cronista brasileiro: “É próprio da mulher o sorriso que nada promete e permite tudo imaginar.”


João Pessoa – PB


PARTICIPANTES

01- Aila Brito (10 e 11)
02- Carlos Reinaldo (25)
03- Celeste Farias (26)
04- Deomídio Macêdo (36)
05- dinapoetisadapaz (23 e 35)
06- Edvaldo Nunes (18)
07- Edvaldo Rosa (05)
08- Eliene Dantas de Miranda (16)
09- Eloisa Antunes Maciel (06)
10- Fernando Couto (01)
11- Gerusa Guedes (34)
12- J. J. Oliveira Gonçalves (09 e 15)
13- Jacira Pereira (28)
14- José Pereira (12)
15- Joyce Lima Krischke (30)
16- Judite Krischke Sebastiany (02)
17- Marcelo de Oliveira Souza (17)
18- Marina Martinez (21 e 22)
19- Nena Sarti (27)
20- Paola Rhoden (03)
21- Paulo Rodrigues (19)
22- Rosana Carneiro (20)
23- Roseleide Farias (13)
24- Saturnino de la Torre (32)
25- Silvia Silva Benedetti (14 e 31)
26- Tania Maria de Souza (04)
27- Vanda Ferreira (24)
28- Vera Passos (07 e 08)
29- Vera Trindade (33)
30- Virginia Maria Pereira da Rocha (29)


PARTICIPAÇÕES

01.
Simplesmente Mulher
Fernando Couto

Ela poderia perder seus brilhos
vendendo seu corpo na avenida,
para sustentar os seus filhos
dando-lhes alimento e a própria vida,
sonhando com um futuro melhor.

Ela poderia ser aquela matrona
dando todas as ordens em casa,
mas, a cada dia, a cada semana
esperando ganhar uma rosa,
o seu mais puro símbolo do amor.

Ela poderia ser mulher submissa
às vontades e mazelas do machismo,
aceitando com seu conformismo
todo o desrespeito que lhe passa
a dor do constrangimento e do sofrer.

Mas ela é um ser diferente,
acima de toda pequenez humana,
sempre com atitudes surpreendentes,
revelando-se à nossa alma serena,
pois ela é simplesmente mulher.

Rio de Janeiro – RJ



02.
Judite Krischke Sebastiany




Porto Alegre - RS



03.
A mulher e a Paz no Lar
Paola Rhoden

Não foi à toa que escolheram um dia especial para homenagear a figura que considero, não por ser uma delas, mas porque penso assim, ser a responsável pelo crescimento do mundo. Sem ela não haveria tal crescimento, pois todos os homens e mulheres que fizeram a diferença neste planeta, têm sua origem em seu ventre. Todos tiveram um lugar, fosse onde fosse, onde podiam chamar de Lar. É neste ambiente, rico, remediado, pobre ou muito pobre, que se desenvolve o caráter dos que por aí transitam. E, na maioria das vezes, é a mãe, tia ou avó, que forja este item essencial na natureza humana. É no cantinho e aconchego dos braços ou colo de uma mulher que isso acontece. Como disse, na maioria das vezes.
Nos dias de hoje, é comum observarmos mulheres que estão exercendo os papéis de pai e mãe ao mesmo tempo. Muito comum mesmo. É o andamento das coisas que mudam diariamente na sociedade atual.
Pretendo corroborar a ideia do tema desta Ciranda, onde a Paz que os homens e mulheres de bem almejam, está nas mãos de um personagem digno do maior respeito de todos, a Mulher dentro do Lar.


Brasília - DF



04.
Simplesmente Mulher
Tânia Maria de Souza

Simples-mulher-mente
Mente-mulher-simples
Simples mente de mulher
Mulher carente
que mente
sorridente
Mulher valente
que sente
enorme mente
Grande mente de mulher
Mulher temente
Mulher crente
Mulher simples
Simplesmente

Balneário Camboriú - SC



05.
A mulher é tudo
Edvaldo Rosa

A mulher é a um só tempo, realidade e sonho!
É a alma e o alimento do mundo!
É uma manifestação de beleza, das mais formosas!
Como alimentos, cria vida, é pão...
Por encantar é rosa!
Traz em sua alma a força de transformação;
Ímpeto de transformar, campos em lavouras, - a vida!
Sementes em trigo, - seus rebentos!
Trigo em pão, - homens maduros!
Trazem em suas almas, serenas e calmas,
Os mistérios das rosas...
Nos seus corpos, a maciez de pétalas,
Perfumes inebriantes, delas evola...
E seus espinhos, escondem nas entranhas,
Num recanto do próprio coração!
A mulher é tanto realidade e mistério...
Aquela que se toca,
Aquela que se deixa tocar...
A mulher é tudo e tanto,
Que todos os poetas do tempo,
Todos os poemas no mundo,
Nunca lhe poderão totalmente exaltar!

São Paulo – SP



06.
Quisera... mas...
Eloisa Antunes Maciel

Quisera ser um Mendel visionário.
E cruzar genes cuidadosamente...
Mesmo sem ter o apoio necessário,
E sem o amparo de uma lei vigente...

Quisera ser um Newton surpreendido
Pela maçã de uma revelação...
Colher desse episódio o seu sentido,
E divulgar a sua interpretação...

Quisera ser um Einstein concentrado
Na compreensão da relatividade...
Tornar esse processo desvelado
Como uma herança para a Humanidade...

Quisera ser um cavaleiro andante,
Um Dom Quixote da Modernidade...
E libertar o pensamento errante
Das trevas da mentira e da maldade...

Quisera... Ha! Se quisera, finalmente,
Proezas do passado resgatar!
Mas o meu universo é o meu presente
No meu “aqui e agora” devo atuar...

São Martinho da Serra – RS



07.
Eu sou mulher
Vera Passos

Eu sou mulher que caminha, contornando as barreiras
Que busca os sonhos onde eles estejam
Eu sou do Inverno e Verão, de qualquer Estação
Mulher que planta a semente e espera eclodir
Que rega o solo e espera a luz
Que viaja o mundo nas páginas do livro
Que escreve a História toda manhã
Que unge a alma com cheiro de rosa
Que sacia a fome com água e maçã
Que leva uma prosa em qualquer dimensão
Que abre as janelas pra chuva e sol
Que constrói o amor no cais do coração
Eu sou mulher que desbrava a estrada
E não espera sentada o que quer conquistar
Eu sou mulher de força e siso
Que escancara o sorriso pra vida abraçar.
Eu sou mulher que veio do nada
Enfrenta a jornada com muito labor
E recebe de volta o que na vida plantou.

Salvador – BA



08.
Simplesmente mulher
Vera Passos

Uma saia , um brinco, um batom
Um sonho, uma meta, uma jornada
Um jardim, cheio de jasmim, cheiro de hortelã
Uma visão, um olhar, uma estrada
É ela que intui a jornada, a rosa e o espinho
É a mulher que dá passagem à vida
É essa alma destemida que desenha o caminho
Que constrói a viagem e não se intimida
É a mulher essa flor que domina a luz
É ela que impera no lar e na rua e a todos conduz
Defende sua cria e vira uma fera e impede uma cruz
É a mulher que oferta o ninho que ama o passarinho
É a força e o cais onde aporta a luz
Onde vence a batalha e sabe o que faz.
Abre as portas e não fecha jamais.

Salvador - BA



09.
Cálidas Mulheres...
J.J. Oliveira Gonçalves

Ah, cálidas mulheres são as flores
Sedosas... Delicadas Criaturas!
A razão de viver dos beija-flores
Que sabem de recônditas Texturas!

Ah, frágeis, perfumadas, multicores
São Sonho, são Poesia, são Ternuras!
Eterna Inspiração de trovadores
São Opus Celestiais nas Partituras!

Eu Amo essas Mulheres elegantes
Quem enfeitam os jardins com sua Beleza
Que nos Jardins dos Céus são Diamantes!

As Flores e as Mulheres, sei, são Rimas
Que Deus, assim, semeou na Natureza...
Na Lira do poeta: Obras-Primas!

Porto Alegre – RS



10.
“Simplesmente Mulher" - (enlaces disticus)
Aila Brito

A mais bela flor, do jardim da vida;
‘Mulher’ – prazer, amor e guarida.
Perfuma com suavidade e encanto,
As lidas do dia a dia; no entanto,
Enxuga seu pranto, com pétalas de amor,
Traz brilho no olhar, pureza e cor,
Pra suportar as dores dos muitos espinhos
Cravados entre as flores do longo caminho
Regando os sonhos com a divina luz
Seiva da vida... No amor de Jesus

Simplesmente Mulher! Flor majestosa, que Deus valida!

Cocal - PI



11.
Simplesmente Mulher
Aila Maria Brito

Mulher,
Na vitrine dos teus olhos,
Há pureza e encanto;
No teu semblante insone,
Marcas revelam prantos,
No entanto...
Mulher,
Teu coração é um refúgio,
Pleno de luz e de amor...
Traz a alma carregada,
De alegria... De dor,
Portanto...
Mulher,
Não se há de olvidar...
Que és templo do Senhor,
Abrigo do fiel amor;
Verbo ativo do amar.

Suporta a dor com alegria
És divina poesia,
Encanto e prazer...
Pronta pro que der e vier
Em essência, és tu...
Simplesmente ‘mulher’!

Cocal - PI



12.
Homenagem às Mulheres
José Pereira

08 de Março Dia Internacional
Da mulher mãe doméstica,
Mulher empresária,
Trabalhadoras do Lixo,
Mulher viciada.

Da mulher que é pai e mãe,
As mulheres espancadas,
Infelizmente ainda têm medo
E vivem apavoradas.

Da mulher nova às velhinhas,
Que hoje vivem cansadas,
Dedicam amor aos filhos
E pelos netos apaixonadas.

Com os olhos cheios de lágrimas,
Escrevo pensando nelas:
Minha mãe, minha filha,
A Virgem Santa, mãe das mães,
E a mulher minha namorada.

Não basta só parabenizar!
A mulher é como uma flor,
Necessita de carinhos,
Cuidados e muito respeito,
Que a ela dediquemos o amor!

Autoria: José Pereira da Silva
Cabedelo - PB



13.
Dia Internacional da Mulher
Roseleide Farias

Todos os dias são os nossos dias
Na vida humana, alegria e dor.
Mas, neste dia tão especial,
Agradecemos a menção de louvor.

São tantos os nossos dias de lutas,
Nesta vida que o Pai Eterno nos deu.
Ansiedades, amores, sonhos, ideais,
Aquecem o coração e nos faz sofrer.

Amar também é inquietar-se,
Sofrer às vezes antecipadamente,
As dores que afligem os mais próximos,
Nos traz agonia e perturba a mente.

Ai quem me dera eu sempre viver
No sentir e contemplar bons sentimentos
Esquecer os que sejam fugazes ou tristes
Percebendo e amando o belo da vida,
Eu ser tua pérola rara e você o meu rubi.

Que durante a alegria e o sofrer,
Durante o caminhar desta vida
Nos aqueça o amor incondicional
Que nos foi ensinado por Deus
De forma tão magistral!...

Autoria: Roseleide Santana de Farias
Cabedelo - PB



14.
Eu... Mulher
Silvia Benedetti

Diz a bíblia que surgi de uma costela de Adão e de Eva fui chamada. Tentada então fraquejei e induzi à tentação do pecado original. Por ter sido uma errada, meu castigo : Carregar o peso enorme da Terra pelos séculos vindouros não a não sem ter fim. Tive nos pulsos, marcas de correntes e senti na boca o gosto da mordaça. Perseguido na rotina da tortura, por vezes adentre no mundo da loucura. Sorvi o amargo fel da escravidão, o pânico do sacrifício ao Deus pagão. Fui dada, vendida, trocada mutilada e estrelada... parideira sem ter direito ao amor e ao prazer. Meu destino era servir sem reclamar. Ser amante, concubina, bruxa ou vestal. Eu mulher tive um sonho! O anseio LIBERDADE, que haveria de alcançar pela igualdade no SABER, no FAZER e no PARTICIPAR. Hoje. Cabeça erguida a minha voz ecoa no lar, na obra e até na arte. Mostro que sou CAPAZ, que enfrento a tirania negando-me a ser tratada de forma rude e bruta e ajudando a construir vida melhor e mais justa, formatando assim o HOMEM no maternal regaco. Eu Mulher conquistei o meu espaço! Tenho o direito de viver e ser FELIZ lembrando ANITAS , QUITERIAS e TERESAS, quero sonhar e contornar tristezas no fraternal estender das minhas mãos, pois Eu Mulher sou a fonte do amor e da ternura.

Porto Alegre - RS



15.
Menininha de Jesus...
J.J. Oliveira Gonçalves

Menininha... chupeta na boca
passou de repente ante a janela
roupinha humilde pintada de rosa
a mãe mais à frente pela mão a levava
em passo apressado...
A mãe mais à frente
mais atrás ia ela
ia ela assim
como fosse puxada
a reboque da mãe...

Menininha loirinha... três aninhos parece
(ou quatro, quem sabe...)
talvez fosse à escolinha
para a mãe trabalhar
ganhar o sustento
o pão do suor
transpirado em seu rosto...

Menininha tão linda
tão tranqüila, tão bela
mexeste em saudades
de outras criança
(quando criança, Menininha, eu era!)
num mundo sem Dor:
o tempo da infância
que adiante nos foge
(quando foge a Inocência!)
tão encantador...

Menininha... (ou Anjinho?)
na nublada manhã...
a sabiá assobia
(com seu doce flautim!)
e a mãe bem-te-vi
(com seu clarinete!)
nos grita bom-dia!

Menininha, obrigado,
por teres passado ante minha janela
(tão pobre e tão inerte
tão cheia de pó... tão sem graça...
tão quieta, triste e só...)

Nos queridos guardados
do meu coração
para sempre ficaste Menina pequena...
E as janelas da Alma
(por ti encantadas!)
com Jesus perfumaste
quando meiga passaste
e as encheste de Luz!

Porto Alegre - RS



16.
Chuva, trabalho e euforia
Eliene Dantas de Miranda

No sertão do meu Brasil
Ventos movimentam as nuvens
Chuva traz para o sertanejo
Euforia, fartura e festejo.

Pássaros e a natureza feliz,
Cantam e voam nas alvoradas
Homens colhendo fruto
Das sementes semeadas.

Animais urrando na verde relva
Sertanejo de alegria gargalhando
Marca feliz seu casamento.

Assim é a vida do sertanejo
Chuva ao Criador suplicando
Sendo ouvido em seu lamento.

São Paulo- SP



17.
O Brasil também está em Guerra !
Marcelo de Oliveira Souza

A gente vê sempre no noticiário o drama dos europeus com o sofrimento para escapar das inúmeras armadilhas impostas pelos grupos de terroristas, independentemente de quem iniciou essa série de sequencias do crime, sempre quem sofre é o povo.
Aqui no Brasil existe uma guerra velada há muito tempo, a violência urbana é só mais uma delas, onde o povo tem que tentar sobreviver dia após dia.
São policiais defendendo no que podem a população, outros colegas de farda também por descontrole emocional, atiram em inocentes, tornando a insegurança nas pequenas e grandes cidades uma rotina, até nessas pequeninas cidades a insegurança foi instaurada com tráfico de drogas e até grandes explosões em ataques a bancos.
Outro inimigo do brasileiro é pequeno, mas é uma verdadeira infestação, o tal “Aedis Aegypt”, ele veio dos primórdios da civilização para aterrorizar o nosso povo, se na rua a gente sofre com a violência, em casa a gente ataca o quanto pode o pernilongo listrado, a batalha é em vários flancos, por terra e principalmente por ar com o nosso dispositivo elétrico, chamado “raquete”.

Agora esses pequenos inimigos se adaptaram e abriram mais uma especialidade de batalha, atuando à noite e causando outros tipos de doenças como a “Zica vírus” “Chikungunya” “Gullain Barré” e a “Microcefalia”
A população está aterrorizada, pois ainda estamos em guerra contra os desserviços de saúde, onde os combalidos com essas e outras doenças não têm atendimento adequado.
Para piorar estamos em mais uma outra guerra, contra um inimigo que age na surdina, mas quando ataca, todo mundo sai correndo, cometendo muitas mortes e para quem sobrevive fica sem casa, sem água, só no desespero, o conflito começou no interior de Minas Gerais, mais precisamente em uma cidade com nome de mulher, chamada Mariana, cuja represa de mineração estourou e inundou a cidade toda, numa avalanche de morte, matando tudo à sua frente, invadindo o estado do Espírito Santo, destruindo tudo ao seu alcance, cuja desembocadura será no mar.
A inflação e o desemprego é uma dupla infalível de terroristas, eles vão e voltam, se tornando mais um grande inimigo endêmico, a gente pensa que está vencendo esse grupo de terríveis inimigos, mas eles sempre terminam aprontando mais atentados em todos os confins do nosso país.
Contudo o último é o pior de todos, inquestionável, corrói o nosso povo, baixa a estima do brasileiro, engana, mata e desvia, é tudo que o Brasil precisa para eliminar e se erguer diante do mundo.
Esse inimigo é o próprio povo brasileiro, pois ele ainda não acordou para a situação atual do nosso país, pois vota em péssimos representantes em inúmeras vezes, aceitando vender seu voto; joga lixo na rua, na varanda de casa, ajudando a proliferarão de inúmeras doenças; não respeita o próprio brasileiro, corrompendo e se fazendo corromper e ainda sai reclamando que o Brasil é um lugar ruim para se viver.


Salvador – BA



18.
Eu vi Menina
Edvaldo Nunes

Quando menina,
linda aos olhos em transe,
promovia algo diferenciado
que movia poros constantemente.

Os ventos da tarde,
companheiros inexpressivos,
guardavam segredos
numa consonância divina.

Sentimentos em formação,
rascunhos de um cenário vivo,
vinham jorrando de tão alegres
numa balbúrdia inocente.

Esquinas desconhecidas,
por assim dizer,
que denunciavam medo,
enfileiravam-se sem cautelas.

Quem já amou por estes tempos,
sabe disto.
É que as poucas certezas que sobressaíam,
logo esvaziavam-se costumeiramente.

E luziam incansavelmente sonhos
por uma alma em formação
num corpo que despontava
querendo não sei o quê.

João Pessoa – PB



19.
Uma bela flor
Paulo Rodrigues

Confeccionada
com preciosidades divinas
desabrochou uma bela flor
para florir o jardim
de nossos corações.

Delicadeza e sutileza
traçada com primor
define sua bela face
refletida no espelho da vida.

Na formosura do nascer do dia
foi desenhado seu lindo sorriso
que encanta e seduz
quem aprecia a beleza da mulher.

A beleza das esmeraldas líquidas
desaguam em seus lindos olhos
o encanto das flores do campo
no acalanto da primavera.

Seu doce olhar
pleno de doces sabores
carrega ternura e meiguice
das rosas desabrochando
no orvalho da aurora.

Seu carisma
cativa e envolve
quem deseja o encanto
da noite estrelada
e conquista afeto
e amizade de todos.

Sorocaba - SP



20.
Para todas as Mulheres
Rosana Carneiro

Todas são fortaleza, delicadeza.
Todas se transformam em leoas e defendem sua prole com garras.
Tem coração que se derrete quando acarinhadas.
Mulher: trabalho, batom e salto
estudo, cabelo e bolsa
sonhos, certezas e lágrimas
persistência, unhas e amor.
Quem disse que MULHER não tem dor?
Tem dor, porém a segura, esconde, para que a força e o controle se mostrem e a noite, no momento de dormir, que seja o travesseiro aquele que a escuta e enxuga as lágrimas.

Pode não parecer, mas mulher significa PODER.
Pode tudo o que desejar. Sabe onde pisar.
Porque mulher é um eterno amar...
Que Deus as abençoe pela sua garra, força e atitude.

São Paulo - SP



21.
Mulheres de Sempre
Marina Martinez

Mulheres de hoje: quanto mais pode ser revelado?
Muito já foi dito, mas não sei se apreendido.
Adjetivos se abalroam em textos artísticos, sugestivos.
Publicações, maravilhosas fêmeas, fascinantes trajes,
rostos de grife, corpos de desfiles, olhos depressivos.
De homens e mulheres, sempre foram objetos de desejo.
Triste substantivo ao se avaliar alguém: objeto!
E para muitos, em lugares diversos, mulheres são barganhas.
Item por vezes descartável, mutilado, entorpecido.
Avançaram? Progrediram? Cresceram? Muito.
A História corrobora esse existir antigo e aguerrido.
Mulheres de hoje? As mesmas de ontem, em novas cores.
Mulheres de hoje? As mesmas de amanhã, em novas dores.

Porto Alegre – RS



22.
De Bruxas a Deusas
Marina Martinez

Há milênios, são o núcleo do universo.
Deuses as dominavam e vinham à luz heróis.
Sereias, desnorteavam barcas perdidas.
Bárbaros invadiam tribos e as faziam reféns.
Nas Cruzadas, tornavam guerreiros pecadores.
Temidas e fecundas, geraram o Matriarcado.
Eram do bem, muitas vezes, incompreendidas.
Foram caçadas e queimadas como bruxas.
O Patriarcado se reinventou, pelo fogo tatuado.
De pouco adiantou. Tais marcas são perenes.
Inanimadas, passaram de bruxas a deusas
e, em qualquer religião, são, agora, reverenciadas.
Através dos tempos, tornaram-se Fênix, destruídas,
e renascem, hoje, mais fortes, fêmeas atrevidas.

Porto Alegre - RS



23.
Incompatível Essência
dinapoetisadapaz

Que as nuvens negras sejam dissipadas,
Que venha o sol iluminando o dia,
Que o acinzelado céu volte a ser azul
bordado com novelos de neve branquinha
simbolizando a minha Paz.

É preciso uma benfazeja ventania
d’uma noite chuvosa realizando varredura,
lavando minh’ alma
que deseja caminhar livre e leve.
Quero toda leveza possível!

Quero um amanhecer radiante
mostrando o esboço d’ uma nova estrada
onde eu não encontre vestígios
da incompatível essência
antagônica à minha.

Cabedelo – PB



24.
Broche Artesanal
Vanda Ferreira

Quando Tranço meu cabelo,
aproximo pontuações,
reticências dos desejos alongados,
possibilidades que escorregam
na extensão do inquietante pensamento.

Na trança do cabelo,
estreito e processo os medos todos,
concentro o eixo,
ato, apertadamente, o tempo teimoso e fugidio,
para preenchimento dos vazios-entremeios,
construídos à bela arte de vovó.

Trança edifica verticalização,
posicionada corrente organiza esconderijos
para coisas não achadas,
não sabidas,
não encontradas nas esquinas
da trilha de brechas famintas de poemas,
onde aprisiono desandes beijos de arapuás,
furto saborosas nuvens da horta e dos pomares
que brotam dos campos da rebeldia
enraizada em minha cabeça medusa.

Finalizo a trança,
aperto nossa intima história,
enviesados olhos grudados no universo do momento.

Desabrocham canutilhos,
brancos fios de sabedoria
formatam inverso ápice do feixe unificado,
indomável tocha,
artesanal broche,
comenda da paz,
repousa em meu peito.

Campo Grande – MS



25.
Trovas
Carlos Reinaldo

Este tema é palpitante,
o coração bate forte,
ela é muito importante,
quem ela ama tem sorte.

Toda mulher nos inspira
a cantar sempre o amor,
transforma em paz toda ira
e todo frio em calor.

Muitas parecem com fadas,
outras são anjos do bem,
porém, são todas amadas
e todas amam também.

Quando mulheres são temas,
o mundo fica feliz,
rompem-se todas algemas,
isso ninguém contradiz.

Portanto, amigo e irmão,
fique atento ao tema,
ele nos traz sensação
e até inspira um poema!

Conselheiro Lafayette – MG



26.
No divã da consciência: memórias de uma dor
Celeste Farias

Não sei o porquê, mas hoje resolvi juntar estilhaços do passado. Envolvi-me em memórias turbulentas de um tempo ruim, de um momento conturbado que já deveria ter sido jogado na lata do entorpecimento, contudo, me parece que ainda estou presa a esses “cacos”. Ou será aos cortes que eles me causaram, que ainda doem aqui, em meu peito? Guardar, apagar da lembrança ou perdoar?
Sempre que olho para a garrafa de vinho e para o cálice, me lembro do momento da embriaguez de sonhos e da ferida que aqueles sentimentos causaram em um momento tão límpido e manso. De repente, me senti enganada por mim mesma, algo surreal: um embaralhado de emoções; um falso vinho degustado em um cálice de devaneio.
Como é difícil segregarmos as lembranças ainda vivas em nós! A cada retrospectiva uma apunhalada, um corte, um sangramento... Dor cruel, passado intocável, presente árduo, futuro obscuro! Como apagar uma cicatriz, se mesmo por debaixo das vestes ela permanece intacta, incurável? E se os olhos dos lixos mentais puderem enxergá-la? E se ela aumentar? E se...? Envolvi-me em um turbilhão de enigmas.
Eram invisíveis tais questionamentos no espelho da minha alma, que fora quebrada na inércia de um passado mal resolvido. Hoje, olhei para dentro de mim, e na escassez do entendimento reli as memórias dessa dor. Cautelosamente, estudei as entrelinhas: fui reciclando os minutos em que estivemos juntos, ao mesmo tempo em que contemplei a vida real. Ela me pareceu apenas um Cálice, nada mais. Mesmo assim, continuei a análise daquele tempo, daquela fantasia...
Após ouvir a minha voz interior, cheguei a uma conclusão: aquele vinho lançado na taça da desilusão era apenas uma quimera; não passou da tela, nem do pensar. Ele? Ele está aqui, cuidando de mim, amando o meu cheiro, acalentando o meu corpo, alimentando o meu olhar, venerando o meu pulsar. Para que sofrer se não ultrapassou a imaginação? Aliviada, lentamente suspirei. Reencontrei-me com a paz.
Enfim, me refiz: juntei os cacos e os lancei no abismo do esquecimento. Agora apenas guardo as memórias de um tempo bom, de alegrias e nostalgia que conosco se eternizarão. Jamais ocuparei o meu ser com memórias de um dissabor; estou consciente de que não passará de uma dor efêmera. Quanto ao amor, vivo embriagada de prazeres, do hoje, do aqui e do agora.
Sempre que necessário, deite-se no divã da consciência. Silencie. Ouça a sua voz interior. Reencontre-se, revigore a sua alma e leve consigo apenas o necessário.

Homenagem a todas as mulheres que sofreram ou sofrem com as memórias de uma dor.


Salvador-BA



27.
Dona Mimi
Nena Sarti

Com sentidos plenos,
Sinto-me uma gata
No cio.
Tenho vontade
De pular o muro,
Rolar na Grama,
Subir na cama,
Espiar o escuro...
Caçar borboletas,
Mariposas esvoaçantes,
Brincar com os grilos
No chão.
Puxar o sonolento rabo do cão.
Ouvir bater de asas,
Enrodilhada nos pelos.
Correr,
Virar cambalhotas,
Subir na árvore,
Revirar ninhos...
Com olhos de sapeca
Admirar o crepúsculo,
Fartar-me de natureza pura
Enquanto a vida perdura!

Campo Grande – MS



28.
Mulher:
Jacira Pereira

É simplesmente o absoluto,
O essencial, o amor fraternal,
A simplicidade nos gestos,
A capacidade natural de transformar a vida.
E sem medidas se amar.
É natureza humana retratada como mulheres
De todas as formas e cores,
Como flores,
Cada uma com sua essência,
Com malicia ou inocência,
É simplesmente mulher.

Cabedelo - PB



29.
Mulher, Simplesmente Mulher
Virginia Maria Pereira da Rocha

Mulher mãe, rodeada de afazeres;
Lembra também dos seus prazeres;
Uma conversa com amigas;
Passando por encontros e despedidas.

Mulher amante;
Tem também seus rompantes;
A lembrança alarmante;
De um caso de amor fascinante.

Mulher vaidosa e faceira;
Com sua face brejeira;
Lembra do seu passado, muitas vezes arteira;
Falando até algumas besteiras;
Para a vizinha na ladeira.

Balneário Camboriú – SC



30.
Mulher Advogada... Mulher Justiça e Paz!
Joyce Lima Krischke

Mulher! Mulher sempre decantada
Mulher guerreira... Mulher advogada!
Mulher! Mulher mãe simplesmente...
Mulher! Retrato do Amor permanente.

Mulher carinho... seu filho amamenta.
Mulher coragem... a família sustenta!
Mulher! Presença... dia e noite calor
Mulher! Mesmo sem filhos semeia Amor.

Mulher! Construindo na sociedade a Paz.
Mulher! Não espera que façam... ela faz.
Mulher! Seja preta, branca ou amarela...

Mulher Advogada! Não aceita “balela”.
Ah! Mulher Advogada... Paz ela nos traz.
Mulher Advogada... Mulher Justiça e Paz!

Balneário Camboriú/SC -08/03/2016.



31.
Estrada do Mar
Silvia Benedetti

Estrada do mar
Não é pista de corridas
Desatinos e abusos
Caminho para veranear.
Há tragédias bem previstas
Para quem ousa abusar
Ao se perder na corrida...
Para que tanta pressa?
Para que tanto abusar?
Motorista deixe desta!
Fuja do ensejo --- MATAR.
Faça Alegre tua viagem
Para poder desfrutar
ManeJe tua voragem
Usando a ESTRADA DO MAR

Porto Alegre - RS



32.
PRIMER IMPACTO
Saturnino de la Torre

Relampaguean tus bellos ojos
estrellas que en el corazón rutilan
y despiertan en su fulgor
emociones contenidas
sentimientos casi olvidados,
cadencias nunca sentidas,
ausencia de soledad,
saberes que cobran vida.

Tocaste mi alma por dentro,
abriste la llama cautiva
y naciste en mi recuerdo
mientras viva.

Barcelona - Espanha



33.
Águas de Ágora
Vera Trindade

Atena,
Dê-me de beber,
Eu tenho sede!
Sou peregrina
Sou cigana
Sou Descartes
Sou a carta que ensina.

Sou Maria sem José
Sou o fermento da vida
Sou o feijão com arroz
Sou o sabor do risoto
Sou a leveza do espírito
Sou o peso do corpo.

Se sou a cruz
Sou o bendito
Se sou o não
Sou o infinito
De todos os homens.
Atena,
Dê-me de beber,
Eu tenho sede!

Salvador – BA



34.
A Mulher
Gerusa Guedes

A mulher é um ser que Deus criou
Com objetivo de fazer companhia
Ao homem, no jardim do Édem.
Todos os animais tinha uma companheira
Mas o homem vivia numa solidão imensa.

Deus o fez dormir e então a tirou da costela
De Adão que a recebeu com satisfação.
Essa agora é osso do meu osso e carne da
Minha carne, ela será chamada varoa por
Que foi tirada do varão.

A mulher foi a alegria do jardim e todos
Os dias o homem dizia assim: Essa é minha
Companheira eu a quero somente para mim.
E a mulher orgulhosa de ser a companheira
Da coroa criação, resolveu aprontar com
Seu amado em questão.

Juntou-se com a cobra a pior de toda criação,
Desobedecendo ao criador comendo do fruto
Da humilhação.
O castigo logo foi aplicado e sobrou para
todo lado.
O homem foi trabalhar pra danado, a mulher
Em sofrimento pariu e a cobra se arrasta pelo
Chão, comendo poeira e tentando o coração..

Cabedelo - PB



35.
Mulher
dinapoetisadapaz

Mulher do meu Brasil
Mulher criação primeira
Mulher madura e pueril
Mulher curadora; enfermeira
Mulher Educadora
Mulher mãe e amante
Mulher sonhadora
Mulher que segue avante

Mulher esperta e destemida
Mulher não seja pessimista
Mulher que hoje conquista
Mulher vitoriosa, determinada

Mulher de labores mil
Mulher edificante do lar
Mulher menina juvenil
Mulher você precisa estudar

Mulher de todas as raças
Mulher de todos os credos
Mulher é sempre uma graça
Mulher forte como rochedo

Mulher semelhança de Maria
Mulher coração bondoso
Mulher que cuida da cria
Mulher és um colosso!

Cabedelo - PB



36.
Mulher, Corajosa Mulher
(Deomídio Macêdo)

Mil novecentos e trinta e sete nascia aquele ano, uma menina negra, pobre, sofrida. Passava as maiores dificuldades que a vida lhe proporcionou. Mas, nunca desanimou.

Aos doze anos de idade aproximadamente, ao bater um papo com um amigo, talvez namoradinho. Seu pai percebeu que eles saiam de um determinado mato, e como ele era muito sistemático, fez a maior confusão e berrava dizendo que sua filha não ficaria falada: O rapaz teria que casar.

A menina ingênua, nem sabia o que era aquilo “falada”.

Casaram-se. Ela com a idade de doze anos, e o menino, também, com essa idade aproximadamente.

Pouco anos depois tiveram um filho. As dificuldades eram grandes. O filho adoece, ficando entre a vida e a morte.

A família e ela não tinham condições financeiras para tratar do menino.
O pai dessa jovem era violonista e a mãe lavadeira.

Naquele desespero para tratar o filho que estava entre a vida e a morte, ouviu, um anuncio que iria acontecer um programa de calouro no programa de Ari Barroso, na Rádio Tupy, e o ganhador do primeiro lugar, iria faturar uma boa grana.

A menina tinha um sonho de ser cantora. Era apenas um sonho infantil. Mas, quando ela ouve aquela propaganda, aquele sonho que estava guardado no seu eu interior veio à tona. E seu filho, claro, estava precisando daquele dinheiro.
Então ela diz para consigo mesma. “Vou buscar esse dinheiro para tratar do meu filho”.

Vamos imaginar na década de 50, uma menina negra, pobre, com os pais, de comportamento radical. Seria empreitada muito grande para ela. Mas, a mocinha não desistiu.

No dia da inscrição para o programa de calouro na Rádio Tupy, a menina, pega uma das melhores roupas de sua mãe, coloca num saco, um saco qualquer, porque naquela época não tinha sacos plásticos, como temos hoje. E sai às escondidas.

Em um determinado lugar veste a roupa, naturalmente uma blusa, uma saia, uma sandália e começa moldar a roupa com broches, até ficar quase “perfeita” em seu corpinho infantil.

Fez a inscrição na Rádio Tupy. Quando ia saindo da Rádio, Ary Barroso falou: Quero todos bonitos no dia do programa de calouros. Então ela pensou: “Como meu Deus? Se essa roupa da minha mãe foi a melhorzinha que encontrei”.

Ela obviamente, em casa ensaiava escondida dos pais, que nem podia ouvir falar que a filha iria cantar num programa de calouros.

Chega o grande dia. Ela pega outra roupa de sua mãe e faz o mesmo processo anterior. Aperta-se toda entre broches e mais broches.

Fica numa sala onde estavam os outros participantes. Ary Barroso chama um, chama outro, até quando a menina determinada ouve o seu nome.

Aquele ser frágil, raquítica, com uma aparência um tanto quanto diferente, adentra o recinto, e naquele momento acontece algo inusitado. Era como se alguém contasse uma piada muito engraçada. Todo o público sorria, melhor dizendo, gargalhava ao ver aquele ser adentrar ao recinto, ao palco. Inclusive o próprio apresentador Ary Barroso.

Antes da menina cantar, iniciou-se uma entrevista com a jovem, e a cada resposta, as gargalhadas estrondavam o ambiente.

Quando Ary perguntou: “Menina, de qual planeta você veio”?... Gargalhadas...

Aquela menina, mulher, olhou para o público, voltou-se para Ary e disse firme: “Ary vim do mesmo planeta que você veio: Planeta FOME”. Todos se calaram com as palavras sinceras daquela menina. O público entendeu que a jovem, era uma pessoa sofrida, que estava à margem do caminho de uma sociedade que não enxerga as disparidades sociais.

E quando ela abre a sua voz e canta a plateia que antes gargalhava, agora aplaudia basicamente de pé.

E a partir daquele programa de Ary Barroso, aquela menina se transforma em uma das melhores cantoras populares do Brasil, e porque não dizer do mundo: ELZA SOARES.

E com o dinheiro do primeiro lugar faz o tratamento do seu filho.

Meus olhos encheram-se de lágrimas, quando ouvi a entrevista dessa extraordinária cantora, falando da sua vida, dos seus sofrimentos que foram muitos em toda sua vida, mas sempre com humildade e fé em Deus, nosso Papai do Céu.
Ary Barroso foi muito importante em sua vida.
Com essa mensagem homenageio essa grande mulher: ELZA SOARES.


Salvador – BA


ENCERRAMENTO E AGRADECIMENOS

O assunto desta Ciranda sempre provoca emoções, expressas em linhas repletas de homenagens e carinho. Analisando o tema – Mulher – posso percebê-lo em qualquer obra, como figura de bastidores ou protagonista. . Segundo Simone de Bouvoir, ‘não nascemos mulher, tornamo-nos mulher’. Creio que qualquer ser humano, independente de sexo, é batalhador eterno, dentro de suas circunstâncias particulares. Acredito, também, na evolução, no crescimento, na força de vontade de cada um para ser feliz –ou, quem sabe, menos infeliz. Por que ressalto isso? Por acreditar na faculdade feminina existente em todas as pessoas. Tal capacidade, no meu ponto de vista, alavanca forças para vencer obstáculos. Ao cumprimentar todos os participantes, agradeço por mais esta oportunidade de colaborar, aguardando a próxima Ciranda, a qual conterá, sem dúvidas, reflexos femininos.


Marina Martinez
Porto Alegre – RS


SELO DE PARTICIPAÇÃO









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Arte Joyce Lima Krischke
Formatação Rosângela Coelho
Exclusivo para CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz
Música de fundo: Canção para Cilene
Autoria: Confrade Leonardo André
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