INTRODUÇÃO

Mãe, a Paz e o carinho definitivos.
Paola Rhoden


Somos seres dependentes de alguma coisa, sempre.

Para vivermos bem necessitamos de alguém, ou de alguma coisa que nos complete e nos abrigue. Se olharmos lá no fundo de nossos corações, encontraremos algo que nos leva a querer um pouco de atenção e calor humano.

Desde o berço estendemos os braços para alguém, e, normalmente, essa pessoa é uma mu-lher a quem chamamos de Mãe. Ela nos dá o abrigo em seu colo, o sorriso quando necessi-tamos de conforto, o alimento quando estamos com fome.

Nada impede uma mãe de sair correndo ao primeiro vagido de seu bebê, ou ao seu grito de dor. Somos seres forjados por um amor infinito que vem do coração dessa pessoa que está vinte e quatro horas a nossa disposição.

Quando idosa, além do carinho e suporte, dá a ajuda com os netos, pois aí se torna mãe duas vezes.

Nada nos dá mais Paz que o Amor perene de nossa Mãe, porque seu carinho é definitivo e único, e nos embala para sempre.


Brasília/DF


PARTICIPANTES

01- Aila Maria Brito (17 e 18)
02- Andrade Jorge (32)
03- Carlos Reinaldo (31)
04- Daniel Brasil (06)
05- Deomídio Macêdo (30)
06- Dilson Ferreira (11 e 14)
07- dinapoetisadapaz (04)
08- Eloisa Antunes Maciel (09)
09- Fátima Peixoto (27)
10- Gerusa Guedes (28)
11- Haydée Hostin (10)
12- J.J.Oliveira Gonçalves (13)
13- Jacira Pereira (25)
14- José Pereira (20)
15- Joyce Lima Krischke (03 e 22)
16- Judite Krischke Sebastiany (24)
17- Letícia Rocha (29)
18- Marcelo de Oliveira Souza (05)
19- Nena Sarti (15)
20- Neneca Barbosa (23)
21- Paola Rhoden (02)
22- Regina Kreft (12)
23- Roseleide Santana de Farias (19)
24- Sílvia Benedetti (01 e 08)
25- Vanda Bugra (07)
26- Vera Passos (16 e 26)
27- Wellington Costa (21)


PARTICIPAÇÕES

01.
À Mãe Terra
Silvia Benedetti


Mãe-Terra querida:
Não sei como consegues
Mesmo mal-amada, incompreendida,
Doar-nos o que é preciso para a vida...
Geras em teu solo,
Alimentos, minerais, tantos recursos...
E teus rios – que foram celeiros
Hoje são lágrimas rolando o tempo inteiro
A temer pelos que ainda sobrevivem
A mercê dos descuidos – dos maus tratos.
Mãe-Terra querida!
O homem (animal que te maltrata),
Esquece de te amare não acata
As vozes – que reclamam os cuidados
Para que possas nos doar por merecido,
Peixes diversos – sem mercúrio, água potável
E o ar para viver – sem poluição...
És Mãe e teu clamor é pela PAZ!
Que o homem, possa um dia ser CAPPAZ
De encontrar o sendeiro iluminado
Que te faça receber doce legado
De cuidado, de atenção...
De gratidão.

Porto Alegre-RS



02.
Um sol maior, minha mãe.
Paola Rhoden


Foi como um sol grande e lindo,
Trazia luz e calor!
Imenso brilho luzindo
Era uma fonte de amor!
Ela, tudo em minha vida,
Uma estrela tão querida,
Como gostava de vê-la!
Tão linda minha estrela,
Dando aconchego no lar,
Mamãe, que bom foi lhe amar!
Um dia, tenho certeza,
Vou ao céu lhe encontrar.

Distrito Federal-DF



03.
Dia das Mães: Sem Igual no Calendário
Joyce Lima Krischke


Flores muitas flores brilham ao sol
Domingo... Pássaros no arrebol
Sim, flores... Muitas flores com olor
Dia das Mães: Bela festa de amor!

Beijos maternais... com muitos carinhos
Dia especial com leveza de arminhos
Alegre despertar dos filhos seus
Emoções na Terra, vindas dos céus.

Dia das Mães, sem igual no calendário
Para quem ama sua mãe é legendário!
Filhos exteriorizam amor... Gratidões.

Dia das Mães, celebra candor e ternuras
Dia das Mães, que trazem ao mundo as criaturas
Frutos e alimentos dos seus corações!

Balneário Camboriú, 1º/05/2016



04.
Mãe é tudo nessa vida
dinapoetisadapaz


Mãe é tudo nessa vida,
Sem ela é só desalento,
É a criatura mais querida
De todos, é abrigo portento.

Mãe, é como flor desabrochando,
Suas ações são como a natureza
Que a todos favorece, sempre doando
Sem cobranças seu amor e presteza.

Sempre disponível e desprendida,
De olhar aguçado e atento.
Ter mãe é ter colo e guarida
É ser o seu eterno rebento.

Feliz Dia das Mães!

Cabedelo/PB



05.
Abacate
Marcelo de Oliveira Souza


Quebrando o silêncio da madrugada,
A colher trabalha agitada
A cozinha iluminada,
Ela acorda, mesmo cansada,
Sem dormir à noite toda
Com sua saúde prejudicada...

Era um medo de nunca ser lembrada...
Ela não imaginava
Que o abacate não era nada
Mas ao mesmo tempo
Dizia tudo...
Nessa música enrolada,
Com a fruta machucada...
Ela produzia sons que desenhavam
Para a eternidade...
O amor em forma de colherada.

Homenagem à minha falecida mãe
Maria Lydia de Oliveira Souza

Salvador/BA



06.
Mãe, palavra sublime...
Daniel Brasil


Vai a nossa homenagem
Nesta data tão dileta
Mãe é muito importante
Mãe é muito mais sublime
Que a palavra profeta
Só o nome de mãe
Vale mais do que poeta!

Porto Alegre/RS



07.
Coisa de Mãe
Vanda Bugra


Dualidade é realmente coisa de mãe. Prova concreta é o ser mãe porque mãe é fi-lha. Toda mãe é também filha. Esta é uma condição exclusiva, indiscutível, sancio-nada pelo fato da maternidade. Na coluna filho, uma mãe é personagem filha, condição que favorece o reconheci-mento de sua mãe como porto seguro. Este é o olhar de filho. O olhar de filho em relação à sua mãe é nobre, enxerga sabedoria, vê a vestimenta com capa de super, armas de defesa, orações de cura, braços gigantes.

Na coluna mãe, o filho é a metamorfose, o milagre, uma espécie de reencarnação de luz. Filho é filho da mãe, reconhecido por um olhar protetor, por um coração ge-neroso, por um cérebro construtor de bem.

Eu mãe revoluciono os parâmetros preestabelecidos pela sociologia, pela psicolo-gia, e pela regra geral e indiscutível sobre a fortaleza do ser mãe. Gosto que meus filhos conheçam minhas falhas, reconheçam minhas fragilidades, vejam-me despi-da das capas de supermãe. Gosto que meus filhos saibam que não sou super em nada, nem supermãe, nem supermulher, nem superfilha. Gosto que meus filhos até saibam que sou profundamente sensível, interligada a uma série de falhas, erros, pecados, fragilidades e outras muitas coisas inerentes ao ser humano.

Não escondo minhas deficiências, minha dependência, minha necessidade de tro-cas para o fortalecimento da família. Sei que não sou esteio, mas, sim, um elemento que estrutura nosso esteio. Sou o par, a parceira, a mãe-filha, a filha-mãe, que ne-cessita sentar no colo, ser ouvida, acudida, chacoalhada, sacudida, pelos filhos.

A única coisa que se atribui às mães é o incalculável grau de amor por seus filhos, a incomparável generosidade para com seus filhos, a gigante força para promover o bem aos seus filhos. Isto é coisa de mãe: amor, generosidade, valentia.

Nesta esticada linha de meu pensamento mergulhado em profundo estado pensa-dor descubro que no Dia das Mães o mais importante é ser filho.


Campo Grande/MS



08.
Nasceste Mulher- Mãe
Silvia Benedetti


Nasceste mulher, MÃE!
No calor do teu ventre
Completas semente
Floresces amor.

Em ti
O peso das horas
De espera sofrida
Nas noites insones
Dos males, temor.

Em ti
A luz do caminho
Na fuga dos vícios
E más companhias
Da vida... lições.

Em ti
A culpa do que não foi!
Do encontro perdido,
Do sonho frustrado,
Do pranto e da dor.

Nasceste mulher, mãe!
Este o teu destino:
Os erros do mundo
Nos ombros levar...

Mas... sigas cuidando
Que alguém há velando
O teu caminhar...
ELE, que tudo sabe
É bom justiceiro,
O bem que mereces
Vai te compensar.

Porto Alegre/RS



09.
Oração pelas Mães - Por todas as Mães do mundo
Eloisa Antunes Maciel


Senhor do Universo…
Criador da humanidade - homens e mulheres do mundo… Tu que criaste a mulher - e a ela conferiste a missão, não apenas de acompanhar o homem, mas, junto a ele, construir o que a humanidade denominou de família concernentes à construção de civilizações, valores e as próprias normas de convivência saudável, a bem da sobrevivência e da dignidade humana...
Neste contexto, o familiar, outorgaste à mulher - Mãe o dever de implantar e cultivar hábitos, atitudes e ideais - sem que esse relevante dever somente a ela se limitasse… E, sobremaneira, conferiste-lhe a sensibilidade que viria caracterizar, entre outras peculiaridades, o seu papel de mãe - em suas múltiplas funções...
E, embora bem todas as mães biológicas tenham condições de cumprir essa rele-vante missão, amparar-lhes os propósitos voltados às iniciativas empreendidas nes-se sentido - ou com essa intenção...

E ainda que muitas mães biológicas venham a detestar os próprios deveres da ma-ternidade, ampara-lhes, Senhor… Elas poderão redimir-se embora que parcialmen-te...

Enfim, por estas e por todas as mães do Universo - virtuosas ou relapsas, comprometidas ou desleixadas, amorosos ou indiferentes… Sob qualquer condição ou vínculo relacionado à maternidade...

Que a tua providencial bondade se faça sobre suas vidas e que, sob esse pálio acolhedor, venham a redimensionar seus propósitos e, destarte redimir-se sob o teu amoroso alento.

Que assim seja!


São Martinho da Serra – RS



10.
As Mães
Haydée Hostin


As mães amornam as noites
com histórias e cobertores.
As mães refrescam manhãs
com hortelãs e morangos.

Nas tardes, as mães adoçam
com balas de anis
e bolinhos de chocolate,
a gritaria das cigarras.

As mães, essas feiticeiras
enganam o dia, iludem ampulhetas,
para que as crianças permaneçam
em flor, em luz, no azul das varandas.

As mães não dormem,
paralisam luas e relógios antigos,
abafam o pio da coruja,
sonhando que filhos e tempo não passem.

Santa Maria//RS



11.
FLOR DE CACTUS!
Dilson Ferreira


Quando nasceu, gritaram: - É menina!
Em meio ao berço esplêndido
No primeiro choro disse: - Eis me aqui!
Aqui para bem cumprir a sua sina
Criança menina levada e sapeca
Quando enjoou da boneca
Quis buscar o seu príncipe encantado.

Aos olhos de mocinha enamorada
Ganhou um rapaz sem ser príncipe,
Mas, poeta.... Que então a chamou de
Musa maviosa mulher maravilhosa
Vindo o namoro, o noivado, e a festa
De casamento, tudo como manda o
Manual do amor: felizes para sempre!

Gravidez, gestação, nove meses de espera
O tão sonhado primogênito esperado
N a s c e u . . .
Agora é MÃE,
Tão resistente quanto a flor de cactos.

Natal - RN - 03/05/2016



12.
Mãe, a Paz e o Amor Definitivos!
Regina Kreft


Nascestes para amar!
Todas horas ninar
Todo o tempo dedicar,
Ao filho sempre amparar!

É a mão sagrada
Que trabalhas no alento!
Com teu coração atento,
Não descuida desta nova vida!

Noites e dias a cantar!
Tua dedicação é ímpar!
Anjo da guarda aqui na terra!

Doa amor em tudo que faz
Teu coração de paz
Sabe seguir os raios de luz!

Joinville/SC



13.
No Aconchego dos Teus Braços, Mãe!
J.J. Oliveira Gonçalves


No aconchego dos teus braços, mãe, teu filhotinho aconchega sua fragilidade e Inocência – feito um anjo... E abraças teu filhote com cândido e tranquilo olhar ma-ternal.... Tu – mamãe-gata – és belo e dedicado exemplo para as mães humanas. Quantas, nestes tempos escasseados de Amor e de sobrados Sentimentos banali-zados, esquecidas de terem sido agraciadas com a Bênção de serem mães, aban-donam seus filhotes? Recusam o sangue de seu sangue e a carne de sua carne! Quantas, meu Deus?

Ah, todas as mães do mundo deveriam ser, efetiva e amorosamente, mães. E seus filhos, amorosamente, ser filhotes. Eis que, nós, ainda que com nossos cabelos brancos, (pintados pelas porfias existenciais da Vida!), seremos sempre filhotes – seremos sempre crianças ao olhar de um coração materno, de uma Alma de Mãe!

Passamos por tempos exacerbadamente duros! Por tempos de Sentimentos diminu-ídos – menosprezados! Tempos quando o chamado “ser-humano”, praticamente, proibiu Deus de entrar em seu coração. Por isso, mães-de-faz-de-conta abortam as criaturinhas - desprotegidos filhotinhos de seu ventre. Por isso, os abandonam nu-ma lata de lixo, num vaso sanitário, num terreno baldio, num estacionamento, numa calçada, em porta alheia, enfim, em qualquer lugar.... Não interessa a chuva. Não interessa o frio. Em todos esses atos, tristes e covardes, a mão da mãe é, sim, mão criminosa – e se volta contra o Direito à Vida!

Vivo mais um “Dia das Mães”. O segundo domingo de maio, infelizmente, transfor-mou-se no domingo mais triste e vazio, para mim. E é assim que guardo – cada Do-mingo das Mães – há 33 anos, quando minha boa mãe foi morar na Imensidão do Infinito. Com 39 anos, sofri uma triste, profunda e doída mutação.... Transformei-me num menino órfão. Num filhote perdido e cheio de medo, perante a complexidade de um novo Cenário. E dos Dramas avassaladores da Vida! Perdi o chão. E, nunca mais, fui o mesmo. Aquele que fui morreu com minha mãe!

Dona Nena – minha mãe – era assim feito essa mãe-gata para com seu filhote. Fui bebê. Fui criança. Fui menino. Fui adolescente. Fui jovem. Fui adulto. E, hoje, ten-do caminhado sobre a Linha do Tempo, sou este homem-comum e poeta de cabelos revoltos e esbranquiçados. Todavia, aos olhos maternos de minha mãe – do Outro Lado da Vida – continuo a ser o filhote que ela aquecia com o calor do seu corpo.... Que ela abrigava, orgulhosa, na proteção maternal dos seus braços!

Mais um “Dia das Mães”. Mais um “Domingo das Mães”. Mais uma vez, escrevo es-tas palavras que saem do coração. Estas palavras afloradas d’Alma. Escrevo para minha mãe, no Vazio doído e imenso que ela deixou. Neste Vazio que a Saudade veio ocupar - piedosa de mim e solidária com minhas lágrimas...

Ah, Saudade... Sentimento com que Mãe-Maria semeou meu coração – ainda no berço! Saudade – da qual sou feito. E da qual, (quem sabe?), serei chamado, um dia.... Nesse dia, hei de estar, (de novo!), junto com minha mãe! No aconchego dos seus braços! Então, não terei mais que escrever para ela. Nem mais que chorar por ela – minha bondosa Mãe! Uma Mãe-Humana! Que escondia uma Mãe-Gata dentro do seu Coração Materno!

No aconchego dos teus braços, mãe, faço de conta que ainda estás aqui. Quando a Solidão é tão densa que o coração geme. Quando a Dor Existencial é tão aguda que a Alma se encolhe. Quando as Lágrimas, de tão copiosas, se transformam em pranto. Quando o Drama da Vida é tão visceralmente duro que me põe no chão! En-tão, criança de cabelos brancos, corro para o aconchego dos teus braços, Mãe!


“Minhas palavras são como as Estrelas... Jamais empalidecem! ”
(Grande-Chefe Seattle)


- Porto Alegre/RS- 07 05/2016.



14.
Para todas as verdadeiras Mães
Soneto do Supremo Amor
Dilson Ferreira


Mãe natureza que pariu beleza
Dos vales, rios, mares, céus, cascatas,
Dos pássaros que engalanam as matas
- Bendita és nesta tua realeza! -

Mãe cadela, mãe pantera, mãe gata,
Que cuida dos filhotes com destreza,
Árvore mãe que põe o fruto à mesa
- A vida faz-se eternamente grata! -

No jardim não há flor mais que perfeita...
Mãe Maria, mãe musa, mãe princesa,
Da luz, dos milagres, por Deus a eleita.

Mamãe do plebeu, do rei, da rainha,
Todas.... Nenhuma delas com certeza
É maior do que é a minha mãezinha!

Natal/RN



15.
Mãe...
Nena Sarti


Imagem e semelhança do criador.
A que dá vida,
Embala, sara, encara,
E apesar do que somos fala:
"Eu amo você!"

Campo Grande, MS



16.
Mãe Bendita
Vera Passos


O gesto sublime envolve a mulher que se predispõe dar à luz
A Natureza Mãe da vida imprime no cofre divino o cais e o labor
O elo de amor se atrai se liga, anima, atende ao clamor
No íntimo do ser, o ente se aninha, aprende a amar,
Sente as primeiras sensações, nos laços de vida que há
O prazer da espera é como sementes, se abrem em flores na Primavera.
A espera redime e ensaia o cainho sem rosto, sem voz, sem cor,
Como a Phoenix se reveste de vida e vem à luz
Transcende do campo etéreo criado por Deus para os filhos Seus.
O parto a Mãe o conduz, na força e na dor, ornado de amor
A alma sensível empresta o colo ao que nela guardou
E ele desliza suave com graça e louvor.
O abraço conduz o anjo do peito ao novo labor
São ternos momentos onde os sentimentos esmaecem a dor.
Assim é a vida Mãe bendita, que luta e grita, pela força do amor.


Salvador/BA



17.
Mãe, a paz e o amor definidos!
Aila Maria Brito


Mãe, prenda divina!
.... Aquela que se revela forte,
Que se desprende da covardia,
Aquela que se aprimora a todo instante
É exemplo constante; é a luz do dia a dia
Entre risos e lágrimas...
É companhia permanente,
Não importa a hora, a dor e a fadiga,
É incansável; é alegria, é pura emoção
Tem no coração, o amor infinito
Traz a paz de espírito, e o amor em comunhão
... MÃE! A paz e o amor definidos.

Cocal/PI



18.
Suprema Primazia – (soneto)
Aila Maria Brito


Raio de luz, manhã ensolarada,
Bela alvorada encena o sol nascente,
Poente o sol, pinta em cores suavemente,
Incandescente; faz-me enamorada;

Fios da noite tecem toda a magia,
Luz que irradia em meu peito a cantar,
Tal pássaro na aurora a gorjear,
Unção de cores, luzes e harmonia;

Bela aquarela, em tons, ouro fulgente,
Pinta em tela, o sol, resplandecente...
Surge das flores, com soberania,

Rosa rainha, altiva, a encantar,
Em tom carmim, o AMOR a revelar,
O dom maior, suprema primazia.

Cocal/PI



19.
- Texto dedicado á todas as mães –
Roseleide Santana de Farias


Mãe, minha mãe, mainha, mãezinha!
Termos adotados com ânsia, carinho,
Para este amado ser cujos sacrifícios
Nos dias e noites, dedicam aos filhos.

Cada mãe é atenta, dedicada e forte,
Escondendo suas fragilidades, dores.
E sacrificam-se em prol da felicidade
Destes preciosos filhos, seus amores.

Feliz é o filho que nunca lhe esquece,
Honra a Deus e a este nobre coração.
No bem e na paz preservam as vidas,
Reflexos divino que nos torna irmãos.

Mãezinha do céu, estou eu a suplicar
Pela humanidade e a harmonia no lar.
As dores do mundo, guerras e fomes,
Angustiam corações capazes de amar.

A ti faço esta homenagem, mãezinha.
Sei que teu coração não me esquece.
Lá no infinito céu onde agora tu estás,
Rogas por bênçãos celestes neste lar.

Cabedelo/PB



20.
Dedicado às Mães
José Pereira


Mãe quando nasce o dia
Meu coração levanta contigo.
Durante o dia estás sempre comigo
À noite você é meu abrigo.

Mãe que gera e que amamenta
Que ama e dá muito carinho
Que sofre calada, desesperada chora
Ao perder o seu filhinho.

Mãe, meu luto são minhas lembranças
Minhas esperanças é viver
Enquanto vida eu tenho,
Saudades de você, minha Mãe! ...

Cabedelo/PB



21.
A Força de Maria
Wellington Costa


Era noite. O sol já havia partido e dado as boas-vindas à lua que, alta e serena, se curvava em reverência ao menino que nascia. Os pirilampos adornavam a penum-bra e até o silêncio calou-se para fazer ecoar o som da vinda do Criador do univer-so. A menina, agora mulher, de nome simples como flor, singular como a alegria, era Maria, a mãe do amor. Maria ouviu o primeiro choro do menino envolto em uma manjedoura de palhas. Maria pôde colocá-lo em seus braços e sentir o calor daque-le corpinho frágil, meigo e infantil. Maria, pela primeira vez, acomodou o menino Deus em seus braços e em seus seios, o amamentou. Ela alimentou o criador com o leite da criatura, fazendo nascer assim um elo perene e umbilical entre Deus e os homens.

Maria viu pela primeira vez o menino arriscar seus primeiros passos e, antes mesmo dEle cair, ela já o amparava em seus braços amorosos. Presenciou o cair do seu primeiro dentinho de leite e mesmo assim sorriu com Ele, contemplando o sorriso mais belo e mais sincero de todo o universo. Maria O viu crescendo, se tornando professor e mestre ao mesmo tempo, espalhando ensinamentos que nenhum ser humano havia lhe ensinado. Quantas vezes Maria o acolheu em seus braços afe-tuosos. Quando Ele chorou de tristeza, ela estava lá o acariciando nas suas horas de dúvidas e de angústia.

Mas chegou um dia em que a luz se escondeu na penumbra. As andorinhas deixa-ram de voar. As estrelas tiveram seu brilho ofuscado pela angústia de um Pai celes-tial e de uma mãe terrena. O sorriso se encolheu sufocado pela dor e pela tristeza. Naquele dia, Maria viu seu filho sendo arrastado por uma multidão como se fosse um estandarte de algum bloco carnavalesco.

Naquele Dia, Maria viu o filho que havia amamentado em seu colo, ser humilhado e chicoteado. Em algum momento, no instante em que Ele caía com o opróbrio da cruz em seus ombros, seu olhar cruzou ao dela e ela pôde ouvir o sussurro de sua voz refletido em suas retinas dizer: mamãe me protege. Onde estão aqueles braços que me acolhia e me dava guarida quando eu era criança? Vem me trazer teu colo, me ampara e me socorre mamãe. Naquele dia, Maria nada podia fazer. Sua dor era indescritível. Aquele bloco carnavalesco arrastava pelas ruas seu filho, o filho de Deus, com a alegria de uma escola de samba campeã. Maria se implodia de dor. Apesar de parecer estar sendo derrotado, o agora Homem-Deus estava erguendo no cume da cruz, o troféu universal de campeão, pagando um preço que era meu e que era seu. O preço de um resgate. Como Maria teve tanta força para suportar ta-manho sofrimento como mãe, é um mistério divino.

Que tenhamos a força de Maria para suportar as nossas dores. As dores da decep-ção, as dores da tristeza, as dores do medo, as dores da enfermidade, as dores das incertezas, as dores da morte, as dores da dor. Que sejamos como Maria.

Por isso, esse nome traz doçura,
Paz e alegria.
O nome escolhido para nos motivar à força,
A força de MARIA.


Cabedelo/PB



22.
Amor de Mãe
Joyce Lima Krischke


Amor de Mãe é grandioso e divino.
É misterioso... é desprendimento.
Move o coração a todo o momento
Soa melodia: compasso de hino.

Manifesta canto de Amor à vida!
Amor, mesmo silente na saudade...
Manto sagrado e puro, sem vaidade.
Amor presente até a final partida.

Amor de Mãe, realmente, infinito...
Amor sempre presente: é eterno.
Amor de Mãe, de todos o mais bonito!

Revela-se cântico de louvor...
Amor de Mãe mesmo no inverno
Dentro de mim é canto ao Senhor!

Balneário Camboriú/SC, 26/04/2016



23.
Mãe, Estrela Matutina
Neneca Barbosa


Mãe, estrela matutina
Que brilha na manhã
Com sua bela doçura
Grandes lições ensina
É excelente guardiã
No seu mar de candura

Mãe é pérola preciosa
Que traz muita intuição
Cheia de sabedoria
Tem perfume da rosa
Amor no coração
E até psicologia

Mãe dá regaço ao filho
Protege do perigo
Aquece com calor
Perpetua no seu brilho
Acalenta em seu abrigo
Enfrentando o labor

João Pessoa/PB



24.
Minha Mãe
Judite Krischke Sebastiany




Porto Alegre/RS



25
Amor Eterno (Soneto Livre)
Jacira Pereira


Enquanto filha eu suguei um amor eterno
Como um gesto de total dedicação
Embalava-me sobre cânticos o seu amor materno
No peito terno de calor e proteção.

Quando fui mãe, de ti herdei toda virtude
Como consolo no meu peito acalentei
A herança que em mim, com plenitude
Depositaste, e à minha filha eu entreguei.

Enquanto avó eu vejo feliz nosso retrato
Em outros seios o amor se repetir de fato.
A filha amada e sempre terna

Que hoje afaga em seu peito e faz dormir
Acalentando sua cria para mais tarde sentir
Quão importante é a herança materna

Cabedelo/PB



26.
Saudade
Vera Passos


Saudade é um silêncio profundo, um mergulho no mundo, como quem se perdeu...
Uma dor tão doída sem chegada ou partida, um caminho no breu...
Uma imagem perfeita guardada no peito e não se sabe direito em que sopro da de-sapareceu...
Saudade é um canto escuro, onde a parede ou muro, que soprou o amor, com o tempo pereceu.
Uma marca ou ferida pintada na alma onde lá se escondeu.
Saudade é a felicidade ou a liberdade de um sonho só seu.
Uma imagem bonita, uma roupa de chita, que a luz feneceu
Uma paz infinita, uma alma bendita que no céu floresceu
Um abraço contido, um laço rompido, que o clamor atendeu
Um amor tão liberto, que longe ou perto, jamais se esqueceu.


Salvador/BA



27.
Amor de mãe
Fátima Peixoto


Amor ilimitado
Amor incomparável,
Amor incondicional,
Amor responsável

Amor de mãe,
Amor que cuida,
Amor que educa,
Amor de doação.

Amor de mãe
Amor de quem deseja o melhor,
Amor de quem se preocupa,
Amor que acompanha a vida toda,
Amor de proteção.

Cabedelo/PB



28.
Mãe, a Paz e o Amor Definitivo
Gerusa Guedes


O amor de mãe é sem limite,
Nasce no ventre ou no coração.
É um amor infinito e como é bonito!
De todos os amores somente o amor
De Deus supera. Então...

A paz do lar vem através dela,
Que não cuida somente de panela.
Cuida da família do nascer ao por
Do sol.
O marido dela é o seu rei, desfilando
Na carruagem dos seus sonhos e os
Filhos são seus príncipes.

Nesse lar somente compreensão e
Amor, existem.
A presença de Deus persiste.
Oração é o seu leme, mesmo quando
Um deles chora e geme.
Mãe, paz e amor definitivo, para ser
Feliz, quer outro motivo?

Cabedelo/PB



29.
Mãe
Letícia Rocha


A mulher como criação divina é um ser especial. Com relação ao Lar, é a ân-cora que ampara a família. Como mulher é a perdição dos homens. Como mãe é um verdadeiro anjo. Ama incondicionalmente seus filhos. “Ser mãe é padecer no paraíso. ” É esquecer-se de si mesmo para amar a sua prole.

Quantas noites sem dormir. Quantos semblantes de tristeza causado pela saudade. Vê-se a mulher mãe conquistando o seu espaço, no sentido de proporci-onar o melhor para seus filhos. Parabéns Mãe! Você é o amparo, o consolo. Seja sempre esse anjo de candura. A família, naturalmente, precisa de ti. Sucesso na sua jornada.


Salvador/BA



30.
Uma carta para Mãe
Deomídio Macêdo


Mãe, querida mãe, a maquiagem do tempo pintou em minha face rugas e cicatrizes.
Os cabelos brancos surgem como algodão no campo alvoraçado.
As lembranças das minhas meninices, surgem em minha tela mental, e as lágrimas rolam do meu rosto lembrando com saudades dos seus aconchegos amorosos.
O medo das armadilhas ardis, que o mundo provoca me hipnotiza, e assim, quero ser criança novamente.
Quero correr para os seus braços, como fazia antigamente, quando as tempestades cortavam os céus com seus raios.
Quero ser embalado amorosamente por você nos momentos tristes da minha vida.
Quero sentir a tua energia, que irradia, saltando do seu coração.
Hoje, mais do que nunca preciso de você querida mãe.
Obrigado por tudo.
Você é minha âncora, minha luz que sempre amarei.
Abraça-me e não me deixes só, nessa vida de meu Deus.
Mãe, aqui estou esperando por você.
Amo-te.


Salvador/BA



31.
Mensagem à minha mãe
Carlos Reinaldo


Mamãe, palavra sem rima,
encerra a essência do amor,
todas as coisas anima,
mostrando teu destemor.

Mamãe, tu foste a rainha,
dona do meu coração,
mas não reinavas sozinha,
Deus era teu guardião.

Tomavas conta e amavas
a todos, sempre no lar;
belas canções tu cantavas,
tendo papai como par.

Quanta saudade eu sinto,
da tua voz carinhosa,
este retrato que pinto,
mostra tu'alma ardorosa.

Ao terminar estes versos,
que partem do coração,
envio aplausos diversos,
plenos de muita emoção!

Cons. Lafayette/MG



32.
Mães da Esperança
Andrade Jorge


O manto da noite
que envolve a humanidade,
envolve a sentida saudade,
que bate forte feito açoite.

Na onda do vento
a esperança flutua livre desse chão,
vozes ecoam: essa espera não será em vão!
a esperança é o doce alento.

Mãe aflita, contrita,
desafia o infortúnio e a sorte,
a força da fé é mais forte,
e silencia a dor que por dentro grita.

Mães da espera, súplica sem revolta,
Mães das rezas ao pé da Cruz
Mães que buscam na Divina Luz
a luz que conduza ao caminho da volta

Nas escadarias da Sé esperam a hora certa,
o tempo que passa,
e na espera da graça
ao filho uma porta da casa sempre aberta.

Diadema-SP -20/05/16


ENCERRAMENTO E AGRADECIMENTOS

Ciranda de Maio
Vera Lúcia Passos Souza

Mais uma ciranda chega ao fim
Desta feita as Mamães são flores nesse jardim
Esperamos que nossos textos se espalhem pelo ar como cheiro de jasmim
Que o Amor se expanda pelos campos com sementes de alecrim.
Que tenhamos cultivado nas bases da CAPPAZ flores coloridas como carmim.
Que a magia das palavras leve luz ao Espaço Sem Fim.
Nosso agradecimento aos Poetas que marcaram presença nesta ciranda
e em todas as outras que virão.


Salvador/BA


SELO DE PARTICIPAÇÃO










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Arte Paola Rhoden
Formatação Rosângela Coelho
Exclusivo para CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz
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