INTRODUÇÃO

Caríssimos (as) confrades e confreiras da CAPPAZ:
Saudações fraternas!

A Estrela de Natal ilumina o firmamento e os Reis Magos se dirigem à Belém.
Na manjedoura, um berço humilde foi preparado com carinho, por José e Maria.
A Humanidade inteira aguarda a vinda do Filho do Homem, Corpo Onipotente!
Todo o orbe se prepara para receber o Filho de Deus, Espírito Etéreo!
A CAPPAZ deseja participar, ardentemente, deste momento sublime.
A Ciranda de Dezembro convida todos a se irmanarem neste Tema.
Todos devem buscar inspiração, no mais profundo recôndito da alma.
Vamos, portanto, escrever uma bela Poesia sobre o Berço do Natal!
A CAPPAZ deseja que todos possam participar deste tema maravilhoso.
E, se desejarem, poderão participar também do Tema Livre deste mês.
Que o Espírito do Natal penetre em seus lares e permaneça no Ano Novo!

Carlos Reinaldo de Souza
Presidente da Regional CAPPAZ de Minas Gerais






PARTICIPANTES

CIRANDA TEMÁTICA


01- Aila Maria Brito (12)
02- Carlos Reinaldo Souza (03)
03- Dilson Ferreira (10)
04- dinapoetisadapaz (06)
05- Eda Bridi (18)
06- Fernando Alberto Salinas Couto (07 e 08)
07- Francisco de Assis Vitovski (17)
08- José Otoniel da Costa (01)
09- José Pereira da Silva (22)
10- Josimar Cardoso (21)
11- Joyce Lima Krischke (09, 15 e 16)
12- Lucia Silva (20)
13- Marcelo de Oliveira Souza (04)
14- Marina Martinez (19)
15- Neneca Barbosa (11)
16- Roseleide Santana de Farias (05)
17- Sílvia Benedetti (02)
18- Sueli Sabino (14)
19- Vera Passos (13)


TEMA LIVRE

01- Deomídio Macêdo (05)
02- Dilson Ferreira (01)
03- Edvaldo Nunes (12)
04- Eliene Dantas de Miranda (03)
05- Fátima Peixoto (06)
06- J.J. Oliveira Gonçalves (08)
07- Lucia Silva (10)
08- Marina Martinez (07)
09- Neneca Barbosa (02)
10- Palmira Heine (09)
11- Sílvia Benedetti (11)
12- Vera Trindade (04)






PARTICIPAÇÕES - CIRANDA TEMÁTICA

01.
Saudação de Paz
José Otoniel da Costa


A Mensagem de Paz é também fortemente provinda desde o início da Era Cristã, quando JESUS CRISTO nasceu naquela noite na rústica Manjedoura em Belém, os anjos celestiais anunciaram no alto do Céu e proximidades numa Faixa luminosa entre outras as palavras: " PAZ NA TERRA AOS HOMENS DE BOA VONTADE " No decorrer dos tempos a seguir até aos dias de hoje, essencialmente nas horas mais conflitantes entre as nações em contenda, deve-se emitir aos quatro cantos... a Saudação: "QUE A PAZ PREVALEÇA E REINE PARA SEMPRE!"

Assim façamos votos que seja ela, a Paz, o objetivo maior!


Jandira/SP, 05 /DEZ/ 2016.



02.
Natal
Silvia Benedetti


Os sinos tangem vibrantes
E os seus sons contagiantes
Anunciam que é Natal!
As casas bem decoradas
Com as ruas iluminadas
Anunciam que é Natal!
São cânticos de esplendores
São presépios com mil cores
Na evocação de Jesus.
São mensagens bem urdidas
E belas palavras ditas
Na evocação de Jesus!
O manto da Paz descerra
Tentando mostrar a Terra
Vivenciando o Natal.
As mesas postas as ceias
Árvores de presentes cheias,
Vivenciando o Natal!
Mas longe da fantasia
Da mentirosa utopia
Há pranto, há muita dor!
Há pobreza que esfomeada
Perambula pela estrada
Meandros do desamor.
Há descalabro e desmando
Tristes males dizimando
Enquanto chega Natal!
Há desvios de dinheiro
Esvaziando o celeiro,
Enquanto chega o Natal!
Natal! Quanta hipocrisia
Enquanto a crueza fria
Despreza o ensino cristão,
Que irmana e não discrimina,
Que ajuda, ampara e anima
Na bênção da compreensão!
Meu Deus, se o Natal existe,
Mostra que ainda persiste,
A sementeira do amor!
E que vicejem exemplos
Da caridade nos templos
Do Mestre consolador.
Que haja Natal luzeiro,
Espargindo ao mundo inteiro,
A paz a fé e a razão!
Que haja Natal divino
Com as graças do Deus menino,
Nas sendas da perfeição.

Porto Alegre/RS



03.
Poema Sobre o Berço: é Natal!
Carlos Reinaldo


Natal, o que este dia revela?
Que representa para a Humanidade
esta figura de face singela,
que irradia Paz e Santidade?

Bem ao seu lado, um belo casal vela
seu sono santo, sob a claridade
da estrela guia, que do céu desvela
uma Criança e sua Majestade!

O céu se abre em esplendor e luz,
a terra se ilumina, num mistério,
e todo o orbe esta cena traduz.

Na manjedoura, reina plenamente:
Filho de Deus, Espírito Etéreo,
Filho do Homem, Corpo Onipotente!

Cons. Lafaiete/MG



04.
Mais um Natal
Marcelo de Oliveira Souza


Essa época é muito especial na vida de muitos brasileiros, muitos deles já estão se planejando onde irão passar o final de ano e outros já pensam nas compras que vão fazer.

É assim que todo o ano acontece, mas esquecemos de que o Natal é mais do que isso, pois é o nascimento do nosso grande mentor espiritual Jesus Cristo, um homem que deu grande prova de humildade, vindo a nascer num estábulo rodeado de bichos.

Mesmo com tanta dificuldade é um dos nomes mais louvados do planeta, por toda sua superioridade de pensamento, contudo não o homenageamos como devia, porque o maior presente para essa data seria a gente trabalhar a nossa humildade, o respeito ao próximo, nos irmanando no problema dos outros.

Não pretendemos que arquemos com a dívida das outras pessoas, tampouco que tentemos resolver o problema psicológico ou religioso de cada um, o importante é que pensemos no outro como a extensão de cada um de nós.

Homenageemos Jesus Cristo, oferecendo um pouco de gentileza e de paz a quem está ao nosso redor, não deixemos o “Espírito Natalino” somente para o Cherster e Panetone, aproveitemos essa data para oferecer amor, tentemos modificar a cada ano o nosso comportamento, pois nós estamos aqui para melhorar, não para confrontar nossos bens materiais, elevemos nossos bens morais, porque todo ano tem Natal, mas não somos o mesmo a cada Natal, mesmo estando nas mesmas festas.

A nossa vida é um presente maravilhoso, festejemos cada dia, mas utilizemos nosso pensamento aberto para as boas ações, para a gentileza e riqueza espiritual que essa data tão importante faça com que possamos refletir a cada dia como nos tornarmos melhor em nosso íntimo e que essa linda festa se faça também dentro de nós!


Salvador/BA



05.
Imagens do Natal
Roseleide Santana de Farias


Imagens do Natal são bem diversas,
Memórias antigas no tempo,
Ativadas a cada sino que toca,
Glorificando á Deus nas alturas,
Enfeites, regalos na boca ou no peito
Notas musicais alegres ou tristes,
Selam o pacto com o Advento.

Doe saber que a fome e a violência,
O medo, dor e abandono, campeia em muitos lares!

Natal também simboliza o sofrimento, medos às vis privações,
Ao bom José e á Maria, eu vejo-os fugindo das perseguições.
Tempos de dor, violência e morte; que a fé se torne mais forte,
Antes de enlouquecer perdidos, abracem alegres a esperança,
Lembrar Jesus, a Promessa de Vida, que sobrepõe á má sorte.

Cabedelo/PB



06.
Outra vez Natal !
(Corrente de Ecosys)
dinapoetisadapaz


Outra vez Natal...!
Natal de Luz e Paz
Paz, que não seja fugaz
Fugaz não tem efeito

Efeito tem nossas ações
Ações que nos faz dignos
Dignos de ser amados
Amados por nossos irmãos

Irmãos carnais e fraternos
Fraternos e carentes
Carentes e desprovidos
Desprovidos de afeto

Afeto podemos ofertar
Nesse Natal e todo dia
Dia de Paz e partilha
Partilha não tem hora

Hora de louvar
Louvar o Deus menino
Menino que nasceu
Nasceu para nos salvar.

Salvar e nos ensinar
Ensinar a ser humilde
Humilde para com todos
Todos tenham, FELIZ NATAL...!

Várzea/PB



07.
Natal de Adultos
Fernando Alberto Salinas Couto


Nozes, amêndoas, avelã
coisas que vovó gostava.
Ante o presépio, com fé,
de mãos cruzadas, orava.

À noite, acendia as velas,
com a casa sem outra luz.
No céu, as lindas estrelas
No presépio, Menino Jesus

Rio Janeiro/RJ



08.
Humilde berço
Fernando Alberto S. Couto


Sobre aquele humilde berço
nasceu nosso sublime Jesus.
Hoje a vovó reza um terço,
agradecendo toda aquela Luz
que tem um poder divinal,
derramando o bem sobre o mal
e abençoando o nosso Natal.

Rio Janeiro/RJ



09.
Uma Poesia sobre o Berço: É Natal
Joyce Lima Krischke


“Encontrareis um recém nascido
deitado numa manjedoura.
Glória a Deus nas alturas
E Paz na Terra aos homens...”

Noite Feliz! Noite de Paz!
Noite de Luz! Noite de Cantos!
Também, Noite de Silêncio...
E Noite de Recolhimento.
Olhos fechados... Surge o Anjo.
Abrem-se os ouvidos e os corações.

Feliz Natal e Muita Paz...
Paz... Paz...
É Natal!

Balneário Camboriu/SC



10.
Dezembrando
Dilson Ferreira


Agora, o pássaro canta tristemente
Arrancaram a sua árvore e seu ninho
Assim, também mataram seu filhotinho;
Meu Deus, quando é que vai mudar essa gente?

Agora, o planeta se acha perdidinho
Caos, crise, terror, morte, tão simplesmente,
O bom homem essa tribulação sente
E pergunta a Deus: - Pai, qual é o caminho?

Dezembro roxo, negro, qual seja a cor...
Natal chegando pra se doar o amor
Mas, quem está atento pra cristandade?

E a criança na sua carta de papel
Não pediu brinquedos a Papai Noel...
E sim, tão somente, Paz pra humanidade.

O8/12/2016 /Natal/RN.



11.
Sentido Natalino
Neneca Barbosa


Natal, época do ano que se comemora o nascimento do Mestre Jesus, entre os cristãos. Há mais de dois mil anos que sua mensagem ecoa no ar em forma de magnetismo divino, e a humanidade ainda não absorveu. Infelizmente o materialismo demonstra como estamos longe dos valores da fraternidade, do amor e da paz, preconizados pela mensagem cristã. Nem todos aproveitam esse período para fazer uma reflexão espiritual propondo-se às mudanças interiores.

Natal significa nascimento do Meigo Rabi da Galileia, em nossos corações. Sentir que Ele está ao nosso lado, representado no cuidado que dispensamos à nossa família, na criança desamparada, que estende os seus braços para nós, nos aflitos da mendicância e em tantas outras possibilidades que temos de auxiliar o nosso próximo. Muita paz, luz e amor em nossos corações!

Um FELIZ NATAL!


João Pessoa/PB



12.
É Natal!
Aila Mª Brito


É tempo de amor,
Berço esplendor,
de um sentir magistral.
É tempo de paz,
Do amor ser capaz
de uma magia real.
É tempo do espírito
Sarar o coração contrito
em um sentir que apraz.
É Natal!
Que o Menino de Luz,
Cristo Jesus,
Abençoe a todos nós!

Cocal/PI



13.
Natal dos sonhos
Vera Passos


Num cantinho sagrado da alma construí um Natal raro
onde prevalece a alegria e o sorriso de criança
Sacos surtidos de esperanças, uma vida colorida como o arco íris
No presépio um Jesus sem cor, sem raça, cheio de graça
Seria uma luz inebriante e nos abduziria ao bem
Sem muros, sem divisões, sem paredões
Não havia vazios, os desertos tinham grandes Oásis
Não faltaria pão, nem água, nem amor
Os brinquedos nasciam da nossa imaginação
Criativos, interessantes, interagiam pensamentos belos
Natal sem lojas, nem vitrines humilhantes, nem ostentação
Saudade de um Natal onde o ANIVERSARIANTE era PRESENTE.

Salvador/BA



14.
Vozes e trombetas
Sueli Sabino (By Sys)


Somos vozes e trombetas
Trombetas ecoando
Ecoando que é natal
Natal vamos festejar,

Festejar ecoando o som
Som de muitas vozes
Vozes em louvores
Louvores ao nosso Deus,

Deus seja louvado
Louvado todos os dias
Dias felizes nos deu
Deu seu filho como presente,

Presente que trouxe ao mundo,
Mundo ouça a voz de Deus!
Deus ainda clama,
Clama neste dia de festa,

Festa façam ao filho
Filho de Deus
Deus nos ama
Ama como somos.

Cel, Fabriciano/MG



15.
Arte da Joyce




Balneário Cambiriú/SC



16.
Joyce Lima




https://www.youtube.com/watch?v=jgS5GQsptu0

Balneário Camboriú/SC



17.
Feliz Natal
Francisco De Assis Vitovski


ARIEL RAMIREZ, compositor argentino, 1921/ 2010, nas suas composições de músicas clássicas natalinas, diz:

“APRESSA-TE BURRICO PARA SALVAR ESSA CRIANÇA
QUE A DEGOLA ESTÁ CHEGANDO...”

No natal de 1914 o General Setembrino , na GUERRA DO CONTESTADO, comandando 7 mil homens entre soldados e vaqueanos, promove o cerco ao reduto de Santa Maria, onde habitavam cerca de 5 mil caboclos, tidos como jagunços fanáticos.

O corte de suprimentos instaura a fome e o desespero entre os 5 mil moradores. O abate das 10 reses por dia vai-se reduzindo. À falta de carne, soma-se a ausência completa de sal, o que inutiliza a preparação de qualquer tipo de sopa ou da carne de caça. Para sobreviver, os moradores lambem o suor; devoram frutinhas silvestres, coletam mel de abelhas do mato, devoram couro em correia e até a bruaca, uma bolsa confeccionada com couro ressequido. Dois homens chegam a enfrentar-se a facão porque um havia comido o cinto do outro.

No dia 3 de abril de 1915 as tropas legais invadem e destroem a cidade cabocla.

Na grande praça central, desembocadouro das ruelas do casario em madeira, uma igreja abriga a estátua de São Sebastião, o padroeiro dos sertanejos. Nesta estão abrigadas as mulheres e as crianças. Mortas as mulheres, veio a pergunta: e as crianças? O sinal característico de passar o dedo indicador pela garganta serviu como uma ordem para os vaqueanos: todas degoladas.

Um soldado do capitão Potyguara escreveu no seu relato de guerra: “... Antes de acampar, ateamos fogo às casas, bem como a uma pequena igreja tendo à frente um grande cruzeiro de madeira.”

Lá em Belém uma criança nasceu. O burrico apressou-se e ela não foi degolada, como todas as outras da cidade.

“O Massacre dos Inocentes é um episódio de infanticídio pelo rei da Judeia, Herodes, o Grande, que aparece no Evangelho de Mateus (Mateus 2:16-18). O autor, tradicionalmente Mateus, reporta que Herodes teria ordenado a execução de todos os meninos da vila de Belém para evitar perder o trono para o recém-nascido "Rei dos Judeus", cujo nascimento fora revelado para ele pelos Três Reis Magos. O incidente, como outros descritos em Mateus, é descrito como a realização de uma passagem no Antigo Testamento, entendida como uma profecia de Jeremias."

Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias: Ouviu-se um clamor em Ramá, choro e grande lamento; Era Raquel chorando a seus filhos, e não querendo ser consolada, porque eles já não existem.


Balneário Camboriú/SC



18.
Natal de Luz e Paz
Eda Bridi


Natal é tempo de luz e inspira paz. Lindas árvores de Natal, guirlandas, luzes coloridas, muitas luzes, Papai Noel e seu trenó transportando muitos presentes. Ah! O Presépio ... Músicas ... Nas nossas casas, nos templos, nas vitrines, nas praças, em todos os lugares, anuncia-se a celebração do nascimento do Menino Jesus. E também o nosso coração deve estar preparado para recebe-lo.

Li uma mensagem: “Papai Noel existe”. Porém, remete-nos a reflexões. Papai Noel existe, quando o nosso coração é manjedoura para Jesus; quando a alegria do Natal alcançar a todos, especialmente as crianças sem colo nem afeto, sem brinquedos nem doces; quando o Menino Jesus é festejado em família, pois o Natal é um evento familiar à imagem da Família de Nazaré; quando nos maravilhamos com as surpresas que o amor faz, não somente na noite de Natal, mas em todos os dias do ano; quando praticamos gestos de fraternidade para com as pessoas que sofrem, os doentes e os desamparados; quando pedimos a luz divina para iluminar a sociedade para que, todos, sejamos portadores de luz e de paz.

Que o Menino de Belém habite o coração de cada um de nós, e sejamos mensageiros de paz, amor e esperança. Feliz Natal, caros confrades e confreiras!


Sobradinho/RS



19.
Berço de Luz
Marina Martinez


Nada quero pedir, no Natal.
Há muito descreio de sua aura,
de suas promessas coloridas,
de seus votos sofisticados.
Olho vitrinas enfeitadas, divertidas,
mas percebo olhos tristes, no caminho.
Dizem as lendas que um dia,
num estábulo, manjedoura como berço,
um menino descansou, mesmo fugindo.
Hoje, muitos rezam; nas mãos, um terço,
mas também evitam algo, machucados.
O Mundo nem chora mais, banalizado.
Mães vestem tramas feridas,
cansadas de perderem filhos, massacrados.
Aquela manjedoura, um ninho de luz,
perdeu-se nos meandros da História.
Sobrou simples pergunta:
Onde andará aquele menino, Jesus?

Porto Alegre/RS



20.
É Natal
Lúcia Silva


É Natal tempo de humildade
Jesus numa manjedoura nasceu
Para expressar o valor da simplicidade
A todos os filhos de Deus.

É Natal tempo de solidariedade
Jesus numa manjedoura nasceu
Para dizer a todos que a prática da caridade
Conduz-nos ao Reino de Deus

É Natal tempo de não esquecer a lição
Que numa manjedoura Jesus nasceu
Para trazer a salvação
Aos que creem na Palavra de Deus.

Currais Novos/RN



21.
Feliz Natal
Josimar Cardoso


Natal, somos nós quando nossos pais decidiram que teríamos que nascer.
Quando a cada dia de nossas vidas, decidimos nascer de novo,
E que a cada dia, nós conseguimos nos transformar para melhor.

Somos o pinheiro de Natal, quando resistimos vigorosamente aos tropeços de nossa caminhada da vida, dia após dia.

Somos os enfeites de Natal quando nossas virtudes, nossos atos, são cores que adornam nossa vida e a de todos que nos cercam,

Somos os sinos de Natal, quando chamamos, congregamos e procuramos unir a família e os amigos pelo amor,

Somos estrelas do Natal, quando conduzimos alguém ao nosso Construtor do Universo, pela fé e esperança,

Somos os Reis Magos, quando nos despojamos do que temos de melhor, para dar a quem precisa sem olhar a quem.

Somos as velas do Natal, quando iluminamos de paz, amor, carinho e harmonia por onde passamos, e a quem faz parte de nossa vida.

Somos os cartões de Natal, quando a bondade e o respeito estão escritos em nossas mãos, e pregamos a paz interior que alguém precisa para viver.

Somos as missas e todos os demais cultos ao Natal, quando louvamos a um Deus superior e fazemos nossa oferenda e comunhão.

Somos as ceias do Natal quando saciamos com o pão da esperança, qualquer pobre de espírito que esteja ao nosso lado,

Somos as festas de Natal quando nos despimos do luto da infelicidade, e vestimos a gala, e cobrimos nosso espírito com o amor ao próximo.


Cabedelo/PB



22.
Rogativa de Natal
José Pereira da Silva


Senhor...
Na esperança de ver um natal
Com paz, harmonia e amor,
Peço em nome do Pai, do Filho
E do espírito Santo;
Derrama as Tuas bênçãos
Nas famílias e no jovem infrator!

Senhor...
Alivie as dores dos que se estão nos hospitais,
Ampare as crianças que sofrem,
O câncer ou paralisia,
E os que nasceram
Com microcefalia!

Socorre Senhor, os refugiados da guerra,
Que pela ambição do poder
Lhes foi tirado os direitos
Á moradia e a terra!

Que no aniversário
De nascimento do menino Jesus
Se renove a fé, a esperança e amor
Do povo trabalhador!

É Natal...
Tempo de abrir o coração
E estender as mãos que constroem,
Que plantam e colhem
E partilham doação!

Cabedelo/PB







PARTICIPANTES - TEMA LIVRE

01.
Faça um Milagre em Mim
Dilson Ferreira


"Perdoar aos nossos inimigos as suas virtudes
- este, sim, é um grande milagre." (Voltaire)


Deus, fazei-me instrumento do seu amor
Onde houver guerra, que eu lute pela paz
Onde houver menos, que eu ceda muito mais
E se houver agrura, que eu plante o sabor.

Ó Mestre, este mundo não me satisfaz
Por que a amargura, a tristeza e a dor?
Quero estar no céu onde está o Senhor
Uma bênção assim tanto bem me faz!

Da sua misericórdia, faz-me o alvo
Por merecimento eu quero ser salvo
Quando vier o apocalíptico fim...

A fé vem pelo obedecer e aceitar;
E aceitando a promessa vou esperar,
Meu Jesus, que faça um milagre em mim!

Natal/RN.



02.
Boa Nova
Neneca Barbosa


A Terra em seus instantes primórdios
Teve o Mestre como timoneiro
No grande barco da nossa vida
Dando pra humanidade guarida
Do Pai foi o excelso mensageiro.

Há dois mil anos trouxe a Boa Nova
Para a renovação espiritual
Inserida nas belas lições
Distribuída em todas as nações
Esse prodigioso manancial.

Jesus aquece todas as almas
Com a sua inesgotável luz
Veio plantar a divina semente
No coração tão imprevidente
Do homem que Ele sempre conduz.

O equilíbrio se faz necessário
No nosso crescimento interior
Disciplinando com fé a razão
O amor brotará no coração
Como o sutil perfume da flor.

João Pessoa/PB



03.
Árvore da Vida
Eliene Dantas de Miranda


Na árvore da vida não deve faltar:
Amor ao Criador e às Criaturas
Gentileza, gratidão em palavras e atitudes,
Fidelidade, Paz, compreensão,
Fé, esperança e muito perdão.

São Paulo/SP



04.
Descompasso
Vera Verá (Vera Trindade)

Há vagas para pensamentos
no lost and found da vida
E eu nunca sei o que escondem
Os velhos paralelepípedos
E eu nunca sei aonde vão
as sombras de todas as tardes

Há vagas para pensamentos
Aqui dentro e lá fora de mim
Porque eu não sei o que sentem
Os espelhos quando me roubam a imagem
Também não saberia dizer
Se há alguma virtude em sentir

Há vagas para pensar
Pensar e não existir.

Salvador/BA



05.
Desalinhamento
Deomídio Macêdo


Desalinhar o papel em sintonia, mensura a peça em vibração,
que intrinsecamente componho a velocidade da vida em mim, e assim,
esquadrinho a reflexão da ternura beijando-me intensamente.
Não se desespere! Respire, pedia aflita a figura ilustrada, que acabara de criar, dando-lhe vida plena, que nunca desaparecerá nas nuvens das minhas ideias.
E em uma só voz, gritos saúdam a vida bem dizendo a verdade.
E na tela do computador, visualizamos uma reticência contínua, que determina o pensamento oculto do poeta, que desalinha a composição, em prosa, num musical sem som.

Salvador/BA



06.
Silêncio
Fátima Peixoto


Trancada no silêncio,
Encontro a Paz.
Sentimentos retraídos,
Desejos ocultados,
Alma quieta,
Coração calado.

Cabedelo/PB



07.
Réquiem para uma Rosa
Marina Martinez


Uma rosa quero te ofertar.
Por favor, aceita, é tua.
É branca e doce como a lua.
Queres vermelha? Não! É impura:
a ofereci a um outro amor, desregrado,

mas quero volver a ti, minha loucura.
Por favor, aceita, te peço, te imploro,
não rejeites do meu gesto o recado.
Não arremesses na rua o meu presente,
perdoa minhas loucuras do passado.
Vais embora, pisando a flor, na calçada?
Desvairado, a recolho, agoniado,
e testemunho expirar cada pétala desgrenhada.
Guardo o que restou num bolso.
Paradoxal réquiem branco de antigo pecado.

Porto Alegre/RS



08.
Animais
J.J. Oliveira Gonçalves


Animais...animais-de-estimação
Animais...animais abandonados!
Animais, animais...do coração
Animais, animais...escorraçados!

Animais do Senhor da criação
Animais de Amor tão bem dotados!
Animais...seres vivos de Emoção
Animais... pelas ruas maltratados!

Na “selva” esta em que vivo – desumana
Dedilho em minha Lira Franciscana
Notas de Paz e Bem – de Compaixão

Aos olhos da inocência...olhar-ternura
Pois em cada amorosa criatura
Arrimo sempre encontro ao coração!

Porto Alegre/RS



09.
Incertezas:
Palmira Heine


Não sei se me espalho ou me escondo
Se alço voo ou aterrisso
Se me perco ou se me encontro
Se permaneço ou se sigo.
Sei que carrego mil ondas
Nesse vai e vem sem fim
De correntezas tamanhas
Que me levam a terras estranhas
Desse mar que habita em mim.

Salvador/BA



10.
Palavras no Papel
Lúcia Silva


Os poemas saem de meus dedos
Para desvendar os segredos
Entranhados na alegria
De tecer uma bela poesia.

Com rima ou sem rima
A poesia é a obra-prima
Que vem da imaginação do poeta
Como brisa suave e discreta.

Para criá-la não precisa de técnica
Nem tampouco a métrica
Basta só ouvir o coração
E colocar no papel a emoção.

Currais Novos/RN



11.
As Preferências
Silvia Benedetti


Para surpresa geral
O requinte
Da luxuosa refeição
Foi superado!

As preferências recaíram
Para os pratos
Mias singelos,
Temperados com carinhos,
Decorados com sinceridade,
Preparados com amor...

O luxo costuma ofuscar
Nossos olhos...pa mal
Seu efeito é efêmero.

Não há mal
Que perdure...
Para sempre!

Porto Alegre/RS



12.
Luzia aos olhos
Edvaldo Nunes


Quase perdi a noção do tempo,
Tão envolto aninhava-se o lugar,
Que os olhos em compasso ao vento
Traduziam silenciosos o meu mudar.

E, no sertão vivo, se faz presente
Esta Terra tida como árida,
Que o corpo de todo consente
A vida de forma tão cálida.

Pedras que se amontoam e eu via
Águas em redor como uma manta,
Como vindas das mãos de uma Santa,
Quisera ser meu, o brilho que luzia.

Pessoas que em liberdade mais parecem,
Consoantes com um clima completo.
São abençoadas e por isso merecem
Este cenário visto todo repleto.

João Pessoa/PB





ENCERRAMENTO E AGRADECIMENTOS

É com muito carinho que estamos encerrando, neste maravilhoso espaço poético, a 94ª Ciranda Mensal CAPPAZ – Dezembro de 2016, com o Tema sobre o Natal. Que a energia desta Ciranda fique na memória de cada participante, na qual o amor ao próximo e a liberdade de pensamento corroboram com o sentido deste magnífico trabalho.

Agradecemos aos poetas que, com boa vontade e amor, contribuíram com suas produções literárias, dando de si, para que pudéssemos construir esta bela Ciranda, formando assim um grande mosaico poético.

Desejamos a todos um Feliz Natal e um Ano Novo repleto de alegria, esperança, Paz e renovação interior!


Neneca Barbosa
Confreira Efetiva de João Pessoa/PB





SELO DE PARTICIPAÇÃO







MÚSICA DE FUNDO

Adeste Fideles
Luciano Pavarotti


Adeste Fideles laeti triumphantes,
Venite, venite in Bethlehem.
Natum videte, Regem Angelorum;

Venite adoremus,
venite adoremus,
venite adoremus
Dominum!

Deum de Deo, lumen de lumine,
gestant puellae viscera.
Deum verum, genitum non factum; (refrain)

Cantet nunc io chorus Angelorum
cantet nunc aula caelestium:
Gloria in excelsis Deo!

Ergo qui natus, die hodierna,
Jesu, tibi sit gloria.
Patris aeterni Verbum caro factum;

En grege relicto, Humiles ad cunas,
vocati pastores approperant.
Et nos ovanti gradu festinemus;

Aeterni Parentis splendorem aeternum,
velatum sub carne videbimus.
Deum infantem, pannis involutum;

Pro nobis egenum et foeno cubantem,
piis foveamus amplexibus.
Sic nos anamtem quis non redamaret?

Stella duce, Magi, Christum adorantes,
aurum, thus, et myrrham dant munera.
Jesu infanti corda praebeamus;



Adeste Fideles
Adaptação para o português pelo Frei Emilio Scheid


Cristãos, vinde todos, com alegres cantos.
Oh! Vinde, oh! Vinde até Belém.
Vede nascido, vosso rei eterno.

Oh! Vinde adoremos,
Oh! Vinde adoremos,
Oh! Vinde adoremos
o salvador!

Humildes pastores deixam seu rebanho
e alegres acorrem ao rei do céu.
Nós, igualmente, cheios de alegria.

O Deus invisível de eterna grandeza,
sob véus de humildade, podemos ver.
Deus pequenino, Deus envolto em faixas!

Nasceu em pobreza, repousando em palhas.
O nosso afeto lhe vamos dar. Tanto amou-nos!
Quem não há de amá-lo?



Adeles Fideles
Tradução direta a partir do inglês


Venham os fiéis, alegres e triunfantes
Venham, venham até Belém
Que ele venha e permaneça
O regente de todos os anjos

Ó vinde, adoremos
Ó vinde, adoremos
Ó vinde, adoremos, ó senhor

Deus dos deuses, luz da luz
Gestado dentre as visceras
Deus verdadeiro, genitor por direito.

Cantem, coros dos anjos, cantem em exultação!
Cantem, todos os cidadãos dos céus:
Glória a Deus, glória ao mais alto!

Sim, o Senhor, nos O saudamos, nascido nesta manhã,
Jesus, o Salvador a que se dá glórias,
Palavra de Deus, agora se fez carne.

Vejam como os pastores se aproximam da manjedoura,
deixam seus rebanhos para a noite.
Nós também O adoramos em coração.

Todos devemos vir vê-lo, A eterna luz do Pai
agora revelou-se em carne.
Deus quer que o encontrmeos, um Deus recem nascido.

Criança, por nós pecadores, pobre, na majedoura,
devemos abraçar o Sagrado, com amor e admiração.
Quem poderia não amáLo, tendo ele nos amado tão intensamente.

Reis Magos guiados pela estrela vieram adorar Cristo,
oferecer incenso, ouro e mirra.
Nós, ao menino Cristo, trazemos nosso coração em oblação.











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Arte e Formatação Rosângela Coelho
Foto do presépio por Joyce Lima Krischke
demais imagens recebidas em grupo de trocas sem menção de autoria
Exclusivo para CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz
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