INTRODUÇÃO

MÃE: SER DIVINO!

Mãe; sonho de (quase) todas as mulheres – e particularmente o meu – agraciada por Deus, gerei dois filhos amados (um casal), os quais me permitem, no dia a dia, avaliar o mais puro amor. Mas qual significado atribuir, a uma figura ímpar em nossos dias, a um amor incondicional, e a um ser tão divino?! Ora, por sua própria essência, cabe em si a mais sublime acepção. Deus, na sua infinita bondade e sapiência, criou a mais bela criatura, em um misto de cordeiro, águia e leoa - quando se permite ser: colo e sacrifício, sabedoria e bravura. Mãe para nós é tudo... Mãe é infinito, é o mais belo colorido, é a paz [da qual o filho necessita]; é o Norte, é porto seguro...

Falar de mãe, é tornar concreto o mais puro sentimento, é dar forma e figura, ao amor. É entender que o verbo se fez carne; foi gerado pelo ventre da mulher mãe. É reconhecer o mais insigne valor de um ser.

Mãe é carinho, em toda etapa de nossas vidas, por toda trajetória; é a mais pura compreensão. Mãe é amor por completo! Mãe tem fibra, não se dá por vencida...

MÃE é o sol de nossas vidas!

Convidamos todos (Confrades e Confreiras) para expressarem seu amor àquela que é a flor mais mimosa de nossos jardins; ao ser mais divino do planeta.

Mãe; carinho e proteção,
Um exemplo de valor.
De Deus, terna projeção,
Do mais belo e puro amor.
Traz no olhar compreensão,
E nos braços traz calor.

Mãe; é pura perfeição!

Aila Maria Brito
Confreira Efetiva de Cocal/PI





PARTICIPANTES - CIRANDA TEMÁTICA (Índice)

01- Akasha De Lioncourt (11)
02- Antonio Carlos Francisco (Zíngaro) (20)
03- Carlos Reinaldo de Souza (03)
04- David de Carvalho (13)
05- Deomídio Macêdo (14)
06- Dilson Poeta (07)
07- Eda Bridi (16)
08- Eloisa Antunes Maciel (01)
09- Fátima Peixoto (19)
10- Fernando Alberto Salinas Couto (12)
11- João José Oliveira Gonçalves (09)
12- Joyce Lima Krischke (04 e 10)
13- Marcelo de Oliveira Souza (02)
14- Odilon Machado de Lourenço (17)
15- Rosângela da Silveira Coelho (06)
16- Sônia Rêgo (18)
17- Suely Sabino Reis (Sys) (05)
18- Vera Lúcia Passos (08)
19- Vera Trindade (15)



PARTICIPANTES - TEMA LIVRE (Índice)

01- Antonio Carlos Francico (Zíngaro) (09)
02- Eloisa Antunes Maciel (04)
03- Jonas Krischke Sebastiany (05)
04- José Pereira da Silva (06)
05- Joyce Lima Krischke (03)
06- Odilon Machado de Lourenço (01 e 02)
07- Roseleide Santana de Farias (07 e 08)






PARTICIPAÇÕES - CIRANDA TEMÁTICA

-01-
ANJO NEGRO – MÃE PRETA...
ELOISA ANTUNES MACIEL


Em noite insone eu me “vejo” outrora,
No tempo do Brasil da escravidão...
Sobre esse tempo, eu reflito, agora,
Na busca de encontrar explicação...

Era neném em berço guarnecido
De sedas, entremeadas de cetim...
Mas esse berço rico e protegido
Não era o que importava para mim.

Em noite escura, sob intensos ruídos,
Eu choro de tristeza e solidão.
E nem meus pais escutam meus vagidos,
Que imploram por afeto e proteção...

E embora bem distante do meu teto,
Eu vejo alguém sair de uma senzala...
E esse alguém me envolve em seu afeto,
Zelosamente o meu berço embala...

E esse alguém que embala e que conforta,
É um anjo negro, que consola e acalma...
Anjo-mulher que a servidão suporta,
Revela a transparência de sua alma...

E nesse mês de maio dedicado
Ás mães de diferentes condições,
Mãe Preta, tu mereces um recado:
Tua história ainda perpassa gerações!

São Martinho da Serra/RS



-02-
Presente de Deus
Marcelo de Oliveira Souza


Um grande presente
Saímos dela, a presentear...
Tudo nosso é belo
Ela só quer nos amar
Nosso choro é uma música
Nosso riso, o céu faz alcançar.

Nosso egoísmo, chega a machucar
Na mágoa, ela vem nos acalantar
Mãe, você está em algum lugar!
O tempo passa e sua ausência
Só nos leva a lamentar.

Tanta coisa podia ter sido
Muito tempo para ficar
O Presente de Deus
Foi até nossa casa
De dentro dela
Ficamos a morar.

E quando perdemos
A nossa carne,
No céu olhamos
De algum lugar,
Ela deve nos olhar.

Nosso Presente de Deus
É a mais pura forma de amar
De seu ventre saímos
E de certa forma
Esperamos retornar!

Salvador/BA



-03-
Retrato de minha mãe
Carlos Reinaldo de Souza


Mãe: és um ser divino que eu venero,
tudo que vem de ti transmite um amor
maior e mais fiel, portanto espero
retribuí-lo com o mesmo ardor.

Falar aos teus ouvidos sempre quero,
para expressar carinho e louvor,
todas lições de vida que enumero,
mostram a todos teu grande valor.

É muito belo o teu cantar mavioso,
e os teus olhos, duas joias raras,
ambos refletem teu olhar bondoso.

Este poema é teu, não é grandioso,
mas ele expressa, em palavras claras,
o teu perfil bonito e virtuoso!

Conselheiro Lafaiete/MG



-04-
Feliz Dia das Mães
Joyce Lima Krischke




Balneário Camboriú/SC



-05-
Jardim de mãe
By Sys


Por natureza a mulher é flor
Flor de raro perfume
Perfume que exala
Exala fé,

Fé é este véu transparente
Transparente é a alma
Alma que rodopia
Rodopia no jardim,

Jardim cercado de bondade
Bondade regando vidas
Vidas em botões florescem
Florescem a essência de mãe,

Mãe que vive para servir
Servir a outras vidas perfumadas
Perfumadas por suas mãos
Mãos pétalas em prece,

Prece que sobe como aroma
Aroma são as palavras de mãe
Mãe que intercede por água
Água é a benção de Deus para a flor.

Coronel Fabriciano/MG



-06-
Ser Mãe
Rosângela Coelho




Curitiba/PR



-07-
"Amor de mãe tem um sabor inexplicável."
(Mother Lux)


GUERREIRA!
Dilson Poeta


Tive uma mãe que foi também um pai
Que cuidou bem de oito filhos, sozinha,
Claro que a ajuda de Deus ela tinha
E isso da minha memória não sai.

Jesus, pela alma de mamãe olhai...
No juízo final, a fé que continha,
Por ter sido a mais guerreira mãezinha
Pros braços de Deus com certeza vai!

Viveu por fartos noventa e dois anos
Vencendo da vida seus desenganos
Tendo no peito um forte coração.

E ela se foi num dia dez de agosto
E eu vi a paz tão feliz no seu rosto
Porque aqui cumpriu a sua missão.

RAIMUNDA RODRIGUES DA SILVA
* 12/07/1924
+ 10/08/2016


NATAL/RN



-08-
A VIDA E AS MÃES
Vera Passos


A vida é rio corrente, segue viagem, gera sementes
É feita de momentos, de lutas, abraços, olhares, certezas, imagens, passos...
Nossos PASSOS, traçados no nome, às vezes incertos, vazios, saudosos...
A vida é assim, guardamos lembranças no chip cardíaco, ou cerebral.
Na caminhada saboreamos belos dias, tardes sombrias, noites vazias,
Estaremos nas atitudes, gestos, virtudes, ações... é natural
Crescemos e desaguamos noutros caminhos
O leito vai se tornando deserto, voo é certo
Longe ou perto os laços se eternizam
Vidas desbravadas, vencendo as torpes estradas
A viagem do espírito é longa, somos aves de arribação.
Aprendendo e seguindo, caminhos abrindo
Nascendo e partindo, é a VIDA
Não permita que a saudade doa
A distância é coisa à toa
Feche os olhos e chegue lá
A matéria é roupa boa
Quando vale a pena caminhar

Salvador/BA



-09-
Dia das Mães
JJota Poet@




Porto Alegre/RS



-10-
Mãe e seu passarinho
Joyce Lima Krischke


Passavam noites, mais noites... mãe aflita!
Ela aguardava os sons do portão e das chaves,
das canções do sabiá- filho amado.

Tempo das conversas... na madrugada
Ela até adormecia recostada!
Olhos fechados e livro nas mãos...
Acordava com filho a dizer:
-Mãe cheguei! Estás dormindo sentada!

Alívio sentia a mãe ao rever seu filho.
Tempo passou... chegaram as mudanças
Tempo passou... agora é Silêncio.
Madrugada vazia- insone e o Silêncio.

Filho cresceu: voou belo passarinho
Pra longe... bem longe fez o seu ninho
Mãe não ouve canto do seu sabiá

Hoje, a mãe na madrugada medita
-Onde andará seu belo passarinho?

Balneário Camboriu/SC- 06/05/2017- 03h00min



-11-
Mãe de Corpo e Alma
Akasha De Lioncourt


Sabiamente ela organiza,
Todo o seu dia-a-dia,
Dedica-se integralmente,
A dar-nos prazer e alegria.

Desde o café da manhã,
Ao ultimo lanche do dia,
Senta-se sempre por último,
E lhe cobramos a companhia.

Amor, dedicação e cuidados,
Sempre nos dá a mãezinha,
Com um sorriso nos lábios.

Hoje, no seu dia especial,
Quero dizer-lhe, mãezinha.
Amo-te, e é um amor sem igual!!!

São Paulo/SP, 13/05/2007



-12-
MÃE, CRIAÇÃO DIVINA
Fernando Alberto Salinas Couto


Falar sobre mar não consigo,
me falta mesmo a inspiração
pra falar sobre esse ser divino.
A minha já não vejo comigo,
no mundo, mas neste coração
e ainda me faz sentir menino.

Ah, como é sublime a maternidade.
Missão determinada pelo Criador,
para exemplo maior de puro amor.
Amor na paz, na dor e na eternidade

Rio de Janeiro/RJ, 24/05/17



-13-
Ser ou Sentir-se Mãe
David de Carvalho


Certo dia me falaram que amar é dar o que não se tem, é dar, ainda que seja da penúria, é dar ainda que pareça que lhe falta tudo.

Quando ouvi isso lembrei-me das mães, as mulheres que são capazes de dar muitas vezes o que a elas falta. São capazes de dar o sorriso aos filhos, mesmo quando a tristeza lhes assalta a alma; de ofertar o beijo, ainda que seus lábios tenham a falta de um beijo de amor; que oferecem o seio que alimenta, mesmo quando o alimento lhes falta a mesa; de oferecer o colo, mesmo quando a sua cabeça necessita de descanso; de velar a noite, mesmo quando o sono ameaça aquebrantar-lhes o corpo.

As mães, mulheres, que são capazes de olhar com o coração e por isso sempre enxergar o melhor dos filhos. Fazem isso quer eles lhes tenha saído do ventre ou não, pois, são mães no coração.

Por isso, esta reflexão sobre o amor inspirou-me a escrever esta pequena história a respeito de duas mulheres que amavam, amavam intensamente, mesmo em suas penúrias e viam tudo com os olhos do coração, mesmo nos momentos da mais intensa dor.

Jesus e Maria de Magdala:
Um conto, um canto para o amor.

Maria de Magdala encontrou-se com Jesus e sentou-se ao lado dele a beira do Jordão, bem próximo de onde João, o Batista, batizava, nesta oportunidade ela perguntou a ele:

- Senhor meu e amado de todo coração, todos me perguntam o por que do Senhor ter me escolhido para ser a primeira a te ver ressuscitado, ainda as portas da tua sepultura. Me questionam sobre os motivos de você escutar tanto a mim e a sua mãe, a nossa Maria, a bendita entre todas as mulheres.

Jesus sorriu e lhes disse:

- Maria, Maria! Existem alguns que me amam pelo que eu represento, outros me amam achando que eu os libertarei do jugo romano, outros porque viram os meus milagres, outros porque lhes dei o pão e os peixes, ainda outros me amam pelas minhas palavras que logo esquecem. Ainda existem outros que me amam por acreditar que sou um rei deste mundo e que irei castigar os pecadores, me transformam em um vingador. Mas vós, minhas amadas Marias, me amam sem eu nada fazer, me amam apenas com o coração. Nenhum milagre vos fiz, nada vos prometi e ainda, por mim, derramas-te lágrimas e sofreste comigo do pé da cruz ao sepulcro e lá foste me cuidar.

Jesus se levantou, tomou Maria pelas mãos e seguindo a beira do rio continuou:

- Maria, Maria! Como eu poderia não amar, não confiar muito em quem sempre me viu com o coração? Eles, os homens, ainda sofrerão em alguns momentos em dúvidas, mas você, querida Maria, entregas-te teu coração a mim com a pureza de uma criança. Por isso, só a ti poderia o Pai Celestial confiar a visão da minha ressurreição, pois tu, Maria, me veria ressuscitado não com os teus olhos, mas sim com o teu coração.
É por isso que de hoje em diante, eles, os apóstolos, meu Pai transformará em santos, mas, as Marias serão as bem ditas, as bem aventuradas, as cheias de graça e, ninguém nunca chegará ao filho se não pela imagem das Marias representadas pela Maria minha mãe, representante do amor sem palavras.
Ninguém alcançará a felicidade, a paz, o amor e o Reino de Deus se não se tornarem quais Marias, amarem apenas com o coração. Como disse a um amado irmão: "felizes aqueles que não precisam ver para crer, pois acreditam com o coração".

E assim, eles ainda caminharam por longo tempo as margens do Jordão, enquanto Jesus explicava a Maria de Magdala todos os mistérios do céu e da terra.

E no derradeiro dia, em que ele, Jesus, ascendia ao céu se aproximou das Marias, as abraçou, beijou-as e voltando-se para os outros que estavam presentes lhes disse:

- Felizes são aquelas (es) que amam sem nada esperar, sem nada ouvir, sem nada ver. Apenas amam!


Salvador/BA



-14-
Mãe: Ser Divinal
Deomídio Macêdo


Em 26 de maio de 1961, chorei quando vi a luz do sol e minha mãe sorriu ao me ver chorar;
O meu primeiro dia de aula, na escola da vida, acalentou-me a alma, deslumbrada pelos benefícios do primeiro banho,
do abraço aconchegante, da primeira sugada no peito;
Estes eram os primeiros exercícios, que minha mãe teria que realizar de agora em diante, para o seu filho em crescimento.
Aquela grande missionária, cuida dos cinco filhos com amor, levando-os até a fase adulta, transformando-os em homens e mulheres de bem;
Até que, em 19 de outubro de 2016, ela despede da sua família obedecendo ao chamado de Deus.
Minha mãe embarca na locomotiva, deixando o corpo velho, para galgar em espírito outras paragens celestes.
Então, o meu amor, transpõe o portal do mundo material para a outra dimensão.
E naturalmente, naquele ambiente de vida após morte, ela foi bem recebida por seres angelicais.
Aqui ficamos nós, saudosos!
E parafraseando Ana Vilela acrescento:
“Sorria e abraça seus pais enquanto estão aqui”.


Salvador/BA



-15-
Mês de Maio
Vera Trindade


Há no mês de maio, certamente, algo que lhe é intrínseco e muito nobre. Talvez traga consigo em sua essência etimológica algo mais profundo que o seu ‘m’ de missão. Talvez algo maior que a ideia de mito da fertilidade e um pouco menor que a prática da divina doação. Existe no seu ‘M’ de Maio um tesouro inigualável, que é o ‘M’ de Maria, o ‘M’ de Mãe. Também carrega em si mais um ‘M’ de Mistério. Porque foi de forma enigmática que o Mês de Maio foi escolhido para que a Virgem Maria falasse, à humanidade terrestre, sobre a paz necessária ao mundo.

É em Maio que resplandece a Luz do Mundo. Uma luz sem sombras. Uma luz que não é sol, pois se antecede ao astro rei antes mesmo da sua própria aurora. É a luz divina que se fez luz pela majestosa força cósmica, pela sapiente criação. E tem o dom de iluminar o mundo, de acordar os homens, de dar-lhes o entendimento para saber que podem nascer outra vez. Pois, cada um de nós nasce, no mínimo, duas vezes: nasce primeiro, sem saber se nasce, quando assim nasce a sua genitora – sua mãe. E, por conseguinte, nasce, de fato, quando dela nasce. Este é o segundo nascimento quando se é fisicamente apresentado ao mundo, através da maternidade.

É inevitável, por conta disso, se dizer que o Mês de Maio tem dupla função: a primeira, reconhecer o poder sublime de Maria; a segunda, celebrar o seu amor incondicional de Mãe. E, se existe algum mistério nisso, aos olhos dos homens, há muita simplicidade e luz, aos afazeres de Deus.

Por isso, fez-se maio o Mês de Maria.
Por isso, fez-se maio o Mês das Mães.


Salvador/BA



-16-
MINHA MÃE! QUISERA ...
Eda Bridi


Quisera voltar a ser criança para reviver os momentos de emoção que tomaram conta do coração de minha mãe ao me ouvir balbuciar “mamãe”.

Quisera voltar a ser criança para minha mãe ninar o meu sono, com doces cantigas: “Dorme tranquilo meu bem/lá do céu o prateado luar/sobre teu berço já vem/para teu sono velar ...”

Quisera voltar a ser criança para, ao dar meus primeiros passos, ser amparada por minha mãe e sentir segurança, como em todos os “passos” de minha jornada.

Quisera voltar a ser criança para à noite, orando, juntar as mãozinhas e pedir ao Pai do Céu para abençoar minha amada mãezinha, que me ensinou a rezar para o Anjo da Guarda me proteger.

Quisera voltar a ser criança para colher a mais linda rosa no jardim de minha mãe e carinhosamente oferecer à Rosa, mais linda ainda, minha mãe, no “Dia das Mães”!

Quisera voltar a ser criança para buscar na recordação o dia em que minha mãe me levou à Escola e, com sabedoria, abria as portas de minha vida para o mundo.

Quisera voltar a ser criança para aconchegar-me no colo de minha mãe, contar a ela as minhas preocupações e ouvir seus sábios conselhos; dizer a ela que sou feliz e vê-la sorrir. Momentos inesquecíveis de ternura!

Mas, eu queria, mesmo, estar ainda no ventre de minha mãe para saber o quanto ela já me amava. Te amo, Mãe!


Sobradinho/RS



-17-
Divinas mães
Odilon Machado de Lourenço


Natureza vem nascendo
Crescendo através das águas
Ribanceiras de amplidão
Natureza voa em pássaros
Celestes asas ao vão
Revoando na imensidão
Natureza é flor nos campos
Lindezas vivas de amor
Perfumes livres no chão
Natureza é nossa mãe
Ventre de flores cheirosas
Riquezas lindas de união.

Maceió/AL, 27-05-2017.



-18-
COM MINHA MÃE
Sônia Rêgo


Roupas voando, nos varais...
Um quintal bem varridinho.
Plantinhas, em latinhas iguais.
Tudo, de branco, pintadinho.

E essa paisagem assim
que invade minha mente,
leva-me ao tempo infantil
de uma vida bem presente.

Uma boa dona de casa
que, cedinho levantava,
cuidava do que podia
com capricho e amor.
Cantava,
enquanto trabalhava
e só descansava
após tudo certinho.

E sua casinha brilhava.
Dava gosto ver seu primor.
Tudo isso eu aprendi
com minha mãe, meu amor.

Rio de Janeiro/RJ, 07/06/14



-19-
Ser Mãe
Fátima Peixoto


Toda mulher quer ser mãe,
Ter filho para proteger, cuidar, amar...
Filho, semente para o mundo,
Calor humano para compartilhar,
Mãe é aquela guerreira,
Que doa sua vida à família
E esquece que também tem coração.
Que precisa de carinho,colo e beijinhos,
Para poder caminhar...
Feliz, alegre, cheia de amor pra dar.

Cabedelo/PB



-20-
Rogai por Nós
Antonio Carlos Francisco
(Zíngaro)


Mãe é bom
Enquanto a gente tem
Depois que não temos lembramos
Choramos porque não fizemos o melhor
Só Deus é testemunha do nosso sofrimento
De tudo o que vivemos bons momentos
Agora é tarde não tenho mais você
Só resta o reino do céu rogai por nós
As lágrimas a vontade de ter você
Que nunca mais verei
Fiquei só até um dia nos encontrarmos
Agora mãe sem você tudo é mais difícil
Só a misericórdia de Deus
Peço perdão pelo que não fiz mãe.

Viamão/RS





PARTICIPAÇÕES - TEMA LIVRE

-01-
Cerâmica
Odilon Machado de Lourenço


O barro nas mãos do oleiro
vai tendo forma
O barro veio da terra
veia argilosa
O barro cheiro de terra
molhada de suor
O barro cor da terra
cor das mãos do oleiro
O barro feito vaso
nas mãos do oleiro
O barro belo em sua cor
feito as mãos do oleiro
O barro na consistência
dura carne do oleiro
O barro é terra, vaso
é as mãos do oleiro.

Maceió/AL, 06/05/2017



-02-
Mulher no cais
Odilon Machado de Lourenço


Sei que era um sábado de tarde
Um vestido de branco tecido cobria-lhe o corpo
Algum navio trouxera ela a esse lugar de sol e algas
De outras terras viera esse encantamento em lábios rubros
Terras nas quais plantara as laranjeiras nascidas em seus olhos
Seus pés haviam trilhado eiras de papoulas, vinhas,
milharais de abril...
Nos braços alongados branco pêlo guardado
às lobas das montanhas nevadas
Seus dedos ministravam o quase silêncio das
ondas desse porto de algas
Guardavam ainda misturadas tintas respingadas
Pingos de imagens perdidas no canto das unhas
Por algum motivo em alongada calmaria esperava
a tarde declinar dentro do peito.

Maceió/AL, 25/03/2017.



-03-
Deixa-te Amar
Joyce Lima Krischke


Deixa-te amar pássaro avoante...
Tua felicidade plena é minha, também!
Na Lua, na Terra, no mar és ”pousante”
Ah, teu amar faz de mim tua refém.

Com que doçura olho no cristal
Vendo teus lábios o fruto saborear...
Sinto ciúmes desta fruta especial
Quisera ser seu néctar e tu’alma penetrar!

Vento segue rápido, não espera
Que o pássaro avoante decida pousar
E viver amor real... e não quimera.

Enquanto isso a Lua enciumada
Aguarda o tempo de em teus braços ficar,
Ouvindo a sós teus poemas... e amada.

Balneário Camboriu /SC 03/11/2016- 2016.



-04-
UM MUNDO SEM FRONTEIRAS…
UTOPIA OU POSSIBILIDADE REAL?
ELOISA ANTUNES MACIEL


Essa questão tem sido discutida com alguma frequência atualmente.E, ao que corresponde à sua repercussão, uma pergunta – um tanto vaga - tem sido modestamente evidenciada.
Seria coencebívell a idéia de um mundo se fronteiras ainda no presente estágio de civilização da Humanidade?
Referimo-nos às fronteiras de pensamentos, de liberdades pessoais e grupais - de agremiações, entre outras…Fronteiras que se consubistanciem na ampla e múltipla gama dos direitos dos Direitos Humanos em toda a sua extensão e diversidade?

Essa concepção, portanto, estaria determinada – ou condicionada- à noção Direito associada áde diversidade x acessibilidade multidimensional, fatores mais evidenciáveis numa perspectiva de concessões internacionais de enormes repercussões e significados para os representantes das nações envolvidas (ou) interessadas - tanto quanto para os seus defensores ou mantenedores formais ou informais.

Considerando-se, no entanto, que diferentes países mantém suas normas e padrões de conformidade com princípios estatuídos de acordo com referências institucionalizadas, mister se faz a consideração aos perfis dos “pretendentes” ao acesso- formal ou informal ao seu território geopolítico-social, visando - se, dessarte, a evidenciar-se a compatibilidade desejável à convivência agregadora entre “residentes” e “forasteiros”.

Sob essa ótica, uma vez observados os requisitos que tendam a garantir o êxito almejado, esse êxito, tenderia a consolidar a interação entre ambos, e, sob o prisma da interação bilateral desejada, estariam estabelecidos os verdadeiros pilares da construção desse novo mundo sonhado desde tempos remotos...

Essa consideração seria centrada em normas acordadas em consonancia com propósitos apresentados por “forasteiros” e ratificadas pelos “residentes” como um aval ao ganho recíproco visado.

Tendem a enquadrar-se nessa situação os casos de missões especiais de estudo, a maioria das ações humanitárias de caráter universal, além de outras iniciativas cujo mérito e a amplitude se justifiquem por sua condição integradora e construtiva, tanto quanto promotora da Paz Universal – escopo sem fronteiras e seja pretensão de “ganhos unilaterais” - ou restritos a uma (ou a algumas) das partes.

Nesse amplo sentido, não existiriam fronteiras entre as nações do Planeta – pois essa meritória iniciativa tenderia a plasmar uma condição de acesso que, embora sob identificação e observância de determinados requisitos, teria o mérito universal de congregar para agregar – e, dessarte, viabilizar a verdadeira existência de um VERDADEIRO MUNDO SEM FRONTEIRAS...


São Martinho da Serra/RS



-05-
CADA UM POR SÍ
Jonas Krischke Sebastiany


Nestes dias, muito se tem escrito sobre Belchior, sobre seu inegável talento artístico e sobre as circunstâncias que envolveram seu isolamento e sua morte. Utilizo-me do episódio para refletir sobre outros dois aspectos não tão abordados neste assunto: a indiferença e a benevolência.
Tive um colega de faculdade com quem não privava de maior intimidade, mas por quem nutria um sincero bem querer e sobre o qual, anos após nossa formatura, mesmo com a natural dispersão da turma, ouvia falar sobre suas crises de alcoolismo e depressão, levando a eventuais internações psiquiátricas. Algumas vezes tentei localizá-lo para visitar e oferecer apoio, mas nunca conseguia descobrir seu paradeiro na primeira tentativa, usando as pistas que se faziam disponíveis, e acabava deixando para depois.
Até que, certo dia, fui avisado de que ele havia morrido queimado, bêbado, solitário sentado em um sofá de sua casa, urrando de dor sem forças nem para levantar-se. Não pude deixar de sentir-me co-responsável pelo seu sofrido destino, assumindo minha parcela de negligência individualista que nos permite a preguiça acomodada de adiar a solidariedade sob a frágil e conveniente justificativa de não se intrometer na vida alheia.
Belchior, além de familiares e amigos, possuía uma enormidade de fãs. Poucos tentaram a nenhum conseguiu convencê-lo a investigar a origem da neurose persecutória que a sua companheira o fez vivenciar, isolando-o do convívio social e privando-o não apenas da carreira artística, mas do suporte emocional que deveria ser diluído entre família e amigos e não concentrado egoística e perniciosamente em uma só pessoa.
Suspeito, à distância, de um quadro depressivo em maior ou menor grau, associado à síndrome persecutória paranóide que deveria ter sido tratada com um bom psiquiatra, com as medicações adequadas. Há relatos inclusive do casal ter fugido de hotéis, sem pagar a conta, quando não precisaria submeter-se a essa humilhação. Será que, se alguém tivesse se comprometido mais, se metido mais na vida alheia, tanto Belchior quanto meu amigo não estariam vivos hoje, embora com mortes tão diferentes?
Por outro lado, no caso do Belchior, temos informações confiáveis de que ele foi agraciado com uma das mais belas expressões da alma humana: a solidariedade desinteressada. Pelo que sabemos, foi recebido junto com sua companheira sob vários tetos, com o desvelo e desapego de quem faz o bem sem esperar nada em troca, inclusive respeitando suas exigências de sigilo e isolamento.
Ceder temporariamente seu patrimônio, prover o sustento de um artista e sua mulher, por mais que se seja fã da sua obra, requer um grau de abnegação e compaixão pouco comuns na atualidade. São dois pólos opostos na mesma história o individualismo do cada um por si e a benevolência caridosa que, a cada instante, fazem parte dos critérios de prioridade que elegemos para nossas vidas.


Brusque/SC-(Maio/2017)



-06-
Súplicas e gratidão.
José Pereira da SIlva


Peço permissão á Deus
E também inspiração
Para falar de um filho seu
Que também é meu irmão.

O Padre Alfredo Barbosa
Nasceu com o dom do amor
No ministério apostólico
Só o Bem ele pregou.

Cabedelo teve a sorte
Desse apóstolo aqui ser enviado
E entre os mais pobres
Ele deixar o seu legado.

Cabedelo foi escolhido pelo Ser Superior
Que mandou pra nossa terra
Um padre empreendedor
Coração humano repleto de muito amor.

Tinha uma visão do futuro
E vontade de ajudar
Muito ele fez pra vida
Do nosso povo melhorar.

Nos encontros de Fé
Amor, gratidão e harmonia
Eis a minha homenagem
Á Nossa Senhora, Mãe Maria.

Em noites especiais
Na casa da irmã, Roseleide Santana de Farias,
No mês de maio é feito um encontro duplo,
Seu aniversário e a novena de Maria!

Cabedelo/PB



-07-
Ao meu país, terra e povo brasileiro.
Roseleide Santana de Farias


Minha terra maravilhosa
Das palmeiras e cantos de sabiás
São tantos passarinhos
Para ouvirmos o seu cantar.

O vento e a brisa que balançam
As verdes palmas dos coqueirais
Falam-me de grande esperança
Para aplacar a terrível dor.

Perdoai-lhes Senhor
Pois eles não sabem o que fazem
Tanto martírio, loucura e dor
Avassalando os nossos lares.

Que no cantar seja a alegria,
Mas também se cheios de clamor
Para extravasar nossas emoções
Saia do peito nossos gritos de dor.

Não devemos desacreditar da justiça
Seja do homem ou do infinito Céu
As ações do tempo sempre existem
Á Terra venha á misericórdia de Deus!

Cabedelo/PB



-08-
Monumento á Nossa Senhora dos Navegantes
Praia Formosa-Cabedelo/PB.
Roseleide Santana de Farias


Nossa Senhora dos Navegantes, praia formosa,
Ondas, brisas marinhas beijam teus meigos pés.
Senhora da minha vida, grata sou ao meu viver,
Saber que teus olhares fitam um belo horizonte,
As manhãs e noites escutam do céu rogos teus.

Sei que em meus caminhos haverá amarga dor
E que ao buscarmos da vida perfumosas flores,
Nos embriagam essências da beleza e gratidão.
Honrar-te eu quero bela excelsa Mãe de Deus!
Olho o céu, na magia do infinito faço os versos,
Reflito, sinto o sol, estrelas, mágico brilho lunar,
Atração de cada alma á mergulhar no universo.

Dá-nos tua luz de Estrela ao humano que vaga
Onde males da vida nos envolvem em tristezas,
Seja o suave bálsamo nos momentos de aflição.

Nos caminhos da vida é preciso amor, proteção,
A luz do entendimento na mente, nos corações,
Ver com os ternos olhares o nosso sentir maior
Envolvidos na misericórdia, paz e compreensão.
Gigante seja a onda de amor, energia e justiça,
Amparo àquele que levar fraternidade ao irmão.
Não ocorram males á Terra que á nós foi doada,
Tenhamos paz, zelo e fé, alegria, solidariedade,
Em tempos de dores é preciso ajudar a partilhar,
Semear o pão e o Evangelho, á todo homem de
                                             ( Boa Vontade )!


Cabedelo/PB



-09-
Bola de Cristal
Antonio Carlos Francisco
(Zingaro)


Seu mundo é mau, ponha um final
Vá em frente vá viver
Esqueça os problemas cante uma música
Isso tudo está na mente

Se o seu amor lhe abandonou
Procure logo um novo amor
Não vai deixar se derrubar
Nem sempre se pode ganhar

Ser feliz sempre assim
Olha não vá esquecer
Que o primeiro é você
Seu mundo é triste e nada existe

Vai correndo conceber e não se perca
Levante a cabeça ta tudo ai
Pra gente ver é melhor curtir
Tudo deixa rolar o mundo é uma bola de cristal

Viamão/RS





ENCERRAMENTO e AGRADECIMENTOS

Quando o poeta fala de mãe, da verdadeira mãe, ele sabe que a palavra mãe é tão pequena, mas que cabe dentro do universo inteiro. E olha que o universo é imenso: quase sem fim! Assim é o amor de mãe: infinito! Como disse o poeta, mãe é palavra que Deus inventou. E fez com a letra "M" de maiúscula, e até pôs um "M" na palma da mão, e a denominou de Mulher Musa Maravilha. Diante de tanta sublimação, em nome da CAPPAZ, queremos agradecer a todos os poetas e poetisas, que juntos, proporcionaram tantos versos homenageando essa Guerreira, razão da nossa vida, e motivo de tantas poesias que ainda virão. Parabéns à CIRANDA CAPPAZ, por promover esse momento tão mágico, realçando o palpitante tema: "MÃE, SER DIVINO"!

Dilson Ferreira da Silva
Confrade Efetivo de Natal/RN





SELO DE PARTICIPAÇÃO







COMENTÁRIOS















|| Página Inicial | Voltar | Livro de Visitas ||



Arte e Formatação Rosângela Coelho
Exclusivo para CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz
Foto do Top: Confreira Rosângela com seu filho Guilherme
Todos os direitos reservados