INTRODUÇÃO

O tema de outubro está incluído entre os mais relevantes das nossas Cirandas: falar da natureza e dos animais é falar da própria vida em nosso planeta. Infelizmente, o homem está destruindo, aos poucos, o meio ambiente em que vive, esgotando os recursos naturais que dão sustentabilidade à vida. As queimadas; o uso abusivo de agrotóxicos; o desmatamento; a poluição dos rios; a caça predatória; o abandono da lavoura familiar; a construção de usinas hidroelétricas e radioativas, em detrimento da energia eólica, e outras formas de agressão à natureza e aos animais. As provas de que a Terra não resistirá estas agressões já se fazem presentes, em nosso dia-a-dia. As mudanças climáticas são o melhor exemplo de que nosso planeta não resistirá, por muito tempo, à tantas agressões e à falta de bom senso. O homem pagará caro pela sua negligência e imprudência, se não reverter sua postura de algoz e artífice da destruição da vida, em nosso planeta. Que nós, Cappazes, sejamos arautos dos gritos de alerta em defesa dos animais e da conservação da natureza, garantindo, assim, a própria sobrevivência dos seres humanos sobre a face da Terra.

Carlos Reinaldo de Souza.
Presidente Nacional





PARTICIPANTES - CIRANDA TEMÁTICA

01- Aila Brito (09 e 10)
02- Carlos Reinaldo de Souza (08)
03- Deomídio Macêdo (07)
04- Dilson Ferreira (13)
05- dinapoetisadapaz (05)
06- Eda Bridi (18)
07- Eduardo Torto Meneghelli (14 e 15)
08- Eloísa Antunes Maciel (06)
09- José Pereira da Silva (01)
10- Marcelo de Oliveira Souza (03)
11- Maria Fernanda Reis Esteves (04)
12- Odilon Machado de Lourenço (17)
13- Roseleide Farias (02)
14- Terezinha Teixeira Santos (16)
15- Vera Passos (11 e 12)




PARTICIPANTES - TEMA LIVRE

01- Conceição Ferreira (12)
02- Dilson Ferreira (09)
03- dinapoetisadapaz (01)
04- Josue Ramiro Ramalho (10 e 11)
05- Joyce Lima Krischke (04, 05 e 06)
06- Judite Krischke Sebastiany (03)
07- Márcio Della-Cella (13)
08- Marina Martinez (07 e 08)
09- Vera Passos (02)






PARTICIPAÇÕES - CIRANDA TEMÁTICA

-01-
A Natureza e os Animais
José Pereira da Silva


Como o filho depende da mãe
E a mãe precisa do pai,
Assim a natureza
É a mãe dos animais.

A natureza é mãe
E pai ao mesmo tempo,
Todo o ser vivo é seu filho
Provém dela os alimentos.

Quem ama a natureza
Chora ao ver acontecer
As queimadas nas florestas
E os animais a sofrer.

O renascimento é difícil
Tem filho que não volta mais.
Os pais não perdem a esperança,
Assim é o ser humano e os animais.

Cabedelo/PB



-02-
A Natureza e os animais
Roseleide Farias


Sou parte dessa mãe natureza,
Á ela pertence todo o meu Ser.
Sei que ela cuida bem de mim,
Por toda a vida vou agradecer.

Sigo em minha vida meu rumo,
Convivendo e me encantando
Com toda beleza à minha volta
Sentir a nossa ligação em tudo.

Mãe Natureza, á ti estou unida,
Seja no mais simples elemento:
Fogo, pedra, água, fauna, flora,
Têm em si meu contentamento.

Ai quem me dera compreensão
Percebermos nossa fragilidade,
Na vida toda harmonia, função,
Amar a Terra, zelar meu irmão.

Cabedelo/PB



-03-
Tudo não é Azul!
Marcelo de Oliveira Souza


Quem dizia
que tanto tinha
e nenhum dia
faltaria ararinha,
que tudo está azul
que nada acabaria,
podendo usar todo dia
levando agonia,
matando alegria.
Roubando a cor da vida,
saiba que a ararinha
não é mais azul.

Como o azul sumiu
indo atrás de muitas cores
fora do Brasil,
desbotando a nossa bandeira
de maneira que só irá ficar
o borrado do nosso manto
que olharemos com muito espanto
as outras cores saindo
de um país de outrora chamado Brasil.

Homenagem à última ararinha azul que se extinguiu no nordeste brasileiro

Salvador/BA



-04-
A palestra
Maria Fernanda Reis Esteves


Naquela manhã, o furão, fura-vidas, cansado de ser considerado, pelos restantes habitantes da mata, um bicho feio, fedorento e amedrontador, ferido na sua sensibilidade de mamífero carnívoro e caçador, resolveu convocar o conselho da bicharada, resolvido que estava a promover a sua popularidade e melhorar, no que lhe fosse possível, a sua autoestima.
Os restantes animais compareceram à chamada do figurão, armado em fino texugo, um pouco incrédulos com a pertinência daquela reunião, marcada às pressas.
Da copa das árvores apareceram, em primeiro lugar, os pássaros de muitas cores e espécies, acabados de acordar, com aspeto fresco e húmido, de quem saiu de um belo banho, neste caso de orvalho da noite. Num chilreio, entoado, cumprimentaram o furão, ao mesmo tempo que ocupavam os seus lugares privilegiados nos ramos das árvores, de onde poderiam ver e ouvir tudo o que se iria passar.
De pronto, pousado no galho de um velho carvalho, apresentou-se o mocho fausto, ave notívaga, que esteve de vigia toda a noite e trazia os enormes olhos amarelados, neste caso avermelhados de sono, ao mesmo tempo que rabujava pelo facto de lhe não ser permitido o direito ao descanso, após ter cumprido escrupulosamente o turno da noite.
De seguida, compareceram, apressadamente, a chinchila, francisca, acompanhada da família dos coelhos Quinquins.
Logo atrás, morta de curiosidade, a raposa, Laurinda, marcou presença, com o seu ar arguto e atento, de quem não tem tempo a perder, nem é dada a socializar.
Furavidas foi acomodando todos os seus convocados à volta da fogueira, que ardia vigorosa, atestada que estava de achas da mais fina madeira.
Por fim, a tempo de assistir ao início da palestra, chegaram os manos saguins, que trilharam caminho, de liana em liana. Por sua vez, os esquilos, avelãs de sobrenome, vinham animados a mordiscar nozes e a cuspir seletivamente as cascas, enquanto o ouriço cacheiro mais parecia uma bola de picos, o que lhe dava um certo ar de poucos amigos.
Furavidas subiu para um enorme tronco, colocado estrategicamente, por forma a observar as mais diversas reações dos seus convidados, de tão perplexos que todos estavam com o motivo daquele estranho encontro, de tal ordem que muitos deles hesitaram em vir por considerarem tratar-se de uma perda de tempo.
Quando o furão ia dar início à prometida palestra, ouviu-se o ruído arrastado da mais vil representante da mata, a serpente ssstssst. Todos os animais se voltaram com as penas, os pêlos e até os picos em pé, de tão arrepiados e eriçados que ficaram com a presença de tão indesejado membro da floresta. Escusado será dizer que o réptil ficou de fora do círculo, previamente formado pelo furão, por repugnância e desprezo dos restantes animais.
Furavidas resolveu, então, fazer uso do direito à palavra, colocando-se no bico das patas traseiras:
- Amigos e conmatenses, agradeço a todos os que se dignaram comparecer a esta minha convocatória. Prometo que serei breve na apresentação do processo de intenções, com vista à implementação de regras de boa convivência.
A passarada agitou-se e os grandes olhos do mocho fausto esbugalharam-se incrédulos perante o insólito momento. Aquele bicho hiperativo e eremita não podia estar a falar a sério. Vai ver, batera com a cabeça, só assim se justificava expor-se publicamente, em função do bem estar da comunidade animal.
- Como vos digo, sou um animal dado à reflexão e, modéstia à parte, algo filosófico. Concluí numa das minhas muitas meditações, que embora todos sejamos diferentes, fisicamente, há algo que nos liga e transforma numa espécie de membros de uma grande família, à qual correntemente se chama “comunidade animal”. Assim sendo, não vejo porque devamos andar, a maior parte do tempo, de costas viradas uns para os outros. Manda o princípio da educação e do civismo que interagemos uns com os outros, de forma cordial e, se possível, nos ajudemos mutuamente.
Grosso modo, ouviram-se palmas entusiastas, ao discurso empolado de furavidas, com exceção feita à raposa e à serpente, que logo verbalizaram a sua discordância:
- Nunca ouvi ideia mais estapafúrdia na minha vida. Onde é que já se viu uma raposa assinar um pacto de paz com as suas pretensas presas... Podem daí tirar o sentido, que, no que depender de mim, não vai sair daqui nenhum acordo assinado. Até porque eu sou um bicho pouco letrado e nem sei escrever o meu nome. (Que fome que eu tenho!!! Deixem lá esta fantochada acabar, que vão ver...) - ssstssst, ssstssst! (vociferava a serpente, expondo a sua enorme língua viperina em sinal de irritação). Engulo qualquer um de vós, de uma vez só, e nem sequer me arrependo quando gritam e me pontapeiam na barriga e tentam sair cá para fora.
Furavidas interrompeu a acesa discussão que entretanto se gerara, apressando-se a explicar a sua teoria:
- Caros conmatenses, imaginem que a nossa mata é alvo de fogo posto. O que faríamos nessa situação?
- Fugiríamos a quatro patas, respondeu Laurinda, a raposa velha.
Furavidas respondeu-lhe com ar académico, olhando-a por baixo dos óculos:
- Talvez tu fugisses, mas e a tua cria? Terias capacidade sozinha para a salvar das chamas, a tempo? E tu, serpente? Ser-te-ia certamente muito dificil sobreviver sozinha, bem como salvar os teus ovos.
Laurinda assentiu com a cabeça e respondeu que nunca havia pensado na possibilidade de poder vir a vivenciar um cenário desses.
Ssstssst cuspiu o veneno que lhe esverdeava a língua e baixou a cabeça em sinal de perplexidade, o mesmo seria dizer que reconheceu uma fragilidade que, até ao momento, desconhecia em si.
O furão percebendo que os animais mais intransigentes já começavam a dar sinais de apreensão, avançou com o teor da palestra:
- Se pensarem bem, aqueles que vos pareciam mais vulnerávies às vossas investidas cegas, são precisamente aqueles que, em caso de calamidade, vos poderiam vir a ajudar e sei que o fariam sem hesitar. Os pássaros, por exemplo, poderiam levar as vossas pequenas crias no bico e deixá-las a salvo.
A serpente que é animal desconfiado e de poucas palavras, respondeu, mordendo a própria língua:
- Confesso que nunca tal me passara pela cabeça.
Furavidas continuou a sua dissertação, acrescentando:
- Como podem concluir, todos nós dependemos uns dos outros. Assim é a vida em comunidade. O que eu pretendo clarificar é que não há animais fortes, nem fracos, porque nada somos uns sem os outros.
Os manos saguins aplaudiam o furão, enquanto se balançavam nas lianas e riam divertidos. De repente, começaram a guinchar nervosamente, apontando para a beira do riacho, que corria a 500 metros de onde se encontravam. Ao virarem-se todos se aperceberam da presença do lobo, serafim, que não havia aderido à convocatória de Furavidas, mas, que agora os observava escondido e por certo mal intencionado.
Com a presença do predador mais feroz, todos os animais tremiam de medo, com exceção da serpente que se pôs em pé, com a escama eriçada, o mais que conseguiu e mostrando-se solidária atreveu-se a enfrentar o lobo Serafim:
- Se avançares sobre qualquer um dos meus amigos aqui presentes, vais-te ver comigo.
Serafim avançou alguns metros na direção do ajuntamento e replicou:
- Deves pensar que me metes medo. Anda exprimentar os meus dentes aguçados e as minhas garras prontas a fazer-te em cem enguias.
- Se eu fosse a ti, não tentava a gracinha. Talvez não queiras saber o dano que te pode causar uma mordidela minha nesse teu pescoço de predador estúpido. Sabes que eu posso ter a espinha bífida, mas em inteligência, ganho-te aos metros que tenho...
O lobo refletiu e resolveu retroceder na sua ideia de atacar o grupo que, sem se ter apercebido, já estava mais unido do que nunca e pronto a dar a vida pelo seu amigo, se tal fosse necessário.
Pela primeira vez, a serpente foi aplaudida pela sua valentia e por ter posto em risco a sua própria pele, em detrimento da vida daqueles, que, até àquela altura, sempre vira apenas como suas potenciais presas. Gostou da sensação calorosa daqueles aplausos e percebeu o quanto é valoroso ter amigos e importante ser querida pelos seus iguais.
A raposa não se conformando com tais intimidades e farejando ao seu redor instintivamente, resolveu perguntar:
- Isto da solidariedade e cumplicidade animal é muito bonito, na teoria, mas na prática como é que eu encho a barriga?
- Com frutos, sementes, larvas e animais que possam ter morrido de morte natural. Isso também é comum encontrar na mata. Não tens forçosamente que ser tu a matá-los. Compreendes? (replicou furavidas)
- Então, mas eu sou caçadora, por natureza, é algo instintivo para mim. Tudo é uma questão de sobrevivência.
A serpente, recém sensibilizada, respondeu-lhe com humildade:
- É tudo uma questão de mentalização, porque a natureza põe ao nosso dispor uma panóplia de alimentos sem fim.
A raposa ainda não convencida, replicou:
- É como no mar, os peixes de grande porte, também comem os pequenos...
- A verdade é que também se poderiam alimentar de limos e algas, respondeu a chincila.
Laurinda não se dando por vencida, insistia na argumentação contrária:
- Então e os humanos? Que eu saiba comem carne e peixe e quase todos nós vamos parar aos seus pratos e nada mais do que um belo pitéu somos para eles.
Fausto, o mocho, que até então se mantivera calado, resolveu intervir, fazendo juz à sua capacidade de literacia:
- Os humanos não são exemplo para ninguém, consideram-se muito superiores a nós, mas o facto é que estão a anos luz dos animais. Entre eles cresce a animosidade e o ódio, a solidariedade para com o próximo, deu lugar às guerrilhas raciais e políticas. Nada detém a sua ânsia de poder. Os sentimentos negativos, tais como a corrupção e todo o tipo de marginalidade, para atingir fins menos escrupulosos, tomaram conta dos humanos. Cabe-nos a nós mostrar-lhes os verdadeiros valores.
Os aplausos voltaram a ouvir-se, desta feita direcionados ao mocho, que falou por último, mas com muita probidade e sabedoria.
Os animais terminaram a reunião assinando, de livre e espontânea vontade, um acordo de paz e respeito pela vida alheia, lavrado no cartório notarial da mata, onde furavidas é escrivão e zela com pobridade pelo bem estar dos seus conmatenses.
Escusado será lembrar que furavidas ficou na estória da mata encantada como o mentor da equidade e do civismo e o seu nome é hoje um ícone de respeito e exemplo para todos os seres vivos que se sintam parte integrante deste mundo, por todos partilhado que deveríamos saber proteger e respeitar.


Setúbal/Portugal



-05-
A natureza e os Animais
dinapoetisadapaz


Desenhada pelas mãos do Criador
A natureza é uma obra divina e bela
Deus, para complementar sua obra
Criou os animais irracionais
E tudo é natureza, há os gigantes
E também os pequeninos de garganta afiada
Capazes de encantar com belas sinfonias
Além das exuberantes plumagens
Que são uma primavera contínua.

Há que se ter sensibilidade
Para conservá-la, bem como a seus habitantes
Se morre a natureza, morre tudo e todos
Os animais são nossos irmãos franciscanos
Merecem respeito, carinho e cuidados.
Eles não são insensíveis, são amorosos e fiéis
Qualidade que anda escassa no ser humano
Da natureza vem o sustento do homem e do animal
Quanto aos animais, cada espécie tem a sua utilidade
Na Terra e na natureza.

Várzea/PB



-06-
ELES SÃO OS VERDADEIROS “REIS DA NATUREZA”... SAUDEMOS OS ANIMAIS...
ELOISA ANTUNES MACIEL


Da floresta a outros domínios – incluindo entre estes os zoológicos, determinados “abrigos”, passando pelas gaiolas que aprisionam pássaros – de quase todas as variedades e penugem; das jaulas disfarçadas- como pode ser o caso de alguns canis – e, até mesmo de algumas entidades auto proclamadas de “salvadoras” ou ditas protetoras– não raro os direitos dos animais são violados através de práticas criminosas adotadas com finalidade estupidamente comerciais, como parece ser o caso da reprodução da espécie, exaustivamente praticada – que tende a exaurir as reservas orgânicas dos animais, suas energias vitais e, conseqüentemente, o potencial e média de vida de determinada subespécie, como tem se verificado em termos da reprodução desenfreada dos chamados cães de raça... (Sou testemunha de casos repetidos desse tipo de violação, embora tenha demorado a me aperceber dessa lamentável realidade)...

E o que dizer a respeito – ou a despeito - de espécies estritamente silvestres – inclusive as –as abrigadas em reservas sob “especial proteção”?...Estas, entre tantas outras são interrogações que merecem ser (ao menos) ventiladas, se não seriamente investigadas e devidamente punidas em casos de violação, embora parcial, se devidamente constatados.

No entanto, em que pese uma desaprovação geral à exploração e maus tratos de animais silvestres, parece-nos não haver consenso geral sobre o trato dispensado aos animais “de serviço” – tais como os de montaria, tração e outros possíveis usos de animais em atividades econômicas, de lazer e alimentação (no caso aos animais destinados a abate, como o gado de corte, ou de competição – além daqueles que se fazem alvos de laçadores, prática bastante freqüente no Estado do Rio Grande do Sul... (Ousei escrever um poema de protesto a essa prática, sendo alvo de escárnio e reprovação)... Eu focalizava um bezerrinho açodado por um laçador que pretendia – não apenas pará-lo -, uma vez que seu intento seria sacrificá—lo... E, no entanto, usando da ficção poética, optei pela vitória do bezerro, ou seja, a sua escapada ardilosa ao laço que o perseguia em plena competição, e sob clamor e aplauso públicos... Precisaria dizer mais?...

Talvez coubesse comentar determinadas iniciativas “protetoras” em cujo bojo se ocultam propósitos ou intenções escusas... No entanto, ante a real prevalência de muitas iniciativas meritórias, reconheço nestas uma das possibilidades de resgate, ao menos que se evidenciem provas em contrário. No entanto, a questão está posta e merece vigilância atenta ao binômio natureza x fauna – não apenas ao comemorarmos a data de 4 de outubro, dedicada- ao Grande Francisco de Assis - patrono da Natureza e, especialmente dos animais...

Enfim, que esta bela iniciativa venha a “crescer e multiplicar-se” em favor dos próprios seres humanos e seu planeta – ou seja, o nosso planeta Terra... E que esse desiderato seja efetivamente consumado – e no qual a Natureza, ancorada pela dupla fauna e flora, venha a garantir a subsistência de seus próprios hóspedes humanos...


São Martinho da Serra/RS



-07-
SÚPLICA? ?AMBIENTAL
Deomídio Macêdo


Pela fresta da janela do mundo,
diviso os contornos das montanhas,
sustentando a abóbada do céu rabiscado
pelos vôos dos pássaros que procuram, desesperados,
um galho, um gancho, uma árvore pra fazer seu ninho.
Que ninho?
Que árvore?
Em qual galho?
Tristeza na natureza,
desmatamento sem fim.
Poluição ambiental,
Rios agonizantes.
Fauna, flora desaparecem sem demora;
onde mora? onde vou morar?
Súplicas futurísticas!
Clamam por água! Água! VIDA!

Salvador/BA



-08-
A Natureza e os Animais
Carlos Reinaldo de Souza


A Terra, nossa morada,
pertence aos homens de bem,
por todos eles amada
e a eles ama também.

Nesta simbiose perfeita,
convivem em sintonia,
e a natureza deleita,
na mais completa harmonia.

Os animais se alegram,
ao ver tamanha beleza,
e a tudo eles se integram,
mostrando amor e pureza.

Assim a vida impera,
neste planeta grandioso,
a luz, no céu. reverbera
a paz, seu bem valioso.

Ó natureza bendita,
acolha os homens mortais
e, numa festa bonita,
os seus irmãos animais!

Conselheiro Lafaiete/MG



-09
A Natureza, os animais e a paz
Aila Brito


- Nascidos pelas leis universais -
A natureza, aos animais, ensina,
“Respeito mútuo” - ao que a paz culmina;
Unindo - a natureza e os animais.

Por instinto ou por leis racionais,
Cada um deles, na fiel rotina,
“Do acolhimento” - por maneira fina,
Em conduzir O AMOR – meios vitais.

Se conduzindo assim, todo o Universo,
Celebraria, toda a justa ação;
Natureza e animais, feito poeta e verso,

Com suavidade, em rimas, cantaria
Belo louvor, sublime prece - então,
A paz, no mundo, inteiro, reinaria!

Cocal/PI



-10-
A Natureza e os animais
(poemeto: para reflexão)
Aila Brito


A natureza é nossa casa,
Também dos animais,
Em cada detalhe, tem a graça,
De vida plena; ademais,
Se um depende do outro,
Melhor a convivência fraterna,
Ou doutro jeito, a vida se encerra.

Cocal/PI



-11-
As árvores
Vera Passos


As árvores são mães da terra
Trazem vidas que brotam do chão.
São jóias eternas,
A natureza encerra sua bendita missão
Alimentam o ar, oferecem pão
Machados ferrenhos ferem os troncos
Essas benditas não forjam feridas
Preservam a vida da erosão
Quando a ignorância impera
Mata todo sinal de Primavera.
Sem flores o fruto já era
Sem flores a vida não gera
As matas sofrem em silêncio
Esmaecem sem ter quem as reguem;
Sem gritos , sem chamar atenção

Salvador/BA



-12-
A seca
Vera Passos


O homem transforma solo fértil, em solidão
Mata o verde, mata a vida
Não mata a sede do irmão.

Mulheres abandonadas,
Crianças sedentas de justiça
Homens covardes, fogem do Sertão.

O Poder olvida o povo,
O velho e o novo sem audição.
Abandonam a lida com cuia na mão.
A seca faz políticos, não cria solução.

Solo ressequido, almas sem sonhos
Medo medonho da vida
Corpos no lixo, como bicho
Constante despedida

Não é mais segredo os mortos-vivos
A fome escancarada no chão
Fome que não sacia, fome de alegria
A droga vampiriza, dia a dia.

Salvador/BA



-13-
EXALTAÇÃO ÀS INCOERÊNCIAS
HUMANAS!


Você está ouvindo um grito
Vindo lá do meio da mata?
É uma árvore secular sendo
Sangrada pelo homem INCULTO.
@
Você está ouvindo um gemido
Vindo lá das entranhas do mar?
É uma baleia sendo assassinada
Pelas mãos do homem INSANO.
@
Você está ouvindo o pedido de SOS
Vindo do silêncio dos inocentes?
É uma criança sendo violentada
Pelas garras do homem INFAME.
@
Você ouviu um choro soluçante
Vindo do seio de uma poesia viva?
Sou eu
"menina.má@ingrata.com."
Por você ter me trocado
Por "aquele" homem
INCULTO!
                   INSANO!
                                     INFAME!
@
04/04/2009 - DILSON-NATAL/RN.



-14-
ATURAIS NATUREZA


A senhora Verdolenga?
A dona do Verde!
A Mãe Natureza.
Os seres vivos,
os homens,
seres racionais,
ambos unidos,
jamais serão
destruídos.
Éramos filhos
Naturais Natureza,
tudo que vivia,
vive, vegeta
e respira.
Até algum
tempo atrás,
enquanto
não havia
impurezas
nos homens,
aqui era
tudo natural.
A boca escancarada,
mostrando os dentes,
que formam o sorriso
do Velho Ancião...
do Velho Ancião,
que observa
o beija-flor,
pássaro natural
que retira
a bebida
dos Deuses,
o néctar
que provém o Mel.
Mas algo
entristece
o Velho,
Pois passa no céu,
um pássaro
que não é natural,
é algo artificial,
é uma ave de metal,
o beija-flor da morte,
é um avião,
que bebe a bebida
dos carrascos...!
A evolução, o sangue,
que provém
a sua própria
destruição !
Mas ocorre
um fenômeno
que é natural!
. ..uma gota salgada
correndo solta
e livre pela face
enrugada do Velho Ancião;
quando ele vê os homens,
filhos Naturais Natureza,
e a sua evolução
que está procurando
a sua própria destruição,
e quer levar consigo:
A senhora Verdolenga,
a dona do verde,
a mãe natureza,
os seres vivos...

Eduardo Torto Meneghelli
Borbulhos Mentais - Consulta Dr. Cérebro 4ª Ed. 14/10/86

Balneário Camboriú/SC



-15-
O GRILO ALUCINANTE


O que se passa
no silêncio da noite?
Em que estão ocupadas
as florestas e mares?
Tais perguntas
me deixaram com os
miolos estacados;
meus olhos presos
ao horizonte do mar.
O Grilo Alucinante
irá aparecer!
Através de suas
cordas vocais saíam:
Só entenderás
o silêncio da noite!
E no que estão
ocupadas as florestas,
os mares,
só se te colocares
com eles...
No mesmo estado
de silêncio,
como um espírito
toma conta de um corpo,
agora tomarás
o tronco de uma árvore;
saberás, então,
o pavor que eles sentem,
vendo suas fronteiras
serem invadidas
pelos assombrosos
pelotões de fuzilamentos,
pelotões estes,
que não usam armas de fogo.
O que eles usam
apenas deixam os seres verdes,
mais perto da extinção.
Sentirás em tua carne
as serras
rasgando-o ao meio,
dando sua sentença
de morte...
... sem poder
pedir justiça.
Agora tua alma vagará
pelo mundo subaquático.
Tu tomarás a forma
de uma baleia branca,
sentirás a ponta
aguda de um arpão
Te furar a forma vital.
Sentirás em tua boca
um anzol que te arrancará
a arcada dentária,
tentando arrancar-te
de teu meio ambiente.
Quanto ao silêncio da noite,
Nem as estrelas podem falar!
Mas será que vós
homens podem comprar,
vender, poluir,
arrasar a Mãe das Mães?
A Natureza!
Serão por acaso seu dono?

Eduardo Torto Meneghelli
Borbulhos Mentais - Consulta Dr. Cérebro 4ª Ed. 05/11/85

Balneário Camboriú/SC



-16-
A NATUREZA CHORA
Terezinha Teixeira Santos


A natureza com tristeza chora
Pela ação brusca da destruição,
Nossas matas são decepadas
Árvores transformadas em carvão.

Com graça voa o nosso pássaro
De beleza bem conhecida,
Coitado! Não encontra o seu ninho
A árvore foi destruída.

Nosso rio tão maltratado
Sem nenhuma proteção,
Suas águas são arrastadas
Levadas pela poluição.

Faunas e flora são depredadas
Neste Brasil de riquezas majestosas,
Nosso grito de consciência
Oh! Deus. Salvai nossa natureza grandiosa.

Guanambi/BA



-17-
Floradas na pampa
Odilon Machado de Lourenço


Flores, borboletas, beija-flores
Pombas, bem-te-vis, lagartas mimetizadas
Frutas atravessando flores de amor
Cavalos pastando a relva pampeana
Sabiá alaranjado cantando
Sabiá cinzento cantando
Pardais que se aninham no telhado
Corruíra pequenina bicando no gramado
Papafigo azulando nas galhadas
Céu enluado de nuvens floridas
Árvores levantando tons da primavera
Águas correndo para aumentar outras águas
Revoadas, galopes, cardumes, estrelas...

Pântano Grande/RS, 28/10/2017.



-18-
A Natureza e os Animais
Eda Bridi


Uma energia divina move o Universo
Tal como uma orquestra sinfônica
O conjunto de instrumentos produz o belo
Aquele que desafina quebra a harmonia
Assim, é na natureza
Quebra a harmonia
Quando a poluição das águas mata a vida dos peixes
Quando o desmatamento afugenta os pássaros
Quando os biomas deixam de ser habitat natural
Para a infinidade de espécies de animais.
Um momento de conscientização para refletir:
O que seria da abelha sem o néctar das flores
Para fabricar o mel
O que seria da formiga sem a folha verde
Para alimentar o formigueiro
O que seria da linda borboleta sem as flores
Para dançar seu ballet num cenário multicolor
O que seria da minhoca sem o material orgânico
Para se alimentar, construir sua galeria subterrânea
E produzir húmus
E o que será da humanidade, se a mão do homem
Continuar destruindo a natureza!

Sobradinho/RS





PARTICIPAÇÕES - TEMA LIVRE

-01-
Tudo ao tempo de Deus
dinapoetisadapaz


Quando fui imediatista
Queria tudo ao meu tempo
URGENTE era a palavra de ordem
E nada a meu tempo acontecia

Percebi que ao meu Deus
Estava eu a desagradar
Pedidos em excesso
Insatisfação em profusão

Pedi ao Pai Celestial
Um comportamento racional
Ser paciente e não reclamar
E pelo seu tempo esperar

O tempo de Deus
Difere do meu
Pois o meu querer
Acontece quando eu bem merecer

Quantas vezes atropelei o tempo
E atoa me desgastei
Hoje agradeço as conquistas
Que com paciência esperei

Não atropele o tempo
Não perca a esperança
Não dê trabalho ao Senhor
Ele conhece nossas necessidades

Várzea/PB



-02-
Águas no caminho
Vera Passos


Lá na beiro do rio, noites de frio,
Ouvindo o assobio do vento passar
Brincando na praça, sorrindo de graça
Descendo e subindo ladeira, desde o engatinhar
Colhendo fruto no pé, chão de barro vermelho,
Banho de chuva, terra molhada
Águas na corredeira, fartura de alegria,
O fruto maduro por fora do muro,
Nos chama atenção, o vizinho é irmão
Abre sorriso e nos doa nas mãos
Ao entardecer sem medo do escuro
Caçamos estrelas nas noites de lua,
Descalços na rua, falando besteiras,
Fazendo amigos, ouvindo estórias de fada e horror,
Pedindo a bênção a vovó e ao vovô,
Vivendo o Evangelho no trato do amor.

Salvador/BA



-03-
Minhas experiências...
Judite Krischke Sebastiany


Minhas experiências mais marcantes como professora foram na Universidade em seus campus variados, em cidades diferentes, formando professoras de crianças.
Relação respeitosa, simples, amorosa... De colaboração em busca de um ideal
Com jovens, uma relação tumultuada, de muitos embates, mas igualmente de respeito e carinho, buscando o restabelecimento da harmonia.
As crianças eram como passarinhos, beija flores a me visitar e trazer alegria e encantamento, com amor verdadeiro e curiosidade insaciável.
Feliz dia do professor para nós!


Sobradinho/RS, 15/10/2017



-04-
Outubro Rosa
Joyce Lima Krischke




Balneário Camboriú/SC



-05-
Outubro Rosa
Joyce Lima Krischke




Balneário Camboriú/SC



-06-
Dia das Crianças
Joyce Lima Krischke




Balneário Camboriú/SC



-07-
OLHO NO OLHO
Marina Martinez


Está quase na hora. Há anos que estes encontros se repetem, mas sempre me causam emoção. Parece mentira, mas tudo começou há mais de trinta anos. Lembro a primeira vez, a recepção calorosa, o aperto de mão forte. Era tão bonito, tão firme ao falar. Depois daquele dia não mais consegui deixar de vê-lo. Nossas vidas rolaram paralelas, ele sabendo de mim, eu tendo notícias dele. Sempre soube que tinha outras, era casado, tinha filhos, mas pouco ligava. Esquecia tudo isto quando o via e recebia seu abraço. Quando, olho no olho, me dizia coisas tão agradáveis. Tentei deixá-lo duas ou três vezes, mas todas as vezes acabei voltando. Procurei outros, mas eles nunca me deram o que ele me ofertava. Voltava meio constrangida, mas, ao ser recebida com aquele sorriso tão franco e aquele olhar tão carinhoso, esquecia o motivo pelo qual havia deixado de visitá-lo. Acho que voltava por suas palavras, sempre de apoio, de elogio, por seus gestos, pelo afagar de suas mãos ao redor dos meus olhos, que, para ele, sempre foram perfeitos, bonitos.
Qual roupa usar? Acho que gosta do azul. Mas o vermelho ilumina mais meu rosto. Colocarei a blusa vermelha para que não perceba o rubor quando aproximar o seu rosto do meu. Só de pensar nos seus olhos fitando os meus, em suas mãos em minha cabeça, fico toda arrepiada. Bendita a hora em que voltei para ele! Cada encontro é um renascer, uma fonte de esperança, uma dose de otimismo, um ponto de partida para novo encontro. Sempre que posso, digo para todos como me entrego a ele.
Tenho que reconhecer: eu o amo, de um modo diferente, sem nada pedir, mas aceitando tudo o que ele me diz, quando fita meus olhos.

Como é bom visitar o meu oftalmo!


Porto Alegre/RS



-08-
LIVRO VIDA
Marina Martinez


O importante de um livro
é que ele contém muita vida.
E cada vida pode ser um livro, creio.
Meu prefácio foi embebido em pranto.
acalmado por minha mãe, no seio.
Cresci, folheei e preenchi páginas diversas,
percebi dores, riso, acalanto,
desvendei mistérios, vi sombras e cores,
ri, chorei, decifrei conversas.
Tantas histórias percorri, com a alma pura,
em livros escritos a várias mãos,
onde todos veem diferente a cada leitura.
Biografia que restará comigo,
meu livro é experiência que não acaba.
E quando a vida terminar
será guardado em algum armário antigo.
Porto Alegre/RS



-09
NO LIVRO DA VIDA...

                                      (Mateus 22:15-33)

Dai ao amor, o que é do amor verdadeiro
Não ao escárnio, não a ira, não ao ódio...
Sejais exemplo: sangue deste episódio,
Porque na matéria, o tempo é passageiro.

O sabor da vida tem preciso sódio...
Tempero ao ponto... Maravilhoso cheiro...
Luta renhida pra ganhar por inteiro,
Lá no céu, o lugar mais alto do pódio.

Aos ímpios e aos insanos fariseus
Jesus diz: "Dai a César o que é de César",
Assim como dai a Deus o que é de Deus!

A alma, tem que cumprir seus objetivos
Na terra. Sendo Deus que a alma humana pesa,
Deus não é Deus de mortos, e sim, de vivos!

30/01/2012 - DILSON/SPVA/NATAL/RN.



-10-
MEUS MEDOS
JOSUE RAMIRO RAMALHO


Tenho medo de enfrentar o amor
Esse amor de entrega abrupta
Amor que é fantasia e insegurança
Estou com medo de enfrentar a luta
Entre outras lembranças
A luta em busca dos salários
Do emprego e da paz
Estou com medo da minha fragilidade
Pois ela é frágil demais
Da incompetencia desses governos
E da angústia do meu povo
Terei medo do que está velho
Estou com medo do novo

Terei medo do que faltou aprender
E faltou aprender a sorrir
E faltou aprender a lutar
E faltou aprender a seguir
E faltou aprender a recomeçar
Terei medo de uma grande revolta
A revolta do povo pelo pão
A revolta do povo pela água
Do pão sem segurança nem estudo
Da água que em breve será tudo
Esse tudo que esta na saúde
Saúde com fome danada
Nada das terras prometidas
Nada que sare as feridas
Feridas nossas tão enraizadas

Mas o meu medo
Minhas angústias, minhas dúvidas
Terei que enfrentar quando preciso for
Acabando com o medo de qualquer medo
E pregando a justiça, igualdade e o amor.

Salvador/BA



-11-
NA CIDADE E NO SERTÃO
JOSUE RAMIRO RAMALHO


Do céu vem a água jorrando
A voz é o roncar do trovão
No homem, o medo vai se espalhando
Lamúrias, loucuras e ingratidão
Aqui, lembra o sertanejo ingrato
Da fartura que não viu nascer
Lá nas terras que lhe deu o parto
É falta de água até o amanhecer

Sobe tantas escadas no tempo
Instalando os seus novos prumos
Na seca, sertanejos em fragmentos
Prosseguem seguindo sem rumo
Quanto tempo lá nas paragens
Esperou esse dito momento
Aqui, o roncar do trovão vem lembrar
Falta d'água nunca foi passatempo

Negras nuvens no céu ameaçam
Desabar sobre toda arquitetura
No sertão, quase nada mais nasce
Tudo está seco, a vida é só desventura
A selva é por cá, tambem tão feroz
Maltrata, castiga, ameaça, devasta
Segue assim, calando outra voz
Na dureza da vida que escassa.

Salvador/BA



-12-
Hoje
Conceição Ferreira


Quero só sorriso.
O brilho do sol
é tudo que preciso
pra um viver melhor.

Quero ver aves de galho em galho.
O canto do canário
ao cair da tarde
quando o sol não mais arde.

Quero nós dois se acariciando
no banco tosco da praça
até que na madrugada
nos atinem o canto da passarada.

Quero uma casa
com todas as raças de fé, credos…
Só não quero olho cego
Que não vê a grandeza da natureza.

Quero caminhar pelas ruas, vias…
à procura dessa felicidade,
Quero com intensidade
Viver nessa alegria!

Quero acalmar meu coração
dividir muita feliz emorção
tudo de bom que nos irradia
na sua doce companhia.

Simões Filho/BA



-13-
O ELIXIR DO LONGO AMOR
Márcio Della-Cella


Esta noite é verdadeira, minha querida!
Pelas areias do tempo e além da vida
Fiques de pé, jamais se amedronte...
Do Amor e do Bem somos herdeiros
E a dor e a saudade são dois veleiros
Que logo, logo sumirão no horizonte.

Dois templos e um luar refletindo,
Na noite quente do teu olhar infindo,
As nuances todas que virão depois...
Quando a chuva que banha tua beleza
Oferecer-nos a recompensa da proeza
De vislumbrarmos o arco-íris de nós dois.

Aquelas flores de fragrâncias puras,
Leves, como o éter das alturas
E a voz nostálgica dos elos perdidos
De antigas paixões sem sentimento
Trarão enfim novas canções no vento,
Belas, a sussurrarem em teus ouvidos.

Qual doce orvalho do vindouro amanhã
Molha teu corpo, com aroma de hortelã
E apaga as curvas da longa caminhada...
- A natureza que na primavera renasce
Permeia meu sonho, acaricia tua face
E nos convida a seguirmos nessa estrada.

Ubaíra/BA





AGRADECIMENTOS

Conforme é do conhecimento de todos os membros ‘’CAPPAZzes”, mensalmente acontece o encontro Literário Virtual, a Ciranda Cappaz, por vezes temos um bom número de participantes nas duas modalidades” Temática e Tema Livre”, noutra um número reduzido, e assim vamos cumprindo a meta proposta; nos unirmos pelos laços da poesia, é através dos nossos versos que expressamos nosso pensares e conceitos escrevendo sobre o Tema solicitado.
A Ciranda de Outubro veio com um Tema oportuno e sugestivo, falar da Natureza e dos nossos irmãos Franciscanos, “os animais”, é preciso ativar nossos olhares e desejos como promotores do Bem e da Paz .
A CAPPAZ agradece o empenho de todos os participantes sobre o relevante tema, mostrando que tanto a Natureza como os animais sofrem as agressões oriundas do homem pernicioso, ganancioso e sem coração, e expressar nosso repudio por tais atos, resta-nos um forte veículo; a nossa retórica, seja ela simples ou rebuscada.
Gratidão, Paz e Bem!

Diná Fernandes
Confreira Efetiva de Várzea/PB






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