O escritor e a liberdade de pensamento
Marina Martinez


Liberdade e pensamento: duas palavras intensas.
Qualquer humano pensa, dentro da sua capacidade.
Ele possui liberdade de raciocinar, é intrínseco.
Nenhum escritor escapa a essa regra.
A questão, creio, esbarra noutra realidade.
Pensar, escrever, publicar é consequente.
Dependendo da circunstância, torna-se questão ética.
Sou livre para discorrer sobre racismo, ódio, crenças,
porém, moralmente, devo publicar?
Meu livre-arbítrio deve analisar pensamento e liberdade.
Não o consentimento de pensar, mas o de converter reflexões em armas,
tão poderosas quanto as de qualquer arsenal bélico.
Disparos podem trucidar corpos, palavras podem massacrar almas.

Porto Alegre, julho 2015










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