David de Carvalho

Sou Professor, Pesquisador Associado da ABRAFP – Associação Brasileira de Filosofia e Psicanálise, poeta e escritor de contos e terminando de escrever um livro de ficção.

Confrade Efetivo.






Chuva na ponta da areia,

Como lágrima triste da morena,
É lamento cantado dos amantes,
Uma suplica chorosa de saudade.
Como o mundo jogado sob o chão!
Como lacrimejar desesperado,
Boca seca a espera da vontade,
Expectativa de fatos consumados.
É um copo que se quebra atirado
Como corpo jogado sob a cama.
O pensamento vai longe desatinado
A procura de um porto protegido,
Que esconda a dor de minha saudade.
Molhe a ponta da língua afiada,
Amansando a fúria dos desejos,
Abrandando o barulho enlouquecido,
Abaixando a poeira que levita
Como gotas caídas pelo chão.
Como a água no olhar dos desvalidos.
Que retira a aridez dos sentimentos,
Que acaba a secura desta gente
Com desejos que invadam o sertão.
Como a luz que se olha equidistante
Devaneios de sonhos acordados,
Ilusões de um louco violento,
Declamando poemas pelos ares
Com voz firme e palavras alinhadas:
- “Tá chovendo na ponta da areia!
É o céu derramando-se na areia
É o choro o desejo de uma vida
É o lamento é o som desesperado.
São as águas que lavam minha alma,
Como lágrimas que vertem dos meus olhos,
Como chuva na ponta da areia”.

David de Carvalho












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