João José Oliveira Gonçalves

Com 21 anos, vim de minha querida Bagé para esta igualmente querida Porto Alegre.
Aqui, cursei Letras e Comunicação Social/Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica.
Mais tarde, lecionei Português e Literatura em diversas escolas do magistério público estadual, na capital gaúcha.
Desde criança, o “Caminho das Letras” me chamou. E a Poesia exerceu indesmentível fascínio sobre mim. Com milhagens de vôo, conheci poetas, poetisas, escritores, escritoras – nacionais e internacionais. Suas obras me fascinaram. Via de regra, suas vidas também.
Menino, ainda, comecei a garatujar minhas próprias palavras... meus próprios versos... A adolescência foi a mais bela fase de minha vida. Foi a Primavera de minha vida, Lá, acalentei, (talvez, demasiadamente!), o verde da Esperança e o rosa dos Sonhos...
Hoje, quando o Outono me agrisalha os cabelos e Chronos – com o Cinzel irreversível das intempéries! – remodela-me a face e o corpo, caminho, solitário, o Epílogo da Vida... Neste Epílogo, amontoam-se as lembranças, as distâncias, os vazios, enfim, as Saudades... E tento, (inutilmente!), a tudo isso administrar com a Emoção que perambula em minha pele e se refugia nos descampados abissais do coração, da Alma...
Muitas vezes, pergunto-me (e a meus botões!) o que faço, ainda, aqui... E, como costumo dizer e escrever, nesta Quadra da Existência restaram-me a poesia, meus bichos-de-estimação, meus sempre escassos amigos e as Musas – etéreas e em carne-e-osso... Como se pode ver, nenhum bem material.
Tenho em Francisco de Assis um Mestre. Uma Luz inspiradora. Uma Lição maravilhosa de Paz e Bem... e Igualdade! Tenho no Xamanismo uma Trilha Sagrada para celebrar a Mãe-Natureza e os irmãos animais! Fascina-me o Rei Arthur. Gostaria de ter sido um dos Cavaleiros de sua Távola Redonda. E ter freqüentado o Reino de Camelot. Que juramento aquele dos Cavaleiros! Quão romântico e audaz era Lancelot!
Conquistei inúmeros prêmios – troféus, medalhas, diplomas – em certames literários, nacionais e internacionais, com poesia e prosa. Hoje, mui raramente participo de tais concursos. Também fiz parte de várias entidades artísticas e literárias. Atualmente, faço parte do Grêmio Literário Castro Alves – Porto Alegre/RS – e sou Presidente de Honra da Confraria Artistas e Poetas pela Paz/CAPPAZ – Brasil.
Carinhosamente, digo que Castro Alves é meu mestre no verso. E Machado de Assis é meu mestre na prosa. Meu poeta do coração é Augusto dos Anjos. E a poetisa do coração é Florbela Espanca. Todavia, tantos outros poeta e poetisas, escritores e escritoras- nacionais e internacionais – eu leio, admiro e respeito!
Escrevo poesia moderna. Mas é na clássica que me encontro mais. Assim, sem querer, me fiz sonetista. E é nesse gênero poético que teço meus versos, diariamente. Também gosto da trova e da redondilha. Meus versos e minhas rimas desabrocham entre o romântico, o parnasiano e o simbólico... Assim, nasce meu verso lírico e dolente...
Com certeza, escrevo na primeira pessoa... E, tal quais meus temas de tendência anjosiana, não mudo mais. Aliás, é muito tarde para mudanças... Os academicistas, que tanto gostam de criticar e de tentarem desvalorizar o poeta que escreve na primeira pessoa, continuem seu vaidoso papel de sabichões e de censores... Afinal, isso não atinge a um poeta pequeno, maldito e marginal...
Amo a Arte, em geral. Principalmente, música/canto, pintura, cinema... Adoro Chopin: sua música, seu piano, seu romantismo, seu lirismo, sua genialidade, sua nostalgia... Sua comovente, bela e dolente história de vida!
Participo de mais de uma centena de antologias, seletas, coletâneas. Não tenho livro solo... nem sei se terei, um dia...
Por enquanto, era isso... Ou, mais ou menos, isso...
Quem quiser saber mais sobre mim, leia meus versos... procure-me em minhas rimas... E há de me encontrar... Exatamente assim como sou. Pois, sou o que escrevo... E escrevo o que sou!

 




 

PAZ!!
J.J. Oliveira Gonçalves

Porto Alegre, 25 de janeiro/2010. 18h24min - HS
 

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