CAPPAZ - Confraria Artistas e poetas pela Paz




Editorial/03-2009
Confraria Artistas e Poetas pela Paz - CAPPAZ
Palavras CAPPAZ(es)!
J.J. Oliveira Gonçalves




Os homens têm, lá, seus Sonhos. Deus lhes concedeu o sagrado direito de Sonhar! Assim, os homens passam a vida sonhando... arquitetando seus Sonhos. E há sonhos e... Sonhos... Uns sonham pequeno. Outros sonham grande. Uns sonham pouco. Outros sonham demais. Pessoalmente, sonhei demasiado e demasiadamente alto. Todavia, continuo - embora os Sonhos escassos e um tanto descoloridos... pálidos! Aliás, diz-se que só o que morreu não sonha mais. Então, como ainda continuo aqui...

Num belo e bucólico dia de Outono, do mês de abril, do ano de 2003, me aposentei do magistério público estadual. Foram 30 anos de uma batuta por demais sofrida a reger o coral belo, curioso e extremamente complexo da sala de aula. Acordes dissonantes. Tristes desafinados. Na metade do caminho, havia mais do que uma pedra... mas, muitas! Feliz foi o Carlos que encontrou uma pedra no meio do caminho... Afinal, estou falando em magistério, que, por incrível que pareça, tudo tem a ver com ensino, educação... E bem sabemos onde os governantes brasileiros colocam a Educação de sua gente... Sabemos o que (não!) vale a Educação para esses governantes, não importa a sigla partidária - que considero irresponsáveis e maus brasileiros!

Pois bem... Quando pensei que ia apenas me dedicar a mim mesmo, aos meus livros, aos meus discos, aos meus textos, aos meus sempre companheiros de Jornada - meus bichinhos-de-estimação! - eis que uma nova Caminhada se anuncia. Assim, cinco anos após um andar gostosa e irresponsavelmente vagabundo, e um trilhar pelas alamedas cálidas e coloridas da Poesia, fui convidado a tirar meu coração-poeta dessa espécie de vadiagem - sadia e saborosa! Então, a Alma, - que é Luminosa e Fiel Amásia desse coração! - encerrou, concomitantemente, seu Tempo prazeroso de Lazer... Ambos fizeram as malas e, a um convite a que não podiam dizer não, instalaram-se na CAPPAZ! Tal fato aconteceu na tarde Outonal de 09 de abril, de 2008 - em Porto Alegre/RS.

Os três parágrafos, acima, os escrevi por necessidade, mas, também, porque gosto de escrever - eis que o coração e a Alma, creio, nasceram voltados para esse ato de rabiscar palavras, idéias, metáforas... Porque escrever é sinônimo perfeito do meu eu! Sem o escrever, sem a Mãe-Natureza, sem os irmãos-animais, sem a Doce Ilusão de que vou voltar a caminhar entre as Estrelas - quando daqui me for - já teria murchado, secado, esvaziado, morrido!

Mas, tudo o que escrevo, neste momento, está relacionado a este meu estar e ser CAPPAZ! A CAPPAZ é produto de um Sonho. De um Ideal! Quiçá, de uma Utopia Universal... Seja como for, é a concretização dos passos de uma mulher chamada Joyce Lima Krischke - em busca dos Caminhos da Paz e da salvação do Planeta-Azul... Planeta este no qual o bicho-homem - deletério e mal-agradecido inquilino! - cospe diariamente! Pois bem, Joyce me convenceu - apesar de minhas sérias reservas ao bicho-homem, e com sobradas razões! - a ser o primeiro Presidente Nacional/CAPPAZ. Não lhe pude dizer não!

Passados um ano e 12 dias, conforme um contrato verbal entre mim e Joyce, passamos a Presidência Nacional da Confraria Artistas e Poetas pela Paz à brilhante e fecunda poetisa carioca Regina Coeli Rebelo Rocha - mulher de garra, sangue e suor, além de indesmentivelmente competente e generosa! E, na data de hoje, como prometera a mim mesmo - no primeiro mês de sua gestão - escrevo estas palavras que considero CAPPAZ(es) porque rabiscadas com as tintas do coração e ratificadas pelos vôos, quem sabe, dementes, mas cálidos, de minh'Alma nostalgicamente contemplativa e Outonal...

Ao final destas palavras de poeta, homem-comum e Presidente de Honra da CAPPAZ, afirmo que a CAPPAZ não é um Sonho para se Sonhar sozinho, (um sonho egoístico!), mas, sim, um Sonho para se Sonhar coletivamente - de forma fraternal e bela, deixando-se de lado as ambições, as invejas, as vaidades, os rancores! Há de haver um clima de Compreensão e de Respeito mútuos! Há de se ver, na Confraria, a Igualdade - eis que somos todos iguais ante os olhos do Criador...

E a Lealdade - que não cria descontentes e impede, assim, de prosperarem coniventes conspirações e traições convenientes... Pessoalmente, vejo em São Francisco de Assis a Lição de Igualdade - na Paz e no Bem! E, no Rei Arthur e em seus Cavaleiros da Távola Redonda, a Lição de Lealdade - quando um Cavaleiro jurava defender a Vida do outro com sua própria Vida!

Aí, pois, ficam minhas palavras... Palavras, quem sabe, capazes de penetrarem no coração do outro... Quem sabe, capazes de tocaram na Alma do outro... Palavras, talvez, um tanto duras - em alguns de seus matizes... Todavia, palavras que são, exata, e, inquestionavelmente, eu mesmo! E quem me conhece sabe que não sou feito dessa dureza, não. Muito pelo contrário. Todavia, há vezes em que ela - a dureza! - se impõe... Apesar da ternura que, diuturnamente, me habita os Abissais Sentires!

Parabéns, CAPPAZ! Parabéns, CAPAZES! A Vida continua... A Vida é uma Exortação à Coragem! Um cadenciado Hino de Amor e Fé aos Homens-de-Boa-Vontade! Pelo menos, é assim que a vejo... Que a sinto! Não nos deixemos abater por nada, nem por ninguém! Sejamos parte da Vida um do outro. Sejamos, pois, maiores que as dificuldades. E sigamos, com destemor, a Lição da Árvore que, dignamente, verga, mas não quebra - sempre que soprarem ventos contrários...

Um Brinde à Vida (longa!) de todos nós, Confreiras e Confrades de um mesmo e belo Ideal - Frutos Espirituais da mesma e doce Videira abençoada por Deus! E um Brinde à Memória de nossos Ícones: Pacifistas Universais!

Com franciscano abraço,

J.J. Oliveira Gonçalves/JJotaPoet@!
Presidente de Honra/CAPPAZ
Porto Alegre, 21 de maio/2009.
11h49min


















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