CAPPAZ - Confraria Artistas e poetas pela Paz




Editorial/05-2012
Cidade Grande
Autoria: Vera Lúcia Passos Souza




A cidade que atrai e encanta aos que vivem nas áreas mais longínquas do País, encobre os desencantos, dos que enveredam pela luz da tecnologia, das opções e oportunidades de trabalho e estudo que ela apresenta: ruas superlotadas , tráfego intragável, desperdício do tempo gasto da periferia ao centro, as distâncias que se perpetuam pela falta de acesso,a ausência de respeito, hospitais e escolas insuficientes para atender a super população. É o caos instalado e parece não ter fim; moradores das Cidades estão estressados, por que não dizer, vítimas da violência diária, ao sentirem seus direitos consumidos pela inoperância dos órgãos que deveriam defender o Cidadão. Somados a essa ausência de tudo, vem o consumo e o tráfico das drogas, que violentam o direito de ir e vir, a marginalidade que cresce assustadoramente, fazem justiça com as próprias mãos, gerando insegurança , as depressões, fobias, dentre outros males, levando à morte precoce, principalmente os que vivem nas periferias e nos centro comerciais, mais antigos os quais não foram planejados para receber as novidades do nosso século.Se a EDUCAÇÃO DOMÉSTICA não tivesse sido esvaziada pelas famílias, a escola seria continuação da aprendizagem da boa convivência e o aprimoramento dos conteúdos básicos para a conquista dos ideais de cada jovem. A Cidade grande, melhor dizendo a Metrópole, entrou numa corrupção avassaladora, caso não tenha um freio, a guerra civil se instalará de vez. Criaram uma cidade sem Lei, mesmo sabendo que ela existe no papel, de fato rasgaram o amor ao próximo, o Direito individual supera o Direito COLETIVO; isso é grave, muito grave, é gravíssimo. A CONSTITUIÇÃO se encontra perdida nesse oceano de desordem e desrespeito. A cidade perdeu os seus encantos dos parques de diversões, das praças, dos jardins, dos cinemas, do pôr do Sol à beira mar, das caminhadas à margem da praia, do acordar cedo, do olhar as estrelas, da Lua cheia, violão dedilhado olhando a lagoa, dos encontros nos shoppings, das boates, dos bares, do teatro, das igrejas, candomblés, centros espíritas, dos forrós, das visitas aos parentes, até os velórios não são permitidos à noite... passa dos limites da compreensão . Menores votam, porém não são responsabilizados pelos atos terríveis que praticam.Até quando vão fechar os olhos e ouvidos para o desastre das cidades? Até quando vão assistir calados os fatos que vem transformando o País em lugar sem Lei? Adolescentes matam e extraem o coração da vítima e as pessoas encaram como coisa de criança. O que os pais estão passando para essas pessoas? A cidade nos oferece vistas maravilhosas da Natureza e com certeza as artes do homem. As pessoas não veem? Será que não veem também quem está ao lado? Veem nas telas das tevês, cada vez mais sofisticadas, as cenas do Mundo, os vulcões que lançam seus gases em países distantes e não enxergam o filho no tráfico e no consumo das drogas; um vulcão explode na sala, ninguém vê.

Triste Cidade Grande!

Arrancou de mim a individualidade, sou multidão;

A Cidade grande nos devora diariamente.



















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