CAPPAZ - Confraria Artistas e poetas pela Paz




Editorial/02-16
Verde-e-Branca Bandeira!
Autoria: J. J. Oliveira Gonçalves




"A medida de um homem é a medida de seu coração."
(Lacordaire – Monge Dominicano)

A Confraria Artistas e Poetas pela Paz/CAPPAZ vive o clima de seus 8 batalhados e profícuos anos de existência, fundada que foi na tarde de 9 de Abril, de 2008, numa tarde quente e ensolarada de Outono, ao marulho das ondas sussurrantes do Guaíba.

Então, a amiga Joyce Lima Kritchke via a semente de seu Ideal fraterno e franciscano – semeada, regada e germinada no Ventre do Pensamento – assomar desse mesmo ventre, se mostrar à Luz lúcida do dia, enfim, nascer. Nascer para os corações de Paz-e-Bem. Nascer para as Almas compassivas e luzidias. Nascer para os Espíritos feitos de Solidariedade e de Amor! Eis que, o que somos senão mão-estendida para o outro – não importando que o outro seja uma pessoa, um bichinho, uma árvore que precisa de nossa ajuda, de nossa proteção, de nossa indignação, quando for o caso? Entendo – nesta minha já cansada e tristonha Caminhada – que esse próximo deseja que sejamos sua voz, sua proteção, seu Bom-Combate! Com certeza – porque a Vida é diuturnamente dual – não podemos sonhar com a Paz, sem, evidentemente, lutarmos o Bom-Combate. Pessoalmente, falo e escrevo que sou franciscano. E sou! Todavia, para equilibrar a Balança de meus Sonhos e de meus Ideais, considero-me, ainda e também, arthuriano. Afinal, nessa antítese brutal da Existência, não é a própria Vida uma sucessiva série de batalhas feitas de Lágrimas e Sorrisos? De repente, vêm-me à memória estes versos contundentes de Álvares de Azevedo: “A vida é uma comédia sem sentido.” Será? Ou serão apenas desvarios de um Poeta? A Vida, em si, terá sentido? Ou somente terá sentido quando dermos um sentido a ela – dando, antes, um sentido às nossas vidas? Porque, se passarmos por aqui vazios de nós mesmos, que valor demos à Vida – e às nossas vidas? Bem, tais conjecturas pertencem ao terreno filosófico. E, aí, não posso me furtar à minha crença de que devemos ter uma filosofia de vida. Nessa linha, assim, delineada, chego à conclusão de que devemos, sim, comer o pão de cada dia com o suor do próprio rosto. E que, paralelamente a esse suor, devemos reconhecer as infalíveis Dores de Crescimento! Crescimento de nossos ossos. De nossos Sonhos. De nossas Lutas. De nossa Dignidade. De nossa Consciência. De nossa Moral. (Ainda que, hoje, nosso País passe por uma dura crise em diversos aspectos da vida brasileira – mui principalmente Ética e Moral!! Dores de Crescimento?)

Fechado o parágrafo anterior, posso dar a impressão que fugi do tema... Ou esqueci do aniversário da CAPPAZ... Mas, não. Não fugi, nem esqueci. Por quê? Porque a CAPPAZ está inserida em cada linha. Em cada palavra. Em cada ponto. Assim como a aranha tece, pacienciosamente, sua teia, e mostra que todos os pontos de sua tessitura estão interligados, busquei seguir os ensinamentos de mestra aranha e espero ter aprendido sua Sábia Lição. Coisas de poeta... Ou de aprendiz de xamã... Assim, deixo a cada CAPPAZ a sagrada liberdade de concordar, comigo, ou não.

Meus 8 anos CAPPAZES! Ah, a Joyce e eu sabemos das pedras no caminho... Dos temporais. Dos vendavais que atravessamos, de lá, até aqui. Mas, valeu a pena. Pois a CAPPAZ se impôs sobre os ciúmes! Sobre as tramas e as invejas! Sua bandeira pintada de Verde-e-Branco mostra a face nívea da Paz – que tanto almejamos! E a Esperança esmeraldina de Mãe-Natureza de que lutemos por ela – esse Poema Exuberante de Amor e Encantamento declamado por Deus, diuturnamente... Esse mesmo Deus que, soprando sobre nossos corpos de barro, de argila, nos fez homens e mulheres – e ainda insiste, (apesar dos pesares!), que sejamos Sua Imagem e Semelhança!!

Parabéns, CAPPAZ, pelas “Bodas de Barro”. Argamassada em nossas convicções de seres, efetivamente humanos, hás de dar flores multicoloridas e frutos sumarentos. Guardo, na memória dos olhos e nas lembranças do coração, o ambiente natural em que a CAPPAZ assomou da concepção da Idéia para a realidade dinâmica, dual e efervescente da Vida! Confesso, ainda, que jamais esqueço do convite que a amiga Joyce me fez, no sentido de assessorá-la, desde o início, nos trabalhos de criação da “Confraria Artistas e Poetas pela Paz.” E de ter sido fraternalmente convidado para ser seu primeiro presidente-nacional. À nossa Presidente-Fundadora agradeço pelo apreço e pela confiança depositada em mim.

De oportuno, saúdo a todos os membros da CAPPAZ! E, a todos, envio o meu abraço franciscano de Paz e Bem! Garanto que este é um abraço que denota e busca a Igualdade no outro. É um abraço que conclama as Consciências e os Corações CAPPAZES na luta pacífica pelo Respeito ao Planeta, por um homem melhor, mais justo e mais humano, pela preservação da Vida e pelo Agradecimento a Deus por sermos seus inquilinos em nossa efêmera passagem por este Plano Terreno!


“Minhas palavras são como as Estrelas... Jamais empalidecem!”
(Grande-Chefe Seattle)


Porto Alegre, 05 de abril/2016. 11h39min
jjotapoesia@gmail.com – www.cappaz.com.br


















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