CAPPAZ - Confraria Artistas e poetas pela Paz




Editorial/04-16
Sou Patriota!
Autoria: J.J. Oliveira Gonçalves




Do universo entre as nações resplandece a do Brasil!
(Hino da Independênciado Brasil)

Sou patriota! Sim! Não sou golpista! Não sou fascista! Nem comunista! Nem fratricida! Nem traidor de minha Pátria! Sou patriota, sim! E meu nome é João. Sou gaúcho! E brasileiro! Sou João: um cidadão verde-e-amarelo! Um poeta desgarrado que vive o presente no Passado. Lá, onde a Verdade era a Verdade. E a mentira era a mentira. Onde o certo era o certo. E o errado era o errado. Onde o Respeito era inerente ao ser-humano. Ah, onde se era mais humano do que ser! Onde, a Metáfora (de igualdade e de união) da ponte se sobrepunha, naturalmente, à atual e conveniente Metáfora (da desigualdade e da separação!) do muro. A ponte une. O muro divide. (Afinal, dividindo um povo e colocando irmãos contra irmãos não é mais fácil subjugar um povo?)

Sou patriota! Sim! Desde menino. Não nasci em berço esplêndido. Todavia, em berço digno, honrado, honesto. Um berço feito de bons princípios: humilde, limpo, amoroso. Nasci pobre. Mas não de uma pobreza miserável. Continuo pobre. Pois sou professor (aposentado) do magistério público estadual, aqui, em meu Amado e depauperado Estado do Rio Grande do Sul. Além do salário aviltado por todos os governadores que passaram pelo Piratini, nestes tristes e amargos tempos sartorianos, além de receber atrasado, recebo parcelado. O que, por si só, além de pesadelo, é uma vergonha! Porém, nem por isso saí para as ruas quebrando, incendiando patrimônios particulares ou públicos! Nem por isso incitei à desordem e à invasão da casa do outro. Ou de seu gabinete de trabalho. Ou de sua fazenda. Enfim, não sou arruaceiro! Nem bandido!

Sou patriota! Sim! Minha família, minhas professoras e meus professores semearam o Civismo em mim. Nunca esqueço daquele menininho do seu amado Grupo Escolar “XV de Novembro”, em Bagé, em seu tapa-pó branquíssimo e bem passado, com a bandeirinha verde-e-amarela na mão. Mais tarde, do adolescente uniformizado – tímido e orgulhoso – a desfilar nas fileiras do seu igualmente amado “Colégio Estadual de Bagé”, nos quatro anos de Ginásio e nos três de “Científico”. Ouço, até, o som entusiasmado e alegre da fanfarra. E os aplausos do povo que, então, ia assistir àquele desfile garboso da juventude: saudoso espetáculo feito de Beleza, de Fé e Esperança em nós mesmos. Sobretudo, de Civismo e Amor pela Pátria Brasileira! Éramos o Futuro esperançoso de nossos pais, de nossas famílias, de nossos mestres e mestras, enfim, de nossa grei!

Sou patriota! Sim! E, apesar dos tempos extremamente difíceis do nosso Brasil ferido, machucado, aviltado, traído – em seu corpo e em sua Alma – serei patriota até morrer! Não posso apagar o Passado que me projetou para o presente. Não sou um traidor da Pátria. Nem um vendilhão do seu corpo. Nem de suas riquezas! Deus me fez digno! E me mandou, aqui, digno! Portanto, não posso traí-Lo. Nem trair minha própria consciência. Eis que venho do tempo do certo e do errado. Repito: de quando a Verdade era Verdade. E a mentira era mentira. Venho do tempo dos antigamentes! De quando a palavra valia. E se sentia a vergonha na cara. Tempos de Ordem e Progresso! E não de vandalismos exacerbados e de ódios explicitamente declarados! De tempos de ordem! E não de desordens, arruaças, depredações. De preguiças ideológicas. E de vagabundagens maquiavélicas. Venho de tempos de trabalho e de estudo! De um tempo, quem sabe, perdido no próprio tempo. Todavia, exuberante vivo em minha memória! Um tempo que não esqueço. Porque não se apaga! Quando se Ama a Pátria! Por isso, sou Patriota!


“Minhas palavras são como as Estrelas... Jamais empalidecem!”
(Grande-Chefe Seattle)


Porto Alegre, 07 de setembro/2016. 13h54min
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