CAPPAZ - Confraria Artistas e poetas pela Paz




Editorial/04-17
O Pecado (sem Perdão!) da Traição à Pátria!
Autoria: J.J. Oliveira Gonçalves




“A vergonha é a herança maior que meu pai me deixou.”
(Lupicínio Rodrigues)


Vivemos dias aziagos e noite semeadas de pesadelos! Vejo a rotina do povo-gado indiferente aos acontecimentos que fazem o País em carne-viva. Que dilaceram as entranhas, o coração e a Alma da Pátria! O Brasil sangra por todos os seus poros. E seu Espírito – aos poucos, decidida e criminosamente – é quebrado pelos vis e mercenários traidores da Nação! E me pergunto, tendo na memória aquele ardente e devotado verso do Hino Nacional Brasileiro, ante a Agonia que ouço nos gemidos diuturnos do Gigante: aonde foi aquele filho teu que não foge à luta??

Têm momentos – assistindo a todo esse cenário de anarquia, devassidão e devastação do País – me pergunto: que povo é esse chamado povo brasileiro tão cristão, tão devoto de Nossa Senhora de Aparecida, tão arraigado às mais caras tradições familiares, tão belamente miscigenado e tão trabalhador que aceita a “canga” – silenciosa e vergonhosamente? Aonde foram o Brio, a Honra e a Jura dos militares à nossa poética e altiva Bandeira? Esse Brio, essa Honra e essa Jura não podem ter sucumbido de uma hora para outra. Não podem ter-se acovardado, de repente. Não!

Por entre dias e noites, meu coração bateu, ainda, sob acordes desconfiados e esperançosos de espera... Desconfiados porque o povo-gado é mais povo do que gado. Pois que o gado muge e geme, (de Dor!), quando é lavado para o matadouro, porque sabe que vai morrer. Poxa! Nem o gado quer ser morto. Eis que todos querem usufruir de seu Sagrado direito à Vida! No entanto, nosso acomodado e covarde povo brasileiro não liga para a vida. Ah, se de si mesmo não tem consciência – enquanto pessoa e cidadão – como se poderá exigir tenha consciência de Nação?

Parece-me que, ao gado-gente deste Brasil, não importa ser escravizado ou morto! Contando que seus algozes, antes, lhe assegure o direito de, (amebizado!), encher os estádios de futebol para gritar paixões e frustrações. Dar ibope para a megera Rede Globo – com suas perniciosas novelas e outras artimanhas demoníacas. O prazer de aplaudir Anita sacudindo o rabo num funk devasso, mas “pedagógico”, na canalha erotização da Infância! Enfim, quanta coisa boa, saudável e produtiva – ao corpo e à Alma – nosso gado-gente troca pelo Amor à Terra Materna!

Não tenho vergonha do Brasil. Nem de ser brasileiro. Nem de ser gaúcho. Mas, sinto vergonha, sim, desse povo calhorda, omisso e sem compromisso com a hora triste, grave e humilhante que vive a Nação Brasileira! Como um povo pode permitir que lhe arranquem as vísceras, o Orgulho, a Liberdade, o direito de ser povo digno e respeitado? Como pode deixar que, junto com sua pele Verde-e-Amarela lhe arranquem – num “escalpo” masoquista – a vergonha da cara? Eis o que canta nosso Hino Rio-Grandense: “Povo que não te virtude”/”Acaba por ser escravo.”

Ah, lamentável e doridamente, tenho que escrever o que a Alma sente e o coração me ordena – em perscrutadora e sentida Cumplicidade Verde-e-Amarela: o silêncio e a inércia do povo sinalizam, ó, Deus, traição coletiva à Pátria! O Caos, agora, se torna agudo e cheira a enxofre! A Constituição despedaçada. A Justiça não é mais cega. O sujo deus-dinheiro ruge. A servidão humana é uma procissão de amebas. De idiotizados. De zumbis. Pais e avós da Infância viram as costas para filhos(as) e netos(as). Traem seu Sangue. Matam o Futuro! Vige a matrix-brasileira!

“Minhas palavras são como as Estrelas... Jamais empalidecem!”
(Grande-Chefe Seattle)


Porto Alegre, 10 de dezembro/2017. 16h
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