Emérita Andrade Ramos

É uma mulher guerreira, forte, oriunda do sertão baiano (Jaguaquara, 21/04/44). Foi militante política e por esse motivo abandonou o curso de Teatro da UFBA em 1964, só retornando à Bahia em 1975. Também é artista plástica. Emérita tem participações em antologias por todo o Brasil. É membro da ACB – Academia de Cultura da Bahia, da UBE – União Brasileira dos Escritores e do Movimento Cultural Artpoesia, de Salvador, Bahia, cidade onde reside.

Confreira Efetiva.






Retirada
Emérita Andrade Ramos

Longe corre, na campina,
Um pobre animal sozinho
Quando o sol desenha rendas
Enfeitando o seu caminho...

A savana empobrecida,
Triste, só e espezinhada,
Esquecida no silêncio,
Suportando a retirada...

Quem me dera, primavera,
Do sertão fazer pomar,
Com milhares de sementes
E com chuva regular...

Quem me dera mel, ó abelha...
Quem dera a força da fera...
As quimeras, ai quem dera,
Quem dera, dera, ai quem dera...












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