Cartão Postal
J. J. Oliveira Gonçalves

O meu Natal é branco
o lá da infância...
É o meu Natal de ontem
o da distância...
O meu Natal tem neve
e a casa tosca
e a lareira
e sobre a lareira
o Bom Jesus...
O meu Natal tem frio
e o aconchego
do velho Lar
morando na lembrança:
tão Nívea e viva Luz
do verbo Amar!
O meu Natal é branco
Papai-Noel vermelho
esta Saudade imensa
do que já foi Natal
tão ledo e familiar:
Cartão-Postal da Alma
(do coração-cirança!)
dos idos meus!

jjotapoesia@gmail.com - www.cappaz.com.br







Feliz Natal
Sônia Rego

As notas musicais
anunciam o Natal.
Festejamos o nascimento
de um rei...
Que nos mostrou o amor
verdadeiro, eu sei...
Ensinou, da paz, o valor
e o perdão em nosso coração.
Feliz Natal aos capazes
de praticar, dia à dia,
a bondade que Jesus irradia!







Esperança e Luz
Fernando Alberto Salinas Couto

Está chegando o Natal,
época de esperança e luz
e todos acendem uma vela,
no interior e na capital,
todos oram, nasceu Jesus,
seja no palácio ou na favela.

Dez/2.010







Alto Astral
Fernando Alberto Salinas Couto

Que encontro repleto de luz,
após ter enfrentado tanto mal,
ao lado de vocês, me comovo
com a chegada do amado Jesus.
Ganha muito mais brilho o Natal
e esperança nosso Ano Novo.

Dez/2.010







Desejo de Natal
Akasha De Lioncourt

Todo ano no Natal, ela se prepara para um balanço geral. Avaliar seu ano, seus atos, suas vitórias e os obstáculos vencidos. Aprende com cada erro para não repeti-lo. E faz tudo isso numa conversa franca com o aniversariante: Cristo. Na verdade, ela sempre faz isso. Deita na cama, apaga as luzes, fecha os olhos e de maneira singela e franca expõe suas dúvidas e medos numa conversa informal com o Pai. Seu costume sempre rende bons frutos e geralmente acorda pela manhã mais aliviada pois a inspiração para seu dia foi recebida durante o sono, ainda que ela não lembre o que sonhou, mas no Natal, ah, ela prefere reavaliar tudo e pensar no real sentido dessa festa em que se lembra da comida, da bebida, dos presentes e do Papai Noel mas nem sempre traz no seu contexto a devida homenagem ao Filho do Pai que nasceu. E, para variar um pouquinho, justo ela que há muito não pede mas agradece todos os dias por estar viva e por todo o aprendizado que tem recebido nos anos que se sucedem, resolveu fazer um pedido especial de Natal este ano: Que as pessoas se preocupem menos com as pompas e o luxo das festas natalinas para se ocuparem de enriquecer sua alma, praticando o amor infinito e a caridade que Jesus nos ensinou durante todo o tempo em que por aqui esteve. Esse sim é o verdadeiro tesouro que levaremos conosco aonde quer que estejamos.

Que sua vida seja repleta de renascimento em Cristo, com muito Amor, respeito por si e por todas as pessoas, disciplina para manter-se no caminho correto e principalmente Fé, que é o sentimento que mais tem faltado nos corações humanos!

Feliz Natal, com muito carinho.







Presente de Natal
Andrade Jorge

Pai Noel, eu quero um presente
bem bonitinho, que ande, corra e converse comigo,
Pai Noel, eu quero aquele que ta ausente,
O presente é o meu amigo.

Pai Noel, esse amigo ria, pulava,
contava estorinhas pra eu dormir,
sempre dizia que me amava,
e não me deixava o frio sentir.

Pai Noel, desse amigo nunca esqueço,
traz ele de volta, traz ... vai!
Pai Noel! Ainda sou criança não mereço,
ficar longe de meu pai!


Dedico a todas as crianças cujo pai não está presente por circunstâncias da vida ou da morte.
FELIZ NATAL A TODOS!







Apologia ao Jiquiriçá
Vera Passos

Saudades do rio serpenteando os pastos.
Águas transparentes, espelho de luz dos raios de sol
Peixinhos dançando na correnteza
A imensa beleza da vida correr
O gado solto a se banhar embaixo do arco íris
O alarido das crianças no verão da liberdade
O rio descendo ligeiro dividindo as cidades
Cantando a saudade do eterno jiquiriçá
A goiabeira se desgalhando para o rio abraçar
Do alto da ribanceira a algazarra, o frisson
O vai-e-vem dos pulos da gurizada
Na estrada que leva ao Vale do Jiquiriçá
Aquele rio menino crescia como eu, agigantava
Recebia dos afluentes da vida, sua ação
Deslizava nas quedas d’água, forjava os lagos
Se avolumava buscando outros rincões
Na jornada, parava em algumas estações
Depois seguia viagem caçando seus sonhos
Fertilizava o solo, levava as sementes pelo Vale
Lavava os palácios, visitava as favelas...
Das janelas, risos e lágrimas, crianças acenavam...
Meu rio não brinca mais, não faz piruetas pela estrada
Bloquearam a jornada, quebraram as pernas, para o rio não correr
Que gente mais burra, vai padecer, assiste deitada o rio perecer.







Mês de Natal!
Otoniel -J.O. Poeta

É parte da mais remota tradição religiosa
No mês de dezembro ser comemorado
Com o espírito voltado à reflexão ditosa
Ao acontecimento cristão mais sagrado:
O nascimento de Jesus, filho de Maria e José
Um casal de vida dedicada ao Deus Pai Eterno
Tempo de nascermos de novo sem dúvida é
Servindo-nos do exemplo dado por Ele, terno
O Cristo de Nazaré

Sendo Deus fez-se homem aos demais em
Igualdade
E sentir bem próximo de nós o quanto era
A nossa fragilidade
Na cidade de Belém, Maria dá luz àquele
Menino, uma excentricidade
Que por circunstâncias acidentais nasce
Numa humilde manjedoura
Demonstrando desde já a sua condição
De pobreza
A ser seguida por toda humanidade vindoura
Apesar d’Ele como Deus ser digno de toda Realeza







Se eu pudesse recomeçar
Vera Passos

Se eu pudesse recomeçar...
Voltaria à mesma jornada que me trouxe para cá
Viajaria num trem em disparada até a derradeira estação
Veria o rio bordando a estrada
Na última parada atracaria à beira mar.

Depois das férias, as festas encerradas
Abraçaria meus amigos da rua
Nas noites de lua Cheia, mataria a solidão

Correria sem rumo na praça lotada
Levando comigo meus sonhos, as doces manias, minha eterna ilusão
Que bom seria vovó sentada no batente!
Cuidando dos sonhos da gente e nos ensinando a lição

Voltaria aos ternos amigos, guardados no cofre do peito
Recordaria os que habitam no plano perfeito
Lá no templo direito, para o velho recomeçar

Se eu pudesse recomeçar... seria do mesmo jeito:
Casa grande, quintal e mesa na sala de estar
Crianças, gente de toda idade, semente por germinar
Choro de bebês, gritos, algazarra, agonia... faltava lugar
Menino que sumia, os outros vão procurar

Fruta no pé, rio de peixes, anzóis sem nunca pescar
É tanto tempo afora, que nem marcando a hora, daria pra relatar.
Têm estórias de carochinha, outras a se provar
Alegrias e despedidas, saudades e tudo mais
Valeria a pena recomeçar

15 de fevereiro de 2012







Descobri a vida
Vera Passos

Descobri que a vida é um rio nascendo
De um pequeno fio d’água, se assoberbar
No encontro com outros, abraçar
Abrir novos leitos, seguir os meandros, encher lagos...
Descobri a vida enfrentando obstáculos e terremotos
Apaziguando tremores, rasgando tumores, expurgando dores
Semeando palavras com responsabilidade, colhendo frutos
Planejando a jornada, abrindo estradas de paz em todo lugar
Descobri a vida olhando o futuro, vivendo o presente no tempo seguro
Buscando aventuras, que nos dão prazer
Descobri que a vida não tem mais limite,
Que o homem existe, apesar de partir
Que o caminho persiste, mesmo longe daqui
Descobri que a vida é uma eterna escola
Onde o homem se joga para depois construir
Segue o exemplo dos que passam no tempo
Os que o vento levou, para bem longe seguir
Descobri que a vida é um imenso Oceano,
Onde uma parte dos planos poderá resistir
Será materializado, se levarmos a sério.
Descobri que na vida não cabe tristeza
Que sua beleza, depende de quem a luta imprimir
Que as sementes de flores carecem de amor
Para que possam crescer e um dia florir
Descobri que a vida seria melhor
Se tivéssemos coragem de estender nossas mãos
A quem é oprimido, a quem é tão sofrido.
Emprestássemos os ouvidos e os outros sentidos
Numa terna afeição.
Descobri que a vida, tem que ter alegria
Que toda infância emana energia
As praças resistem se as crianças brincarem
E se os pássaros vestirem suas fantasias
Descobri que na vida não precisa riqueza
Que a alma transborda de luz e beleza
Se olharmos as estrelas na noite enluarada
Se seguirmos o rio caminhando na estrada
E as gotas de chuva forjando a enxurrada
Cuidando dos dons da Mamãe Natureza.







Sob a árvore
Vera Passos

Tá vendo aquela árvore beijando minha janela?
É velha companheira da minha sesta
Sob os seus galhos eu me regalo de paz
Deito no solo frio, como no passado, ao pé da raiz
Vejo lá no céu as nuvens no seu levitar
A brisa quebra o meu silêncio
O chacoalhar das folhas é canção de ninar
Sinto o girar do Planeta, a cabeça rodopiar
Sigo o túnel do tempo, que me conduz ao mel
Me lambuzo na infância, vejo pipas,barcos de papel
Balões, bonecas, carrossel...
A chuva fina molha minhas tranças
E a criança livre, foge do papel
Ao meu lado sinto o farfalhar das asas prateadas
De um velho amigo cujo nome é Miguel
Fantasias invadem a minha tela
Delas eu retiro as minhas alegrias
Fortalecem minha alma
Para enfrentar o meu dia-dia







Filho Menino
Sidney Santos

Natal do Amor-Menino
Caminho sereno de luz
Badalar brando do sino
Som que a todos conduz

Natal de sorriso e amores
Festa de solidariedade
Um arco-íris de cores
Nas ruas da bela cidade

Porta para esperança
Rumo ao mundo de paz
Sorriso do Amor-Criança
Brotando no coração, a Paz

Poeta Dos Sonhos







Feliz Natal
Paulo Rodrigues


Que as luzes do Natal
Iluminem os corações
solitários e vazios de Amor!

Que o Natal
seja um momento
de união entre os povos
e respeito às diferenças
culturais e religiosas!

Que o Natal
reúna não apenas pessoas
numa mesa farta de guloseimas,
mas também
aproximem seus corações.

Que as luzes do Natal
Semeiem o Amor
nos corações dos presentes
na Grande Ceia!







Aos Confrades e Confreiras da CAPPAZ

Estrelas
Cruzando horizontes
Anunciando
A Paz enfim
Cerro meus olhos pra ver
Essa divina luz
Possuir meu ser
Ter um Natal feliz
Me faz muito bem
Que seja assim também
Com você!

Celso Corrêa de Freitas
Boas Festas!

Feliz 2013 para todos!













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Arte e Formatação Rosângela Coelho
Exclusivo para CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz
Foto do top Confreira Rosana Carneiro
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