Mulher de Garra! (I)
(Em Homenagem pelo Dia Internacional da Mulher!)
J.J. Oliveira Gonçalves

Mulher de garra, minha mãe fazia
Das tripas coração, por mim, seu filho!
Com muito Amor me lapidava o brilho:
Missão de mãe, Sagrada - ela dizia!

Todos os dias ela madrugava
Para ajudar meu pai no armazém!
Corajosa, otimista - lembro bem
Do quanto cria em mim, me incentivava!

Busco seguir da boa mãe os passos
Lutando contra tantos descompassos
Tanta injustiça, tanta Mágoa funda!

De ti a Saudade, ó, mãe, ela me inunda!
Operária do Amor, tua Fé profunda
Ela me ampara em seus Etéreos braços!

Porto Alegre, 05 de março/2009. 09h26min
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Mulher de Garra! (II)
(Em Homenagem pelo Dia Internacional da Mulher!)
J.J. Oliveira Gonçalves

Não é Dia das Mães... É da Mulher:
Este Poema - o mais Belo do Bom Deus!
E à saudosa mãe, nos versos meus:
A homenagem que a ocasião requer!

Recordar é viver... Diz o ditado
E, então, recordo nesta Solidão
Do teu Companheirismo... De tua mão
Do teu conselho sábio e adequado!

Se ainda, aqui, estivesses, com certeza
Eu não teria assim esta tristeza
Que sob o riso, tácito, se abriga!

Partiste há tanto tempo... E eu, aqui,
Me fiz doído, ausências... Percebi
Que és, ainda, a mais Fiel Amiga!

Porto Alegre, 05 de março/2009. 10h19min
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Mulheres são Poesia!
J.J. Oliveira Gonçalves

Mulheres são flores.
Flores são mulheres.
Mulheres disfarçadas de cores, texturas, fragrâncias...
Borboletas também são flores.
E, igualmente, mulheres.
Mulheres disfarçadas de Anjos, de Fadas...
Diáfanas, leves, esguias, elegantes, coloridas, simetricamente desenhadas...
Flores, Borboletas, Fadas, Mulheres... sempre as Amei!
Assim como continuo a Amar os Anjos que, dizem, não têm sexo...
Flores são mulheres.
Mulheres são flores.
E ainda são borboletas.
E também Fadas.
E, igualmente, Anjos!
Então, estou com tudo e não estou prosa.
(Como bem se dizia em mui priscas Eras...)
Afinal, se as Amo - e as Amo, mesmo!
Além do que, flores, borboletas, Fadas, mulheres... são Poesia!
E os Anjos são Poesia de Éter e de Incenso!
Ah, mas todas elas... essa flores, essas borboletas, essas Fadas, essas mulheres...
são (evidentemente!) Musas!
Confundem-se gostosamente com o Estro, com a Inspiração e a Lira!
E vejo que tudo se enquadra. Se encaixa. Se funde.
Se acasala - amorosamente...
É o Côncavo e o Convexo!
Pois que tudo é o Sentimento do poeta.
O verso e a rima e o reverso!
E, assim, entre prementes beijos e afetuosos amplexos, o poeta tece seu róseo Imaginário...
Afinal, Mulheres são o Perfume, o Vôo, a Magia, o Celestial do poeta...
A rima, são também e da rima a Melodia!
Claro: são, ainda, a sua Outra Costela!

Porto Alegre, 18 de maio/2008. 18h07min
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DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Estamos nos aproximando do DIA DA MULHER! Mais uma vez os anúncios, comentários, elogios. Com tudo isto, as mulheres continuam sofrendo agressões, discriminações, etc. Vemos que elas estão presentes nos escritórios, nas fábricas e, toda parte, fazendo uma dupla jornada de trabalho para que sua família possa viver um pouco melhor. Ainda vemos as que também fazem as vezes do pai ausente pelas mais diversas razões. Mulheres existem que não precisam trabalhar e dedicam seu tempo participando de VOLUNTARIADOS que dão conforto à doentes, levando-lhes alegrias e esperanças. Outras , pobres e sofredoras que são heroínas anônimas procurando aprender coisas que lhes possam render algum dinheiro para saciar a fome dos filhos. MULHERES CULTAS, MULHERES HUMILDES, MULHERES exemplos de garra e dedicação, MULHERES mansas, mulheres feras, quando na defesa dos filhos... MULHERES que lembram ANA NERI, TERESA DE CALCUTÁ, JOANA D'ARC, ANITA GARIBALDI e tantas outras que viveram e vivem na luta da vida e pela vida. Umas, malham seus corpos nas academias, outras, na frente do tanque, ou no vai-e-vem da vassoura, do ferro de passar ou da enxada... A estas MULHERES obscuras, quase anônimas, mulheres esquecidas (suas imagens nada vende), o meu abraço neste 8 de março, na expectativa de melhores dias com mais RECONHECIMENTO do seu indiscutível VALOR.

 ass. Silvia Benedetti CAPPAZ/RS

MEU NOME
Silvia Benedetti

Sou força
sou fera
sou grito de guerra
meiguice
carinho,
criança a sorrir.
Sou flor,
sou espinho,
sou anjo,
demônio.
Sou doce veneno.
Meu nome,
MULHER.

Com carinho, pelo nosso dia.

No Silêncio do Olhar!
(Homenagem ao Dia 8 de março!)
J.J. Oliveira Gonçalves

Mulher - Alma de flor e perfumada
No verso meu a Rima intermitente!
A mãe, a avó, a Musa... Namorada
A Lágrima vertida de repente!

Mulher, a borboleta que seduz
O coração-poeta e sonhador!
Estrela-Guia... De Maria: Luz
O Poema-Maior do Criador!

Todas são belas... múltiplas Fragrâncias
E a Operária que vence distâncias
Mais bela é, ainda, em sua labuta!

Canto a Mulher - aquela que me inspira
A que me quer... Não pode! E então suspira:
No silêncio do olhar ela me escuta!

Porto Alegre, 06 de março/2009. 12h11min
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Menina-Mulher!
(Ao Dia Internacional da Mulher!)
J.J. Oliveira Gonçalves

Minha menina de olhos-de-ternura
De lábios-de-nenúfar e alcaçuz!
Tão meiga e delicada criatura
Dos passos do poeta Ebúrnea Luz!

É Dia da Mulher... Trago-te flores
E o Amor deste meu peito encanecido!
Na Lira medieval dos trovadores:
A rima em cada verso enternecido!

A ti, Mulher-Menina, o meu abraço
A ti que afugentas meu cansaço
E preenches os Vazios da Solidão!

És Cais onde eu amarro a Ilusão...
A Estrela-da-Manhã que eu persigo
Ó, Alma irmã da minha... Doce Abrigo!

Porto Alegre, 07 de março/2009. 10h18min
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Março, 8
Marina Martinez

Outro Dia Internacional da Mulher surge no calendário. As minorias representativas possuem data para festejo: negro, índio, mulher, gay. Acredito que, com a evolução que se processa hoje, em um futuro mais ou menos breve iremos instituir o Dia do Homem, também. Primeiro, porque me parece discriminatório haver um Dia da Mulher e não existir o Dia do Homem; segundo, porque as mulheres estão cada vez mais ampliando seu campo de ação, entrando em áreas antes reservadas “apenas” para eles. Muitas alterações ocorreram desde a conquista do voto feminino, da queima de sutiãs, da inserção delas em cargos públicos. Hoje, a ida (literal) de mulheres para o espaço é um fato, não porque foram “apagadas” por parceiros agressivos, mas porque se tornaram astronautas. Ajudam a prender ladrões, vigaristas, assassinos, criminosos, não mais como vítimas ou denunciantes de seus crimes, mas por se tornaram policiais, delegadas, advogadas, juízas.
Uma revista de âmbito nacional tem apresentado, há alguns anos, registros de mulheres que fazem diferença, em diversas áreas de atuação. As pessoas que não conhecem a publicação ou não têm acesso a ela deixam de conhecer o trabalho de cientistas, pedagogas, administradoras, professoras, médicas, arquitetas e centenas de outras mulheres, muitas vezes sem formação superior, mas que se tornam superiores ao reforçarem a formação do caráter de seus semelhantes. Muitas dessas pessoas, por sua integridade, coragem e garra servem de suporte para outras conseguirem uma vida melhor do que a delas e, nem por isso, deixam de ser humildes, simples e agradáveis.
Lastimo serem, na maioria das vezes, ignoradas, pois não saem em jornais, não pertencem à família do Grande Irmão nem desfilam em passarelas ou na avenida ou fazem filmes e apresentam programas de televisão. Se sou contras as mulheres que fazem isto? Não, em absoluto. Creio que todos têm direito a seus 15 minutos de glória e fama – ou até mais de 15 minutos: vidas inteiras, se assim o quiserem. Estas mulheres, visíveis, também fazem parte do nosso universo cultural e se esforçam para serem vistas e reconhecidas. Apenas reivindico a mesma oportunidade (ou alguma oportunidade) para aquelas invisíveis, anônimas, por vezes incluídas em algum programa de entretenimento, sábado ou domingo, entre quadros da guerra do Iraque e dos últimos lançamentos de moda internacional, em Paris ou Nova York. Os parcos 15 minutos de aparição podem ser de glória para a “professorinha” que mal terminou o segundo grau e atravessa de barco um rio agreste para ensinar crianças mal alimentadas, para aquela que adota órfãos e divide o pouco que tem e ainda consegue rir, tímida, para a câmera, para a cientista política ou administradora de ONG que recebeu algum prêmio internacional. Esses mesmos 15 minutos podem ser de constrangimento para o telespectador, ao esperar o término do quadro, para assistir aos golos da rodada de futebol. A imagem dessas mulheres apenas assombra os olhos distraídos daqueles que assistem e dizem, poucas vezes emocionados: “coitadinha, quanto sacrifício para nada. Vamos pedir uma pizza”?
Bem sei: isto não vende jornais ou rende registros excepcionais, salvo para algum repórter ou fotógrafo mais envolvido em situações sociais ou que esteja na hora certa no lugar certo. Até ganham prêmios, com as reportagens ou fotografias, mas escassas são as circunstâncias de mudanças depois, raras são as mulheres que usufruem ganhos para si ou para suas obras.
Confesso minha falta de competência para entender a ânsia pública para saber quem dormiu com quem, quem traiu quem, quem vestiu o quê, quem irá para o “paredão” (já calcularam o valor dos telefonemas para que seja resolvida esta questão crucial?), quem está despido, quem está aprontando. Pergunto-me se alguma revista ou TV um dia obterá audiência tão expressiva, caso apresente uma programação assemelhada à atual, porém voltada para quem fez mais melhorias, acrescentou valores, respeitou o pequeno, acrescentou progresso a algum lugar menos provido. Posso ser utópica, e me reservo este direito, mas gostaria de ver este dia chegar. Que as minorias anônimas –ser minoria já é meio pejorativo, anônima, então...-pudessem ter mais espaço, deixassem de ser inominadas e passassem a ser apenas pessoas, sem rótulos, classificações, cartazes indicativos, discriminações.


 





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