Por Que Escrevo?

Escrevo sem pretensões, se por acaso meus escritos tocarem o coração do público leitor, ficarei feliz e agradecida, caso contrário, não colocarei meus versos na gaveta, continuarei escrevendo, pois assim meus amigos passarão a conhecer um pouco mais da minha essência embora minha produção literária não seja farta nem rebuscada, pois; sou desprovida de ornamentos poéticos, por isso escrevo e descrevo em versos de linguagem simples e de fácil entendimento, o que diz meu coração.

Sou apenas uma aprendiz em estado evolutivo engatinhando abraçada às letras, sou a teimosia em pessoa, minhas inquietações advindas do viver, desse viver sucateado por tantas e tantas razões. Quando criança, eu lia e relia, através da leitura aprendi a viajar no tempo, a olhar mais além do que meus olhos alcançavam. Esse olhar, talvez ladino, por muito tempo ficou parado no ar, fixo num ponto, até o dia que eu decidi que colocaria no papel o que eu precisava deslanchar, minha mente estava inchada, eu estava sozinha, ninguém podia me ouvir.
Eu gostava de assistir algo interessante, o uivo do vento nas vidraças quando caia uma chuva forte, era um poema aquático deslizando janelas abaixo, os fios de prata desenhavam lindas imagens que dançavam no ar ao som do vento, e as árvores pareciam cochicharem entre si sobre as façanhas da chuva e do vento.
Foi lendo, que a mente aprendeu a voar, a leitura leva qualquer pessoa a lugares e situações diversas, mesmo quem não nasceu com o dom de escrever, lendo, lendo, relendo e entendendo é possível criar um vínculo com as palavras e consequentemente transformar em poesia. Razão, Por que escrevo.

Diná Fernandes (dinapoetisadapaz)

 








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