Jairo Pinto

Nasceu e reside em Salvador, na Bahia. É graduado em Ciências Sociais. Descobriu a poesia ainda adolescente, chegou até a flertar com a música durante um tempo, mas hoje tem se dedicado a literatura escrevendo poemas, contos e crônicas sobre temas que o sensibiliza. Recentemente, participou das três últimas edições da antologia afro-brasileira Cadernos Negros, da trilha sonora do curta-metragem Pausa, de Beto Góis, foi um dos vencedores, na categoria poesia, do Prêmio Lauro de Freitas de Literatura, realizado pela Academia de Letras de Artes de Lauro de Freitas – ALALF e pela editora Livro.com e ficou em primeiro lugar no ‘Concurso de Poesia CEPA 62 anos’, com o poema Literatura Financeira (2ª fase).

Confrade Efetivo.







Poema de uma necessidade¹
Jairo Pinto

Leia a letra,
Leia a palavra,
O verso, a estrofe, o poema.
Leia a cama,
Leia o quarto,
A casa, a rua, o bairro.
Leia a cidade,
Leia o Estado,
O país, o continente, o mundo.
Leia o universo,
Seja ele infinito ou não.
Leia, leia tudo e todas as entrelinhas.
Depois?
Depois se embriague
No mar revolto das possibilidades
Só navegado por quem enxerga além do horizonte.

¹Poema originalmente publicado em: RIBEIRO, Esmeralda; BARBOSA, Marcio (Org.) Cadernos Negros: poemas afro-brasileiros. v. 33. São Paulo: Quilombhoje, 2010.










 

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