José Augusto Silvério

Nascido em 29 de maio de 1949 na cidade de Avaré.
Filho de Augusto Silvério e Rosa de Rosa Rodrigues de Souza Silvério.
Metalúrgico aposentado, faz teatro desde os 10 anos de idade, teve uma fase de cantor nos anos 70.
Professor de Karate e com diploma também como treinador de futebol, se dedicando sempre a serviços sociais com os jovens.
Tem uma coluna no jornal "Santa Ritense" de Santa Rita de Passa Quatro.
Fez a PAIXÃO DE CRISTO em Cubatão por 40 anos ininterruptos, sendo que durante 33 anos fez papel de JESUS CRISTO.
Sempre gostou de fazer poesias mas se dedicou mesmo de 2000 pra frente, tem algumas peças de teatro de sua autoria apresentadas por alguns grupos teatrais. Entre elas: “K – BRUXOS” “CIÚMES X CIÚMES” “ HOSPÍCIO” e “ FATOS E REALTOS DE UM ÍDOLO”.
Atualmente tem 7 CDs de poemas Gravados.
Tem ate o momento, 8 filhos e cinco netas.
Possui mais de 700 textos mas ainda falta o livro.

Confrade Efetivo.






QUEM ERA NADA.
José Augusto Silvério

A flor tentou nascer no jardim.
Mas não pode ali nascer.
Pois na maternidade dali,
Não queriam lhe atender.

A flor tentou nascer na área preservada.
No local protegida pelo regulamento.
Mas no estatuto nada se referia a ela.
Mais uma vez foi jogada ao vento.

Tentou se colocar entre as sementes,
Aquelas acolhidas pelos escolhidos.
Mas foi separada e jogada a esmo.
Pois ela não tinha partido definido.

Coitada, não era da direita, nem esquerda.
Não carregava uma bandeira projetada.
Era apenas uma semente não catalogada.
Nos livros modernos, nem era citada.

E assim foi jogada no frio pântano.
Talvez para ali poder morrer a míngua.
Mas divina mãe natureza fez o seu trabalho,
Sua beleza fez os jurados morderem a língua.

Vitória régia, pairando sobre o lodo.
Procurada, admirada, fotografada.
Uma rainha dominando a selva.
E quem pros sábios era nada.
Virou bandeira, da terra preservada.












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