Judite Krischke Sebastiany

Mestra em Educação, Professora e Orientadora Educacional, formada pela PUC/RS em 1982.
Pós-graduada-mestrado na UFRGS em 1992. Experiência de 25 anos no Magistério tendo atuado em escolas públicas e privadas. Professora universitária lecionou na UNISC - Santa Cruz, Rio Pardo, Sobradinho e Capão da Canoa. Mãe de duas meninas adoráveis que me desafiam e me ensinam muito a cada dia.

Não sou boa em versos e rimas com métricas e matemáticas, sou educadora.
Sei que a paz não se compra, não se colhe como uma fruta, não se encontra inteira, de uma só vez. ... Conquista-se a cada dia, em lutas interiores na solidão e silêncio do auto-conhecimento e aceitação da liberdade do outro; mas também é uma conquista social, material e espiritual, forjando um novo Homem, uma nova cultura, um novo mundo: reconstruindo o paraíso, equilíbrio natural/ natureza, restabelecendo nossa ligação com Deus.

Confreira Efetiva.






PEDIRAM-ME PARA ESCREVER SOBRE PAZ...
Judite Krischke Sebastiany

O que posso dizer sobre a paz?
O que sei dizer sobre esse tema?
Dizer teorias? Dizer do que vivi?
Dizer o que experimentei?

As experiências contrastantes,
Na dinâmica da vida, vão traçando
Desenhando a Paz, e redesenhando...
As linhas a cada instante, a cada dia.

A cada início de dia traço metas;
Que orientam meus passos como setas.
Imprevistos surgem: que desatino!
Aborreço-me. Irritada quebro as setas.

Paro. Olho em volta. Penso:
Não é possível controlar o pensamento,
Cada pessoa, cada sentimento.
Controle não é paz!

Cada minuto é criativo, misterioso...
Uma surpresa a cada instante.
Mas se há tempo para pensar,
È possível prever ou superar... a dor.

Um novo olhar, com muito amor
Transforma em paz aquela dor
Que surgiu da frustração.
Da minha decepção, da tua opção.

A paz viva retorna ao perceber
A falta de controle inerente à vida.
Com amor, os limites de cada um ver.
Na ebulição de emoções, vivida.



PEDIRAM-ME PARA ESCREVER SOBRE PAZ... II
Judite Krischke Sebastiany

Desde que o mundo é mundo...
Ou melhor, desde muito, muito...
Houve-se falar em guerras,
E também em tratados de Paz

Desde que o mundo é mundo...
Ou melhor, desde muito, muito...
Houve-se falar em fome, dor.
Poucos têm muito, e muitos têm pouco.

Desde que o mundo é mundo...
Ou melhor, desde muito, muito...
Sempre há quem se disponha
Quem não se desespera, mas espera, crê.

Desde que o mundo é mundo...
Ou melhor, desde muito, muito...
Sempre há quem espera, crê e age.
Quem age, lidera, rema contra a maré.

Em busca da Paz, alterna-se,
Como em uma corrida lenta,
De longa distância... Infindável
Corrida em equipe, sempre renovada.

Corrida para toda uma vida
Com revezamento... obrigatória.
Lúcida, consciente, vivida
Iluminada, objetiva, notória.










 

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