Márcio Antonio Passos Della-Cella
(Hermes da Silveira)


Nasceu em Ubaíra/Ba, em 12 de novembro de 1986. Escreve o Amor e fala de Espiritualidade, utilizando-se de elementos das Mitologias Greco-romana e Egípcia para alegorizar suas concepções. Obteve Menção Honrosa no Concurso da editora Ases da Literatura (2014) e no Prêmio LiteraCidade (2015). Vice-campeão em “Faces não Reveladas” (2015) e Vencedor do Concurso “A Voz da Liberdade” - Troféu Corujão das Letras (2015), da Editora Sol Além-Mar. Participou como consultor do Projeto Poesias Encantadas IX, da Editora Becalete e tem diversas poesias publicadas em antologias e coletâneas. Principais influências: Augusto dos Anjos, Cruz e Sousa, Fernando Pessoa e Olavo Bilac.


Confrade Efetivo.





Infância (Um Canto de Melancolia)
Márcio Della-Cella


Aportei em tão calmas paragens
E avistei os doces campos
Onde se revelavam meus medos
Nos mais felizes dias
Que poderia haver em mim.

Ao longe, quando vieram à luz
As mais puras superstições
Encontrei-me nas mesmas cercanias
Onde residiam as ilusões
Do precipício das minhas crenças.

Ó, quão bom era valer-se,
Numa saudável inocência,
Daquele benefício ilusório
De não ter que se preocupar
Com as questões da Razão!

Minha vida era um poema
Com versos traçados
Ao sabor d’uma lareira
De chamas dançantes
Que almejavam nunca se apagar.

Tudo é, em si, uma bela rima,
Pois sinto que não acabou.
E continua como sempre foi...
Se eu vim d’antes daquele tempo
Irei para bem depois dessa distância.

Mas não haverá regresso...
Não hei de rumar ao meu encontro
Para, do interior, poder mostrar
Que não são apenas vestígios
E que aquele triste adeus
Dentro de mim jamais existiu.

Ubaíra-Ba, 23-02-2015.












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