Mariângela Rodrigues Repolês

É mineira de Alvinópolis, onde nasceu a 31 de maio de 1945, filha de José Rodrigues Filho e Maria Turrer Rodrigues. Desde pequenina, sempre se mostrou uma pessoa lutadora, pois, sendo filha de pais pobres, cedo, começou a ajudar na renda familiar. Engraxava sapatos, vendia vidros vazios para a farmácia local e quitandas nos lares alvinopolenses. Formou-se Técnica em Contabilidade e em Magistério, em meados de 1965. Aos 17 anos, iniciou sua trajetória profissional, lecionando inglês na Escola Estadual Prof. Cândido Gomes. Graduou-se em Pedagogia Educacional, pela Faculdade de Educação em João Monlevade nas licenciaturas de Fundamentos da Educação, Didática, Estrutura e Funcionamento do Ensino de 1°e 2º graus. É especialista em educação nas áreas de Administração Escolar, Supervisão Escolar, Orientação Educacional, Inspeção Escolar.
Casou-se em 1967 com Francisco Passos Repolês. Desta união, nasceram quatro filhos: Gláucia, Ramon, Allan e Cristina. Do casamento de sua filha Gláucia com Marco Antonio de Carvalho nasceram as netas Tairis e Luíza. Mariângela fez parte, durante muito tempo, da Ordem Rosacruz. Lecionou, por vários anos, Ensino Religioso, Filosofia da Educação, Psicologia Educacional e Empresarial, História da Educação, Didática, Estrutura e Funcionamento do Ensino de 1º e 2º graus, Metodologia do Ensino de 1º Grau, e Sociologia Educacional. Freqüentou, durante quatro anos, o curso de Teologia, na cidade de João Monlevade (MG), oferecido pela PUC — Minas. Toda sua carreira profissional foi pautada através de participações em congressos, encontros pedagógicos, seminários, debates, cursos sobre educação e religião. Aposentou-se da rede pública, nos cargos de professora e supervisora pedagógica, e iniciou seus estudos de espanhol, no FISK, em João Monlevade, onde se formou nos níveis básico, intermediário, avançado e conversação.
Sua vida poética foi despertada a partir do ano 2000 tendo escrito 360 poemas em espanhol e português, dois em italiano e português e dois em inglês e português.
Atualmente, é professora de espanhol e inglês no curso Pré-vestibular “Libertas” e no curso particular “Don Quijote de la Mancha” Recebeu troféu “Menção Honrosa” pela participação em um concurso realizado em Alvinópolis, cujo poema faz parte do livro Primeira Antologia de Alvinópolis (Edições ALBA, 2006), organizado pela escritora Ana Teresinha Drumond Machado , pela ed. ALBA. Exerce a função de presidente da Fundação Casa de Cultura de Alvinópolis, onde reside.

Confreira Efetiva.






Herida expuesta, vida vacía
Mariângela Rodrigues Repolês

Aculada la madre naturaleza enferma,
solloza, gime y en dardos llora…

Se muere al atardecer en sol lírico y retórico
a escurrir mataduras del pueblo, matadero de la vida…

En aire pidiente de cielo nublado, perdidosa
bandada de pájaros asustados revuelan…

Muerte diaria de la vida en sombras se hace
ladeando las estrellas en metamorfosis misteriosa…

Por sierras y montañas vapores rosales se expiran
y en goteras de orillas comprimidas el viento las cicatrizan…

En ese tiempo agrio se engulle y se encoge
el azul celestial sin olor de mañanas tibias…

Y así se pasan los días, las noches en horas plañideras
las lagrimas secas que se enveredan en cuevas del vivir…



Ferida exposta, vida vazia
Mariângela Rodrigues Repolês

Acuada a mãe natureza doente,
soluça, geme e em dardos chora...

Se morre ao entardecer em sol lírico e retórico
a escorrer pisadura do povo, matadouro da vida...

Em ar mendigante de céu nublado,
perdido bando de pássaros assustados revoam...

Morte diária da vida em sombras se faz
beirando as estrelas em metamorfose misteriosa...

Por serras e montanhas vapores rosais se expiram
e em goteiras de orla comprimida o vento as cicatrizam...

Nesse tempo ágrio se engole e se encolhe
o azul celestial sem cheiro de manhãs tíbias...

E assim se passam os dias e as noites em horas carpideiras
as lágrimas secas que se enveredam em covas do viver...