Renata Rimet

Renata Rimet é Bacharel em Administração de Empresas, Educadora Social, Chanceler Cultural do Movimento A Plêiade, colaboradora do projeto Biblioteca em Movimento, integrante/organizadora do Projeto Fala Escritor, colabora com o jornal e rádio Raiz Online, com sede em Portugal e atualmente é licencianda em Letras.

Blog Pessoal:
http://vicioemversos.blogspot.com

Livros publicados:
Um Pouquinho.Renata Rimet; Pará de Minas,MG:Editora Virtualbooks, 2009.
Antologias/ Coletâneas que participa:
Coletânea Casa Lembrada, Casa Perdida -edições AG 15ª lugar categoria Poesia;
Antologia Poética resultante do prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus 2008;
Coletânea Cai da Tarde ed. AG 2009 – 6º lugar categoria Conto, 10º lugar categoria Poesia.
Novos Talentos do Conto Brasileiro-CBJE
Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos 56º vol. CBJE
Sensualidade em Prosa e Verso Ed. 2009, CBJE
Poemas Dedicados ed. 2009, CBJE;
Quem…Contos Selecionados Ed.2009. CBJE;
Panorama Literário Brasileiro 2009/2010 – As Melhores Poesias. CBJE;
Coletânea Versatilavra – Fundação Omnira 2009
Antologia Poética Mãos que Falam 2009/2010
Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus – edição 2009
Antologia Alma Brasileira Vol.3 – Edição Especial Dia das Mães -2010 Virtual Books
Fala Escritor em Prosa e Poesia – Virtual Books 2010
Antologia do Amor - Giz Editorial, 2010 – Contra capa.
O Aeronauta – Carlos Conrado - Prefácio

Confreira Efetiva.






Real e Virtual me confundem
Renata Rimet

Acordei para a realidade e o que é pior, estava ali, dentro dela. Tentei desligar interruptor, puxar tomada, mas nada que tentasse fazer mudava a fatídica situação em que me encontrava...
- Meu “matrix” caiu!
Estava rodeado de fatos reais e seres reais, daqueles que não sorriem quando passam por você, não apertam sua mão e o que é pior, não abraçam e muitas vezes se quer despedem-se com beijinhos ou beijocas; na verdade são seres frios, distantes, que andam apressadamente sem perceber a minha existência e a de tantos outros...
Aos poucos começo sentir falta de ser um “Pixtar” de criar as regras de convivência do ambiente que me completa, lá se trabalha e produz para ser famoso, para ser destaque e não somos recriminados por isto.
Por vezes esquecia que o mundo virtual fazia parte de um sistema muito maior e complexo como o “real”.
Precisei atravessar a rua, ficou evidente que meus recursos neste universo eram infinitamente menores, avistei um botãozinho verde e uma placa “aperte aqui” - logo a imaginação foi a mil, gerando expectativas quanto ao poder daquele simples “botão verde”; direcionei a mão direita com cautela, desejava aproveitar ao máximo o momento, o dedo indicador a poucos centímetros de aciona-lo, até que o impacto de um braço muito mais forte invade o que seria “meu momento” aperta o botão e ainda resmunga -“Tá quebrado!”.
Mais uma vez dou me conta que este é o mundo real, por aqui não se trocam gentilezas, não existe possibilidade de uma segunda vida, além dos seres que por aqui habitam, não gostarem de interagir, participar em comunidade; é tudo muito individual, uma busca constante por vantagem diante dos demais, enquanto no mundinho virtual passeamos, fazemos amigos, conversamos, realizamos festas...