CAPPAZ - Confraria Artistas e Poetas pela Paz

 

 



1.
Gato
Tânia Maria de Souza
 
Na fantástica peça da criação
Deus, em sua suprema direção
Viu que faltava um ato
E nele colocou um gato
 
O palco, então, encheu-se de candura
com a presença dessa doce criatura
Um ser suave, que traz paz por onde passa
a miar sereno, altivo em sua graça!
 
 
 
2.
GATO II
Meimei Corrêa
 
E dengoso, faceiro, ele encenou
Encantando a platéia que vibrou!
O gato, percebendo ser um astro,
Quis no teatro deixar o seu cadastro.
 
E diante dos aplausos, seu ron-ron
Era um gesto grato ao Pai por ser bom,
Destinando-o aos palcos dessa vida,
Tornando as noites bem mais divertidas!
 
No sobe e desce dos muros, os gatos
Se divertem, namoram, de imediato
Disparam feito doidos pelas ruas.
 
Depois se banham com tal cerimônia
E se esparramam sem qualquer vergonha
Daquilo que são em suas arruas.
 
 
3.

O Gato!

J.J. Oliveira Gonçalves

 

O gato é um bichano independente

Posudo, elegante e informal...

Da casa ele se apossa... E até da gente

Do olho-grande exorciza o mal!

 

O gato é um felino brincalhão

Pequenininho brinca... Já é ternura!

Neruda o enalteceu... E com razão

Quão bela e igual malandra criatura!

 

Eu tenho vários gatos... Vários pêlos

Por companhia, sim, adoro tê-los

Perscrutadores olhos... misteriosos...

 

Com eles eu me pego a conversar

E através de um doce ronronar

Recebo seus Eflúvios Amorosos!

 

Do gato a sua Alma é um Enigma...

À minha, (libertária!), é Paradigma!

 

Porto Alegre, 11h25min - HS

jjotapoeta@yahoo.com.br - www.jjotapoeta.art.br

 

 

 

 4.

Ah, o Gato...

Joyce L. Krischke

 

Entre os belíssimos escritos deixados por Arthur da Távola, recordo-me ter lido um poema para os gatos. Ele escreveu que os gatos  são como monges recolhidos ao silêncio e que talvez o homem não perceba o que ele vê.

Creio que essa tarefa de monge-guardião do gato assiste razão ao escritor.

Seu silêncio e sua postura altiva e, ao mesmo tempo, delicada, comprovam as palavras do poeta.

O gato é muito mais autônomo que o cão. Ele sai a passear sozinho e vai por onde quer. Desde subir nos telhados dos vizinhos, e neles namorar... miar... Mas, sempre volta para a casa, em silêncio...

Outros aspectos que observo no gato e seu silêncio: quando mia, o seu miar ? mais suave que o latir do cão. Quando bate sino ou soltam foguetes ele não mia. Já o cão late e uiva, até.

O gato, quando resolve dormir como o da imagem, dorme por horas e horas... Se o dono sai de perto dele, o gato continua o seu sono. Já um cão, quando o dono levanta da cadeira, se estiver dormindo, acorda, se põe de pé e acompanha seu dono.

O gato é muito elegante... Quando anda, parece deslizar como uma bailarina... na ponta dos dedos. Sim, creio que o gato não coloca as patas por inteiro no chão para andar, ele somente coloca os seus dedos.

(estarei equivocada?)

Eu, pessoalmente, nunca fui dona de um gato e devo confessar: é uma experiência que me falta vivenciar... Sim, convivi com gatos da minha avó, mas nunca os tive em minha casa (por recomendação médica: tenho pessoa com asma na minha família).

Ah, o gato...

 

Balneário Camboriú, 20/11/2009 - 01h15min

 

 

 

 5.

 FÉLIX, o gato (homenagem póstuma)

BRita BRazil

 

Félix me ensinou a ser discreta,

ser sincera, ser selvagem,

ser verdadeira de verdade

 

Ele me ensinou a me calar na hora certa

a ser esperta no meu reflexo,

a ser inteira

 

Ele me vasculhou por dentro, me renovou.

Filosofias se foram.

Ele me refrescou o pensamento

e agora, sou só momento.

 

 

6.

 Miau é o gato

Gislaine Wachter

gato faceiro
dono do terreno
dorme bastante
mia gostoso
sobe na janela
pula pra ruela
gato dengoso
acorda e boceja
se esssspreguiçaaaaa
se alonga
afia unhas no sofá
toma seu leitinho
lambe as patinhas e passa na cara
gato sapeca
brinca com bolinhas
sente qdo estou triste
vem ronronar no meu colo
agita o rabo
e observa tudo
gato safado
com bigodes longos
olhos de lince
capta as coisas no ar
gato gatoso
toma banho gostoso
com sua língua no pelo
pra ficar lisinho
pra miar baixinho
pra ganhar colinho
adoro este gatinho...

7.
Minha Malu Gatinha
Akasha De Lioncourt

Há alguns poucos anos,
Deus me deu um presente divino,
Ele me trouxe a doce Malu,
Pequeno bebê na forma de um felino.

Quando ela se aconchegou em meu seio,
Aqueceu-me e deixei de ser sozinha,
Eu, que por eles detinha certo receio,
Rendi-me completamente à doçura dessa gatinha.

Malu me ensinou a amar,
Sem qualquer tipo de retorno esperar.
Esse é o sentimento incondicional,
Que caracteriza o verdadeiro amor fraternal.

Doce, meiga, cheirosa e delicada,
Essa é a minha felina, tão educada.
Esconde a unhas para não me arranhar,
E não abre mão de sempre vir brincar.

Malu faz parte do meu dia-a-dia,
Minha companheira, o tempo todo presente.
Sempre me fazendo companhia,
Torna minha vida mais contente.

Agradeço a Deus, a benção recebida.
Aprender a amar esses pequenos animais.
Quem não consegue conceber esse amor em sua vida,
Não conhecerá a completude jamais.

23/11/2009

 

 

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