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01.
Meu pai, meu amigo, meu irmão.
Deomídio Macêdo 

Quem é este homem de cabelos brancos, de olhar aleatório, de corpo franzino, esquelético, com a mente em devaneio, deitado numa cama com grade protetora para não cair?

Que necessita de cuidados mais sutis para não machucar o corpo que sofre com o avançar do tempo que deixou para trás.

Tempo que ele dedicava aos filhos e filhas num total de cinco crianças que Deus lhe confiou nessa árdua missão.

Quantas noites este homem ficou acordado, debruçado em nossas camas quando estávamos doentes, febris até recuperarmos totalmente a nossa saúde?

E a preocupação que tinha para conosco na escola, com as amizades que construíamos no dia a dia, para não cairmos em maus caminhos?

E a profissão que ele me dera como Radiotelegrafista e que com ela consegui formar uma família e me aposentar.

Ah! Meus amigos, minhas amigas, este homem é Gutemberg Neves de Macêdo, meu Pai, meu Amigo, meu Irmão, meu Herói.

Agora chegou a minha vez de doar a este homem, hoje criança, o meu amor, o meu carinho, a minha afeição.

Estou aqui pai ao seu dispor. Obrigado por tudo o que fez por mim.

Que Deus o abençoe.

Parabéns pelo seu dia!

Abraços, beijos no seu coração.

Deomídio Macêdo
 

02.
Meu Pai e o Fogão à Lenha...
J.J. Oliveira Gonçalves

Em tardes como esta - de invernia
Sinto Saudades, pai, dos tempos nossos!
O Inverno com sua língua - fina e fria
A me lamber - tacitamente - os ossos!

Nosso fogão à lenha - hoje calado
Sente este mesmo frio que vara a Alma!
A chuva chora - eu sei - nosso Passado
E a chorar, assim, meu peito acalma!

Ao te escrever me vem tanta lembrança...
Imagens de meus tempos de criança
Da leda adolescência, lá, em Bagé...

Entre os Vazios da Ausência, finjo, então,
Que rimos nós os dois - frente ao fogão
Que até somos felizes, "seu" José!

Velho fogão à lenha que me viste
Ai, ontem, tão alegre... Hoje, tão triste!!

Porto Alegre, 21 de julho/2011. 15h15min
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03.
PAIS DE VERDADE
Humberto Rodrigues Neto

Tem, toda mãe, aquela devoção
de dar aos filhos alegria e gozo,
mas cumpre bem melhor a árdua missão
se tem a ajuda de um ativo esposo.

E é tão gostoso aos seus rebentos, quando
notam do pai os gestos prestimosos,
nos trabalhos da mãe cooperando,
mormente nos que são mais trabalhosos.

Se a mãe adoece e falta-lhe a energia,
tal pai não foge à colaboração:
pega a vassoura, vai ao tanque e à pia,
e se preciso encara até o fogão.

E quanta vez, numa fatalidade,
nossa mãezinha para o além se vai;
é quando Deus, num rasgo de bondade,
nos troca o amor da mãe pelo do pai! 

04.
DOMINGO
BRita BRazil

Domingo é dia dos pais pacientes
dos pais cientes
dos presentes
e dos ausentes

Domingo é dia dos pais contentes
dos menos freqüentes
e dos doentes

Domingo é dia de lamber a cria
dia de visitação,
de descobertas
de aproximação

Domingo é dia de beijar aquele
que lutou com garra
pro seu filho educar.
E de perdoar o que se fez de fraco
pra não o sustentar.

Domingo é dia de água de coco pelo litoral
chimarrão quente
cervejas geladas
almoço em família.
Mesmo sem almoço, mesmo sem família.

Domingo é dia de saudade
pelos que se foram
dia de minguar-se em solidão.
Domingo, é dia do homem fértil
que deixou, na humanidade,
sua recordação. 

05.
Meu pai, meu amigo, meu irmão.
J Otoniel Poeta

Meu pai segundo a vontade
Suprema
Do Pai Eterno Criador
Com amor e crença
Tomou a primeira iniciativa
Levar-me a Pia Batismal
A exemplo de João Batista
Gerou-me filho natural
Convertendo-me filho de Deus
No plano espiritual

Ser batizado é receber o dote
Não é mera questão de sorte
Meu pai meu primeiro conselheiro
Sendo assim meu primeiro amigo
Meu irmão e meu companheiro
Fui assistido pelo mesmo gozando
Do encaminhamento ao bem e proteção
De cristã sociedade participando
Dando-me exemplos de responsável ação

De amável pai amigo irmão companheiro
De amar o trabalho e buscar a boa educação
Insistir visívelmente em adquirir o dinheiro
Preservando-se o farto sobreviver e habitação
Nesta sagrada data do “Dia dos Pais”

Junto-me aos confrades e confreiras
e Diretiva da CAPPAZ
Prestando nossa homenagem, desejando a todos
Um feliz evento de alegria participativa
Com os seus que os amam no Bem e na Paz! 

06.
Tributo a meu pai
Daniel Brasil

Meu velho pai do cabelo embranquecido,
Velho querido escuta este filho teu Neste momento estou cantando para ti
Como eu já vi, o tempo te envelheceu Mas com orgulho é linda tua existência
E a experiência, que a vida te deu
Mas é com alma que teu sorriso brilha Pela família te agradeço velho meu.

No teu passado, passaste muito trabalho,
Hoje grisalho recorda a trajetória Com muita garra, com meta e sacrifício
No teu oficio descortinaste a vitoria Para a família deste um bonito exemplo Eu te contemplo dentro da minha memória
Tu es amigo, es um mestre e meu pai Por onde vai é bonita tua historia

Eu me orgulho de ser teu filho meu velho
Em ti me espelho por seres trabalhador,
Neste mundo eu sei que é dura a lida Por esta vida, eu também sou um lutador,
Como é bonito se ter um pai otimista
Não egoísta e que semeia o amor
De coração reparte o pão com o semelhante
É exuberante teu ideal de vencedor

Meu velho pai eu estou te agradecendo
Como estou vendo tudo isto é a realidade
É tão bonito entre um pai e um filho
Ter-se o brilho e um senso de amizade
Eu peço a Deus o nosso Pai das alturas Com mil ternuras e um manto de bondade
Embora velho tu mantenha a juventude E com saúde e muita felicidade 

07.
Saudades... Distância!
Joyce L. Krischke

Saudades... já não posso lhe ouvir
Recordações... Lágrimas a cair
Passeios no Parque da Redenção...
Ah! Vejo seu jardim em extinção.

Suas rosas... pomar abandonados
Eram refúgio dos namorados.
O seu verde gramado já secou
E o canto dos passarinhos acabou!

Lá distante- seu paraíso encantado...
Tapera, castelo desmoronado!
Sim, hoje relembro... com os meus ais

Enquanto leio sobre outros papais.
Não sabia, como era Feliz minha vida!
Saudades... Distância! (percorrida...)

Balneário Camboriú, 10/08/2011- 19 horas 

08.
Meu Pai Adotivo
Diná Fernandes

Papai, assim eu lhe tchamava.
Naquela casa, só você me entendia, só você me amava!
Você é que segurava a minha mão e tudo me ensinava.
Você meu Pai, homem do campo, enérgico e extremamente religioso,
com seu jeito simples , porém sábio, me educou a seu modo.
Apesar do pouco tempo de convivência, apenas 14 anos em sua companhia,
pois a idade avançada o impedia de caminhar com a desenvoltura de sempre,
e já não me protegia como antes .
Lembro bem quando me dizia... "Minha filha,
nunca pegue no alheio, isso se chama desonestidade,
jamais esconda a verdade, mentir é falta de vergonha na cara,
não maltrate os animais nem as plantas , tudo que há na terra precisa ser respeitado.
A natureza faz brotar em uma árvore uma colorida cabeleira e a floração
é a alegria para nossos olhos , isto é obra de Deus..
Com base nos seus ensinamentos muito aprendi com você!
Papai, infelizmente não tive o prazer de lhe dizer
obrigada por ser meu formador, meu melhor professor!
Com a sua partida me senti orfã da vida e de tudo,
meu porto seguro]naufragou, foi muita dor para meu infante coração.
Quisera que a vida fosse eterna para tê-lo sempre junto a mim
Graças às suas lições de vida pude me safar das dificuldades
que a vida lá fora me mostrou sem em nenhum momento perder a minha dignidade.

Obrigada José Cipriano, você me ensinou a batalhar pela vida e caminhar na retidão.

Saudades eterna! 

09.
Meu Pai...
Roberto Bordin

1982
Um câncer o levou
Fulminante, sem agonia
Morreu triste
(mas todas as mortes são tristes)
Morreu triste pelo seu Palmeiras
Perdera naquela última quarta
"Não chega essa dor,
ainda o Palmeiras perde?"
Foram as últimas palavras
que ouvi de sua boca.
E nunca mais ouvi nada!
Mas meu pai não era um só
Era muitos
Sério! Falo e provo!
Batizado Enrico
Na identidade, Herique
Na família, Dino
O mais velho, Bernardo
Morreu cedo, criança
Meu pai veio a seguir
O Bernadinho, Bernadino
No diminutivo da família
Dino, meu pai
Enrico, meu pai
Henrique, meu pai
Pouca escola
Muita Leitura
De um mero tirador
de chapas aos 11 anos
à Diretor Industrial aos 60!
Sem muita teoria, só prática
E sempre no mesmo lugar
Calado, quieto, observador
a frase na hora certa...
Pouco riso, muito siso
e muitas histórias!
Enrico
Henrique
Dino
Gostei dos três
Não entendi eles
Na época...
Sempre quer saber
Mais do que eu?
E ele sabia...
Um beijo, velho
Em qualquer lugar
que esteja...
Ciao, caro! 

10.
Ao meu pai: Clodoaldo Alves de Souza (in memorian)
Meu pai, meu amigo
Vera Passos

Num lépido aconchego do lar
Em breves tempos da vida
Tive o prazer de estar
Com o homem que amava sua lida
E me fez um dia sonhar
O tempo se foi com o vento
Como folhas à noite ao relento
Como sopro do ar que se espalha
Acendendo luzes na história
Se foi para além da muralha
Encheu de imagens a memória
Me aplaude, me ensina e ralha
Como um Guia na escola da Glória
Se estou tristonha, me diz:
Use sempre a inteligência
O tempo refaz a estória
Como na infância, sorri
Às vezes pintava o nariz
No esforço pra ser feliz
Fez a sua graça na dor
Na praça, vidas, semeou
Cumpriu o trato e seguiu
Partiu pra um outro labor. 

11.
O presente de ser pai
Marcelo de Oliveira Souza 

Vem chegando mais uma oportunidade para comemorarmos o dia dos pais, o comércio se oriça todo só em pensar nas vendas que irão atingir.

Aquele velho consumismo vem à tona, todos falando em presente, mas nunca falam em presença, a presença é sempre o mais importante, os pais não estão fincando mais presentes na vida dos filhos, que muitas vezes estão sendo criados por babás, creches e tudo que uma sociedade nova e com valores deteriorados possa permitir.

A relação de pais e filhos está estragada na maioria das famílias, o poder paterno vem diminuindo diante de tanta permissividade e no dia dedicado aos pais vem toda aquela questão do presente, o presente não é importante, repetindo, o amor sim, é o mais importante é o maior presente que podemos dar no cotidiano e o que podemos receber.

Vamos aproveitar o Dia dos Pais e refletir sobre essa nobre missão, pois apesar dos lares desfeitos por separação ou até por seu filho já possuir outra família, os laços de amor nunca são desfeitos, pelo contrário, datas como essa não é data de comprar e sim de renovar o sentimento de amor a quem concebeu e criou a nossa família. 

12.
Mi padre
Mariângela Repolês

Tu recuerdo me roza en migajas
presentes en mis días en mortajas
tus caramelos para pequeñitos
quedaron olvidados sin cariños.

“Mi negra” me decías en ternura
en tu boca era miel en dulzura
alegre corría abriendo la puerta
de mi padre yo era así devota.

Se derretía a llorar en novelas
en tu rostro lágrimas paralelas
corrían tus gemidos campeando
mis ojos vieron tu llanto secando.

*.*.*.*.*


Meu pai
Mariângela Repolês

Tua lembrança me roça em migalhas
presentes em meus dias em mortalhas
teus caramelos para pequeninos
ficaram esquecidos sem carinhos.

“Minha negra” dizias em ternura
em tua boca era qual mel em doçura
alegre corria abrindo a porta
ah... de meu pai eu era assim devota.

Se derretia a chorar nas novelas
em teu rosto lágrimas paralelas
corriam teus gemidos campeando
meus olhos viram teu pranto secando. 

13.
Para Meu Pai
Renata Rimet

Pai
Amor incondicional
Transformador de sonhos em vida real
Companheiro de sorriso discreto
Não admite, mas é meu mestre
É quem me observa com ternura
Protege de todas as amarguras
E sofre quietinho quando a travessura
É maior que os braços que salvam das arranhuras

Pai
Pra quando eu quiser chorar, ter onde me recostar e ficar confiante
Aquele que diz siga em frente, nos explica que vivemos o presente
e diz que somos todos inocentes

Me faz mirar lá na frente
Querer ser gente grande
Só para lhe abraçar
Afagar os cabelos brancos
deixar provar do carinho que me ensinou ao longo do caminho...

Deixa agora eu lhe cuidar
tratar das arranhuras que a vida provocou
veja que tenho braços fortes
que não sou mais tão teimoso
Aprendi com seu jeitinho carinhoso que é devagar que se vai ao longe...

Homenagem a Almir Fonseca Ramos,meu pai!
Renata Rimet 

14.
DIALOGO COM VOCÊ PAPAI...
Elio Cândido de Oliveira

Comemorar é se sentir contente
De um ponto a outro alegremente
Pai já que não estas aqui fisicamente
Acredito tua presença espiritualmente.
“Sente aqui! Filho falar da vida”
Das belezas que vai encontrar
As pedras do caminho a retirar
“Saibas terás de alguém a guarida”

No espelho a refletir
A família, terá que construir
Um ninho de pura verdade
Faça-a com toda a honestidade.

Eleve-se a qualquer firmamento.
Proteja irmãos que por ironia da sorte
Tem sobre si o pesado sofrimento.
Neles até o pavor da morte.

Traga pra si da vida a responsabilidade
Transmita sempre e pratique a lealdade
Sempre vivendo a humildade.
Uma prece e caridade.

Pai!
Momento de reflexão!
Neste dia a Deus minha oração.
A você meu carinho e saudade..

elio386565@hotmail.com  - elio.oliveira@altnet.com.br

15.
MEU PAI... MEU AMIGO, MEU IRMÃO...
ELOISA ANTUNES MACIEL
(SÃO MARTINHO DA SERRA/RS)

Foste meu pai, nos braços me acolheste,
Quando nasci, de amparo desprovida...
Com teu desvelo tu me protegeste,
E me orientaste nos afãs da vida...

Ao partilhar os meus contentamentos,
E ao alertar-me ante algum perigo,
Também compartilhaste sentimentos,
E assim te revelaste meu amigo...

Portanto, foste pai, também amigo...
Em tua crença fiz o meu abrigo,
Focada em tua vivência de cristão...

A tua fé serena me legaste,
Nesse sentido, enfim, tu demonstraste
Que além de pai e amigo... foste irmão!

12/08/2011. 

16.
BENÇA PAI...
Marco A. Amado

Pai, peço-lhe tardiamente perdão.
Pois só agora entendo
As orientações,
as cobranças
As broncas,
O zelo excessivo
Que fazias de coração

Por ser criança, jovem,
Não entendia o sentido
De suas preocupações
Agora sou pai
Passei a entender
E compreender
Suas ações

Você foi pai exemplar
Em minha criação
Foi meu amigo e irmão
Quando brincava comigo
No jogo de bola
Nas brincadeiras
Que para adultos sem filhos
Não fazia sentido

Crescia e muitas vezes
Tinha você mais como amigo
Quando cheio de preocupação
Com os desafios que começaram a surgir
Pedia orientação não como pai
Mas sim um grande amigo

Teve vezes que precisava de um irmão mais velho
E lá estava você
Deixando de ser pai
Dando-me a explicação
Para aquele problema
Que a meu peito oprimia

Pai, irmão e amigo,
Só agora
Comecei a entender
Toda a sua labuta
Toda sua apreensão
Tua rigidez,

Agradeço nesta oração
A sua luta
O seu empenho
Para orientar
E transformar
Um menino
Em um homem
Com responsabilidade
Integro e também um pai
Que hoje cheio de gratidão
No coração
Mesmo que tardiamente
Pede-lhe perdão
Por sua insistência
E competência
Em crer neste teu filho
Que muitas vezes
Não entendeu tua rigidez
E sua sabedoria
Que amealhou
Pelos caminhos da vida.
Obrigado pai
Sei que onde você estiver
Teus pensamentos
Estarão sempre conosco
Sua benção.

Ocram 12/08/2011 

17.
Meu pai, meu amigo, meu irmão,
Dinalva Macêdo 

Devemos homenagear os nossos pais todos os dias do ano.

Todavia, no Brasil escolheu-se o segundo domingo de agosto para homenagear os pais.

Quero aproveitar esta data, para dizer ao meu amigo, meu irmão, meu pai querido, José Alves Santana, de apelido “DUCA”, que só tenho a agradecer a Deus, por tê-lo como PAI.

Desde criança nos orientou a seguir o caminho da retidão, com muita responsabilidade. Mesmo não tendo oportunidade de estudar, aprendeu apenas a escrever o seu nome, sempre preocupou em colocar os seus filhos na escola, para se “formarem”, terem uma boa profissão e serem homens e mulheres de bem.

Pelo grande exemplo de homem que és e pela sua sabedoria de vida, só tens orgulhado a sua família que muito o estima.

Dos seis filhos (quatro mulheres e dois homens), fui a primeira a chegar nesta família maravilhosa. Muito obrigada Pai querido, por todo apoio e amor que tens demonstrado por mim, pelos seus netos e por toda a sua família, em particular pelo cuidado e companheirismo que tem dedicado a sua companheira, minha Grandiosa Mãe.

Meu pai, que Deus te ilumine sempre e que você tenha muitos e muitos anos de vida.

Saúde, paz, alegria e muitas vitórias.

Desta tua filha e amiga que muito te ama.

Salvador, 12 de agosto de 2011. 

18.
Meu pai, meu amigo, meu irmão
Varenka de Fátima Araújo 

A fotografia é luz e uma leitura visual. O mundo que habitas é luz e amor. Dia 12 de agosto na ACB, recebi das mãos do Dr. Luiz Barreto uma foto do meu pai, já desgastada pelo tempo, mas, ainda nítida. Na pose de formatura de economista, em volta da tua cabeça estava o elmo da luz, no teu olhar como o da Mona lisa penetra na minha alma.

Na gaveta da memória, as páginas do nosso livro. Indeléveis tuas palavras sabias, papai. Ah! Papai tinha a sensibilidade na pele, sentias tão profundamente sem lamentos. Um psicólogo nato. Com tua voz em postada cantavas Malaguenha, sempre fui tua fã.

Papai, meu amigo, desde pequenina me colocava em cima da mesa para que eu dançasse, aplausos. As batalhas travadas vencidas com tua inteligência, do teu lado me ensinavas a combater. Todos os ensinamentos foram assimilados e valorosos! Como as perolas nas conchas no fundo do mar.

Pai Chaginhas, meu irmão na nossa camaradagem, conversas inesquecíveis. Estavas sempre do meu lado, não me abandonaste. Apenas deste adeus a terra da boa esperança. Convicta que foste o melhor pai, amigo e irmão. Francisco Chagas de Araújo. Meu pai, tenho a certeza que estas no mundo melhor. Paz. 

19.
Espero ser tão PAI quanto JOSÉ foi para mim!
J.J. Oliveira Gonçalves

*Meu pai José Faustino Gonçalves da Silva e minha mãe Adelaide Oliveira Gonçalves.
08 de dezembro/1970 - Formava-me em Letras/PUCRGS.


Invernias sem meu Pai...
J.J. Oliveira Gonçalves

Saudade de meu pai que fez-se ausente
Um dia após o Dia do Professor!
Repetia-se a Lição - tão contundente
Feita de Perda e Luto, enfim, da Dor!

Dois anos quase, hoje, são passados
E eu fico, aqui, a lembrar do velho pai!
Os Sentimentos, sei: ensimesmados
E o pensamento longe... longe, vai!

No inverno, é que mais sinto falta dele
De geadas a contar... Do jeito aquele
De homem do interior - do Camaquã!

Ah, na vida que levo - tão sombria
Me lembro que - otimista - ele sorria
Ao madrugar - feliz - cada amanhã!

Cuia e erva... A chaleira no fogão:
Proseando preparava o chimarrão!

Porto Alegre, 13 de agosto/2011 - 17h33mim
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20.
Se for Herói, é de Carne-e-Osso!
J.J. Oliveira Gonçalves 

Sou pai. Por duas vezes. E outras mais poderia ser. Creio que fiz (e ainda faço) muito bem essa emocionante, difícil e Divina Tarefa. Fui responsável e carinhoso. Ainda que com este jeito meio esquisito de ser. Ainda que com esta aparente distância. Pois, pelos caminhos diversificados e complexos da Vida, aprendi que cada um tem seu jeito próprio - e único - de Amar. Eis que o Amor se manifesta de formas variadas. O que é importante, aqui, em se tratando de Amor, é que ele exista - não importa se é tímido em sua forma-sentimento ou se é escancaradamente alegre e barulhento. O importante mesmo - e que está além das algazarras e das fanfarras ruidosas do Amor - é o que está dentro dele. São os Guizos que ressoam - disfarçados de silêncios... É aquilo de que o Amor é feito: sua Essência - que nos fala, em voz sussurrada e tímida: "Ei, estou aqui... Sou silencioso, assim, porque minha Alma é silenciosa e meu coração é emotivo demais e teme se desmanchar em meio a suspiros e a lágrimas bobas e cálidas de Amor..."

Não fui nem sou um pai melhor do que outro pai. E nem esse tipo de coisa (ou vaidade?) me interessa. Aliás, nunca trilhei esses caminhos que considero por demais materialistas e exibicionistas - seja em que aspecto for, da vida. Todavia, tenho consciência de que fui... pai! Dei às minhas filhas o que sempre lhes pude dar - e o que posso, até hoje. Ah, quando crianças lhes dei brincadeiras, brinquedos, bonecas... E deixei que minha criança-interior saísse de dentro de mim para brincar com elas... Ah, tantas vezes, como se fora um bobo-da-corte... E o era. Da corte da infância de minhas filhas. Foram crescendo e, igualmente, foram crescendo minhas preocupações de pai. Sonhei por elas? Sonhei? E aprendi - não sem Dor! - que não devemos sonhar seus Sonhos... Os Sonhos pertencem a cada um. São coisas muitíssimo íntimas da Alma! (Esperançosas fantasias do coração!) Aprendi, enfim, que podemos, sim, partilhar deles, mas não sonhá-los. Que sonhar tão somente os nossos já é muito...

E nestas linhas sobre o tema "pai", não poderia deixar de escrever que, reconheço, sou um cara que sempre gostou de adjetivos e advérbios. E em meu fazer poético os utilizo - com gosto e até uma certa desenvoltura. Já fui elogiado por isso e, por isso, também, duramente criticado por "lentes" - de ambos os sexos - aqui de Porto Alegre. Bem, isso não interessa nem me afeta, pois minha inspiração não é "transpirada", mas, por alguma razão, (espiritual?), que nem eu sei explicar, essa inspiração é "desabrochada". Digo isso simplesmente para afirmar que há palavras que dispensam - com certeza - adjetivos ou advérbios. Entre elas, está a pequena palavra "pai". Se ele é "bom" ou "melhor", isso é lá com ele e com a sociedade que gosta de criar - convenientemente - mitos e lendas para vender "imagens" muitas vezes carcomidas... Arremedos do que são, na verdade, esses "ídolos" - criados "à luz de uma bondade e de uma perfeição" de causar inveja ao próprio Deus. Então, no caso, basta SER pai. Pai - com todas as letras e com toda a carga de Responsabilidade e Amor, (entre outros "condimentos"), que o maravilhoso Ato de ser pai traz dentro de si, ou seja - e repetindo - de sua Essência!

Nunca, antes, escrevera um texto assim - deste ângulo da questão. Mas, não creio que foi por acaso. Foi porque quis. Porque me senti inspirado. Porque já era tempo de escrevê-lo, quem sabe... Depois, escreverei sobre meu pai. Sobre a Saudade que me ficou dele... As recordações doces que se fizeram tristes porque ele não está mais aqui para dizer-me: "Te cuida, João... E, se falarem de ti, não dá bola..." E, então, em versos para meu pai, com certeza não faltarão o adjetivo e o advérbio...

Enfim, devo dizer - como já sabem alguns - que tenho muitos bichinhos-de-estimação. Pois bem: deles também me sinto pai... Seu "pai-humano", seu "pai-João", como costumo dizer para seus olhos atentos e meigos - tantas vezes distantes e perscrutadores... Diários companheiros da Solidão dos meus dias, moram comigo: têm casa, comida, cama, remédio, doutora e, afora tudo isso, meu Amor de pai - ainda que de pai-postiço!

Nesta manhã de Sábado de minha Doce Mãe Oxum, escrevo estas linhas. Uma prosa poética, talvez. E a dedico às minhas filhas Karina e Candice. E a uma menininha de nome Clara - a quilômetros de distância - mas que sempre me sorri ao coração - da qual, hoje, tomo a Divina Liberdade de ser, também, seu pai!

Amanhã - Domingo de meu Manso Pai Oxalá - é Dia dos Pais. Que os pais reflitam em sua Sublime e difícil Missão. Que os filhos reflitam, igualmente, em sua bela Missão de filhos - eis que, um dia, poderão ser pai, não apenas de seus filhos, mas, ainda, de seus velhos pais. Não chegamos a este Plano da Existência por acaso... Nem será por acaso que daqui - em determinada Estação - partiremos. Nosso tempo, aqui, é fugaz - exíguo... Quase o tempo de um Suspiro, de um Sopro, de uma Sombra refletida de Luz, de um Encantamento... Ah, um pai? É "um amigo de fé, irmão, camarada..." Como bem continua cantando meu contemporâneo Roberto Carlos - eis que é bem assim que sempre me senti e continuarei a me sentir pai! 

Porto Alegre, 13 de agosto/2011. 11h49min
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21.
UM SAGRADO INSTANTE
Mário Ferreira da Silva

Seu olhar exalava ternura...
Seu coração se inundou de alegria
Sua alma se fortificou de esperança
Sua mente em frações de segundos..
Arquitetou grandes realizações
Seu corpo tremia de emoção
Era a primeira vez que me tomava em seus braços..
Naquele instante sagrado.
Nossas almas se fundiram por toda a eternidade.
Nasci, e me tornei seu filho.
Você se tornou pai, mais uma vez.

Ao longo da vida.
Nossa triste timidez, de homens.
Impediu que falássemos de amor
Hoje você vive na eternidade com o criador
Mas se aqui estivesse.
Provavelmente não diríamos um para o outro
“Eu te amo”
Mas nos abraçaríamos
Um abraço tão forte..
Que nossas almas num instante sagrado
Transmitiriam um para o outro
O poder do amor que não se traduz em palavras
O profundo e sublime amor..
De um pai para um filho
E de um filho para um pai.
Depois deste intenso abraço
Ficaríamos um tempo juntos
Falaríamos de coisas banais do dia a dia
Talvez, você numa doce nostalgia
Relembrasse algumas traquinagens minhas de infância
Onde o seu olhar amoroso de pai.
Visse nestas estripulias, sintomas de grandes qualidades..
Depois, cada um seguiria o seu destino.

Pai.. Sinto-me muito profundamente honrado por ser teu filho.
Pai.. Sou infinitamente grato por tudo que fez por mim.
Sei que não me tornei tudo que idealizastes
Mas o que há de melhor em mim.
Faz parte do abençoado legado que deixastes neste mundo.

Olho para o céu procurando vê-lo
Penso em gritar bem alto... “Que te amo”
Percebo que não é preciso gritar
Sei que sua alma está me ouvindo.
Então falo baixinho quase sussurrando..
“Eu Te amo”....
Meu herói, meu amigo, meu irmão
Meu pai... 

22.
MEU PAI, MEU AMIGO, MEU IRMÃO
Carlos Reinaldo de Souza
Lafayette - MG

Não estás mais ao meu lado,
Iluminando o caminho,
como fiel aliado,
a guiar-me, com carinho.

Partiste cedo, querido,
senti total solidão,
mas teu exemplo aguerrido
foi a mais forte lição.

Não foste apenas um pai,
mas um amigo e irmão,
com força de um samurai
foste o melhor guardião.

Um mestre para ensinar
todos segredos da vida:
primeiro, o verbo amar,
paz e bem dar acolhida.

Enfim, cumprir o dever,
e à caridade servir,
pensar em ser mais que ter
e ao teu irmão assistir. 

23.
O Dia dos "Pais & Mães".
Gabriel Da Fonseca

alguma COISa,
sob ALGum modo,
num MOMento
derRADeiro,
LOGRou
impor o FATo
do aFASTamento
irreVERSível,

que aCABou
numa obNUBilação
da LONGa,
ATiva
GENERosa
e BONDosa
MATERNidade.

desMORONa
um ALICERÇe
do LAR,
cuja LAReira
F A M I LiAR,
PROVISoriamente
se conGELa.

AGORa,
a VIDa
prorROMPida
GRITa,
AINDa,
pela sua CHEIa
proMOÇão.

dAÍ,
a PATERnidade
reTIRa
ninguém SABe
de ONDe
do seu CORação,
ou COMo,
ENERGias
suPLETivas
pra SUPRir
TAMBém de
MATERnidade o(s)

FILHo(s)
ÓRFão(s)!!!

Gabriel Da Fonseca, 08/05/08. 

24.
AS MÃOS DO MEU PAI
Sílvia Silva Benedetti 

Na evocação da saudade, sinto-me mais próxima do meu querido pai. Quantas coisas queria dizer, quanto queria falar de amor e gratidão ao homenagear sua memória nesta ausência tão presente!

Foste um homem trabalhador, honesto e sonhador. Os teus exemplos de fé e desprendimento marcaram minha vida.Homenagear-te será falar das tuas mãos de operário. Será falar das mãos calejadas que, após a jornada diária de trabalho na oficina,tornavam-se finas e delicadas para acariciar os filhos, desenhar-lhes bichinhos, e projetar na parede aquelas sombras que nos encantavam.Foram mãos assim, grossas e muitas vezes feridas, que indicaram a meus irmãos e a mim os caminhos da dignidade e da honradez! Elas mostraram-nos como o trabalho faz o homem crescer!

Abençoadas mãos do meu PAI! Mãos dos trabalhadores que montam, capinam, e semeiam grãos e exemplos; mãos que são alavancas do progresso para os campos e as cidades.

Meu querido e saudoso PAI: Somente após teres trabalhado mais de 40 anos, e mesmo diante das consequências de um acidante de trabalho, foi possível usufruíres de uma mísera aposentadoria, que mal cobria os gastos com a farmácia; tuas mãos, que aparentemente poderiam descansar, nunca ficaram inertes, entretanto. Havia sempre um trabalho a ser feito. Um conserto aqui, outro acolá... dentro dos teus limites continuaste a trabalhar, desta vez graciosamente, pelo simples prazer, de ser útil.

Mãos do meu PAI! mãos dos trabalhadores. Ah, se elas pudessem falar _ por certo diriam poemas que não tiveste tempo ou habilidade para escrever. Falariam de sacrifícios, humilhações e discriminações. Falariam também de coisas de amor e fraternidade, de sonhos constantes e utópicos de uma vida mais confortável, com assistência social mais abrangente e aposentadoria mais digna; pediriam um pouco mais de atenção, lembrando que elas constroem os edifícios, fabricam os carros, tramam as malhas, e, em troca seus donos, os operários em sua grande maioria, acabam por vegetar no final de suas vidas.

Mãos benditas do meu PAI! Mãos dos trabalhadores! Mãos sofridas que sustentam o conforto e o luxo de muitas pessoas que as possuem "leves" para solapar muitas vezes os cofres da Nação _ impunemente desviando verbas, fazendo falcatruas, e envergonhando o povo, enquanto homens de mãos calejadas pagam o ônus da miséria com um salário de fome que longe está de dignificar o valor do operário ante o trabalho prestado por toda a vida...

Mãos do meu PAI! imortalizadas pelo árduo labor! Imortalizadas pela recordação que deixaram nesta saudade transbordante de gratidão pelo alimento que me deram, enquanto calejadas, que me conduziram, enquanto tuas ... PAI! 

Nota: Neste dia dos PAIS, mais uma vez concluo que meu saudoso e querido PAI, foi AMIGO e foi IRMÃO, por tudo o que representou e continua representar em minha vida. 

25.
Sérgio Martins Pandolfo

O nome Pai é sagrado
na boca do filho bom;
seu guia, um ser amado,
um abrigo, um edredom. 

26.
QUANDO O PAI SE TRANSFORMA EM FILHO
EstherRogessi 

Sentei a sombra de uma frondosa árvore, o vento veio mansinho me acariciando o rosto. Fechei os meus olhos, levantei a cabeça.. convidando-o a permanecer; a alongar-se naquela carícia suave.
Ah! Como ele sabia fazê-lo...

Os meus cabelos subiam e desciam num bailar.. como que, se fossem pipas soltas ao vento. Nesse momento, docemente, comecei a balançar a cabeça, para um lado e para o outro, fronte erguida, alma agradecida.
Ouvi o canto dos pássaros.. eu sorvia a natureza, de repente... um pássaro voou baixinho, em minha direção. Fiquei estática. Prendi, até mesmo, a respiração. Ele veio dando pulinhos graciosos, até aos meus pés.. só os meus olhos se moviam, eu não queria perder nada daquele momento gracioso e singelo. Foi assim, por momentos. Até que, um grupo de crianças se aproximou, gritando, sorrindo, pulando, correndo. - O viço da vida em ação!

Observei um garotinho que eufórico, sorria e falava muito alto, estava em cima das costas do seu pai, pendurado, com o seu corpinho esticado sobre elas. O jovem pai segurando-o pelos braços, se fazia igualmente criança. O pequeno gargalhava de satisfação e falava alto: – Como você é forte pai! Vai até a jaqueira, vai pai!

E, o pai o satisfazia com alegria.

Lembrei do meu antigo vizinho de condomínio - o Sr. Elias -, morador do primeiro andar. Vítima de paralisia, nos seus membros inferiores.
Certa vez, chegando ao nosso prédio, presenciei algo que, ficou forte em mim.
O Sr. Elias tinha chegado com o seu filho da terapia, e, ao retirá-lo do carro, Kleber – o seu filho – , o carregou às costas, da mesma forma que o pai daquela criança tinha feito. Enquanto o Sr. Elias era levado pelo filho, às costas – pois, o elevador estava em manutenção – chorava e dizia: “Antes eu te carregava filho, hoje, és tu que o fazes...

EstherRogessi
1ª Vice-Presidente Nacional CAPPAZ
Seccional Recife-PE
17/08/11 às 11h30m

TEXTO REELEITURA: QUANDO O PAI SE TRANSFORMA EM FILHO
11/05/10.Categoria: Narrativa 

 

27.
AO MEU PAI
Ana Maria Cardoso

Pai você me deu orientação
Para trilhar o meu caminho
com sabedoria e ponderação

Pai hoje sou teu espelho
Uma mulher bem decidida
Sempre querida, muito ativa

Caminho dentro do respeito e da razão
E agindo com muita precaução e emoção 

28.
Meu Pai!
Letícia da Rocha Silva

Meu irmão! Meu amigo! Exemplo de vida. Para mim meu pai, você sempre foi e será o nosso Porto Seguro, nossa âncora salvadora. Com você aprendi que a honestidade, o encontro, o respeito, a sinceridade e a fraternidade solidificam as relações humanas. Quantas vezes meu pai, acordei à noite, ainda criança, com você protegendo-me pra que minha noite fosse tranquila. Hoje, já velho, enfraquecido, doente oro por ti meu pai, para que o final da sua passagem aqui na Terra seja feliz e de muita paz. Tanto aqui na Terra como no céu, quero ser sempre sua filha, sua protegida. Que Jesus lhe abençoe sempre meu pai. Eu te amo.

Sua filha Letícia.

29.
Ser Pai
Ana Teresinha Drumond Machado

Bons pais corrigem erros,
pais brilhantes ensinam a pensar.
(Augusto Cury)


Ser pai é ser pujante jardineiro
germinador de frutos... fonte de vida
- sementeira de verdade por inteiro
à humana ... descendente torcida.
Ser pai é ser companheiro,
do ninho familiar, construtor.
Dos filhos, grandeza .... amor...
que alicerça valores,
que edifica nos bastidores .

Ser pai é ser músico, cantor...
Jogador ... mágico ...poeta,
declarante de carinho e de amor ...
de vivência a cultivar e enobrecer ...
Ser exemplo de pensantes projetos;
Da família, norte , construtor... seta.

Ana Teresinha Drumond Machado
Alvinópolis/MG

30.
MEU PAI,MEU AMIGO, MEU IRMÃO
Isabel Sanches

Meu pai pessoa honesta, batalhadora e sincera. meu amigo com quem aprendi tudo de bom e o qual me acompanhou desde os primeiros passinhos e me fez trilhar sobre seus exemplos a caminhar sempre com integridade. mesmo tendo ares sofrido e revestido de muita seriedade ás vezes comigo se fazia menino, como um irmão mais velho jogavámos as bolinhas de gude ao chão e prontos se dava início a desafios sem do tempo ter noção e em tardes vazias, tristes, fazíamos por nosso companheiro o violão.
meu pai, meu amigo, meu irmão...
Hoje é seu dia!
não o tenho mais em vida terrena, mas, só o fato de você ter existido e me protegido já me deixa feliz. nada me impedirá de recordar-te nem o tempo nem mesmo a morte. saiba que, me considero ser de muita sorte por ter a você como meu espelho de vida. entendo tua partida e espero na presença de Deus um dia o encontrar de novo.
Meu pai, meu amigo, meu irmão. estarás sempre nítido no meu coração e infinitamente:
o amarei com a grande ternura de sempre.

 


  








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