INTRODUÇÃO

Meio Ambiente – Uma Realidade Palpável… Uma Necessidade Inadiável…

Embora muitas pessoas tendam a restringir o conceito de meio-ambiente ao espaço físico de inserção e vivência humanas, esse conceito possui um sentido tão amplo quanto deveria ser a responsabilidade dos humanos, ou seja, de seus usufrutuários – por vezes travestidos de “defensores” incondicionais.

Todavia, não é incomum verificarmos a negligência desses usufrutuários– e também a nossa - frente à preservação e a atenção devida ao seu entorno imediato – seu bairro, sua rua, seu(s) núcleo(s) de convivência – ou ao menos a preservação do seu próprio quintal… ( e muitas vezes estas pessoas nos surpreendem com seus discursos inflamados ao discorrerem sobre o assunto - o Meio Ambiente, claro…).

No entanto, o amplo meio em que vivemos – e “ambientamos” não somente nossas vivências físico-espacial, como também os nossos ditos hábitos mentais e atitudes, constitui uma realidade tão palpável quanto palpitante no sentido de apontar aos seus usufrutuários a ingente e inadiável necessidade – não apenas de simples preservação – mas de testemunhos de respeito, cuidados específicos e oportunos, bem como de providências sistemáticas requeridas por contingências mesológicas – previsíveis ou ocasionais, como as chamadas “secas”, enchentes e /ou outros fenômenos emergências que, por suas implicações e/ou abrangência, requererem ações adequadas sob modalidades de intervenção que visem a minimizar efeitos devastadores, bem como gerar idéias saneadoras que se integrem em práticas permanentes e progressivas através de atitudes conscientes e comprometidas com a verdadeira preservação ambiental…

E lembremos que essas relevantes atitudes não se delimitam à dimensão físico-espacial, mas se configuram, fundamentalmente, na imensão que renomados estudiosos denominam de atitudes mentais… Portanto, MÃOS À OBRA – eu, tu, eles…

Lembremos, finalmente, que o “dia do Meio Ambiente” não se restringe a 5 de junho, sem, contudo, ignorar que essa importante data se constitui em chamado à responsabilidade de todos os usufrutuários e, como tal, merece respostas consistentes e igualmente responsáveis.

Eloísa Antunes Maciel
Confreira Efetiva
São Martinho da Serra/RS




PARTICIPANTES

01- Aila Brito (04)
02- Carlos Alberto Barreto (14)
03- Carlos Reinaldo de Souza (21)
04- Daniel Brasil (05)
05- Dilson Ferreira (12)
06- dinapoetisadapaz (02)
07- Fernando Alberto Salinas Couto (11)
08- Haydée S. Hostin Lima (08)
09- J. J. Oliveira Gonçalves (18)
10- Jacira Pereira (15)
11- Josimar Cardoso (13)
12- Joyce Lima Krischke (06 e 17)
13- Marcelo de Oliveira Souza (SOM) 01)
14- Marina Martinez (19)
15- Nádia Cerqueira (16)
16- Nena Sarti (20)
17- Regina Kreft (09)
18- Sílvia Benedetti (07)
19- Vanda Ferreira (03)
20- Vera Passos (10)




PARTICIPAÇÕES

01.
Árvore da vida
Marcelo Souza Oliveira (SOM)


Árvore da vida
Tão castigada hoje em dia
Trocada por prédios sem nostalgia
Vem sumindo rapidamente...

As cidades se desenvolvem
As florestas somem,
Parques arborizados
Transforma-se em parque tecnológicos.

Sem nenhuma lógica
A vida empedra-se
Vemos um mundo predial
Casa encima de casas...
A razão virou lucro
Nosso sangue verde solidifica-se
E a nossa vida
Virou dúvida, dívida...

Salvador/BA



02.
O planeta Azul
dinapoetisadapaz


Nossas matas verdejantes
Com suas árvores imponentes
Hoje em situação degradante
Pois o homem num ato inclemente

Com sua serra maldita
Tomba e queima com maldade
A natureza desolada grita
Suplicando por piedade

Como será o amanhã da floresta,
Nua, sem aconchego para as aves
Sem proteção nas encostas
Tudo isso é muito grave

O planeta que era azul
De tanta dor acinzentou
No Brasil, de norte a sul
O homem já devastou.

Várzea/PB



03.
Cofre de Histórias
Vanda Ferreira


Certo dia fiz longa pausa diante de entulhos. Induzida pela atração incontrolável, pela releitura de coisas antigas, velhas, abandonadas. Pulsa um mundo em cada objeto descartado, substituído ou simplesmente desprezado.

Descobri que estava diante de uma montanha de ideias, mistérios de histórias ocultadas, mascaradas, despejadas ali naquele monte de lixo. Por dedução tentei decifrar o passado de quinquilharias, como, por exemplo, a quem pertenceram, se foram úteis, amadas, mal tratadas... Há justiça destinar para a inutilidade aquilo que nos serviu?

Pausei o olhar sobre um ramalhete de rosas murchas. As pétalas, já desidratadas pelo passado tempo, insistiam em sangrar a originalidade da imponência vermelha do rubi, talvez o capítulo principal de um breve romance. Cena que me inspirou ao retrocesso. O plantio daquelas flores, sua colheita, a comercialização, o presentear, a emoção de cada fase de vida daquelas rosas, tudo que se processou até nosso primeiro encontro, onde a cumplicidade estabeleceu a conexão entre dois mundos de coisas feitas pelo homem vivo e o morto.

Interroguei a mim mesma, e meus “botões” ficaram por demais curiosos quanto à missão daquele ramalhete, que apesar de jazer no lixo, mantinha o certo quê de exclusiva beleza. Teria obtido o êxito ao objetivo que lhe propuseram? Quantos prazeres e a quantas pessoas aquelas rosas teriam proporcionado antes, durante e após sua transformação em ramalhete, além de meu apreço?

Ao avistar uma velha porta quebrada, escombro de algum prédio reformado ou demolido, imaginei se alguém sentou-se ao seu batente para meditar com o pé no chão, ou se algum casal, em beijo de despedida a fez de marco da separação, ou a usou como portal para alegre beijo de reencontro.

Todo lixo tem história. Cada um daqueles objetos já proporcionou alguma ou várias emoções, tristes ou alegres aos seus abandonadores que, por algum motivo, num certo (ou até mesmo incerto) momento fora descartado, posto do lado de fora da intimidade, enfim apartados de suas vidas.

No lixo são jogadas coisas que avivam sentimentos. Desfazemos de capítulos ou promovemos o fim de convivência, fim de história, ponto final de um trecho percorrido em paralelo com a tal coisa depositada na lixeira. Talvez jogamos no lixo as coisas significativas, como se decretássemos a morte de dolorosas lembranças. Desfazemo-nos de coisas sem ritual de despedida, sem chance para voltar. É a hora da maldade, do infame egoísmo no gesto que despreza a continuidade de vida.

Por outro lado, impera a positividade no desejo para limpar passado, na soberana sede pelo novo absoluto, pelo sonho virgem que renova a esperança intuitiva de coisas melhores.

Com certeza, cada um dos componentes daquele amontoado marcou momento histórico, episódio no qual somente o próprio objeto pactuou da cumplicidade sentimental. Nessa apreciação vi infinidade de coisas que juntaram seus destinos, suas lendas, seus fracassos finais, mas que, no entanto, mantiveram as individualidades coadjuvantes ou protagonistas de contos, poemas, canções e prosas.

Ao redor: a velha árvore, o buraco na terra, o caco de garrafa, a lixeira, a panela amassada e furada, a xícara partida e inúmeros outros muitos objetos, cada qual um cofre de histórias codificadas.


Campo Grande/MS



04.
Ações que ferem - (Meio Ambiente)
Aila Brito


Afogada em pensamentos
Relembro do velho rio
Do peito vêm os lamentos
Fico triste, sinto frio!

As tuas águas desviadas
Matam-te de sede e fome
Por mãos e almas alucinadas
Pelo mal que te consome!

Nas matas tantas queimadas
Desabrigando as espécies
Por ações endiabradas
Ó Senhor, nos faltam preces!

As aves já não gorjeiam
Com a mesma euforia
Tristonhos, não mais permeiam
As matas com sua alegria!

A poluição é fatal
Reduzindo o oxigênio
O impacto é geral
Flora e fauna adoecendo!

Senhor, nosso criador
Perdoe-nos de todo mal
Que a natureza de amor
Resista à crueza abismal!

Cocal/PI



05.
Mãe Terra
Daniel Brasil


Dia cinco de Junho
Dia do Meio Ambiente
Não é um dia diferente
É apenas mais um dia
Mas que tem a sintonia
Com a nossa Mãe terra
Abandonaria a guerra
Em defesa da Ecologia

Nesta data importante
Cuidar da terra é um dos deveres
A terra como ciclo de seres
Nesta cadeia de vidas
Todos estão inseridos
Nesta Mãe dos viveres
Dia do meio Ambiente
Vamos cuidar sem receio

Para ela a vida veio
Cada uma neste Universo
Não podemos ser dispersos
Porque somos deste meio
Vamos cuidar da água
Seja doce ou salgada
A terra está envenenada
Com poluição no planeta

Amigo se comprometa
Em defender a terra amada
O planeta é a nossa casa
Vamos cuidar do nosso lar
Assim possamos ganhar
Vida mais pura e sadia
Nestes versos de repente
Saúdo o meio ambiente
E vivamos com a Ecologia

Porto Alegre/RS



06.
Arvore Vovó (2)
Joyce Lima Krischke


Oh, Árvore Vovó, minha querida!
Revendo-te alegras minha vida..
Ao reencontrar-te quanta alergia!
És exemplo de força no dia a dia.

Hoje mais alta e mais frondosa
Continuas sóbria e ainda formosa
Escondes parte da visão do rio
Mas ao rever-te sinto arrepio

A tua fronde aprecio da janela
Em voz alta exclamo: Ah, és bela...
Mesmo cobrindo parte da paisagem!

É pra ti meu poema nesta paragem.
Reencontrei a Árvore Vovó boa vizinha
Companhia sempre que estou sozinha.

Porto Alegre, junho de 2016.



07.
Ecologia e Meio Ambiente
Silvia Benedetti


Ecoam os brados de socorro:
Cuidem e respeitem
O meio ambiente!
Levantem suas vozes
Onde quer que estejam.
Gritem por ele
A hora é esta!

Ecologia pede ajuda!

Meio Ambiente
Em descaso
O apelo da Terra insatisfeita.

Águas poluídas, emanações,
Matas devastadas.
Bárbaros homens
Indiferentes, tudo destroem.
Ecologia reclama atenção.
Novos cuidados
Trarão por certo
Estatísticas mais satisfatórias.
Insistam!

Porto Alegre/RS



08.
Capivaras
Haydée S. Hostin Lima


Dava pena sabê-las caçadas...
Na literatura onde a bicharada surgia em saberes
encantavam suas preferências:

...Ficar às margens dos lagos
entardecendo com a paisagem
roendo o horizonte com seriedade
de animal campeiro
bebendo rios largos.
E ásperas de couro
arranhavam as noites
transcendendo as fugas
com seus cheiros em lua
indo ao contrário do fogo
as espertas do mato.

(as espingardas esquecidas, ainda hoje,
tem o mesmo prateado das madrugadas
pirilampas, onde homens e capivaras
só queriam fugir da solidão e da morte).
Santa Maria/RS



09.
Dia do Meio Ambiente!
Regina Kreft


Altaneiras e silenciosas debruçadas
esgueiram-se nos dias de chuva ou sol
Habitam a fauna quase destruída!

Um mar sem fim de verde mata!
Desumanas mãos gananciosas dilacerar!
Rios, florestas, fauna, a se desintegrar!

O planeta sangra! O colapso já faz vítimas!
Usura desenfreada, terra em chamas!

Joinvile/SC



10.
5 de Junho, “Dia do Meio Ambiente”
Vera Passos


Somos responsáveis por tudo que aconteça ao Planeta Terra;
Chegamos aqui e encontramos os rios que abastecem vidas.
Os mares que oferecem riquezas.
O ar que respiramos.
O solo onde caminhamos, edificamos,
deitamos as sementes que se transformam
em alimentos..
As Rochas sustentam todo Planeta e oferecem os recursos minerais.
Queremos flores nascendo nos campos e jardins.
Queremos frutos brotando nas árvores.
Queremos os mananciais sem poluíção.
Queremos água potável. Queremos vida na vida.
O lixo mata; o lixo é o homem quem faz.
O que deixaremos para as gerações futuras?
A TERRA CARECE DE PAZ.

Salvador/BA



11.
Meio Ambiente
Fernando Alberto Salinas Couto


Em cada gesto que nós fazemos,
esquecemos que devemos zelar
pelo planeta em que vivemos,
este meio ambiente vulnerável
que, na verdade, é nosso lar,
de extinção, sabemos, provável.

E, por isso, deste dia em diante,
além de desfrutar da natureza,
cabe-nos a tomar certas medidas
de ser inteligente e pensante,
para salvarmos, além da beleza,
toda essência de nossas vidas.

Rio Janeiro/RJ



12.
Antes que o verde vire Cinza...
Dilson Ferreira


Sou dono do ouro e da prata da terra
Do ouro que o sol tem, da prata do luar,
Na poesia qu'eu poeta queira achar
Nos versos de paz, em tempos de guerra.

Protejo o verde antes que possa acabar
A fauna e a flora que a beleza encerra
E o ar puro que inda respiro da serra
Quando em versos vivos venho protestar.

Oi poetas! Somos donos da escrita...
Avante! Gritem... Protejam comigo
A árvore que chora, mas, que não grita

E nem reclama. Porém, com certeza,
Mais fácil o tigre ser nosso amigo
Que o bicho homem qu' esfola a natureza!

Natal/RN



13.
O Verde está morrendo
Josimar Cardoso


O Brasil é um dos poucos países do mundo que possui uma incalculável riqueza natural que vai desde pedras preciosas, a ouro, cassiterita e diamantes a centenas de espécies raras de pássaros, peixes, insetos e mamíferos, além de uma enorme bacia de água doce localizada no maior rio em extensão e volume do mundo. Toda esta riqueza, infelizmente ao longo dos séculos desde o início de sua colonização pelos portugueses no ano de 1500 até hoje, vem sendo devastada pelo homem que, na ganância de enriquecer de forma rápida, vai retirando da terra, tudo o que pode indiscriminadamente.
Por conta desta voracidade, muitas espécies de animais já foram extintas, outras em fase de extinção, sem falar que muitas culturas indígenas também desapareceram com a dizimação de nações inteiras que ocupavam nossas terras de Norte a Sul, de Leste a Oeste. O pior disto tudo, é que essas barbáries só são possíveis acontecer, graças a conivência de governos irresponsáveis que não tem tratado como bem deveria o nosso país, para garantir todas essas riquezas naturais.
Hoje, o Nordeste é a região brasileira que mais sofreu estas consequências, seguido do Sul, Sudeste e Centro Oeste, onde praticamente não mais existem reservas florestas e animais que tinham essas regiões como o seu habitar natural e tidos como os verdadeiros donos dessas terras ocupadas por índios também. O homem, que ironicamente se intitula de civilizado, vai construindo cidades, poluindo nossas águas, extinguindo nossas espécies da flora e da fauna e destruindo nossos minérios, sob a argumentação que isto só é feito, para que o Brasil possa ter progresso econômico e social que merece, a exemplo das grandes potências econômicos do mundo.
Na Região Amazônica, onde ainda se pode observar algumas reservas florestais e detém uma grande parte de nossas riquezas naturais além da maioria das nossas Nações indígenas que possuem em suas culturas, cerca de 172 dialetos derivados do Tupi e do Guarany, também corre o mesmo risco de destruir todas estas riquezas que por pouco ainda não nos foram roubadas ou destruídas como já aconteceu nas demais Regiões Brasileiras e muitos países do mundo. O Norte composto de nove estados que compõem a Amazônia brasileira pede socorro. Suas matas que compõem o maior eco sistema do mundo estão sendo destruídas. E num verdadeiro efeito cascata, leva junto nossa mais importante fauna do planeta considerada pela Organização das Nações Unidas – ONU -, como o pulmão da terra. Pulmão esse que se não receber o devido tratamento como merece, pode deixar de respirar.
Ecologia. Palavra esta que vem sendo repetida incessantemente pelos brasileiros que realmente quer preservar o que temos de mais valioso. Nossas riquezas naturais. Infelizmente, nossos legisladores desde o Congresso Nacional, Senado, passando pelas Assembléias Legislativas até as Câmaras de Vereadores, fazem vistas grossas para este clamor público nacional e não criam leis que possam garantir legalmente a preservação de nosso eco sistema nacional. Isto, pelo fato de que os mesmos são os primeiros a destruir intencionalmente estas riquezas porque são os nossos maiores destruidores.
Um Brasil cantado em prosa e verso onde se enaltece sua riqueza natural, está pouco a pouco sendo destruído em nome do progresso. Progresso esse onde a maior preocupação de nossos representantes nos poderes públicos, é tirar vantagens individuais de nossas riquezas. Até quando isto vai parar, talvez nunca. Isto porque os dois únicos brasileiros que tentaram dá um basta nesta destruição, Tiradentes e Chico Mendes, foram assassinados. E com medo de se tornar o próximo mártir ninguém lidera um movimento nacional para evitar que nossas riquezas naturais, nosso eco sistema seja, enfim, respeitado.


Cabedelo/PB 14 julho 2016



14.
"Se todos reclamam, eu também vou reclamar..." (RS)
livro “Tratado de Nostalgia”, 2003


Mancha Negra
Carlos Alberto Barreto


Todas as aves debandaram
Daquela maresia poluída
Ficou só a mamãe- gaivota
Triste, grasnando, chorando
Pelos filhotes
Presos à beira do manguezal
Na lama misturada ao petróleo
DERRAMADO
Por mais um cargueiro assassino...

Salvador/BA



15.
Sofrimento da Mãe Natureza
Jacira Pereira


Em meio ao ambiente
Nasce a devastação,
As espécies de sementes
Morrendo na podridão,
Sem chance para renascer
E frutificar o solo,
Por isso lamenta e chora
A dor da desolação.

É triste o sofrimento
De uma mãe tão afável,
Generosa com os filhos
Que destroem seu coração,
Com ações para bens próprios,
Sem nem uma prevenção
Para amenizar a dor de
Quem sofre sem razão.

A crueldade sem medidas,
Atingindo a inocência,
Dos filhotinhos nascidos
No berço da imprudência,
Sem um futuro seguro
No seio que tanto almeja,
Uma vida mais segura
Nos braços da natureza.

A flora está desmatada,
A fauna sem aconchego,
Espécies raras extintas,
E rios sem os seus leitos,
Morrem os peixes na poluição,
No mar a vida é escassa,
E o homem sem perceber
Promove a própria desgraça.

Cabedelo/PB



16.
Mãe Natureza
Nádia Cerqueira


Não sou de escrever amargura, mas
Enquanto a Terra pedir socorro ao Criador
Uso meus versos, o veículo, como criatura
Agregando-me aos conscientes que nutrem
Zelam e por Ela tem amor
Preservo, reciclo, cuido como posso
Socorrendo esse espaço que é só nosso
Estamos quase órfãos, dessa Mãe que nos deu
Vida e sustento, hoje bruscamente está morrendo
Pelas mãos do homem cobiçador.
Vamos, despoluir a atmosfera, fazer a nossa parte
Ressuscitar a Terra, mudar a mente do predador
Que dentro do peito, só a ganância prolifera.
Não quero ver tudo se exaurindo, rios sumindo
Campos, devastados, sem beleza...
Salve, salve, Mâe natureza!

Salvador/BA



17.
Árvore Vovó (3)
Joyce Lima Krischke


Ah, Árvore Vovó bela e querida
Aos pássaros cantores dás guarida
Hoje poetizo a beleza que és
Dás sombra para Marias e Josés

Volto a cantar-te no Centro Histórico
Meu verso é singelo e não retórico
Neste Dia Mundial do Meio Ambiente
Vejo cinza, na tua raiz, recente!

Bicho homem que dás sombra há anos
É o mesmo que te fere e causa danos
Vi à tua sombra muitas crianças a brincar

Resististe ao último vendaval
Que no verão arrasou a Capital
Árvore Vovó – pra ti meu poetar.

Porto Alegre - Dia Mundial do Meio Ambiente- 2016



18.
Amar Mãe-Natureza e os Animais
Sua Beleza Ver... Ouvir seus Ais!
J.J. Oliveira Gonçalves


Semana do Ambiente Natural:
Eu louvo no humilde verso meu
Esse Poema Concreto que meu deu
O Deus-Poeta... Criador Universal!

Semana do Ambiente Natural:
Eu teço em filigrana minha rima
O Óleo-Sobre-Tela - essa Obra-Prima
Do Deus-Artista... Mestre Imortal!

E assim eu canto a Pedra e canto a Flor
As Águas e o Pássaro Cantor
No Bucolismo ímpar das Paisagens!

E a sorver do Reino Vegetal
Acaricio o Reino Animal
Enfim, Amo de Deus Suas Imagens!

Porto Alegre/RS



19.
Natureza Perdida
Marina Martinez


Fui falar com os animais. Não os achei.
Enfeitam paredes, empalhados,
ou estão no chão, pisoteados.

Fui falar com as flores. Não as achei.
Artificiais arremedos coloridos,
ornamentam vasos corroídos.

Fui falar com os mares. Não os achei.
Encharcam praias, poluídos;
estertoram nas pedras, com gemidos.

Fui falar com os homens. Não os achei.
Vagam nas guerras, perdidos,
buscando, aflitos, seus feridos.

Fui falar com os anjos. Não os achei.
Voam no espaço, abandonados;
peregrinam, nos ares, alucinados.

Fui rezar para Deus. Não O achei.
Chorava em um canto pelos seus.
Fui falar comigo. E também não me achei.
Alienada, havia perecido, sem saber, no animal, na flor,
no mar, no anjo, em cada lágrima de Deus.

Porto Alegre/RS



20.
Sensatez
Nena Sarti


Ah, a natureza!
Quando sentia em seu corpo
A brisa amena, pensava...
Tempo ideal para ficar descalça,
Soltar os cabelos aos ventos primaveris,
Caminhar sem pressa rumo à colina,
que todos veem, mas poucos sentem
O quão gosto e quente é o seu tapete natural.
Queria ficar lá, olhando abaixo a cidade,
pobre, triste, vazia de seus míseros ideias.
Seria o tempo certo, seria a hora, agora,
De subir e não precisar descer mais!

Campo Grande/MS



21.
Meio ambiente
Carlos Reinaldo de Souza


Salvar o meio ambiente,
é uma tarefa tão bela,
que o mundo fica contente,
e a vida vira aquarela.

Portanto, fique bem certo,
que esta tarefa é radiosa,
o bem entao fica perto,
e a paz se torna grandiosa!

Conselheiro Lafaiete/MG




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